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Capítulo 3 de 14

Rasgando O Véu — parte 2 de 13

O Grande Cisma · Osvaldo Polidoro

Como dizia, não conheci pais nem irmãos, e quando quis chamar alguém, seja lá pelo que for, saí-me bastante mal. Reconheci que os insultava, pois fizeram caretas e disseram palavras muito acres. Eram pobres, quase pedintes, mas tinham lá os seus brasões de dignidade, disso que então eu desconhecia, mas que me fez amargurar a alma pela primeira vez, na última jornada terráquea. Nesse dia escondi-me e só voltei à boca da noite. Ao entrar em casa levei um puxão de orelha e fui convidado a ir dormir sem jantar. Era o castigo, por ter-me ofendido. Não tinha direito a saber de meus pais, nem de ofensa por ser repelido por aqueles que julgava que o fossem. No dia seguinte, bem cedo, mandaram-me capinar. – Moleque dos infernos, você vai comer, de hoje em diante, à sua custa. Com sete anos eu já era suficiente para limpar este quintal. Você já está nos oito, pode muito bem fazer a mesma coisa... Principalmente por isto – eu era filho da casa, enquanto que você é um... Aquele homenzarrão podia muito bem ofender-me, pois seu, era aquele tamanho todo, aquele sítio estéril, e por cima a sua imensa fé, a seu modo. Porque ele era muito freqüentador de sua Igreja, estava armado de regalias e direitos que eu ignorava, e que agora faço todo o empenho em ignorar. Levaram-me a comida numa lata vazia de banha, lá pelas onze horas. Uma menina fora a entregadora; filha dele, do pretão, e a quem sempre eu estimara por julgá-la minha irmã até o dia em que me disseram a verdade. – Papai mandou dizer – avisou-me ela – que é comer ligeiro e trabalhar, ouviu? Ele vai para a Vila, mas eu vou ficar de olho. Se não trabalhar não come, porque ninguém aqui tem obrigação de sustentar um perdido, um vagabundo, um negro sem-vergonha. – Vocês não são negros, também? – respondi-lhe. – Mas o sítio é nosso. E você é filho da Mariquita, que fugiu com o Dito e acabou se matando. Sua mãe se matou e seu pai sumiu. Quem tem obrigação de sustentar um perdido? Trabalhe se quiser comer, ouviu? Eu era um pretinho, com oito anos de idade, e tinha certeza de não haver criado a Terra nem coisa alguma. Falavam de Deus, aqui e ali, mas cada qual parecia ter um Deus todo especial, ou como se fosse artigo de feira-livre, cujo preço pode variar à vontade, e cuja aplicação era indefinível. Como dona Maria, a quem eu pensara ser minha mãe, praguejava por nada e por tudo, entredentes comecei a praguejar, desejando a eles todos os males possíveis. Quando terminei de engolir aquele angu mal temperado, misturado a uns grãos de feijão preto, e nadando num caldo muito ralo, coloquei a lata vazia debaixo de uma figueira do mato, indo ao cabo da enxada. Um menino que passou pela rua, colega de brinquedos, chamou-me. – Barnabé! Barnabé! Vai liquidar com o trabalho de uma vez? Parei para falar-lhe, coisa de segundos, quando ouvi um berro. Era o meu até bem pouco suposto pai, que indo a caminho da Vila, viu-me encostado ao cabo da enxada. Recomecei o trabalho, o que fez o menino dizer-me, num tom de intriga. – A coisa virou, seu Barnabé?... A enxada é maior do que você, hein? Envergonhado, nada lhe respondi, continuando o trabalho. O menino, julgando a seu modo, disse muitas coisas mais, fustigando-me a paciência. Uma vez enraivecido, atirei a enxada para um lado, apanhei algumas pedras e atirei-lhas. Uma delas o apanhou em cheio, fez-lhe um furo na cabeça o que fez berrar como se estivesse morrendo. Foi um escândalo para o lugarejo e uma grande surra para mim. Nem o resultado podia ser outro. Surra e dormir sem jantar. Sem angu, ao menos isso, de mistura com caldo bem ralo de feijão preto. O dia seguinte se fez presente e Barnabé lá se viu de armas em punho. À tarde fui convidado a ir visitar o meu adversário, que estava deitado numa esteira, e com ares de majestade ofendida. Ele e sua família eram brancos, mas também muito pobres, e segundo diziam, doentes de uma triste doença. É que a anemia pulmonar os ia eliminando, nada mais, assim como outros males eliminam outros seres, pois a vida na Terra não pode ser eterna.

