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Capítulo 27 de 47

Paz E Ventura — parte 3 de 13

A Volta de Jesus Cristo · Osvaldo Polidoro

— Mas se ele já morreu!... – atalhei. Novo sorriso e nova explicação singela: — Mas ele não é obrigado a saber isso, logo após a desencarnação. Sucede, também, que deixou a carne por motivo de doença cardíaca prolongada, por cujo motivo sofreu angústias horríveis, que o traumatizaram mentalmente. E, para o seu governo, vá desde já observando que tudo isso é normal, importando apenas o fato de que é necessário ampará-los na hora certa e com os recursos certos. Nunca, por aqui, faremos o que fazem os religiosismos terrícolas, que depositam confiança nos seus rotineiros formalismos, deixando de parte a essência das questões. O lema, por aqui, é atacar o centro de gravidade das questões, e esse, pode estar certo, não é com exteriorismos idólatras que serão resolvidos. — Eu lhe agradeço as lições e lhe peço que me encaminhe à sede da região, pois estando encantado com tudo isto, desejo ser útil o mais breve possível. E se me quiser responder, diga-me sobre o fato de saber o meu nome, pois ainda há pouco me chamou por ele. Ele me reclamou a mão, apertou-a com efusiva alegria e disse: — Você, Arthur, foi meu benfeitor no mundo... E eu pedi para ser o primeiro a lhe falar, ao acordar do sono reparador. Por ora, nada mais quero dizer, sem ser que muito feliz me considero, de tê-lo servido. Mostrou-me o caminho, dizendo: — Siga o riozinho, pois ele atravessa a cidade... E, lembre-se, não faça caso de algum perturbado que possa encontrar pelo caminho, pois os que estão servindo são muito competentes e bem controlados. Nas regiões de Paz e Ventura há um Amor que brota do imo de tudo e de todos, e a este Amor eu tenho atribuído todas as alegrias destes rincões maravilhosos; e se é certo que ainda estamos muito longe do Céu Crístico, também é certo que tudo isto, apesar de muito inferior ainda, deixa longe, muito longe, aquilo que as estultices religiosistas da Terra apregoam. * * * Não sei quanto tempo terei demorado na caminhada, pois fui observando as belezas da natureza. Com aquela graça que tudo tem, e mais um sentimento profundo de Amor que invade a vida em geral, não se tem pressa para nada, sem ser na hora de atender alguém, de fazer um bem, de ter a santíssima oportunidade de pôr em prática o sentimento de fraternidade. Ao chegar ao topo da colina, de onde se descortinava o panorama da cidade, os olhos se me encheram de lágrimas; parece que de dentro, das profundezas de mim mesmo, alguém dizia que eu voltava ao meu lugar de partida. E como aquele sentimento de Deus Presente me dominava intensamente, dobrei os joelhos e orei, caindo num pranto, de tamanha alegria, que ninguém poderia jamais traduzir em letras de forma. Levantei-me e prossegui, até o local em que o riozinho fazia uma curva, para depois entrar na cidade, que mais parecia um jardim entremeado de casas. Não esperava, entretanto, que um grupo de cidadãos da cidade me viesse dar as boas-vindas, ao transpor o marco de entrada da mesma. Entre eles estava Silvestre, tendo sido ele o apresentante de todos, que, disse, já eram do meu conhecimento, porque dali partira eu para reencarnar. E fomos ao governador da cidade, um irmão que na encarnação fora político de não poucos valores, porém incompreendido, razão por que veio a desencarnar muito cedo, atacado de mal cardíaco. Embora tudo certo, porque fatores cármicos assim

