[user_registration_my_account]
Capítulo 5 de 14
Osvaldo Polidoro — parte 5 de 14
O Mensageiro de Kassapa · Osvaldo Polidoro
O Mensageiro de Kassapa doutrinária, que ordena a tomar a iniciativa mais feliz em caso de dúvida, movimentei a vontade e fiz entrar em função o poder volitivo. Subi uns cinco metros, tomei a direção e rendi graças pelo maravilhoso ato. Brama sabe o que senti! Brama sabe o que vivi naquela inolvidável transição de tempo! Percorri caminhos e vi muita gente estirada pelo chão. Alguns estavam completamente imóveis, outros estavam soluçando, outros oravam, ainda outros blasfemavam. Quão imensa senti a minha obrigação, naquela conjuntura. Tremendo sentimento de responsabilidade me invadiu a alma, fazendo-me decidir pela mais premente das iniciativas — falar- -lhes, induzi-los à oração! Por isso mesmo, abordei aqueles que julguei em piores condições, anunciando a boa nova, convidando à oração, forçando ao levantamento de ânimo, instigando a caminhada. Surtiram dúvidas, julgaram-me aloucado, fizeram-me perguntas a todo respeito; de minha parte, valia-me da levitação e convencia a todos. Se alguém indagava sobre quem havia aparecido, respondia que me havia falado, e aos demais, um mensageiro de Kassapa, o penúltimo Buda. — Por que havia de ser Kassapa? E Gotama, que está fazendo? Onde se meteu o último grande Buda?
Osvaldo Polidoro A essa torrente de dúvidas, respondia simplesmente: — Marchem para o lago que se acha no sopé da cordilheira; vão pelo rastro dos que foram na frente, que eu necessito avisar os outros. Graças a Deus (então só dizia Brama) consigo levitar e tenho muitos a quem devo informar. Saía lento, deixava-os basbaques, confundidos e encorajados. Avançando, descia, falava, convencia e partia. Mal foi que encontrei alguns em estado de torpor, entregues ao descontrole mental, dizendo palavras sem nexo. A estes, embora fizesse de tudo para recuperá-los, falhava também em tudo. Deu- -me o que pensar aquelas alterações, pois haviam sido cultores de pensamentos positivos, falhos na prática, mas sólidos em pureza de intenção, firmes em teoria. É que em virtude da perda física, da resistência orgânica densa abandonada, a sensibilidade aumenta, fica o corpo astral sujeito a impactos imediatos e violentos do pensamento. É repentina, nalguns casos, a ação do pensamento sobre o corpo astral, mormente quando o espírito teve cultivo mental pronunciado, fez exercícios e sensibilizou o campo emotivo, por adestrar a organização magnética, que é sempre, para o encarnado ou para o desencarnado, o agente de ligação e comando, que se situa entre o espírito e os primeiros elementos
O Mensageiro de Kassapa constituintes do corpo astral ou perispírito. Tais indivíduos, havendo cultivado pensamentos psiquisantes, sensibilizadores, ao se darem conta do relativo fracasso, caíram em prostração psicomoral, congestionaram e atrofiaram todo organismo, principalmente o cérebro, partindo daí alterações mais ou menos pronunciadas. Era o que lhes ocorria, e por isso tiveram que se submeter a tratamento específico, tratamento que, nalguns casos, prolongou-se bastante. Ao cabo de pouco, todos haviam sido avisados e a marcha teve prosseguimento; a visão do que ocorria era motivo de júbilo, pois estava acesa naquelas almas bem intencionadas a chama viva da esperança em Brama. Eu me sentia feliz, intimamente sublimado, apenas porque tivera a celestial oportunidade para levar a termo aquela obra de fraternidade, de irmandade sadia, de substanciosa prática social. Feito o aviso, voltei ao local de partida, a beira do grande lago que ficava no sopé da imensa mole rochosa. Aos que iam chegando, lhes relatava aquilo de que fôramos objeto, por parte de Brama, que nos enviara socorro, depois de haver eu feito oração, ofertando o mais intenso desejo de trabalhar, de servir, de fazer pelo próximo alguma coisa realmente útil. A seguir, recomeçava a caminhada, o