Obrigaram-me a pedir desculpas, e fi-lo sem restrição, pois de fato estava arrependido. Não me lembro de o fazerem pedir desculpas, por sua vez, pelo fato de me haver procurado irritar. A meu ver, quem provoca é pior do que aquele que reage. Em todo caso, eram da mesma Igreja, e aquilo soava como formalidade ou qualquer modalidade de concerto piegas e superficial. Estou certo de que a bondade humana com ou sem beneplácito das veleidades sectárias, é sempre condicional. Pela mesma razão que um diz sim, outro diz não, mais além outro nada diz. Por falta de maturidade psíquica o Ego relativo entende como pode e não como é devido. E a Verdade fica sendo qualquer coisa, menos aquilo que deve ser. Eles, portanto, concertaram-se através de minhas desculpas. Quando saímos daquela casa, eles eram anjos e eu fazia, bem ou mal, a vez de filhote de Lúcifer. Mandaram-me andar na frente, feito cão surrado, cuja andadura devia ser fiscalizada. Ao chegar no domicílio, mandaram-me ao eito, com a devida advertência; isto é, ao escurecer podia vir para casa e jantar. Fui capinar e tive um grande aviso. Este veio pela conversa de um outro menino, o Rafael, mulatinho claro, muito espigado, cujos pais diziam ser especialistas no trato com o diabo. Eram tidos como feiticeiros, e agora posso dizer que o eram, pois ainda gemem numa esfera inferior. Rafael deume o seu conselho, todo ele fundamentado numa lei ordinária. Interpreto assim o que disse: – O Pedro Álvares Cabral ainda não havia descoberto o Brasil e a humanidade vivia. Por que, afinal de contas, você precisa ser escravo? Fuja, seu bobo! Um cabo de enxada pode-se achar em qualquer lugar, sem xingamentos ou coisa que o valha. Você não percebeu ainda que só cachorro é que tem patrão? Deus é Senhor de tudo e nós somos apenas irmãos uns dos outros... Lá veio um berro: – Acabe com isso, seu moleque! Vamos, trabalhe! O mulatinho espigado foi saindo, recomendando: – Não se esqueça, ouviu? Daquela hora em diante, fugir era a solução do problema. Minha alma devaneava por terras de leite e mel, de liberdades e regalias, de uma felicidade que a Terra jamais poderá oferecer. Eu delirava, essa era a verdade, em torno do problema sumir, desaparecer, mundear. Alguns dias depois, uma senhora apresentou-se, sabendo não sei o que, nem por informe de quem, no meu domicílio. Pedia-me, como disse, para criar-me como filho, mandar-me à escola, fazerme homem. Como fosse noite, e me ordenassem ir deitar, estava acordado e ouvi toda a conversa, ficando em parte encantado e em parte acabrunhado. Aquela mulher, dizendo tudo aquilo, fazia supor qualquer coisa instigada por mim. Lembro-me ter dito ela, finalmente: – De qualquer forma, seu Bento, se ele tiver que ficar nisso, eu o aceito como filho. Um inocente não pode ser tratado assim. Que culpa tem ele de a sua prima cometer uma asneira? Ele pediu para nascer? Ou, porventura, teria prazer em nascer para isso? E quem é o senhor para julgar, tão radicalmente, a um pobre menino? Ante um silêncio profundo, completou o seu vibrante interrogatório: – Sabe certo sobre os desígnios de Deus? Já mediu a extensão de sua desumanidade? A voz meio rouca, de minha, até então, suposta mãe, surgiu: – Nós somos crentes em Deus, dona Tita. Imediatamente veio a lúcida resposta, consubstanciada noutra pergunta: – E Deus é crente em vocês? – Temos fé – alegou meu, até então, suposto pai. – Ter fé é apanágio de santos e de criminosos. Muita gente só acredita em Deus o suficiente para se julgar mais e melhor do que os outros. Entretanto, a verdadeira religião é o cumprimento dos deveres. Deus quer inteligência e amor e não laudatórias saturadas de bajulações, carregadas de lambetismos hipócritas. Eu sei que vocês se julgam...

A voz rouca abafou aquelas causticantes palavras finais, não me deixando ouvir-lhes o remate: – Dona Tita, pare. Nós vamos pensar... A senhora parece que está rogando pragas!... Deixenos, faça o favor! Ouvi um sussurro e nada mais. Creio que lhe abriram a porta. Ao longe, no entanto, ouvi que dona Tita bradou: – Pensem bem, ouviram? Porque do contrário vou à Polícia! A noite prosseguiu e Morfeu nos cobriu com o seu manto de esquecimento e paz.

