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Capítulo 19 de 70

Verdades Inamovíveis — parte 14 de 20

O Novo Testamento dos Espíritas · Osvaldo Polidoro

- 306 - “Porque pareceu bem ao Espírito Santo, e a nós, não vos impor mais encargos” - Atos, cap. 15. Foram consultados os espíritos comunicantes, anjos ou almas, para que falassem sobre a questão; e a fala está bem exposta no capítulo, para onde remetemos o leitor, para estudar livremente, sem fanatismos de letras mortas, mas reconhecendo que em qualquer tempo os anjos, espíritos ou almas, podem falar e dizer muito mais sobre a questão. Porque a Revelação, o batismo de Jesus, foi restabelecido para isso mesmo. Quanto ao discernimento dos espíritos comunicantes, não é necessário falar, porque a Codificação o faz e muito bem.

- 307 - “E Judas e Silas, como também profetas que eram” - Atos, cap. 15. Profeta ou médium, ou aquele por cujas faculdades os anjos, espíritos ou almas se comunicam e advertem, ilustram e consolam. Para muitos religiosismos sectários, que pretendem passar por Cristianismo, profeta é sinônimo de parlapatão ou fanfarrão. Porque pretendem que o fazedor de discursozinhos histéricos é que seja o profeta. É absurdo, mas é a realidade! E até quando isso tudo irá ser assim, a mentira passando por Verdade, e os fanatismos enceguecedores passando por Cristianismo?

- 308 - “E atravessando a Frígia e a província de Galácia, foram proibidos pelo Espírito Santo de anunciarem a palavra de Deus na Ásia” - Atos, cap. 16. Nenhum Apóstolo, a não ser João Evangelista, que era bastante conhecedor das doutrinas iniciáticas, principalmente a pitagórica, meteu-se a tratar de problemas de maior profundidade; ninguém tratou de Teologia; ninguém falou da origem, do processo evolutivo e da finalidade sagrada do espírito; apenas, todos ficaram no terreno das movimentações histórico-proféticas, lembrando os Patriarcas, Moisés e os Profetas, em

virtude daquilo que diziam os anjos ou espíritos do Senhor, sobre o Cristo e o derrame de Revelação sobre a carne, que futuramente aconteceria. O Livro dos Atos gira em torno disso, já no seio da promessa cumprida pelo Senhor Deus, através do Seu Emissário. E o mais tudo são questiúnculas, brigas entre os Apóstolos, rusgas, contendas com os sacerdotes e autoridades, viagens e nada mais. Entretanto, como qualquer um pode reconhecer, a Graça da Revelação, o derrame de Espírito, o Consolador em pleno funcionamento, isso era o importante, a engrenagem que fazia movimentar a Excelsa Doutrina. Não é preciso lembrar que aquele Espírito Santo ou de Verdade não era a xaropada que ainda serve a todos os blasfemos de hoje. Espírito Santo ou Consolador é o nome global da Mensageiria Divina, das legiões do Senhor, que falando pelos médiuns ou profetas, advertiam, ilustravam e consolavam. Como Jesus afirmou, anunciavam as verdades necessárias - João, cap. 16, verso 13.

- 309 - “E tendo chegado a Mísia, intentavam chegar a Bitínia; mas o Espírito de Jesus o não permitiu” - Atos, cap. 16. Não nos interessamos pelos elementos circunstanciais; os fatos centrais é que prevalecem; quem deixa a realidade central para ficar com as picuinhas formais são os fariseus de todos os tempos. Lembrando que Jesus se comunicava, depois da crucificação, qualquer um pode reconhecer que as legiões espirituais, que o circundavam em vida carnal, deviam seguir o Seu Exemplo, fazendo o serviço de anunciar as verdades necessárias, para o bom andamento dos trabalhos de divulgação doutrinária. Truncar essa Graça, chamando-a coisa diabólica, tal foi o tremendo crime praticado pelos comandados de Constantino, no quarto século.