Osvaldo Polidoro que era sumamente gracioso, porque a volição era um gozo tremendo de espírito. Ia atender, encorajar, incentivar, procurar sanar alguns desentendimentos e curar alguns males. Trabalhando, eu vivia em estado de oração! * * * Quando julguei estar tudo pronto, com a falta apenas de uns mais retardatários, fiz consoante o aviso de Calil — invoquei-o . Éramos sessenta e poucos indivíduos, intimamente erguidos nas asas esmeraldinas da mais estuante esperança. O céu de Brama, afinal, se acenava através de nossos íntimos. Passados alguns minutos, que pareceram infindáveis horas, veio Calil, sozinho, pensando me encontrar acompanhado de mais uns dois ou três, apenas. Vendo aquela turma toda, admirado, consultou-me: — Como fizeram para andar tanto, estando, como estavam, entravados de corpo astral e de espírito? Houve algum inesperado acontecimento? Quando lhe ia dizer, adiantou-se:
O Mensageiro de Kassapa — Ora! Ora! Graças a Deus!... Conseguiu levitar, hein?... Repeti, cheio de imenso gozo espiritual: — Sim, graças a Deus. Tentei e consegui, procurando imediatamente servir, pois trabalhar resume a oração que fiz, o rogo que enderecei a Brama, que é o Nome de Deus em nosso idioma. Calil acentuou, com bastante gravidade: — Lembremo-nos desta questão-chave — ninguém jamais terá coisa alguma de favor. As chamadas “Arcas Divinas” estão dentro de nós mesmos e devem ser descobertas e expostas à custa de trabalhos. Sabemos, também, que o Céu quer caridade, o que se deve entender por obra de solidariedade, e não sacrifício. Portanto, se conseguiu volitar, não creio que tenha sido pelo simples fato de ter pretendido volitar; é que contém os méritos, por tê-los desenvolvido em outras vidas. Pensar bem, ou desejar servir, apenas, não poderá jamais significar direito adquirido; a simples boa vontade é fator edificante em princípio, apenas. É moto feliz, mas carece de execução, de complementação prática. Dê graças a Deus pela ocorrência, dê também pelo fato de ser divino o plano geral, a base, mas reconheça no acontecimento a eclosão de poderes antanho despertados.
Osvaldo Polidoro Porque de Brama vem o plano geral, cumprindo a cada um resolver seus problemas de ordem individual. Em Deus não há particularidade, Nele, tudo é de ordem geral; a particularidade é questão que diz respeito ao quadro de serviços pessoais, é obrigação de cada filho cuidá-la. Assim é que todos somos por igual senhores dos mesmos bens em potencial, dos mesmos poderes latentes, só cumprindo, a cada um que os desabroche, que os torne manifestos ou patentes. Portanto, saibamos que Deus dá o material básico, mas não dá a construção feita. Isso ireis aprender, logo mais, de maneira radical, com os serviços que ireis prestar nos círculos do Cristianismo restaurado. A assembleia estava aguardando novas explicações, mas Calil sentenciou: — Vamos embora, se é que podemos assim ir. Duvido que possamos levitar toda essa gente, pois a grande maioria pesa muito e os recursos são diminutos. Vamos tentar; se faltarem recursos de vontade e poder, irei buscar mais servidores. Um dos presentes alvitrou: — Faremos oração, daremos tudo quanto nos seja possível. Calil observou:
O Mensageiro de Kassapa — Como proposta é boa; mas ninguém respeita Brama sem ser através de Suas leis. Tudo é por Lei, uma só Lei que se desdobra ao infinito. Tentem fazer o possível, quero ver o que podem. Tentamos uma, duas, três vezes. Eu levitava e dois outros conseguiam alguns solavancos, como havia acontecido comigo no princípio. Nada mais. Calil informou: — Resta que eu contribua com meu esforço; mas tenho certeza de não conseguir tamanha realização. Vamos tentar, mas com muito cuidado, pois uma queda não será menos perigosa. De fato, houve tentativa infrutífera, pois o medo passou a dominar a grande maioria. Se alguns estavam frementes de alegria, outros estavam nervosíssimos. Calil avisou: — Esperem que vou buscar mais servidores. Não o vimos escalar o caminho aéreo, como o fizera quando conduziu a primeira turma; ele agora sumira num repente, de diante de nós, como se fosse uma luz que se apagasse.
