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Capítulo 11 de 70

Verdades Inamovíveis — parte 6 de 20

O Novo Testamento dos Espíritas · Osvaldo Polidoro

- 103 - “As aves do céu e os lírios do campo” - Mateus, cap. 6. Há uma poesia celestial na comparação feita por Jesus; e a inteligência da coisa repousa na simplicidade, não na malícia. As aves do céu enfrentam suas dificuldades, a tempestade e o frio, os caçadores, etc. E os lírios do campo não têm que enfrentar o fogo, a seca, as enchentes, as geadas, o pisotear dos animais, etc.? A questão é não ser egoísta, é não assentar a fortuna material sobre a fome dos outros, sobre o analfabetismo e a miséria do próximo. O homem, quer individualmente, quer coletivamente, não pode viver como vivem as coisas e os seres inferiores; mas devem aprender a viver em comunidade de atenções. Tudo é questão de Extrair, Elaborar e Dividir; todos devem produzir, cada qual na sua possibilidade; mas ninguém precisa ser miserável, numa sociedade cristã! Onde há falta de compenetração fundamental, ou dos supremos desígnios de Deus, há falta de noção dos direitos e deveres. Importa é saber para o que Deus nos emanou, e porque temos que passar por todos os graus da escala evolutiva. Quem desconhece causas e efeitos pensa que é senhor de tudo, que pode amealhar fortuna como bem queira, passe por cima de quem passar. Quem, entretanto, conhece as leis de causa e efeito, sabe que só Deus é Senhor e que de tudo terá que prestar contas, ceitil por ceitil! Quanto aos clericalismos, importa saber como são, pois eles tudo fizeram, todos os crimes cometeram, para obter fortunas e posses mundanas em geral. Sempre encostados no poder, sempre maliciosos, sempre impondo idolatrias e malícias, e sempre tirando proveito material de tudo. Nunca entenderam nada das coisas do espírito, sempre estiveram contra os Mandamentos da Lei, sempre ficaram longe do exemplo do Cristo, mas sempre entenderam muito de riquezas, orgulhos, mandonismos, chicanismos e outras monstruosidades. Debaixo de vestes fingidas, de aparências, de falsas atitudes, reclamam tudo, impõem tudo. Deus é a ferramenta de que usam para impor mentiras, erros, absurdos e maquinações infernais. Do profetismo é que vem o perfeito conhecimento; e para cultivá-lo ninguém precisa explorar governos e povos. As faculdades mediúnicas e os espíritos comunicantes não custam dinheiro.

- 104 - “Atendei primeiro ao Reino de Deus, que o mais tudo vireis a ter por acréscimo” - Mateus, cap. 6. A Lei de Deus é o caminho do Céu; por isso que Jesus disse, de início, que veio para viver e não para derrogar a Lei. A Lei é Moral, Amor, Revelação, Sabedoria e Virtude; quem vive a Lei de Deus é trabalhador, é honesto, não é parasita!

- 105 - “Ao dia basta a sua própria aflição” - Mateus, cap. 6. O espírito carece dos mundos e das formas, como escola, como elementos de aprendizados. É através dos mundos e das vidas, é através de condições e de situações, que ele vai subindo na escala evolutiva. E terá que se defrontar com estes fatores Bolso, Estômago, Sexo, Orgulho e Egoísmo. No dia em que todos souberem o que são tais fatores, como instrumentos de aprendizados, todos saberão usar do mundo, sem se escravizarem ao mundo. Ninguém ganha com desprezar coisa alguma, mas todos os que sabem governar o mundo, ou aqueles fatores, que resumem todos os demais, muito ganharão. E quem for muito maior, muito mais dominará ao que é inferior, ganhando por sua vez muito mais. Entretanto, que cada um observe o que realmente pode, para não pretender dar passos mais largos do que tenha as pernas, vindo assim a cometer falta maior ainda.

