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Capítulo 15 de 70
Verdades Inamovíveis — parte 10 de 20
O Novo Testamento dos Espíritas · Osvaldo Polidoro
- 218 - “Parábola do filho pródigo” - Lucas, cap. 15. Um dia todos serão filhos pródigos; porque os culpados pagarão perante o Fogo Eterno, até ao último ceitil, e continuarão a jornada em demanda à Pureza e à Sabedoria. Somente a Pureza e a Sabedoria convencem a Justiça Divina! Tudo o mais são fantocharias inventadas por homens, são idolatrias que tornam os espíritos tanto mais responsáveis.
- 219 - “Porque se eu não for, não virá a vós o Consolador” - João, cap. 16. Quem tinha que derramar do Espírito sobre a carne toda era Jesus! Cumpriria a Promessa feita por Deus através dos Profetas, pelo espaço de trinta e tantos séculos. O grande sinal seria este - voltaria depois da morte e batizaria em Espírito ou Revelação, fundindo os dois planos da vida, mergulhando a humanidade no conhecimento de grandes leis de Deus. Vede o livro A BÍBLIA DOS ESPÍRITAS.
- 220 - “Eu tenho ainda muitas coisas a vos dizer, mas vós não as podeis suportar agora” - João, cap. 16. Roma liquidou a Doutrina do Pentecoste, do Consolador generalizado, e a humanidade chafurdou na ignorância e no materialismo. O que Roma fez foi crucificar o Cristo pela segunda vez, e conservá-Lo crucificado até o presente. Todavia, como ficou dito que Elias voltaria, para repor as coisas no lugar, o Espiritismo aí está e o Caminho do Senhor de novo encaminha a humanidade.
- 221 - “E anunciar-vos-á as coisas que estão para vir” - João, cap. 16. Os clericalismos corruptos inventaram um Consolador ou Espírito da Verdade que é muito menos do que mudo, porque é o mais ilustre desaparecido que a Terra jamais teve. Quem sabe que Jesus foi anunciado pelo espírito chamado Gabriel; quem sabe que Ele tinha os anjos, espíritos ou almas subindo e descendo sobre a sua cabeça; quem sabe que no Tabor foi falar com Moisés e Elias; quem sabe tudo isso, sabendo que após a crucificação retornou, em espírito, para falar aos Apóstolos, sabe o que é o Ministério do Espírito Santo ou Consolador.
- 222 - “A confissão de Pedro” - Mateus, cap. 16. Quando Pedro confessou que Jesus era o Cristo, Jesus lhe disse: “És bem aventurado, Simão, porque não foi a carne nem o sangue quem isso te revelou, mas sim o Espírito de Deus; e sobre esta pedra edificarei a minha doutrina, contra a qual não prevalecerão as portas da inferioridade.” Jesus nunca pronunciaria a palavra igreja, que é grega, e foi incrustada mais tarde. Doutrina é uma coisa, igreja é outra, pois quer dizer agrupamento de pessoas. Quem ler o Livro dos Atos, sabe que o batismo foi de Revelação, de comunicação de anjos, espíritos ou almas, e não de Pedro ou de Pedros. É ridículo aquilo que pretendem os clericalismos, católico ou protestante, quando falam sobre o batismo de Espírito. Mas a humanidade da Terra, atrasada como é, viveria bem sem escândalos e sem cometer atos ridículos?
- 223 - “A ressurreição” - Marcos, cap. 16. A sinopse feita pela igreja romana deu ao livro de Marcos apenas dezesseis capítulos. Neste último temos a Ressurreição e o retorno, em espírito, de Jesus. E Jesus lhes diz que os fenômenos mediúnicos seriam os lastros da evangelização da humanidade. Isto é, como lhes havia dito em vida, seriam batizados em Revelação e iriam pelo mundo, ensinando sobre Seus feitos, como vivera a Lei de Deus, para servir de Paradigma ou Divino Modelo.
- 224 - “O que é injusto no pouco, também é injusto no muito” - Lucas, cap. 16. Cumpre observar bem estas palavras de Jesus, para todos os efeitos; mas é bom atender para as coisas da Excelsa Doutrina, para saber quem é que andou e anda cometendo corrupções e impondo-as à humanidade. Tudo quanto não é imitação das obras de Jesus Cristo é por certo corrupção e coisa injusta.
