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Capítulo 6 de 14

Osvaldo Polidoro — parte 6 de 14

Moral, Amor e Revelação · Osvaldo Polidoro

Vida, por certo teria vislumbrado no Cristo a verdadeira teologia, a demonstração viva da evolução total, material e espiritual, como até hoje ainda ninguém o fez. Por isso mesmo, ficou no Cristo místico e mítico, apresentando muito mal o Cristo histórico, além de nada fazer pela demonstração do Cristo Cósmico, ou do Exemplo Universal, que tão perfeitamente Ele viveu. – Foi uma pena! – gemeu o discípulo. O Mensageiro riu-se, afirmando em tom conselheiro: – Não convém, discípulo, que penses e ajas com precipitação. Tudo virá a tempo. Não é certo que a marcha evolutiva do planeta é muito lenta? E de que adiantaria alguns andarem tão depressa, tão na dianteira, quando a grande parte caminha a passos de tartaruga? Para que tanto empenho em mostrar o Reino do Céu exterior, os altos padrões exteriores, quando a Humanidade vive cega para com aquele Reino do Céu que traz no íntimo, aquele Céu que, em verdade, é o bilhete de entrada nos Céus exteriores? Um dos companheiros interveio, um tanto magoado: – Você não vê, discípulo, que a grande maioria, dentre os freqüentadores de sessões, tudo faz em caráter de pedincharia? Não deve desconhecer que o maior número faz muita questão de águas fluidificadas, de imposição de mãos, de tudo quanto seja exterior e subalterno. E que ínfimo é o número dos que procuram conhecer e melhorar; enfim, estar preparado para avanços maiores no porvir. Isto quer dizer, portanto, que as sementes ainda continuam caindo em terras sáfaras, não é mesmo? E observe bem, que não falo daqueles que representam as pedras, onde as sementes caem e o sol as estorrica!... Porque muitos são aqueles que chegam para junto da Excelsa Doutrina reposta no lugar, e por nada terem de conhecimentos fundamentais, por nada entenderem de Moral, de Amor e de Revelação, lá se vão e ainda por cima blasfemando, dizendo mal da Doutrina! O discípulo emendou, com uma pontinha de ironia: – Pudera!... Existem Centros Espíritas, onde tudo existe, menos Espiritismo!... Quando nada sabem aqueles que se metem a ensinar, que hão de aprender, saber e praticar os que lá vão para colher alguma coisa de útil? Aquele mesmo companheiro, que antes falara, murmurou: – É mesmo penoso, que, muitas vezes, aqueles que se querem apresentar como sendo o sal da terra, de fato deixem de salgar... Agem como insossos e acabam fazendo outros tantos insossos, não é verdade? A conversa teria ido por aí em fora, não fosse o Mensageiro convidar: – Vamos tratar de ser úteis, meus amigos? E como todos concordassem, dali nos fomos, tomando o rumo de uma fazenda; em lá chegando, estavam já muitos irmãos preparados para uma sessão. E foi um dos guias da casa que nos avisou: – Já trataram do assunto magno, que é a fundação de um Sanatório. Agora vão realizar uma sessão espírita, com o fito de ouvir alguém, deste lado, que lhes diga alguma coisa sobre o acontecimento. Ali está o patrono do novel Sanatório, o médico por eles invocado. De fato, atrás de uma veneranda senhora, aureolada de azul e ouro, estava a muito conhecida personalidade, cujo nome fora indicado para designar o Sanatório a ser construído. E o ambiente estava deveras sublimado, porque havia uma causa superior em jogo, e tratada com verdadeiro senso cristão. Depois de saudar a todos, ao invés de fazer algum longo discurso laudatório, disse apenas o médico: – Espíritas! Primeiramente agradeço a vossa lembrança, pela escolha do meu apagado nome, a servir de patrono do Sanatório. E como palavras de estímulo, faço ciência de que Espiritismo é trabalho social, é serviço de elevação em todos os sentidos de aplicação coletiva, partindo sempre, entretanto, da certeza de cada célula, da integração de cada filho do Pai Divino na Ordem Universal! Quem mais auxilia, pelo fato de conhecer e aplicar a Lei Geral do Cosmo, esse virá a ser mais auxiliado! Para todos os efeitos, quem se une à Lei Geral será unido, e quem se afasta será afastado! Evolução é integração do filho na Ordem Suprema do Pai, que se filtra pela solidariedade, que se expõe pelo gosto de ser útil, que procura amenizar a dor, enxugar a lágrima, pensar a ferida, e, acima de tudo, educar no sentido espiritual!

