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Capítulo 9 de 70
Verdades Inamovíveis — parte 4 de 20
O Novo Testamento dos Espíritas · Osvaldo Polidoro
- 53 - “Mas a água, que eu lhe der, virá a ser nele uma fonte de água, que salte para a vida eterna” - João, cap. 4. A Água da Vida, ou Água da Eternidade, era como diziam os iniciados, a Doutrina da Verdade, ou Ciência dos Mistérios, e que Jesus passou a chamar de CONHECIMENTO DA VERDADE QUE LIVRA. Jesus nunca Se disse perdoador de pecados. Jesus nunca prometeu salvação de favor a ninguém. A Graça que Jesus trouxe e deixou foi o Consolador, a Revelação generalizada, como instrumento de advertência, ilustração e consolo. Porque a escalada evolutiva é lentíssima, sendo que aquele que for errando, terá que ir pagando até o último ceitil. E bem salientou Ele que a cruz Dele apenas para Ele serviria, porque a cada um cumpriria tomar a sua e segui-Lo, assumindo a própria responsabilidade. O que Jesus fez, isso está mais ou menos nos livros; mas aquilo que dizem que Jesus disse, tudo foi mal escrito e piormente adulterado. Basta olhar para as contradições, e para os absurdos doutrinários que os livros contêm. Entretanto, perante Deus, quem conseguirá adulterar a Verdade? Todos são obrigados a respeitar o Consolador deixado por Jesus; quem não o fizer mais cedo, mais tarde terá que fazê-lo; e quando vier a saber cultivá-lo com a devida elevação, saberá, nos escritos, separar o joio do trigo.
- 54 - “Senhor, pelo que vejo, tu és profeta” - João, cap. 4. Profeta quer dizer médium, nada mais. Jesus tinha o Espírito de Profecia, ou de Dons e Sinais, SEM MEDIDA. Naqueles tempos chamavam também Vidente ou Homem de Deus, ao que tivesse faculdade para comungar com o mundo espiritual.
- 55 - “Vós adorais o que não conheceis; nós adoramos o que conhecemos porque dos judeus é que vem a salvação” - João, cap. 4. Moisés já havia desejado para toda a carne ou povo o batismo de Revelação, tendo levado a termo o primeiro batismo de Revelação, que o clericalismo levita perseguiu e esfolou como melhor pôde. Depois de Samuel, o grande vidente, tudo foi trucidado em matéria de profetismo ou mediunismo; todo aquele que surgia, sofria perseguição de morte. Assim mesmo, os essênios foram mantendo o lume da Revelação, da Palavra de Deus, até o Cristo vir e generalizá-la no Pentecoste. Com o Espiritismo, é a terceira vez que se procura generalizar a Revelação, com o fito de civilizar realmente este triste mundinho. Como dos judeus nasceria Jesus, o derramador do espírito, dos judeus é que nasceria, para toda a carne, a generalização da Verdade que livra. Sendo Jesus, segundo a carne e a tradição, um essênio e profeta, afirmou que conhecia e adorava certo. A Doutrina Iniciática sempre esteve certa, embora de portas fechadas. Alguém viria para abri-las, e este alguém foi Jesus. O Espiritismo é apenas a restauração doutrinária, nada mais. Nunca tivemos a pretensão de estar inventando
doutrinas e, menos ainda, de passar por cima dos méritos inconfundíveis de Jesus, o Cristo Planetário.
- 56 - “Deus é Espírito; e em espírito e verdade é que o devem adorar os que o adoram” - João, cap. 4. O exemplo de adoração perfeita está em Jesus, o Cristo; e como o Evangelho foi o que Jesus viveu, que foi viver os Dez Mandamentos, fácil é saber como se adora em Espírito e Verdade. Ser cristão é imitar o que Jesus fez. Leiam com atenção o ponto 45. Falar em Jesus não é ser cristão; para haver cristificação é necessário imitar a Jesus. Todos os clericalismos fazem e mandam fazer o contrário, em parte por ignorância e em parte por interesses subalternos.
