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Capítulo 9 de 14
Psicometria — parte 7 de 12
Nos Domínios Maravilhosos da Psicometria · Osvaldo Polidoro
Ninguém duvide de que a verdadeira autoridade está na Doutrina, à qual o Divino Modelo subordinou-Se, e não em autoridade temporal qualquer; muito menos ainda, irmãos, naquela instituição que é a corrupção, a imoralidade, aquele instituto tenebroso que figura no Apocalipse, do capítulo treze em diante, como sendo o pervertor e o blasfemo, que se levantou na cidade dos sete montes.
Quanto a Jesus, ninguém olvide que foi apresentado como Divino Modelo; que é para ser imitado em pensamentos, sentimentos e atos, nunca porém para ser bajulado através de fantocherias, de salamaleques inventados por homens, principalmente por aqueles que transformam a fé em meio de vida e capacho de mil e uma idolatrias e cambalachos políticos.
Este o caso em xeque, defronte a um frade, que se prontificou a ser psicometrado; porque ele pensou ser autoridade espiritual, em virtude de pertencer ao clero romano, tendo sofrido o impacto da Verdade, que graças a Deus vale como Verdade e não como religião, ou como simples facção humana, eivada de politiquismos e de grandes interesses mundanos.
Zainer, tendo pela frente o frade, assim viu e anunciou:
– Vejo o senhor, frade, muito cheio de preocupações sectárias... Vejo que os seus pensamentos não sobem, não atingem o plano espiritual, porque se chocam com a Verdade, sofrendo repulsão... O senhor olha muito pela sua maneira de saber e de crer, sem se importar com os problemas da Verdade, que é a Vontade de Deus...
O frade estrilou:
– Pois se sou um ministro de Deus!...
Paciente, Zainer replicou forçado pelo plano espiritual:
– É um ministro de seita, é um ministro de sua maneira de ver... Deus quer a Moral da Lei, Deus quer o Amor do Cristo, Deus quer o cultivo da Revelação que adverte, ilustra e consola... O senhor, frade, olha muito para fora e nada para dentro... O senhor é vazio por dentro...
– Sou fiel à Igreja! – esbravejou o frade, colérico.
O plano espiritual mandou dizer:
– Melhor fora que fosse fiel à Verdade, que como Doutrina trazida pelo Cristo representa a Vontade de Deus... O batismo de espírito veio por Jesus Cristo, a fim de ficar como instrumento de advertência, informações e consolações... O senhor é, apenas, um representante da igreja inventada por Roma, para arrecadar dinheiro e sujeitar os crentes ao Império, no quarto século. Ser cristão é uma coisa, ser católico é outra coisa... O senhor está fora da Lei, do Amor e da Revelação, para estar dentro da invenção romana, invenção
que foi imposta ao mundo ocidental a ferro e a fogo, à custa da inquisição...
O frade bramiu:
– Eu sou da Igreja!... Que é a Igreja?!...
– Jesus trouxe, para toda a carne, a Doutrina Excelsa... Ela se fundamenta, como temos dito, na Lei, no Amor e na Revelação... Os caminhos do espírito devem ser o Amor e o Conhecimento... E os objetivos a Pureza e a Sabedoria... E pelos atos, pelas ações, haverá a responsabilidade individual... Não existe instituição alguma temporal, de homens, que seja autoridade para libertar ou condenar a quem quer que seja...
– Que faço eu, então?!... – perguntou o frade, abismado.
E a resposta veio, pronta e imediata:
– O senhor respira, come e bebe, tendo o seu meio de vida... O seu comércio é esse, assim como outros comerciantes do mundo... Quanto a ser cristão, frade, isso é outra coisa, e coisa muito diferente!...
O frade empalideceu, perguntando:
– É... É coisa diferente?!...
Deram-lhe a explicação:
– Procure conhecer e ensinar isto: – a imortalidade do espírito, sua evolução e responsabilidade; sua reencarnação e comunicação, além de dizer que os mundos são habitados. Não se esqueça de dizer que é crime ajoelhar diante do pau e da pedra, bem assim como diante de homens fantasiados, que pretendem que as fantasias sejam autoridade espiritual...
O frade exclamou, patético:
– Seria preciso revolucionar tudo!...
