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Capítulo 9 de 14

Osvaldo Polidoro — parte 9 de 14

Moral, Amor e Revelação · Osvaldo Polidoro

O trabalho cristão é lidar para fazer Cristos. É descer, apanhar aqueles que se encontram nos caminhos da treva e da morte e recolocá-los na trilha da Verdade que liberta. Nem é mais nem é menos, porque é apenas isso. Ficar nas alturas, sem olhar e trabalhar para levantar os que se encontram em baixo, isso não é recomendável. Todavia, nenhum trabalho é profícuo, sem que seja harmônico, sem que venha a refletir obediência para com a Lei de Harmonia Universal. A Lei e a Justiça não existem por acaso. Submergir na treva é arrancar dela aqueles que se encontram prisioneiros; e o cântico libertador, o trabalho das legiões que servem à Doutrina, vinha em linguagem simples e não velada, desde muito antes de João Evangelista figurar a Jerusalém sem portas, a Humanidade liberada a viver num mundo de Luz, de Paz e de Poder! João viu a Jerusalém brilhante, como Pitágoras viu a Grécia imortal: “Quem é Apolo? O Verbo do Deus Único, que eternamente se manifesta no mundo. A Verdade é alma de Deus, a Luz é o seu corpo. Se os sábios, os videntes, os profetas, o vêem; os homens não vêem mais que a sua sombra. Os espíritos glorificados, que nós chamamos de heróis e semideuses, habitam essa Luz, às legiões, em esferas inumeráveis. Eis o verdadeiro corpo de Apolo, o sol dos iniciados, e, sem o calor dos seus raios, nada de grande se faz sobre a terra. Como o ímã atrai o ferro, assim nós atraímos pelo pensamento, pela oração, pelas nossas ações, a inspiração divina. Cabe a vós transmitirdes à Grécia o Verbo de Apolo, e a Grécia resplandecerá duma Luz eterna”. Esse um dos hinos libertadores, essa uma proclamação evolucionista, pois que outras muitas existiram antes, em datas remotíssimas, a fim de preparar, aqui e acolá, a sementeira para o Cristo Planetário, para a Divina Demonstração, a fim de que todos tivessem em Quem se amolgar. As tradições cantam, em seus hinos de sabedoria e de fé, muitas encarnações do Verbo de Deus, no curso das etapas terrícolas; Apolo é um dos avatares cantados; mas o certo, que se pode afirmar, é que na Divina Função de Cristo, somente veio uma vez, para fazer três revelações: 1 – Levar para a praça pública o Conhecimento dos Mistérios, tornando todos os filhos do Pai Divino herdeiros da Graça e da Verdade; 2 – Derramar do Espírito sobre toda a carne, numa demonstração de após morte, de ressurreição, e que jamais fora visto antes, e demonstração que foi o Pentecostes, o modelo das sessões espíritas; 3 – Revelar em Si mesmo a medida integral, a Origem, o Processo Evolutivo e a Finalidade do espírito, pelo fato de expressar o espírito divinizado, a comandar a matéria, por tê-la sublimado através do Seu corpo astral cristicamente brilhante. A Verdade pode ser vista, pelos homens, como dizia Pitágoras, em forma de sombra; mas, repita-se, não é sombra nem jamais poderá ser modificada pelo homem! O que se passa, o que não poderá deixar de se passar, é que ela desce para o homem, na razão direta em que o homem pode subir para ela.

