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Capítulo 21 de 70

Verdades Inamovíveis — parte 16 de 20

O Novo Testamento dos Espíritas · Osvaldo Polidoro

a humanidade terrícola, o meio-ambiente, o campo de semeadura, sempre esteve referto de joio, de erva daninha, de traições de variada ordem. Com os discípulos de João, que a Jesus se agregaram com a sua morte, Jesus passou a ter quase duas centenas de discípulos; e dentre todos foi que escolheu doze, com a intenção de reunir as Doze Tribos, para, em havendo logo mais a eclosão mediúnica do Pentecoste, através de Israel, ir estendendo a Excelsa Doutrina pelo mundo todo. Entretanto, lá surgiram as negações de Pedro, lá veio a leviandade de Judas, muito explorada pelo Sinédrio, tendo vindo também as desconfianças dos outros, inclusive a incredulidade de Tomé. Mas o Cristo Planetário ressurgiu dos mortos, reapareceu em espírito e foi levando tudo de vencida. E com o derrame de Revelação sobre a carne, o cumprimento da promessa do Pai, transformou os caracteres, equipou a turma de servidores encarnados, oferecendo-lhe a força das legiões espirituais, força que aumentava dia a dia, porque onde quer que fossem os servidores anunciando o Cristo, também se ia alastrando o mediunismo generalizado, o profetismo trazido por Ele para toda a carne. Foram heróis verdadeiros os primeiros servidores de Jesus! Não todos, é claro; mas alguns deles deram mais do que aquilo que deles era esperado. Não tinham a vida para poupar, porque em definitivo já a tinham oferecido a Jesus, e através de Jesus à Verdade, para bem servir os santos desígnios de Deus! Israel, perseguindo e crucificando a Jesus, fez o movimento rumar para o campo dos povos menos preparados em matéria de profetismo ou mediunismo. O imperialismo despótico e sanguinário de Roma, endossado pela frieza tenebrosa do clero levita e pela capciosidade dos fariseus, fez a Excelsa Doutrina do Caminho encontrar o seu colapso em trezentos e vinte e cinco, e dali em diante. O batismo de Revelação ou mediunismo, que custara a Jesus o preço da cruz, foi qualificado de coisa de Belzebu! E uma vez banido o profetismo, de modo assim truculento, tudo teria que ir chafurdando no materialismo e na brutalidade! E assim foi acontecendo, até que no século quatorze, nas proximidades da crosta, Jesus reuniu os Seus Imediatos, dizendo ser hora de serem iniciados os trabalhos restauradores. Foi então que vieram à carne Wicliff, Huss, Savonarola, Joana D'Arc, Lutero, Giordano Bruno e as companhias deles todos, preparando terreno para um Novo Pentecoste. De fato, quando o campo estava algum tanto preparado, voltam Elias e alguns companheiros, arrastando a grande eclosão mediúnica dos meados do século dezenove para, com essa contribuição de Jesus, serem feitos os livros que garantissem ao Movimento Restaurador, à Reposição das Coisas no Lugar, o caráter de Doutrina Organizada. A Codificação não ficou completa, nem poderia ficar. Nas bases, porém, o seu poder de concentração doutrinária é reflexo do Consolador Eterno, do Profetismo Imortal! Porque as verdades de Deus não dependem de livros, velhos ou novos, nem tampouco de feituras humanas! Embora tenha pontos em que deveria ser algum tanto modificada, porque outras coisas já podem ser ditas e de modo mais avançado sem causar perigos de novas sangueiras, é, entretanto, conveniente que isso se não faça, deixando-a como está. Outros livros serão feitos, que virão complementar a obra, sendo que estes, a seu tempo, também se transformarão em obsoletos. A Mensageiria Divina, o Ministério do Espírito Santo ou Consolador, nunca passará; se alguém de novo corromper, outros e outros servidores de Jesus virão, para de

