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Capítulo 16 de 70
Verdades Inamovíveis — parte 11 de 20
O Novo Testamento dos Espíritas · Osvaldo Polidoro
- 239 - “Eis aqui o homem” - João, cap. 19. A sedição falhara e Jesus ficara, pelas acusações dos sinedristas, o responsável por ela. Afirmavam que Ele tudo fazia visando ser o Rei de Israel, e que se o movimento vingasse, tudo Lhe estaria nas mãos. Pilatos, entretanto, sabia o que nisso havia de falso, fazendo questão de soltar a Jesus. E os sinedristas o acusam de inimigo de César, fazendo-o recuar. E o recuo de Pilatos consistiu no espancamento e na crucificação de Jesus. Pilatos era, de nascimento Espanhol e de cidadania romana; o que entendia dos profetas ou essênios era de oitiva; mas sabia que eram homens retos, prezando a Liberdade acima de tudo, e tendo o sentimento de Deus muito elevado, somando a isto a certeza de falarem com os anjos, espíritos ou almas. Quanto a Judas, deveu a Caifás o que lhe atiraram os séculos nas costas, a culpa de ser o traidor de Jesus. Foi um discípulo muito leviano, que descuidou do Reino do Céu e se entregou ao Reino do Mundo, pensando em libertar sua Pátria do jugo romano. Seu intento era afastar Jesus, com o que Caifás concordou apenas por astúcia, até dar-se a revolta, que julgavam devia alastrar-se por todo o império. Depois, para ele Judas e para muitos outros, Jesus seria feito Rei de Israel. Tudo saiu pelo avesso, porque Jesus sempre fora o Rei Espiritual do Planeta, não precisando ser Rei Temporal. E Judas, que nunca fora um traidor e sim um insensato, vendo que Caifás o traíra em nome do Sinédrio, foi enforcar-se.
- 240 - “Jesus de Nazaré, rei dos Judeus” - João, cap. 19. Fatos irônicos deram-se, por causa da inscrição a ser posta na Cruz; porque os sinedristas queriam que fosse de um modo, sendo que Pilatos, coagido em muito por eles, colocou a que bem quis; certo é que, tendo nas mãos o maior dos missionários vindo à Terra, o seu Cristo Planetário, por causa Dele procederam como se fossem meninos de rua, ignorantes e sujos. E tudo isso continua, porque depois disso, todos os erros e todas as farsas passaram a ser executadas em nome de Jesus. O aluvião de erros mudou de rótulo, mas o conteúdo sujo é o mesmo. E assim continuará sendo, enquanto cleros e idolatrias estiverem neste paupérrimo pedacinho do Infinito.
- 241 - “Havendo tomado o vinagre” - João, cap. 19. As chamadas santas mulheres de Jerusalém haviam obtido o direito de oferecer beberagem sedativa aos condenados à morte; porém Jesus não tomou o que quer que fosse, para estar consciente até ao último respiro. A Bíblia inteira é um amontoado de contradições, em nada importando mais esta, pois outros textos dizem em contrário. Naquilo que a Bíblia tem de puro, é apenas um Tratado de Mediunismo ou Profetismo; e quanto aos erros humanos, quanto ao que os homens quiseram incrustar e incrustaram, Deus é e será sempre o Juiz Absoluto. Leiam A BÍBLIA DOS ESPÍRITAS, para saberem das Linhas Mestras Doutrinárias, que são acima de textos, antigos ou modernos. E aprendam a cultivar a Boa Revelação, porque ela é a Palavra de Deus, e não as letras adulteráveis e de fato adulteradas.
- 242 - “Porquanto era a preparação” - João, cap. 19. Jesus foi crucificado nas vésperas da Páscoa dos Judeus: comemoração da saída do Egito, através de Moisés. E como tal, para festejarem a Páscoa de CONSCIÊNCIA LIMPA, acharam de quebrar as pernas dos crucificados, para que morressem depressa e pudessem ser retirados das cruzes, ficando eles, os assassinos, os transgressores da Lei de Deus, PERFEITAMENTE LIMPOS!... E tudo continua na mesma, porquanto, depois de praticarem suas idolatrias, suas simulações, seus sacramentismos capciosos e mercenários, acham que estarão em ordem, para praticarem e ensinarem a praticar a blasfêmia contra o batismo de Revelação. Assim são os traidores da Moral, do Amor e da Revelação.
