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Capítulo 9 de 14
Rasgando O Véu — parte 8 de 13
O Grande Cisma · Osvaldo Polidoro
Nas regiões inferiores do Céu ainda há lugar para toda e qualquer forma de atuação religiosa. Nunca prevalece o princípio de salto, de mudança brusca, de avançamento repentino. Toda e qualquer condição terrena tem aqui o seu plano correspondente, a sua duplicata astral. O teofanismo, o encontro com a Divindade, por natureza é a colimação do processo evolutivo, é o produto da sublimação interior, do exalçamento do Cristo interno. Que é, afinal, o grau crístico? Não é o processo evolutivo interno levado a cabo? Não é a levedação completa de um espírito? E que elementos oferece esse grau, uma vez atingido? Não é o poder máximo espiritual, pela dialética de ambas as virtudes, a do indivíduo que se apóia em Deus e a de Deus que apóia o indivíduo? Nem mais nem menos, pois o estado crístico é o sintônico por excelência, com referência a Deus – quem o alcançou colhe na Fonte Geratriz e distribui segundo a Justiça Suprema. Nunca existiu um grande revelador, uma palavra autorizada, que não fizesse essa afirmação. As emendas sectárias, os cleros corruptores, a tudo desvirtuaram, mas a realidade é que todos vislumbraram, como ápice evolutivo, um ponto de sintonia entre o Filho e o Pai. A Humanidade deve aos cleros a corrupção dessa verdade, o aviltamento do verdadeiro sentido das sucessivas Revelações, a implantação da balbúrdia no lugar da realidade religiosa. E num ponto de suas artimanhas encontrase a prova dessa verdade – não há clero sem dogmas, sem defesa cerrada de suas traficâncias interesseiras, materialmente interesseiras, pois o Céu não tem necessidade alguma de seus engodos, de suas afirmações ou negações. Faz-se urgente uma compreensão – devem procurar aprender com a Verdade que é e não truncá-la por todos os meios e modos, a fim de manter um meio de vida que lança nas regiões inferiores, senão nas trevas, de onde muito custa sair. Depois de muito saber destas realidades, uma vez mais obriguei-me a observá-la indo atender a um daqueles padres, em companhia de Mazzini. – Está muito arredio – falou-me Mazzini – com ar tristonho. Teima em nada aceitar, nem de Deus nem dos irmãos, pois julga-se traído em sua profissão de fé. Diz que passou a vida a falar de Deus, o que já foi bastante merecedor. – Onde está ele? – indaguei. – Num calabouço... Meteu-se num calabouço... – Fez isso depois de ser recolhido? – Não, está na crosta; lá é que se meteu num calabouço. – Logicamente, amigo Mazzini, a treva de dentro convida à treva de fora. Depois de tudo, quem fez da fé um comércio nunca deveria pensar assim. Ao menos devia ser coerente e concordar com a Justiça Divina. – A questão, como já disse, é que ele pensa estar certo. Diz que passar uma vida inteira a falar em Deus, no Céu, no Diabo, no inferno, no purgatório, e a ouvir confissões, principalmente a ouvir confissões, muito deveria representar em seu abono. – Pensa estar certo... Pensa estar certo... – balbuciou outro companheiro, um daqueles padres, agora bastante a par da Grande Lei. Mazzini avançou: – Tenho-lhe muita piedade. Foi, segundo já soube, em outros tempos, bondoso irmão carnal, havendo-se metido em grandes faltas por questões de terras. Tirou a vida a dois irmãos de jornada carnal, terminando os dias num calabouço... Agora, seja pelo que for, meteu-se num calabouço e de lá diz que jamais sairá, a menos que o convoquem para um plano superior, para um lugar feliz. Inquiri: – Então, está ele a par de tudo? Respondeu-me Mazzini: – Disse-lhe de tudo um pouco, mas nada o convence a admitir o desiderato Superior. E eu temo pelas conseqüências... Como sabe, a revolta faz os caracteres tenebrosos. Pode, por descer na