- 310 - “A visão que Paulo teve em Tróade” - Atos, cap. 16. Um simples caso mediúnico ou profético, mas comprovante daquela profecia feita através de Joel, sobre a generalização da Revelação. Foi assim que o Caminho do Senhor cresceu, mas cresceu em SABEDORIA e em VIRTUDE, até o quarto século, quando Roma lhe moveu guerra de morte, para fundar o catolicismo idólatra, mercenário e inquisitorial, além da avalanche de vergonheiras de toda sorte, que a isso se seguiu. Não há Cristianismo onde a Graça da Revelação, generalizada pelo sacrifício de Jesus, esteja sendo truncada ou blasfemada. Em Jesus, ou através de Jesus, Deus cumpriu a promessa muitas vezes feita, e que Joel tão bem anunciou. E para tanto foi que Pedro, no capítulo dois dos Atos, a ela se reportou, afirmando que Jesus recebera a Graça da Revelação e derramara sobre as gentes. Começaria com o Povo de Israel e se estenderia aos extremos da Terra! Roma atraiçoou o Cristo; mas Elias e seus companheiros vieram, para, com o nome de Espiritismo, repor as coisas no lugar. Também aqui se cumpriu a palavra de Jesus, pois bem disse que Elias voltaria, para fazer o serviço restaurador.

- 311 - “A jovem pitonisa” - Atos, cap. 16. A pitonisa mais conhecida na Bíblia é a de Endor; ela havia sido Thermutis, a verdadeira Mãe de Moisés, vindo mais tarde a ser Mãe de Jesus. Pitonisa é o mesmo que profetisa ou médium. Paulo devia ter instruído o espírito que falava à jovem, mas nunca fazer o que fez. Não se ata a boca ao boi que debulha... As faculdades devem ser aprimoradas, os espíritos, encarnados ou desencarnados devem ser instruídos; a Excelsa Doutrina do Caminho é acima de tudo cósmica; é Escola de Verdade e não fábrica de molambismos sectários. Antes de mais nada, cumpre encarar as coisas da emancipação espiritual pelo prisma da experimentação sincera, honesta, ungindo-a sempre com o sagrado ungüento do Amor. De toda a inteligência, e com toda a força do coração, é como Jesus continua proclamando! Fora disso, tudo findará em fanatismos religiosistas, em idolatrias e discursozinhos histéricos. E nenhum espírito foi por Deus emanado para isso; todos devem vir a ser PUROS e SÁBIOS, verdadeiros cooperadores de Deus, assim como Jesus o exemplificou.

- 312 - “Ao Deus desconhecido” - Atos, cap. 17. Paulo diz aos atenienses, que o DEUS DESCONHECIDO é o Deus que tudo emanou e que tudo sustenta e destina; diz-lhes que ESSE VERDADEIRO DEUS não habita em templos feitos por mãos humanas. E precisa de que homens apalhaçados O representem? E precisa de que paus e pedras, simulações e mercantilismos O exponham? E precisa de que discursos histéricos O façam reconhecer? Quando os homens souberem viver os Dez Mandamentos; quando os homens souberem que a Lei é Moral, Amor, Revelação, Sabedoria e Virtude; quando os homens reconhecerem em Jesus o Divino Molde que tinha as legiões angélicas ou espirituais subindo e descendo sobre Ele, e que em Revelação batizou a humanidade, então as coisas mudarão na Terra! Porque estarão acreditando na SABEDORIA e na VIRTUDE, e a Revelação os estará guiando, em lugar de estarem a dobrar os joelhos diante de homens fingidos e sujeitando-se a pecaminosas simulações.

- 313 - “De que Jesus era o Cristo” - Atos, cap. 18. Sim, pois todas as altercações giravam em torno de dois pontos: a - Que o Cristo esperado era Jesus; b - Que Jesus ressurgira dos mortos e batizara em Espírito. E os judeus, em sua tremenda maioria, espalhados por todo o império romano, não queriam acreditar nisso, nem queriam que os outros acreditassem. Todos os demais povos (menos as autoridades romanas, por causa do imperialismo que desejavam manter), pouco se incomodavam com essas afirmativas, e com as vantagens que a Revelação oferecia: advertências, ilustrações e consolações, tanto mais se agradavam. Porque se maravilhavam com as mensagens mediúnicas, como agora se diz, pois o Espiritismo é precisamente aquilo, que de novo se pratica.

