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Capítulo 4 de 13

À Guisa De Introdução — parte 3 de 12

O Pentecoste · Osvaldo Polidoro

faltas. Ao ser moço, casei-me com formosa jovem, porém muito mais distante das melhores lições espirituais. Comecei a comer carnes cruas e fiz-me um quase animal selvagem. As influências repercutiam no meu energetismo, no mundo eletromagnético, estimulando-me o gosto pela brutalidade, etc. Ao deixar o corpo, estava envolto por uma nuvem de elementais, sequiosos de sangue, cativos de mim, exigentes, dominadores. Também havia os mais evolvidos, porém decaídos na organização do caráter, a ponto de se fazerem piores do que aqueles, porquanto punham alguma inteligência em sua astúcia. Eram vorazes amigos de tudo quanto se dissesse animalidade desbragada. Passei tempos ao lado dos encarnados, como joguete daquelas entidades imundas, açulando nos ditos vivos a sanha das carnes e dos prazeres inferiores. Um dia, em pleno repasto bestial, vi-me presa de treva densa, impenetrável e dolorosa. Foi o início de um novo ciclo ressarcitivo. Foram tempos de dor! Mas, como quem é estúpido não escolhe bem, nem se esforça nos caminhos do bem, cede-se ao sofrimento e nada tem de que se queixar. Pelo menos, mais tarde, como viciado nas fileiras do religiosismo tacanho, ao invés de respeitar o bom senso e as virtudes, comete o engano de tecer loas à dor. É triste, mas é assim mesmo, bem o sabeis. Reencarnei, mais tarde, numa família européia, do centro da Europa, mas campestre. Eram agricultores muito pobres, muito ignorantes, grosseiros e amantes da natureza. Deus, para eles, era a natureza. Se outro houvesse, não tinha mais valor nem fazia falta alguma. A natureza dava tudo, os homens para as mulheres, as mulheres para os homens e tudo para ambos. Apareceu o clero, falou em Deus, exigiu dinheiro. Meu pai disse em casa: — Tudo isso eu mesmo posso fazer! Falar num Criador, vestir-me como eles se vestem, apresentar santos feitos de pau e de pedra, queimar aqueles cheiros, fazer certos gestos e pedir dinheiro! Se Deus é isso, que dá emprego para essa espécie de gente, e nos obriga a dar-lhes dinheiro, alimentos, tudo o que ganhamos com tanto custo, enfrentando os gelos e as neves, então é melhor que não haja Deus! E foi dizendo isso, até sumir... Foi chamado à igreja e não mais voltou... Tomei a dianteira nos cuidados familiares, sem jamais esquecer tudo aquilo, renovando em mim recalcados ódios pelos homens que falavam em Deus, que reclamavam para si obediências a todo custo, homens para quem a vida alheia era um simples artigo de fé, e para os quais o trabalho alheio devia reverter em benefício próprio. Sem nada compreender, só restava confundir Deus com aqueles homens de vestes negras, cujas almas tanto mais negras eram. Falar em Deus era provocar o ódio. Ver um padre era ver um ladrão, um assassino. Deixei a Terra, bem velho, mas cheio de ódio e de dores, um traumático, mergulhado na mais intensa inconsciência. Apegado aos familiares, comia e bebia, tudo fazia, no duplo etérico das coisas e dos corpos... Não era ouvido, sem ser em determinadas circunstâncias... Mas fui sarando, melhorando, recuperando a saúde e