novo repor as coisas no lugar. Também não passarão as verdades fundamentais, aquelas que estão na introdução desta obra, porque em Deus elas são Eternas, Perfeitas e Imutáveis! Ao Espiritismo, Profetismo ou Ministério do Espírito Santo, que em Jesus alcançou as extensões da generalidade (porque Ele abriu as portas dos Cenáculos Iniciáticos), podem pretender seus algozes o que bem queiram pretender, mas a verdade é que nada conseguirão. O fenômeno poderia trocar mil nomes, que na essência jamais deixaria de ser o mesmo! Aquilo que em Deus tem fundamento, é muralha que ninguém derrubará! Portanto, a volta do Profetismo, com o nome de Espiritismo, ficará na Terra de uma vez por todas, e irá conscientizando os homens. Espíritos de mentira e de traição, por muitos motivos levantar-se-ão, encarnados e desencarnados; porque a ignorância, a inveja, a vaidade ferida, o orgulho e outros defeitos, assim os movimentarão. Mas a muralha da VERDADE, que é em virtude de Deus e não dos homens, continuará firme, inamovível! O Senhor nos disse, outra vez - “Ainda uma vez mais, a pedra desprezada será colocada como a principal do edifício.” Depois de transcrever o último texto do Livro dos Atos dos Apóstolos, lembramos tudo quanto até ali foi feito, pelos servidores de Jesus, que heroicamente foram deixando as sementeiras, de permeio com o sangue e com a vida; e como a reposição das coisas no lugar é que nos aciona o ânimo, com muita satisfação podemos dizer, que eles mesmos, aqueles denodados servidores, é que fazem o grande serviço restaurador, movimentando as forças do mundo espiritual. A seara continua precisando de trabalhadores; infelizmente, ainda é como então o era, nada mais, porque o cão voltou ao vômito e a porca lavada de novo se revolveu no lodaçal... Cumpre entender a função do Profetismo, que é advertir, ilustrar e consolar, e tratar de fazê-lo estender pela Terra. Vamos ainda aos testemunhos do Consolador, pois que, em matéria doutrinária, apenas a Lei de Deus basta para explicar a alma do Evangelho. Porque, se a Lei de Deus ficou aguardando a prática da parte de alguém, que devia, por isso mesmo, ficar sendo o Modelo ou Paradigma, esse alguém foi e é Jesus Cristo. Tudo quanto temos feito, nada mais é que repor as coisas no lugar, e assim fazendo, ensejar ao Espírito da Verdade, símbolo da Mensageiria Divina, ir dando aquelas instruções que Jesus, naqueles dias, de modo algum poderia ter dado. Leiam bem o capítulo dezesseis, de João, sobre o Consolador, o que nele vai escrito, porque tudo é questão de repô-lo no devido lugar, para que funcione e esclareça os homens.

- 338 - “Epístolas de Paulo” - Novo Testamento. Paulo escreveu dezenove Cartas ou Epístolas; mas somente quatorze são conhecidas. Muitas delas eram de tal modo revelacionistas, ou espíritas, como agora se diz, que os corruptores acharam bom retirá-las. E se soubessem que algum dia apareceriam reformadores ou restauradores da Excelsa Doutrina, nem o que deixaram teriam deixado. Teriam queimado tudo, para Roma ficar para sempre, com o seu clero e o seu domínio, com a sua corrupção e o seu comércio pagão, traidor do batismo de Revelação, trazido e deixado por Jesus para toda a carne. Nas Cartas de Paulo há muito que estudar e discutir; principalmente discutir, pelo fato de mãos estranhas terem ali entrado, para darem aos escritos aquela cor