No dia seguinte fui duramente interrogado; isto é, interrogado sob o terror de uma vara de marmelo, cujos vergões ficaram por semanas. O resultado foi ter eu sumido de casa, indo bater na casa de Dona Tita. – Não – disse-me ela – aqui não. Vá ao Delegado, na Vila, e conte-lhe tudo, que logo mais por lá estarei. Quero ampará-lo, mas dentro da lei. Se ficar aqui, como menino fujão, poderão ter fortes alegações a favor. Eu estava apavorado. Tristeza cruel varria-me a alma e bamboleava-me as pernas raquíticas. E foi gemendo que dali parti, indo ao encontro do Delegado. Cada passante era um possível inimigo, e do meio do mato parecia-me surgir alguém. Os poucos quilômetros foram vencidos penosamente, mas cheguei ao Delegado, feito em pranto, mergulhado numa crise de choro. Deram-me café, disseram-me palavras carinhosas, depois examinaram-me. Eu estava todo marcado por varadas. – Quanta maldade! – bramiu um dos soldados. – A vida também oferece dessas coisas – filosofou um outro. – Haverá mesmo um Deus? – perguntou um caboclo, abanando a cabeça. O Delegado aparteou-o: – Não é por falta de Deus que estas coisas se dão, é pelo mau uso das liberdades conferidas por Deus. Um dos soldados comentou: – Sendo assim, tanto maior é o crime. Ninguém tem direito a usar mal as graças do Emanador. O Delegado disse a um dos soldados: – Vá buscar aquela gente. Traga marido e mulher. Apontou para o caboclo incréu e disse-lhe: – Leve o menino para minha casa. Lá fiquei uma semana, nada mais tendo ouvido nem sabido. Sei que dona Tita veio buscarme e com ela e os seus, vivi até aos dezoito anos. Durante esse tempo, como não podia deixar de ser, pois era gente pobre mas bastante criteriosa, aprendi a ler e a escrever, fazer umas contas, e algumas coisas mais. Eles eram esoteristas, liam o quanto podiam, procuravam conhecer o suficiente do imenso Universo, do qual se sabiam partes integrantes. Conscientes dessa verdade simples, e por isso fundamental, não eram supersticiosos, tal como acontece com os crentes dogmáticos, que tudo esperam de pseudo mistérios e milagres, numa patente e formidável negação dos poderes intrínsecos, das virtudes básicas, do celestial fermento sagrado de que toda centelha é por natureza herdeira. Não esperavam dos possíveis milagres aquelas realizações que competem ao desenvolvimento íntimo; pediam menos ao Céu e procuravam dar mais de si próprios. Antes de procurar outros templos, fictícios, inidôneos e fanfarrões, tudo aguardavam de si, do sagrado repositório interno. Viviam a regra do Cristo – o culto do Céu interior! Realmente, foram também mestres, porque souberam ser lídimos alunos da Verdade. Pieguismos exteriores, atitudes contemplativas, disposições de falsa humildade ou de nauseantes palavrórios, nunca neles encontrei; eram conscientes do ligamento natural e a religação era feita em base de racionalidade respeitável. Deus era o Princípio Sagrado e eles sabiam-se emanações cheias de poderes em latência, de virtudes em potencial, que deviam despertar à custa de aprender, amar e servir. Um gesto simiesco, uma farândola dogmática, uma arenga saturada de místico bajulismo, para eles isso nada resolvia. Eram um pouco mais do que simples esoteristas – eram verdadeiristas: Eles sabiam que o Céu, através dos espíritos, havia cooperado na obra do Cristo, porque o Cristo se votara à Sua obra integralmente, oferecendo a própria vida. Sabiam que a Revelação funcionara como parte integrante colaboradora, nunca, porém, a título de supressora de obrigações intransferíveis. Ao observar o que hoje se passa, no âmbito vasto da cultura espírita, onde milhões de criaturas alimentam a teoria dos favores espirituais, das oferendas graciosas, dos piparotes fenomenais, minha alma se enche de tristeza. O Espiritismo é a súmula de todos os cultos, seu bojo tem limites

