Voltar ao livro A Vida nos Mundos Invisíveis – Volume 3

Capítulo 3 de 17

Índice — parte 2 de 4

A Vida nos Mundos Invisíveis – Volume 3

Tudo o que tínhamos a fazer agora era esperar pelo seu despertar, o qual, pela natureza do caso, não se faria esperar. Nossos arranjos, simples, mas usualmente ecazes, já estavam feitos. O sofá sobre o qual o rapaz foi acomodado, era situado perto de uma ampla janela, numa posição tal que, mesmo sem o menor movimento da cabeça, a paisagem mais encantadora dos jardins em torno podia ser vista, enquanto que, através de uma abertura numa leira de árvores, podia-se ver uma linda vista da cidade distante, clara e colorida. Na parede, bem em frente ao rapaz, havia um espelho que reetia o resto do ambiente, com tudo que sugeria conforto e comodidade, e que podia ser observado com o mais leve movimento dos olhos. As vozes das crianças podiam ser ouvidas à distância, e os pássaros estavam cantando com seu costumeiro vigor. Esta era a situação agradável que esperava nosso amigo, quando ele emergisse de seu rápido, mas confortante, sono; e este é, frequentemente, o momento em que o nosso trabalho real começa! III. O ACORDAR Ruth foi a primeira pessoa a falar, quando nosso amigo abriu seus olhos. 'Bem, Roger', disse ela, 'como se sente?' (Nosso amigo no departamento tinha nos dado o primeiro nome do rapaz, o que era suciente para todos os propósitos). Roger arregalou seus olhos ainda mais, quando se voltou para Ruth. 'Mas', disse ele, 'eu vi você – quando foi? Há pouco tempo atrás. Quem é você?’ 'Apenas uma amiga para ajudá-lo. Chame-me Ruth'. 'E o senhor. Parece que me lembro que estava sentado aos pés de minha cama'. 'Certo!', falei. 'A memória vai car mais clara em um momento ou dois'. Roger começou a erguer-se, mas Ruth gentilmente pressionou-o de volta às almofadas. 'Agora, Roger', disse ela, 'a ordem do dia é que você que quietinho aí, e nada de falar demais'. O garoto voltou-se para a janela. 'Linda vista, não é?', eu disse, apontando através da janela. 'Está se sentindo confortável? Está bem. Bom, agora você está imaginando o que tem com tudo isto. Tem alguma ideia do que aconteceu? Só uma vaga ideia. Mas o melhor é que agora você está se sentindo bem. Todas as dores e o mal estar se foram. Não é assim?’ Roger concordou e sorriu quando pareceu compreender tudo. 'Sim, agradeço'. O rapaz obviamente não parecia ser do tipo nervoso, e parecia não haver razão alguma para esconder a verdade por mais tempo. Enviei um olhar a Ruth e ela assentiu em resposta. Roger, meu querido rapaz', comecei, 'tenho notícias agradáveis para você. Você está perfeitamente correto, você realmente viu Ruth e eu há pouco tempo atrás. Estivemos em seu quarto, na sua casa, e você estava bastante doente, tão doente que o médico não pôde puxar você de volta. Assim Ruth e eu viemos trazer você para um outro mundo, um mundo adorável. Acompanhou?’ 'Então, morri. É isso?’ 'É isso, velho companheiro. Não está assustado?’ 'Não, acho que não'. Ele fez uma pausa. 'Nunca esperei nada parecido com isso', acrescentou. 'Não, não suponho que esperasse. Quem o faria, exceto aqueles poucos, que sabem o que vai acontecer? Honestamente, agora, o que esperava?’ 'Só Deus sabe.’ 'Anjos com longas asas, e rostos sérios, parecendo impessoais e distantes? Suponha que tivesse visto alguma coisa como esta, o que teria sentido ou pensado? Você não precisa me dizer, responderei por você. Você teria pensado que eles vieram arrastá-lo para ser julgado diante de algum Juiz terrível, em algum lugar da Alta Corte do Céu. E quanta aição sentiria se tivesse tido um mau comportamento, meu garoto!’ Ruth irrompeu em gargalhadas, enquanto Roger, que tinha captado o relance de meus olhos e o interpretou corretamente, riu também. Deixe-me dizer logo, Roger, que não há juízes, ou mesmo um único grande Juiz, em nenhum lugar deste mundo, o mundo espiritual. Qualquer juízo a ser feito, nós o fazemos por nós mesmos, e cumprimos bastante agradavelmente. Você descobrirá que vai se tornar extremamente crítico de si mesmo, como todos nós. Podemos ser bastante duros a nosso respeito. Assim, qualquer coisa que tenha pensado a respeito de um Dia do Julgamento, tire-a de sua cabeça. Não há tal coisa, nunca houve, e jamais haverá.’ 'Agora, espero que esteja imaginando o que virá em seguida', continuei. 'A resposta a isso é simples: Nada! – pelo menos por um curto espaço de tempo, até que se sinta recuperado, e então todos nós deveremos sair e explorar as coisas um pouquinho. O que acha disto?’ 'Gosto muito, mas há algo que gostaria de saber'. Roger olhou em torno. 'De quem é esta casa, e quem é você? Posso ver que é um padre, mas a cor de sua batina não é aquela que sempre via antes'. 'Quanto à casa, é minha, apesar de que realmente é nossa, já que Ruth mora a maior parte do tempo comigo e também um clérigo velho amigo meu que você vai conhecer mais tarde. Quanto às minhas roupas, estas que estou usando são somente réplicas das minhas roupagens terrenas que vesti especialmente para você. Tenho minhas próprias roupas espirituais, mas supomos que se eu as tivesse usado – e Ruth as dela – quando viemos para buscá-lo em seu quarto, pareceríamos aqueles anjos cinzentos e amedrontadores de que acabei de falar. E não importaria nossas faces terem olhares agradáveis e sorrisos, não há dúvida que teríamos um Roger bastante apavorado. Assim, observe que estamos como costumávamos estar quando vivemos na terra, e agora olhe para você, como você era na terra somente bem pouquinho de tempo atrás'. Roger olhou para suas roupas para descobrir que estava usando um par de calças de anela e uma jaqueta marrom, enquanto em seus pés tinha um par de sólidos sapatos. Ele apalpou o material para assegurar-se de que era real. Até mesmo beliscou seu braço para car duplamente certo de que ele era sólido! Então, colocou um pé no chão e rmou-o levemente.

'Tudo bastante sólido, não é, Roger?’ De uma mesinha lateral Ruth trouxe uma enorme cesta de frutas e ofereceu-a ao menino. 'Vai ver que são bem reais, também', disse ela com um sorriso; 'ajudam naquilo que imagina. Elas são ótimas e vão lhe fazer muito bem. Nós as temos aqui 'especialmente”. Nós três pegamos alguma fruta, e Ruth e eu esperamos para ver o menino agarrar a dele. Primeiro, ele a olhou bem de perto, virando e revirando na mão – era uma ameixa o que ele examinava – e parecia indeciso sobre o que fazer com ela. Há, claro, só uma coisa a se fazer com uma bela e suculenta ameixa, especialmente se for do mundo espiritual, que é comê-la. Ruth e eu assim o zemos, enquanto Roger observava de perto o que aconteceria. Ele esperava, sem dúvida, ver uma torrente de suco escorrer pelas nossas roupas. Seus olhos arregalaram de espanto quando ele viu o suco da fruta escorrer, certamente, e também certamente por ele desaparecer, deixando nossas roupas sem manchas. Encorajado desta forma, seguiu nosso exemplo, e cou animado por se deliciar com esta aparente feitiçaria. Nada se desperdiça por aqui, Roger', explicou Ruth; 'tudo o que não é desejado volta para a sua fonte. Nada é destruído. Você não pode destruir nada, por mais que tente. Se achar que uma coisa não serve mais ou não é mais desejada, ela simplesmente se esvairá em sua aparência, evaporando diante de seus olhos. Mas não está perdida; retornará para a fonte de onde veio. Se não quiséssemos esta casa e todo o seu conteúdo, ela desapareceria, e não haveria nada para se ver, a não ser o terreno onde está. É o mesmo com qualquer coisa que apontar. Todas as coisas são vivas no mundo espiritual; não temos coisas como 'objetos inanimados'. Tudo é gerenciado muito melhor por aqui que na velha terra, não acha – do pouco que você já pode ver?' Roger agradeceu a Ruth por sua explicação. Ele parecia evitar falar, entretanto, claro que era porque Ruth havia recomendado que ele não falasse muito ainda. Mesmo assim, ele se virou para mim, depois de ponderar as palavras de Ruth, com algo de dúvida no ar: 'Você foi um bispo, ou algo assim?' perguntou. 