clericalista e formal que tanto convinha a Roma. Entretanto, é bom lembrar certas expressões de Paulo sobre as duas leis - uma é a de Deus, os Dez Mandamentos, sendo a outra o Pentateuco, a lei social e variável. A Lei de Deus é acima de cogitações, é o Código de Conduta, é a Trilha dos Cristos e a Matriz dos Livros Sagrados. E quando os chamados Livros Sagrados venham a ser adulterados, corrompidos, ou se tornarem obsoletos, ainda assim os Dez Mandamentos serão o Código de Conduta, porque pairam acima de religiosismos. O Pentateuco, porém, deve mudar. As regras de conduta social devem ir variando, consoante a humanidade evolua. Entretanto, no seio dos Dez Mandamentos é que devem ir variando as leis sociais. O convite é para a discussão, porque as verdades de Deus não temem os estudos do homem. Aqueles que têm lido as Escrituras, aceitando tudo, sempre foram e serão os eternos simplórios e fanáticos, esfoladores de Profetas e assassinos de Cristos. Nunca sabem o que é certo ou errado, nunca descobrem as tremendas contradições, jamais deixam de blasfemar contra as verdades de Deus, pelo simples fato de aceitarem tudo de olhos fechados, absurdos antigos e novas incrustações humanas. O Sagrado Livro de Deus, que é a Sua Obra, a chamada Criação, esse é o Supremo Livro, no qual todos os Seus filhos devem aprender a ler. Por mais pequeninas que sejam as verdades relativas, sendo realidades puras, conduzirão ao conhecimento e ao respeito das Verdades Eternas, Perfeitas e Imutáveis de Deus! Os chamados Grandes Reveladores ou Iniciados, foram revelando ou ensinando aquilo que lhes foi possível, no tempo em que viveram e no seio do povo para o qual falaram. E o Cristo Planetário, que poderia ser a Linguagem Universal, bem salientou que muito Lhe restava dizer, mas que não poderia fazer então, pela falta de poder assimilativo dos Seus contemporâneos. A Revelação completaria a Sua Mensagem, no curso dos tempos. Entretanto, três realidades agravantes surgiram, prejudicando a Mensagem Universal de Jesus Cristo: a - Mais de duzentas pessoas escreveram sobre Jesus, caindo nas maiores contradições, cometendo exageros e fanatismos, deixando de parte verdades que de parte não deviam ficar; b - Mais tarde fizeram sinopses, resumos, adulterando textos, encurtando aqui e ali, esticando aqui e ali, tudo a bem de politiquismos imperialistas, e, acima de tudo, truncando o batismo de Revelação, blasfemando e obrigando a blasfemar contra o Ministério da Revelação ou Espírito da Verdade; c - Mais tarde ainda, continuando a obra nefasta dos adulteradores e corruptores, dos blasfemos da Revelação Consoladora e Instrutora, outros foram e continuaram indo pelo caminho errado, acreditando em tudo, aceitando erros grosseiros, curvando diante de afirmativas ridículas, frontalmente avessas à Verdade. Resta ainda dizer, que das Oito Bíblias Maiores, bem poucos conhecem algumas coisas, sendo que, quando muito, cerram fileira em torno de fanatismos sectários, de interesses que ficaram sendo, não da Verdade, mas de clerezias que manhosamente por ali assentaram bases, retardando a marcha evolutiva da humanidade, procurando truncar os avanços científicos, tudo fazendo para manter o analfabetismo em geral das gentes, mormente o espiritual. Como disse o último grande Buda, que da estupidez nada de proveito se tira, o convite é para a discussão dos Livros chamados Sagrados. Cultivando o batismo de

Revelação e discutindo os tais Livros, tudo dentro em breve estará muito bom, porque os erros e as verdadezinhas já obsoletas irão ficando de lado, para que a Moral, o Amor, a Revelação, a Sabedoria e a Virtude, sejam realmente respeitadas. Lembrando que Jesus Cristo propositalmente não escreveu, porque deixaria uma Doutrina Viva à base de Revelação Ostensiva, todos poderão compreender que o fanatismo das letras é dos homens, é filho da blasfêmia contra a Revelação. E o capítulo sete, dos Atos, fica muito bem indicado para todos, porque vale como perene advertência aos que se comprazem em opor resistência à comunicabilidade dos anjos, espíritos ou almas, cuja função é lembrar os feitos de Jesus Cristo, é dizer, aos poucos, todas as verdades que venham sendo necessárias e já cabíveis. Não iremos, pois, transcrever e comentar muitos textos das Cartas dos Apóstolos; porque a Lei de Deus, o Exemplo de Jesus Cristo e o Batismo de Revelação, pairam muito acima de tudo, principalmente da insuficiência que eles andaram demonstrando, afora as corrupções que outros, mais tarde, andaram incrustando.

