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Capítulo 7 de 14

Osvaldo Polidoro — parte 7 de 14

O Mensageiro de Kassapa · Osvaldo Polidoro

Osvaldo Polidoro — Raul, você tem uma obrigação a cumprir. Trata-se de recolher alguns companheiros, não é? — Sim, irmão Wassilof; assim combinamos, eu e Calil. — Muito bem, eu lhe entrego quatro servidores, a fim de que se incumba dessa obrigação. Eles lhe são inferiores em gradação, mas contam com elevado grau de experiência. Estão a par das regiões, das esferas, de quantos departamentos e institutos mantêm articulação conosco, podendo instruir em tudo que seja necessário, a bem das obrigações que lhes competem executar. Quanto aos companheiros que lá ficaram, tenha em mente, deve recolher apenas aqueles que saíram do mosteiro. Os mais, que ficaram, deles se há de tratar futuramente. Estendeu-me um documento, concluindo: — Aí tem as instruções. Os servidores são esses que o rodeiam. Pode ir, e que Brama lhe abençoe os esforços. Fui saindo, acompanhado daqueles quatro irmãos, quatro grandes amigos, cheios de excelentes experiências e dotes de coração. — Quando devemos começar? — indaguei.

O Mensageiro de Kassapa — Já — disse um deles, — pois logo mais virão outros serviços. Deve levar em conta que pelo feito ou não feito temos conta a prestar. Uma vez que se recebeu a incumbência de uma ação, é porque ela deve ser cumprida; a ordem implica na autoridade e, consequentemente, na responsabilidade. Devemos, portanto, agir sem demora e com todo o critério, embora sem exageros, compreende? Disse-lhe com toda simplicidade: – Compreender eu compreendo; mas sucede que estou acostumado a não tomar iniciativas... Agi, no mundo, imbutido num verdadeiro regime de contemplação e abandono... Cultivei abstrações, abstenções, alheiamentos... Devo, portanto, ir aos poucos ingressando num regime de trabalho organizado, ordeiro e temperado. Peço o favor, portanto, de ser tolerado nas minhas faltas e insuficiências. Um outro disse: — Enquanto não entrar no conhecimento das vidas passadas, por certo ficará entregue a muitas faltas e insuficiências. Isso virá com o tempo, talvez logo, talvez mais tarde. Creio que o estão experimentando. Nossos chefes agem sempre assim, pois é imperioso medir a capacidade de iniciativa dos indivíduos. Deve, em qualquer circunstância,

Osvaldo Polidoro tomar a melhor iniciativa e no prazo mais curto ou justo. Para tanto, acostume-se a concentrar o pensamento em Brama, ou Deus, e depois fazer tudo para vencer do melhor modo. Se a parte de Brama está feita, e resulta da ordem recebida, que vem das Altas Esferas e se filtra pelos nossos chefes, tudo mais depende daquele que deve executar o serviço. Não é simples de entender? — Uma bela instrução! — exclamei — Vamos à crosta, vamos fazer o possível, uma vez que Brama quer ver a questão resolvida. Mas, e os meus companheiros de grupo? Não podem ir? — Recebeu ordem a tal respeito? Consultou- -me um outro. — Não. Nem está escrito neste documento. — Então não discuta a ordem; já é bastante conseguir fazer o devido. — Então, meus irmãos, vamos à Terra. Como devemos ir? — Apelando para o melhor recurso, a fim de servir do melhor modo e no menor prazo — respondeu um outro, que parecia estar à espera da pergunta.

O Mensageiro de Kassapa — Não fizemos mais do que ter vontade. Todavia, minha vontade se estribava na vontade deles, pois eu nem sabia como chegar ao local, atravessando esferas e zonas, sem nunca ter feito isso antes. Fiquei realmente aborrecido; veio-me um sentimento de mágoa ao coração, que percebido por eles, motivou brusca parada. – Que foi? Por que se atrofia em seus recursos? Não sabe que sentimentos contrários valem por declínio de forças e representam perda de eficiência? Confessei: – Não estou pronto para trabalhar e servir... Reconheço minhas falhas... Um deles avançou propondo: – Disso temos nós certeza. Estamos acostumados a estes fenômenos. No entanto, se quiser, podemos guiar tudo, até que se torne capaz de comandar. Seu caso é como tantos outros, pois muitos são os que se acreditam fortes e capazes, simplesmente porque, de certo modo, mantiveram pensamentos elevados. Uma coisa é saber que a Verdade é um fato, e que somos parte dela, sendo outra coisa conhecer-lhe os múltiplos, os infindos graus de manifestação. O TODO é para quem faz