Depois de Roma fazer a corrupção, Jesus ficou sendo rótulo, para que todos os politiquismos e comercialismos vergonhosos pudessem ter entrada franca na opinião humana. E quanto ao batismo de Revelação, inventaram que é coisa do diabo ou invenção humana, para melhor manter a humanidade ignorante e errada. Em qualquer tempo e local, quando derem fim à boa Revelação, todas as porcarias podem ter franca aceitação, passando por boa doutrina.

- 314 - “Conhecendo somente o batismo de João” - Atos, cap. 18. Todo e qualquer conhecedor das verdades revelacionistas sabe que nenhum dos batismos, por si só, torna o espírito melhor perante si mesmo e perante Deus. O de João, um simples formalismo inventado pelos mestres essênios, para fazer João com isso atrair as gentes e concitar à penitência, preparando-se portanto para o batismo de Jesus, que seria a base da edificação doutrinária terrena. E o de Jesus, batismo de Revelação, comunicação de anjos, espíritos ou almas, constituindo fonte graciosa de consolações e advertências, mas apenas isso. Apenas isso, fica entendido, porque a evolução íntima é coisa que os Dez Mandamentos deverão fazer, pelo fato de vivê-la! Nenhum formalismo, nem o revelacionismo, jamais tornarão alguém PURO e SÁBIO. É o que importa saber, com ou sem Escrituras, porque a Verdade não morreu lá com os Apóstolos, não vai morrer nos livros presentes nem jamais morrerá em tempo algum. Para cada época a Revelação dirá a sua lição. Observação necessária - As penitenciárias, os manicômios, as sarjetas e tantos outros lugares de miséria, dor e desgraças, estão cheios de gentes que se sujeitaram aos mais estranhos formalismos religiosistas. Também é certo que muitos daqueles que cultivam a Revelação, que ouvem mensagens de anjos, espíritos ou almas, irão parar nas regiões tenebrosas, por causa das obras más, pelo fato de transgredirem os Mandamentos da Lei. Carregar a cruz do dever é viver a Lei de Deus; ninguém se iluda com certas baboseiras religiosistas, porque a Lei não se engana e a Justiça Divina está muito acima de aparências e falácias. Ser cristão é realizar a própria cristificação; portanto, cumpre ir tratando de imitar o Cristo. Porque de gente que andou falando muito n'Ele, comprando e vendendo bugigangas, ou fazendo discursos histéricos, estão cheios os abismos, onde há pranto e ranger dos dentes. E ali ficarão, até pagar por quantos ceitis tenham contraído, em matéria de dívidas perante a Lei.

- 315 - “Vós recebestes já o Espírito Santo, quando abraçastes a fé?” - Atos, cap. 19. O Ministério do Espírito Santo ou Consolador é o da comunicabilidade dos anjos, espíritos ou almas; é a Doutrina Viva do Caminho, deixada por Jesus, para tirar a orfandade em que o povo vivia. Porque a Excelsa Doutrina sempre andara trancafiada dentro dos Cenáculos Iniciáticos. Jesus, para deixar esse legado Consolador, verdadeiro Instrumento de Ilustração, teve que sair pelas ruas e praças, teve que enfrentar o sacerdócio idólatra e assassino, teve que ir derramar o Seu sangue num madeiro infamante.

Quatro verdades revestem de luz e de imortalidade a Obra de Jesus Cristo: o Natal, a Paixão, a Ressurreição e o Pentecoste!