- 339 - “Para dar a salvação a todo o que crê” - Romanos, cap. 1. Por que mandou Jesus a cada um tomar a própria cruz e segui-Lo? Por que asseverou que a ferida a ferro será resgatada a ferro? Por que afirmou que as contas serão pagas, ceitil por ceitil? Por que muitos clamarão “Senhor! Senhor!” e não serão ouvidos? Boa leitura são o capítulo dezoito de Ezequiel e o capítulo vinte e dois do Apocalipse, para aqueles que não acreditam na PUREZA e na SABEDORIA, para acreditarem nas patacoadas inventadas por homens menos conhecedores e honestos.

- 340 - “Justificação pela fé” - Romanos, cap. 5. O batismo de Revelação, o Pentecoste Vivo, foi deixado por Jesus, precisamente para ser instrumento de Conhecimento, Certeza e Bondade. Quem conhece não precisa de apelar para a fé e para a esperança. Crer é para tolos e simplórios, depois que Jesus veio e deixou no mundo a Revelação que tira a orfandade. Ademais, quem cultiva o batismo de Revelação sabe muito bem que os abismos estão cheios de criaturas que tiveram fé e obraram a iniqüidade. Sabem que lá ficarão, até pagar ceitil por ceitil!

- 341 - “A graça e o pecado” - Romanos, cap. 6. Ninguém confunda a Graça da Revelação Generalizada, trazida por Jesus, para advertir, ilustrar e consolar, com a graça da salvação de graça ou de favor. A contradição é total, face às afirmativas de Jesus, sendo também total contra outras afirmativas do mesmo Paulo. Mãos clericalistas, fabricantes de simulações e comercialismos, inimigas do batismo de Espírito, andaram metendo incrustações e adulterações nos escritos, fazendo a confusão que aí está. Por isso mesmo, é crime aceitar tudo como se fosse Livro Sagrado. Procurem os absurdos, que são muitos.

- 342 - “Eu certamente sou de Paulo” - I Coríntios, cap. 3. Vituperava Paulo, quererem ser deste ou daquele dos Apóstolos ou discípulos de Jesus. Para quem tiver entendimento, repetimos que tudo fica adstrito aos Mandamentos da Lei, ao Divino Exemplo de Jesus Cristo e ao cultivo da Revelação tornada ostensiva por Ele mesmo, Jesus, para no curso dos tempos ir havendo mais informes doutrinários.

- 343 - “O Reino de Deus” - I Coríntios, cap. 6. Este capítulo ressarce muitos absurdos contidos em outros, e atribuídos a Paulo; porque lembra as obras de cada um, que serão observadas pela Justiça Divina, que jamais foi por graças ou favores. Deus não é particularista! A Lei de Equilíbrio não é religiosista! A Justiça Divina é acima de xaropadas inventadas por homens! E a Revelação aí está e ficará, para instruir conforme a Verdade ensinada por Jesus, segundo a Soberana Vontade de Deus!

- 344 - “Diversidade de dons espirituais” - I Coríntios, cap. 12. Jesus tinha o Espírito de dons e sinais SEM MEDIDA; mas os restantes, por estas alturas da história planetária, só poderão ter dons ou mediunidades repartidas, para efeito de cultivo revelacionista. Como Jesus veio derramar do Espírito Revelador sobre toda a carne, para cumprir a promessa antiga, como qualquer criatura honesta poderá aprender lendo o capítulo dois, dos Atos, Paulo achou de bom alvitre enumerar as nove mediunidades fundamentais. Lembramos que se trata de dons mediúnicos, e não o que dizem as patacoadas religiosistas que surgiram depois da corrupção romana. Roma, em virtude de fabricar o catolicismo no quarto século, cometeu o tremendo crime de chamar coisa de Belzebu aos dons mediúnicos ou proféticos; ou que por isso valem os sinais e prodígios em virtude dos anjos, espíritos ou almas comunicantes, com a função de advertir, ilustrar e consolar as gentes, conforme foi deixado por Jesus. Como a chamada Obra de Elias, ou Kardec, que é o Espiritismo, nada mais é do que a reposição das coisas no lugar, ou a volta do Pentecoste Vivo ao seio da humanidade, enviamos os leitores ao LIVRO DOS MÉDIUNS, que muito bem desempenha a sua função instrutiva. Para livrar de dúvidas, diremos uma vez mais, que nenhum espírito emanado ou relativo, seja quem for, é senhor das verdades de Deus. Tudo em Deus é Eterno, Perfeito e Imutável! A Mensageiria Divina, ou Ministério do Espírito da Verdade, é parte integrante da ORDEM DIVINA. Ninguém blasfeme contra ele!

