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Capítulo 14 de 70
Verdades Inamovíveis — parte 9 de 20
O Novo Testamento dos Espíritas · Osvaldo Polidoro
- 192 - “Guardai-vos do fermento dos fariseus, que é a hipocrisia” - Lucas, cap. 12. Que diria Jesus, hoje, dos religiosismos que em seu nome todos os erros cometem? Porque, naqueles dias, com o Velho Testamento nas mãos, tudo faziam, como fizeram, para assassinar o Messias, tal e qual como fazem agora, com o Novo Testamento, para pretenderem assassinar a restauração, que é o Espiritismo. A mesma ignorância a usar a mesma infeliz técnica, nada mais!
- 193 - “A parábola do servo vigilante” - Lucas, cap. 12. A Lei de Deus é o Código de Conduta e Jesus é o Modelo, é o seu vivedor; é por isso que, em todas as parábolas, temos apenas um convite ao cumprimento dos deveres. Nenhuma parábola faz mais do que lembrar os sentidos da Lei de Deus! A divisa, portanto, é esta: “Quem estiver certo que se aperfeiçoe na conduta, e quem estiver errado que se conserte!”
- 194 - “Eu vim trazer fogo à Terra, e que quero eu, senão que ele se acenda?” - Lucas, cap. 12. Trazendo a Graça da Revelação para todos, trouxe o Conhecimento da Verdade que livra, trouxe o Fogo da Verdade! Assim foi e fez o Caminho do Senhor, até o quarto século, quando Roma corrompeu tudo e mergulhou a humanidade em terríveis erros e idolatrias, crimes e materialismos. Não fosse um erro tão brutal, como estaria esclarecida a humanidade, com vinte séculos de Revelação generalizada?
- 195 - “Jesus lava os pés dos discípulos” - João, cap. 13. O bolso, o estômago, o sexo, o orgulho e o egoísmo, sempre foram os grandes instrumentos de experiência das almas, em todos os mundos. Cumpre saber usar tudo, transmudar tudo para os devidos fins, enobrecer os elementos de trabalho e de luta, de experiências e de conquistas imorredouras. Mas não é tão fácil assim, para as criaturas irem aprendendo a fazer funcionar tais instrumentos de luta e de conquistas. Não confundir os meios com os fins, é coisa para gente bem mais crescida em valores íntimos. Converter os vícios em virtudes é com muito custo que se consegue.
E Jesus, o grande conhecedor das fraquezas humanas, muitas vezes recomendou o perfeito remédio - Simplicidade! Humildade! Renúncia! Perdão! Depois Dele, entretanto, certos homens foram aparecendo, que até acharam pouco, querendo ser “Santidade Infalível”! E a Terra continua um mundo de guerras, pestes e fomes, corrupções e imoralidades de toda sorte. É que trocaram tudo por idolatrias e falatórios vãos!
- 196 - “O que come o pão comigo levantará contra mim o seu calcanhar” - João, cap. 13. Depois do ato infeliz de Judas, que foi muito mais traído pelo Sinédrio do que mesmo traidor, outros muitíssimos têm aparecido, fantasiados de ministros de Deus, cheios de corrupções e rapinas, simulações e engodos tenebrosos, e gente que não se arrepende nem se enforca! Tudo transformaram em nobiliarquia e comércio, qualificando o batismo de Revelação de coisa de Belzebu, para poderem livremente iludir governos e povos.
- 197 - “A parábola do semeador” - Mateus, cap. 13. O Modelo dos semeadores foi e é Jesus; tomou a Lei de Deus por base de conduta e enfrentou a morte por ela! Quem pretender ser um Seu real discípulo, que exemplifique a Moral, o Amor, a Revelação, o Saber e a Virtude, porque essas é que são as verdades que Deus deseja que Seus filhos conheçam e vivam. As idolatrias e os falatórios nada mais fazem do que pretender justificar a corrupção do Caminho do Senhor. Também cumpre repetir que por Palavra de Deus era tida a Revelação, a comunicabilidade dos anjos, espíritos ou almas, que advertiam, ilustravam e consolavam, e não essa mania errada de certos religiosistas, que pensam ser a letra morta, adulterável, e de fato em muitos pontos adulterada. Se fosse para deixar letras ou escritos, Jesus não deixaria o Pentecoste vivo, a Graça da Revelação generalizada. Ele sabia escrever e teria escrito!