'Oh, querido, não!', ri, 'nada tão grandioso ou elevado. Você está se baseando na cor da roupagem que uso. Não, eu fui apenas Monsenhor, quando estive na terra. Alguns de meus amigos ainda me chamam por este título antigo. Isto os agrada, e não prejudica, apesar de que não temos tais títulos e distinções por aqui. Ainda, se você gostar de usar o mesmo nome, use-o. Atende a um propósito útil, e não é 'contra os regulamentos'. Ruth sempre o usa'. Aqui eu gostaria de interpolar uma ou duas observações que penso seria bom fazer. O que estou transmitindo a vocês é o informe de um caso real, uma ocorrência real, típica entre muitas. O jovem, Roger, é uma pessoa que realmente existe, que veio ao mundo espiritual nas circunstâncias precisamente descritas que estou lhes passando agora. Novamente: pode ser exceção a conversação que tivemos e que lhes transmiti. Há pessoas que objetarão que o todo dela é espantosamente irreverente e trivial para merecer consideração por um momento; que ela é frívola e de qualidade inferior, e que não poderia, certamente não poderia acontecer em nenhuma região que fosse apropriadamente designada como 'céu'; no tal 'céu' deve-se certamente agir de forma bem distante do lugar comum e muito mais sacra e espiritual. Podem protestar dizendo que alguém que faz a 'terrível mudança' da vida para a morte, e da morte para a eterna vida – vida 'supranatural' – teria coisas muito mais graves a pensar e discutir do que as frivolidades que eu alego acontecerem. Com uma longa experiência de transições nas quais me baseio, começando pela minha, sei, sem dúvidas: quando o último suspiro terreno é dado, e a vida começa no mundo espiritual, não há jamais a menor inclinação, naquele momento vital, para se pensar em termos de dissertações teológicas aprendidas ou ceder a 'chavões pios'. Cada alma que chega, neste ou outros reinos do mundo espiritual, completamente ignorante sobre a vida daqui, preocupa-se com uma e uma só coisa: o que vai acontecer em seguida? Apenas isto. Só porque somos habitantes do mundo espiritual, não nos tornamos grandes retóricos que falam somente em longos períodos eloquentes sobre temas da mais alta espiritualidade. Deo gratias que não. Somos normais, pessoas racionais que falam e agem de forma normal e racional. Suponha que Ruth e eu, ao tomarmos Roger a nosso encargo, tivéssemos adotado um comportamento grave e faces sisudas, o que imagina que poderia ter acontecido, tanto a ele quanto a nós? O garoto teria cado aterrorizado, onde, na verdade, não existe campo para o medo, e tudo isto para que propósito? Só por isso Ruth e eu deveríamos aparecer e agir como as pessoas desavisadas acreditam que devíamos aparecer e agir, quando nos tornamos habitantes do mundo espiritual. E o que teria acontecido a Ruth e a mim? Seríamos julgados totalmente desajustados para o cargo que ocupamos, e logo seríamos mandados sair – em desgraça. Entretanto, uma coisa destas jamais acontece, já que não nos teriam conado este trabalho se abrigássemos tais impensáveis noções. Assim é, meus queridos amigos, que em nossa conversação com Roger, como com milhares de outros a quem atendemos, nós somos apenas nós mesmos. Anal de contas, este é um mundo de vida, atividade e verdade, não