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Capítulo 15 de 17

Vi. Relacionamentos Espirituais — parte 10 de 11

A Vida nos Mundos Invisíveis – Volume 3

(*) (N. da T.) Peter Ilitch Tchaikovsky - nasceu em 7 de maio de 1840, em Petrogrado, Rússia. Em 1893, morreu de cólera, ao beber água não fervida quando uma epidemia grassava em Moscou. (**) (N. da T.) Franz Joseph Haydn nasceu em Rohrau, Áustria, a 31 de março de 1732. Fraco e abatido, em 1805 corre o boato de sua morte. O bom humor dele continuando vivo; Haydn escreve a propósito de um concerto fúnebre em sua homenagem, organizado por Cherubini e Kreutzer: "Que festa para mim se pudesse viajar e dirigir eu mesmo a missa!" Haydn falece na madrugada de 31 de maio de 1809. XV. DOIS VISITANTES 'Eu notei,' observou Roger, 'que ninguém parece usar sobrenomes aqui. Eu nem sequer sei o seu, ou o de Ruth.' Nós tínhamos voltado para casa diretamente de nossa visita à casa na oresta, e nossas conversações com nossos dois amigos evidentemente tinham mantido um o de ligação na mente de nosso protegido. 'Ora, não, Roger,' respondi, 'é assim mesmo; entretanto nossos sobrenomes não têm nenhuma signicação neste mundo. Na realidade, para os recém-chegados, pode até parecer que haja alguma irregularidade no uso dos nomes em geral; nenhum há um costume ou um comando sobre isto. É sempre uma questão de identidade pessoal, e não de identidade familiar.' 'Há pelo menos uma ordem organizada dos nomes aqui, e é com os nomes que são puramente de origem do mundo espiritual; nomes que são formados ou elaborados conforme regras. Cada um deles tem um signicado distinto, e não pertencem a nenhum idioma terrestre. Nomes deste tipo são dados depois que foram merecidos, e só são obtidos de seres dos reinos mais elevados.' 'Quanto à identidade, você poderia ter nossa Ruth como exemplo. Todo mundo por aqui - e em muitos outros lugares - a conhece como Ruth, e é um nome terrestre reconhecível, como são muitos outros.' 'O meu é uma designação, no lugar de um nome, e na terra é um título eclesiástico. Você se lembrará que eu mencionei que nós não temos nenhum título aqui. Este caso não é nenhuma exceção à regra, porque o título, Monsenhor, que eu usei na terra, sempre é usado sozinho pelas pessoas, nunca com meu nome junto. Nossos amigos na terra começaram com este costume, entretanto às vezes usam meu nome de batismo. Assim a palavra Monsenhor é impessoal como um título, mas dado a mim como nome por razões práticas.' 'Notei que nenhum de vocês se preocupou em saber meu sobrenome,' disse Roger. 'É assim. Não há nenhuma necessidade. Você já é conhecido como Roger, como viu por você mesmo.' 'A mesma coisa aplica ao Franz Joseph e Peter Ilyitch, é isto?' 'Exatamente o mesmo. Nós simplesmente cortamos fora os sobrenomes deles, e eles não são a pior parte. O que é muito importante é que ninguém se queixa do costume, ou regra, se gosta de chamar assim. Todo mundo ca contente.' 'Você se lembra, Roger, quando estávamos conversando sobre idade e identidade, a diferença que a volta à juventude poderia fazer na aparência pessoal da pessoa, de forma que alguém poderia não ser reconhecido como o indivíduo que ele uma vez foi. Nomes farão o mesmo efeito, como pode ver.' 