- 225 - “A parábola do rico e Lázaro” - Lucas, cap. 16. No século quarto, quando Roma atraiçoou o batismo de Revelação, ou de comunicação de anjos, espíritos ou almas, batismo que advertia, ilustrava e consolava,
conforme Jesus disse que se devia dar, para ir ensinando aquilo que Ele então não pode fazê-lo; no século quarto, fica entendido, Roma traiu o batismo de Jesus, adulterou os livros, perseguiu os cultivadores da Revelação e inventou a tal parábola do rico e do Lázaro, pretendendo com isso mais depressa liquidar a Doutrina do Caminho, para impor a igreja católica romana, de fabricação própria. Basta ver o que há escrito, infantil e errado, principalmente quando se toma por termo de comparação os Divinos Exemplos de Jesus, que passou a vida a expelir maus espíritos; a ter os anjos, espíritos ou almas subindo e descendo sobre a Sua cabeça; a ir ter contato com Moisés e Elias no Tabor; e tendo, ainda, retornado em espírito, para guiar os Apóstolos, por onze anos a fio. Essa tal parábola é ridiculamente romana, pois além de contradizer os atos praticados por Jesus, contradiz o Seu batismo de Revelação, remetendo ainda os leitores a Moisés e aos Profetas, que eram instrumentos da comunicabilidade dos anjos, espíritos, ou almas, de quem sempre receberam as mensagens instrutivas.
- 226 - “Mas se for a eles algum dos mortos” - Lucas, cap. 16. Jesus falou a vida inteira que para Deus ninguém é morto; que todos vivem para Deus; que os merecedores serão como os anjos nos céus, etc. Por que iria Ele mesmo cometer tamanha contradição? Gabriel era um morto? Moisés e Elias eram mortos? Ele mesmo, depois da crucificação, era um morto? Dissemos, no início, das tremendas contradições que os Evangelhos encerram. Deixamos de apontar muitas delas, para poupar certos desgostos aos leitores que ainda precisam das letras evangélicas. Nós não precisamos, porque a Palavra de Deus é, para os profetas, a Revelação. Temos o de que carecemos e de modo muito vivo. Temos as mensagens modernas, muito mais puras. Quanto a Jesus, a Quem ajudamos a viver aquela gloriosa manifestação de Celestial Verdade, e a Quem auxiliamos no serviço de reposição das coisas no lugar, bem sabemos que tem por evangelho, não as letras mortas, adulteráveis e de fato adulteradas, mas sim o seu Divino Exemplo, que foi o de viver a Lei de Deus diante do mundo! E a Lei de Deus, também veio por intermédio de anjos, espíritos ou almas. Logo, a Lei e o Nosso Senhor Jesus Cristo, ensinam a Doutrina Viva, querem que os filhos de Deus conheçam, jamais quiseram fabricar ignorantes e corruptos.
