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Capítulo 32 de 47
Paz E Ventura — parte 8 de 13
A Volta de Jesus Cristo · Osvaldo Polidoro
controle Divino, pois tudo é pesado e medido, nada foge à Ordem Divina, que é em tudo Lei, Amor e Justiça Absoluta. Uma coisa é encarnar para fim absolutamente expiatório; outra coisa é fazê-lo para fim absolutamente missionário; outra coisa para enfrentar trabalhos ou provas evolutivas normais, e, ainda outras, quando se mesclam todos esses fatores. De qualquer forma, porém, os menos evoluídos reencarnam mais, sendo que muitos, das mais altas esferas, passam até milênios sem reencarnar. Verdade a saber, também, é que nada tem que ver involução com crimes; o criminoso é quem transgrediu a Lei, e o involuído é apenas um involuído. Este é como a gema que dorme no seio do coscorão, enquanto aquele, o criminoso, é como a gema que se deixou manchar por um impacto menos feliz, e de cuja mancha terá que se livrar através dos próprios esforços. E assim como a encarnação fornece dezenas de milhares de almas, todos os dias, aos planos erráticos, também os planos erráticos fornecem, todos os dias, dezenas de milhares ao plano carnal; e, infelizmente, o grande número não vem com as recomendações em dia, sendo certo que, dentre os infelizes, contam-se muitos elementos categorizados que se deixaram envolver pelos enganos do mundo. Conta o Evangelho que Jesus, no fim de Seus dias terrícolas, agradeceu aos amigos fiéis o fato de terem estado com Ele nas horas de tentação; é bem de aquilatar o exemplo do Mestre dos Mestres, para ressaltar o quanto é perigoso encarnar em um mundo como a Terra, onde o bolso, o estômago, o sexo, o orgulho e o egoísmo, em lugar de ferramentas de uso, passam a ser os senhores absolutos da criatura. Quando assim se passa, a Moral, o Amor, a Revelação, a Sabedoria e a Virtude ficam por baixo, isto é, a Lei e o Cristo são relegados a plano inferior, e, conseqüentemente, a Morte vem pilhar o espírito em tristes condições. Muitas vezes estão forros de bens e glórias do mundo, mas o túmulo faz imediata separação e o destino é a subcrosta, por dezenas, centenas ou mesmo milhares de anos, quando a mente do indivíduo não muda de rumo, nem mesmo com a dor! Temos corroborado nos serviços reencarnacionistas, bem como observado com um imenso respeito, o reencarne de alguns maiorais da espiritualidade; e como deveis conhecer de sobra, que a cada um é dado segundo as obras, tudo é na mesma ordem, para vir como para ir. É um desses fatos que vamos relatar, porque a volta de Noêmia coincidiu com o reencarne de uma nossa diretora, a chefe geral dos serviços de relações interplanos da região. Enfim, um órgão simples, controlador do movimento entre os de cima, os de baixo e os das regiões pertencentes à mesma faixa ou subcéu. Divide-se, é claro, em departamentos, chefias e subchefias. A diretora, afora a competência técnica, deve dispor de certos recursos psíquicos, de certas extensões mediúnicas. O fato de ser uma mulher, e de tê-la substituído outra mulher, não quer dizer que não possa ser homem o tal funcionário; é mera coincidência, pois. Primeiro, houve o tempo de ensaio de Noêmia, até ficar apta ao desempenho da função. Foram dias, apenas, mesmo porque os funcionários componentes da organização eram capazes e de uma dedicação a toda prova. Eram e são, pois nestes planos o coração manda muito e tudo é feito para mais e não para menos, quando se trate do simples servir ou do gosto de fazer o bem. A brutalidade que se observa na crosta, a incompreensão da importância do trabalho, pois todo ele representa uma grande parte das obrigações coletivas de cada filho de Deus, isso por aqui não se encontra. Se os bons elementos encarnados sabem que a grande oração é o cumprimento do dever, por aqui essa realidade sobeja, porque aquele que trabalha ganha méritos ou acumula direitos, e tem em si mesmo a graça imediatamente recebida, numa condição emotiva sublime, que não saberia como definir.