'Quando os personagens mais elevados forem para a terra para falarem com os amigos, são normalmente conhecidos por algum nome que foi especialmente escolhido ou inventado para eles. Nós temos um caso em pauta. Você me ouviu dizer ao Peter e Franz que uma mensagem tinha me localizado, dizendo que alguém desejava me ver?' 'Sim; pensei que talvez você estivesse dando uma desculpa por irmos embora.' 'Roger,' protestou Ruth;' o que diria o povo de terra se eles pensassem que contar lorotas é prática comum no "céu" para sairmos de compromissos sociais?' ‘De fato, velho companheiro, e não precisamos lhes falar - isso economiza um terrível monte de preocupações e espalhafato.’ ‘Então o que se faz, se quisermos sair de qualquer lugar porque se está um pouco enjoado de lá?' ‘Eu não posso dizer que esta situação tenha acontecido alguma vez, pelo que eu saiba. O que diz você, Ruth? Você pode se lembrar de alguma vez?' 'Não,' Ruth respondeu, 'não posso dizer que lembro. Parece que nunca passamos por tais situações desastrosas.' 'Porque elas não acontecem, meu querido, - e não podem acontecer. Nenhum enfado, nenhuma pergunta que não deixe claro que a pessoa seja bem-vinda. Tudo isso, Roger, surgiu de sua suspeita de que estávamos formulando belas desculpas para nos afastarmos do Peter e Franz graciosamente. O fato é que, enquanto estávamos lá, uma mensagem me foi 'enviada', isso é tudo. Não era urgente, caso contrário eu não estaria aqui fofocando aqui deste jeito. A mensagem veio de alguém que constantemente visita a terra para falar lá com muitos amigos, e como nós estávamos em lazer em lugar de negócios, respondi imediatamente que estávamos disponíveis. Se a mensagem tivesse vindo enquanto a Ruth e eu estivéssemos na "tarefa" de acompanhamento, do mesmo jeito que zemos com você, Roger, eu mandaria em retorno palavras sobre o que estávamos fazendo, e em nenhuma circunstância é esperado que nos coloquemos à disposição de qualquer um outro, por mais ilustre que seja. Pelo contrário, poderíamos entrar em problemas por deixarmos nosso trabalho do momento. Toda a coisa trabalha nas linhas do bom senso e da razão nestes planos, Roger.' 'Pena que não se faz o mesmo na terra,' observou Roger, secamente. 'Você pode dizer bem isso. A visita sobre a qual estou lhe falando é de uma personagem eminente dos reinos elevados, mas a identidade dele foi escondida com o nome simples, mas efetivo, de Estrela Azul, que é derivado de uma forma sensata, direta do fato de que parte da insígnia pessoal dele, se posso chamar assim, consiste em uma jóia magníca, feita na forma de uma estrela de pedras preciosas azuis brilhantes, mais preciosas, meu Roger, que qualquer coisa que poderia ser achada ou poderia ser feita na terra. Nós lhe pediremos que a mostre para você quando ele vier.' ‘Ele não a usa sempre, então?’ 'Nem sempre nestes reinos, não visivelmente, digo.' Como eu estava sentado diante de uma das janelas, estava em posição para observar nossa visita no momento em que apareceu no jardim. Roger adivinhou minhas razões para me sentar assim, porque perguntou, 'É habitual as visitas virem caminhando pelo percurso mais longo? Eu quero dizer, caminhando pelo chão em lugar de "pensar" que estivessem já na sala?'

