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Capítulo 8 de 13

À Guisa De Introdução — parte 7 de 12

O Pentecoste · Osvaldo Polidoro

antevisão me fora dado saber, sentir e gozar, na vivência do Cristo externo, tão glorioso, tão cheio de esplendor, feito a imagem da própria Autoridade! Com o decair do corpo, e dos regalos inerentes, não decai o pensamento, ainda que saturado daqueles santos ungüentos. E, então, entram em choque múltiplos fatores de ordem biológica, assomando à frente da grei material o estandarte do sensualismo. Ao menor descuido, ei-lo apanhando a mente de improviso, assaltando a esfera mental e incutindo desejos impossíveis de realização, e por isso mesmo confrangedores, açuladores de angustiosos estados e deprimentes situações. Não é tão fácil cristianizar o espírito. Fácil é ser cristão intelectual. Até mesmo consciencional é fácil de ser. Mas ser um espírito cristianizado é muito diferente, porque é vencer o animal, porque é vencer, de uma vez para sempre, uma metade da realidade biológica. Por isso mesmo, aos que se acreditarem bastante espiritualizados, por se sentirem fortemente relacionados com o plano espiritual, recomendamos fazer a seguinte pergunta — serei mesmo um espírito superior, sublimado, individualmente valorizado, ou será tudo isto mera questão de ordem mediúnica, pura questão funcional facultativa? Concito a este raciocínio, porquanto sei de quem se julgou muito acima da confraria, por entrar em contato com o plano espiritual superior, legar boas obras doutrinárias à biblioteca espírita e ser muito reverenciado pelos contemporâneos. Entretanto, não passara de um grande devedor, vastamente arrependido, decidido a uma farta recuperação, e, por isso mesmo, aquinhoado com o direito de tentar semelhante função mediúnica. Pouco ou nada houve nele de importante, sem ser a vontade recuperadora — fora apenas um obrigado e não um devotado. Sim, foi uma questão de obrigação e não um caso de devoção. Com a desencarnação, não se encontrou como se pré-julgara... Estava mais livre, mas era ainda bastante inferior, muito mais do que poderia julgar-se. Por que, irmãos, não devo contar tudo como de fato o foi? Seguindo a trilha da verdade simples, confesso que me julguei, no fim da vida carnal, alguma coisa melhor. Um caso, apenas um caso como milhões de outros. A diferença é que me comprazo em relatá-lo, para que sirva de exemplo a outros. A minha parte, sem dúvida, deve ser essa mesma, para ser fiel a Deus através de mim mesmo. De resto, que grande crime é ser presunçoso, num mundo como a Terra, sendo parte de uma demografia tão rudimentar em valores intelecto-morais? Não era senilidade, fica bem entendido. É que eu tinha visto muitas coisas, na Terra e no Céu, inclusive Jesus Cristo. Num fraquejar de espírito, podia muito bem julgar-me um grande missionário, não podia? Os últimos quatrocentos dias de vida sobre a Terra, passei-os fazendo alarde dos primores de espírito de que não era detentor. Os maus bocados, e foram tantos, contava-os como atos de sacrifício em prol da humanidade, tal qual como se fora um

novo Cristo. E as belezas vistas e vividas, eram apenas testemunhos do Céu em favor de minhas altas validades hierárquicas. Chegou, porém, a hora do grande ajuste. A hora do dá cá, toma lá. E tudo não ia além de quase nada, porque quase tudo fora pura questão de adiantamento. O que me dera o Céu por antecipação, em instruções e oportunidades, mal estava resgatado. Os juros da obrigação cumprida eram a paz merecida e novas oportunidades no porvir. Nada continha, porém, da auréola dos espíritos cristianizados intimamente! Minha importância era uma autoblague! Caído o véu da aparência, restava o espírito ainda duas vezes falho — uma vez falho por dívidas contraídas e outra vez por involução! Pura e simplesmente isso; cumpria-me resgatar faltas e trabalhar pela iluminação interna. Estava ainda por me cristianizar.

