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Capítulo 13 de 14
Feesp — parte 13 de 14
A Loucura Sob Novo Prisma · Bezerra de Menezes
Temos, portanto, que tanto na loucura, como na obsessão, o espírito é lúcido, e que, tanto num como noutro caso, o mal consiste na irregularidade da transmissão ou manifestação do pensamento. E temos mais, que tal irregularidade é devida, num caso, à incapacidade material do cérebro para receber e transmitir fielmente as cogitações do espírito, e noutro caso tudo se limita a não poderem aquelas cogitações chegar integralmente ao cérebro. Eis aí a diferença que, em sua gênesis, existe entre o modo por que age a causa da loucura propriamente dita, e a da loucura chamada obsessão. Escrevíamos estas linhas, que nos eram intuitivamente sugeridas quando recebemos, pelo correio, uma carta sem assinatura, cujo autor nos enviou a seguinte comunicação, que, disse ele, lhe foi repentinamente dada, e ele graciosamente nos oferecia: "Duas causas podem concorrer para o fato da perturbação mental: uma externa, outra interna.
"Por não fazer esta distinção, querendo sempre ver lesão, onde não existe, às vezes, senão perturbação determinada por um agente que escapa a todos os meios terapêuticos, é que a Medicina tem caído em malogros. "Nas perturbações devidas a forças traumáticas, encontra o alienista meios mais ou menos seguros de regularizar o aparelho cerebral, e de restituí-lo a suas naturais funções materiais. "O mesmo, porém, não sucede quando se trata de casos com os quais não concorre lesão alguma cerebral. "Sendo o agente inteligente o que recebe as impressões, quer venham do meio em que se acha em relação à matéria, quer venham do mundo espiritual, desde que no perispírito se dêem alterações perturbadoras, não pode ele receber as impressões com a natural regularidade.
"Nas lesões cerebrais, não podendo o aparelho transmissor receber, senão muito incompletamente, as idéias que lhe chegam, produz o transtorno que se observa na manifestação dessas mesmas idéias. "Lendo o Espírito, em seu perispírito, as imagens que lhe chegam, quer por meio do aparelho cerebral, quer diretamente por meio do aparelho semimaterial, não pode receber e transmitir, sem grande desarranjo, as impressões e concepções. "No primeiro caso, quando as imagens vêm pelo aparelho cerebral, e este se acha afetado, há uma loucura que a Medicina pode curar. "No segundo, quando não há lesão cerebral, e sim perturbação da recepção das imagens e da sua reflexão, há o que, modernamente, se denomina obsessão, para a qual só há uma terapêutica: a espiritual. "Colocai diante de vós um espelho que tenha defeito nalguns pontos, tal que não reflita a imagem completa dos objetos se lhe apresentam. "É o caso da loucura por lesão do cérebro.
"Colocai, porém, entre vós e um espelho em perfeito estado corpo que possa embaraçar a transmissão da luz que de vós parte para o espelho, e infiel será a reprodução de vossa imagem. "É o caso da loucura por obsessão. "No primeiro caso, o mal vem do espelho que está estragado; no segundo, vem da interposição de um corpo estranho, entre o aparelho refletor e o corpo que se lhe apresenta. "Esta figura, toscamente esboçada, basta para assinalar a diferença que existe entre os dois estados em que pode achar-se o Espírito encarnado, com relação à manifestação de seus pensamentos. "Se os alienistas procurassem dirigir seus estudos de conformidade com os novos ensinos que se vão propagando por toda a parte, os hospícios só receberiam os doentes do primeiro caso, e se transformariam, talvez, com mais razão, em casas de caridade e em salas de moralização.
"Nestas condições, eles serviriam para o tratamento dos doentes de uma e de outra espécie de loucura. "Passarei agora a considerar o assunto sob outro ponto de vista, isto é, com relação à Fisiologia, e veremos se, por este lado, fica ele melhor esclarecido. "Depois da descoberta dos anestésicos, pôde-se tentar um grande número de operações, antes impossíveis, por causa das grandes dores que produziam. "A anestesia é, pura e simplesmente, uma paralisia dos nervos que servem de condutores às impressões externas para o aparelho cerebral, o qual, por sua vez, as transmite ao perispírito, onde o Espírito, agente inteligente, lê e traduz as imagens que elas aí imprimem. "Interrompidos os fios condutores, o cérebro nada recebe que lhe pudesse vir por eles, tendo somente impressões que partem, por assim dizer, de dentro para fora. "Neste caso, não pode o Espírito receber impressões, e, conseguintemente, ter sensações produzidas por objetos do mundo exterior; no entanto, outras, partidas do mundo espiritual, podem fazerse sentir por diferentes modos, conforme a natureza dos elementos que afluírem, sem relação alguma com o aparelho cerebral.
