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Capítulo 12 de 14
Rasgando O Véu — parte 11 de 13
O Grande Cisma · Osvaldo Polidoro
A pusilanimidade intelecto-moral, por injunção ou forçamento religiosista, ou tradicionalismo rampeiro, nalguns casos por mera superstição ou ignorância das leis, encarrega-se depois de enviar o indivíduo ao culto da mais frisante hipocrisia – tecer cantilenas à dor, levantar-lhe honras, como se, adular o efeito doloroso, não fosse o mesmo que ratificar a causa criminosa. E isto mesmo, entendamos bem, cantilenas que são muito bem feitas para efeito de exportação, porquanto aquilo mesmo de que trata com muito carinho em teoria, trata com azedume e aversão na prática. E que dizer do erro conceitual, da falta por suposição, uma vez que há sido imposta à Justiça Divina a responsabilidade, o patronato de sofrimentos e mais sofrimentos que, afinal de contas, são oriundos apenas de muita falta de critério, da excessiva negligência na usança da vida? Mário e Daniel passaram por todas as modalidades conceptíveis, depois de recolhidos e atrelados ao carrilhão do melhor conhecimento. Culparam ao credo esposado, quando eles mesmos é que ofereciam dinheiro e outras ofertas, em troca das possíveis indulgências perante a Grande Lei. Julgaram-se castigados por Deus, embora fossem integrais conhecedores dos atos delituosos praticados durante a vida toda. Deram-se a rezar muito, pensando convencer a Lei no sentido de perdão. E acreditaram-se dignos de perdão, por terem sido muito crentes, a seu modo, esquecidos de que o desfazimento é na razão direta do fazimento, da feitura. Mais tarde, mostraram-se ressabiados em face da necessidade de reencarnar, por julgarem a carne muito acessível aos rogos da inferioridade, enquanto que eles haviam afincadamente trabalhado, com o propósito de subtrair aos semelhantes, de roubar ao próximo, tudo quanto a eles apetecia possuir, ter de sobra! Seguindo na trilha do peso específico, do lastro cármico, da embalagem do passado, são agora dois ricos, pois sentem horror pela pobreza, e vivem metidos em ambientes de culto mediúnico inferior, onde se procura melhorar a vida, onde tudo é admissível, enquanto haja dinheiro, enquanto sejam satisfeitos os desejos de centenas de espíritos menos conscientes. Nós, naquela ocasião, fizemos o devido. Mais tarde, quando chegar para eles outra hora de aferição de obras, se formos indicados para traduzir a Lei, dar-lhe cumprimento, compareceremos e faremos. Caso contrário, outros farão o devido, na devida hora, porque a Justiça Fundamental não sofre a falta de soldados fiéis. E assim por diante, para eles e para nós todos, porque ninguém é mais nem menos perante as leis que regem o Universo.
Naquele dia, em que Mário e Daniel foram submetidos ao cadinho mediúnico, Bento o fora, também, na tentativa de cura para a sua surdo-mudez. Não se faz mister frisar a importância terapêutica da ingerência mediúnica; porque, em verdade, difícil é ingressar no conhecimento integral de suas profundas raízes. Para mim é impossível, pelo menos por enquanto. Por quê? Simplesmente porque o mediunismo se processa através do eletromagnetismo, cujas gamas, cujos alicerces emanam das profundezas do espírito, de sua natureza, da divindade que lhe é fautriz, evidenciando elementos de virtude e poder que escapam a quem, como eu, ainda palmilha a senda obscura da involução, das primeiras letras no vastíssimo pergaminho da Vida. Em conformidade, portanto, com os ditames da Lei, que refletem méritos ou deméritos, em singeleza de verdade inapelável e incorruptível, o contato mediúnico organizado e disposto em caráter evangélico opera maravilhas. Evangélico significa, para todos os efeitos, amorável, sublime, não importando a cor sectária que se queira ou pretenda arrogar, impor ou subentender, porque as virtudes do espírito são universais como o próprio Deus! Senão vejamos, compreendamos, penetremos no âmago de grandiosas lições vindas do Céu. Sim, do Céu, porque estes fatos, pela importância de suas ingênitas virtudes, significação e influências, só poderiam mesmo ter vindo das cimalhas divinas. Foi em trânsito pela amplidão dos desertos que Moisés, atendendo aos ditames do Plano Diretor, escolheu e reuniu setenta homens, a fim de que a mediunidade neles se manifestasse, para que, em senso de melhor justiça pudessem ajudá-lo a governar. Leiam tais relatos no Livro de Números, capítulo onze. Jesus Cristo, que veio para Batizar no Espírito, não setenta homens e sim toda a carne, foi realizar ou consumar o mandado superior num recinto que não era um templo sectário. Leiam os dois primeiros capítulos do Livro dos Atos dos Apóstolos, e