E rematou em breves palavras: – O Céu ouviu e atendeu ao vosso apelo; cumpri, agora, com os vossos deveres, que almas bastante superiores a mim estão ao vosso lado! Espargi os frutos de vosso amor por sobre aqueles que têm menos, e o Céu ofertar-vos-á maiores oportunidades no porvir! Eu necessito de trabalho! Todos necessitamos de trabalho! É hora, portanto, de compreendermos que Cristianismo é programa de edificação interna e não amontoado de bajulações ritualistas! Despediu-se o médico, e ao estar do nosso lado, vimo-lo colocar junto à senhora médium, um pobre irmão desencarnado, todo torto e gemente. Era um irmão que estava precisando de Cristianismo, naquelas condições e segundo a modalidade ali possível de ser levada a termo. Saindo aquele, todo cheio de graça e feliz, colocou ali o médico uma senhora, que havendo mentalizado a falta de uma perna, vinha se arrastando e deixando as marcas de sangue pelo chão. Fora acidentada de trem e não sabia de sua desencarnação; estava clamando por socorro, com medo de morrer, mesmo depois de haver deixado o seu corpo físico. Também ela foi encaminhada, e com as pernas em perfeito estado, graças ao trabalho mediúnico. Eles, os encarnados, encerraram a sessão; e deste lado começaram, ali dentro mesmo, alguns serviços de cooperação, pois cada um dos presentes foi registrado minuciosamente, a fim de ser focalizado pelo mundo espiritual, para efeito de assistência, no intuito de levar avante o programa humanitário. É que o mundo espiritual, acompanhando como soe acompanhar, a todos os movimentos humanos, mandava o seu socorro, criando uma falange de servidores invisíveis. Dali saindo, fomos procurar a jovem ex-protestante; ela estava concentrada e fazia oração. O Mensageiro atuou sobre a sua mão, mas não pode movimentá-la, tendo atuado então sobre a mente, obrigando-a cair em transe. Ele escreveu e, entre outras coisas, disse que o discípulo ali estava, em espírito. Quando ela voltou a si, perguntou: – O discípulo não pode escrever algumas palavras? O Mensageiro atuou de novo e disse que iria auxiliá-lo. De fato, colocou o rapaz na posição de escrever, dizendo que o fizesse, como se ele mesmo estivesse escrevendo. – Faça de conta que a cabeça dela e o braço sejam seus. – disse ele. – Que devo dizer? – perguntou o discípulo. – Isso é consigo. – respondeu o Mensageiro. E o discípulo, atuando sobre ela através da mente, escreveu: – Estou presente, gentil companheira, para notar o quanto você é nobre e aureolada de luz! Vista daqui, parece um anjo feito prisioneiro da carne, amarrado e tolhido. Porém, um anjo muito bonito, cheio de graça e de verdade. Fomos embora, fomos procurar o jovem sírio. Ele estava fazendo refeição, motivo por que o deixamos, sem tocá-lo. E foi assim que lidamos, naquele domingo formoso, cheio de sol e de esplendor espiritual. Antes de mais nada, um pontinho no tempo, uma fração infinitesimal da marcha evolutiva do Planeta. Porque, para nós, o que tudo vale é a finalidade, é o natural objetivo do mundo e de suas chamadas criaturas. E no dia em que os encarnados, em sua maioria, reconhecerem que a ordem social humana só será feliz, tanto quanto puder assimilar e viver paralela à Ordem Divina, nesse dia haverá mais fartura para os corpos e mais luz para os espíritos!