- 198 - “A parábola da cizânia” - Mateus, cap. 13. A cizânia ou joio correspondem às corrupções doutrinárias; e o grande mal não é apenas o fato de serem cizânia ou joio, mas pretenderem passar pelo mais puro e fino ideal doutrinário. O trigo e o joio não se confundem, por mais que se misturem; mas na seara doutrinária as coisas passam-se de modo diferente, porque o joio quer a todo o custo passar como se fosse trigo. Entre o Caminho do Senhor, tal como Jesus o deixou do Pentecoste em diante, funcionando à base do Consolador, e os religiosismos que depois de Constantino foram medrando no mundo, a diferença é tremenda. Mas querem até hoje passar pela doutrina do Caminho, embora a sua característica seja a blasfêmia contra o Ministério do Espírito Santo ou Consolador.
- 199 - “A parábola do grão de mostarda e do fermento” - Mateus, cap. 13. Querem dizer ambas a mesma coisa; é a evolução da centelha espiritual, é a marcha do crescimento íntimo, é a cristificação do espírito. Depois de atravessar os reinos inferiores, ingressa na espécie hominal e vai realizando a união consciente com o Pai Divino, Onipresente. Não é ligação com um Deus exterior e individual, mas sim com o Deus que é Espírito e Verdade, Infinito em todas as Virtudes, para, assim ligado, participar da Divina Ubiqüidade. Com a desgraça feita por Constantino, a Revelação foi perseguida e o caráter iniciático do Caminho do Senhor desapareceu, forjando uma civilização ignorante, materialista, brutal e sensual. Do profetismo é que sempre veio a Verdade; o Espiritismo é o retorno ao profetismo generalizado, para que a humanidade venha a conhecer e a viver a Verdade que livra.
- 200 - “Tiago, José, Simão e Judas” - Mateus, cap. 13. Aquele que veio com o Espírito de Dons e Sinais SEM MEDIDA, nasceu, viveu e não deixou corpo no mundo, em virtude desse Espírito SEM MEDIDA. O poder mediúnico, em Jesus, esteve muito acima do que possam imaginar os homens, mesmo aqueles mais versados no assunto. Como Divino Molde, ou Molde Integral, tinha de ser assim, porque significa a Sagrada Finalidade de todos os filhos de Deus. Depois do nascimento de Jesus, por efeito mediúnico, Maria foi mãe de quatro filhos, que são os acima mencionados. E no sagrado ministério da maternidade, todas as mulheres participam das graças daquela que foi escolhida para a encarnação do Cristo Planetário. O processo de encarnação é sempre comum, embora os fenômenos causais possam variar. Quando leis superiores interferem, leis inferiores cedem o lugar. E como Jesus vinha batizar em mediunismo, teve a Sua vida plena de grandiosos efeitos mediúnicos, nada mais. Isto não quer dizer, entretanto, que voltando Jesus, ou alguém por Ele, deveria fazê-lo do mesmo modo, nas mesmas condições e para produzir os mesmos fenômenos. Para cada vida, no seio da história evolutiva do Planeta, há um modo distinto de agir e influenciar. Todos deveriam pensar um pouco mais sobre isto, porque a Obra do Cristo continua, na pessoa dos Seus emissários, que tudo fazem para o ressurgimento do profetismo que adverte, ilustra e consola. O que importa, acima de tudo, é não confundir o Cristianismo do Cristo, com as simulações idólatras e as falácias que no mundo pretendem passar por ele.