Para muitos, na crosta o trabalho é como dolorosa obrigação, em virtude de haver a exploração de uns sobre o trabalho de outros, por variantes motivos, talvez bem explicáveis uns, mas jamais explicáveis outros, do ponto de vista da Vontade de Deus, isto é, das leis fundamentais que regem o Universo Infinito. É como se uma fera comesse outra, é como se o trabalho fosse a expressão mais vibrante da luta entre os concorrentes pela vida ou direitos de subsistência, orgulho, vaidade, prepotências, etc. Até nos cultos ditos de fé, nos religiosismos, porque Religião com inicial maiúscula globalmente na Terra ainda não há; até nisso qualquer um pode encontrar quem, por malícias ou expedientes que tais, inventando rituais e manobrismos formais, transforme o seu irmão em coisa sujeita, em menos do que ele, para muitos fins e todos bastante repugnantes. É muito comum e fácil, nos mundos inferiores, os maliciosos usarem verdades fundamentais, nomes e leis, acontecimentos e fatos, para deles fazerem arapucas ou instrumentos de negociatas e truculências contra seus irmãos. Os abismos da subcrosta, os umbrais e as teratologias que falem!... Mas nos planos de Paz e Ventura, ainda que em tom mínimo, o trabalho é feito de irmão para irmão, de um para outro filho de Deus. É o espírito quem vê outro espírito e lhe tem prazer em beneficiar. E como tudo é tremendo em respeitos hierárquicos, observai como a ordem funciona. Porque a autoridade não vai parar em mãos indignas ou incompetentes, e porque, também, quem manda, o faz com o coração, colocando até mesmo nas advertências o toque da mestria real, necessária e digna de agradecimento, porque há um objetivo pairando acima de tudo, que é filtrar, nos atos, o sentido da Verdade nos conhecimentos e do Amor nas aplicações. Mafalda, a ex-diretora, tinha méritos e escolheu uma família espírita para o novo meio carnal; isto que pode parecer uma nonada, representa muito, porque nos verdes anos a criatura é como a terra preparada, que tudo oferece à semente, para germinar, crescer e logo produzir os melhores frutos. Era uma alma grande conduzindo um corpo frágil e pequenito, pois não fora reduzido em tamanho e consciência. Com a entrada de Noêmia para aquela diretoria, e por causa dos “tempos” que estão marcados nos Livros Proféticos, principalmente no Apocalipse, as coisas tomaram lentamente novos rumos; porque todo o século vinte e mais a metade do vinte e um significam o fim de um período de transição bastante violento, com vistas à Nova Era, que dos meados do século vinte e um irá até às divisas do século sessenta. Grandes movimentações, portanto, na subcrosta e nos umbrais, e como é sabido que pertence à Grande Mãe o comando das legiões socorristas, em torno dela tudo girou, em matéria de novas disposições de trabalho. Não pense alguém que tenha havido descuido de Deus, em algum tempo, para com o funcionamento das trevas purgatoriais; apenas, em virtude da transição cíclico-histórica, ou da chegada ou contagem dos “tempos”, o que passou a se dar foi um maior emprego de recursos, forçando a movimentação de legiões, no sentido de apressar a melhora e servirem, as tais legiões, em benefício do bem em geral. Muito reduzido é, ainda, o número daqueles encarnados que cooperam conscientemente nos serviços de socorro; e dizer mais não seria vantagem, porque os recursos empregados para tais descidas socorristas, não cabem na mente de quem está por demais embutido nas grosserias do mundo físico. Mormente quando se trata da interferência direta da Grande Mãe e das suas legiões, e que o Filho Ungido jamais deixa de participar com o Seu Divino Influxo, através de Seus Poderes de Ubiqüidade, desta Graça Divina de que fazem uso tais Elevados Espíritos, e que de nada adiantaria falar, desta Divina Graça ou Lei, porque excede de muito ao que dela poderiam pensar, aqueles que não a possuem ainda. Porque as Graças Divinas são como medidas impossíveis de serem analisadas pelo simples raciocínio, e só quem nelas vai tomando parte, delas podem sentir e fazer uso, mas não sei eu como poderiam falar ou explicar.
