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Capítulo 17 de 70
Verdades Inamovíveis — parte 12 de 20
O Novo Testamento dos Espíritas · Osvaldo Polidoro
- 256 - “Porque para vós é a promessa, e para vossos filhos, e para todos os que estão longe, quantos chamar a si o Senhor nosso Deus” - Atos, cap. 2. Vede bem que aquele Espírito da Verdade, Santo ou Consolador, não era figura de fachada, para encobrir erros, corrupções e maquinações infernais, como é o tal que foi fabricado em Roma, do quarto século em diante, para garantir ao império a sujeição de reis e povos. Leiam o que está no Apocalipse, do capítulo treze em diante, sobre a Besta que se levantaria na Cidade dos Sete Montes, para pisar no Lugar Santo, que é como ali está simbolizada a Excelsa Doutrina. Pedro foi o primeiro grande divulgador do Profetismo generalizado através de Jesus, para que, por ele, o Profetismo, a humanidade se tornasse consciente das verdades eternas, perfeitas e imutáveis de Deus; mas Roma truncou tudo isso, tendo ainda usado o nome de Pedro, para fazê-lo patrono da corrupção! No Espiritismo, tudo quanto Jesus trouxe ao mundo, com o Seu Batismo do Céu, encontra a devida restauração. Basta querer compreender, para, de uma vez por todas, qualquer um poder deixar de ser blasfemo do batismo de Espírito. Isto é, para não cometer aquele crime que por Jesus foi qualificado o maior de todos, que é blasfemar do Sagrado Ministério do Consolador! Sendo que Ele, Jesus, que tinha os anjos, espíritos ou almas amparando a Sua Obra Messiânica, tendo recebido do Pai a incumbência de repartir essa Graça Consoladora com os Seus tutelados, respeitável é que todos a recebam de muito bom gosto, depois de informados da VERDADE. Mesmo porque, como está escrito nesse mesmo capítulo, os inimigos de Jesus serão feitos o estrado de Seus pés. E não adianta alegar apenas boas intenções; porque os assassinos dos antigos Profetas e do Cristo, já honravam através de idolatrias e largos falatórios, nada lhes aproveitando, uma vez que foram clamar “Senhor! Senhor!” nos abismos trevosos, até saldar os débitos para com a Justiça Divina.
- 257 - “Eram também obrados pelos apóstolos muitos prodígios e sinais em Jerusalém, e em todos geralmente havia um grande temor” - Atos, cap. 2. Os sinais e prodígios que eram obrados por Jesus, Ele que tinha os dons mediúnicos SEM MEDIDA, ocorriam e ocorrem com todos os Seus verdadeiros discípulos, porque em mediunismo ou profetismo foi o Seu batismo. E se o povo andava então atemorizado, era porque o batismo de Jesus andava em dia com as Suas
promessas, coisa que depois do quarto século desapareceu, com a corrupção que Roma impôs ao mundo. Isto é, desapareceram os sinais e prodígios em virtude da ação dos santos anjos, espíritos ou almas, passando a vigorar as palhaçadas inventadas pelo clero romano. A questão é que através das palhaçadas idólatras, Roma sujeitava reis e povos a bel-prazer!... E não continua fazendo?!...