escala vibratória, projetar-se aos abismos, de onde será muito mais difícil ascender. Queria, por isso, a sua ajuda. – E a terá, amigo Mazzini, com muito gosto. Contudo, quando a criatura não quer aceitar, por inteligência e afeição, pouco se pode fazer. Cada qual tem em si a chave que fecha e que abre; e Deus lhe garante, por lei, o devido uso. – Persuadir, persuadir, eis tudo. Tenho alguma esperança. – Vamos, então, ao nosso revoltado irmão. Para lá nos trasladamos, indo encontrá-lo metido numa antiga prisão, bem no fundo de uma gruta aberta na rocha. Assim que nos viu, começou a endereçar-nos palavras de baixo calão e a dizer contra Deus tudo quanto lhe brotava da rebeldia em curso livre e intenso. – Vamos conversar como bons amigos, ao menos – convidou-o Mazzini. – Amigos! Amigos! Se é amigo, por que não fala com Deus para me auxiliar? – Deus está no íntimo de tudo e de todos. E com Ele se fala através do Amor e da Sabedoria. Arrependa-se, Nicola, que bem sabe o quanto vale um arrependimento sincero. Nicola rugiu, como se fora uma fera acuada, pronunciando os mais feios palavrões. Nada queria, nem de Deus nem dos homens. Mazzini volveu, cheio de paciência: – Seja compreensível, Nicola. Reconheça a Imaculada Justiça do Senhor. Se se fizer penitente, trabalhando e aprendendo, cedo estará bem. Jesus necessita de fiéis obreiros... Lá da furna escura e fétida vinham blasfêmias e mais blasfêmias, agora endereçadas ao Divino Mestre, o símbolo vivo da renúncia e do perdão, a mais pujante testemunha da imortalidade e das glórias espirituais. – Aqui está um nosso amigo, Nicola, e deseja falar-lhe... A resposta veio, de acordo com o seu estado de ânimo: – Que fale com os infernos!... Vão para o diabo que os carregue!... Mazzini volveu a mim, cheio de tristeza, dizendo: – Barnabé, esse é o caso. Peço a sua ajuda. Talvez com o concurso de alguns espíritos encarnados, que contribuem com poderosos fluidos, possamos convencê-lo e encaminhá-lo. Não acha? – Mazzini, a estes tais aplicar-se-ia a palavra do Cristo, quando ordenou não se atirar dádivas aos cães e pérolas aos porcos. Contudo, vamos fazer o possível, uma vez que há de sua parte um grande interesse, um grande desejo de servir, de ser grato. – Sim, de ser grato, pois foi-me bondoso irmão. Fiquei órfão ainda em tenra idade, vindo ele a se tornar a tutela mais que desejada. Criou-nos, a mim e a mais dois irmãos, instruindo-nos e consolidando nossas posições. Mais tarde, como já disse, para defender o que nos pertencia, em séria troca de tiros, matou e findou os dias numa cadeia. A hora chegou de ser-lhe grato... Deus me atenderá, tenho certeza, pois Sua Justiça ultrapassa os limites de nossas compreensões. Do fundo daquela furna escura e fétida, uma sombra negra surgiu, encurvada, medonhamente suja e esfarrapada. Metia medo, causava horror. Veio ao nosso encontro, parou em nossa frente, e com aquela boca espumosa, que se abria em tufos de barba e bigodes sujíssimos, perguntou: – Que conversa é essa?... Eu nunca tive irmãos!... Era filho único!... Mazzini explicou: – Em vida anterior, Nicola. Faz alguns séculos... Você não sabe, muita gente não sabe, mas as leis de Deus não são à custa das gentes, sejam ignorantes ou sábias. Tudo o que deriva de Deus é fundamental, não nos é sujeito, e com essas leis temos que harmonizar, se quisermos ser felizes. Notei-o grandemente aborrecido, por isso que lhe fiz uma pergunta: – Nicola, onde está a sua fé? Olhou-me, com aquele monstruoso olhar, respondendo através de outra pergunta:
– Onde está a minha fé?... – Sim, a sua fé, já que conhecimentos não tem. Ao menos a sua fé, a sua certeza das verdades de Deus. Um padre, por mais que seja um mercador da fé, por menos que entenda das verdades de Deus, nem por isso deixa de ser alguém que fala e estimula à crença. Onde está a sua certeza espiritual? – A minha certeza espiritual?... – tornou, com voz quase embargada. – Sim. Num encarnado a falta de fé representa inconsciência das leis originárias, constituindo um grave erro, pois nada há sem princípio, sem causa determinante. Num desencarnado esse erro se torna aberrante, vale como blasfêmia, pois quem sabe e sente a continuidade da vida não tem o direito de escandalizá-la. E quando o escândalo vem de um profissional da fé, tanto pior, tanto mais terrível é a blasfêmia. Estático, idiotamente estático, gemeu ele: – Fui traído... Fui traído... A religião me traiu... – Não o entendo, Nicola – disse-lhe Mazzini, condoído. – Fiz tudo por ela... Ela em nada se lembrou de mim... Fui traído!... Mazzini atacou o ponto cruciante: – Jesus ensinou que os templos de fato são os irmãos, são os espíritos. Nós temos feito, como padres, o contrário, lutando pelas posses, pelos domínios temporais, pelas regalias mundanas. Além de trairmos o Batismo de Espírito, o centro de gravidade da função messiânica do Cristo, ainda por cima temos ficado com o mundo, com a política, com o dinheiro, com as terras e com as casas... – Traidores do Batismo de Espírito?... Como assim?!... – interveio ele, esbugalhando ainda mais os congestionados olhos. Mazzini falou-lhe, explicando-lhe a grande verdade, a dolorosa realidade: – Irá ler, em verdadeiros documentos, no que se encerrou a missão do Cristo, que foi Batizar em Espírito, edificar doutrina sobre o culto da Lei e da Revelação. Irá entender o grande fenômeno do Pentecoste, e o culto dos Apóstolos, que se constituía de viver a Lei e cultivar a Revelação. Irá saber que até meados do século quatro, ninguém cogitava, em sã consciência, de títulos, de hierarquias, de papados, de templos, de políticas, de posses, de mil e uma pagodeiras, como daí em diante começou a ser, quando através da vitória militar e política de Constantino, o cisma foi vitorioso, a Revelação foi banida, Roma espezinhou a missão do Cristo e implantou a sua paganidade, a ferro e a fogo, por toda a volta do Mediterrâneo, onde quer que alguém falasse em Cristo. Nicola interveio, afirmando: – Tudo, em torno de Jesus, segundo os Evangelhos, transpira a culto de dons espirituais, de comunicações mediúnicas, de fenômenos e prodígios. É exato ter Ele dito, que lhe importava ser crucificado, para que o Consolador viesse. Dias depois, deu-se o fenômeno do Pentecoste, do Batismo de Espírito. Sei, também, o que sabemos ter sido o culto dos Apóstolos – eles praticavam a Revelação, assim é que lemos tantas vezes... Mas eu não cometi traição dessa monta, pois não fui o artífice de cisma algum. Obedeci, fiz como os superiores ordenaram, segui o rumo de todos os padres... – Não os do Cristo – interrompi-o. – A culpa não é, não foi minha; encontrei a Igreja assim – respondeu-me. – Por que não acerta as coisas por si mesmo? – ventilou Mazzini. Nicola ficou pensativo, gemendo outra vez: – Fui traído... A Igreja me traiu... Um nosso companheiro avançou, dando de ombros, com descaso: – Quem traiu o Cristo não podia trair um simples padre? Nicola endereçou-lhe penetrante olhar, observando-lhe: – Que sabe você, preto velho? Também quer me culpar?