Quem entra na Terra vê-se limitadíssimo; quem sobe para o rés da Terra pode vê-la como se fosse plana; e quem se afasta da Terra, e tanto mais vai se afastando, perdê-la-á de vista, como pequeníssima estrela que desaparece na profundeza do Cosmo! Na ordem inversa acontece, para aquele que vai penetrando na Verdade, que se deixa por ela penetrar; aos poucos vai se elevando, vai se infusando, vai se tornando Verdade! E para que os homens possam ir subindo, em si mesmos se integrando na Verdade, importa que mestres, profetas e arautos façam o seu trabalho, entreguem a eles a mensagem verdadeira, indiquem o caminho a seguir, o objetivo a ser atingido. Onde estão os homens? Em que paragens, em que condições se encontram os homens? Que fazem os homens? Por que o fazem? Certamente que nos mundos, no espaço e no tempo, visto como habitam o plano relativo, pois a marcha é de baixo para cima que deverá ser feita. Lotados na Terra, na Terra trabalhamos. E os homens da Terra se encontram na carne ou fora da carne, mais para cima ou mais para baixo. Sempre mônadas espirituais em processo evolutivo, sejam melhores ou piores, vivam nas trevas do erro e do crime ou brilhem nas esferas de Luz! Foi para baixo que nós fomos, recolher a quem se achava numa região da subcrosta, agrilhoado aos erros e às tormentas que para si engendrara. Como já devem ter lido, cada qual se traslada, ao desencarnar, por especificação vibratória; e Justino, em que pese o nome, estava bem desajustado perante a Lei de Harmonia. Os três foram preparados para descer, assim como na ordem inversa haviam sido preparados para subir. Para cada meio o seu instrumental específico, a sua armadura fluido-vibratória, por disposição mental. E na hora certa fomos descendo, penetrando nos abismos da subcrosta, enveredando na direção dos muitos prantos e ranger dos dentes... Gritos, lamentos, fedores, blasfêmias, evocações terrificantes!... Tudo de permeio, tudo de mistura, assim como no pólo oposto se mesclam, se misturam as Graças, as Luzes e as Glórias!... Em matéria de Céu ou de tormenta, quem define é a ordem vibratória, é a lei das intensidades... Entendendo a lei das intensidades, pode-se dizer que estão entendidas as demais. Porque entre a treva e a Luz a diferença é, em essência, de ordem intensiva. A treva deprime e a Luz acelera! Justino foi apanhado e conduzido ao local apropriado a ser auscultado; e como estivesse deformado em parte, em seu corpo astral, foi preciso tratá-lo de modo também específico. Um dos companheiros alvitrou: – Vamos perguntar-lhe se quer admitir a Verdade; se ele quiser, podemos conduzi-lo a um Centro, cujos elementos são próprios a tais aplicações. E a pergunta foi feita: – Justino, você quer admitir a Verdade? Lembre-se de que foi terrível feiticeiro, tendo usado mal de certos poderes, elementos e virtudes, por isso mesmo caindo nos abismos da subcrosta. Aceite a Verdade e tudo faremos para beneficiá-lo. Justino perguntou, entre despeitado e lastimoso: – Qual Verdade?... Qual?... Tudo não é Verdade?!... Ele, que vivera para a verdade relativa e em sua feição criminosa, quando muito poderia dela falar; e como os tolos sempre pretendem que são espertos, ele fazia o seu papel, julgando que com isso teria a lucrar, talvez pensando que iria modificar a Ordem Divina. O companheiro, que estava cursando para ser instrutor, respondeu-lhe: – Justino, a Verdade é a escola, é o instrumento de discernimento; por ela vai o filho no encalço do Pai Divino. Por isso mesmo, a Verdade se apresenta com as duas facetas, sempre revela os dois pólos, a natural ambivalência que os conceitos de Bem e Mal demonstram. Através da Verdade, lembre-se, o filho vai descobrindo tudo quanto existe, e, pelo Conhecimento, pela Ciência, decide tomar a estrada certa, o caminho que conduz à divinização. Justino encarou-o enigmático, com aquela cara bastante deformada, mais parecendo um lobo do que um homem, e resmungou: – Como é isso?... A Verdade não é tudo, o Bem e o Mal, sem ter mais o que ser, sem ter a quem dar satisfação?!... Manso e amigo, falou-lhe o companheiro:

– Se você quiser vir conosco, pelo fato de aceitar a Verdade, pelos caminhos da Verdade nós o faremos ir ao encontro do Pai Divino, que está nos fundamentos de tudo e de todos. A Verdade ensina, e pelos ensinos faz ir ao encontro de Deus, que é o Céu, que está no íntimo de cada um. Encolhendo os ombros nus e pelados, Justino murmurou: – Não sabia dessa versão sobre a Verdade!... O companheiro disse-lhe: – Em Deus a Verdade é integralmente Luz, Glória e Poder; mas na Emanação ela se apresenta ambivalente ou bipolar. É pela força dos contrários que a providência faz os espíritos conhecerem o caminho do Céu. Se você conhecesse filosofias, eu diria como disse Platão: “O que é verdadeiro, bom e belo, conduz ao que é Divino.” Justino meditou e perguntou: – Então existe o que é verdadeiro e o que não presta?... Houve riso nos semblantes, porque passou pelas mentes um pensamento irônico; é que um homem que se julgou sabido por muitos títulos, jogando com certas leis, ativando determinados recursos, nem sequer sabia que no plano relativo a Verdade é dialética ou bipolar, tanto contém o Bem como o Mal, porque a sua função é ir demonstrando o rumo certo a ser tomado pelo filho de Deus. O companheiro explicou-lhe: – Justino, saiba isto – nos domínios relativos, a Verdade é reveladora da lei dos contrários. Isso já era conhecido desde remotos dias, muito antes da vinda do Cristo ao plano carnal. Por isso mesmo, observe que tomando pouca água se mata a sede, enquanto que muita água mata por afogamento; que, usando bem um pouco de arsênico se tem nele poderoso fortificante, enquanto o muito arsênico envenena; que o fogo tanto serve para cozinhar e aquecer, como serve para devastar e causar os maiores prejuízos. Tudo é bom ou mau, Justino, segundo o uso que se der, no plano relativo. Importa, conseguintemente, saber discernir para saber usar. Justino cismou, abanou a cabeça e balbuciou: – Jesus não respondeu a Pilatos, quando este lhe fez a pergunta... Aquilo me intrigou muito... Cheguei a pensar coisas feias, a descrer de tudo!... Aproveitou o companheiro a ocasião e rebateu em cheio: – Aos que se julgam sabidos, deixa-se que a própria vida os ensine! Jesus está a cavaleiro do Reino do Mundo, está esperando Pilatos em Sua Luz, Glória e Poder, enquanto os Pilatos estão marchando para Jesus com muita lentidão, respondendo pelo crime de presunção, de onde surtem outros muitos crimes. Não se iluda, Justino, que contra a Ordem Divina é impossível lutar e vencer. Se quiser discutir com os homens, faça-o; mas não se iluda, pensando altercar com o Pai Divino. Justino desmanchou-se em pranto, colhido que foi pelas próprias emoções; e nós fizemos a nossa parte, conduzindo-o a um Centro, porém de Umbanda. Isto é, de verdadeira Umbanda, onde somente pontos cantados havia, sem haver idolatria alguma, sem haver o uso de fetiches. Entregamos Justino ao grande chefe, ao tutelar do Centro, ao mestre dos caboclos, daqueles pretos velhos que com tanta simplicidade sabiam e sabem amar a Deus e a Jesus, como ainda não sabem fazê-lo, muitos daqueles que se julgam donos da Excelsa Doutrina... Ademais, a escala evolutiva é vastíssima; e para cada matiz de grau, há lá o modo de poder servir, dentro da Lei de Harmonia. E Justino, que fizera muita coisa feia, usando leis boas, teria ali o meio próprio, onde ir aplicando bem as boas leis, para se rearmonizar com a Grande Lei de Harmonia. A medicação fora justa. Fica aqui o nosso preito de estímulo aos pretos velhos, que tendo os corações voltados para o Bem, vão aplicando seus trabalhos conforme suas possibilidades. Lá temos visto, brancos opacos e pretos brilhantes, altos dignitários clericais sendo comandados por humildes e luminosos ex-escravos!... Deus seja louvado, sempre e sempre, porque Suas leis não reconhecem rótulos nem aparências, desejando de Seus filhos acima de tudo Amor, muito Amor!...