"Ora, se o pensamento, as idéias, todas as concepções do Espírito fossem oriundas ou formadas pelo trabalho material do sistema nervoso, não teríamos estes fenômenos que se notam nos anestesiados: de continuarem a manifestar concepções do agente inteligente, apesar da incapacidade daquele sistema para receber e transmitir impressões. "E desde que, na economia perispiritual, por qualquer circunstância, se efetue a ação de elementos perturbadores, o agente inteligente ressente-se necessariamente de impressões mais ou menos vivas, conforme a natureza e força desses elementos. "Já se vê, pois, que as desordens nas funções orgânicas, por terem causas diversas, reclamam diversos meios reparadores.
"Não devo esquecer-me de dizer aqui que as obsessões abandonadas podem produzir no organismo lesões que tornem necessário o tratamento misto: terapêutico e moral. "Nos casos, porém, em que tal circunstância não se der, faz-se mister que o clínico, incumbido dessa ordem de enfermidade, procure fazer o diagnóstico diferencial das duas espécies de loucura. "Devo ficar aqui; mas, antes de terminar, peço licença para mais uma observação. "O corpo humano, em relação ao seu espírito, é semelhante a um planeta em relação ao astro em torno do qual faz seu giro. "O agente espiritual deve ter predomínio absoluto sobre a matéria, obrigando-a a submeter-se à sua vontade. "Não quero dizer absolutamente, no sentido de impor à matéria e de esta obedecer cegamente ao seu império e à sua vontade; mas, sim, no de não contrair, de influências estranhas, vícios que alterem profundamente as condições naturais de sua existência. "Há, no planeta chamado corpo humano, diferentes regiões e diferentes habitantes: um completo sistema planetário, que obedece às mesmas leis das que nos são conhecidas.
"Esse planeta tem sua atmosfera, que tanto mais se eleva e se difunde no espaço, quanto maior for a esfera moral de cada um, constituindo assim planetas de primeira, de segunda e de terceira grandeza. "É por essa atmosfera ou laço fluídico, que circula o corpo e envolve o espírito, que se realizam as relações do mundo espiritual com o corporal. "Quanto mais larga e elevada for a atmosfera de um corpo, mais fácil e segura será sua intimidade e relações com os seres elevados do mundo espiritual.
"Trabalhe cada um por elevar a atmosfera que o envolve, e breve, muito breve, as revelações do mundo dos Espíritos elevados virão dissipar as trevas que ainda envolvem a Terra. "Até outra vez, bom amigo. - Hahnemann." Transcrevemos, verbum ad verbum, esta comunicação, que parece ter sido ditada expressamente para este trabalho, já escrito até o ponto em que nos foi ela enviada, isto é, até este ponto. A exposição não é clara como conviria a um assunto ainda não conhecido da Ciência; a falta, porém, não é do Espírito, mas, sim, do médium, que não dispunha, sem dúvida, do material preciso para receber ensinos científicos. É intuitivo que, para o médico, descido do espaço, poder falar corretamente sobre uma questão de sua especialidade, faz-se mister um instrumento adequado, como o seria para um matemático, etc., etc. O pensamento perde força e clareza pela fraqueza e ignorância do aparelho que o recebe. Isto é de observação constante, e os Espíritos o confirmam. Entretanto, apesar de mal apanhado, o pensamento de Hahnemann ficou suficientemente inteligível.
A comparação do espelho é perfeita e ensina claramente como se dão as perturbações nos casos de lesão cerebral e nos de integridade do cérebro. Temos, pois, em resumo, que tudo concorre para tornar evidente a dualidade causal da loucura. Concorrem as observações dos fisiologistas, de haver loucura sem lesão do aparelho cerebral, o que basta para se inferir que há duas espécies de loucura, e concorre para confirmar aquelas observações a Ciência espírita, que ensina como os Espíritos atrasados atuam sobre os viventes, tirando-lhes a liberdade e a razão, por simples desejos de fazer mal ou por vingança.
Disto fala a Igreja, atribuindo o fato ao demônio. Concorre, finalmente, a longa e desenvolvida explicação de um Espírito (Hahnemann) que teve na Terra reconhecida competência na matéria. Se não tivéssemos precedido este estudo de provas experimentais, não só da verdade espírita, como da comunicação dos Espíritos, a observação de Esquirol ficaria como um problema, uma esfinge, apesar das razões espíritas e da comunicação de Hahnemann. Estabelecidos, porém, como foram, sobre fundamentos experimentais, os pontos preliminares, só o capricho, contra o qual não há razão que prevaleça, poderá recusar fé a um sistema de provas, quais temos dado. Para o homem livre de preconceitos, o que temos exposto é quanto basta para reconhecer a dualidade da loucura. E, se ainda pode haver dúvida, proveniente da nossa deficiente exposição, aí fica o campo aberto ao estudo e observação dos que a tiverem. Tomem o trabalho de explorar a mina, e lhes garantimos esplêndido resultado. Temos a certeza de que não vagamos por mundos imaginários, mas, sim, de que assentamos nosso juízo sobre fatos reais, sobre uma verdade que desafia toda contradição, e não teme absolutamente o julgamento do futuro. Assim pudéssemos ter igual certeza sobre outras ordens de verdades, que fogem, por enquanto, aos rigores do método experimental.