Outra medida tomada foi a procura de ambientes encarnados apropriados ou sintonizantes; porque aparências existem e de sobra, mas o real valor psíquico e mediúnico é reduzidíssimo, causa espanto e dor. Entretanto, alguns grupos foram localizados e o trabalho, com a participação de algumas dezenas de encarnados, foi tendo curso e se está estendendo aos poucos. E com isso, temos tomado contato com o diagrama terrícola, temos subido por medidas de graça e temos descido muito, para forçar a retirada de quantos se revelem, desejosos de arrependimento e recuperação, e deles após fazer uso em trabalhos socorristas de menos responsabilidades, ou assim como possam ir servindo, de acordo com as próprias melhoras. E se é doloroso dizer que certos filhos de Deus não querem, de modo nenhum, atender aos nossos convites, é maravilhosamente grato observar que verdadeiras legiões deixam os lugares de pranto e ranger dos dentes, em busca de alguma Paz e de alguma Ventura. E como é sabido que a Paz e a Ventura dos Cristos começaram também assim, o que vemos é irmãos nossos, filhos como nós do Eterno Pai, fazendo a escalada cristificadora, tomando parte no esforço comum pela Ressurreição Final, que para todos está destinada. Se o trabalho de levantar legiões de irmãos da subcrosta e dos umbrais é enorme, convém lembrar que é quase um mínimo em face dos tratamentos posteriores. Para as colheitas maravilhosas valem os empregos vibratórios de quem já vos falei, mas para certas reconstituições perispiritais devem valer os esforços de cada um dos recolhidos. Feliz daquele cuja capacidade mental atinja o ideal de Deus, da Verdade, do Amor e da Virtude, porque ele lutará de igual para igual com as tristes marcas do passado, não se deixará intimidar pela lembrança dos erros e crimes perpetrados, levando aos poucos tudo de vencida. Principalmente quando chega a hora de entrar em serviço, de ganhar seu bônus, suas regalias, tudo muda mais depressa, porque a alegria é moto tremendamente propulsor. No mundo espiritual as coisas se passam de modo bem esquisito, se formos comparar com o mundo carnal; porque a quem tem, de fato tudo pode aumentar com certa facilidade, mas a quem não tem, tudo pode custar tremendos esforços. As vantagens do Bem empregado são como juros a render juros, e tudo é no sentido do mesmo Bem; mas a ignorância e o atraso, as manchas negras e as visões macabras, só para isso mesmo tendem, retardando as melhoras e dificultando a entrada nos serviços que distraem e amealham regalias. As religiões, se é que merecem tal título as organizações ditas assim, cometem graves faltas quando amedrontam as criaturas, e sobre tudo apresentando, como medidas de libertação, rituais e fingimentos, além da venda de certas mercadorias que, em verdade, nem no mundo carnal passam de tribofes grosseiros. Não se pode compreender, depois de se chegar aqui, como conseguem tais organizações ludibriar tantas criaturas, impondo comércios vergonhosos, contra o ideal de Verdade e de Amor, que seria tão mais simples e mais fácil de ser executado, além de ser o único que por Deus é determinado e aceito. Reconhecemos que homens há que vendem artigos podres, que falsificam os bons, que corrompem tudo, com o fito de aumentar as respectivas fortunas; mas como conseguem enganar tanta gente, vendendo séculos a fio suas corrupções e iniqüidades? Se respeitamos a falsa vantagem dos que vendem patifarias, como pensaremos, todavia, dos que as compram, apenas?! E se dissermos que os vendilhões de idolatrias usam os nomes de Deus, da Verdade, do Amor e da Virtude, para impingir suas pecaminosas mercadorias, por que, então, os estultos compradores não usam dos mesmos nomes, para descobrir que são tolos, que Deus não Se convence com tais ridículas transações? Temos visto, apesar de tudo, que a quase totalidade dos que vêm das trevas foram bons compradores de mercadorias religiosistas; e como a praga dos vícios idólatras e sectários cristaliza as mentes pelo comodismo criminoso, depois de iludir com o ópio