- 227 - “A fim de que ele dê a vida eterna” - João, cap. 17. Pelos escritos do capítulo dezessete, afora a Doutrina da Unidade, que era fundamental nas Escolas Iniciáticas da antigüidade, o mais tudo está eivado de enxertos e absurdos, coisas que jamais teriam saído da boca de Jesus. a - Os mundos e as humanidades existem desde a Eternidade, e Deus nunca deixou de ser Eterno, Perfeito e Imutável; portanto, a contradição de eternidade da vida, e da Justiça Divina, dependem de Deus, de Quem os Cristos são servos e não senhores; b - Antes de Jesus vir ao mundo, por milhares de anos, os filhos de Deus viveram sobre a Terra, e Deus não lhes era menos Pai; portanto, conforme suas possibilidades de entendimento, viviam suas crenças, e Deus lhes dava segundo as obras;
c - Quando Jesus veio ao mundo, viveu entre os israelitas, cujos sacerdotes e mestres O crucificaram, porque O não reconheceram como o Messias que devia vir, segundo os Profetas; logo, o restante da humanidade, não era menos de Deus, para ficar sem vida eterna, por não ter conhecido a Jesus; d - Até agora, vinte séculos depois, a maior parte da humanidade não é cristã, pertence a outros credos e filosofias; e ninguém irá dizer que Deus não lhe seja o Pai Divino, o Senhor da Justiça Absoluta, para lhe dar segundo as obras; e - De tal modo são levianas e contraditórias as palavras que andaram metendo na boca de Jesus, nesse capítulo e em muitos outros, que causam mais males do que bens, aos que não sabem ler com um pouco de lógica; pelo que, convidamos a todos ao estudo livre e sincero, para não tomar como se fossem de Jesus, as asneiras que posteriormente ali andaram incrustando; f - Acima de tudo, que retornem ao cultivo da Doutrina do Consolador ou Pentecoste, da Revelação generalizada, porque a Palavra de Deus é a Mensageiria Divina, não a letra morta dos textos adulteráveis e de fato adulterados; g - E que tudo isso se faça para compreender que Jesus, o Cristo Planetário, a Síntese da Verdade, nunca andou dizendo tais asneiras e xaropadas, porque não era clérigo, nem tutor de impérios despóticos e sanguinários, para que a humanidade compreenda, de uma vez por todas, que Ele veio exemplificar a Moral, o Amor, a Revelação, o Saber e a Virtude, porquanto, como Divino Modelo que fora, uma tal Excelsa Doutrina viveria e deixaria, como de fato deixou, com provas sobejas, como podem ser encontradas no Livro dos Atos, capítulos um, dois, sete, dez e dezenove. Para mais informes, vede A BÍBLIA DOS ESPÍRITAS.
- 228 - “E eu lhes fiz conhecer o teu nome” - João, cap. 17. Os ignorantes que em Roma, no quarto século, adulteraram os textos, pensavam que todos eram, como eles, desconhecedores da História Iniciática. E puseram na boca de Jesus tais palavras, tais absurdos; porque Jesus tinha um conhecimento profundo das iniciações e do profetismo em geral, sabendo muito bem o que haviam feito os trinta e tantos Budas; o que havia feito Crisna; o que haviam feito os quatro Zoroastros e os quatro Hermes; o que fizeram Apolo e Orfeu; o que haviam feito os Patriarcas de antes do Dilúvio e os do após Dilúvio; e o que haviam feito Moisés e os Profetas de Israel. Jesus veio consolidar toda a obra verdadeiramente profética das Iniciações Antigas; veio acrescentar o Sentido de Ressurreição Final do espírito, por atingir o Grau Crístico; veio generalizar o Ministério do Consolador ou Espírito Santo, que até então vivia trancafiado nos Cenáculos Esotéricos. Veio viver e deixar essa grandeza imperecível, e não as patacoadas que os corruptores doutrinários andaram Lhe impingindo posteriormente, quando perverteram a Excelsa Doutrina e adulteraram os textos deixados pelos Apóstolos - mais de duzentos escritos ao todo.
- 229 - “Elias certamente há de vir, e restabelecerá todas as coisas” - Mateus, cap. 17. João Batista, a reencarnação de Elias, naquela vida ou personagem, morreu carnalmente um ano e meio antes de Jesus; e Jesus só finalizaria a Sua tarefa no
Pentecoste, depois da crucificação. Elias, naquela vida, iria restabelecer o que Jesus ainda não tinha estabelecido? Entretanto, saiba quem quiser: a - No século quatorze Jesus ordenara a reposição das coisas no lugar; b - João Huss foi a primeira reencarnação de Elias, acompanhado de muita gente, para iniciar os serviços preliminares da restauração; c - Lutero fizera, a seguir, o grande serviço de conseguir liberdade de culto e tradução dos textos, para que mais tarde pudesse haver a grande eclosão mediúnica; d - Volta Elias na personalidade de Kardec, arrastando consigo a grande eclosão mediúnica do século dezenove, tendo feito a Codificação à custa das manifestações espirituais. E assim estava de novo entre as gentes, a Excelsa Doutrina do Consolador Generalizado, que Jesus deixara, a partir do Pentecoste. Como era a base da Doutrina, assim mesmo continua a ser; porque sem Moral, sem Amor, sem Revelação, sem Sabedoria e sem Virtude, nunca poderá haver o Caminho do Senhor!