Definida a questão, a loucura sob novo prisma, exposta a doutrina onde se encontram as leis que a explicam, vem de molde, e antes de mais, discriminá-la da outra espécie, única até hoje conhecida: fazer o diagnóstico diferencial.
Vamos, pois, tratar dos meios de reconhecermos a loucura procedente de lesão cerebral, e das que nos podem dar o conhecimento da obsessão ou loucura produzida por ação fluídica de Espíritos. É esta, porventura, a parte mais difícil do empenho que tomamos, porque as manifestações apreciáveis das duas espécies são as mesmas. Desde que, tanto numa como noutra, o fenômeno natural da transmissão do pensamento é perturbado pelo mesmo modo sensível, embora por causas diferentes, compreende-se que dificílimo deve ser o diagnóstico diferencial. Quem vê um louco vê um obsidiado, tanto que até hoje se tem confundido um com o outro. O mesmo olhar desvairado, a mesma apatia fisionômica, ora a excitação até a fúria, ora a prostração até ao indiferentismo, sempre a incoerência das idéias. Se um tem momentos lúcidos, o outro igualmente os tem; se um pode cair no idiotismo, o outro também. Efetivamente, Hahnemann disse, e nós temos observado, que a obsessão desprezada determina lesão orgânica do cérebro, donde a coexistência das duas causas da perturbação mental.
Infelizmente temos experiência feita com o maior interesse sobre este ponto da magna questão. Um de nossos filhos, moço de grande inteligência e de coração bem formado, foi subitamente tomado de alienação mental. Os mais notáveis médicos do Rio de Janeiro fizeram o diagnóstico: loucura; e como loucura o trataram sem que obtivessem o mínimo resultado. Notávamos, nós um singular fenômeno: quando o doente, passado o acesso e entrado no período lúcido, ficava calmo, manifestava perfeita consciência, memória completa e razão clara, de conversar criteriosamente sobre qualquer assunto, mesmo literário ou científico, pois estudava Medicina, quando foi assaltado. Mais de uma vez,
afirmou-nos que bem conhecia estar praticando mal, durante os acessos, mas que era arrastado por uma força superior à sua vontade, a que em vão tentava resistir. Apesar de não podermos explicar como, continuando o cérebro lesado, se dava aquele fenômeno de perfeita clarividência ou de nítida transmissão dos pensamentos, acompanhamos o juízo dos médicos, nossos colegas, de ser o caso verdadeira loucura. Desanimados, por falharem todos os meios empregados, disseramnos aqueles colegas que era inconveniente e perigoso conservar o doente em casa, e que urgia mandá-lo para o hospício. Foi ante esta dolorosa contingência de uma separação mais dolorosa que a da morte, que resolvemos atender a um amigo que havia muito nos instava para que recorrêssemos ao Espiritismo. Obsessão, respondeu-nos o Espírito que veio à nossa evocação; acrescentando: além do tratamento terapêutico, que deve ser rígido sobre o baço, que, no homem, como o útero na mulher, é a parto as obsessões, sempre ligadas a uma lesão orgânica, é indispensável evocar o obsessor, e alcançar dele que desista da perseguição.
Foi marcado o dia para a aconselhada evocação, a primeira a que assistimos. Veio o Espírito inimigo, que se dirigiu exclusivamente à nossa pessoa, de quem, principalmente, queria tirar vingança, por mal que lhe havíamos feito em passada existência. - Não posso fazer-te o que, a ele faço, disse bramindo, porque és mais adiantado; mas castigo-te indiretamente na pessoa de teu filho amado, que também concorreu para meu mal. Não foi possível acalmar-lhe a sanha, que refervia à medida que se lhe falava em paz, amor e perdão. Saímos abatidos e confusos por tudo o que vimos e ouvimos, principalmente porque o Espírito se referiu a um pensamento nosso, a ninguém revelado.