Osvaldo Polidoro Imensa expectativa reinava no seio daquele grupo, onde as mais diversas condições psicológicas tinham representação. A grandeza da paisagem não mais infundia sentimento de atenção e respeito; pela veemência da conjuntura, todos os pensamentos estavam voltados para a grande viagem, e viagem que nos entregaria a um dos Céus de Brama, e Céus tantas vezes sonhados, quantas vezes duvidados, naqueles dias vividos entre os monges, no mosteiro, dias que se fizeram anos a fio e que se caracterizavam pelo mais profundo acento de mágoa, por ter sido a morte a grande negação de todas as esperanças em vida mantidas e curtidas. Agora, enquanto se aguardava o retorno de Calil, que devia trazer companheiros ou servidores, a fim de aumentar o potencial locomotor, todos os pensamentos estavam cravados na etapa que tantas torturas e angústias havia custado, por ter falhado na hora precisa e mais necessária, aquela que simbolizava e resumia todo o esforço mental de cada uma daquelas vidas. Cada face representava o seu vinco de gravidade; cada olhar refletia a imensidão do momento vivido; cada indivíduo era o espelho de sua gritante expectativa. Naquela partezinha do infinito estava sendo vivido um tremendo drama, talvez tão velho quanto a humanidade de todos os tempos e de todos os infindos mundos, pois foi para morrer que
O Mensageiro de Kassapa todos nasceram, mas foi também para aguardar a morte como um novo começo, como um sinal de eternidade da vida. Ante a constrangedora situação, cada um teria levantado, em qualquer tempo e mundo, no vértice de suas esperanças a flama do abandono e da tristeza. Cruciantes foram os longos anos passados no mosteiro, ao lado dos encarnados, sugando-os, vampirizando-os, enquanto a tristeza e a solidão calavam fundo no âmago dolorido das esperanças que se iam aos poucos fenecendo, fenecendo, até se tornarem total desilusão e angústia. Havia razão para toda aquela reinante quietude; mas, para que não fizesse ela trânsito até algum porto menos recomendável das paragens intelecto-emotivas, fiz questão de abordar alguns dos companheiros, indagando sobre o que desejariam fazer, se lhes fosse dado ter livre iniciativa. O primeiro respondeu: — Avisar os encarnados resume tudo quanto há de mais premente e necessário; é o que faria, caso mo permitisse Brama. Um outro disse: — Nunca pensei que a questão religiosa fosse realmente tão importante; pensar no Céu, não fa-
Osvaldo Polidoro zer mal e abandonar toda e qualquer ligação com o mundo, era tudo quanto devia bastar, a meu critério. Por acréscimo, fiz-me monge, pensando lavrar ainda algumas vantagens... Mas, como vimos, falhamos em grande parte. Como não se pode modificar um padrão mental tão fundamente vinculado, de uma hora para outra, creio que devo aguardar outros acontecimentos, antes de pretender alguma nova iniciativa. Aquele que nos pareceu rebelde, nalguns momentos, entressorrindo avançou: — Vamos treinar para bons chefes de família; vamos também cogitar das artes e das ciências, da indústria e do comércio, da lavoura, de tudo quanto é necessário à construção de um caráter bem formado. Essa história de perder o “eu”, de abandonar a individualidade, de fazer união à custa de práticas ascéticas, tudo isso é invenção humana com a qual Brama nunca teve tratos e nem acordos. É bobagem e das grossas, porque Brama não faria ou criaria, para depois deixar a Sua criação para trás, depor contra o Seu ato e a Sua determinação. Sinto que devemos evoluir, organizar a personalidade até podermos sintonizar com a Vontade de Brama; isso é tremendamente sublime, é divinamente elegante, pois transforma o filho em digno obreiro do Pai. Mas essa história de ser para deixar de ser, e