determinassem, mas a realidade é que, infelizmente, na Terra, bem pouca coisa é feita com o sagrado objetivo de atingir os supremos desideratos do espírito. Tudo ainda é feito em termos de concorrência, de invejas, de falsidades e de traições, enquanto se fazem discursos laudatórios a bem da humanidade e das indispensáveis instituições basilares. — Terá uns dias de folga – disse o governador da cidade – para rever tudo quanto quiser... E não diga que vai dispensá-los, porque terá que aproveitá-los e muito, fazendo muitas perguntas e ouvindo bastantes respostas. E enquanto me dava o seu abraço amigo, entressorrindo observou: — Não pense, por ora, em visitar a família, que seria menos interessante para si e para os seus; lembre-se de que tem amigos que tudo já providenciaram, conforme o possível, pois é natural que as condições e situações, criadas na Terra, representem lições imperiosas, traduzam aprendizados indispensáveis ao despertamento da consciência. Agradeci por tudo, como melhor pude, prometendo que, em breve, gostaria de fazer pelos outros, uma partícula daqueles bens de que estava sendo objeto. E foi assim que partimos rumo ao meu novo domicílio, onde fui reencontrar alguns parentes distantes, pois os mais próximos haviam já reencarnado, alguns no próprio seio familiar, o que muito me fez sentir alegria. Estando com a esposa, os filhos e os pais encarnados, e sendo os parentes de boa distância, tive facilidade em fazer de toda a comunidade a minha família. E digo isto com algum embaraço, porque só seremos grandes de fato, quando o sentimento de irmandade for capaz de abraçar a humanidade cósmica, assim como por ora abraçamos o mais querido parente, aquele que pareça ser a razão de ser da nossa própria vida. Tal é o destino glorioso dos filhos de Deus, todos eles, pois que filhos especiais nunca os fez ou teve, dizem os grandes mestres que de mais altos planos vêm, para nos falar e envolver com a grandeza de suas luzes, com o poder de suas auras benfazejas. Silvestre me apresentou a certo irmão, dias depois, dizendo: — Conhece-o, Artur? — Tenho certeza que sim, mas de onde não me recordo – respondi. — Funcionou como seu Anjo de Guarda, como dizem; seu nome é Solano, que foi o último usado na Terra. E não tenha para com ele mesuras especiais, porque tudo é simples, é normal, além de ter sido você, já, o seu Anjo de Guarda. Abraçamo-nos carinhosamente, como irmãos do coração, tendo-lhe eu agradecido por tudo quanto teria por mim feito, aquilo que eu de modo algum poderia aquilatar, visto nada entender de tais assuntos, de modo prático. E com esses e outros acontecimentos, a montante amiga crescia, dia a dia, enchendo minha vida de imensas alegrias e fartíssimas obrigações de puríssima amizade. Devo dizer que o caso do meu cunhado, padre Antônio, começou a tamborilar no meu cérebro, cada vez mais intensamente. E se nada disse aos mais chegados, que eram Silvestre e Solano, porque os parentes tinham ocupações muito diversas, foi em virtude de reconhecer que eles conheciam os meus pensares e desejos. Eles, pensava eu, diriam sobre a questão o mais certo e útil, assim que fosse chegado o momento. Entretanto, mais de uns três meses depois, fui perguntado: — Quer estar presente a uma aula? — Quero estar onde quer que seja que possa aprender ou ser útil.