- 258 - “As primeiras conversões” - Atos, cap. 2. Por que, somente depois do grandioso batismo de Revelação é que se deram as primeiras conversões? É porque a chamada Igreja do Caminho (mais certo é dizer Doutrina do Caminho, porque assim a chamava Jesus), somente começou a existir depois do Pentecoste, com a grande eclosão mediúnica ou profética, que partindo dali devia ir enchendo a Terra, convertendo todas as nações. E assim teria acontecido, se Roma não a tivesse truncado ou atraiçoado. Se algum dia aparecerem os documentos originais escritos pelos primitivos cristãos, Apóstolos e outros escritores, fácil será constatar o quanto andaram mãos corruptas adulterando textos, acrescentando formalismos, fazendo os escritos tenderem para clericalismos e comercialismos pagãos. Todavia, quando isso acontecer, todos poderão observar que o Livro dos Atos dos Apóstolos foi o menos adulterado de todos eles. Cumpre dizer, também, que do quarto século em diante a leitura era proibida de morte, pois queimava a Inquisição os livros e seus donos; e se soubesse Roma que um dia alguém fosse conseguir liberdade de culto e tradução dos livros, enchendo o mundo deles, por certo teria queimado tudo, nada deixando, para perpetuar seus domínios errados e idólatras sobre a humanidade. E como estamos para ir em frente, saindo do capítulo dois dos Atos, queremos consignar três observações bastante interessantes: a - Que a primeira fase foi a das profecias sobre a vinda de Jesus e do Seu batismo de Revelação generalizada; b - Que a segunda fase foi a vida carnal de Jesus, preparando tudo para o cumprimento da terceira, que era realizar o batismo de Revelação generalizada, para deixá-lo como fundamento da Excelsa Doutrina; c - Que a terceira fase foi cumprida, dentro dos primeiros cinqüenta dias depois da crucificação, com o ressurgimento em espírito e a grande eclosão mediúnica ou profética, tal e qual como testemunham os dois primeiros capítulos do Livro dos Atos dos Apóstolos. Eis o motivo de começarem no Pentecoste as primeiras conversões. Porque tudo até ali foi apenas preparação, sendo dali em diante que houve a Doutrina do Caminho em franca atividade, com a comunicabilidade dos espíritos a advertir, ilustrar e consolar aqueles que se iam achegando, para conhecer. Daqui para frente, tudo já estava feito pelo Divino Mestre, estando Seus milhares de discípulos em atividade, a se espalharem pelo mundo. Tinham por todas as partes a perseguição do clero levita, perseguição de morte, mas o Ministério da Revelação transformava-os em gigantes de coragem, sobrepondo-os a prisões e martírios. E tudo isso durou até o quarto século, quando Roma atraiçoou o batismo de Revelação, forjando o seu clero idólatra e mercenário, achando que com isso de novo levantaria o império, então em tremenda decadência. Vede o Livro CONFISSÕES DE UM CORRUPTOR, para outros esclarecimentos.
- 259 - “Cura de um coxo e discurso de Pedro” - Atos, cap. 3. Sobre a cura do coxo, temos a dizer que os sinais e prodígios mediúnicos andarão de parceria com os verdadeiros conhecedores e cultivadores do batismo de Revelação, que foi a Graça trazida por Jesus, para toda a carne. O restante desse capítulo, gasta-o Pedro fazendo o histórico profético de Jesus, de Sua vida e da morte que Lhe deram, por serem ignorantes e maus.
- 260 - “Estendendo a tua mão a sarar as enfermidades, e a que se façam maravilhas e prodígios em nome do teu Santo Filho Jesus” - Atos, cap. 4. Armados, depois do Pentecoste, com a Graça do Mediunismo Generalizado, os discípulos obravam sinais maravilhosos. O contato com o Céu, com as legiões do Senhor, era um imenso motivo de gozo e uma fonte de sinais e prodígios.
- 261 - “E tendo eles assim orado, tremeu o lugar onde estavam congregados, e todos foram cheios do Espírito Santo, e anunciavam a palavra de Deus confiadamente” - Atos, cap. 4. Depois do Pentecoste tudo foi acontecendo assim, pois as pregações giravam em torno da Graça trazida a todos por Jesus. E aqueles anjos, espíritos ou almas, que circundavam a Jesus, foram desabrochando faculdades nas pessoas e anunciando verdades ao mundo. Tinha cumprimento, portanto, aquilo que Jesus tanto afirmou em vida carnal, como podeis ler em João, capítulos quatorze, quinze e dezesseis. O Consolador estava em pleno curso e generalizava-se!
- 262 - “E havia muita graça em todos eles” - Atos, cap. 4. Por causa do Seu batismo de Revelação Generalizada é que João Evangelista escreveu:
- 263 - “Porque a Lei foi dada por Moisés, mas a Graça e a Verdade foram trazidas por Jesus Cristo” - João, cap. 1. Não a Graça da salvação de favor, mas sim a Graça do Consolador generalizado, para que todos tivessem na Revelação advertência, ilustração e consolo. Como sabemos nós, mais do que ninguém, sobre os trabalhos de Restauração, Consolidação e Extensão da Excelsa Doutrina sobre a Terra, ordenados pelo Cristo Planetário, no século quatorze, aqui deixamos dito, mais uma vez, que em nada nos interessariam os textos que transcrevemos, se não fosse para falar aos outros. Porque a nossa Letra Sagrada é outra, muito outra, e que dispensa com muitas vantagens a que usamos, para falar aos que só isso conhecem.