- 57 - “Eu enviei-vos a segar o que vós não trabalhastes; outros foram os que trabalharam, e vós entrastes nos seus trabalhos” - João, cap. 4. A chamada Sabedoria Antiga, que se estende por mais de duzentos mil anos, foi a semeadura feita por outros; o Caminho do Senhor, fundamentado na Revelação ostensiva, vinha como encimação final, pois daria, como terá que dar, os informes necessários, no curso das Eras porvindouras. Dentre os antigos semeadores, estavam os Patriarcas e Profetas, que os seguidores de Jesus bem conheciam, sendo que alguns dos Apóstolos eram mesmo a reencarnação de alguns deles.
- 58 - “Porque sabemos ser este verdadeiramente o Salvador do mundo” - João, cap. 4. Exemplo de Medida Salvadora e não Salvador gratuito! Não mandou a cada um tomar a cruz do seu dever? Não disse que clamarão “Senhor! Senhor!”, e que não serão ouvidos, até pagarem o último ceitil? Não afirmou que a ferida a ferro, com ferro será respondida? Crer não é apenas falar, fazer ou inventar simulações e idolatrias, rituais e liturgias; crer não é cantar hinos e fazer discursos falazes; crer não é praticar a idolatria da letra; crer é imitar a Jesus. Vede o ponto 45.
- 59 - “Um profeta não tem honra na sua pátria” - João, cap. 4. Por que um profeta não tem honra na sua pátria? Porque o mundo, pela sua ignorância, só vê o exterior. O espírito soprou onde quis, encarnou onde encarnou, é quem é, mas o mundo sabe disso? Ademais, um ponto a mais na rota evolutiva, sempre fere interesses de grupos, sempre depõe contra uns tantos conchavismos ou chicanismos; e, então, acham melhor que um profeta seja esfolado ou crucificado, antes que se percam seus manobrismos. Sempre foi assim, e nós estamos vendo que continua a ser...
Na hora em que a Verdade venha a ferir os interesses de chefias e outros interesses subalternos, como os do bolso, do estômago, do sexo, do orgulho, do egoísmo, então preferem que estes interesses subalternos esfolem a Verdade! O Espiritismo também contará com essas misérias, porque as fraquezas ditas humanas assim o determinarão.
- 60 - “A cura do filho de um régulo” - João, cap. 4. Para que tinha Jesus o espírito de Dons e Sinais SEM MEDIDA? E não tinha Ele as legiões de espíritos, anjos ou almas, subindo e descendo sobre a Sua cabeça? Quem agia, pois, no mundo espiritual, para realizar os prodígios mediúnicos?
- 61 - “E creu ele e toda a sua casa” - João, cap. 4. A família do régulo acreditou, porque Jesus curou o seu filho. Fica bem saliente, que é bem infeliz quem precisa de acreditar. Porque a verdadeira vantagem está no conhecimento de causa. Foi para que todos viessem a conhecer que Jesus trouxe a Graça da Revelação para toda a carne. A Graça da Revelação, que adverte, ilustra e consola, e não a graça da salvação de favor. Não existe nenhum sangue, derramado por segundos ou terceiros, que encubra os pecados ou erros de quem quer que seja. Quem cometer pecados ou erros, pode clamar “Senhor! Senhor!” o quanto quiser, que dele a Lei e a Justiça se encarregarão, até que pague o último ceitil. As verdades de Deus são Eternas, Perfeitas e Imutáveis; nenhum Cristo Planetário é senhor das leis, mas sim executor da Vontade de Deus. Lambetear e babujar, através de simulacros ou liturgias, hinos ou discursos falazes, não resolve o problema da PUREZA e da SABEDORIA.
- 62 - “A tentação de Jesus” - Mateus, cap. 4. A tentação de Jesus, como está escrita no capítulo quatro de João, é de tal modo infantil e ridícula, que deixamos de considerá-la para efeito de explicação aos leitores. Os pontos de iniciação dos Nazireus, sobre os quais Jesus passou como se nada fossem, e que foram narrados por alguns Apóstolos, foram depois adulterados, pelo romanismo, para que o Cristianismo não parecesse apenas o essenismo de portas abertas. O profetismo jamais interessou aos imperialismos, e o Caminho do Senhor era apenas profetismo puro e de portas abertas. Por isso Roma o liquidou, para forjar em nome de Jesus a sua clerezia, e assim defender os interesses do Império. Vede o livro: CONFISSÕES DE UM CORRUPTOR.