- 243 - “E viu dois anjos vestidos de branco” - João, cap. 20. Quando em um mundo, ou para uma humanidade, surge a hora de receber a lição máxima, através do seu Cristo Planetário, Este vem com poderes delegados na razão direta do Seu grau evolutivo e da Sua função. Dizendo que tinha o Espírito de Dons e Sinais SEM MEDIDA, dizemos tudo, mas para aqueles que já possam entender. Quanto aos outros, o seu dia chegará... E notemos estas observações: a - Significando a Ressurreição e a Vida, não deixam túmulos cheios. b - Tendo o Espírito de Dons e Sinais SEM MEDIDA, como todos os filhos de Deus virão a ter, com Eles passam-se ou dão-se maravilhosos sinais proféticos ou mediúnicos. c - Vindo para batizar em Espírito ou generalizar a Revelação, vivem rodeados de anjos, espíritos ou almas, que se fazem ver, ouvir, etc. Compreendam pois, de uma vez para sempre (os que puderem isso fazer), por que Jesus foi anunciado por Gabriel; por que nasceu de uma inseminação mediúnica; por que José e Maria eram avisados por sonhos; por que os reis iniciados foram guiados por uma estrela ou espírito; por que os reis iniciados foram avisados por sonhos, para não voltarem a Herodes; por que Jesus atravessou a vida a expelir maus espíritos e curar mediunicamente; por que para Ele ninguém era morto, nem é, e foi falar no Tabor com Moisés e Elias; por que não deixou túmulo cheio; por que retornou como espírito, para guiar os muitíssimos discípulos por onze anos a fio; por que, no Pentecoste, edificou a Igreja Viva sobre a generalização do Consolador ou Ministério do Espírito Santo; e por que afirmou, ainda em vida carnal, que o Consolador repetiria Suas lições, continuaria Suas lições e ficaria sendo o Instrutor pelos tempos afora? Por que Jesus apareceu primeiro a Maria de Magdala? Sua Mãe, que havia sido Thermutis, a Mãe de Moisés, fora mais tarde a Pitonisa de Endor, sendo uma grande clarividente, nunca deixara de vê-Lo, ainda em vida, quando estava longe, cumprindo Seu dever celestial. Falando a Maria de Magdala, em público ou para conhecimento do público de Sua Ressurreição, deu mais uma lição de humildade, recomendou mais uma vez a obrigação de ajudar aos irmãos pecadores que se fazem penitentes e apóstolos da Verdade, do Bem e do Bom.
- 244 - “Ressurgir dos mortos” - João, cap. 21. Ressurgir dos mortos entendia-se o reaparecimento como espírito e não a ressurreição do corpo. Ademais, Jesus falou muitas vezes que para Deus não há mortos, e que todos são vivos ou como os anjos nos céus. Teve sempre os anjos, espíritos ou almas, subindo e descendo sobre a Sua cabeça, tendo também ido ao encontro de Moisés e Elias, para acabar com os conceitos estúpidos de todos os clericalismos, que a bem de suas maquinações infernais, tudo fazem para atraiçoar a Verdade e manter o Cristo na cruz. Não existe quem não ressurja dos mortos, depois da morte física; mas nem todos ressurgem para a Luz e a paz de Deus. Principalmente os idólatras, porque acreditam em simulações e desacreditam da Moral, do Amor, da Revelação, da Sabedoria e da Virtude, vão parar nos abismos de trevas, onde gritam “Senhor! Senhor!” e não são ouvidos, antes que tenham pago até o último ceitil. E assim mesmo todos quantos contrariam os Mandamentos da Lei de Deus, pagando segundo as obras, mais ou menos graves, porque formalismos e desculpas não convencem a Justiça Divina!