O Mensageiro de Kassapa deixar de ser, para vir a ser, do modo como vimos fazendo, isso é pura malícia de gente manhosa, de gente que não quer trabalhar, mas que gosta de viver à custa do trabalho alheio. Eu quero muito falar com alguém, se merecer, pois acredito na lei dos merecimentos e não no emprego dos engodos, a fim de saber certo o que Brama deseja de nós, Seus filhos. Depois, então, pretenderei tomar iniciativa. Por ora ficarei... Ele ainda falava, quando Calil chegou, em companhia de uma vintena de outros servidores. Eram todos do mesmo grau, pelo que se podia sentir; não estavam longe de Calil, mas bem se sentia que eram inferiores e subordinados. Dadas as ordens, tomados os postos, Calil convidou: — Podemos partir? — Lembrei-me, neste momento, daqueles que se acham perturbados, perdidos pelos caminhos... Como deixá-los assim? O bom servidor respondeu-me: — Não tenha dúvidas a tal respeito; você mesmo os virá auxiliar... Havemos de fazer tudo con-
Osvaldo Polidoro forme a ordem superior determinar. Pense na marcha, que nos estão aguardando a chegada. Também os que foram na frente vos esperam, pois vencida a desilusão, pela medida superior, todos volveram a pensar como bons amigos. Foi iniciada a marcha ascensional; fomos subindo, subindo, lentamente, observando a paisagem terrena que se afastava, que ganhava amplidão, que se fazia maravilhosa, imensa, deslumbrante. A cordilheira parecia um cordão, um risco, vista de bem alto. Eu queria ver a Terra girar e não vi, porque nós também, no espaço, estávamos girando, acompanhando a marcha rotativa do planeta. Aos poucos, tudo se reduzia a um bloco enorme, para depois sumir tudo, porque penetramos na primeira faixa, no primeiro plano astral, muito denso, muito igual à Terra. — Nesta faixa ou plano, — avisou-nos Calil — achavam-se instalados os primeiros postos de socorro, alguns hospitais e alguns centros de instrução, mas centros de ordem inferior; vede bem, pois é apenas a terra astral, pouco ou nada melhorada. Não fosse a ordem reinante, a rígida disciplina, talvez seria pior, bem pior do que alguns ambientes carnais. De fato, o local visto era uma cidade pequenina, cujas construções eram toscas, embora amplas.
O Mensageiro de Kassapa A única diferença é que todas as casas eram cercadas de jardins e bosques. Consultando Calil a esse respeito, respondeu-me: — Ninguém aqui merece melhor tratamento, a não ser os servidores, e isso mesmo nem todos; por isso, necessitam de bons ares e vasta quantidade de sucos alimentícios, além de muitos extratos medicinais. Se estão vendo uma cidade-jardim, em parte é a obra de gosto estético, mas em parte é pura questão de necessidade. O que está vendo é por utilidade; tudo isso deve produzir e render algum benefício. — Foi sempre assim? — indaguei. — Não, é claro, pois quando um mundo se forma, também se formam as suas faixas. Assim, no começo do mundo terrícola, teve também começo o mundo astral, mas sem organização humana qualquer. A organização, nas zonas inferiores ou faixas próximas, tem começo no desenvolvimento da vida social da crosta, é sempre um desdobramento, uma extensão, em maior ou menor escala ou grau. Onde não há vida social de espécie alguma, na crosta, também não há nas faixas inferiores, nas zonas imediatas. Estas faixas representam planos de transição, degraus de uma escala, postos intermediários, compreende? Aqui, por exemplo, são
Osvaldo Polidoro recolhidos aqueles que não merecem mais do que isto; aqui, também, são tratados aqueles que carecem de certas curas em seu corpo astral ou perispírito. E aqui também fazem o devido curso aqueles que arrastam pesados fardos, que em trabalhos duros devem conseguir dirimência, diminuir débitos, a fim de merecer melhores oportunidades em melhores lugares, ou reencarnação em condição menos pesarosa. Feita a explicação, fomos subindo, penetrando em lugar quase nada melhor. Era a Terra um nonada melhor; apenas se sentia um qualquer prurido de afago espiritual, um leve toque de íntimo carinho ambiental, como se o ar fosse mais fino, rarefeito e tenuemente aromatizado. Dizendo isso a Calil, deu-me a devida explicação: — Você já pode sentir assim, por estar com os recursos despertos. Penetra melhor e deixa-se invadir pelo tom ambiental; isto é, consegue sintonia vibratória, coloca-se em plano de equidade. Há, porém, os que nada sentem, porque a brutalidade íntima os inibe, veta-os. Esses, tudo veem e sentem, pelo prisma do próprio tom psíquico, que é rústico; quando muito, portanto, veem e sentem o que é grosseiro.