Osvaldo Polidoro jus ao TODO. Nós, no entanto, ainda estamos longe do TODO, apesar de sermos parte Dele. É importante que saiba isto — se não é orgulhoso, aceite nossa oferta e vamos ao serviço. Se é orgulhoso, voltaremos e daremos conta do ocorrido... Falou a tristeza que me surtiu do âmago: — Seria terrível!...Terrível!... Eu não posso fracassar, porque aqueles irmãos dependem de mim, agora, que fui o incumbido de recolhê-los... Demais, não sou orgulhoso, pois de há muito que reconheci as falhas do curso feito, pretendendo fazer a união pelo sistema de afastamento, de abandonos e abstrações. Um deles veio, o mais categorizado, que se chamava Gabriel, oferecendo: — A simplicidade é uma grande virtude. Venha conosco, sem temer pelo quer que seja. Havemos de constituir uma família e daremos conta de toda e qualquer execução, contanto que relativa às nossas forças e conhecimentos. Um dia, quando alcançar o seu DOSSIER histórico, e se fizer mais do que nós, pela evolução feita em vidas pretéritas, há de ser um bom amigo e chefe, se calhar de continuarmos juntos. Como sabe, o mecanismo da vida, de todo e qualquer modo e para todos os

O Mensageiro de Kassapa efeitos, obriga ao relacionamento, ao entrosamento de ações e fatores, recursos e validades em geral. Quanto mais se fizer pelos semelhantes, tanto melhor; mas, como deve compreender, sempre é melhor lidar com aqueles que se tornam verdadeiramente solidários, que se prezam de bem viver. — Basta! Basta! — disse-lhe eu, todo satisfeito — Basta, pois sinto que vocês conhecem mais do que aparentam conhecer. Vamos ao trabalho, que se um dia eu for mais e melhor, por certo hei de honrar minha obrigação fraternal e o meu devido reconhecimento à vossa atenção. — Então, — propôs Gabriel, — vamos estabelecer esta norma — enquanto estiver em aprendizados, eu darei conta dos serviços práticos, enquanto você ficará com os encargos teórico-administrativos do grupo. — Muito bem. Devemos cientificar Wassilof desta nossa medida? Fez sinal negativo de cabeça, para entressorrindo afiançar: — Wassilof é mais capaz do que pensa; vive sondando, às ocultas, e quando menos se espera auxilia também ocultamente. Pode contar com sua

Osvaldo Polidoro inteireza de caráter e apoio, sempre que fizer por agir com toda dedicação e simplicidade. Vamos ao chão terrícola, vamos servir, pois temos grande necessidade de ser servidos... Enquanto dizia suas últimas palavras, senti um como arranco íntimo, uma espécie de robustez psíquica, tomando-me por inteiro, como se aura divinal me envolvesse. E não fizemos a viagem por caminhos vigiados, nem vagarosamente como na subida, mas sim num repente, pelo fato de ingressarmos em um dos canais etéricos superiores, por onde tivemos livre curso; isto é, não ficamos obrigados aos estorvos do ambiente menos sublime, da materialidade relativa às esferas e zonas por onde devíamos transitar. Vimo-nos, portanto, à beira do lago, e da imensa cordilheira. Ali estavam dois irmãos, que se chegaram ao local através de tremendos esforços, pois estavam feridos e gementes. Ao tocá-los, e chamá-los pelo nome, ergueram a cabeça e quiseram falar, mas não puderam, porque convulsivo pranto os assaltou. Cada um dos servidores procurou auxiliar, impondo as mãos, buscando aliviá-los e prepará-los à caminhada. Quando, refeitos da emoção, começaram a falar, relatando os sofrimentos curtidos e a fé na pro-