- 201 - “O sermão profético” - Marcos, cap. 13. Quem andou entendendo mal, por certo já não escreveu direito; e o restante da trapalheira, surgiu mais tarde, com os malabarismos que andaram fazendo nas letras. Jesus sabia que a Excelsa Doutrina seria corrompida e que seria necessário restaurá-la, nas bases do Pentecoste. E proferiu o Sermão Profético, sobre o fim do ciclo e as terríveis comoções. Tudo isso até o ano de dois mil e cinqüenta, que é o tempo de começar a Nova Era. E com o Caminho do Senhor reposto no lugar, teremos um ciclo
mais longo, até o ano de seis mil, quando haverá uma nova, porém menos violenta comoção, para depois entrar em outra Nova Era. E assim por diante, até que a Terra seja aquela Jerusalém Eterna, prevista no Apocalipse. Andaram enchendo as letras de adulterações e absurdos. Cumpre a cada um fazer a sua análise, procurando a lógica de Deus em todos os casos e para todos os efeitos. Porque absurdos humanos não abalam a Deus! Tudo seguirá o rumo certo, e cada um que aprenda com Deus, em lugar de querer ensiná-Lo!
- 202 - “Vigiai” - Marcos, cap. 13. Assim termina o capítulo treze de Marcos. E para vigiar é preciso conhecer e viver a Moral, o Amor, a Revelação, o Saber e a Virtude. Não é com manhas e artimanhas idólatras, ou com discursozinhos falazes, que se executa a Lei de Deus. E fora da Lei de Deus não existem Cristos nem cristãos, na Terra ou em mundo qualquer.
- 203 - “A porta estreita” - Lucas, cap. 13. O Reino do Mundo e o Reino do Céu são normalmente antípodas. Entretanto, é lidando no seio do Mundo que os filhos de Deus terão que realizar em si mesmos o Reino do Céu. Sem restringir o império do Mundo, como realizar o Reino do Céu? Como vir a ser, um dia, acima de mundos, formas e transições, sem lutar com todo o ardor, para vencer o Mundo? A porta estreita significa a Trilha Certa! Vede o ponto 202, que diz perfeitamente o necessário, porque lembra a Lei de Deus.
- 204 - “Na casa de meu Pai há muitas moradas” - João, cap. 14. Todas as Escolas Iniciáticas da antigüidade eram de caráter excelentemente cósmico. Mundos e humanidades, condições e situações, eis o estudo que deviam fazer os aprendizes. E como o Cristo Planetário não saberia disso? Convém lembrar, todavia, que a Sagrada Finalidade da vida é ser acima de mundos, formas e transições. Em face das leis espirituais, só governa quem tem domínio, e só tem domínio quem se torna competente! Não pode haver Espiritismo sem que haja estudo; não é com ignorâncias e outros mediocrismos que se chega a conhecer a Síntese do Profetismo, que o Espiritismo de fato representa, e representa ao vivo, não através de simulações.
- 205 - “Mas o Consolador, que é o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome, ele vos ensinará todas as verdades, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito” - João, cap. 14. A Revelação tornada ostensiva, eis o Consolador generalizado, que começou no Pentecoste, como pode ser conhecido lendo o Livro dos Atos, capítulos um, dois, sete, dez e dezenove. O Caminho do Senhor é uma Doutrina Viva!
- 206 - “Andando sobre o mar” - Mateus, cap. 14. Tendo o Espírito de Dons e Sinais SEM MEDIDA, Jesus não tinha limitação em matéria de fenômenos mediúnicos. Entretanto, cumpre salientar, os fenômenos grosseiros passavam-se em virtude da coroa de profetas ou médiuns que O rodeavam. Ao nascer Jesus, muitos dos antigos iniciados, profetas e grandes vultos também nasceram, para contribuir com os seus dons, para os acontecimentos que se deveriam dar. É sempre assim que se passa, pois o nascimento de um vulto maior arrasta uma coroa de muitos outros, para que a obra tenha êxito e se estenda pela humanidade inteira, no curso dos dias.
- 207 - “Ela fez o que cabia nas suas forças” - Marcos, cap. 14. Grandiosa sentença de Jesus, para medir o poético feito de Maria de Magdala, ungindo a cabeça do Messias, nas vésperas da crucificação. Ela fez o que cabia no seu coração generoso, milhões de vezes melhor do que o coração dos sacerdotes, escribas, fariseus e saduceus; ela deu um exemplo imortal de simplicidade, exemplo que, até o presente, não entrou nas mentes viciosas dos proprietários de religiões, dos fabricantes de fanatismos religiosistas. Quando aprenderão os homens, a se fazerem puros de intenção em suas obras? Quando se convencerão que jamais será com ritualismos e simulações que hão de convencer a Justiça Divina?