todos quantos textos falam, nesse Livro, o mais puro, o menos adulterado, sobre as manifestações do Espírito, em línguas, profecias, curas e muitos outros fenômenos. Percorram, com inteligência, com honestidade mental, os capítulos doze e quatorze da Primeira Epístola de Paulo aos Coríntios, onde trata ele das faculdades mediúnicas e do culto dos Apóstolos, se porventura o faz em caráter sectário. Expandam, enfim, suas analíticas cogitações sobre o desencadear dos fenômenos mediúnicos do século dezenove, que tão vasta o quão profundamente, e em tempo curtíssimo, ultra-exíguo, abalou e fez movimentar as mais subidas mentalidades; perguntem se, porventura, foram procurados os donos de seitas, os que vivem à custa da fé, os encravados e encruados da clerezia exclusivista e ronceira. Tais acontecimentos, sem dúvida bastariam para testemunhar o espírito libertador e revelacionista do Evangelho, pois aquilo que antes dele aconteceu, não foi senão para lhe preparar sementeira, tanto quanto aquilo que posteriormente se deu, mais não constituiu, do que a complementação devida e profetizada. Compreendamos, de uma vez por todas, que nós, os espíritos, ou nos fazemos templos luminosos ou ficaremos sem luzes no templo, mesmo que adquirindo vastos domínios materiais, ainda que sendo proprietários de imóveis sem conta nem monta. Pretendendo aprender com as verdades mais simples, observemos quão gerais são as majestades telúricas, aquelas forças que representam pelo que escapa ao domínio dos fanatismos religiosos – não foram as seitas, não foram os estatutos humanos que criaram a Terra, o Sol, os Infindos Mundos, etc. Nem mesmo o ar que respirem, que de algum modo respiramos todos nós, apesar de ser bastante local, nem mesmo ele é menos comum e universal. Não é verdade que as lições mais simples são as mais completas e fundamentais? Volvendo, pois, desta digressão à margem ao assunto de que se tratava, queremos focalizar o caso Bento, por ser digno de algumas considerações, por lastrear elementos de fato altamente significativos. Bento fora por nós encostado a um médium bastante possante em sua capacidade ectoplásmica ou metérgica; e tudo com ele foi tentado, o quanto sabíamos nós, e mais aquilo que foi a contribuição
de elementos presentes e bem intencionados. De tudo zombava aquele fenômeno, aquele defeito psíquico que se traduzia como lesão orgânica apenas aparente. Digo orgânica referindo-me ao perispírito, ao chamado corpo espiritual, tão suficiente aqui para toda e qualquer ordem fisiológica, como nunca o seria aí um corpo mais denso. A menor densidade facilita acesso à maior intensidade; basta saber isso, portanto, para que se saiba o quanto é ele capaz de conferir elementos de oportunidade ascensível ou descensível, de melhora ou piora, para vocês inconcebíveis. Do corpo espiritual de Bento, nada podíamos conseguir. Estávamos nessa altura dos fatos, quando se apresentou no recinto uma entidade muito superior, direi refulgente, cuja presença fez crescer no ambiente o estado psíquico, o tom espiritual sublimado. Frente ao mensageiro superior, estacamos, aguardando a palavra que decerto viria. Depois de nos saudar, avisou-nos: – Não adiantam esforços, meus amigos, porque outras são as disposições a tomar. Vossas mensagens mentais atingiram o nosso plano, e aqui estou para vos instruir da melhor forma, a fim de que todos sejam satisfeitos; não digo pela cura de nosso irmão, mas sim pela oportunidade que alguns hão de ter, pois serão, os implicados na questão, postos a par de atos cometidos num tempo que vai longe, e num acontecimento histórico que fará época por todos os milênios do futuro. Se me não importo com a cura de nosso irmão, menos é por não avaliar o bem alheio, mas sim por mais estimar a Suprema Justiça, o fator que nobilita todos os efeitos da Vida, situando a tudo e todos com exatidão. Repito o que já vos foi ensinado, a vós outros que sois servidores da Verdade – nada fora da Lei! Suas palavras faziam fremir o éter ambiente, pela autoridade com que eram proferidas, pela certeza que traduziam. Verdadeiramente, nossas instruções sempre foram assentes num primeiro quesito fundamental – respeito à Lei! Jamais um instrutor, fazendo preleções, deixou passar aquela oportunidade apresentável de fazer essa recomendação. Os méritos do Amor, do grande Amor, são por Suprema Justiça. Sem Justiça, repetimos, até o Amor deixaria de ser. Isso já lhes foi dito e repetido muitas vezes. Falamos, é certo, da Justiça Divina; enquanto isso, lembramos aos homens em geral, e aos servidores da justiça humana em particular, em quanto importa agir bem ou mal. Porque, um dia, tudo será posto à frente