O Mensageiro de Kassapa messa recebida, de que seriam atendidos o quanto antes. — Alguns outros devem estar por aí, bem perto, pois temos ouvido chamar e gemer; creio que devemos ir no seu encalço. Olhei para Gabriel, tendo ele dito: — Vamos levar estes, agora, pois tiveram bastante esperança e se esforçaram para atingir o local devido. Que façam os outros a mesma coisa, para que se compenetrem um pouco mais desta realidade — o Reino de Brama não vem à custa de pensar muito e realizar pouco. Acima de tudo, quando se faz questão de esquecer os mais prementes, os mais necessários e intransferíveis deveres, que são os de fundo social, a cooperação na obra de levantamento geral. Um dos socorridos olhou-o com algum espanto, o que motivou esta observação de Gabriel: — Não guarde a pergunta, não se recolha em mutismo de qualquer espécie. Vá aprendendo desde já a melhor norma de conduta — seja simples e bem intencionado para todos os efeitos. Em Brama não existem mistérios e nem milagres, estando a Sua Obra exposta a quem queira vasculhar, apren-

Osvaldo Polidoro der e usufruir. Prevenções e segundas intenções valem por lesões de caráter, representam falhas e significam fraquezas. Perturbado, interrogou o sofrido monge: — O senhor também foi monge? — Porque fui, e me arrependi de tê-lo sido, é que assim penso e gosto de agir. Importa ser trabalhador, simples, espontâneo, escampo; é imprescindível sondar a Verdade através de suas mais ínfimas formas de manifestação. Por isso mesmo, temos que atender ao máximo o dever de alargamento intelecto-moral. Quem pensa em segredos; quem cultiva na intimidade pretensos cálculos sobre seus irmãos, julgando ser mais; enfim, quem se julga acima dos outros, que se faça ou se revele tal, mas em obras de fato, em práticas diárias de acentuado sentido social. O esfarrapado monge balbuciou: — Sois um verdadeiro monge. Eu, de fato, sempre pensei conhecer e penetrar um pouco mais do que os meus companheiros. Tudo farei, de ora em avante, para falar e agir com simplicidade e a melhor das intenções de servir. Gabriel recomendou-lhe:

O Mensageiro de Kassapa — Vamos, também, dar fim nessa história de confraria sectária; Brama não pode estar conforme as nossas presunções. Todo aquele que, nos quadros da vida em geral, em qualquer ramo de atividade, se portar no âmbito da Lei, deve ser respeitado como sacerdote de Brama. Isto porque, como é de bom senso aquilatar, todas as funções são devoções, quando exercitadas com dignidade. Os cleros sempre tiveram a infeliz mania de julgar seus membros acima dos demais elementos humanos; nisso há, em parte malícia e em parte espontânea ignorância. A malícia está na feição subsistencial, no vazamento do instinto sectário e no recalcamento do conceito de superioridade. A ignorância reside no fato de julgar a Lei Suprema pelo prisma daquelas falhas. Cumpre observar esta regra — quem é cego, lembre-se que existe mais do que aquilo que a sua cegueira lhe revela; quem enxerga um pouco, saiba que existe mais do que aquele pouco que consegue ver; e quem vê tudo quanto o “olho” humano pode fazer ver, não se esqueça de que o “olho” humano só consegue fazer ver muito pouco. Assim sendo, o sábio desconfia de sua sabedoria, o santo desconfia de sua santidade e Brama se torna mais conhecido e reconhecido. A presunção é um dos grandes erros de quem se dedica ao culto do desabrochamento interno. A vaidade afasta um irmão do outro e não permite produzir o suficiente e necessário. O egoísmo, triste chaga que costuma