- 245 - O LIVRO DOS ATOS DOS APÓSTOLOS Para ler o Livro dos Atos dos Apóstolos com a unção que merece, necessário se torna que o seu leitor seja muito versado nas Iniciações Antigas, tenha o conhecimento devido daquilo que num período de mais de duzentos mil anos andaram semeando os trinta e tantos Budas, Crisna, Hermes, Zoroastro, Apolo, Orfeu, todo o Patriarcado hebreu de antes do dilúvio, todo o Patriarcado hebreu de depois do dilúvio, Moisés, os Profetas e alguns verdadeiros Filósofos. Porque, se o Cristo foi anunciado por muitos milênios, como tendo que ser a Expectação das Gentes, cumpre saber o que devia fazer e como. E se nasceu um dia, marcando na História o mais sublime Natal, fê-lo com vistas à finalidade da obra a ser levada a termo. E a obra a ser levada a termo implicaria em deixar o desfecho, a coroação, para depois da morte física, com o retorno do espírito, para significar, de uma vez por todas, a imortalidade e a comunicabilidade do mesmo espírito. Todos os Grandes Iniciados da História marcaram suas obras com o Sopro da Revelação, como diziam na antigüidade; todos tiveram a Graça da Teofania a lhes aureolar a obra missionária; nenhum deles falou em nome de suas pretensões humanas, apenas. E se não fossem as trevas clericais a ensombrar a História, ou a cultura espiritual da humanidade, toda ela saberia dizer coisas maravilhosas, sobre os grandes fenômenos mediúnicos que envolveram e embalaram os emissários do Cristo Planetário. Todavia, se diante do mundo os mercantilistas idólatras empanaram o brilho do sol com suas manhas e artimanhas infernais, diante de Deus a realidade profética ou mediúnica jamais sofreu o menor sinal de apagamento. Se depois de cada Grande Iniciado ou emissário do Cristo Planetário, surgiram homens capciosos com o intento de transformar as Coisas da Verdade em meio de vida e comércio, também é certo que uns após outros foram surgindo novos emissários, fazendo rebrilhar aqui e acolá, a Candeia da Revelação, o Ministério do Espírito Consolador ou Santo. E assim as coisas foram se passando, até chegar o momento histórico em que o Cristo Planetário devia sujeitar-Se ao processo de encarnação para, como homem, passar entre seus irmãos tutelados, deixando entre eles a Graça da Revelação
Generalizada, ou derramar do Espírito sobre toda a carne, conforme estava prometido nos Profetas. Quatro fases distintas e maravilhosas marcam a Epopéia Cristã: 1a - As profecias sobre a Sua vinda, que começou por Abrão, tendo após tido curso em Moisés e nos Profetas; o retorno de Elias, como está escrito nos dois últimos versículos do Velho Testamento; a configuração histórico-messiânica do Cristo, como está em alguns dos Profetas, principalmente no capítulo cinqüenta e três de Isaías; e o derrame de Espírito ou Revelação sobre toda a carne, como está dezenove vezes anotado nos Profetas. 2a - No momento de dar-se a encarnação, o trabalho do Consolador, da Mensageiria Divina ou do Ministério do Espírito Santo, tendo Gabriel feito sua parte preliminar; tendo, após, o mesmo Consolador trabalhado através de José, dos reis iniciados, de Ana e de Simeão, enquanto Jesus era criança. 3a - Tudo quanto Jesus fez durante a vida carnal, dando provas de ter a Graça do Consolador SEM MEDIDA; dando, por isso, provas de variantes modos, pelos fenômenos proféticos ou mediúnicos obrados; dando provas de ter os anjos, espíritos ou almas, subindo e descendo sobre Ele; indo ao Tabor, em companhia de três Apóstolos, para falar com Moisés e Elias, que nunca foram mortos, porque para Deus ninguém é morto; e dando provas de Sua Divina Modelagem, através de todos os feitos que obrara em vida, preparando terreno à outra parte que Lhe cumpria, ao ressurgir como espírito, para completar a função missionária. 