alguma paz. Um dia adormeci... É que volvera ao plano carnal, no seio da mesma família. Fizera-me filho de uma neta, mas sem de nada saber, tangido pela verdadeira Religião, que é a Verdade em curso perene, que são as leis fundamentais. Tomei parte numa guerra de clãs e morri varado por uma lança, aos trinta e poucos anos, voltando a fazer parte da guerra dos usos e costumes, pois de nada fiquei sabendo, até voltar a reencarnar, ainda na mesma família. Dessa vez, deixando a carne, fui remetido para as terras da América do Norte, renascendo no seio de uma família protestante. Quando homem feito, fiz comparações entre o Deus de Israel, tão pródigo em grandes milagres, com o Deus dos protestantes, todo vazio, e passei-me para o catolicismo, onde fui ouvir falar em milagres, mas onde também nada vi, apelando então para o ceticismo, para as discussões, e logo mais para o materialismo. Passei a vida acreditando no bem, no respeito ao próximo, mas fazendo tudo a fim de enriquecer, o que consegui. Fui, com isso, uma escola de materialismo, pois muita gente acompanhou-me, vendo-me triunfar. Não fosse esse erro, e mais os tristes lastros do passado, e tudo iria bem. Mas, como tinha o de que me livrar, eis que renasci como escravo. Um escravo rebelde, logo mais fugitivo e assassino, mais adiante comido de bichos. Penetrando nos charcos, apanhei febre e daí a pouco não mais pude andar, caindo e morrendo à beira de grande rio. Meus restos, vi-os sendo em parte comidos pelas feras e em parte rolarem rio adentro, quando vieram as primeiras grandes chuvas. Meu pai interrompeu a seqüência reveladora, para dizer-me: — Quer descansar um pouco? — Realmente, sinto-me cansado. Por quê? Estou apenas vendo. Instruiu-me: — Não, meu rapaz. Os objetos, ou os seres, radiam normalmente, e a psicometria, individual ou mecanizada, vale-se dessas radiações. Sem saber, diga assim, está sendo esgotado. É por isso que sente um cansaço que em parte é fraqueza, e que aparentemente não tem razão de ser. Opinei: — Se é assim, custe o que custar, quero prosseguir. Devo ter vivido algumas vidas mais, depois dessa última que terminamos de ver. Elucidou-me: — Duas vidas mais, no Brasil. Uma como escravo e a outra como operário numa usina de açúcar. Em ambas morreu muito velho, tirando bons proveitos. Foi o melhor, talvez, de toda a tua carreira evolutiva, depois de penetrar no plano da consciência individual. Porque, nesta última, em que foi meu filho carnal, tudo quanto fez foi amar

os parentes, a esposa e a filhinha. O restante, miséria de toda ordem. Negações, vícios, suicídio... — Suicídio?! — Involuntário, mas suicídio. Os desregramentos são atos de suicídio. — Não quero ver coisa alguma. Estou farto de me sentir errado. Minha vida espiritual é um roteiro de faltas e tristes cometimentos. — Salvam-se as experiências, meu rapaz. Nunca se perde tudo, compreende? — Não vale a pena ver mais nada. Se algo bom há, que Deus me facilite reencarnar em ambiente deveras feliz. Como dizem que vou trabalhar nos círculos do Consolador, ou do Batismo de Espírito, creio que me sairei bem. — Vai ser filho de sua filha. Helena casar-se-á dentro de um ano. Enquanto isso, trabalhe, estude, conquiste bagagem favorável. Ninguém poderá ser ruim ou bom por acaso, e menos ainda por graça ou desgraça de Deus. Quem chega a ter, seja o que for, bem ou mal, é por ter conquistado através de ações. — Tenho lido muito. Li tudo, desde os Vedas, compreendendo que as bases são as mesmas, para todos os efeitos. — Deveras, meu rapaz. Depois de ler muito, e diga-se lá que tenho muitas vidas felizes a somar no rol histórico, concluo pela seguinte ordem de fatores básicos: a ESSÊNCIA DIVINA; a chamada CRIAÇÃO, composta de Espírito e Matéria; a LEI, que motiva a JUSTIÇA e, como conseqüência, os princípios DETERMINISMO e LIVRE- ARBÍTRIO, que forçam ao equilíbrio e conduzem à HARMONIA. Cumpre dizer, entretanto, ser a HARMONIA relativa ao grau evolutivo, podendo haver, para gozar, múltiplas gradações celestiais ou de felicidade. — Perfeitamente. Em qualquer grau hierárquico pode-se ser feliz, estando em sintonia com a LEI, que, por sua vez, força a JUSTIÇA a conferir HARMONIA. É tudo conseqüente, portanto, das obras praticadas, ou do uso que se haja feito do relativo LIVRE-ARBÍTRIO. — Exato. A criatura é o pêndulo acionante, o juiz em causa própria. Se usar bem do LIVRE-ARBÍTRIO, aumenta os seus direitos e prerrogativas, forçando o DETERMINISMO em seu favor. Se usar mal, perde em LIVRE-ARBÍTRIO e se entrega ao guante do DETERMINISMO. Tudo, enfim, se resume em criar bagagem, seja favorável ou não. Porque, em verdade, ninguém poderá deixar de fazê-lo. — De acordo. Quem vive alguma coisa faz. Quem faz é no plano da LEI, devendo ser contra ou a favor. Portanto, cria o carma. — Quanto é fácil saber!... Meu filho, por assim dizer, tudo fiz para que a sua vida transcorresse em bases de fé. Porque a fé, seja como for, encerra o germe das observâncias fundamentais. Não é pela fé que as criaturas se perdem, mas sim pelas