- 208 - “A páscoa dos judeus” - Marcos, cap. 14. Comemoração da saída do Egito. Depois se converteu na Festa da Reconciliação, quando comiam do mesmo pão e bebiam do mesmo vinho, em sinal de confraternização. Jesus nunca pensou naquilo que Roma fez, do quarto século em diante, transformando a coisa em meio de sujeição, principalmente da sujeição de reis e povos diante dos beleguins de Roma, através de um ato formal. Quem vive a Moral, o Amor, a Revelação, o Saber e a Virtude, não faz coisas grosseiras assim, pois tudo quanto se come, logo mais se larga em lugar escuso. Portanto, não apenas em nome de Jesus, mas em virtude da Excelsa Doutrina da Verdade, que Jesus deixou no mundo, viva e a partir do Pentecoste, que se acabe de uma vez por todas com todos os ritualismos pagãos. As prisões, os manicômios, os sanatórios, as sarjetas, os prostíbulos; todas essas casas estão cheias de gente que se sujeitaram a batismos formais, a sacramentismos inventados por homens, a casamentos formais, etc. Nada do que é exterior pode realizar o Reino do Céu interior! Tudo em Jesus Cristo foi essencial e não formal! A Lei de Deus deve ser vivida nas ações em particular, onde cada qual se torna juiz em causa própria; onde tudo fica entre a chamada criatura e o dito Criador, para efeito de responsabilidade. É muito fácil aparentar diante do mundo; mas a Justiça Divina é acima de tais maquinações, porque tudo vê e faz em segredo, como Jesus o disse muitas vezes. Quem apela para gestos exteriores ou pagãos, prova apenas que é espiritualmente analfabeto. Quem confia em atos idólatras, e nega o Saber e a Virtude, é
apenas medíocre, é espírito sem evolução. A humanidade terrícola está cheia de criaturas que acreditam em seus fanatismos idólatras, e por ignorância pensam que estão, com isso, acreditando em Deus. Algum dia aprenderão que a Doutrina da Verdade exige apenas a boa conduta para com Deus e para com os irmãos, e isto somente é possível através dos atos de Sabedoria e de Amor, sendo o mais tudo fetichismos inventados por homens, por aqueles homens que sempre quiseram viver à custa da ignorância alheia.
- 209 - “Traspassa de mim este cálice” - Marcos, cap. 14. No momento de ser preso, e de ter que enfrentar a crucificação, Jesus orou e pediu a passagem do terrível cálice. Como os religiosismos clericais, pelos seus interesses subalternos e não pelos interesses da Verdade, querem que Jesus seja Deus, cumpre que os estudiosos sinceros perguntem: “Se Jesus era Deus, por que e para quem estava rogando a passagem do cálice?” A Verdade mora em casa própria, não precisa dos recursos da mentira para ser o que é. Saiba quem quiser, que os Cristos Planetários, como todos os filhos de Deus, mesmo inferiores na escala evolutiva, são servos e não senhores da Vontade de Deus.
- 210 - “Jesus perante o sinédrio” - Marcos, cap. 14. Ali estava Jesus, preso, na presença do sumo sacerdote e rodeado de sacerdotes, escribas, fariseus e anciãos do povo. Era gente que entendia das coisas espirituais? Era gente que conhecia as Escrituras? Eles eram como médicos que não conhecem medicina; eram como pedreiros que não entendem de construções; eram como carpinteiros que nada sabem de carpintaria! E credes vós, leitores, que os clericalismos de agora, que mentem e corrompem em nome de Jesus, conhecem alguma coisa de Excelsa Doutrina? Sabem, eles, acaso, dos fundamentos do Caminho do Senhor? Se soubessem cultivariam a Excelsa Doutrina, que Jesus edificou no Pentecoste, sobre o Consolador generalizado, e não andariam semeando idolatrias e discursozinhos histéricos, à custa dos quais ensinam a cometer a maior das blasfêmias.