Mandaram Zainer dizer e ele disse:
– Os renovadores já passaram pela Terra... A restauração, em base, já está feita... Estude Wicliff, João Huss, Lutero, Kardec... Procure conhecer o trabalho de todos aqueles que Jesus enviou ao mundo, para repor as coisas no lugar... Não se esqueça de que a obra da corrupção, levantada em Roma, na Roma do quarto século, devia e deve ter fim, para que a Excelsa Doutrina brilhe, de novo, no meio das gentes e até aos extremos da Terra, conforme está escrito no primeiro capítulo do Livro dos Atos dos Apóstolos...
O frade pôs-se de pé, andou para cá e para lá, vindo a murmurar:
– Agora sou velho... Agora não posso...
Ninguém mais disse nada, tudo ficou reduzido a silêncio, e enigma. Pouco depois
o frade se foi, confuso e acabrunhado, meditativo e triste. Parecia um novo Caifás em face da volta espiritual de Sua Excelsa Vítima. O homem que vivera fazendo confusão entre igreja e Doutrina, que tomara por tantos anos a nuvem por Juno, dali saíra de todo quebrantado e reduzido às suas justas medidas.
Alguém, deste lado, designado para acompanhá-lo, foi vê-lo a compulsar livros e a fazer comparações entre a Doutrina vivida por Jesus e o Espiritismo. E viram que o frade, sem deixar de ser o mesmo comerciante idólatra, passou a falar de outro modo aos fiéis, lembrando que ao menos se fizessem grandes atos de caridade, para possivelmente serem acobertadas algumas culpas infalíveis... Aprendeu, pelo menos, a confiar nas boas obras, depois de ler com atenção o último capítulo do Apocalipse, aquela voz que ignora igrejas estas ou aquelas e que lembra a responsabilidade dos atos individuais.
Existem criaturas que se abismam, que não compreendem o porquê de recomendarmos toda a atenção possível para com os Mandamentos da Lei de Deus, que foi mandada aos homens, em retransmissão, através de anjos, ou espíritos, pela função missionária de Moisés, um dos maiores preparadores do Caminho do Senhor, da função missionária de Jesus, o Ungido ou Cristo.
E nós também estranhamos que, sendo alguns espiritistas, ignorem que a Lei de Deus é completa, por conter em si todo o testemunho em favor da Moral, do Amor e da Revelação.
Como, porém, em matéria de penetração e assimilação ninguém pode fazer mais do que aquilo que a sua evolução lhe permite, eis que vamo-nos contentando com o pouco que é possível colher. Errados seríamos nós, procurando fazer com que todos entendessem, de um golpe, tudo quanto deverá vir a ser entendido algum dia, quando a evolução assim lhes permitir.
Não é certo que Jesus tinha muito mais para dizer, e não o disse, em virtude da incapacidade de assimilação dos contemporâneos? E como, irmãos, nós que ora fazemos o serviço de movimentação do Consolador, iríamos pretender que todos tivessem capacidade assimilativa total?
Entretanto, devo dizer, é chocante haver espiritistas que ignorem a importância da Moral, ignorando também a significação da Lei, quanto ao fenômeno da comunicabilidade dos espíritos, anjos ou almas, que no fim resume a mesma coisa.
É até algum tanto acabrunhante, irmãos, que muita gente se acredite recomendada perante Deus, pelo fato de viver em contato com o mundo espiritual, através de suas ou de alheias faculdades. Cumpre saber que as faculdades, como a própria palavra indica, sejam apenas ferramentas, instrumentos de trabalho, aquilo que pode muito bem ser até muito mal aplicado, como o fazem os macumbeiros e outros, aqueles que mercenarizam os trabalhos mediúnicos.
Joaquim veio um dia, trazido pela sua irmã Zulmira; e veio cheio de si, parecendo,
para ele, que havia açambarcado tudo quanto fosse profetismo ou mediunismo. Era a presunção em pessoa, pelo simples fato de ser um vidente regular, capaz de ver alguns espíritos, sem saber, é claro, que ninguém na Terra, como encarnado, é médium integral, é perfeito no que quer que seja.