contradições que vivem, a que dão curso. Nunca, porém, quis aceitar os meus conselhos, as minhas instruções, os meus apelos. Deu término criminoso à vida, feriu o carinho dos pais, deixou no mundo a esposa jovem e a filhinha sem pai... Considere tudo isso, sem pensar que me seja grato magoá-lo ou fazer-lhe observações à revelia da LEI. Ela está acionando a JUSTIÇA e eu quero, como pai que fui, servindo-a, dandolhe curso, dizer-lhe aquilo que é necessário. Creio dever fazê-lo eu, que sou seu pai... Faço-o com mais intimidade e carinho, porque somos íntimos, porque temos bastante em comum, porque desejo estar ao seu lado nas futuras horas, quando tiver pela frente muitos trabalhos mediúnicos. Irá ao mundo com faculdades regulares, e por si, se não falhar, muitos espíritos sofredores hão de falar e reiniciar uma vida de compreensão. Sofrerá bastante, mas resgatará na razão direta dos serviços prestados ao próximo. Eu mal podia olhar para a sua figura quase transparente, tão simples e pura, toda envolta em luzes radiantes, luzes que continham o dourado, o azul e o verde, numa combinação encantadora, absorvente. Findando, disse-me, numa inflexão de voz onde a paternidade se aliava à função executiva: — Procure servir, meu filho, porque Jesus atendeu-me. Se falhar, não lhe poderei garantir novos esforços em favor. Apelei para tudo quanto podia apelar. Retirei-o das trevas, ainda quando me achava na carne, através de irmãos servidores da LEI, lançando-o naqueles rudes serviços... Ganhou a consciência do estado, depois de recuos temerosos e de lutas íntimas cruentas! Meu pensamento estava ao seu lado; sempre que podia, enquanto o corpo descansava, bons amigos auxiliavam-me e eu rondava os seus passos, os seus pensamentos cheios de negação e de contradições. Ao desencarnar, como estivesse bem para com a LEI, fui amparado pela JUSTIÇA através daqueles bondosos amigos de sempre, que mais não eram senão adoráveis antepassados, amizades construídas na argamassa das lides reencarnacionistas. E aqui estou, servindo-o, para servir a LEI, ela que é acima de tudo e de todos, abaixo de Deus! Porque ninguém poderá fazer-se grande, ou pequeno, sem ser no âmbito da LEI! Procure compreender a obra de Jesus Cristo, e tudo estará compreendido, no rol das verdades morais e revelacionistas, éticas e científicas. Eu chorava, comprimido não sabia por que estranho poder. Envolvia-me um halo de calor, de suave ternura, que vinha de fora, que era adventício, mas que me invadia todo e me comovia ao extremo. Ao erguer a cabeça, estava só, meu pai havia se ido. Levantei-me, olhei para o instrumento, agradeci a Deus e prometi a mim mesmo, pelo menos merecer aquele pai adorável, cheio de virtudes desdobradas.