uma imitação sombria, santarrona e cheia de escárnio da existência. Quão felizes somos todos nós por sermos assim! Nós preferimos nossa forma de 'céu' à estranha concepção que ocorre em alguns locais da terra. Agora retornemos a minha narrativa. Roger se sentiu tentado a se levantar do sofá, sinal seguro de que estava ganhando força e vigor. A fruta tinha ajudado na melhora, como sabíamos que o faria. Em assuntos deste tipo, não falha. Ao mesmo tempo, ela não o teria forçado a testar suas forças até então, e assim, para o passar do tempo, recomendamos que permanecesse onde estava. Ele era – e é claro, ainda é! – um companheiro muito amável, e estava pronto para seguir todas as nossas sugestões. Em casos como este, isto é, nos momentos iniciais dos recém-chegados, muito vai depender dos pequenos incidentes, aquelas coisas simples, de grandes implicações em si mesmas, mas exteriormente tão tranquilizantes e confortantes. A longa experiência nos ensinou que frequentemente o menor, o mais insignicante incidente pode fazer muito mais para trazer paz e quietude mental ao recém-chegado aos planos espirituais, do que uma centena dos discursos mais brilhantes. É por esta razão que deliberadamente apresentamos o aparentemente trivial. E não posso fazer nada melhor do que exemplicar isto contando o que aconteceu em seguida, nos nossos cuidados com Roger.

O menino repentinamente voltou seus olhos para a janela, atraído pelo som de asas batendo na persiana, e percebeu que um pequeno passarinho entrara na sala, e empoleirou-se bem próximo a ele. Roger cou perfeitamente estático, como se o menor movimento pudesse amedrontar e espantar o pequeno visitante. Ruth, entretanto, chamou o pássaro, que imediatamente voou até ela, parando em seu dedo. Ele tinha uma linda capa de penas cinza-claro. Roger estava muito interessado, então Ruth transferiu o passarinho para o dedo dele. 'Ele sempre nos visita aqui', contei-lhe, 'apesar de realmente pertencer a dois velhos amigos meus da terra'. 'Então o que ele está fazendo aqui?', perguntou Roger. 'Bem, ele foi encontrado pelos meus amigos em grande aição quando ainda era recém-emplumado; eles cuidaram dele, observaram seu crescimento, mas, é triste dizer, ele começou a sofrer. Possivelmente alguma coisinha que não pôde suportar, cuidados exagerados, teve alguma espécie de ataque e morreu rapidamente. Uma grande pena. Foi como você, Roger, jovem e mal tinha começado a vida. E exatamente como você, Roger, passou para estes planos maravilhosos, e foi cuidado imediatamente, exatamente como tentamos fazer com todas as almas humanas que chegam a nós. Este pequeno pássaro, tão desconsiderado na terra, e a ação de meus dois amigos, igualmente desconsideradas, não foram perdidas. Sua afeição por aquela pequena partícula de vida preservou esta vida para sempre. Presentemente, ele é parte da 'casa' de um velho amigo mútuo, que já tem outro pássaro e animais amigos. Eles compõem uma família alegre, e nós vamos levá-lo para ver ele – e eles. Não acha que este é um companheiro bem bonito?’ 'Acho. De que espécie de pássaro ele é?’ 'Quando ele veio pela primeira vez até nós, ele era de um cinza bem mais escuro, e não era tão grande. Mas cresceu, e sua cor, como pode ver, é quase que o cinza dos pombos. De que espécie de passaro ele é, você disse? Apenas um pardal comum'. Ruth cou indignada porque me referi a ele de forma tão comum, e fui obrigado a me retratar – e não foi a primeira vez, desde que cheguei ao mundo espiritual! Roger ainda estava brincando com o passarinho, quando Ruth espiou dois visitantes vindo na direção da casa. Estavam caminhando vagarosamente atravessando o jardim, parando sempre, a m de examinarem as ores que cresciam em profusão em torno da