- 264 - “Por que vos haveis por certo combinado, para tentar o Espírito do Senhor?” - Atos, cap. 5. É aquele caso da venda de uma propriedade, cujos vendedores, Ananias e Safira, quiseram enganar os Apóstolos. Entretanto, avisados por anjos, espíritos ou almas do Senhor, ou esclarecidos ou bons, como agora se diz, os Apóstolos pilharam-nos em mentira. Que ninguém pense em adivinhações, mistérios ou milagres, mas sim em Revelações, por mediunidades e espíritos comunicantes, que era o que acontecia com Jesus, que, como disse, tinha os anjos ou espíritos subindo e descendo sobre a Sua cabeça. E SEM MEDIDA!...
- 265 - “Os apóstolos são milagrosamente tirados da prisão” - Atos, cap. 5. Em Deus tudo são leis e poderes! Em Deus não existem milagres nem mistérios! E a prova está, em que foi um anjo ou espírito, quem foi abrir as portas do cárcere. Que deixem os pretensos religiosos a mania dos mistérios e dos milagres, que assim deixarão de ser cultivadores da maior das blasfêmias, que é a blasfêmia contra o batismo de Revelação.
- 266 - “O conselho de Gamaliel” - Atos, cap. 5. Muito conselho bom Gamaliel poderia dar, visto como era desde muito, aquilo que chamaremos Presidente do Sinédrio, tendo enfrentado Jesus pelo menos por três vezes, jamais querendo ser contra Ele, não fosse a tremenda pressão exercida por Caifás, que odiava Jesus de morte. Portanto, depois de tudo quanto vinha acontecendo depois da crucificação, tinha ele, Gamaliel, razões de sobra para dizer o que disse, advertindo as autoridades e os clérigos levitas. O Espiritismo é a reposição no lugar da Excelsa Doutrina, que assenta no batismo de Revelação. É bom que seus inimigos leiam bem o conselho de Gamaliel, para não continuar a fazer oposição ao que acontece pela Vontade de Deus.
- 267 - “Não pareça que até a Deus resistis” - Atos, cap. 5. Cumpre lembrar, aqui, as palavras de Jesus aos sacerdotes, escribas e fariseus, sobre terem sido eles os assassinos dos Profetas, e que também a Ele tirariam a vida, sob o pretexto de estarem cumprindo seus deveres religiosos. Porque, em verdade, quando foi que os mercenários da idolatria deixaram de ser os inimigos de morte do profetismo? Quando deixaram de encostar nos governos, para se fingirem de autoridades religiosas, quando na realidade são os inimigos da Verdade e da evolução humana? Grandes palavras as de Gamaliel!
- 268 - “Dignos de sofrer afrontas pelo nome de Jesus” - Atos, cap. 5. Primeiro, que seria hora de acabar com esses conceitos, porque somos irmãos, sendo que, para uns sofrerem afrontas, outros devem praticá-las! Melhor seria que todos
procurassem Conhecer a Verdade, para ninguém mais ser blasfemo das coisas de Deus, nem perseguidor ou assassino de profetas. Segundo, que não sofriam pelo nome de Jesus, e sim porque continuavam as práticas revelacionistas ou mediúnicas de Jesus. Enquanto Gamaliel sabia que tudo era pela Vontade de Deus, agindo em tudo Seus anjos ou espíritos, os outros ainda achavam que eram coisas de Belzebu. Por isso os perseguiam de morte. Aqui estamos para pingar os “ii”, nada tendo com textos, senão para que sirvam como fornecedores de elementos histórico-doutrinários. Sagrada é a Verdade! Diante dela ficamos de pé, para honrá-la, e não de cabeça baixa!