- 211 - “Pedro nega a Jesus” - Marcos, cap. 14. Muita gente há que nega a Jesus, traindo a Sua Doutrina, e o faz conscientemente, sem jamais se arrepender, antes que chegue a hora de gritar “Senhor! Senhor!” nos abismos onde imperam o pranto e o ranger dos dentes. E no seio da Doutrina Restaurada, do Espiritismo, quantos há que não têm coragem para afirmar o que são, por causa de certas injunções sociais? Quantos há que, reconhecendo os erros da idolatria, dos sacramentismos inventados pelos corruptores da Excelsa Doutrina, ainda vivem acreditando ou fingindo acreditar em homens fantasiados, em paus e pedras, diante dos quais ajoelham? A falta de dignidade moral é muito grande na Terra!
- 212 - “Se o sal perder a força, com que outra coisa se há de salgar?” - Lucas, cap. 14. O verdadeiro sal, aqui, é a Doutrina Pura. E devemos dizer, então, que há muito tempo vivem temperando com sal falsificado! E o resultado está perante todos, porque em lugar de se espiritualizar a humanidade, tudo se materializou, tudo se brutalizou, tudo se encaminhou ao mais desenfreado sensualismo. Se a Doutrina do Pentecoste, edificada sobre a Revelação, tivesse ficado, até as crianças de cinco anos já saberiam das grandes coisas de Deus e de Suas leis, estando preparadas para serem adultos conscientes de seus deveres. A Terra já não seria um mundo de guerras, pestes e fomes, porque estaria cristianizada.
- 213 - “Vos sois meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando” - João, cap. 15. Já dissemos que os três primeiros Evangelhos foram muito adulterados durante a sinopse ou resumo, e que o de João foi arranjado consoante as adulterações feitas nos outros três. No curso do capítulo quinze, querendo transformar Jesus em Deus, colocaram coisas ou expressões ridículas e contraditórias na boca de Jesus. Entretanto, sobram razões de lógica para qualquer um aprender que Jesus apelou para as obras, para os Seus exemplos de vivedor da Lei de Deus. E será feliz aquele que assim fizer, porque não irá gritar “Senhor! Senhor!” nas trevas exteriores, onde há pranto e ranger dos dentes.
- 214 - “Quando porém vier o Consolador, aquele Espírito da Verdade que procede do Pai, que eu vos enviarei da parte do Pai, ele dará testemunho de mim” - João, cap. 15. Uma vez liquidada a Doutrina do Pentecoste, ou edificada no Pentecoste sobre a Revelação generalizada, o testemunho de Jesus desapareceu. Restaram idolatrias, inquisições, monstruosas e vergonhosas coisas que os beleguins de Roma foram espargindo pela Terra inteira.
- 215 - “Os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa de seus donos” - Mateus, cap. 15. Há diferença de hierarquia entre os espíritos; mas os cachorrinhos também são filhos de Deus, são espíritos ali estagiando, crescendo em si mesmos, assim como as criaturas humanas, que estão apenas um pouco acima, na escala evolutiva. Nenhuma verdade específica pode existir sem ser ligada a verdade genérica. Os graus hierárquicos variam ao infinito, mas uma mesma lei natural serve de base a todas as movimentações. Os burros e os gatos também respiram o nosso mesmo ar. Os homens e as minhocas vivem da mesma terra, que tudo fornece. Os sábios e os ignorantes se esquentam ao mesmo sol. Um só Senhor a tudo e a todos emana e sustenta.
A tremenda variação mesológica e biológica é a grande escola de Deus. Que os homens, os de boas intenções, saibam aprender na escola da vida.
- 216 - “E os príncipes dos sacerdotes o acusavam de muitas coisas” - Marcos, cap. 15. Quando um indivíduo é estúpido, os príncipes dos sacerdotes o fazem também sacerdote ou comprador de idolatrias e engodos; mas quando o indivíduo é diferente, ou profeta com Espírito de Dons e Sinais SEM MEDIDA, eles procuram tirar-Lhe a vida. Isso aconteceu com Jesus. Grandioso capítulo esse!
- 217 - “Vinho misturado com mirra” - Marcos, cap. 15. Quase de três horas foi a caminhada entre a Pretoria e o Calvário; e as chamadas santas mulheres de Jerusalém iam ajudando os condenados, limpando-lhes o suor, enxugando as lágrimas, dando a poção sedativa que as autoridades haviam concedido dar aos condenados à morte. Jesus não quis aceitar nada.
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.