- 345 - “Excelência da caridade” - I Coríntios, cap. 13. O Amor é uma virtude apenas estática, se pela Bondade ou Caridade não for tornado dinâmico. Sem ser através da Bondade, não há como haver aplicação do Amor. Depois de expor o que são e podem os dons mediúnicos ou proféticos, os meios de comunicar com os anjos, espíritos ou almas, Paulo discorre sobre o AMAI-VOS UNS AOS OUTROS.

Basta lembrar que Jesus, tendo os dons espirituais ou mediúnicos SEM MEDIDA; tendo sido anunciado por Gabriel; tendo os anjos ou espíritos subindo e descendo sobre Ele; tendo ido ao Tabor falar com Moisés e Elias, deu exemplo de extrema dedicação à Bondade, provocando a ira dos sacerdotes até à morte! Os dons mediúnicos ou proféticos podem estar repartidos entre os filhos de Deus; mas o dever de Bondade está muito acima de repartições! Os médiuns ou profetas, entretanto, são sempre mais responsáveis, porque são mais conscientes. Quem mais tem, por mais responderá, e nunca deixará de ser assim. Entretanto lembramos que muitos são os que na Terra usam os dons mediúnicos ou proféticos, para manter contato com os seres menos interessantes do mundo espiritual; em certos casos, com o propósito definido de fazer mal ao próximo. E tudo isto pesará muito gravemente na Balança da Justiça Divina, porque as virtudes, quanto mais psiquizadas, tanto mais devem merecer respeito. Aquele que joga com os recursos mediúnicos ou proféticos, e por eles aciona elementos do mundo espiritual, para contrariar os Mandamentos da Lei, ou os Divinos Exemplos do Cristo, é mais criminoso do que aqueles que, por ignorância ou por serem induzidos, blasfemam contra o Santo Ministério da Revelação. Por todos os títulos, o capítulo treze da Primeira Carta de Paulo aos Coríntios, é um primor doutrinário; é um poema de Amor ao Amor!

- 346 - “Assim também vós, porquanto sois desejosos de dons espirituais, procurai abundar neles, para edificação da igreja” - I Coríntios, cap. 14. Duas realidades foram patentes nas ações dos discípulos de Jesus: seguirem os exemplos do Mestre e reunirem-se segundo o molde estabelecido por Jesus no dia de Pentecoste. Também naquele dia, da Generalização da Revelação ou Batismo de Espírito, as gentes perguntaram o que deveriam fazer com a Graça e a Verdade trazidas para todos por Jesus, tendo Pedro respondido muito bem, como está escrito no capítulo dois do Livro dos Atos dos Apóstolos:

- 347 - “Assim que exaltado pela dextra de Deus, e havendo recebido do Pai a promessa do Espírito Santo, derramou sobre nós a este, a quem vós vedes e ouvis.” “Fazei penitência, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para remissão de vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo. Porque para vós é a promessa, e para os vossos filhos, e para todos os que estão longe, quantos chamar a Si o Senhor nosso Deus.” A essa Graça da Revelação, trazida por Jesus para toda a carne, Roma quis atraiçoar e atraiçoou, no quarto século, chamando-a coisa de Belzebu. Foi assim, pois, que liquidou a Excelsa Doutrina do Caminho, edificada sobre o Sagrado Ministério do Espírito Santo ou Revelador. E as trevas e os crimes desceram sobre a humanidade! As imoralidades e as inquisições criaram para a humanidade um Carma tenebroso!

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.