de cada obreiro e nem um só ceitil passará sem ser contado! Entrementes, situando a justiça humana entre as verdades relativas ou falíveis, fazemos questão de salientar a importância do perdão entre irmãos. Deus, pela Sua Justiça, faz colher com exatidão. O homem, pelas obras de amor, cresce perante a Justiça de Deus! O grande mentor prosseguiu: – Tomastes parte num acontecimento histórico de total importância religiosa; fostes algozes do Cristo, da Verdade que por Ele foi exposta ao mundo. Tendes o que ver, antes do acerto de contas... Olhou-me com bondade, ordenando: – Volta com ele para tua região, aguardando novas instruções. Despediu-se e partiu, pelo que vimos num raio de luzes ultra a rasgar o espaço e penetrar nos confins estelares. Retiramos Bento dali, recomendamos o encerramento dos trabalhos e fomos no rumo indicado pelo mentor. Em trânsito para a nossa região, cuidando estar Bento em tristeza, pelo repetido fracasso, dissemos-lhe, por sinais: – É pena, irmão Bento... Mas, afinal, iremos saber algumas coisas mais... Ele me interrompeu, todo frenético, fazendo gestos que deviam querer dizer: – Pena? Isso nunca!... Vi um anjo de Deus!... Um anjo de Deus!... Viu como ele brilhava, como faiscava luzes tão bonitas?!... Etna comentou, ela que estava num estado parece que de encantamento: – Não deixa de ser um tremendo estímulo. Vale a pena ser espírito!... Um outro servo do bem, que nos acompanhara, fizera a sua emenda: – Vale a pena despertar os poderes latentes de que somos senhores por natureza. Vale a pena trabalhar pela iluminação interna. Viu como ele brilhava de dentro para fora?... Que quer isso dizer?...
Ora, enquanto as religiões ensinam a esperar os milagres de fora, os favores misteriosos que em verdade não existem, os mais inteligentes cultivam a ciência da iluminação interior... Eu atravessei muitas vidas, recapitulei muitos dias, confiando em palavrórios decorados, esperando o desfecho de bastantes posturas arrecadadas na vastidão do mercadismo formal... Aí está a diferença, a chocante diferença, a triste contradição. Bento, que aprendera bastante da arte de entender pelo movimento labial dos interlocutores, fez uns sinais que traduziam o seguinte pensamento, o pensamento que ele de fato lançava no éter: – Basta!... Basta de choradeira!... Admirei-me de sua atitude, sabendo que era incapaz de penetrar tanto no íntimo dos movimentos labiais, e muito menos capaz ainda de vasculhar os pensamentos alheios. Fiz-lhe um sinal, indagando: – Como entendeu o que está ele a dizer? Bateu com a mão sobre o coração, e, com isso, explicou-se: – Senti... Senti...
Se os planos inferiores do astral sujeitam os espíritos aos mais grosseiros estados, às mais infelizes situações, por representarem medidas de Justiça, coisa diferente se passa com os planos superiores, que por Justiça libertam, sublimam, deslumbram, divinizam! Sabemos que não há separação de fato entre o chamado Criador, a chamada criação, as Leis e as Virtudes; que tudo é uno; que a separação é aparente, é apenas para efeito de ordem. A UNIDADE FUNDAMENTAL é a realidade inconfundível. Mas, para efeito de ordem cada coisa tem o seu justo lugar no plantel do Universo. Deus, em Si mesmo, e no íntimo de cada criatura, delimita extensões, dá segundo as obras. O Céu é dos celestes, o inferno é dos infernais e assim por diante... De conformidade com a marca interior, assim o ambiente exterior... Que adiantaria discutir em contrário? Haveria inferno exterior, para quem o não sustentasse interiormente? E como não respeitar os direitos de um espírito sublimado? Quantas coisas pensei, durante minha estada no plano de habitação daquele alto mentor! Sorvendo aquele Céu, aquele matiz de Céu, considerei os que se acham nas regiões trevosas e fiz mil e um pensamentos sobre aqueles que, imersos, mergulhados na carne, e por ela nas dobras do materialismo, tudo negam, tudo traem, perdem as mais urgentes vantagens! Entretanto, o mundo é como é. A Vida Total escoa-se pelas vidas relativas, e o seu mecanismo observa ritmos fundamentais e eternos. Quem dispôs assim? Por que foi assim disposto? Seria justo pretender modificar? Como se faria isso? Quem poderia fazer isso? Com que elementos de ordem e poder? Deixemos de lado essas cogitações, que excedem astronomicamente aos nossos infantis recursos conceptíveis. Vamos tratar de nossas culpas de outrora, que bem podem constituir a explicação das questões acima vislumbradas. Fui procurado em minha residência, por um emissário daquele alto mentor; como viesse revestido de tão alta comenda hierárquica, deram-me, os meus superiores locais, a liberdade necessária. Isso me valeu uma entrada em