Como se referisse à cor do nosso companheiro, que era a mesma deste humilde servo do Senhor, intervi: – Preto sim, mas trevoso não. Demais, irmão Nicola, aqui ninguém é acusador, pois para acusar bastam as próprias ações. Nós queremos é servir, porque essa, e não outra, foi a medida ensinada e praticada pelo Cristo. Aquele companheiro aguardou a sua oportunidade, respondendo: – Sei que sou livre pela graça de Deus, e que não me prendem medidas de homens, estatutos nem artigos de fé. Sou grato a Deus, por isso, e grato a mim mesmo, porquanto aprendi a ser simples e humilde, mas altivo e brioso quando se trata de respeitar as leis do Senhor. Não me escravizo pelas patacoadas que as religiões inventam. Aprendo o melhor possível e respeito o que merece respeito. Conservo a pele negra, mas não penso ter negra a alma, teimando e blasfemando contra Deus. Esperava o revide daquela grotesca figura, mas afinal veio um murmúrio, uma plangente aceitação: – Têm razão... Tenho-me revoltado contra Deus e contra tudo e todos. Docilmente, Mazzini falou-lhe: – O caminho da Verdade não se fecha jamais a quem quer que seja, embora nenhuma falta fique em esquecimento. Todavia, ninguém vence por teimar em contrário... Nicola interrompeu-o: – Pior do que estou, poderia vir a ficar? Não acredito!... – Pior, muito pior, terrivelmente pior! – informou-lhe Mazzini – E saiba que lhe daremos quantas provas quiser a respeito, sem muito custo. Você está na divisa, está precisamente no ponto de transição entre um grau e outro, a caminho do pior. Foi por isso que convidei este amigo, a fim de persuadi-lo a trilhar outra senda, um caminho de libertação. Se a minha boa vontade para consigo representa alguma coisa, algum valor perante sua inteligência, peço que considere isto – se descer um pouco mais, muito mais lhe custará subir depois. Porque desmanchar é tão fácil o quanto construir é difícil. Pense e aproveite a boa vontade que lhe estamos oferecendo. Saímos vitoriosos, pois ele respondeu: – São dignos de muito respeito. Quem ama a tal ponto merece de fato respeito. Eu acompanhálos-ei. Fomos entregá-lo num posto de socorro, a fim de ser cuidado como era devido. O tempo foi contribuindo para que ele se pusesse em ordem. Mazzini, que se fizera ardente estudioso das velhas Revelações, metera-lhe em mãos tudo quanto lhe fora possível, alegando que, em casos tais, muito vale exaltar na criatura o senso de universalidade. Realmente, para quem daí chega em condições mentais libertas, por estudar e admitir tudo o que é bom, venha de onde vier, não calcula o quanto isso representa de bom. Os exclusivismos, ou sectarismos, enclausuram as criaturas em âmbitos mentais tão estreitos, que as estreitam também, tornando-as cheias de prevenção, esquivas, arredias aos melhores progressos.