Capítulo X

Existem menos de vinte palavras que, conhecidas em seu espírito, bastariam para dizer, alto e bom som – tudo está revelado! Elas seriam estas, elas seriam a chave fundamental – Emanador, Emanação, Lei, Justiça, Verdade, Amor, Belo, Bom, Virtude, Perfeito, Moral, Revelação, Espírito, Matéria, Luz, Graça, Evolução, Reencarnação, Comunicação e Poder. Essas palavras não são, não existem e não vigoram por causa de sectarismos e de religiões, de estatutos e de institutos inventados e postos a funcionar pelos homens; elas independem dos conceitos humanos, elas pairam acima dos conchavismos de gabinetes, elas estão a cavaleiro dos manobrismos organizados por aqueles que, falando na Ordem Divina, tudo fazem para explorar a ordem humana. Pecam tremendamente aqueles que lhes afirmam que nos mundos superiores à Terra as religiões não se chocam e sim se harmonizam; porque os homens superiores não se iludem com as religiões, não escravizam a Essência ao coscorão, não confundem a Verdade Fundamental com as figuras de fachada que servem aos mercadores da fé. Os medíocres buscam o simulacro, necessitam de rótulos, empenham-se para obter formalismos, tudo isso de que foge o espírito superior, aquele que sabe ter dentro de si o Reino do Céu, o Emanador, e Emanador que não poderá jamais ser iludido ou envolvido pelos engodos inventados pelos homens. Porque todos os dogmas ou decretos humanos fazem com que a Luz da Verdade ali estaque, em benefício daqueles que os exploram, que os transformam em meio de vida. Enfim, armam de recursos aqueles que ficam nas portas, que não entram e que não deixam entrar aos que poderiam fazê-lo. E isto, saiba-se, somente pode vingar em mundos como a Terra, não em mundos superiores. Na Terra vingam os idólatras em caráter particular, e nas horas de conturbação, nos fins de ciclo, até se organizam e se apresentam conjuntamente, fazendo todos festança aos próprios erros, cantando em conjunto loas aos manobrismos retrógrados. Fazem certas aflições o trabalho ridículo de manobrar os homens, de fazê-los pensar que muitas mediocridades juntas possam valer por alguma Virtude! Erram, porém, porque a obra da Virtude não será levada a termo pelo agrupamento de vícios, de túmulos caiados por fora e podres por dentro! Tivesse o Cristo aceitado qualquer convite do Sinédrio e nunca teria sido encravado numa cruz! Não tivesse o Judas, o negativo do Cristo, aceitado o alvitre do Sinédrio ou do conchavismo humano, e nunca passaria à história como sendo o mais errado dos homens! E se quiserem procurar nos atos humanos, na conduta do homem, a demonstração de como ele falha em face da Verdade Fundamental, que é a que livra quando assimilada, ainda encontrarão Pedro negando e se recompondo, ainda encontrarão Tomé duvidando e se arrependendo em face da evidência da Verdade Total! No plano oposto, porém sempre no quadro das realidades humanas, irão encontrar a Madalena, irão encontrar Raquel, irão encontrar o Centurião romano, aquele que, ouvindo menos o cérebro, muito mais ganhara ouvindo o coração! A Ciência pode falhar e de fato falha, porque o homem pretende até poder fazer a Ciência se afastar de Deus, da Origem de tudo e de todos; mas o Amor é, acima de tudo, o grande