- 106 - “De onde vem a este todas estas coisas?” - Marcos, cap. 6. Aos doze anos e meio Jesus foi entregue à Ordem dos Essênios, como Nazireu que era; ainda que não fosse o Celeste Ungido, esperado por trinta e seis séculos, ao sair dali aos vinte e nove anos, sairia com profundos conhecimentos proféticos ou iniciáticos. Ele não tinha necessidade de aprender coisas que eles ensinavam, mas fez questão de passar por todas as Provas Iniciáticas, para dar o Seu imperecível exemplo de simplicidade, de humildade. E, tanto Ele como João Batista, aguardaram o tempo de saída, segundo a ordem do mundo espiritual. João estava nas fronteiras do Egito e Jesus no Cenáculo do Mar Morto. Jesus tinha os anjos, espíritos ou almas, subindo e descendo sobre a Sua cabeça; de onde Lhe vinha, pois, a imensa autoridade? Depois de ser o Cristo Planetário encarnado, para cumprir a maior missão da História, não devia ter aquelas legiões santas sobre Ele? E com isso, que faria?

- 107 - “E Jesus se admirava da incredulidade deles” - Marcos, cap. 6. E os religiosismos do século vinte sabem crer? Sabem o que foi o batismo de Revelação? Quem tem tomado o nome de Deus, do Cristo e dos vultos do Caminho do Senhor, para corromper a Excelsa Doutrina, por acaso acredita em Jesus?

Fingimentos, hipocrisias, idolatrias, simulacros e discursos falazes devem ser tomados como imitação dos ensinos de Jesus? Fazer, em nome de Jesus, um comércio vergonhoso; mancomunar com terríveis erros político-sociais-econômicos é, por ventura, acreditar em Jesus?

- 108 - “Ressurgir dos mortos” - Marcos, cap. 6. Não importa, aqui, o que Herodes pensou de Jesus ou de João Batista; queremos é lembrar, simplesmente, que ressurgir dos mortos não é voltar com o corpo, é reaparecer como espírito, nada mais.

- 109 - “A multiplicação dos pães e dos peixes” - Marcos, cap. 6. O que importa não é dar interpretações enigmáticas aos fatos mediúnicos de Jesus. Ele tinha o Espírito de Dons e Sinais SEM MEDIDA, para de fato obrá-los e, com isso, atrair as gentes, preparando assim um grande ambiente para o fenômeno do Pentecoste, a generalização da Revelação, através da qual a humanidade se tornaria esclarecida e melhorada.

- 110 - “Cada árvore é conhecida pelo seu fruto” - Lucas, cap. 6. Não são os longos discursos que mais dizem; por isso mesmo, nesta sentença, Jesus resumiu a qualidade da criatura e o seu conseqüente procedimento. Com poucas palavras disse tudo quanto tinha a dizer. Cultivar a Verdade, o Bem e o Bom, isso é fazer o que convém; Deus não precisa de simulacros e de discursos falazes. Quando um homem cumpre realmente com o seus deveres, o seu exemplo é a lição que oferece ao próximo. Este homem, ao deixar o mundo, tem as legiões do Senhor à sua espera, porque viveu o Evangelho, porque imitou a Jesus Cristo.

- 111 - “Ouve as minhas palavras e as põe por obra” - Lucas, cap. 6. Não é questão de crer teoricamente, é questão de pôr em prática; por isso que repetimos - o Evangelho foi a vida que Jesus viveu, para servir de Divino Modelo. Foi Moral, Amor, Revelação, Sabedoria e Virtude! Eis a rocha inamovível!

- 112 - “Visto que os judeus o queriam matar” - João, cap. 7. Que fazia Jesus em público, para que os judeus O quisessem matar? Jesus vivia os Dez Mandamentos da Lei de Deus. E até o presente, todos os religiosismos são prolongamentos daqueles judeus. A Verdade não serve para os que exploram o povo, para os que em nome dela só fazem o serviço da mentira. Enquanto existir quem faça das coisas do espírito meio de vida, a mentira tomará o lugar da Verdade e procurará esfolar e manter o Cristo na cruz!

- 113 - “Não é assim que Moisés vos deu a lei, e nenhum de vós cumpre a lei?” - João, cap. 7. Moisés recebeu a Lei por meio da comunicação de anjos, espíritos ou almas, porque era profeta ou médium. E os clericalistas viviam esfolando os profetas ou médiuns. Como poderiam cumprir a Lei? Assim mesmo aconteceu com Jesus, que tinha os anjos, espíritos ou almas, subindo e descendo sobre a Sua cabeça. Foi morto como feiticeiro, como está escrito no Talmud, livro de Leis dos Rabinos.

