Voltar ao livro A Loucura Sob Novo Prisma

Capítulo 10 de 14

Feesp — parte 10 de 14

A Loucura Sob Novo Prisma · Bezerra de Menezes

estavam escritas estas palavras: "Faça demolir a parede em tal lugar (na escada), e aí encontrará ossos humanos. Enterre-os em sagrado". "Levou à polícia aquele papel, e no dia seguinte começaram as indagações para descobrir-se de onde provinham papel, pena e tinteiro, e, correndo-se casa por casa, chegou-se à de um mercador de tais gêneros, cuja loja era em pavimento térreo, o qual reconheceu por seus aqueles objetos. "Interrogado sobre a pessoa a quem os tinha dado, respondeu: Ontem à noite, tendo já fechado a porta de minha casa, ouvi bater à janela. "Fui abri-la a um homem, cujas feições não pude distinguir; disseme: Por favor, ceda-me um tinteiro e uma pena, que lhe pagarei. "Tendo-lhe cedido os dois objetos, ele jogou ao assoalho uma pesada moeda de cobre, que ouvi tinir, mas que não pude depois encontrar." Demoliu-se a parede indicada e encontraram-se ossadas humanas, que foram enterradas no cemitério. Após, tudo entrou em ordem, mas nunca se pôde descobrir de quem foram aqueles ossos.

Este fato, autenticado pela autoridade, não demonstra somente a propriedade que possuem os Espíritos de transportar objetos pesados, fenômenos que já temos visto; mas, também, o de fabricarem objetos, que se desfazem com a mesma facilidade com que são organizados. O mercador ouviu o tinido da moeda; logo, ela tinha as propriedades de um corpo sólido; viu que era de cobre; logo, tinha a forma do objeto que representava. A moeda, porém, desapareceu depois de vista. Parece uma cena mágica, mas a multiplicidade de fatos daquele gênero prova que há, em tudo isto, uma realidade, cujas leis ainda não são conhecidas.

Entretanto, não estamos completamente às cegas, pois sabemos que os Espíritos se servem, para seus fins, de elementos existentes no fluido universal, como a eletricidade se serve para colher e combinar os que constituem os aerólitos. Em todo caso, assim como produzem corpos visíveis, por que não produzirem a visibilidade do seu perispírito? Em 1894, fomos consultados pelo Comendador José Alves Ribeira de Carvalho, um dos mais importantes industriais do Rio de Janeiro, sobre um fato que incomodava vivamente a um seu amigo e a toda a família deste, estabelecido com fábrica de gravatas à rua de São Pedro, nesta cidade. Todas as noites, por maior que fosse a vigilância das pessoas da casa, eram borradas de tintas verde (verde-Paris) todas as peças de roupa do serviço, inclusive as de vestir, que despiam ao se deitarem. Fomos, com o Sr. Júlio Richard, colega de Carvalho na direção de um Banco; fomos os três, à casa perseguida, e vimos a realidade do fato.

Recorremos a um médium e obtivemos a presença do Espírito, que nos deu a razão daquela maldade, e nos denunciou de onde tirara a tinta: uma farmácia existente a uns 150 metros, na mesma rua. Corremos a ela e perguntamos ao farmacêutico se tinha verde- Paris, ao que respondeu afirmativamente. Retirando, porém, do alto, um grande vidro fechado em que guardava aquela espécie, manifestou a maior surpresa, vendo quão pouco Ihe restava do muito que ali depositara. Estava provada a verdade do que nos revelara o Espírito. Para terminar este ligeiro estudo, daremos aqui uma sucinta idéia do modo pelo qual procede o Espírito, em relação ao perispírito, desde que desencarna.