instrumento de edificação! Quando um filho de Deus se encosta na Lei, se integra na Lei, e dá cumprimento à Lei, por certo faz obra de um Cristo! Belo discurso feito, aquele que o Mensageiro fez à beira de um túmulo, para os vivos deste lado, aproveitando o ensejo que a vida ofertava. Como de hábito, trabalhando na preparação de instrutores, valia-se ele e vale-se, daqueles acontecimentos que a rotina da vida oferece, para ensinar aos discípulos da Verdade, para lhes falar mais ao coração do que ao cérebro. Havia falecido perante o mundo um homem sábio, porém portador de um título religioso. De par com a sua sapiência do mundo, andara de braços com os conchavos que os homens inventam em nome de Deus, e em nome de Deus sustentam, como se de fato fosse Deus o autor e o sustentador daquilo! Lidando no campo científico, fez ele uso de sua sabedoria, e, com isso, aplicou o livre arbítrio de modo contrário à Lei de Deus. Lidou nos laboratórios da Ciência, como incurso no Sexto Mandamento, pelo menos. Ali fora totalmente prático, excelentemente direto, integralmente eficiente, embora no sentido inverso à Ordem Divina, embora de modo criminoso! Quanto ao seu credo, ao título religioso de que era portador, tudo redundou em fracasso, porque a Lei não é contraditória. Os homens podem escolher o material com que fazer o ídolo; os homens podem medir os ingredientes que entram na composição dos cheiros a queimar diante dos altares; os homens podem procurar a dedo o lugar onde fazer os altares; os homens podem combinar, entre si, como levar a termo os vastos programas simulatórios. Entretanto, não pretendam que Deus tenha parte em seus manobrismos, em seus dispositivos formais. Porque onde estiverem as contradições perante a Lei, onde faltarem a Moral e o Amor, não adianta procurar ali a sanção de Deus! Gritar “Senhor!, Senhor!”, isso é permitido a todos; mas para ser atendido, isso é coisa muito diferente! O mais tenebroso coração, o mais aviltante cérebro, por certo são capazes de, articulados convenientemente, pronunciar o mais encantador discurso. O que resta saber, entretanto, é se aquele discurso que convence os homens, consegue também convencer Deus! O sabidão enterrado naquele dia conseguira convencer os homens, fora capaz de encontrar o Reino do mundo; mas ficara devendo tremendas explicações ao Reino do Céu! E como é sabido, explicações que ele terá que dá-las, no curso de muitas e muitas vidas, pois é tremenda a responsabilidade daqueles que agem mal na esfera coletiva, que têm influência sobre as coletividades, que exemplificam mal, que servem de falsos mestres aos que sabem e podem menos! Há um campo de atividade em que a Ciência nunca falha; é aquele em que ela se revela a construtora do inamovível templo do Amor! Onde estão os apóstolos da alfabetização? Por que grassa a fome, num mundo que dá de tudo e de sobra? Quem é que faz o crente em Deus não ser bom ao seu irmão em tudo? Quantos procuram consolar os aflitos? Quem deseja dar-se a enxugar os rios de lágrimas? Sobram na Terra os que fundam e sustentam obras de solidariedade? Querem construir a paz, pelo menos a paz humana, aqueles que só falam em paz, em Humanidade e na Confraternização dos Povos? São muitos os que lutam, dentro de si mesmos, contra o orgulho, a inveja, a vaidade, o ciúme, a calúnia, a mentira, a idolatria, a blasfêmia, o jogo, a embriaguez, etc, etc? Quantos são os que se dispensam de ódios e de prevenções, pelo fato de procurarem a Verdade pelo gosto da Verdade, acima de injunções particularistas? Quem é, enfim, que procura conhecer de fato o Cristo, para amolgar o Cristo Interno, segundo a Luz, a Glória e o Poder do Cristo Externo? Poucos são, bem o sabemos, embora todos vivam a exclamar “Senhor! Senhor!” E foi por isso que, logo em seguida ao benzimento do bispo, disse o Mensageiro aos alunos do dia: – Vejam como o mundo engana... Para ele o defunto é um ilustre, cheio dos galardões do mundo e das graças da fé, enquanto que nós o estamos vendo em plena e tremenda luta, contra as legiões sombrias! Ei-lo que é atacado pelos fantasmas que representam as mães, os filhos, os

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