- 63 - “Satanás ou Lúcifer” - Bíblia. Nas iniciações antigas o MAL era simbolizado como alguém que se tivesse revoltado contra a Lei de Deus; porque os Dez Mandamentos datam de mais de duzentos mil anos, tendo sido várias vezes retransmitidos. Vede, no capítulo quatorze de Isaías, que é uma parábola. Quem inventou essa alegoria, a de Satanás, foi o grande iniciado Zoroastro. E os clericalismos, para seus engodos, foram tomando tudo ao pé da
letra, porque isso sempre constituiu uma grandiosa fonte de dinheiro e de obediência do povo.
- 64 - “Fazei penitência, porque está próximo o reino dos céus” - Mateus, cap. 4. Se Roma não tivesse perseguido e liquidado a Igreja Viva do Pentecoste; se tivesse continuado a Revelação ostensiva, como a praticaram os Apóstolos e seus seguidores, até o quarto século, o conhecimento da Verdade teria feito muito pelo aperfeiçoamento humano. Outra verdade a considerar, é que Jesus convidava, como convida, à penitência; porque não veio salvar a ninguém de graça ou de favor, mas sim a indicar a doutrina salvadora. O Caminho não anda por ninguém, serve para conduzir! A Verdade, para libertar, deve ser praticada! A Vida, para ser honrada e merecida, precisa ser posta na linha ou na conta que a Lei de Deus determina. Jesus veio para executar a Lei, ficando assim como Divino Modelo; ora, se Ele subordinou-Se à Lei quem são os outros, para serem libertados fora da Lei ou contra a Lei?
- 65 - “A parábola do semeador” - Marcos, cap. 4. Na parábola faltou alguém; faltou aquele alguém que se constitui a semente corrompida, convertendo a blasfêmia contra o Instituto Consolador em coisa parecida com os ensinos de Jesus. Em lugar de imitar os Apóstolos, que depois do Pentecoste tinham na Revelação advertências, ilustrações e consolações, a má semente inverteu os termos, errando e lançando a humanidade no erro.
- 66 - “A parábola do grão de mostarda” - Marcos, cap. 4. A parábola do grão de mostarda era uma lição iniciática, significando a evolução da centelha espiritual. O mesmo Jesus, grão de mostarda crescido, serve para ilustrar o leitor inteligente. Todos somos Cristos em fazimento, pois Deus nunca teve filhos especiais.
- 67 - “Conforme o permitia a capacidade dos ouvintes” - Marcos, cap. 4. Muitas coisas, disse Jesus, tinha para dizer, mas a insuficiência dos contemporâneos não Lhe permitiram dizê-las. O Consolador, vindo no Pentecoste, continuaria a advertir, ilustrar e consolar... Mas, como é sabido, a Besta do Apocalipse levantou-se na Cidade Dos Sete Montes, fazendo a corrupção pisar a Doutrina ou Lugar Santo, isto é, espezinhando a Verdade por longo tempo. O Espiritismo, restauração do Caminho do Senhor, ou Novo Pentecoste, fará o que é devido, no curso das Eras porvindouras.
- 68 - “E voltou Jesus, em virtude do Espírito, para a Galiléia, e a fama dele se divulgou por todo aquele País” - Lucas, cap. 4. Que espírito foi dizer a Jesus para voltar à Galiléia? Lembrem-se que Jesus tinha os anjos, espíritos ou almas, subindo e descendo sobre a Sua cabeça, como está escrito. Vede o livro: A BÍBLIA DOS ESPÍRITAS.