sacramentista, foi criado um campo de repouso, em uma área vastíssima que compreendia imensas planícies, (ou que compreende, pois eu deixei a função há tempos, mas o trabalho continua) montanhas, rios, florestas frutíferas e fartura de aves belíssimas, etc. Nessa área de repouso foram ou são colocados, aqueles que vão melhorando, que vão conseguindo meditar melhor. Porque, se é fácil atingir certa cura por fora, não é tão fácil curar alguém do seu fanatismo sectário. Também é necessário considerar a complexidade do caráter humano, ao dar-se a mudança e aos primeiros toques de melhora; porque, em muitos casos, a criatura se revela revoltada contra tudo quanto foi ou é passado, entregando-se aos novos e simples aprendizados com muito empenho, auxiliando grandemente a melhora geral e o avanço no rumo do Céu interior. Em virtude de ser necessário, na maioria dos casos, esperar pela compreensão lenta dos elementos socorridos, foram colocadas algumas estelas com inscrições doutrinárias pela campina e pela montanha; e assim o enfermo de corpo e de espírito encontra de tudo, frutos e ensinos, enquanto faz estágio, enquanto vai ajustando a mente a outras e reais verdades, deixando para trás os feios vícios que lhes minaram a mente e o coração, encaminhando-os aos lugares de treva. Uma estela se achava postada ao lado de uma espécie de cerejeira e dizia: “É HORA DE MUDAR DE CONHECIMENTOS, CONCEITOS E PRÁTICAS.” Outra se encontrava junto a uma cristalina fonte e dizia: “ASSIM COMO A ÁGUA JORRA DO SEIO DA TERRA, ASSIM MESMO EU, A ESSÊNCIA DIVINA, JORRAREI DE DENTRO DAQUELES QUE ME PROCURAREM ATRAVÉS DA VERDADE, DO AMOR E DA VIRTUDE.” Outra ficava junto a um pico de montanha e dizia: “AQUELE QUE É ALTO DE VERDADE, ENXERGARÁ LONGE, MESMO QUE ESTEJA NUM ABISMO, PORQUE A VERDADEIRA ALTURA É A DO ESPÍRITO.” Perto de um templo derribado, assim feito propositalmente, uma estela dizia: “ASSIM COMO EU, O VOSSO PAI, SOU ACIMA DE MATÉRIAS E DE PAREDES, ASSIM QUERO QUE VENHAIS A SER. DERRIBAI POIS, TODOS OS FORMALISMOS, QUE EU APENAS ESPERO DE VÓS O BOM CONHECIMENTO E AS BOAS OBRAS.” No centro de um pomar de amoras, outra estela dizia: “VÓS SOIS CENTELHAS MINHAS E TENDES A MIM NA ORIGEM; BUSCAI-ME NO ÍNTIMO E EU VOS DAREI A MINHA PAZ E A MINHA VENTURA.” Junto a uma fruteira que tinha muitas cascas, ou a casca escamosa, e um miolo saborosíssimo, outra estela dizia: “ESTAIS NO CENTRO DE SETE COROAS ENERGÉTICAS E DEVEIS REDUZI-LAS A UMA SÓ, PARA VOS TORNARDES A GEMA SABOROSÍSSIMA. EU, QUE DOU A VIDA, ASSIM ESPERO.” Junto a um poço sem fim, um infinito profundo, outra estela dizia: “EU MESMO SOU A VIDA, A LEI, A JUSTIÇA E A GLÓRIA; QUEM PODERÁ VENCER ESTANDO CONTRA MIM? OU QUEM ME ENCONTRARÁ, PARA COMIGO DISCUTIR?” Numa das saídas, uma estela lembrava: “VÓS ENTRAIS E SAÍS, MAS EU SOU O ETERNO PRESENTE, ONISCIENTE E ONIPOTENTE, QUE TUDO EMANO, SUSTENTO E DESTINO.” Era e deve ser muito fácil encontrar muita gente sentada na relva, defronte a tais estelas, em profunda meditação. Os trabalhadores do campo de repouso, quando inquiridos, respondem apenas: “NÓS TAMBÉM VIVEMOS PERGUNTANDO SOBRE AS LEIS; MAS NÃO PERGUNTAMOS SOBRE O DEVER DE AMAR COM TODO O FERVOR POSSÍVEL, PORQUE JÁ ENTENDEMOS QUE FORA DO AMOR NÃO HÁ PAZ NEM VENTURA.”