Chegou o dia do desencarne de Etna, minha esposa. Depois de quarenta e tantos anos de cultivo espiritista, e de haver amealhado elevadas credenciais de espírito, e ter penetrado vezes sem conta o plano espiritual em sã consciência, cumprialhe vir para aqui em estado de profunda inconsciência. Sua arteriosclerose a entregara a um derrame cerebral, caindo em estado de sonolência aguda. Enquanto o desligamento não fora ordenado, por quatro dias permanecera no leito, sem fazer mais do que respirar e gemer surdamente, à espera de algum recurso, de um socorro que só a morte poderia ofertar, isso mesmo através dos trâmites conseqüentes e em escala favorável. Etna fora esposa exemplar, mãe carinhosa e espírita fervorosa, em obras. Vinha armada de seus merecimentos, de suas validades conquistadas à custa de uma vida saturada de trabalhos; suas preces foram feitas, em palavras e em obras de solidariedade humana. A faculdade mediúnica espocada, a incorporação a tornara capaz de servir a quem não via, a quem não sabia de onde vinha nem para onde iria. Muito conseguiu, e quanto o sabe Deus, pondo suas possibilidades ao serviço do próximo em geral. Durante os quatro dias de espera, ora o espírito se recolhia, forçando a vida junto ao corpo em frangalho, ora se desligava um pouco, forçava a saída, mas era retido. Nós, cientes do que ocorria, velávamos pela criatura imortal, pelo espírito em vias de libertação. O ambiente estava repleto de amizades! Seu corpo já não lhe conferia a devida filtração das vibrações felizes, emitidas por tantas mentes, mas o seu espírito, de quando em quando, sentia uma paz, um gozo que não era do mundo. De minha parte, obtive permissão e transportei para o ambiente de morte o maior número possível de padres arrecadados àquelas trevas. Queria fazê-los compreender alguma coisa; pelo menos, que as ações humanas, boas ou ruins, nunca ficam em esquecimento. E ali ficaram, entre muitas centenas de outros espíritos, algumas dezenas de ex-sacerdotes, observando o curso cíclico de uma lei fundamental, evidenciado através do fenômeno chamado morte. Eu já os havia feito conhecer outras espécies de desligamentos, assim como os fizera assistir a alguns ligamentos, ou encarnações. Eles oravam, agora, humildemente, sem a pretensão de perdoar e menos ainda absolver. Compreendiam que, acima de todas as cogitações humanas, de toda e qualquer cogitação, feliz ou infeliz, é que paira a Imaculada Justiça. Sabiam, enfim, respeitar Aquele que de fato dá a cada um segundo as suas obras, através da Lei, do recurso que é íntimo em tudo e em todos, nada deixando para trás, nada deixando em esquecimento. Quando o desligamento se deu, ou foi ordenado, assim como se recolhe alguém aí, estirado sobre uma maca, e transportado para um recinto hospitalar, assim foi Etna colocada em tal peça, para singrar os ares, atravessar algumas divisas magnéticas, algumas fronteiras espaciais, carregada por aqueles que julgavam lhe dever algumas gratidões. Uns eram agentes serviçais do bem, que se haviam utilizado de sua faculdade, para servir a outros, e que agora penhoravam reconhecidos sentimentos em favor de quem lhes fornecera o instrumento de ação. Outros eram daqueles servidos, que vinham aguardá-la nos umbrais da libertação, a fim de testemunhar gratidão. Outros, ainda, eram amigos e convidados, estudiosos e aprendizes, que saídos do mundo armados de títulos, vinham completar saberes no formidando laboratório da morte. A caravana aportou em uma região, que era um lugar de paz, uma vila plantada entre bosques floridos, entre jardins olorosos, entre fontes cantantes, um lugar próprio para recuperações daquela ordem. A chegada fora notada por avultado número, que vindo pelos caminhos terrestres ou pelo chão, e outros pelos caminhos do ar, vieram saber da ocorrência. Um informante anunciou-lhes: – Simplesmente isto, queridos irmãos – uma preta velha desencarnou, depois de servir a Deus através do Consolador e do próximo. Quarenta e tantos anos de trabalho nas hostes do Batismo de Espírito, um derrame cerebral e o carinho desta grande maioria. Eis tudo, por ora. Há de seguir-se, entretanto, o recebimento daquelas dádivas que se acham amadurecidas no espírito. Disso cuidará o Senhor, através de Seus servos prepostos para tanto. A multidão espalhou-se e Etna foi recolhida a um leito de hospital.
Imitando ao Divino Mestre, ela dera-se no mundo, por muitos anos, a impor as mãos sobre milhares de sofredores. Agora, a par de medicamentos outros, vigorosos passistas vinham beneficiála, com essa mesma terapêutica. E foi melhorando, e foi acordando, até que pôde levantar-se e andar, por entre aqueles bosques floridos, por entre aqueles jardins olorosos, por entre aquelas fontes cantantes e aqueles carinhosos amigos.
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