Estando a ser psicometrado, disseram-lhe do seu passado, do seu presente, do seu futuro em linhas gerais, ficando as variações sujeitas aos atos que viesse a praticar. Porque o futuro está delineado, de certo modo, podendo ser imensamente alterado pela conduta da criatura. Assim sendo, feliz daquele que procura se harmonizar com a Grande Lei de Equilíbrio, de quem os Dez Mandamentos são a expressão intelectual, para conhecimento humano ou efeito doutrinário.
– Como poderiam falar sobre minhas faculdades e trabalhos? – interrompeu ele ao Guia de Zainer, reparando que não falava com o entusiasmo que para ele seria desejável, normal e obrigatório.
– Procure fazer o máximo em benefício alheio, para que reverta em seu benefício – foi-lhe dito com presteza, pois tudo nele estava sendo visto, visto e até mesmo deplorado.
– Mais do que faço e melhor?!... – estranhou ele, cheio de si.
E a réplica veio, direta e franca:
– Muito mais e muito melhor! Não avalie tanto os seus merecimentos...
Quase irônico, objetou:
– Quem está me vendo tem qualidades para falar assim?... Suponho que estejam vendo muito mal!...
Houve entendimento entre quatro elementos e o Guia dele, para que visse o ambiente espiritual reinante; e quando foi-lhe ordenado ver, mostraram-lhe muito menos do que a quarta parte do que poderia ser visto.
– Vejo perfeitamente! – exclamou, cheio de si.
– É muito pouco... – foi-lhe dito.
– Não vejo mais nada, não creio haver mais o que ver! – refutou ele.
Fizeram-lhe ver um pouco mais, pelo que ele disse:
– Chegaram mais espíritos brilhantes!...
Observaram de pronto:
– Já estavam aqui, como o estão muitos outros, a quem o irmão não poderá ver, enquanto se julgar aquilo que não é.
Joaquim emudeceu; e o mentor adiantou:
– Tenha muito cuidado, irmão Joaquim, com a sua conduta. Observe a Lei, tenha cuidado com os seus atos. Fiscalize a sua Moral, a quantia de Amor que põe em prática na vida cotidiana e o modo como exercita a Revelação. Tenha a Jesus por Divino Exemplo...
Joaquim interrompeu de novo ao Guia de Zainer:
– O Evangelho eu sei de cor, irmão!...
E o Guia disse-lhe:
– O Divino Exemplo de Jesus é que é o Evangelho, não porém as letras adulteradas e adulteráveis. Jesus viveu a Lei, em obras e não em conversas apenas, para que Seu Exemplo ficasse como maestria inabalável. E tendo deixado a Doutrina Perfeita, porque edificada sobre a Moral, sobre o Amor e sobre a Revelação, não cogitou de escrever. Quem viveu e deixou a Doutrina Excelsa e Viva, não tinha necessidade de andar estabelecendo a idolatria da forma. E se quiser bem entender, viva a Moral da Lei, e cultive a mesma Moral nos trabalhos espíritas. Há de reparar que, por mais que faça, muito longe estará do Modelo Divino, que muito fez e sem a jaça da presunção; que tudo fez de modo simples e humilde, ainda que fosse Aquele que tinha o espírito de profecia sem medida.
Joaquim ficou algum tanto aborrecido, pelo fato de não lhe termos feito rasgados elogios às suas faculdades e trabalhos mediúnicos; a verdade, entretanto, é que o pior não lhe foi dito, por medida de piedade e por ser lei a relativa liberdade a que todo o encarnado faz jus. Vimos, todavia, que nele todo havia mais presunção do que reais merecimentos, além de ser bem minguada a sua vidência.
Quando Joaquim se foi, alguém que estava presente, também espírita, fez a seguinte pergunta:
– É tão importante assim a Lei de Deus?
Zainer ia responder, mas não foi necessário, porque alguém que se achava oculto, usando de poderes que eu então ignorava, fez reboar no recinto:
– Pergunte a Jesus, através dos escritos que aí tendes, se existe maior documento sobre a Terra! E se duvidar dos escritos, pergunte a algum espírito, a alguém que seja conhecedor, que possa falar com autoridade, se da Lei algum ceitil passará, sem que tudo se cumpra! E se ainda duvidar, pergunte a si mesmo se está vivendo consoante as recomendações da Lei, quer seja em Moral, quer seja em Amor, quer seja em respeito à Revelação.