4a - Deixar o túmulo vazio; retornar como espírito; repetir Suas palavras de antes, sobre a Graça da Revelação generalizada que deixaria, para tirar a orfandade do seio da humanidade; preparar e realizar a gloriosa eclosão mediúnica do Pentecoste; continuar, por onze anos a fio, Seus contatos com os Apóstolos, que aumentaram para milhares e se espalharam pela Terra. Portanto, como podem observar, o Livro dos Atos é uma espécie de Resumo Histórico do Profetismo Universal, que na pessoa de Jesus encontrou todos os elementos de que carecia, para se marcar na História do Planeta. E se, infelizmente, homens perversos apareceram mais tarde, corrompendo a Perfeita Doutrina do Pai, e forçando a humanidade a blasfemar contra o batismo de Revelação; e se, repetimos, com isso obrigaram a humanidade a ficar sem o Instrumento Revelador que adverte, ilustra e consola, também é certo que, cumprindo-se palavras do mesmo Cristo, no devido tempo as coisas começaram a ser restauradas, comparecendo perante o mundo vultos como Wicliff, Huss, Savanarola, Lutero, Giordano Bruno, Kardec, etc. Aqui fica saliente, que nos serviços restauradores, Kardec, o Elias que devia voltar, ainda uma vez mais, de fato voltou, arrastando consigo, no século dezenove, o Novo Pentecoste, o Novo Batismo de Revelação. Três foram as tentativas de generalizar a Revelação - a primeira por intermédio de Moisés, através dos setenta, e tentativa que o clero levita tudo fez para fracassar, tendo realmente conseguido seu infernal objetivo; a segunda através de Jesus, que deixou o Pentecoste em Perfeita função, tendo sofrido no quarto século o seu colapso, por causa de Roma, de seu imperialismo despótico e sanguinário; e a terceira através de Elias, vindo como restaurador, deixando o Espiritismo, a Codificação, que todavia não ficou completa, devendo ficar completa com o trabalho feito no Brasil do século vinte. Entretanto no Livro dos Atos, considerando por assim dizer o simbolismo da iniciação essênia, tiramos de novo as sandálias, em sinal de reverência à obra de Jesus, o Cristo Planetário. Porque tudo é questão de apenas restaurar, visto como a Divina
Modelagem, em todos os sentidos, é a do Cristo Planetário. Vejamos, pois, o que devia ser reposto no lugar, agora com o nome de Espiritismo.
- 246 - “Dando preceitos pelo Espírito Santo” - Atos, cap. 1. O Ministério do Espírito Santo, ou Consolador, é o da comunicabilidade dos anjos, espíritos ou almas; daqueles mesmos que Jesus tinha, subindo e descendo sobre a Sua cabeça. Entretanto, como qualquer leitor poderá compreender, muitos dos primitivos cristãos assim qualificavam ao dom mediúnico, ao veículo da comunicabilidade dos anjos ou espíritos. De qualquer forma, porém, como espíritos comunicantes ou como dons mediúnicos, o problema é de Revelação, é de Consolador, não é de clerezias idólatras ou de discursozinhos falazes, à maneira dos religiosismos que depois foram surgindo, em nome do Cristo.
- 247 - “Mas que esperassem a promessa do Pai” - Atos, cap. 1. A promessa do derrame de Espírito ou Revelação, que seria sobre toda a carne, foi feita umas vinte vezes no Velho Testamento; João Batista veio na frente, como Elias reencarnado, e chamou de batismo de Espírito ao que se dizia derrame de Espírito; e todos podem ler, principalmente nos capítulos quatorze, quinze e dezesseis, de João, o que Jesus disse que deixaria, para tirar a orfandade. E as primeiras palavras de Jesus, ao ressurgir em espírito, foi lembrar aos discípulos o cumprimento da promessa.
- 248 - “Sereis batizados no Espírito Santo, não muito depois destes dias” - Atos, cap. 1. Claro que Jesus não batizaria em espíritos imundos; Ele, que tinha os anjos, espíritos ou almas, de escol, subindo e descendo sobre a Sua cabeça, nesses tais é que batizaria. E quando se comunicarem espíritos de outros quilates, cumpre ao cultivador da Revelação ensinar-lhes os Mandamentos da Lei de Deus. Porque foi isso que Jesus viveu e fez. A Lei é o Sagrado Tratado de Sociologia, quer para encarnados, quer para desencarnados, pois a vida nunca deixará de ser de relações.