A este trabalho, sem nenhum resultado, seguiram-se outros, parecendo às vezes que o inimigo se abrandava, esperança que em breve se dissipava, vindo ele, noutro dia, mais cheio de ódio e sedento de vingança. Neste ínterim, um amigo nosso, tão distinto por sua ilustração como pelo seu caráter, nos comunicou o nos esclareceu sobre aquele ódio intransigente: Orava ele, à hora de deitar-se, e à sua prece do costume ajuntou uma especial em favor do Espírito nosso perseguidor, para que tivesse a luz e reconhecesse o mal que a si próprio estava fazendo. Ouviu então uma voz que lhe disse: Vê; e olhando na direção da voz, viu aquele amigo uma masmorra imunda e tenebrosa, onde um homem, acorrentado e agrilhoado, gemia suas misérias e as de sua mulher e filhinhos, privados de todo apoio. - Queres que perdoe a quem me reduziu a este estado, e o pior reduziu os entes que mais amei na vida? perguntou a voz que vinha do prisioneiro. Travou-se entre os dois uma discussão, que não vem a propósito transcrever aqui.
O que é essencial saber é que a justiça de Deus se cumpria no fato que tão dolorosamente nos fazia sangrar o coração. Devemos acrescentar, ao que acabamos de referir, que o cavalheiro com quem se deu este fato era médium inconsciente, e hoje se acha na plenitude das mediunidades - vidente, auditiva, psicográfica e sonambúlica, O moço era vítima de seus abusos noutra existência, continuou a sofrer a perseguição, e por tanto tempo a sofreu, que seu cérebro se ressentiu, de forma que, quando o obsessor, afinal arrependido, o deixou, ele ficou calmo, sem mais ter acessos, porém não recuperou a vivacidade de sua inteligência. O instrumento ainda não se restabeleceu.
Dir-se-á: a loucura também se cura, e os doentes curados dela também ficam assim, porque o instrumento se ressente por muito tempo do mal que o afetou. É verdade; mas a loucura vence-se pelo tratamento terapêutico, e o nosso doente, desde que tivemos certeza de ser o mal obra de um Espírito, nunca mais tomou remédios, senão os morais, em trabalhos espíritas, de cerca de três anos. Vê-se, portanto, quanto importa, diante de um caso de loucura, fazer de pronto o diagnóstico diferencial, para que, se for obsessão, não chegue esta a desorganizar o cérebro, que é o órgão atacado pelo obsessor. Ora, não tendo a Ciência meio seguro de fazer aquele diagnóstico, mesmo porque só existe para ela a loucura, é óbvio que devemos procurar recursos, para verificarmos se existe a obsessão, no Espiritismo científico. O médico materialista só vê desarranjos mentais, e, pois, só aplica o tratamento apropriado à loucura.
Quando não colhe resultado (e nunca o poderá colher nos casos de obsessão), nem de leve suspeita que sua é a falta; o que julga, com toda a suficiência, é que o mal é incurável. E assim acabam infelizes vítimas da Ciência. Dissemos acima que, se obtivéssemos a sonambulização ou a hipnotização (que são a mesma coisa) do louco propriamente dito, teríamos necessariamente a lucidez de seu espírito, prova de que a alma conserva intacta sua faculdade pensante, mesmo que não possa manifestá-la pelo instrumento especial, o cérebro. Este fato não se dá sempre, por não ser sempre possível hipnotizar, em razão de haver pessoas refratárias, como o declara Charcot. Nos casos de obsessão, temos naturalmente a mesma dificuldade, mas, quando for possível?
Por muito tempo acreditamos ser este um precioso meio de distinguir, mediante os esclarecimentos prestados pelos hipnotizados, quer se trate de loucura, quer de obsessão. Ultimamente, porém, tratando de uma jovem, Florinda, que se acha, por louca, no hospício, mas que soubemos ser obsidiada reconhecemos que o espírito da doente, embora lúcido, não sabe ao que deve seu desgraçado estado. Efetivamente, temo-nos sido permitido evocar o espírito de Florinda, por mais que questionássemos sobre a causa de sua detenção no hospício, nenhuma luz nos pôde dar, apesar de ter seu espírito o pleno, caso de suas faculdades mentais. Se este meio nos falha, não devemos cruzar os braços, conjeturando que a falha não se dará em todos os casos, mas, sim, recorrer sempre a ele e a outros. Quem veio definir a diferença dos princípios causais da alienação mental, foi o Espiritismo, pelos ensinos dos Espíritos. Por que, então, não recorrermos a esta fonte, para colhermos os meios de distinguilos?
Há pouco dissemos que soubemos ser Florinda uma alienada por obsessão, enquanto a Ciência a tinha na conta de alienada por loucura. E acrescentamos que os fatos vieram provar a verdade do que soubemos: manifestando-se o perseguidor. Já daí se infere que, nos casos de alienação mental por lesão do cérebro, nenhum espírito perseguidor virá à evocação, visto que não há perseguição. Assim, pois, este processo espírita dá a diferença dos dois casos. É verdade que maus Espíritos podem, nos casos de loucura, apresentar-se, como obsessores; para nos enganarem, mas, em primeiro lugar, a mistificação deixa sempre uma pontinha, por onde a descobrimos, e, em segundo lugar, o obsidiado nada perde com tal
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