Durante aquele ano de espera, fiz muitos estudos e trabalhei o quanto pude. A História Religiosa da Terra foi lida, agora em grau superior, avançando pelos ensinos detalhados, aprofundados. Devo dizer, entretanto, e assim penso até o presente momento, que em tudo aquilo havia mais importância postiça do que real. Os mistérios nunca tiveram tanta razão de ser, como regra religiosa, uma vez que tudo se resume nas virtudes individuais, mais ou menos latentes ou patentes. Tudo mais, teimo em dizer, eram tiranias do orgulho, da vaidade, dos anseios sectários. Em matéria de virtudes fundamentais, de valores ingênitos, diremos, um espírito é como todos e todos são como um. Variam os graus evolutivos, os desabrochamentos, os gostos, as tendências. Se muitos, se legiões de seres não aprenderam mais, isso se deveu ao erro de muitos outros, ciosos, orgulhosos, presumidos, tanto mais errados do que aqueles, tanto mais responsáveis. Usavam desculpas, consideravam o mau uso que poderiam fazer os menos conscientes; entretanto, eles pecavam mais, porque cerravam portas a quem poderia entrar e mergulhavam na presunção do conhecimento. Debaixo do aparente culto das leis, havia sobras de animismo, de superstição, de idolatria! Acreditavam piamente em palavras, em gestos, em pretensos segredos, sem considerar a falta de evolvimento íntimo. Pura idolatria, pura mistificação, exagerada vaidade, grande contato com os planos inferiores do astral. E tudo isso, e todo esse ronceirismo, tomado à guisa de alta teurgia. Milhares de pretensos teurgos, apelando para os fenômenos mais grosseiros, esqueciam os mais elementares deveres de fraternidade! Debaixo do capuz iniciático, não está a verdadeira sabedoria, mas sim a mal disfarçada arrogância dos fracos de espírito. Para fazer crer em seus poderes teúrgicos, valiam-se de faculdades mediúnicas em tom inferior, produzindo fenômenos tangentes, a par dos sentidos físicos. E os simplórios os adoravam como a semideuses... Os pouquíssimos verdadeiros Grandes Reveladores nada disso ensinaram nem tampouco pediram ou ordenaram. Em seguida a eles é que se levantaram os cleros, as comunidades sectárias, os papões, deturpando a Verdade. Grande lição exala da sentença de Crisna: “ENTRETANTO, IDE, IDE PREGAR AO POVO A VIA SALVADORA” Tal como Jesus Cristo, tal como todos os Grandes Mestres. E qual era a Doutrina de Crisna? Notem bem, dizemos de Crisna, mas Ele e os Seus discípulos sabiam que através Dele falava Mahadeva, que quer dizer Deus. Neste caso, têm a comprovante de que, se Jesus Cristo não veio muitas vezes ao plano carnal, e é isto o que não quero discutir agora, embora o pudesse e muito bem, dado os saberes de que me fiz senhor, pelo menos podem deduzir de quem falava através de Crisna. É interessante estudar estes textos; eles exalam monismo e verdades simples, não paganismo, não clerezias exploradoras e mentirosas, não teologismos errados e corruptores; eles falam de

verdades fundamentais, eles dizem respeito às virtudes que se acham na intimidade da criatura, onde como FUNDAMENTO está Deus. Ouçamo-lo: “Para se chegar à perfeição, é mister conquistar a Ciência da Unidade, que está acima da sabedoria; é mister elevarmo-nos até o Ser Divino, que está acima da alma, mais alto mesmo que a inteligência. Ora, esse Ser Divino, esse Amigo Sublime, existe em nós próprios, está dentro de cada um de nós. Porque Deus reside no interior de cada homem, mas poucas pessoas sabem encontrá-Lo. Ora, eis aí o verdadeiro caminho da salvação. Uma vez que hajas te apercebido do Ser Supremo, que está acima do mundo e que está em ti mesmo, decide-te a abandonar o inimigo que se disfarça sob a forma do desejo. Dominai as vossas paixões. Os gozos que os sentidos procuram são como que a fonte dos desgostos futuros. Não basta fazer simplesmente o bem; é preciso ser bom. Etc.” Veja-se, em poucas linhas, toda a síntese deísta e toda a regra evolutiva. A Origem, a Natureza e o Programa. A chave capaz de abrir todas as portas, porque suficiente para mostrar ao espírito que todos os valores lhe estão no íntimo e que apenas devem ser desdobrados. Tudo quanto Crisna fez, tudo o que disse, nessas palavras se resume, inclusive a lei reencarnacionista, à qual tantos foros endereçou, e tão magistralmente considerou, por ser a válvula redentora e evolutiva das criaturas. Apesar de seu Evangelho ser apelidado o Livro das Sete Interpretações, é simples e alegórico, nada mais. Afinal, todas as verdades estão no âmago de cada centelha, e convém saber isto — os conceitos misteriosos fizeram o grande número de recalcados, de traumáticos, de cismáticos que peregrinam pelos aranzéis do religiosismo universal. Tais conceitos fazem os caracteres presumidos, que arrastam os complexos de superioridade, muito piores do que os de inferioridade. Geram orgulhos mal disfarçados, vaidades, apegos a graus e a títulos que se não sustentam em face da Justiça Divina. É conveniente dar término ao culto dos chamados segredos iniciáticos, dos mistérios, para que tenham fim falsos apanágios, enganosas ou aparentes virtudes. Essas concepções custaram muito caro à Humanidade, porque engendraram orgulhos nefastos para poucos e cegueiras embrutecedoras para milhões ou bilhões. Concebamos, de uma vez por todas, que não há mistério algum, nem em Deus nem em Seus filhos; tudo é simples, por mais profundo e divino que seja. Hermes Trismegisto, o verdadeiro criador do conceito ocultista, de par com as felizes verdades que proclamou, também truncou o caminho a muitos, se é que dele partiram certas disposições doutrinárias. Vejamos alguns luminosos textos: “Ser-me-á um dia permitido ver a Luz de Osíris?