- 230 - “O Reino de Deus não virá com mostras exteriores” - Lucas, cap. 17. Por mais que quisessem corromper ou adulterar, como de fato adulteraram, não puderam tirar da boca de Jesus alguma coisa de pura Doutrina Iniciática; e o texto acima fulgura, porque as centelhas divinas, os espíritos, trazem consigo o Reino do Céu em potencial e vão desabrochando através dos mundos e das vidas, dos reinos e das espécies, das condições e das situações. E Jesus, o Cristo Planetário, o Paradigma da Escalada, veio demonstrar como todos deverão ser. O Evangelho foi e é a vida que Jesus viveu. Para saber, de fato, a vida que viveu, procure cada um exemplificar os Dez Mandamentos. Aquelas cinco palavras que tanto temos repetido, bem que definem a Lei de Deus. E que ninguém se iluda comprando idolatrias ou exteriorismos, porque diante de Deus somente a Pureza e a Sabedoria é que prevalecem! Porque onde há Verdade e Conhecimento, Certeza e Bondade, o Reino do Céu já está presente. E assim todos compreenderão o que Jesus proclamou: “O filho do homem veio do Céu e está no Céu.”
- 231 - “Que fizeste tu?” - João, cap. 18. No capítulo dezoito, de João, as escamoteações textuárias continuam, procurando não só desculpar o assassinato cometido por Caifás, o verdadeiro acusador de Jesus (que traiu até o mesmo Judas, que pretendia esconder a Jesus, até que se fizessem a revolta contra Roma, para depois fazê-Lo rei de Israel), mas até apresentando-o como profeta. Ora, o contrato feito entre Judas e o Sinédrio era o de afastar Jesus, até dar-se a revolta, e revolta que gorou, para de novo, não só libertarem a Jesus, mas fazê-Lo rei de Israel. E quem tramou trair o contrato foi Caifás, porque a intenção de Judas, se fora leviana, apenas leviana fora, ao passo que Caifás fora o verdadeiro acusador, traidor e assassino de Jesus. Que se faça a devida justiça, ainda que tardia, da parte dos homens, considerando que a de Deus sempre esteve acima de cogitações humanas.
A pergunta de Pilatos teria, como terá, da parte de Jesus, esta resposta: “Eu vivi diante do mundo a Moral, o Amor, a Revelação, a Sabedoria e a Virtude. É por isso que me acusam; porque o mundo ainda está muito longe de compreender a minha obra. Eu porém a todos esperarei, de braços abertos, porque a minha obra é de Conhecimento, Renúncia e Perdão, e não de acusação.”
- 232 - “Que coisa é a Verdade?” - João, cap. 18. Leiam o livro A BÍBLIA DOS ESPÍRITAS. Leiam o ponto 231.
- 233 - “Barrabás” - João, cap. 18. Na adulteração dos textos fizeram Barrabás passar por um simples ladrão; o certo, entretanto, é que fora um dos chefes da revolta que fracassara. Como os sacerdotes, escribas, fariseus e anciãos do povo sabiam disso, e estavam terrivelmente desejosos de liquidar com Jesus, valeram-se da oportunidade que tiveram, através do ato leviano, mais leviano que traidor de Judas, para soltar o comparsa de revolta e liquidar com Jesus. E assim fizeram, diante do mundo, assumindo tremendo compromisso diante de Deus.
- 234 - “E tudo que vós desatardes sobre a Terra será também desatado no céu” - Mateus, cap. 18. Outra horrível adulteração, feita por aqueles que no quarto século forjaram uma religião com o fito de proteger um império decadente, despótico e sanguinário. Jesus nunca Se disse primogênito de Deus, unigênito de Deus, igual a Deus na individualidade nem perdoador de pecados. Jesus sempre disse que o Pai vê em secreto e em secreto dá a paga, segundo as obras. A Lei de Deus e a Sua Justiça Absoluta jamais estarão sob as medidas relativas de Seus filhos. Naturalmente, os filhos mais evoluídos fazem o serviço de servi-Lo, servindo assim a seus irmãos menos evoluídos. E a prova todos poderão ter, observando que os verdadeiros grandes mestres das coisas espirituais deram provas de sua elevação, mas tiveram de se sujeitar a sofrimentos e martírios. Foram servos e não senhores da Lei! Para serem senhores da Lei, teriam que ser senhores de Deus.