Em linhas gerais, penso que mostrei o plano de trabalhos que está sob a chefia da Grande Mãe, com vistas ao que deverá suceder no Planeta Total, a partir dos meados do século vinte e um; isto é, entrar para um ciclo algo melhor, preparando campo, conseguintemente, para outros ainda mais avançados, até que o Grau Crístico, a JERUSALÉM CELESTIAL, tenha feito infusão com o Planeta Total, e a antiga Terra nunca mais seja encontrada. * * * Quem vive sobre a Terra, sobre o chão terreno, poucas vezes lembra de quantas graças lhe oferece Deus, através das multidões de alegrias que as circunstâncias da vida conjugam. Porque, se o homem ainda continua revel aos ensinamentos fundamentais, ou pronto a corromper os ensinamentos e a estabelecer na Terra o império da maldade, certo é que a vida carnal é cheia de oportunidades e alegrias. E se considerarmos que os grandes espíritos têm motivos de queixa, porque se ressentem das diferenças vibratórias e das companhias menos sintonizantes, também podemos afirmar que o número deles não dá para formar a regra geral, ao passo que os demais, os noventa e cinco por cento restantes, se a isso podemos atingir, devem dar graças a Deus de poderem estar encarnados na Terra. De tal forma as condições do encarnado são favoráveis, pela falta de valores psíquicos ou vibratórios, ou das qualidades de libertação, que aquele número acima indicado, mal desencarnando, procura meios de voltar à carne, assim que se coloca em condições de ponderar a diferença entre altos e baixos. Se durante a encarnação se julgava uma vítima dos erros de Deus, pois é assim que muitos grandes errados se imaginam, logo que se compenetram dos fatos, procuram movimentar meios, amizades e fatores, para novas e benditas oportunidades entre os laços da carne. E quando dizemos que escalões imensos formam filas, aguardando com angústia até a hora do ingresso no mundo físico, apenas estamos dizendo uma parcela da realidade, pois o drama é muito mais complexo, abrange questões e pormenores muito mais profundos e carecentes de acuradíssimos estudos. Aqueles que se julgam vítimas durante a encarnação, quando se retratam no espelho de nossas realidades, se reconhecem os grandes verdugos! Não bastam os quadros comprovantes de que falharam nas mínimas obrigações da última passagem, sendo pais, cidadãos, governantes ou governados incapazes de melhor conduta; é que sobram as marcas do passado criminoso, pois entre uma centena de espíritos apanhados a esmo, dos que podem ser considerados apenas involuídos é mínimo o número, sendo a grande maioria constituída de elementos altamente endividados! E como a pressão da Lei de Harmonia, ou atividade da Justiça Divina, se torna logo patente, a ex-vítima, segundo suas impressões, procura movimentar recursos para uma nova oportunidade. Lembra o chão prodigioso, os melhores irmãos de jornada, os entes queridos que foram mal servidos, os deveres falcatruados, o ar, o sol, a lua, a chuva, etc. No caleidoscópio que a vida espiritual lhe apresenta, a ele que muito pode ir para baixo e nada tem para ingressar nos planos superiores, vê o quanto foi ingrato para com a grande escola carnal, desprezando as dádivas do Bom Deus, que fluíram generosamente diante de suas liberdades, e liberdades de uso que não soube aproveitar! Grande soma das culpas cabe aos religiosismos, que por falsa interpretação se dizem religiões; porque nunca faltaram ensinos fundamentais nas Grandes Revelações ou Iniciações Fundamentais, ensinos que foram sempre adulterados, corrompidos, transformados em comércios clericais, com profundas penetrações nos movimentos político-sociais-econômicos, por onde ainda mais vieram a prejudicar a evolução normal da humanidade!
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.