plano superior, ingresso, como se diz por aí, em outros ares. Fui alçado ao mais e melhor! Que tem de melhor o plano mais elevado? Dizer em palavras é muito complicado, pois as palavras, até mesmo os temas conhecidos, as regras clássicas, não se revelam suficientes a tais cometimentos, a tais funções discernitivas. Todavia, lá vai um pensamento – o mais celestial é sempre o mais sublime, ainda que em matéria de sublimidades pouco ou nada podem objetivar, principalmente quando se trata de assuntos e coisas do plano espiritual. Mas é sempre o mais e o melhor, até mesmo o divino, o indizível, o indefinível. Eu sei como pensava no tempo em que me achava aí, arrostando com o peso da carne e imaginando, até podendo sentir, e bastante, as coisas do mundo espiritual; eu sei, repito, que tudo era medíocre, mesquinho, infinitesimal! Bastam, para tais confrontos, as sensações que nos transmitem os sentidos de paz, de liberdade, de amplidão, de contato direto com a Divindade! Ser de paz, nos domínios da morte, já é ser celestial. Disso não tenho dúvidas, porque vastas são as lições que a prática me tem ensinado. A paz é sempre uma graça espiritual; mas a paz, como a temos e fruímos aqui, é mais e melhor, é divinal! Ingressando no reino superior, ingressei no mais e no melhor. Que adiantaria dizer-lhe de outro modo? Como poderiam entender? Como poderia fazer-me entendido, se eu mesmo não posso definir, para mim, o que de fato é? O exterior revela-se glorioso e o interior exalta-se a tais impulsos; o interior vibra nas aras do excelso e o exterior oferece matizes sem conta de luz, de som, de apoteótica prodigalidade em geral. Um plano superior é um estado de festa sem limites, assim parece, mesmo considerando as limitações hierárquicas irrevogáveis. Porque, cumpre ter sempre em mente os estados seguintes, os graus que se prolongam na continuidade gloriosa da Vida Superior, dessa Vida que é o Alicerce Sagrado de tudo e de todos, e que num crescente evolutivo se vai expondo, numa apoteótica demonstração de íntimos e divinos poderes.
Podem afirmações místicas pretender revelar as glórias espirituais; que se façam cálculos sobre tudo quanto hão dito os Grandes Reveladores; mas que ninguém pretenda falar com certeza, a par da realidade espiritual sublimada. Crisna, no Sublime Cântico da Imortalidade, o Evangelho da Índia, afirma tal como é – das glórias espirituais só podem falar os que as experimentam. Jesus Cristo fez compreender isto por variantes modos. E nós, que deste palanque feliz lhes transmitimos informes, entramos em detalhes para avançar na tese, afirmando que, nestas plagas a variação de graus e matizes é vastíssima. Para baixo há de tudo, a fim de que a Grande Lei confira a cada um segundo sua evolução e merecimentos; para cima a regra judiciária confirma-se, ostentando na escala evolutiva graus que se desdobram sem conta e matizes que se multiplicam ao infinito, para que cada indivíduo em particular, e as comunidades em geral, possam receber, também na conformidade dos emolumentos progressivos adquiridos e firmados. Expor, entretanto, em natureza e potenciais, a esses graus, estados e nuances, seria impossível. A linguagem falece por estéril, enquanto que nossas próprias possibilidades sensitivas jamais alcançariam penetrações de tamanha monta. Ângelo, aquele alto mentor, deu-me explicações sobre múltiplos aspectos de sua região, e dos fenômenos deslumbrantes, e das realidades superiores, afirmando que verdades há, para os rumos acima, dos quais nada podia dizer, com certeza, por serem muito excelsos, demandando outras etapas evolutivas, isto é, outros merecimentos. Entretanto, afiançou, radiante de felicidade: – Sejam, porém quais forem as divinas alturas, nada há sem a marca da radical conhecida; tudo é lógico, tudo é por lei, não prevalecem mistérios nem milagres. Direi mesmo, entendam como bem quiserem entender, que um sentido de racionalidade jamais falta, servindo de baliza e linha de conduta, de regra geral e de plano funcional. Assim sendo, as belezas da Terra transmudam-se, sublimam-se e atingem soberanas altitudes, ganhando, alcançando expressões de inenarráveis glórias, sem, no entanto, perderem contato com a matriz, com a radical terrena. Vejam bem portanto, que um planeta representa uma expressão não apenas do Sagrado Princípio, mas também um ponto inicial de escala, comportante, em natureza, de relações as mais respeitáveis. E, se bem o quiserem entender, como poderia ser diferente, se tudo constitui parte da UNIDADE SAGRADA? Verdadeiramente, quem opinaria em contrário, observando o Universo destes encantados rincões?
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.