Capítulo VI

A uma idéia chave chegaram todos os Grandes Iniciados da antigüidade: que Deus em Si é ESTÁTICO, enquanto que, como na chamada Criação, Se apresenta DINÂMICO. E que deste dialetismo, desta ambivalência, surte todo o movimento, toda a evolução do que se chama Criação ou relatividade. Ele, o Primeiro Estado, engendra e confere valores em potencial; aquilo que é Emanação, ou que foi por Ele e n’Ele mesmo engendrado, tem por obrigação evoluir. A matéria obedece ao plano do espírito, é obrigada a ser e a servir passivamente; mas o espírito, a mônada espiritual, desde que surja na esfera da razão, do conhecimento de si e da finalidade que lhe cumpre atingir, tem por obrigação conduzir o seu próprio destino. Portanto, acima de discussões teológicas, importa reconhecer que o livre arbítrio humano, nem pode deixar de ser relativo nem pode deixar de ser usado. É imprescindível conhecer e pôr em uso ambas as realidades, para se chegar o quanto antes ao ponto final da escalada, que é o grau crístico. Esta idéia chave data do Védico-Hermetismo, tendo encontrado em Pitágoras o seu maior expoente. E se o Cristianismo não tivesse sido corrompido pelo Império Romano no quarto século, por certo o cultivo da Moral, do Amor e da Revelação teria feito o seu imenso e natural trabalho de harmonização, complementação e extensão sobre toda a Humanidade. Porque o Céu nada fez jamais por acaso, e sim levou sempre e levará o movimento do Cosmo, à vida dos mundos e das humanidades, através de programas absolutamente ordenados e coordenados. Reconhecendo esta realidade, porque foram sempre os Grandes Reveladores grandes espíritos e grandes médiuns, chegaram à conclusão que, vindo a centelha a se conhecer perfeitamente, por certo teria que se tornar conhecedora do Programa Universal. Viria a dizer, como disse Hermes, que em essência tudo é igual, tanto o interior como o exterior! E o Cristo, o Modelo Total, tanto da matéria evoluída como do espírito divinizado, veio referendar o que já era realmente VERDADE CONHECIDA, acrescentando ainda os dois fatos mais importantes da história planetária – resumir em Si mesmo o Programa Total e tornar o Conhecimento da Verdade o mais generalizado possível. Antes do Cristo, prevalecia um pensamento-chave: “CONHECE-TE A TI MESMO E CONHECERÁS O UNIVERSO E OS DEUSES”. Fica entendido que, por deuses, eram tidos os espíritos Condutores ou Mestres e não outras tantas Divindades; porque o Védico-Hermetismo foi e é absolutamente monista! O que não for, não é Védico-Hermetismo, é invenção de homens! E quanto a Pitágoras, também foi absolutamente monista. Com o Cristo e depois do Cristo, o pensamento-chave é este: “ELE MESMO, O CRISTO, REPRESENTA O COMEÇO E O FIM; A ORIGEM, O PROCESSO EVOLUTIVO E A FINALIDADE”. Portanto, conhecer a significação do Cristo é conhecer o Universo e os deuses, de modo o mais perfeito possível. Porque os outros, anteriores a Ele, falaram da VERDADE; mas Ele a viveu e diante do mundo mostrou-Se como sendo a própria VERDADE. Daqui deriva, da inteligência desta questão, discernir entre o que é vir a conhecer o Cristianismo e aquilo que os homens andaram inventando, em nome do Cristo, para impor como