No momento em que se esgota o fluido vital, alimento da vida corpórea, o Espírito separa-se do seu revestimento material, que entra em decomposição, segundo as leis da matéria. A separação, porém, não é brusca e instantânea, pois depende da completa desagregação do perispírito, ligado ao corpo, molécula a molécula. Às vezes, a vida ainda não se tem esgotada, mas o perispírito já está quase completamente desprendido do corpo. A alma, então, está presa ao moribundo por ligeiros filamentos perispiríticos, como nos casos do sono e do desdobramento bicorporal. Este fato não é imaginário, pois, além dos médiuns videntes o acusarem, as próprios Espíritos o revelam. Na "Revue Spirite", de Paris, de 1859, encontra-se a seguinte exposição: "Mme. Schultz, uma de nossas amigas, que é perfeitamente deste mundo, evocada enquanto dormia, deu-nos várias vezes brilhantes provas de sua lucidez, naquele estado. "Um dia, depois de longa conversa, disse que estava fatigada, e lhe apresentamos o seguinte argumento: - Vosso corpo pode repousar, que não o perturbaremos. É vosso Espírito que está aqui, e não ele.

Podeis, pois, entreter-vos conosco, que ele nada sofrerá. - Estais enganado - respondeu, - meu Espírito destaca-se efetivamente do corpo, mas fica-lhe preso, como um balão cativo. "Meu corpo serve de esteio ao meu Espírito, com a diferença de que este sente comoções que o esteio não sente, e estas comoções fatigam muito o cérebro. "É por isto que meu corpo, tanto como meu Espírito, precisam de repouso." O desprendimento antecipado, isto é, antes do completo esgotamento do fluido vital, só se dá, ou por violência, ou porque o Espírito é muito adiantado.

Quem viveu mais da vida espiritual que da material; quem foi, na vida, mais afeiçoado ao dever do que às pessoas; quem não se engolfou nos gozos carnais, assiste como espectador às últimas vibrações de suas forças vitais, só esperando a derradeira para voar ao mundo dos Espíritos. As vezes, porém, já se tem esgotada a vida orgânica; já o corpo tem entrado em decomposição, e o Espírito se sente preso a ele. Também não é este um fato imaginário. Além de que os Espíritos o atestam, nós podemos conscienciosamente afirmá-lo, porque temos tido, por dezenas, fatos de Espíritos se manifestarem, convictos de ainda viverem com seu corpo, e sentindo-o com os sofrimentos que teve. No "Céu e Inferno", de Allan Kardec, encontram-se comunicações de infelizes que levaram anos e anos sentindo-se ligados ao corpo, sofrendo o horror da decomposição deste e sentindo o roer dos vermes nas carnes maceradas. É o mais duro dos castigos, essa perturbação que dá a ilusão de se estar vivo, sendo pasto de vermes.

Isto, porém, só acontece aos que viveram pela matéria, cevando-se nos gozos das paixões carnais. É o oposto do que acontece aos que viveram pelo Espírito e para o Espírito, os quais, antes mesmo da extinção da vida, já se sentem destacados do corpo, prelúdio os gozos da vida real. Entre estes dois extremos, há infinita variedade, como é fácil compreender. Natural é que se desprenda alegre, do corpo em que esteve encarnado, o Espírito que viveu sobranceira aos gozos e grandezas da vida material, e que se desprenda triste o que nunca pensou nos gozos e grandezas da vida espiritual. A razão, pois, vem em apoio da revelação que fazem os Espíritos, a respeito do que acontece no momento da chamada morte.

Rompidos todos os laços que prendiam a alma ao corpo, é então que vem àquela a consciência do seu estado, e de que já não pertence mais ao mundo dos encarnados, e, sim, ao dos Espíritos, sua verdadeira pátria, da qual fora desterrada. Nova espécie de existência começa, ou antes, recomeça para ela. O perispírito, mais ou menos material, mais ou menos fluídico, segundo o grau de atraso ou de adiantamento, dá-lhe a forma do corpo que teve, sem possuir, no entanto, os órgãos corporais, pelo que não sente realmente as impressões e sensações materiais. Sente, porém, muito mais livres e desenvolvidas as impressões anímicas, porque, agora, já lhe não tolhe o desenvolvimento de suas faculdades o dique ou prisão corporal. Assim é que a Espírito preso ao corpo só pode ver os objetos que lhe ferem a retina, ao passo que, livre do corpo, a órbita de sua visão quase não tem limite, ou só tem o que lhe traça seu atraso ou seu adiantamento.