- 249 - “E me sereis testemunhas em Jerusalém, e em toda a Judéia e Samaria, e até às extremidades da Terra” - Atos, cap. 1. Tendo fundamento no Consolador Generalizado, na Revelação que adverte, ilustra e consola, a Excelsa Doutrina do Caminho iria sendo estendida sobre a Terra inteira. Mas, infelizmente, como os clericalismos já vinham, desde milhares de anos, truncando a evolução da humanidade, com os seus programas de erro e de ignorância, foi isso mesmo que logo mais, no quarto século, tornou a acontecer.
- 250 - “A descida do Espírito Santo” - Atos, cap. 2. Aconteceu aquilo que Jesus tanto dissera que aconteceria; aquelas legiões de anjos, espíritos ou almas, que acompanhavam a Jesus, subindo e descendo sobre a Sua
cabeça, passaram a se comunicar através dos discípulos. Eram muitos e não apenas doze, com a escolha de Matias, que ficou no lugar de Judas. E o número deles aumentava sempre, porque o mediunismo sacudia as mentes com vigor estranho.
- 251 - “E foram todos cheios do Espírito Santo, e começaram a falar em várias línguas” - Atos, cap. 2. Tal e qual como acontecia com os Profetas, no Velho Testamento, quando os anjos ou espíritos do Senhor lhes falavam, por variantes faculdades. Mesmo porque, Médium e Profeta quer dizer o mesmo. Lembrem-se os leitores sensatos, que o Espírito Santo que Jesus derramou sobre a carne, era de fato instrumento de advertência, ilustração e consolo; não era e não é essa maquinação infernal que o religiosismo clerical inventou, para encobrir suas patifarias e corrupções. Deus não é três, é Um! Os Cristos Planetários não são uma terça parte de Deus; e o Instituto Consolador, o Ministério da Revelação, é constituído de falanges de anjos, espíritos ou almas.
- 252 - “Estavam, pois, todos atônitos” - Atos, cap. 2. Claro, pois estavam diante do fenômeno mediúnico intenso, não estavam diante de ídolos e salamaleques mudos, ou de discursozinhos histéricos, assim como é muito do gosto dos blasfemos do batismo trazido por Jesus. Era o contato com o mundo espiritual, generalizado pelo Cristo Planetário, para com isso livrar a humanidade da peçonha levítica ou clericalista, que desde longos milênios vinha retardando a marcha evolutiva das gentes, em proveito de seus interesses subalternos e infernais. Tão infernais que, como sabeis, nem sequer reconheceram o Cristo, tendo-O assassinado.
- 253 - “O discurso de Pedro” - Atos, cap. 2. Os corruptores do quarto século teimaram em cometer vários crimes, sendo um deles o dizer que Pedro fora papa. O humilde pescador, ensinado por Jesus, sabia que o derrame de Revelação sobre toda a carne, tinha por base as promessas do Velho Testamento e por fim a libertação da humanidade do jugo idólatra das clerezias. Por isso que Pedro falou da promessa, lembrando o que estava em Joel, sobre a generalização do profetismo ou mediunismo.
- 254 - “Derramarei do meu espírito sobre meus servos e sobre minhas servas, e profetizarão” - Atos, cap. 2. Aquilo que está no capítulo dois, do Profeta Joel, também está mais umas dezoito vezes em outro textos do Velho Testamento. O Consolador ou Espírito Santo, ou de Profecia, seria generalizado através do Cristo Planetário, quando viesse. E foi o que Jesus fez, para tirar a orfandade do meio das gentes, uma vez que a Revelação consoladora só era praticada dentro dos Cenáculos Iniciáticos.
- 255 - “Assim que, exaltado pela dextra de Deus, e havendo recebido do Pai a promessa do Espírito Santo, derramou sobre nós a este, a quem vós vedes e ouvis” - Atos, cap. 2. Eis aí, leitores, contra quem Roma se ergueu, com todas as forças do seu despotismo sanguinário! Liquidou com o derrame de Revelação ou de Profetismo sobre toda a carne (porque devia começar por Israel e atingir os extremos da Terra), para implantar no mundo palhaçadas idólatras, mercenarismos e inquisições, materialismos e brutalidades. Foi a segunda crucificação do Cristo!
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.