casa. Conforme eles se aproximaram, reconhecemos que eram velhos amigos que vinham sempre nos visitar. Um, o mais alto dos dois, era Caldeu de nacionalidade, o outro, um Egípcio. Eu disse a Roger que de maneira nenhuma seria necessário que ele se levantasse quando os dois visitantes chegassem na sala, já que os dois sabiam o propósito pelo qual o sofá era usado, pois ele já tinha acomodado muitos e muitos recém-chegados para seu descanso. Ruth e eu fomos até a porta para dar as boas vindas a nossos visitantes, e trocamos cumprimentos cordiais. O nome do Caldeu é Omar, pelo qual é universalmente conhecido. É um homem de notável aparência, sendo a característica mais marcante seu cabelo, negro como um corvo, ainda mais em contraste com a ligeira palidez de sua tez. Ele é, sem dúvida, uma das almas mais alegres que se pode encontrar nestes planos, e tem uma grande reputação por causa de seu acurado senso de humor. 'Entre, Omar', eu disse, 'e venha conhecer nosso 'paciente'. Ele respondeu que cariam encantados, e então pusemos mais duas cadeiras perto do sofá. 'Bem, meu garoto, como está se sentindo? Feliz? Descansado?' Omar voltou-se a nós: 'Roger está pensando quem sou eu. Talvez esteja imaginando o que sou eu'. 'Veja, Omar, você realmente é a primeira pessoa que ele vê usando roupas espirituais. Não é assim, Roger?’ 'É, é verdade, e, bem, estou um pouco confuso. Suas roupas', disse ele a Omar, 'são muito diferentes das do Monsenhor'. 'Diferentes das que ele está usando agora, porque ele não quer assustar você. Você não está assustado comigo, está, Roger? Não há necessidade, querido lho, porque eu sou realmente inofensivo, e meus dois amigos – os seus dois amigos – darão testemunho de mim. Talvez você pense que sou um anjo! Bem, é melhor do que achar que sou um demônio. Sabe, Roger, há pessoas encantadoras na terra que me chamariam assim, sim, e você também; de fato, todos nós aqui! Você acha que Ruth parece particularmente satânica? Monsenhor, agora, há certamente um cheirinho de enxofre nele. Bem, bem, é um bom motivo para se rir, apesar de que, pense, estas mesmas pessoas agradáveis nos negariam. Falando de mim mesmo, não me sinto nem um pouco santo, e o Monsenhor é de longe pecador empedernido para chegar perto disto'. Omar voltou-se para o mim: 'Preciso sair agora', disse, 'mande meu amor aos meus amigos da terra'. Então tomou Roger pelas mãos, segurou-as por um momento, e bateu-as de leve no rosto. 'Bênçãos, meu lho', disse, 'descanse e depois seus amigos vão lhe mostrar as glórias deste plano. Este é o seu plano de residência, agora, você sabe. E cá entre nós, somos bem orgulhosos dele'. IV. PRIMEIRAS IMPRESSÕES Quando voltamos à casa, depois de nos separarmos de Omar e seu companheiro, vimos que Roger tinha saído do sofá e estava se apoiando, olhando agora para fora da janela. Nós acenamos para ele, e ele respondeu. 'Parece que ele recuperou completamente seu vigor', comentei com Ruth. 'Não há nenhuma dúvida disto, diria eu'. 'E eu deveria dizer que o que completou a cura dele foi a visita de Omar. Você notou como ele segurou a mão do menino? Se isso não o carregou com vitalidade, eu estou muito enganado. Não é que seja como Omar'. Não havia nenhuma dúvida de que uma grande mudança tinha acontecido ao rapaz, porque ele apareceu na entrada assim que nós nos aproximamos, com toda aparência de jovem esfuziante. Já não tinha mais aquela languidez triste de ser vista, tão comum em tais casos. 'Bem, Roger', disse Ruth,'você parece pronto para qualquer coisa'. 'Assim é como eu sinto, Ruth. Agora, Monsenhor, o cérebro velho está lúcido e eu quero saber muitas coisas'. Ele agarrou cada um de nós pelo braço e nos segurou em um aperto rme.

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