Efetivamente, sempre que chamamos um Espírito que nos dá prescrições médicas, ele nos atende imediatamente, deixando bem provada sua identidade. É esta uma prova de que os Espíritos gozam da faculdade de conhecer nosso pensamento e de poderem vir até nós, com uma percepção e velocidade que não temos na Terra. Disto, que parece extraordinário, temos tido inúmeras provas, de que daremos aqui duas. Em uma sessão, a que foi chamado por evocação o grande orador brasileiro José Bonifácio, disse ele que desde a Terra cultivara a sublime Doutrina que eleva a criatura até aos pés do seu Criador. Entretanto, pensamos nós, não tiveste a coragem de confessá-la publicamente. Concluída a manifestação, e quando o médium se sentava, vimo-lo reerguer-se, dizendo:

- Ia-me esquecendo de responder ao pensamento reservado de um dos amigos aqui presentes. E respondeu-nos, expondo as razões por que procedera daquele modo, em bem da grande causa da libertação dos escravos. O outro fato se deu na sessão ordinária de um grupo, e em presença de grande número de pessoas. O médium Brito Sarmento, posto em estado sonambúlico, transmitiu-nos a promessa de Fénelon, de dar-nos um trabalho para nós desconhecido. Mandou-nos escolher três dentre os presentes, para fazerem perguntas mentais, a que ele responderia pelo médium. Escolhemos o Dr. Bernardino Bastos, o Coronel Cardoso e o Sr. Silva, genro do bem conhecido Visconde do Rio Branco. Com surpresa e espanto de todos, foram respondidas categoricamente as perguntas mentais que fizeram aqueles três distintos cavalheiros. A prova foi brilhante, mas, atendendo a que incrédulos, que ali se achassem, poderiam suspeitar que tivesse havido mancomunação entre nós, o médium e os três cavalheiros, dirigimo-nos ao Espírito, fazendo-o sentir nosso receio, e pedindo-Ihe, se fosse possível, que atendesse a quem quisesse fazer perguntas mentais.

Respondeu-nos que, só para não fatigar o médium, limitara o número de perguntas, e que, julgando razoáveis nossos escrúpulos, estava pronto a responder a quem quer que fosse. Dos presentes, só um quis usar da licença, concedida a todos, e este, à resposta que lhe foi dada, ficou tão exaltado que, de voz em grito, pronunciou estas palavras: - Pensei que era uma farsa tudo isto de Espiritismo, e vim aqui para confirmar-me no meu juízo. Agora, porém, tenho em mim mesmo a prova da verdade do Espiritismo. Este homem não podia adivinhar meu pensamento, para responder exatamente o que eu pedi!

Passando adiante, julgamos inútil dizer que os Espíritos livres não sentem fadiga; não precisam de repouso; não sentem fome nem sede; não padecem moléstias; não falam linguagem articulada, mas sim a do pensamento; pelo que, só por meio de um médium nos podem falar a nós; que ao nosso Espírito eles falam a linguagem dos Espíritos: a troca de pensamentos. Merecem o mais atento estudo os conceitos lançados nesta ligeira exposição.