Respondem-lhe: Isso não depende de nós. A Verdade não se dá. Ou nós a encontramos em nós mesmos, ou nunca a encontramos. Nós não podemos fazer de ti um adepto: é necessário que tu o consigas por ti mesmo. O lótus pousa longo tempo sobre o rio, antes de desabrochar. Não apresses a eclosão da flor divina. Se ela tem de vir, ela virá na hora própria. Trabalha e ora”. Trabalhar e orar é desabrochar a flor divina. É, no dizer do Cristo, acender a Luz interior, fazer brilhar o olho interno, sem o que tudo serão trevas. Não é admissível que Hermes tenha caído em tão vasta contradição. Demais, sabemos muito bem que nenhum espírito será jamais desfeito, como afirma, e sim que todos, mais tarde ou mais cedo, ressarcindo faltas e evolvendo, atingirão a chamada Luz de Osíris — Deus! A irretorquível verdade, essa fica saliente — cada qual deve realizar em si o problema do Reino de Deus, ou da Luz de Osíris. Notemos a grandeza deste texto; é completo em sua infinita simplicidade; é monismo integral: “Não existem verdades interiores nem verdades exteriores, porque tudo é UM. O que está em cima é como o que está em baixo, e vice-versa, porque tudo partiu de só UM”. Vejamos como tratou da lei das reencarnações; por ele fala Ísis ao neófito: “Eu sou a tua irmã invisível, eu sou a tua alma divina e este é o livro da tua vida. Ele encerra as páginas cheias das tuas vidas pretéritas e as páginas brancas das tuas vidas futuras. Desenrolá-las-ei todas, um dia, diante de ti. Ficasme, entretanto, conhecendo. Chama-me e eu virei”. Em dois simples textos a síntese da mais pura e simples verdade — referência ao CENTRO GERADOR ou Deus, à centelha emanada e ao processo evolutivo através da lei reencarnacionista! Sem segredos, sem mistérios, sem empalhações tolas e presumidas, que a uns fizeram orgulhosos e a outros ignaros e tardos, acima de tudo obrigando a julgamentos temerários, pois para se julgar alguém desmerecedor é preciso qualificá-lo indigno. Quantos desses erros foram praticados? De Deus as verdades partem simples. Os homens é que as infestam com as suas tolas presunções. E as tolas presunções vertem da má formação do caráter. Se ninguém tem o direito de impor, também ninguém tem o direito de ocultar a Verdade a quem procura saber. Qualificar alguém de indigno é muito feio erro. Esse erro, entretanto, foi cometido por muito pretenso sabichão. Pretenso, apenas, porque os verdadeiros sabichões falam como Jesus Cristo! “Vós podeis fazer o que eu faço e mais ainda”.

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.