Osvaldo Polidoro se apresentar de maneira variável, chega a nulificar até os mais ínfimos valores, as menores possibilidades de êxito, quando se trata de cultivos espirituais; a riqueza espiritual surte de dar, de mais fazer pelos outros, nunca de pretender armazenar e reter conhecimentos e validades. Olhou bem nos olhos do interlocutor e aconselhou: — Não pretenda esconder seus pensamentos, o fruto de suas meditações, mesmo porque nestas plagas, tudo é posto em evidência e bem pouca coisa vinda da Terra consegue merecer atenções superiores, quando não se trata de obras de amor! A Ciência, quando de fato há, ornamenta e confere relativa autoridade; mas o Amor é a chave das chaves, é imprescindível. Quem muito ama não tem segredos, não é egoísta e nem vaidoso, não se julga mais e nem melhor. Não é invejoso, não se revela despeitado, não é, de certo modo, traidor do bem geral. Quem muito ama é simples, é serviçal, tem gosto para aprender e faz tudo para ensinar o que vem a saber. O esfarrapado monge curvou a cabeça, ficou imóvel, completamente entregue ao mais profundo quebrantamento. Gabriel levantou-lhe a vincada face, afirmando:

O Mensageiro de Kassapa — Quem lhe fala, irmão, foi igual... Eu também pensei ser mais e melhor, formulando a respeito dos demais os pensamentos menos respeitáveis. Imaginava, concebia, julgava estar acima de todos... Nutria acentuado desprezo pelas ideias e pelos conceitos alheios, julgando tristemente aos que se dedicavam aos misteres chamados profanos. A morte me ensinou isto — Brama pensa de outro modo e a nenhum filho despreza pela função, desde que executada no âmbito da Lei! Por mais humildes que sejam, o funcionário e a função, todos têm necessidade de ser e Brama a ninguém menospreza! O monge chorava copiosamente e Gabriel consolou, informando: — Caso se arrependa, terá entrado em esfera melhor, onde será tratado e cultivado a fim de em breve tornar-se um dos servos de Brama; caso queira ficar com seus pensamentos, terá que permanecer em esfera inferior, retardando a cura e se impedindo em face da Lei. O que lhe disse, com inteira franqueza, foi por necessidade e a bem de seu futuro. É livre para escolher. O monge rogou: — Faça-me querer o melhor. Estou cansado de sofrer! Guie-me!...

Osvaldo Polidoro — Está bem. Seu caso ficará entregue a nós. Fique tranquilo, contanto que se porte como bom irmão, procurando ser verdadeiro em lugar de ser sectário, fazendo questão de se renovar pelo estudo e pelas melhores práticas. O outro, vendo Gabriel silenciar, perguntou-lhe: — Eu, senhor, que devo fazer? — Gabriel apanhou-o pela mão, levantou-o do chão, dizendo: — Deve reencarnar, para resgatar grave falta do passado. Há três séculos, um pouco mais, foi chefe de um bando malfeitor, matando, ferindo, roubando, etc. Ser monge, no seu caso, fez muito bem; não o livrou de tantas culpas, não o uniu de uma vez com Brama; no entanto, consideremos, fê-lo disposto a recomeçar vida nova, recalcando caracteres de elevado teor religioso ou moral. De todo aquele andrajoso estado, arrancou um sorriso sarcástico e balbuciou: — Miséria humana!... Até onde queres chegar?... Eu a pensar que estava livre, que era um liberto!... Gabriel disse-lhe em tom ponderativo:

O Mensageiro de Kassapa — Eu também fiz cálculos errados, por aquilatar a Lei segundo meu crivo concepcional. Confesso também, que revoltei-me um pouco, quando apanhado de surpresa pela morte. Sofri amarguras, defrontei calamidades íntimas inenarráveis; mas, vamos considerar, que seria da Lei se fosse atender a quantos conceitos e preconceitos, postulados e normas, princípios e dispositivos conseguem levantar os credos e as doutrinas? Como andaria o Universo, sem o rigor de uma Lei acima das cogitações sectárias? O conformado monge especificou, meneando a cabeça: — Cogitações sectárias não representam tudo; o pior está no comodismo e nas presunções descabidas. Que alguém tenha tendências, inclinações, teça considerações e firme conceitos, tudo isso se respeita; mas chegar a julgar Brama pelo mediocrismo do intelecto humano, ou pretender forçá-Lo a ser assim ou não assim, a inteiro capricho de tendências e manias, ou de traumatismos psicológicos de caráter místico, isso é por demais. Sempre julguei bastante duvidosa a total certeza que os monges depositavam nos postulados admitidos como verdadeiros; nunca pude aceitar como absoluta a sabedoria do homem, por mais profundo que seja em conhecimentos, por melhor intencionado que