A ligeira apreciação que acabamos de fazer, do Espírito em suas relações com o corpo, interrompeu nossa exposição sobre a nova cosmogonia, que precisamos conhecer a fundo, para podermos resolver a questão da loucura, por uma face ainda não conhecida. Reatando, pois, o interrompido curso, procuraremos resumir o mais possível o que nos resta dizer sobre as relações dos Espíritos. Vimos que uma vida única é insuficiente para o amplo desenvolvimento da perfectibilidade humana. Vimos que os Espíritos não são criados para o corpo, mas, sim, que este lhes é dado como instrumento de progresso. Destes dois postulados, que só podem ser impugnados, ou pela ignorância invencível, ou pela incredulidade sistemática, resultam as seguintes conseqüências lógicas: Não há uma única vida, nem um único mundo. Não há penas eternas, pois os Espíritos têm mais de uma vida corpórea. Não há inferno, pois não há penas eternas e materiais. Não há demônios pessoais, pois não há inferno, nem penas eternas.

Não há anjos, criação especial, pois, sendo evidentemente falsa a tradição relativa aos que decaíram, verdadeira não pode ser a relativa aos outros. Não houve, finalmente, criação de um só par humano, visto que a própria Bíblia atesta a existência de outros seres humanos na Terra, ao tempo de Adão, e sem que dele procedessem. Estes princípios, que o Espiritismo consagra, são tão conformes com a razão e com o simples bom-senso, que entram naturalmente pela alma. Eles apagam velhas crenças, cobertas com o estandarte da religião, como se cobria com ele a poligamia de Abraão e o dente por dente de Moisés, concessões necessárias ao atraso da Humanidade. A medida, porém, que vai evoluindo, o Espírito vai ganhando luz, e, à medida que vai tendo luz, vai reconhecendo e repelindo certos preconceitos mais grosseiros e divisando horizontes menos escuros. O menino não vale o homem feito, e o rústico não compete com o ilustrado. É esta a norma de evolução dos Espíritos.

Crescendo no tempo, vão vendo melhor e mais claro em torno de si, vão tomando posse do meio em que se acham, e, de si próprios, ajuntam conhecimentos e sentimentos de que formam seu pecúlio e sua atmosfera; alargam progressivamente os limites do seu mundo pessoal; chegarão, enfim, a estender esses limites até confundi-los com os do Universo. Então, possuirão a ciência das leis da criação, e a virtude da sua completa desmaterialização, que é condição para ver a Deus. Na eterna marcha para a perfeição, deve necessariamente fazer paradas, que são para o homem as vidas corpóreas, e para a Humanidade épocas que se abrem pelo desabrochar de grandes idéias, novas revolucionárias da velha ordem estabelecida, e que se fecham pela consolidação dessas idéias em uma nova organização.

Assim como de cada existência corpórea o indivíduo humano colhe mais ou menos saber e moralidade, que lhe desfazem erros e preconceitos, sempre havidos por verdades, assim, em cada período histórico, o gênero humano avantaja-se às passadas gerações pela conquista de mais alta ciência, senão de mais alta moralidade, porque o progresso não se faz sempre simultaneamente e equigradativamente pelo lado intelectual e pelo moral, mas sim, quase sempre, alternativamente, cultivando uma ou mais gerações exclusivamente o intelectual, para ulteriormente, elas mesmas, se darem ao cultivo da moral. A verdade, pois, tem caráter absoluto e relativo; absoluto em si mesma, relativo em sua compreensão, na compreensão humana. O homem, instintivo e naturalmente, procura-a, desde que entrou na ordem dos seres, mas, quantas vezes se deixa levar por miragens? Seu destino è alcançá-la, é erguer, todos os dias, o edifício de suas crenças, sobre a base do que julga que ela é, e todos os dias procurar fortificar sua abra, retirando dela os materiais que julgou bons, mas que reconhece imprestáveis.

Em qualquer ponto do caminho de nossa evolução encontraremos, necessariamente, restos de fezes acumulados por nossa primitiva ignorância, e puro ouro passado pelo cadinho dos conhecimentos e da experiência que vamos adquirindo. Quem estudar o regime humano, em qualquer desses períodos, será levado a confundir fezes com ouro, porque não pode ter ainda a pedra de toque da verdade absoluta. Aquela mistura é necessária na Terra, mundo atrasado, onde Espíritos de um progresso correlativo vêm depurar-se pela luta na separação do joio e do trigo. E, pois, não pode haver em nossa Humanidade sistema filosófico, científico e religioso, sem eiva de falsidade, porquanto a verdade inteira só a podemos colher no último estádio de nossa peregrinação.