- 114 - “A minha doutrina não é minha, mas é daquele que me enviou” - João, cap. 7. Tudo quanto é fundamental é de Deus. Os seres relativos, abaixo dos Cristos, ou já Cristos, quando muito São manifestantes da Verdade de Deus. Por isso é que Cristo quer dizer Verbo ou Representação de Deus. Conduzem mundos e humanidades, mas o fazem para Deus, como Divinos Funcionários, e não para Si mesmos.

- 115 - “Porque o Espírito ainda não fora dado, por não ter sido ainda glorificado Jesus” - João, cap. 7. O Espírito generalizado ou Revelação generalizada, para conscientizar a humanidade e torná-la melhor, aos poucos, muito devagarinho. Vede o Livro dos Atos, quando se deu o batismo de Revelação, que era o gozo dos primitivos cristãos, porque os advertia, ilustrava e consolava. Vede A BÍBLIA DOS ESPÍRITAS.

- 116 - “E depois vou para aquele que me enviou” - João, cap. 7. Ser enviado de Deus não é ser Deus. Quanto ao tema, em si, cumpre assinalar que todos voltam para o mundo espiritual, mas nem todos vão parar no mesmo lugar, para receber a mesma recompensa, pelas obras que praticou durante a vida. O século vinte, pela Revelação reposta no lugar, já conta com fartos elementos informativos sobre a vida nos planos erráticos. Entretanto, lembramos, a finalidade da vida não é fazer idas e vindas eternamente, mas sim vencer a lei das encarnações obrigatórias, chegando a ser acima de mundos, formas e transições. Falar das etapas não é falar da caminhada toda. Quem falou da caminhada total foi Jesus Cristo. E aqui o repetimos, conforme o dever funcional, que é ir completando a Restauração, com o que já vai sendo possível ir dizendo.

- 117 - “Houve porventura algum, dentre os senadores e fariseus, que cresse nele?” - João, cap. 7. O mundo continua cheio de senadores e de fariseus que não acreditam em Jesus; mas está muito mais cheio de senadores e de fariseus que acreditam na corrupção, na adulteração da Excelsa Doutrina, porque com ela pretendiam justificar as suas maquinações infernais. E perguntem pelos clericalismos, que pregaram sempre a

Verdade na cruz, porque à custa da mentira sempre viveram como parasitas da humanidade.

- 118 - “Não queirais julgar para não serdes julgados” - Mateus, cap. 7. Quem vive e tem tratos com seus irmãos, nunca poderá deixar de julgar, porque isso é próprio das relações sociais. O que importa é julgar com bondade e perdão, sempre que se faça necessário. Quem é inteligente, quem raciocina, quem é por natureza afeito aos fenômenos de ação e reação, nunca poderá vir a ser um ninguém em matéria psicológica. Somente um insano deixaria de pensar e de aquilatar fatores desta ordem. É difícil crer que Jesus tenha falado assim; mas é fácil reconhecer como falou, que é no sentido de Prudência, Perdão e Renúncia para com as faltas do próximo. Deve-se perdoar o errado ou o erro?

- 119 - “Não deis aos cães o que é santo; nem lanceis aos porcos as vossas pérolas” - Mateus, cap. 7. Esta assertiva do Cristo prende-se ao que é verdade doutrinária. Convém saber que, agora, ou depois da corrupção do Caminho do Senhor, os cães e os porcos é que se acreditam os verdadeiros cristãos!

- 120 - “Pedi, e dar-se-vos-á; batei, e abrir-se-vos-á; buscai, e achareis” - Mateus, cap. 7. É necessário pedir, buscar e achar, mas à custa de trabalhos. Jesus tudo fez através de obras. Também é assim nas realizações em geral, com os progressos científicos, etc. A vida é una, tudo é parte e relação, sendo natural que o trabalho de realizar, seja em que plano for, gire em torno do trabalho. O que não se pode admitir é parasitismo algum, mormente aquele que diz respeito ao espírito.