— Então, logo mais, que vai estar de folga, venha me procurar em casa, que juntos iremos a essa aula. E lá estava eu, na hora, entrando pela casa adentro, onde alguns outros amigos também estavam; a residência de Silvestre estava sempre cheia de visitas, nas horas determinadas, certos dias, em virtude dos serviços que prestava, pois era chefe do grupo de guardas que funcionava naquela planície, onde eu dormira para efeito de recuperação perispirital. Partimos dali, rumo ao Salão de Conferências da cidade, a fim de assistir à aula, para a qual fomos convidados. E para o achatado prédio, plantado como um enorme repolho no centro de formoso gramado, adentramos poucos minutos depois, mesmo andando a pé. Notamos que os salões internos se dividiam em forma de V, com o vértice para dentro, observando assim a simetria do prédio. E como no centro havia uma cúpula, avisou-nos Silvestre que ali estavam instalados os aparelhos de projeção. Isto é, que para as trinta e tantas salas se distribuíam canais especiais, para as devidas ilustrações durante as aulas, quando se fizessem necessárias. Ali, foi dizendo, projetavam desenhos e mapas, de galáxias, sistemas planetários, planetas, satélites, nebulosas e diagramas em geral, além dos diagramas em geral, de espécies minerais, vegetais, animais, etc. Disse-nos da importância do ser humano, com as sete coroas energéticas ao redor da centelha, ativando o corpo perispirital e o físico, quando encarnado. Falou de cada chacra ou plexo, os sete, cada um correspondendo a uma coroa, enaltecendo a importância do seu desenvolvimento, até a formação, ao atingir a espécie humana, para depois se dilatarem e observarem a ação convergente, ou unificação de todos no plexo coronário, ao atingir o Grau Crístico. A conversa se alongou até o momento da entrada de um grupo, chefiado por um velhote muito alto e simpático, e grupo que foi instalar costados lá na frente, a uns dez metros do painel vítreo que ficava nos fundos, ocupando toda a largura da parede. Como eu nada de mais observasse, perguntou-me Silvestre: — Não viu alguém do seu parentesco no grupo? — Não. — Seu cunhado está ali no meio... — Padre Antônio?!... — Sim. — Que faz ele? — Prepara-se para reencarnar, Artur. — Ele está bem, Silvestre? — Agora está melhorando... — Esteve mal? — Muito e muito tempo... — Por quê, Silvestre? — Porque a Justiça Divina funciona divinamente, Artur. — Ser padre compromete? — Até certo ponto, Artur. — Que ponto, Silvestre?

E o diálogo parou, porque uma campainha sinalou o início da aula, que foi apenas uma leitura, feita por aquele encanecido irmão, com um vigor tal de voz, que mais parecia um dardo fumegante a penetrar nossas mentes. De pé, sozinho lá na frente de todos, bem encostado ao painel, começou a ler: “LEMBRA-TE” 1 - Que Deus, a Essência Divina que tudo emana, sustenta e destina através de Leis Eternas, Perfeitas e Imutáveis, é por si mesmo Onisciente, Onipresente e Onipotente, pairando acima de todos os conceitos e preconceitos humanos, crentes ou descrentes; 2 - Que a Emanação, espiritual e material, que enche o Infinito, do qual todos somos parte e relação, não a manifestou Deus segundo os caprichos religiosistas ou não de quem quer que seja; 3 - Que o Movimento, ou a lei que a isso força, obriga tudo e todos no sentido da Finalidade, também sendo acima de manobrismos sectários quaisquer; 4 - Que a Imortalidade é normal no que deriva de Deus, nada devendo aos conchavismos religiosistas ou não dos homens; 5 - Que a Evolução é lei simples, queiram ou não as crenças ou descrenças humanas; 6 - Que a Responsabilidade cresce nos espíritos, sempre em correspondência com o crescimento em conhecimento de causa, nada havendo que possa depor contra; 7 - Que a Reencarnação é lei comum na Ordem Divina, é a válvula redentora e evolutiva dos espíritos, aceitem ou não os fanatismos religiosistas de quem quer que seja; 8 - Que a Revelação é Instituição Divina, com a função de advertir, ilustrar e consolar os filhos de Deus entre si, funcionando nos mundos e intermundos, saibam ou não os homens, gostem ou não os religiosismos humanos; 9 - Que a Habitação Cósmica é uma herança de todos os filhos de Deus, que nada deve aos conceitos humanos, crentes ou descrentes, ditos sábios ou ignorantes; 10 - Que a Sagrada Finalidade é um Desígnio de Deus, não havendo quem possa eliminá-la; 11 - Que os Dez Mandamentos constituem o Código de Conduta, contra o qual se rebentarão todos os erros humanos; 12 - Que a Lei de Deus e o Cristo sintetizam a Moral, o Amor, a Revelação, a Sabedoria e a Virtude, sendo as duas testemunhas fiéis e verdadeiras de que fala o Apocalipse; 13 - Que a Verdade que Livra é o cultivo da síntese da Lei e do Cristo, a VERDADE, o AMOR e a VIRTUDE, jamais havendo argumentos religiosistas ou formalistas que possam substituí-los; 14 - Que a Autoridade Doutrinária pertence à Moral, ao Amor, à Revelação, à Sabedoria e à Virtude, jamais podendo pertencer a homens e a instituições humanas; 15 - Que no AMAI-VOS UNS AOS OUTROS está resumido tudo, em matéria de deveres morais, importando aos filhos de Deus cumprir esses deveres, visto que a parte de Deus não depende dos homens e de suas concepções;