Resulta daí que repelir idéias novas, só porque chocam as que temos por verdadeiras, é o mais grosseiro dos erros do homem, é trancar as portas ao progresso, pois é pelo choque das idéias novas que se tem constituído a Ciência, de que já nos ufanamos, e foi por tal arte que a religião chegou às alturas em que se acha, tendo banido o tirano, o Deus de tremenda majestade, em cujo nome se passavam à espada homens, mulheres e crianças das cidades vencidas. A luz do progresso que podemos aqui receber, em todas as relações, é proporcional e comparável a que nos dá o Sol, centro do nosso sistema planetário. Além, nos mundos de superiores sistemas, cuja luz material nossos olhos terrestres não poderiam suportar, receberemos mais ampla revelação da verdade, em todas as relações que nossos olhos da alma aqui não poderiam igualmente suportar. A prova de que nada sabemos do infinito saber, que é nosso destino conquistar, está em que a Ciência caminha sempre, em que possa dizer: toquei o marco terminal.

Pois se ela mesma não sabe quanto caminho tem a fazer, como termos a pretensão de possuir a verdade científica e a religiosa, que é a mesma, encarada por diversas faces, e igualmente relativa ao grau de progresso individual? Cada Espírito desenvolve, mais ou menos, em cada uma de suas paradas terrestres, a sua perfectibilidade, e se uma geração que surge é composta, em sua maioria, dos que mais tem progredido, a Humanidade fará, nesse período, largo passo pelas vias do progresso. Vêem-se destacar, em todos os países, possantes inteligências que dão másculo impulso a todos os ramos de conhecimentos humanos. É a obra dos Espíritos que vieram já adiantados e com a missão de desfazer a dos atrasados recalcitrantes. Se, porém, surge uma geração em sua maior parte composta de Espíritos atrasados, a Humanidade atravessará um período de

raquitismo, estacionará, trancará o templo da Ciência, e todas as conquistas do passado, se não se perderam no incêndio da biblioteca de Alexandria, ou pela invasão das massas bárbaras do Norte, é porque Deus não permite que a luz se apague, e permite que seja guardada no fundo dos claustros, para nova geração dali arrancá-la. É por esta modalidade que vemos todos os povos apresentarem períodos de grande fulgor a par de outros de negra escuridade. O movimento assombroso que uma geração deu à França, e, pela França, a todo o mundo, que foi senão obra de uma falange de Espíritos adiantados, que encarnaram naquele país, com a missão de acenderem ali o grande facho que iluminasse a Terra, já madura para aquelas conquistas? Foram velhos habitantes do nosso globo, encanecidos no labor de seu aperfeiçoamento, que mais desenvolveram no espaço, pela comunicação e convivência com Espíritos superiores. Há, pois, no mundo espiritual, invisível, as condições de progresso: ensino que podemos aproveitar, se quisermos.

Desde o princípio de sua evolução, os Espíritos vão constantemente, pelas vidas e pelos mundos, estabelecendo relações de amor e de ódio com aqueles com quem tratam. Em cada existência corpórea, têm pai, mãe, irmãos, mulher, filhos, parentes e amigos, do mesmo modo como têm indiferentes, desafetos e inimigos. Estes sentimentos, ou estas relações de uma existência, ficam abafados, esquecidos, durante a seguinte em que perdemos a memória do que fomos, ao ponto de acreditarmos que vivemos pela primeira vez e única. No momento, porém, em que se rompem os laços desta vida, e desde que recobramos a memória do passado, aí estão conosco as velhas relações.

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.