É claro que, se fosse meu intento falar em cristianismo exterior, ou formal, de sobejo tinha com que contar, para me apresentar em condições favoráveis perante vocês. Se, porém, fui convidado a testemunhar a Verdade, embora através da feição medíocre em que a consigo deparar, pela fragilidade de minha validade perceptiva, por que devo trair o convite superior, em benefício de minha vaidade? Eu faria, então, pior papel do que fez aquele pobre moço rico, que em função de sua riqueza pobre, traiu a real opulência — tornar-se Apóstolo do Cristo! Antever o Céu é apenas antevê-lo. E eu havia forçado essa possibilidade, lendo, meditando, atraindo. Diz a Sabedoria Antiga, que quando o discípulo está em condições o Mestre aparece. É um fato consumado, é questão fechada. Resta dizer, também, que estar ou não em condições é questão de ordem legislativa superior, não humana, não inferior. Não basta achar que sim, que está pronto. Eu, por exemplo, fiz juízos excelentes de mim mesmo. E quem não se vê com muito bons olhos? Até onde poderemos, de fato, contra a lisonja, intrínseca ou extrínseca? A grande maioria, que se tivesse em conta de discípulo pronto, nem sequer pensaria no programa pré-traçado, para saber ao certo com que faculdades expostas deve contar, aquele que de fato seja um discípulo pronto. Essa a dura realidade, e por sinal a mais simples e premente, no caso. Por que, convém saber, é bastante sério o problema do programa adrede elaborado. Por mais que o espírito se imponha, force, o muito que pode é melhorar, sublimar até, mas sempre na direção pré-estabelecida, sempre no rumo ou na escala pré-determinada. Portanto, antes de se fazer alguém fábrica de conceitos autolisonjeiros, que trabalhe o quanto lhe seja possível, confiando naquela Justiça que não encerra lesão! Podem objetar, naturalmente, que eu errei depois de ver, depois de viver a estuância da espiritualidade superior, através de visão invulgar. Acharão isso até ridículo. Não contesto, não lhes negarei tal direito de arrogo. Apenas afirmo que, no momento, não se acha em jogo o meu ato ridículo e sim a minha função esclarecedora. Falo como sei, porque vivi! Jesus Cristo, sendo Mestre, procurou o discípulo humilde, ciente de que a lição não poderia ser dada por quem fosse de hierarquia elevada. Não falo aos sábios, mas sim aos simples e humildes. Eu, que tenho avançado e recuado nos meus preconceitos e conceitos, por ser ainda aluno de primeiros bancos, falo aos meus iguais. Eu sei que os grandes, terricolamente grandes, cometem asneiras maiores. Mais do que eu, tomam a Nuvem por Juno. Não há, por aqui, distribuição de graus hierárquicos. Os grandes problemas, as grandes questões, são aqui como são aí. Deus, a Lei, a Justiça, a Ciência, o Amor, que resumem tudo o mais, porque encerram tudo, vivem aqui nas cogitações de todos os bem intencionados. Logo, se há planos astrais, ou Céus, em que tudo isso seja problema de muito equacionado, eu me adianto a dizer que não pertenço a esses planos, infelizmente! Acho-me, ainda, em fazimento cristianizador. Sou a massa em processo preliminar de fermentação. As euforias postiças morreram, com o último corpo