- 121 - “Porque esta é a lei e os profetas” - Mateus, cap. 7. Não pode haver Lei sem Profeta nem Profeta sem Lei. A Lei é o Código de Conduta, que veio por ministério dos anjos, espíritos ou almas; isto é, pela Revelação, como está escrito nos Atos, capítulo sete. E Profeta quer dizer Médium, o que devia já ser conhecido no mundo inteiro, pois foi para isso que Jesus veio ao mundo; isto é, para generalizar a Revelação, porque dela é que vem o Conhecimento. A Verdade, como instrução, virá sempre do profetismo. Quando a Revelação é perseguida, é truncada, clerezias e formalismos, idolatrias e paganismos tomam o lugar da Excelsa Doutrina e a degradação social se impõe.

- 122 - “Entrai pela porta estreita” - Mateus, cap. 7. A porta larga é o mundo, símbolo de perdição; a porta estreita é a Verdade, é a Virtude transformada em atos, que significa o Céu!

Ninguém ganha de um, sem fazer restrição ao outro; e todos deixarão a carne, para receber segundo as obras que tenham praticado. Os conceitos humanos variam muito, mas o Consolador ensina certo e dará provas; basta esperar pelo tempo, que tudo acontecerá. Quem não cultiva a Revelação, não pode falar em nome da Revelação; quem corrompe a Verdade, pode falar em nome da Verdade?

- 123 - “Guardai-vos dos falsos profetas” - Mateus, cap. 7. Pior do que religiosismo é o falso profetismo. O religiosismo é a mentira que com pouco se descobre, mas o falso profetismo é coisa muito pior. Quem tiver os anjos, espíritos ou almas, subindo e descendo sobre a sua cabeça, que tome conta de suas obras, como Aquele Divino Modelo, que tudo isso tinha SEM MEDIDA. O Profeta ou Médium é sempre muito mais responsável, porquanto, por pouco que saiba, sempre sabe muito mais.

- 124 - “Profetizar, expelir maus espíritos e obrar prodígios” - Mateus, cap. 7. Estamos apelando, em matéria de textos, para a essência dos fatos e não para a literatura; para a alma dos textos e não para a idolatria da letra. A linguagem de Deus é a lei dos fatos, e se ninguém tivesse escrito coisa alguma, por certo a Obra Divina seria a mesma. Observai o texto acima, que bem faz reconhecer o Profeta ou Médium como sendo aquele que tem faculdades para obrar sinais e prodígios. Ele tem contato com o mundo espiritual e daí deriva que obre sinais e prodígios. Jesus tinha estes dons mediúnicos SEM MEDIDA.

- 125 - “Apartai-vos de mim, os que obrais a iniqüidade” - Mateus, cap. 7. Basta crer, ou são necessárias as obras? A Graça que Jesus trouxe ao mundo foi a generalização da Revelação, para todos serem advertidos, ilustrados e consolados. A salvação de graça saiu da cabeça dos corruptores da Excelsa Doutrina.

- 126 - “A casa edificada sobre a rocha” - Mateus, cap. 7. Jesus, para edificar a casa sobre a rocha, disse que não vinha derrogar a Lei e sim executá-la. Basta de muita conversa; tudo é questão de fatos! A Lei é Moral, Amor, Revelação, Sabedoria e Virtude. A Lei não é simulação, idolatria, engodos clericais nem discursozinhos falazes.

- 127 - “Máximas e preceitos dos homens” - Marcos, cap. 7. Bem por isso Jesus executou a Lei! Porque ela não oferece campo a clerezias, religiosismos, simulações, etc. E todos quantos fugirem daquelas cinco palavras, já

bastante mencionadas, terão que ajustar suas contas, mais tarde ou mais cedo, com a Justiça Divina. Estudai bem o capítulo sete, de Marcos.

- 128 - “Não há coisa fora do homem que, entrando nele, o possa manchar” - Marcos, cap. 7. Portanto, menos formalismos e mais consciência dos fatos. Deus não sofre de ilusões e quer filhos conscientes disso.

- 129 - “Adultérios, fornicações, homicídios, furtos, avarezas, malícias, fraudes, desonestidades, inveja, blasfêmia, soberba, loucura” - Marcos, cap. 7. Quem cometer tais erros e crimes será salvo de graça ou de favor por Jesus ou por Deus? Se a cada um será dado segundo as obras que praticar, quem é o salvador? Bem sabemos que o Cristo é o Divino Modelo, e que a cada um cumpre realizar o seu Cristo Interno pela Sua modelagem.