- 269 - “Varões de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria” - Atos, cap. 6. Cheios do Espírito Santo corresponde a bons médiuns ou bons profetas. A Graça da Revelação generalizada era prezada em extremo, por isso que escolhiam gente assim, elementos bem guiados pelo mundo espiritual, para que pudessem ser bons condutores de seus irmãos. Tudo isso teve fim mais tarde, quando Roma inventou o catolicismo, colocando homens fingidos, apalhaçados, fazedores de simulacros, em lugar dos primitivos, que eram cheios de boas faculdades e muito bem guiados pelo mundo espiritual. Observação necessária - Alguns erros foram praticados, também, pelos primitivos discípulos; porque uns queriam ver o reino restituído a Israel, outros pretendiam que o fim do mundo e o advento do Reino do Céu estava para breve, por isso que vendiam tudo e tudo gastavam, criando para logo mais, grande miséria entre eles. O bom senso indica que a vida do filho de Deus é simples, normal, de trabalho e de produção; que ele viva decentemente, exercitando a Moral, o Amor, a Revelação, a Sabedoria e a Virtude, sem pensar que, fazendo isso, esteja sendo especial para Deus, ou que Deus venha a ser especial para ele. O Cristo envia palavras de verdadeira sabedoria, quando manda Seus anjos, espíritos ou almas, dizerem que os homens e as mulheres que trabalham, que criam seus filhos, que vivem decentemente, são os verdadeiros ministros de Deus. Porque estas pessoas, sobre quem foi derramado o profetismo ou mediunismo, não devem jamais pensar em parasitismos clericais ou religiosistas. E que os homens fantasiados, apalhaçados, que fazem dobrar os joelhos diante de paus e de pedras, são ignorantes e errados, verdadeiros caminhos de atraso e de perdição. O Senhor Deus quer obras; e as obras devem representar a vivência da Lei de Deus, exemplificada pelo Cristo, que por isso foi crucificado pelos fabricantes de idolatrias e de mercenarismos religiosistas. E como instrumento informativo e consolador, que todos retornem ao batismo de Revelação. Porque nenhum gesto exterior, nenhuma fantasia, nenhum religiosismo jamais convencerá a Justiça Divina!
- 270 - “E não podiam resistir à sabedoria e ao espírito que nele falava” - Atos, cap. 6. Algumas vezes, diz o Evangelho, Jesus falou a impulso do mesmo espírito comunicante. Aqueles anjos, espíritos ou almas, que subiam e desciam sobre Jesus, por
certo que tinham funções a cumprir; e depois do Pentecoste, tanto mais ainda, por que só dali em diante é que houve uma Doutrina do Caminho estabelecida. E todos deverão retornar a ela, custe mais ou custe menos!
- 271 - “Apareceu-lhe no deserto do Monte Sinai um anjo” - Atos, cap. 7. Estêvão é obrigado a fazer um retrospecto das verdades proféticas; e cita o que se passou com Moisés, a quem apareceu um anjo ou espírito do Senhor, e não Deus, o Ser Infinito em todos os sentidos. Todos deveriam ler o capítulo sete, do Livro dos Atos, porque embora tendo suas falhas, é muito bom para elucidar certos pontos histórico-proféticos. Observação necessária - Deve-se reconhecer o Sinai como cadeia de montanhas, sendo o Monte Orebe uma delas, e onde desde milhares de anos, gente que pertencia aos Cenáculos Iniciáticos ia fazer seus retiros, para desabrochar faculdades e entrar em comunhão com os anjos ou espíritos do Senhor. Foi assim que se deu com Moisés, para chegar a ser o condutor do povo, para receber os Dez Mandamentos, etc.
- 272 - “Figuras que vós fizestes para as adorar” - Atos, cap. 7. Estêvão, além de lembrá-los sobre os acontecimentos proféticos ou mediúnicos, que sempre foram o apanágio dos verdadeiros servidores do Senhor, também os faz lembrar da corrupção daqueles dias, quando abandonaram a Revelação e se entregaram à idolatria, aos simulacros, motivo por que foram castigados. Mal sabia ele, Estêvão, que pouco tempo depois, também à Excelsa Doutrina do Caminho havia de acontecer a mesma coisa.