se fosse Cristianismo. Ninguém faça confusão, porque diante da Lei não existe coisa alguma que justifique aquilo que não é realidade, que é mistifório, que é obra de conchavismos humanos. Pelo Divino Exemplo, oferecido pelo Pai Divino, através do Seu Ungido, cada um pode saber que é um Cristo em elaboração; pelo menos, deve reconhecer que o Cristianismo é um programa, que traz dentro de si e ao qual deve intransferível obrigação. Poderá adiar, retardar, mas não poderá jamais transferir de si o programa de autocristificação! Quem leu e entendeu o que temos dito, compreenderá perfeitamente o fato seguinte, a história de um filho de Deus, aqui da Terra. Teonildo foi um bispo romano e viveu como homem bom, depois de ter sido bom conselheiro de um rei, em vida anterior. Porque, lá para trás, nada havia feito, ainda, digno de registração superior. E digo, para seu governo, que chamamos de registração superior ao trabalho individual que mais encerre responsabilidade coletiva. Fica bem explicado, portanto, que muito mais terá a ganhar ou a perder, todo aquele que tanto mais venha a desempenhar função coletiva. Se fizer tudo conforme a Ordem Divina, receberá a recompensa de grande colaborador do Plano Superior; e se fizer o contrário, receberá a recompensa de grande errado! Vejam, pois, como o uso do livre arbítrio é obrigatório, sendo conseqüente a responsabilidade. E a conclusão é lógica, pois daí resulta conhecer e reconhecer que temos, em nós mesmos, pela Vontade de Deus, o direito de construir nosso destino. Teonildo vivera para o seu trabalho clerical e para as suas obras de homem dedicado ao bem do próximo. Como aprendesse conforme a Igreja Romana, aquilo resumia para ele a verdade cristã. Nada mais sabia nem queria saber, porque o mais tudo eram erros humanos. E saiu do mundo com as suas roupas de bispo e a sua carga feliz de homem devotado ao bem do próximo. E, também, com os seus conceitos e preconceitos. Fora recolhido nos portais da morte e fora encaminhado ao local devido, onde faria a sua necessária ambientação. E na hora certa fizera a leitura do seu relatório, vindo a saber que a vida humana é registrada, pelos funcionários do plano espiritual, saibam ou não os encarnados, gostem ou não, estejam ou não de acordo. Ficou sabendo, portanto, que as opiniões humanas, favoráveis ou desfavoráveis, nada podem contra as leis fundamentais do Universo! Dias depois, sempre na trilha informativa, foi-lhe dado conhecer o diagrama do Planeta, através do que ficou ele sabendo que a crosta é envolvida de faixas ou Céus superpostos e em forma concêntrica. Ficou sabendo, também, que ele estava habitando o terceiro Céu, numa de suas subdivisões. E foi, então, que começaram a se movimentar as suas idéias, vindo ele a se inquietar, a se indispor com a Ordem Divina, pelo fato de não herdar pelo menos o sétimo Céu, o último na escala planetária, pois o oitavo, ou chamado de mais um, já não pertence ao Planeta, já é Céu Crístico, já está fora das injunções planetárias, já não faz parte do reino deste mundo. Digamos, entretanto, que os chefes estavam de olho, esperando que ele mesmo falasse, para lhe darem as devidas explicações. E como ele dera a entender isso, de modo bastante político, ou indiretamente, falou-lhe o assistente do chefe geral, com inteira liberalidade: – Teonildo, por aqui franqueza é virtude, é galardão, porque reflete o grau de simplicidade da criatura. E para lembrar-lhe uma das lições do Cristo, simplicidade é para os evoluídos; é, realmente, a soma das conquistas íntimas, o penhor de todo o trabalho evolutivo, porque para ser simples e humilde ao máximo, cumpre ser evoluído ao máximo. Fale, portanto, mais com o coração e menos com o intelecto, tendo por certo que aqui estamos para lhe dar as instruções que estejam ao nosso alcance. Foi então que Teonildo confidenciou-lhe: – Confesso, bondoso instrutor, que estou confuso... Li tudo sobre as minhas vidas e sou obrigado a reconhecer a lei da reencarnação... Da responsabilidade e da evolução... O instrutor completou: – Estas são as leis mínimas – existência, movimentação, evolução, responsabilidade, reencarnação, comunicação e habitação universal. – E as máximas? – interrogou o bispo. O instrutor respondeu-lhe, atencioso:

– Origem, Processo Evolutivo e Finalidade. E, se quiser entender, no Cristo o programa está implícito. O bispo ficou quieto, por não entender a linguagem da máxima síntese; e o instrutor perguntoulhe, amigável: – Por que não fala do que deseja, realmente? Eu sei que outro é o problema que o magoa. O bispo constrangeu-se, fez um esgar e queixou-se: – Eu pensava que iria para lugar bem mais elevado... Estou no terceiro Céu, apesar de ter sido um sacerdote e de não ter feito muitas coisas que outros bispos fazem... O instrutor falou-lhe, magnânimo: – Teonildo, para aqui vêm filhos de Deus que esposam as mais diversas crenças, que se confiam aos mais controversos conceitos de fé. A Lei, porém, não se importa com as crenças nem com os conceitos de fé, mas sim com a quantidade de AMOR e de SABEDORIA com que o filho de Deus por aqui aporte. Se quiser levar em conta esta verdade básica, e o fizer pelo viso do Processo Evolutivo, há de ver que nada há para ser discutido, porque tudo está DIVINAMENTE CERTO. Como todos plantam para o mundo espiritual, certos de que sua fé é a única verdadeira e salvadora, ele também fez como os outros, também achou que estava em situação de preferência, alvitrando: – Mas eu fui sacerdote cristão!... O Cristo é o Divino Mestre!... Sorriu o instrutor, havendo repetido: – O Cristo é o Divino Exemplo da existência, da movimentação, da evolução, da responsabilidade, da reencarnação, da comunicação e da habitabilidade universal; e se bem quiser entender, em Cristo o sacerdócio é à base de Moral, de Amor e de Revelação, nada tendo que ver com clerezias inventadas por homens. A carne toda foi, em Cristo, feita um só rebanho! Algum tanto irritado, perguntou o bispo: – E a minha vida, toda ela devotada ao bem do próximo?... Deu-lhe o instrutor a resposta: – Por isso mesmo veio parar aqui; do contrário, iria parar onde estão outros bispos, em lugares bem menos interessantes. Além do mais, todos devem ter em que aplicar a vida; e o irmão teve o seu meio de vida, bem farto e garantido, bastante festejado pelo mundo. Não se queixe, antes dêse por feliz, por ter sido um homem bom, que de sua fartura extraiu um pouco de bem para o seu próximo, que de sua autoridade e galardões do mundo não se prevaleceu para fazer mal a alguém. É justo o que tem, irmão, de nada devendo queixar-se. Trate de evoluir, procure retornar ao mundo carnal para executar, não para blasfemar contra as leis do Emanador. Tenha em mente que o Cristianismo é Moral, Amor e Revelação, e que o irmão pertenceu a uma escola religiosa bastante errada, verdadeiramente aquela que constitui a corrupção do Cristianismo, a abolição do Batismo de Espírito. – Eu pensava de outro modo!... – gemeu o bispo, tristemente. O instrutor falou-lhe, simplesmente: – Muitos são os que aqui aportam nas mesmas condições... Cada qual, infelizmente, pensa que tem razão para ser mais do que o seu próximo, pelo fato de ter o seu sectarismo. Entretanto, como já lhe disse, perante Deus é mais aquele que mais ama e que de fato mais sabe, porque sem Amor e sem Conhecimento não pode haver Autoridade. O Amor e o Conhecimento fazem compreender a necessidade de trabalho bom em todo e qualquer setor de atividade. Porque todo e qualquer setor de atividade, quando atendido em harmonia com a Grande Lei de Harmonia, é sacerdócio cristão, é serviço celestial. O bispo arregalou os olhos e perguntou: – Para que servem os cleros, então?... O instrutor respondeu, espirituoso: – Bispo, eu não lhe responderei diretamente, para lhe permitir o devido discernimento, que muito importa, pois os filhos de Deus devem chegar a conhecer e a praticar as leis. Porquanto, vá procurando entender, os filhos devem vir a ser os agentes do Pai Divino, os movimentadores das leis, em harmonia com a Lei Geral de Equilíbrio, de quem os Dez Mandamentos são o reflexo intelectual. E, assim sendo, onde estiverem os três sentidos da Lei de Deus, que são a Moral, o

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