- 130 - “Vai, que já o demônio saiu de tua filha” - Marcos, cap. 7. Jesus passou pela vida a obrar fenômenos mediúnicos e a expelir maus espíritos; este feito é apenas um deles. Agora, porém, os espíritos mais imundos são os que se julgam donos de religiões. Eles é que fabricam erros e os vendem aos simplórios, com a mania de dizer que são ministros de Deus.

- 131 - “A mulher cananéia” - Marcos, cap. 7. É importante ler o fato que se passou entre Jesus e a mulher cananéia, assim como está relatado; porque o Pai mandou o Cristo derramar da graça da Revelação sobre toda a carne, porque todos são Seus filhos, e não para fazer separação entre uns e outros, por causa de sectarismos e convenções humanas. Ninguém é especial para Deus, e Deus não é especial para ninguém; basta ler os Dez Mandamentos, para verificar que ela, a Divina Paternidade, é universal, é acima de preconceitos e religiosismos.

- 132 - “O centurião de Carfanaum” - Lucas, cap. 7. Outra vez comprovado que em Deus não há acepção de pessoas. Jesus admirou a confiança do centurião, que tamanha fé depositava Nele, Jesus. É bom considerar os motivos desta fé, pois os essênios eram muitos, viviam escorraçados pelos sacerdotes, mas sempre agindo mediunicamente. O centurião não tinha fé por acaso, tinha conhecimento de causa. Ele sabia o que poderiam fazer aqueles homens virtuosos, conhecedores dos poderes espirituais.

- 133 - “Um grande profeta se levantou entre nós, e visitou Deus o seu povo” - Lucas, cap. 7. Bem sabia o povo, que ministro de Deus é toda a pessoa decente, é toda pessoa que procura viver os Dez Mandamentos; e que enviado de Deus, para serviço de ordem espiritual, somente o profeta pode sê-lo. O fato de um homem pertencer a uma clerezia, toda formalista, começando a se vestir fingidamente e praticando simulações, basta para provar que ele é nada em matéria de faculdades psíquicas, é ninguém em matéria de dons espirituais. Assim como para comer, beber, calçar, vestir, etc., ninguém usa de simulações e fingimentos, porque simulações e fingimentos nada resolvem, assim mesmo é que as coisas do espírito não podem ser resolvidas com idolatrias e palhaçadas. E o verdadeiro profeta, consultando os espíritos mensageiros, de si mesmo nada prometerá, mas fará tudo segundo como seja da Vontade de Deus. Jesus, o Divino Profeta, viveu pedindo ao Pai o de que carecia, dando provas cabais de submissão.

- 134 - “O que de vós outros está sem pecado, seja o primeiro que a apedreje” - João, cap. 8. Não importa, aqui, a mulher apanhada em adultério; o que importa é o tema em si, porque escribas e fariseus presunçosos todos podem ser, e errados como ela a mesma coisa, porque faltas são sempre faltas. O mais certo é perdoar e ensinar o bom caminho; mas para isso é preciso conhecer a Excelsa Doutrina.

- 135 - “Eu sou a luz do mundo” - João, cap. 8. Um espírito cristificado é colocado diante da Governadoria de um mundo; é o seu Guia Planetário e Divino Modelo; é a Lâmpada que a todos um dia iluminará, porque através Dele todos virão a conhecer a Excelsa Doutrina. A Excelsa Doutrina é acima de simulações e discursozinhos falazes. Quem sabe o que sejam a Moral, o Amor, a Revelação, o Saber e a Virtude, esse sabe o que ela é e porque encaminha à perfeição. A luz do mundo é realidade e não fingimentos e conversas!

- 136 - “Eu a ninguém julgo” - João, cap. 8. Não importam as contradições que as letras comportam; o que importa é pingar os “ii”. Qualquer espírito lúcido pode considerar os atos dos outros, mas a Justiça a Deus é que pertence. Tudo se movimenta por lei; e lei sempre parte de Deus!

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.