- 69 - “Jesus é expulso de Nazaré” - Lucas, cap. 4. Quando Moisés apareceu, não queriam que fosse príncipe sobre eles; quando Jesus falou como está escrito no capítulo quatro, de Lucas, quiseram atirá-Lo de um monte; e por fim deram-Lhe a crucificação por prêmio. Que pretendem os “mestres em Israel” fazer com o Espiritismo, a obra de Elias, o restaurador do Pentecoste? Não fariam a mesma coisa, se pudessem?
- 70 - “E de muitos saíam os demônios gritando....” - Lucas, cap. 4. Como saíam gritando os espíritos imundos ou sofredores? Por quem falavam ou gritavam? Quem eram eles, uma vez que demônio é palavra grega, e quer dizer apenas espírito, não significando bom nem ruim? Por que não estavam no Céu, no Inferno ou no Purgatório? Por que não esperaram o Dia do Juízo Final, para serem ressuscitados? Quem fez a esses espíritos e para quê?
- 71 - “Porque um anjo do Senhor descia em certo tempo ao tanque, e movia-se a água” - João, cap. 5. Importa-nos, aqui, o fenômeno espírita ou mediúnico, apenas; porque devemos dar importância às leis e aos elementos que determinam os fenômenos, e não aos fenômenos, que são apenas conseqüentes. Ficar nos casos ou efeitos, como é do gosto dos dogmáticos, clericalistas ou formalistas, é bom para eles, porque isso cria no povo a mística passiva, ignorante e fanática, de que se servem para garantir os interesses do bolso, estômago, etc. Anjo, espírito e alma, tudo quer dizer a mesma coisa na linguagem bíblica. Portanto, um espírito fazia aquele trabalho e nada mais. Não existem milagres nem mistérios em Deus, porque tudo é por leis e trabalhos de Seus espíritos. O que importa é sair do analfabetismo espiritual, dos clericalismos, dessas máquinas de fabricar ignorantes e tardos de todas as coisas. O tempo dos misticismos idiotas ou criminosos já devia ter passado neste Planeta; só não passou ainda, em vista de certos manobrismos clericais, que fazem da ignorância do povo a sua arma de perpetuação.
- 72 - “Hoje é sábado, não te é lícito levar tua cama” - João, cap. 5. A diferença que há entre quem conhece as leis de Deus e os que conhecem apenas os manobrismos religiosistas é muito grande. Em Deus não há tempo para estar
com misérias supersticiosas, em Deus não há sujeição a chicanismos ritualistas, em Deus tudo é acima de patacoadas e engodos. Para os Anases, Caifases e sinedristas, todas as malícias serviam para os engordar e manter no domínio do povo. Fazer o bem ou carregar uma cama era muito pecaminoso, mas assassinar um Cristo, como eles fizeram, julgaram ser uma virtude, um ato digno de perfeitos ministros de Deus!... A mania de todos os errados é dar atenção a velharias estúpidas, é ficar adorando receitas antiquadas, é perpetuar ensinos daqueles que viviam em perfeito atraso. Observai que se contam por milhões o número dos que não são capazes de analisar textos e condutas, pensando que naqueles tempos Deus falava e ensinava, e que depois Deus ficou longe, ignorante e mudo. A questão, entretanto, é que aquelas interpretações, atrasadas e absurdas, foram transformadas em arma de defesa das piores maquinações clericalistas. Com elas é que dominam o povo, perpetuando um perfeito regime de ignorância.
- 73 - “Não peques mais, para que te não suceda alguma coisa pior” - João, cap. 5. Jesus veio ao plano carnal, para trazer a toda a carne a Graça da Revelação, a fim de conscientizar as gentes, de fazer conhecer as leis de Deus, aquelas que determinam os fenômenos. Entretanto, a corrupção doutrinária obrigou a pensar em contrário, fazendo crer que tenha trazido a salvação de graça ou de favor. Observai, no texto acima, que depois de curar o homem, manda-o assumir a responsabilidade dos atos. Jesus é o Divino Mestre, o Exemplificador da Lei, o batizador em Revelação, a confirmação da ressurreição final do espírito; mas nunca foi perdoador de pecados nem Salvador de graça. Se tiraram da boca de Jesus o que Ele disse, e se puseram na boca de Jesus o que Ele não disse, cumpre que se faça a devida reparação. De qualquer modo, nenhum Cristo Planetário é responsável pelos atos pessoais de Seus tutelados. Quem vive e age assume a sua responsabilidade, porque a Lei é perfeita e a Justiça não discute.