O Mensageiro de Kassapa Agradeci a explicação, pedindo novo esclarecimento: — Já falou duas ou mais vezes em perispírito; notei que é sinônimo de corpo astral. Pode me informar, por favor, a origem desse termo? Sacudiu a cabeça e disse: — Uma longa história, um grande plano! Esse termo contém o germe de uma portentosa articulação histórico-doutrinária. Creio que o não farei hoje, menos ainda agora, mas prometo fazê-lo depois de cumprida esta ordem, que é entregá-los em determinado local. – Ficarei grato por tudo. Por ora, muito agradeço pelo que me tem explicado. Depois de subir um pouco mais, penetramos na terceira faixa, lugar um tanto melhorado, levemente superior ao anterior. A melhora surtia do meio ambiente, eclodia espontânea, invadia e fazia gozar espiritualmente. Parecia mesmo um pouco celestial, infundia um sentimento de oração, de gratidão a Brama. — Nesta faixa vão ficar, por enquanto. — anunciou Calil — É uma esfera trabalhosa, cheia
Osvaldo Polidoro de serviços e de belíssimas oportunidades. Não há lugar, aqui, para os que prezam certos afastamentos... A regra feliz é trabalhar pelo próximo, assim como seja possível, isto é, nos planos da Lei. Aqui se trabalha, se estuda, se faz amizades, se consegue merecimentos vários. E quem merecer lugar melhor, é natural que para ele irá. Fica observado, no entanto, que elementos de subido valor aqui permanecem, para servir, para mais poder dar... Vosso Buda falou muito bem sobre o Amor e a Ciência, não contesto, mas desviou a questão em geral para rumos pouco seguros, concitando a certos afastamentos, severos abandonos, alheiamentos comprometedores... Eu sou cristão, prezo o trabalho intenso, o amparo, até mesmo a renúncia se for preciso, desde que amparado na Lei. Há outras falhas na doutrina budista, mas não quero delas tratar, em virtude da excelência de outros tantos pontos. É questão que o discípulo por si mesmo resolverá, pois em matéria de doutrina o avançamento deve ser na razão direta da evolução individual. Não se deve saltar, nem forçar a fazê-lo, bem assim como ninguém tem o direito de retardar e concitar a fazê-lo. Há necessidade de equilíbrio, de ajuste intelecto-moral, de sintonia entre o Plano Geral e as necessidades individuais. O Plano Geral facilita o progresso contínuo, em base de recursos íntimos e meios exteriores, tudo em profundo sentido geral; se o indivíduo, porém, por qualquer motivo,
O Mensageiro de Kassapa faz fincapé em determinado ponto, obstina-se, não quer mudar um passo, não faz por avançar, não respeita a lei comum de progresso contínuo, então surge a violência, o choque, o constrangimento e a dor! A dor é o prêmio do erro e da estupidez, do fracasso. É necessário mudar o conceito em que é tida, é necessário classificar seus diferentes motivos, a fim de não se levantar honrarias ao que é testemunho de crime. — Então, irmão Calil, foi muçulmano, fez-se cristão e trabalha numa faixa radicalmente indiana? Acho interessante, pois conheço a doutrina cristã, considerando-a igual a budista, salvo uns tantos pontos, que talvez tenham sido acrescidos, pontos antes de caráter mitológico, pois não têm significação prática no seio do catolicismo. Observou-me: — Devo fazer pelo menos duas observações; uma diz respeito a esta região, que pertence à faixa. A faixa é toda esfera ao redor da crosta, toda a circunferência; a região é parte, localiza-se sobre os diferentes povos ou países. Todos os países tem suas regiões nesta faixa, bem assim como em todas as outras. Quanto ao que chama de doutrina cristã, e a confusão que faz entre o Cristianismo e catolicismo, isso ocorre por sua conta. O mesmo se pas-
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.