Sim, Roger. Esse é o método que empregamos desde o princípio, nas poucas chamadas que zemos por aí. Não há nenhuma lei sobre isto, você sabe; somente o bom senso e o bom gosto governam. Se a necessidade da presença da pessoa fosse vitalmente urgente, então poderíamos usar o método do pensamento para nos levar onde quer que quiséssemos estar, e assim apareceríamos bem na frente da pessoa, sem delongas. Mas nas circunstâncias comuns, nos comportamos como gente comum, e assim nos apresentamos caminhando em nossas duas pernas, e, se necessário, bateríamos na porta de frente, - apesar de que já nem me lembro mais como se faz isso.' 'Você verá, Roger, com o tempo, que fará a coisa certa instintivamente. Assim não deixe este detalhe aborrecêlo. Chamar nossos amigos da terra é completamente diferente. Nós fomos bem depressa ao seu quarto para buscá-lo, e não havia nenhuma formalidade para bater na porta a m de entrarmos. Se tivéssemos batido e, por mero acaso, os seus tivessem nos ouvido, teriam cado apavorados, acho.' 'Acho que sim. A maioria pensaria que eu estava tendo um m terrível, e que alguém pior que o velho com a foice tinha vindo para me levar embora.' 'Ah, aqui está nossa visita, e ele não está só,' eu disse, percebendo duas pessoas caminhando pelo jardim. 'Quem pode ser o outro?' Ruth observou, vindo para perto da janela. Num momento eles se aproximaram sucientemente para serem reconhecidos. 'Ora, é Phyllis,' gritou Ruth, apressando-se para sair ao jardim. 'Ruth e Phyllis são velhas amigas,' expliquei a Roger, e então fomos cumprimentá-los. 'Bem, minhas crianças,' disse Estrela Azul; 'nós estávamos a caminho de um trabalho junto aos nossos amigos da terra, e esta jovem senhora sugeriu que desviássemos um pouco, para fazermos uma visita. Você não estava em casa quando recebeu minha mensagem, creio eu.' 'Não, Estrela Azul. Nós tínhamos levado nosso amigo para ver Franz e Peter.' 'Ah, sim, isso é bom.' 'Você poderia reservar um momento para ver o Roger? Eu tenho falado a ele sobre você.' 'Não revelando todos meus segredos terríveis, espero,' disse Estrela Azul com um sorriso. 'Entre, venha conhecer o Roger,' disse Ruth a Phyllis; 'ele é um menino muito agradável. Ele foi nosso último "caso", e agora nós estamos tendo umas férias juntos, enquanto lhe mostramos as paisagens.' Havia um contraste marcante entre as duas meninas, pois Phyllis tem cabelo escuro, enquanto o de Ruth é de um dourado luminoso. Roger veio quando entramos na sala, e eu o apresentei a Estrela Azul e Phyllis. 'Bem, meu lho,' disse Estrela Azul, 'você parece feliz e bem, e isso não é surpreendente, é?' 'Não, senhor,' respondeu o rapaz, com um sorriso. 'Chame-me Estrela Azul. Todo mundo o faz; e por que não? É meu nome, anal de contas - ou um deles. Alguns de nós temos vários nomes. Na terra, acredito eu, se a pessoa tiver muitos nomes vai ser considerado suspeito, mas aqui é diferente. O nome que eu estava usando na terra causou o maior problema, imagino. Mas isso não é minha culpa, mas é culpa das pessoas que o usaram com muita liberdade.' Estrela azul sorriu. A voz dele tinha um timbre macio, e ele falava cuidadosamente, pareceu-me, e com deliberação. Aparentava ser jovem na idade, contudo a voz dele revelava um homem cuja vinda para o plano espiritual tinha sido há séculos atrás. É uma qualidade distintiva que se faz aparente aos ouvidos com prática, já que todos os sinais externos da passagem do tempo terrestre há muito tempo desapareceram. Eu aprendi muito cedo, em minha vida aqui, que tentar avaliar as idades das pessoas é uma tarefa perigosa! 'Eu desejo saber, Estrela Azul, se poderia pedir-lhe um favor,' eu disse, 'para nosso jovem aqui?' 'Certamente, Monsenhor. Se for possível concedê-lo, basta pedir.' 'Estivemos falando a Roger sobre os nomes aqui, e expliquei a origem do seu.' 'E agora deseja uma demonstração prática, e ver a origem - é isto?' Estrela Azul abriu uma metade da rica capa que estava usando, e exibiu nas vestes internas a estrela soberba que tínhamos descrito a Roger. ‘Venha para perto, meu lho, e examine bem isto. É muito bonito, não é? Duvido que alguma vez tenha visto qualquer coisa assim na terra, não é?' 