que aí deixei. Graças a Deus, sinto-me feliz assim. O pouco que tenho é puro, por muito pouco que seja. Ninguém, portanto, queira se julgar discípulo pronto, menos que venha encontrar, neste lado da Vida, da Vida maior, a contraprova irrevogável, invencível e intransferível. A Terra possui santos e infalíveis... Pelo menos, os institutos humanos rezam assim. Mas... Como seria a Terra um mundo inferior, mentiroso, bárbaro, se os seus habitantes humanos não o fossem?... Deixado o aviso, vamos avante. Deixei o mundo das formas através de uma embolia e contornado de preces, creio que envolto numa avalanche de orações. Mas não me encontrei consciente, senão dois dias depois. A embolia física forçou o entorpecimento extrafísico, dormentando o espírito através do perispírito. Também, para tristeza minha, não estava em vias de penetrar aquele mundo esplendente da visão. Estava deitado num leito, em condições convalescentes, tal qual como se estivesse num corpo físico e na Terra. Tudo o que tinha eram conturbações, angústias, pensamentos contraditórios e muita vontade de ter saúde. Isso mesmo, nem mais nem menos. Alécio apareceu, mas eu não sabia que era ele; e perguntou-me: — Como se acha, Camilo? — Doente. Que hospital é este? Onde está o Dr. Ferreira? Sorriu, encolheu os ombros e disse, com toda a bonomia: — Ele continua clinicando lá na Terra... Senti um arranco no meu íntimo, em que esfera não sei bem certo, se na mental ou na emotiva, ou nas duas de uma vez. Vendo-me assim, aquele homem de belas feições emendou: — Mas aqui também temos médicos. Se o que lhe importa é um bom médico, pode estar certo de que o terá. Porém... Como ele se detivesse a meditar, interpelei-o: — Porém, o quê? Se desencarnei, como afirma, quero ser tratado como desencarnado. Dê-me o que souber ser melhor. Como continuasse a me fitar, com atenção penetrante, sem dizer palavra, tornei a falar: — O senhor é o enfermeiro? Abanou a cabeça e monologou; mas, muito reticencioso: — Eu não sou o enfermeiro... Sou o Alécio...

— Alécio! O meu bondoso guia?! Como não o reconheci?! Devo-lhe... Avançou ele, pressuroso: — Não! Não! Não! Nada me deve. Deve a si mesmo, o bom e o ruim. — Devo-lhe um mundo de obrigações amigáveis, como não? Ora! Como você tem feições deveras bondosas. Parece um santo!... — Claro, um santo em potencial... De resto, um companheiro decidido a ser de bom proveito, apenas. Estacou, encarou-me com rigoroso olhar e me indagou: — Vim para lhe dizer umas tantas coisas, Camilo. Quer ouvi-las? Meio assustado, acenei que sim. Que poderia fazer? E não estava curioso? Afinal, a morte não estava sendo a prolongação das emoções ordinárias? A mente, o grande instrumento, não estava de pé, embora um tanto embaçada? Após um minuto de silêncio enervante, parece que vindo a propósito, Alécio falou, revelando mágoa na inflexão da voz: — Camilo, eu vim dizer, de ordem superior, para que se desfaça de autojuízos lisonjeiros... Ainda é um espírito devedor, apesar de ter sido fiel aos compromissos, em sua maioria. Os seus últimos dias foram cheios de pensamentos presunçosos... Confundiu, entre a graça de uma visão exterior e a realidade do fenômeno ressonante. Por viver um pouco da Glória, julgou-se de gloriosa catadura hierárquica. Fez uma grande confusão, sem dúvida. Peço desculpa, por lhe causar tamanha decepção. Mas... Tinha que lhe dizer. Alguém devia fazê-lo. E como o guiei espiritualmente, foi-me ordenado dizer-lhe. Ele, para dizer isso, revelou-se imensamente constrangido. Eu, para ouvir tal verdade, tive ímpetos de penetrar o chão e nunca mais voltar à tona. Em mim tudo se comoveu. Senti que ainda tinha tudo, um corpo completo, sem a falta de órgão algum. Tudo se moveu e comoveu, assaltando-me a vontade indomável de morrer, de morrer de fato. Enfrentei, naquela hora, e em poucos segundos, a maior vergonha de minha vida. Eu, que me julgava um semiCristo, que havia criado em mim psicologia tão favorável, estava a pé, no chão! Alécio, com ternura paternal, quis consolar-me: — Não se magoe tanto... Não é o primeiro... Disso acontece muito... Afinal... Com muito custo levantei a cabeça, para encará-lo. Ele, que sofria comigo, repetiu: — É isso mesmo, Camilo. Aparecem casos piores... A Terra, por várias razões, aparenta ser um imenso manicômio... — Compreendo, compreendo... Mas cada louco responde por si... Isso é que faz a gente sofrer...