- 316 - “E havendo-lhes Paulo imposto as mãos, veio sobre eles o Espírito Santo” - Atos, cap. 19. Entendam santos espíritos comunicantes, e não as xaropadas idiotas que vivem nas mentes doentias de milhões de clericalistas pagãos. O Caminho do Senhor nunca foi um amontoado de pagoderias e simulações nem conversas fiadas. As realidades do mundo espiritual eram de todos conhecidas, porque a Mensageiria Divina funcionava normalmente, depois do Pentecoste. E os discípulos de Jesus, onde quer que fossem parar, iam estendendo as práticas mediúnicas, a Graça da Revelação Generalizada, trazida por Jesus. Jesus não veio ao mundo para trazer novos elementos de clerezias, simulações e idolatrias, palavrórios e fetichismos, disso o mundo já estava cheio, havia milhares de anos. Ele veio abrir as portas dos Cenáculos Proféticos, para os dois planos da vida se fundirem em um só, e a humanidade conscientizar-se de suas tremendas responsabilidades. Se Roma atraiçoou o Cristo, outros vieram repor no lugar a Excelsa Doutrina; se a traição vier, outra vez, de algum outro lugar, ainda outra vez hão de aparecer os restauradores, porque a Obra de Deus não pode ser vencida pelas falhas humanas. A Revelação, entretanto, é apenas consoladora, ilustradora e fonte de advertências. Realizar o Cristo Interno é dever de cada um. Jesus carregou a Sua cruz, lembrando que todos devem fazer o mesmo. Os anjos anunciadores lembram o Caminho e as dificuldades do Caminho, mas não andam por ninguém... Aquele anjo ou espírito que apareceu no Horto - Lucas, 22, 43 - se é certo que confortou a Jesus, também é certo que não foi à cruz por Ele... Confundir a graça da salvação de graça, por admitir Deus ou o Cristo, isso é próprio de quem não sabe ler as Escrituras, pois a promessa antiga, que foi a Graça da Revelação generalizada, está muito bem exposta no Novo Testamento, tendo-a prometido Jesus em vida carnal, tendo-a entregue à humanidade no Pentecoste, e estando fartos os livros todos, Atos, Epístolas e Apocalipse, de a terem cultivado e propagado os discípulos em geral.

- 317 - “Dizendo que não são deuses os que são feitos por mãos de homens” - Atos, cap. 19. Primeiro, porque todas as idolatrias estão condenadas nos Dez Mandamentos, cujos três primeiros dizem respeito à conduta dos filhos para com o Pai Divino, sendo que os outros sete lembram a conduta entre irmãos. E como Moisés recebeu a Lei de Deus por meio da comunicação de anjos ou de espíritos, implícito é que a Lei manda respeitar a Revelação. Segundo, que foi precisamente para dar fim às idolatrias, que Jesus veio ao mundo, para derramar do Espírito sobre a carne. Ele, que foi anunciado por um espírito; Ele, que os tinha subindo e descendo sobre a Sua cabeça; Ele, que passou a vida a expelir maus espíritos; Ele, que foi ao Tabor falar com Moisés e Elias; Ele, que continuou a Se comunicar, depois da crucificação. Esse Jesus não é o Divino Modelo?

Observação necessária - Se agora é difícil ensinar a Verdade, porque a mentira e a corrupção há dezessete séculos que têm viciado a humanidade ocidental, quanto mais naqueles dias, tanto mais atrasados e fetichistas?

- 318 - “Viva a grande Diana dos Efésios!” - Atos, cap. 19. Até quando a humanidade terá ignorâncias, idolatrias, simulações, fetichismos e fanatismos de toda a sorte, a quem dar vivas, em lugar de viver a Moral, o Amor, a Revelação, a Sabedoria e a Virtude? Em nome de Deus e do Caminho do Senhor, quantos atos simiescos são feitos, quantos manobrismos idólatras são vendidos e comprados, quantos discursozinhos estúpidos e blasfemos são feitos e metidos dentro de ouvidos também estúpidos e blasfemos?

- 319 - “Senão o que o Espírito Santo me assegura por todas as cidades, dizendo que me esperam em Jerusalém prisões e tribulações” - Atos, cap. 20. Por que em todas as cidades dizia o espírito comunicante que havia de sofrer prisões e tribulações? É que as sessões, agora chamadas espíritas, iam aumentando de número, à medida que os discípulos iam espalhando a Doutrina do Caminho. A Lei, transmitida através de Moisés, era a Linha de Conduta, tendo a Jesus como Divino Exemplificador; e a Revelação Generalizada, trazida por Jesus, ia fornecendo advertências, ilustrações e consolações.

- 320 - “Mas até para morrer em Jerusalém pelo nome do Senhor Jesus” - Atos, cap. 21. Ninguém estava morrendo pelo nome do Senhor, mas sim pela Doutrina Excelsa, Doutrina do Pai, pela qual Jesus também fora crucificado. Jesus nunca foi e nunca será responsável pelos atos particulares de quem quer que seja; importa a cada um viver a Excelsa Doutrina, para não ir gritar “Senhor! Senhor!” em lugares escuros, sem ser ouvido. A Lei e a Justiça não dependem dos Cristos.