'Oh, impossível, Estrela Azul.' 'Veja as características maravilhosas das pedras preciosas do mundo espiritual, meu lho. Elas não precisam de nenhuma luz reetida; o brilho delas, o cintilar delas vem de dentro. Se você pudesse, de alguma forma, levar esta estrela, ou qualquer outra jóia, na escuridão, ela brilharia como o sol com sua bela cor. Monsenhor, creio eu, descreveu isto como "luz" viva. É absolutamente assim mesmo. As jóias da terra, adoráveis como são, precisam da luz reetida para a sua beleza e o efeito delas. Leve um diamante inestimável, devemos dizer, na escuridão da terra, e toda a sua glória se vai. Há muitas, muitas outras jóias maravilhosas no mundo espiritual além desta aqui, meu lho, e todas elas têm esta mesma "luz" viva. Como espero que já saiba agora, estas não podem ser compradas no mundo espiritual.' 'Não, Estrela Azul; isso eu entendo. O Monsenhor e Ruth já me contaram muita coisa.' 'Nenhuma se compra ou se vende aqui; só se ganha. E não é a verdadeira justiça? Coloca-nos a todos em um fundamento igual, e cada um de nós tem a mesma chance para ganhar muitas coisas maravilhosas - como esta estrela azul, por exemplo. Monsenhor lhe contou sobre esta jóia?' 'Não, Estrela Azul, nada,' eu interpus. 'Só com a sua mensagem que o assunto apareceu.' 'A única razão de eu ter perguntado é porque não se quer contar algo que já sabem. Bem, então, meu lho, espero que adivinhe o que ela representa. Verdadeiramente, ela não representa nada mais que o próprio valor dela e a beleza. As jóias são o que chamaríamos suplementos a nossa vida, e são recompensas pessoais para serviços vários já realizados.' 'Algo como as ordens que há na terra.’ ‘Algo assim, meu lho, mas não muito! Você vê, estas não são insígnias ou jóias de ordens exclusivamente, como entendo que existam na terra. Aqui elas são para todos, sem discriminação, que se preocuparem em ganhá-las e não são privilegiados, com certeza, como é o costume em alguns casos da terra. Nós não levamos nenhuma letra depois de nossos nomes porque somos os proprietários de tal prêmio. Isso, penso eu, não é uma ideia boa, porque alguns de nossos nomes cariam muito estranhos enfeitados daquele modo; e então não há nenhuma chamada para que proclamemos que somos proprietários de tal prêmio.'

‘Você é apaixonado por coisas bonitas, posso ver, meu lho, já que se delicia innitamente até mesmo com este exemplo de beleza do mundo espiritual. Por acaso você viu as jóias que o Franz Joseph e Peter têm? Não, claro que não. Eles não as mostrariam, a menos que você lhes pedisse. Eles e os seus irmãos-em-arte têm muitos exemplos primorosos entre eles. Tudo pelos serviços eles prestaram a nós aqui, com a sua música grandiosa. Bem, agora pareço estar falando demais. É um hábito bom, quero saber, ou ruim? O que diz você, Monsenhor?' 'Bem, Estrela Azul, pode ser um tanto ruim; não aqui, admito, mas na terra, especialmente se a pessoa diz coisas erradas, como z eu, de um púlpito!' Estrela Azul riu. 'Eu posso dizer que faço uma boa parte ao falar agora, na terra,' ele disse. 'Há uma coisa de que não nos podem acusar aqui: que camos faladores em nossa velhice. Eu espero, Roger, a princípio, que você sentiu que mal podia falar com tantas maravilhas destas regiões que nossos amigos descortinaram a você .' 'Foi assim, Estrela Azul. Eu senti a língua amarrada, principalmente, ou então mantive minha boca fechada, e olhos e orelhas abertas.' 'Uma coisa admirável para se fazer nesta ocasião, meu lho. Quando nós estávamos na terra, alguns de nós falou quando teria sido melhor e mais sábio que tivesse permanecido calado, e alguns de nós permanecemos calados quando deveríamos ter falado.' 'Sou culpado sob ambas condições, Estrela Azul!' 'É mesmo, Monsenhor?' disse Estrela Azul sorrindo. 