- 235 - “Mas quando vier o Filho do homem, julgais vós que achará ele alguma fé na Terra?” - Lucas, cap. 18. Depois de pronunciar a parábola do Juiz Iníquo, para lembrar a necessidade de estar sempre em contato com Deus, através de pensamentos, sentimentos e obras, Jesus disse aquilo que está acima transcrito. Representava, no momento, a Sua opinião sobre os homens. E as coisas mudaram, de lá para cá? Ele sabia que o Consolador seria barrado e a ignorância clerical dominaria a humanidade, chafurdando-a no materialismo brutal.
- 236 - “Ninguém é bom, senão Deus” - Lucas, cap. 18. O moço rico, o homem de qualidade, chamou Jesus de bom, e Jesus o advertiu daquele modo. Outra vez Jesus afirma, por essa Sua expressão, que não era Deus e sim um filho cristificado, unido vibratoriamente. Querer transformar Jesus em Deus, ou cada um dos Cristos Planetários em Deus, é um absurdo; é mais do que absurdo, quando se sabe que foi forjado pelo romanismo, para ensejar a seus beleguins idólatras e mercenários, a oportunidade de passarem por Seus ministros, sujeitando reis e povos ao imperialismo despótico e sanguinário de Roma. Como exemplificador da Lei de Deus, para ficar como Divino Molde, Jesus lembrou ao moço rico a execução da Lei. E repisou o conceito de que as riquezas do mundo são prejudiciais à realização do Reino do Céu, que é interior.
- 237 - “O que é impossível aos homens é possível a Deus” - Lucas, cap. 18. Muito difícil seria, para quem saiu da Escola de Profetas de Israel, ou do Cenáculo Essênio, fazer-se compreender; e muito mais ainda, seria a um Cristo Planetário falar ao povo de uma tal época, sobre as leis através das quais Deus rege os mundos e as vidas. Porque a Deus tudo é possível através de leis, enquanto que, naqueles dias, o povo estava longe dos conhecimentos iniciáticos, das verdades simples que as Escolas Iniciáticas ensinavam. Como fosse a função missionária de Jesus, abrir as portas dos Cenáculos Esotéricos, ou generalizar o Consolador, ou Ministério do Espírito Santo, deixou dito que este faria, no curso dos tempos, o serviço de esclarecimento. Entretanto, Roma corrompeu a Excelsa Doutrina, desviando o curso dos ensinos. Se não voltasse Elias, com o encargo de comandar a reposição das coisas no lugar, o profetismo continuaria desaparecido e a humanidade iria chafurdando cada vez mais na idolatria e no materialismo, na ignorância e na brutalidade.
- 238 - “Mas os apóstolos nada disto compreenderam” - Lucas, cap. 18. Jesus fartou-Se de lastimar a falta de entendimento dos Seus, não doze e sim setenta e tantos, Apóstolos. Queixou-Se muitas vezes de ter que os aturar e às suas poucas inteligências. E foram mais de duzentos os homens que escreveram sobre Jesus, enchendo tudo de alterações, ignorâncias e fanatismos aberrantes. Além disso, no quarto século fundaram a igreja romana, havendo sido liquidado o Caminho do Senhor, havendo outras propositais adulterações nos escritos. E tudo isso passa por Livro Sagrado!... Atendam para o que temos dito - “Jesus não escreveu, em virtude de saber que deixaria uma Doutrina Viva, edificada sobre o Profetismo ou Consolador generalizado. Quem ler o Livro dos Atos, capítulos um, dois, sete, dez e dezenove; e quem ler os capítulos doze, treze e quatorze, da Primeira Epístola de Paulo aos Coríntios, ficará ciente disso, a menos que pretenda ser duas vezes blasfemo do Batismo de Revelação.”
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.