16 - Que a Religião é o cultivo da VERDADE, do AMOR e da VIRTUDE, que sintetizam os ensinos da Lei de Deus e do Cristo, e que devem ter absoluto emprego nos atos entre irmãos; 17 - Que o Reino de Deus é de ordem interna, é a Glória que deve ser desabrochada no íntimo de cada um, pelo desabrochar das virtudes espirituais em geral, que se resumem em VERDADE e AMOR; 18 - Que a Volta do Cristo é sobre as Legiões Consoladoras, a quem cumpre advertir, ilustrar e consolar os irmãos entre si, assinalando que é bemaventurado todo aquele que, tornando-se consciente, venha a tomar parte nesse Divino Ministério; 19 - Que é infeliz aquele filho de Deus, em quem a Justiça do mesmo Deus encontrar sem VERDADE, AMOR e VIRTUDE, pois nenhuma artimanha religiosista poderá jamais dar-lhe Paz e Ventura; 20 - Que o conhecimento das VERDADES FUNDAMENTAIS constitui o CÓDIGO IMORTAL, pairando acima de religiões, filosofias, instituições e estatutos humanos quaisquer, porque vigora no templo da consciência, responsabilizando totalmente o filho de Deus; 21 - Que só existe uma Unificação necessária, que é entre o Pai Divino e Seus filhos, e que fora da VERDADE, do AMOR e da VIRTUDE, jamais poderá ser realizada; 22 - Que a Era Cósmica convida todos os filhos de Deus para um encontro com o BOM SENSO, a fim de atender a Jesus Cristo, cuja bandeira branca, tendo no centro escrita a palavra AMOR, convida ao abandono dos preconceitos em geral, para que o Reino de Deus possa desabrochar no íntimo de todos, marcando a entrada deste Planeta no âmbito de outras dimensões vibratórias; 23 - E que é bem-aventurado aquele que assim entender, reconhecendo no Espiritismo o trabalho de Elias que, consoante a profecia do Cristo, com esse nome repôs as coisas no lugar, no curso de três encarnações consecutivas. Ao término da leitura, pediu uma oração endereçada a Deus, a Primeira e Total Potestade, aos Cristos Planetários ou Segunda Potestade, e ao Consolador ou Ministério da Revelação, a Terceira Potestade. E foi então que se deu o inesperado, pois o prédio pareceu sumir, vendo-se o céu referto de brilhantes estrelas, céu que também se foi tornando brilhante, cada vez mais brilhante, até tornar-se visível o glorioso semblante de Jesus Cristo, que estava engastado no centro de multidões de gloriosos espíritos, estando bem próximo as chamadas Três Marias, rodeadas de legiões de maravilhosas criaturas, tudo numa festa de luzes e esplendores celestiais, tal como seria impossível descrever. Ao cabo de tudo, o prédio ali estava, tudo em ordem, tudo natural, porém atapetado de pétalas de rosas brancas, perfumadas e vivas, assim como tudo é nestes rincões maravilhosos, sem que se saiba como e porquê, a não ser o fato de se sentir a Presença Divina, de modo simples, puríssimo, sem a farta e repugnante intervenção dos ritualismos terrestres, desses engodos que, exercitados em nome de Deus, engordam bolsos, estômagos, sexos, orgulhos e vaidades truculentas, de homens despudorados, fingidos de ministros de Deus, fantasiados e que têm o direito de comprar e vender o que é Sagrado, só porque lidam com gente ignorante, tão ignorante que não acredita na VERDADE, no AMOR e na VIRTUDE, para acreditar em bagunças clericalistas. * * * Depois que o velhote disse estar finda a aula, estando todos conseqüentemente livres, Silvestre avisou-me:

— Quero te apresentar ao ex-padre Fabiano e também deixar-te livre, para conversar com o teu cunhado Antônio. Leve em conta, Artur, o estado de acanhamento em que possa cair o teu cunhado... Não pergunte coisa alguma sobre onde esteve e como esteve... Compreenda que a Justiça Divina basta, para dar a cada um segundo as suas obras, sem haver necessidade de que um irmão coloque mais peso sobre os já pesados débitos de outro irmão devedor. Calei-me, embora estivesse com a mente ocupada por mil e umas indagações, inclusive aquelas que diziam respeito ao ex-padre Fabiano, que sendo padre, teve outra sorte ou destino, pelo que se via. Mas Silvestre, olhando-me bem, entrou a dizer: — Você pensa no caso de Fabiano, que veio bem da carne, apesar de ter sido padre ou mercador de idolatrias. Lembre-se de que muita gente boa seguiu os erros de Roma, sem saber o que estava fazendo; lembre-se de que o importante são as obras de humanidade, fora de questões religiosistas, e que esse irmão Fabiano viveu, para a sua felicidade, pedindo aos mais ricos para dar roupas, comida, remédios e quantas bondades pôde aos pequeninos do mundo. Assim como você deu trabalhos jurídicos aos mais pobres, assim como você não defendeu causas repugnantes, assim mesmo ele confiou nas obras de fraternidade, criando para si essa quantia de Paz e Ventura, com que você o vê galardoado. Ainda continuei calado, mas com a mente fervilhando, motivo por que Silvestre aduziu: — Seu cunhado, entretanto, andou envolvido em adultérios e outras porcarias, orgulhos e vaidades, além de confiar no ritualismo e nas possíveis vantagens clericais. Como temos dito, Deus não quer filhos padres, sejam quais forem as colorações sectárias, mas sim filhos decentes, cultivadores da VERDADE, do AMOR e da VIRTUDE. Aí tem você, de pronto e em síntese, a história toda... — Fico-lhe muito grato pela explicação, amigo Silvestre. Ele virou-se presto para mim, emendando: — Lembre-se de que poderíamos estar nós no lugar dele, ou em lugar e condições muitíssimo piores, amigo Artur, porque se a Terra é um mundo perigoso, nós temos em nós as piores marcas cármicas, que nos induzem a desvios horripilantes, fabricantes de tenebrosas prendas infernais, fontes de desarmonias íntimas que podem custar milenares anos de ressarcimento. Como, pois, enxergar o mosquito no olho do próximo, deixando de considerar o camelo que temos no nosso? E fomos na direção do grupo, que saía em companhia do ex-padre Fabiano. Frente a frente com o meu cunhado, esbocei satisfatório sorriso, mas em breve retrocedi, porquanto ele baixou a cabeça e derramou lágrimas abundantes, não de alegria, mas de pesar. Assim envolvido, também fui conduzido àquele estado emocional. E quando olhamos ao redor, os amigos e companheiros nos haviam deixado a sós, para termos liberdade e não sentirmos ainda mais alguma possível tortura moral. Passado tudo, Antônio falou, dizendo que sabia de minha volta, por lhe haverem dito os amigos e parentes, com quem tivera contato através de uma sessão espírita, dois ou três dias antes. — Sessão espírita?!... — Sim, senhor, sessão espírita... Foi ali que ganhei consciência do meu estado... Lembra-te da lavadeira de mamãe? — E bastante!... — Pois está muito velhinha e bem alentada de espírito...

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