'A pessoa em quem estava pensando não era você, mas eu! Agora, Roger, você nunca adivinhará aonde Phyllis e eu vamos quando partirmos daqui, o que deve ser num momento mais ou menos, pois o tempo passa. Ah, isso o pega de surpresa, não é? Como pode o tempo passar? Não aqui, mas na terra, onde somos esperados. Monsenhor vem frequentemente conosco, mas não desta vez. Visitaremos alguns amigos na terra onde Phyllis e eu, e outros, exercitaremos nossa tendência terrível de falar, e tentar alegrar nossos amigos terrestres. Deus sabe, eles precisam de carinho - a terra inteira precisa. E as pessoas poderiam tê-lo sempre, se se voltassem a nós. É um local cinzento e triste a terra, eh, Roger, depois de todo este brilho e cor?' 'Um dia,' disse Phyllis, 'nós o levaremos para ver nossos amigos da terra. Acha que gostaria disso, Roger?' Phyllis perguntou, com um sorriso cativante. 'Temo não saber muito sobre tudo isto,' Roger respondeu, com precaução evidente. 'Não, claro que não sabe. Você não pode descobrir tudo em cinco minutos, pode? Você não poderia ir só, você sabe. Há muitos de nós, e normalmente vamos em grupos.' 'Penso que realmente Phyllis tem um particular gosto para grupos,' disse Estrela Azul sorrindo. 'Franz e Peter, e outros do ramo musical, vão frequentemente conosco. E Asa Brilhante também, e muitos mais.' 'Sem esquecer o próprio velho Estrela Azul,' disse nossa visita eminente. 'Estrela Azul sim, não diga velho,' disse Phyllis, indignada. 'Agradeço, minha querida criança, mas em comparação com o resto deste distinto grupo presente, eu não sou exatamente um mocinho.' 'Espero que se sinta como um,' disse Roger. 'Ah, sim; isso é outra coisa. Agora, minha criança, nós realmente devemos ir. Foi muito agradável termos tido esta curta conversa com vocês todos, entretanto, indubitavelmente, de acordo com as noções terrestres, nós deveríamos estar discutindo questões profundas, bem profundas, que ninguém aqui nem quer discutir, tentando explicar coisas que não têm nenhuma explicação. Seria altamente edicante, mas extremamente de entorpecer. Prero nossa própria conversinha sobre esses assuntos triviais. É mais divertido, e eu estou seguro que nos fará muito melhores.' E assim, acenando com as mãos, nossas duas visitas nos deixaram, seguindo para a sua jornada em direção à terra. XVI. O GOVERNADOR DOS REINOS 'O que é de espantar,' observou Roger, 'é que não parece haver, em lugar algum, qualquer sinal de governo.' 'Isso seria uma reclamação, Roger, ou um elogio?' 'Certamente não é uma reclamação.' ‘Então consideraremos isto como um elogio. Não, porém por mais que busque, não verá nenhum sinal de quaisquer formas de governo. Mas há, pelo menos. Ouso dizer que você estava pensando em termos de legislaturas, atos de parlamento, leis, ordens de conselho, decretos, e muitos mais horrores da vida ordenada na terra.’ 'Agora farei uma pergunta a você, Roger. Você viu qualquer quadro de avisos ou avisos lhe advertindo que não deve fazer isto ou aquilo, ou informando quais são as suas horas de expediente, ou advertindo com o familiar “os transgressores serão punidos", ou até mesmo "evite pisar na grama"?' 'Não, não vi em lugar nenhum.' 'E nunca vai ver, porque não existem por aqui. Inigualável, não acha?' 'É mesmo.' 'De onde concluirá,' disse Ruth, 'que somos todos graciosamente comportados.' ‘A verdade é, meu menino, que nosso "governo" se processa através de leis naturais, e, portanto, é o melhor no universo inteiro. Melhor, um milhão de vezes melhor que qualquer coisa que já foi inventada pela ingenuidade do homem. Leis naturais não precisam obrigar ninguém; elas se impõem por si mesmas.’ 'As leis naturais na terra não são percebidas tão facilmente. Poucos, por exemplo, podem ver a lei natural trabalhando quando os pensamentos são emitidos. Aqui nós podemos, e vemos o seu efeito. Obviamente, algumas dessas leis não têm efeito nenhum na terra. Se você tivesse tentado elevar seu corpo físico pelo poder de pensamento como faz agora, Roger, caria onde estava. Ainda mais, as leis naturais não são a única maneira daquilo que poderia ser chamado de governo por aqui. Nós temos governadores.' ‘Isso é mais do que eu estava pensando quando lhe perguntei sobre governos.’ 'Cada reino tem seu governador. Essa não é uma palavra estritamente precisa, entretanto nós a usamos.' 'Ele não governa, então?'

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.