Osvaldo Polidoro seja. O infinito, embora essencialmente igual em seu Princípio Divino, comporta especificações astronomicamente incontáveis, além, muito além da capacidade humana de concepção. No entanto, para quase todos os monges, Brama estava quase totalmente medido, pesado, contado e tragado. Não se falava mais em Brama, no DIVINO TODO, que por ser TODO está de qualquer modo acima do que é parte, pois já se tratava Brama de “companheiro”, de igual em tudo, integralmente sem diferença. Nisso, meu senhor, Jesus foi bem mais modesto, pois nunca se inculcou como igual a Deus, salientando que a Vontade do Pai estava sobre todas as coisas, todos os conceitos, e que o fim da Sua Doutrina era fornecer elementos de conhecimento, a fim de que o filho pudesse viver em harmonia ou sintonia com o Pai, significando, portanto, a perene obrigação da parte para com o TODO. Gabriel fez questão de salientar: — Temos lido, aqui, sobre a verdadeira Doutrina vivida pelo Cristo. Nossos livros falam das corrupções lavradas, não só no seio do Cristianismo, mas de todos os ensinos vindos, onde cleros se levantaram, fazendo da Doutrina meio de vida ou profissão. A bem de seus comodismos e de suas sanhas em geral, corromperam os puros ensinos, inventaram doutrinas de homens, levantaram barreira entre

O Mensageiro de Kassapa a pura Doutrina e a humanidade. Observe que, no seio do Cristianismo, tanta foi a corrupção lavrada, que o sistema de culto apostolar desapareceu completamente, dando lugar ao mais descalavrado paganismo ou idolatrismo, equipado de completa maquinação temporal, armado de vastíssima catalogação comercial, cega e formal, de inteiro cunho humano, sem a menor dose de Revelação, de contato com o mundo espiritual. Ora, se a função de Jesus foi Batizar em Espírito, e isso fez na gloriosa manifestação do Pentecostes, para servir de modelo; e se os Apóstolos faziam suas reuniões para esse fim, como lemos na Primeira Epístola aos Coríntios, capítulo catorze, quem tinha o direito de corromper, de le-

vantar tamanha aversão à obra do Cristo? Eu, que sentia em mim tremenda fome de VERDADE, mas VERDADE com todas as letras maiúsculas, roguei: — Irmão Gabriel, quer fazer o favor de me emprestar um livro, qualquer documento que contenha os ensinos reais do Cristo? Fez sinal de assentimento, sorriu e disse-me: — Eu vô-lo darei e com imenso prazer. Está chegando a hora, para a humanidade encarnada e (1) Vide o livro intitulado “O GRANDE CISMA”.

Osvaldo Polidoro para a das regiões inferiores, de obter mais alguns conhecimentos, através do Batismo de Espírito. Estão sendo preparados elementos de variada ordem, a fim de que a vazação seja levada a termo, na hora precisa e do melhor modo, contendo as especificações necessárias, uma vez que a Codificação foi entregue no século passado e se acha em franca produtividade. No entanto, estando nós aqui, no plano astral, onde tudo é mais fácil de lobrigar em princípio, quero dizer o seguinte — a Doutrina do Cristo é culto prático da Lei e da Revelação. O mais é de ordem específica, é detalhe, é questão de minuciosidade. Havendo feito repentino silêncio, por atender a determinado aviso, para nós oculto, a seguir nos avisou: — Vamo-nos, que é hora. Temos outros serviços na lista de hoje. Foi obra de querer. E não fomos lentamente, embora não o tenhamos feito a toda pressa. Em poucos minutos estávamos na terceira esfera, numa região pertencente à Índia e caminhando nos jardins de vastíssimo hospital. Ninguém diria não estar na Terra, caso fosse passado para lá num repente, sem prévio aviso. Tudo relativo ao peso específico, foi a explicação preliminar, e isso fo-

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