- 74 - “Por esta causa perseguiram os judeus a Jesus, por ele fazer estas coisas em dia de sábado” - João, cap. 5. Os clericalistas de todos os tempos, sempre foram como o são ainda; parecem-se com alguém que, dizendo ter um ofício, desse oficio nada entende! Que poderíamos dizer de um pedreiro que não entende de muros e rebocos? Que poderíamos dizer de um médico que não entende de medicina? Mas, diremos, entendem da arte de iludir, de impor fetichismos e paganismos, para viverem fartamente e passando por autoridade! A Excelsa Doutrina proclama a necessidade de ser essencialista e não formalista. Sem isso, a Terra continuará a ser um mundo de errados e sofredores, porque é dos erros espirituais que saem os outros erros.
- 75 - “Meu Pai até agora não cessa de obrar, e eu obro também incessantemente” - João, cap. 5. Se Jesus tivesse podido falar o quanto sabia, teria falado como perfeito conhecedor da Verdade Cósmica. A linguagem de Deus é a lei dos fatos, cujos fundamentos são Eternos, Perfeitos e Imutáveis. Os espíritos cristificados são conhecedores de leis e de elementos, são perfeitos cooperadores de Deus. Jesus veio ensinar essas verdades, mas os corruptores o fizeram parecer um filho especial de Deus, para tirarem proveitos subalternos.
- 76 - “Porque tudo o que fizer o Pai, o faz também semelhantemente o filho” - João, cap. 5. O filho, seja ele quem for, somente age conseqüentemente; ninguém é como Deus, ainda que um Cristo Planetário seja um Seu Verbo ou Delegado. Se Jesus tivesse dito isso, cairia em contradição, porque de outras feitas disse de coisas que só ao Pai estão afetas, não sendo da alçada do filho nem dos santos anjos. Os livros foram escritos por gente que entendia como podia, para mais tarde serem adulterados ou arranjados por quem tinha interesse em fazer de Jesus alguém igual a Deus, para em Seu nome tirar outros proveitos. A verdade manda que a cada um se dê o devido; portanto, Deus é um só e os Cristos muitos, sendo os Imediatos dos Cristos muitos mais ainda. Feliz é aquele que compreende e, compreendendo, faz a parte que lhe compete, sem pretender ser o que não é. Basta de pretensos ministros de Deus, escravos de sábados e de formalismos, que com isso se dão por justos quando esfolam Profetas e assassinam Cristos! Basta de hipocrisias! Basta de explorações vergonhosas! O verdadeiro Livro Sagrado é a Obra Divina; os demais devem ser lidos com inteligência, devem ser discutidos e também varridos, se for preciso. Quanto ao que se chama a Palavra de Deus, era e é a Revelação. Jesus veio para deixar o Consolador, a Revelação contínua, para continuamente ensinar o que seja necessário.
- 77 - “Não vos maravilheis disso, porque vem a hora que todos os que se acham nos sepulcros ouvirão a voz do Filho de Deus” - João, cap. 5. Jesus jamais diria coisa tão ridícula, tão errada, que foi inventada muito mais tarde, por quem nada entendia de verdades doutrinárias, mas que entendia de certos manobrismos, com os quais conseguiria dominar as gentes e tirar proveitos mundanos. O que se passou no quarto século, com a fundação do Catolicismo, foram coisas aberrantes. As palavras escritas pelos Apóstolos e outros, pois foram mais de duzentos os que escreveram sobre Jesus, passaram por tremendas alterações, tudo a bem do clericalismo e do Império. O restante do capítulo cinco, de João, contém erros e contradições tamanhas, que deixaremos de apresentar. Algumas linhas, deixadas como estavam escritas, são muito facilmente reconhecíveis por qualquer um. Sobre o texto transcrito e o restante do capítulo, diremos:
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.