Condoído, foi andando, sem nada me adiantar. Então, entristecido, perguntei-lhe: — Já se vai?!... E eu?!... Olhou para trás e avisou-me: — Irá tomar um pouco de suco. Mais tarde, bem mais tarde, faremos consigo um bom serviço. — Que serviço? — quis eu saber. Nada respondeu, sem ser que fez um sinal com a mão, significando esperar com paciência. Fiquei entregue a pensamentos de toda ordem, alegres e tristes, mas contente por ter sido recolhido a bom lugar. Apesar de tudo, vertia de mim qualquer coisa de bom, de suave, que se convertia em pensamentos de gratidão a Deus e aos bondosos amigos espirituais. Achava-me entregue à torrente de pensamentos os mais contraditórios, na ocasião em que uma senhora veio vindo, trazendo à mostra um sorriso fraterno, límpido, e uma bandeja sobre a qual estava um copo, cheio de líquido róseo; eu nunca teria tocado naquilo, sim ou não, lembrança não tinha, mas sabia que era bom, de tudo recomendável. Vendo-a, senti-lhe o caráter bom, a tendência favorável; vendo o copo cheio de suco, degustei-o antes de tocá-lo. Foi assim mesmo, pois ao tomar o líquido senti o gosto pré-sentido, a satisfação antegozada. A senhora falou, revelando conhecer-me: — Tome isto, Camilo, que lhe fará muito bem. — Aqui são todos tão bondosos, que eu, para corresponder, tomaria até veneno. Mas, diga-me, de onde me conhece? Sinto a sua alma, a sua radiação, e sei que é um espírito bondoso, bem avançado nos domínios do amor universal. Ela se entristeceu, fechou-se, murchou. Vendo-a em tal estado, desculpei-me. — Senhora! Mil perdões, se me julgou mal... Eu sinto a sua alma fraterna, o seu coração sublimado. Não tive... Ela falou, comovida, explicando: — Camilo, meu irmão!... Eu sei como pensa e como sente... Eu é que peço mil perdões, por fazê-lo chocar-se dessa forma. É que, como direi, devo-lhe um grande serviço. Eu não sou um espírito assim bondoso... Mas sei agradecer o bem feito. Um dia, não sei quando, hei de lhe contar a minha história. Agora, fiquemos amigos, porque assim convém... Já fomos algozes, um do outro, não faz tanto tempo. Ama-me, com o mais puro e intenso amor, que eu também saberei fazê-lo. Nós necessitamos de muito amor!... De muito amor!... E chamo-me Eugênia. Fosse por que motivo fosse, ela radiava amor, puro amor. Sua feição era límpida, seu semblante era angélico, em seu olhar refulgia a candura.