- 273 - “Vós que recebestes a lei por ministério dos anjos, e não a guardastes” - Atos, cap. 7. Moisés recebeu a Lei de Deus pela comunicação de anjos, espíritos ou almas. O Ser Infinito, que é Deus, nunca Se individualiza, a não ser quando Se revela como Sua mesma Criação. Mas então, seres relativos falam a seres relativos, como aconteceu com Cristo, que tinha os anjos ao Seu redor, e que falou com Moisés e Elias, e não com Deus individualizado. Somos criaturas de Deus, estamos ligados fundamentalmente a Deus, mas somos relativos. A união deve ser feita, mas é de ordem vibratória, para penetrar na Divina Ubiqüidade, que é a suprema virtude a ser atingida, porque ela favorece a extensão dos sentidos psíquicos, como nenhum ser encarnado a pode ainda conceber, neste Planeta. É por isso que temos dito, que muitas coisas ainda há para serem ditas, coisas que em tempo serão ditas, porque por ora não vale a pena gastar tempo em dizêlas. Algumas verdadezinhas doutrinárias vão sendo reveladas; algumas verdadezinhas sobre os planos erráticos vão sendo relatadas; mas as coisas mais profundas, que dizem respeito aos sentidos íntimos de cada filho de Deus, só poderão ser reveladas no devido tempo. E como há coisas que não adianta falar sobre elas, porque devem ser compreendidas e vividas pelo desabrochamento interior, deixamos aqui a lembrança, para que ninguém faça dogmatismos em torno de livros, sejam lá quais forem ou de quem quer que seja!
Depois de considerar Deus e Suas Leis, que são Eternos, Perfeitos e Imutáveis, o mais tudo é relativo. O grande livro é a Obra Divina, e todas as virtudes se encontram, por motivos fundamentais, na intimidade profunda de cada filho de Deus. Aquele filho que já pode prezar a Moral, o Amor, a Revelação, o Saber e a Virtude, acima de tudo, por certo nunca será um ortodoxo ou dogmático. Daquilo que pertence a Deus, ninguém precisa ter ciúmes!
- 274 - “Um moço que se chamava Saulo” - Atos, cap. 7. Saulo, da cidade de Tarso, entra assim no relatório feito por Lucas, um dos Apóstolos, e que antes era essênio, da subseita dos terapeutas. Saulo era fariseu, pertencia ao Conselho dos Seis Mil, que entretanto nunca tinha o número completo de elementos. Saulo era cultor de formalismos e fanático da letra que mata, devendo ser contado entre os assassinos do Cristo. Saulo recebeu o seu batismo de Revelação na Estrada de Damasco; se não o tivesse ido procurar Jesus, pelo mediunismo, Saulo continuaria cego para as verdades de Deus, pelo fato de muito atender às mentiras do clericalismo levita. Saul, Saulo e Paulo, tudo é a mesma coisa. Depois de receber o seu Pentecoste, Saulo foi o maior propugnador do batismo de Revelação generalizada. Saulo fora a reencarnação do Rei Davi, um espírito voluntarioso e sincero, capaz de maravilhosos feitos, depois de se compenetrar da Verdade. E foi em virtude disso que foi um Vaso Escolhido para a Semeadura da Excelsa Doutrina do Caminho, edificada sobre o mediunismo universalizado.
- 275 - “E tendo dito isto, dormiu no Senhor” - Atos, cap. 7. Escreveram que Estêvão, apedrejado, dormiu no Senhor. Nada mais errado, nada mais carecente de reparo. Os anjos, espíritos ou almas, que Jesus tinha subindo e descendo sobre a Sua cabeça, estavam dormindo? Gabriel estava dormindo? Moisés e Elias estavam dormindo? Jesus foi dormir?
- 276 - “Naqueles dias, pois, se moveu uma grande perseguição na igreja que estava em Jerusalém” - Atos, cap. 8. Quando foi que a Doutrina da Verdade deixou de ser perseguida? Como a Religião Perfeita, que é o Conhecimento Perfeito, só aos poucos pode ir sendo conhecida, claro é que, desde os primórdios humanos, desde os primeiros Reveladores, os fanatismos se foram levantando em favor dos primitivos, movendo guerras de vida e morte contra os últimos Reveladores. E é preciso lembrar o que foi acontecendo, em
matéria de cleros e idolatrias, simulações e ritualismos comerciáveis, politiquismos e chicanismos de toda sorte, que se foram levantando em nome da Verdade? Quem estava atrás das perseguições? Era, por ventura, o materialismo? Quem é que está hoje lutando, com unhas e dentes, contra o profetismo?
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.