incalculáveis; é por demais completo para ser reduzido a um simples capítulo da história religiosista do homem, do ronceirismo que a humanidade tem cultivado com tanto carinho, e que os seus donos ou exploradores com tanto zelo têm mantido e usurpado. Aquela gente, que me acudira, para mim, foi bastante espírita. Tinha por divisa que a grande prece era pensar, sentir e agir bem; sabia que a Deus, no templo interior, só se poderia ir pelas sendas do amor ao próximo e das conquistas em saberes superiores. Não vivia com peditórios cansativos nos lábios; procurava resolver suas questões com inteligência, e fazia por ser útil aos semelhantes, sempre que se apresentava a oportunidade. É, pois, com saudoso carinho que deles me lembro. E representa para mim sacratíssima obrigação ir visitá-los, no domicílio carnal onde hoje se encontram, de novo reunidos em família, e a serviço do Consolador, do Batismo de Espírito, da mais grata oferta que jamais um Missionário pudera ofertar à Humanidade, por Delegação Suprema. Sei que a Moisés foi também concedido o mesmo apoteótico acontecimento; o Livro de Números, capítulo onze, testemunha plenamente esta assertiva; mas, tal como o Cristo, teve sua doutrina corrompida pelo clero levita. Isto é, assim como o Vaticano surgiu, três e meio séculos depois do Cristo, para liquidar com o Batismo de Espírito, e implantar um sistema de culto pagão, em nome do Cristo, assim teve Moisés a sua doutrina truncada pelo clero levita. Neste particular, o Cristo apenas restaurou a doutrina de Moisés, assim como fora dado a Kardec, ao espírito, conduzir os acontecimentos que culminaram na grande eclosão mediúnica do século dezenove, eclosão que não cessa de avançar em aumentos informativos de elevado nível espiritual. Cumpre assinalar a promessa do Cristo, pois disse Ele muito bem, sobre quem viria restabelecer todas as coisas. Tudo faz crer, e nós podemos falar com inteireza de autoridade, a respeito do encadeamento de tais acontecimentos. Afinal, quem poderia negar, sem cometer leviandade, a ingerência do Plano Diretor em todos os eventos do planeta? Sabemos terem sido todos os lanços informativos, ou todas as Revelações, esforços do Céu, do Plano Diretor, no sentido de alertar o homem sobre os seus potenciais internos. Os Vedas, os Budas, Rama, Krisna, Hermes, Orfeu, Apolônio; os Patriarcas hebreus, Moisés, os Profetas, o Cristo, etc.; tudo isso, resumido a um só trabalho informativo, significa cientificar o cidadão terrícola a respeito de suas virtudes latentes. Nenhum ofereceu mistérios nem milagres salvadores, estes são de invenção posterior, foram fabricados pelos cleros, pelas companhias de exploração. E o Cristo, a súmula revelacionista, batizando em Espírito, colocou ao alcance do cidadão terrícola a chave de todas as questões, a fonte límpida e contínua. – Eu, que comecei a minha educação espiritual em bases esoteristas, culminei na ciência do intercâmbio entre os chamados vivos e os ditos mortos. Foi o meu casamento, aos dezoito anos, que me conferiu ingresso nessas benditas práticas. Compreendi, então, pelo que me foi dado ler e praticar, que o Espiritismo comporta tudo quanto os antigos conhecimentos armazenam, e mais aquilo que só mesmo a Revelação ostensiva pode oferecer. Hoje, com o que há sido transmitido aos estudiosos, não existem problemas fundamentais, daí ou daqui, cujos trâmites não estejam catalogados em tratados, cujas leis não sejam conhecidas. A monumental bibliografia doutrinária de tudo trata, de tudo conta verdades sublimes. O século vinte transmitiu aos desejosos de muitas verdades, de saberes transcendentes, bastantes informes sobre as nossas condições de vida. O Céu em linhas gerais, empírico e hiperbólico, foi revelado como é, pelas mensagens mediúnicas. O diagrama astral, revelado ao homem através de obras elucidativas, completa uma parte dos ensinos que até então fora poupada. Qualquer ledor ordinário, sem mais recursos que um semi-analfabeto, sem mais recomendações mediúnicas do que um simples assistente de sessões práticas, lendo tais obras, sobre a vida nos planos astrais, faz-se consciente de verdades até bem pouco mantidas em grande segredo. O por quê desse ocultismo sabemo-lo muito bem. Mais do que as verdades reveladas pelos insignes mestres, muito mais, teve repercussão fantástica a versão corrompida, falsa e comercializada que os cleros infundiram. O Cristo, o batizador em Espírito, passou a vida mantendo colóquio com os espíritos; a guerra entre a Verdade e a Mentira, mantida pelo Divino Mestre, foi levada a cabo no âmbito da mais estreita colaboração com o plano astral. Expelia a uns, convocava a outros, de tudo extraindo imortais

ensinamentos, a tudo tributando as devidas atenções. Pois não é exato que Roma tudo fez para liquidar com o Batismo de Espírito? Quem vê, nas funções idólatras do Vaticano, um resquício que seja daquela maneira de culto apostolar tão bem exposta por Paulo na primeira carta aos Coríntios, capítulo quatorze? Quem poderia fazer confusão entre o culto dos Apóstolos e a miscelânea com que Roma investiu contra a Humanidade, tudo pervertendo, tudo transformando em mercantilismo e instrumento de politicalha e ignorantismo? Fácil de compreensão é, portanto, a função que cumpre ao Espiritismo. E se os homens é que o devem difundir, então diremos o quanto pesa sobre os mesmos a responsabilidade de seu culto. Não comporta dogmas, porque pretender limitá-lo seria obra de mentecapto. Sobre a Revelação lançou o Cristo o edifício de Sua Doutrina; quem seria capaz de predizer-lhe os tentos finais? A mediocridade humana intervirá, sem dúvida, poluindo a linfa cristalina; mas o seu poder corrente em tempo devolverá a limpidez, fará o serviço de restauração.

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.