- 321 - “Meteu os gentios no templo e profanou este santo lugar” - Atos, cap. 21. O número de simplórios, que dizem ser boas todas as religiões, é ainda muito grande. Porque pensam que cada um crê como pode, segundo o seu grau de evolução, esquecendo que atrás das religiões formalistas estão os que vivem de vender formalismos, os que fazem da astúcia a sua ferramenta. Afora essa verdade, qualquer um pode, por ignorância, guardar lixo ou qualquer porcaria, pensando ser a melhor coisa do mundo... Entretanto, lembramos uma vez mais, que Jesus viveu a Lei de Deus e nunca falou em religião alguma. A VERDADE VOS LIVRARÁ, foram as Suas palavras. Porque a Lei de Deus não fala em religião alguma, apenas provando que veio por um fenômeno mediúnico ou profético.

- 322 - “Mata-o!” - Atos, cap. 21. A ignorância é toda ela fabricada de ações ridículas. Por vezes o ridículo chega a ser altamente irônico. Aqui vemos, uma vez mais, a Lei ser afrontada, ao determinar que ninguém tem o direito de matar. Era gente crente, que gostava de fazer mil e umas curvações diante de sacerdotes assassinos e formalismos, a gente que assim bradava, pelo fato de Paulo andar em companhia de filhos de Deus, de almas emanadas por Deus, que entretanto não pertenciam ao grupo de assassinos a que ela, aquela gente, pertencia! Tudo é questão, ainda agora, vinte séculos depois, de querer ser ignorante, mentiroso, assassino, ladrão e blasfemo, e outras porcarias mais, porém no grupo que lhe é próprio!... Quem não é da rodinha, da igrejinha, pode ser até filho de Deus, feito para a Luz e a Glória, mas não sendo da mesma chicana sectária, não deve ser aceito. Triste situação a da humanidade terrícola! Sendo filha de Deus, do Ser Infinito, que tem por Emanação infindos mundos e humanidades, vive em estado ainda de segregação intelecto-moral, é ainda escrava de geocentrismos, de egocentrismos, de sectarismos e de outras manias e loucuras. Não é capaz de olhar para o interior e para o exterior do Universo e de si mesma, para compreender o movimento que encerra a Origem Divina, o Processo Evolutivo e a Sagrada Finalidade, de tudo e de todos. Triste é lembrar, uma vez mais, que as religiões foram sempre os grandes instrumentos de atraso e de erro, porque sempre estiveram a serviço de grupos os mais tacanhos, maliciosos e perversos. Se tivessem permanecido as lições dos Reveladores, dos Grandes Iniciados, nunca teria sido assim; mas após os Grandes Reveladores, foram sempre surgindo os fazedores de clerezias, surgindo então todas essas porcarias que ainda infestam o mundo terrícola. E até quando será assim?

- 323 - “Saulo! Saulo! Por que me persegues?” - Atos, cap. 22. Mais uma vez, o capítulo vinte e dois apresenta Paulo relatando o seu Pentecoste, o seu batismo de Revelação ou Espírito, o grande fenômeno profético ou mediúnico que o tornou elemento do Caminho do Senhor. Do Caminho do Senhor, porque até o quarto século a palavra Cristianismo não existia. E os Paulos continuarão a falar da imortalidade da alma e de suas comunicações, mas os espíritos retardados não os acreditarão. Ele também, Paulo, se Jesus não o fosse encontrar na Estrada de Damasco, daquele modo violento, teria acreditado através de palavras? Que haja no Céu, pois, um Pentecoste para todos os filhos de Deus, radicados neste mundinho, que ainda é de guerras, pestes e fomes!

- 324 - “E lava os teus pecados” - Atos, cap. 22. Arrepender sim, e tratar de recalcitrar contra o aguilhão, porque perdão de pecados não existe! Quem registra em si obras, boas ou ruins, tem que se entender com elas, porque assim determina a Lei Universal de Equilíbrio. Pelas boas será glorificado, pelas más terá que fazer trabalho ressarcitivo.

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.