Eugênia, tendo aparecido assim, constituiu saudável enigma. Pelo menos, conforme a seguir compreendi, desviou-me a cadeia de pensamentos, fez-me enveredar pelos domínios do passado e das nebulosidades funcionais. Quem seria ela? De onde nos conheceríamos? Que haveríamos feito? Teria sido minha mãe, minha irmã, minha esposa, minha filha, ou quem sabe o quê, onde e como? Tudo parte de uma UNIDADE e encerra uma unidade. Um Deus para tudo e para todos, e cada qual com as suas definidas características individuais, para todos os efeitos. No âmbito da verdade psíquica a vastidão da gama psicológica move-se, evolve e define-se, mas sempre no plano da unidade fundamental, como ser definido que é, como entidade manifesta. Não havendo mistério em Deus, porque é Verdade, porque é Lei, não há mistério na vida dos espíritos, mas sim realidade existencial e dinâmica, vibrante e realizadora. Depois de pensar muito em Eugênia, e de encará-la do ponto de vista universal, firmei pensamento numa regra de conduta — amar superiormente é o dever, seja lá quem for, venha de onde vier, tenha sido o que quer tenha sido, desde que se apresente em condições perante a Lei. E teimei comigo mesmo que não iria ficar à mercê de cogitações apreensivas. Estava pensando em Alécio, quando ele apareceu, informando-me: — Camilo, eu vou à crosta. Como sabe, hoje é dia de sessão destinada aos doentes... — Hoje é dia? Mas, que dia é hoje? — Quinta-feira. Não sabia? — Não, claro que não. Andei dormindo muito? Eu sei que há necessidade de sono... Ele avançou: — Bem. Você veio para aqui em estado de inconsciência. Dormiu muitas horas. Agora, porém, tenho de ir. Logo falaremos mais, teremos muito a dizer um para o outro. Quero, também, assim que possa, mostrar-lhe a região. É uma bela região, embora muito próxima da crosta. É uma zona de trabalhos, de muita permuta com os encarnados. — Então, vá, e dê lembranças a todos... Conforte minha esposa e os meus filhos e netos; não olvide meus amigos... Que saudades sinto... Parece que deixei o coração lá na Terra... Alécio, sorrindo, balbuciou: — E deixou mesmo. Um espírito educado nunca está apenas consigo mesmo. Está sempre com os outros, um pedacinho em cada parte... E você, pensando como está, sem pretensas grandezas e limpo de pernosticismos, é um espírito educado.

— Nem tanto, Alécio. — Um pouco educado. — Isso, aceito. — E não é do pouco que se faz muito? Que resta, senão crescer na ordem direta? Mas, até logo. Trarei um conforto. Espere. Quer ler alguma coisa? Temos livros, muitos livros. Quer? — Queria ver meus parentes já vindos, meus amigos... Mas, quero ler. Dê-me o que julgar conveniente. De matéria religiosa estou saturado, se me é permitido assim expressar. — Trarei um bom livro... Aguarde um instante. Ao voltar, trouxe-me um livro interessante, em formato de atlas. De fato, era um atlas, mas um atlas total, comportando mapas gerais e específicos, da Terra e das zonas, quer das superiores, quer da subcrosta. Enfim, o diagrama do planeta, como jamais eu teria podido conceber que existisse. Ao sair, havia dito que me daria todas as explicações necessárias. E como os mapas estavam marcados, assinalados, riscados, julguei ser de grande importância um bom mestre. Tudo aquilo devia significar alguma ou muita coisa. Entretanto, começando a ler, observei que havia explicações e observações à vontade. Sabedor, porém, de que outros já me anteciparam a respeito de tais assuntos, deles não farei cogitação. Demais, quem não sabe hoje, sendo ledor, que a Terra Astral é o conjunto que se estende do centro da crosta às zonas interestelares, e que embaixo parte das trevas e vai clareando, clareando, melhorando sempre, até atingir as regiões gloriosas ou crísticas? Quem não é conhecedor de que, virtualmente, a importância está na iluminação de cada espírito? No tempo em que fiz a minha passagem, nem o livro que aí têm, A VIDA ALÉM DO VÉU, tinha tradução. Nada eu havia lido sobre os planos espirituais e suas possibilidades ambientes ou mesológicas. Eu sabia, pelos ditos e segundo algumas observações, em torno de assuntos superficialmente ventilados, que havia Céus melhores e Céus piores. E que havia zonas infernais, umas piores do que outras. Mas, nunca poderia saber, então, o que têm hoje ao alcance e com toda a facilidade, sobre as possíveis condições de vida na erraticidade. Um destes últimos dias, um grupo de servidores do bem, do qual fazia eu parte, foi visitar uma igreja evangélica, a convite de um nosso amigo e companheiro de trabalhos, cuja formação espiritual nessa facção teve início e complementação relativa. E, como todos os convencidos da Terra, disse o pastor, entre outras coisas, ou melhor, entre outras asneiras, que Jesus Cristo já havia completado os ensinos religiosos em geral, sobre a Terra, o inferno e o Céu, sendo insensatez e obra de satanás tudo quanto anda, mundo afora, com os mais variados títulos, principalmente o que se chama

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