O que vimos, de onde mais e melhor se pode ver, é que o homem saiu macambúzio, constrangido e pensativo. Um amigo e companheiro de trabalhos socorristas, vendo aquilo, cheio de unção comentou:
– Certa vez, diante dos escribas e dos fariseus, Jesus perguntou: – “Qual de vós
me pode argüir de pecado?”
E depois de meditar um pouco, ele mesmo balbuciou:
– Em verdade, Renato, o termo de confrontação é a Lei de Deus; ela contém a Doutrina Integral, em teoria e em prática, porque o mesmo Jesus que a transmitiu por ordem do Pai, veio vivê-la mais tarde entre os Seus tutelados, para que a Lei fosse teórica e praticamente conhecida, posta integralmente ao alcance de todos os filhos de Deus, a quem Jesus vigia, instrui e orienta, através do Consolador. Moisés foi o instrumento carnal, o médium que serviu de transmissor, nada mais.
Foi com bastantes pensares que dali saímos, naquele dia, por causa de tudo aquilo que vimos e ouvimos. Embora sendo muito livres em relação aos encarnados, temos muito que saber e realizar ainda, por causa da evolução que ainda nos resta realizar e também pelos erros que ainda estão para ser resgatados. De um modo geral, temos ainda muitas contas a ajustar com a Lei de Equilíbrio, por termos andado a contrariar o Código Divino. As marcas da idolatria, os sinais das falsas juras, os estigmas do sangue derramado, os vincos deixados pela inveja, pelo egoísmo, pelos adultérios, por tudo quanto não foi honrar o próximo e beneficiá-lo sempre que possível, de tudo isso ainda temos para ajustar contas. E quando se nos deparam oportunidades de contato com elementos de planos mais altos, a consciência brada, clama em benefício próprio, sopesando fatos delituosos e rogando oportunidades de resgate, condições e situações que favoreçam o trabalho de libertação.
Quantas vezes imaginamos que estamos com a razão, ao pensar de certo modo, ao agir de tal ou qual maneira para com determinadas pessoas. Inconscientes de tudo em matéria ideoplástica; ignorantes de tudo sobre as leis de criação mental; irrefletidos a mais não poder, com respeito aos problemas do espírito, entregamo-nos aos desvios mentais, causando males a nós mesmos, cursando a esteira daqueles males que a medicina não pode curar, além de agravar o espírito em face da Lei.
A encarnação enfronha-nos em meio denso, pesado, além de nos articular com o complicado mecanismo físico; ela coloca-nos frente a frente com todo um mundo de relações, de choques e entrechoques, de onde resultam possibilidades várias de males pessoais e alheios.
Vejamos, por exemplo, este diagrama geral.
No centro, diremos, está a Centelha Divina, a Partícula de Deus, em estado de virtude dormente, de valor espiritual em potencial. É um pedacinho do Céu que não se despertou ainda, que está para acordar para a Luz, a Glória e o Poder. E no curso da evolução, atravessando estados de inconsciência total, de automatismo inconsciente, de automatismo instintivo, vem aflorando e vem dar na espécie humana, vem atingir o estado de consciência individual, de razão, de capacidade racional.
Porém, como tudo obedece à lei das gradações, a entrada no ciclo da razão
também tem muito que evoluir, para chegar a ser alguma coisa que de fato se possa chamar de razão. Pela razão investiga, acumula experiências, aumenta o potencial da mesma razão, chegando a ser realmente uma potência intelectual.
Antes disso, porém, tem muito que fazer, dará com os costados em muitos entraves, sofrerá tremendas quedas, reparará bastantes faltas, aprenderá a lição da prudência e impor-se-á severa conduta em matéria de observações, julgamentos e conclusões.
No homem encarnado, por exemplo, temos o Centro Psíquico, o espírito; a seguir temos os envoltórios energéticos, que se vão diminuindo de intensidade, até atingir as primeiras partículas do corpo astral, que outros acham de subdividir em causal, mental e etérico. A seguir temos a gama física, composta de gases, vapores, líquidos e sólidos.
Nesta disposição física, disposta para funcionar como organismo ou todo mecânico, há umas partes glandulares, um número de órgãos que funcionam como que ligados diretamente ao perispírito, ou corpo astral, onde se sabe que começa a ter origem e função o sistema nervoso geral.
Portanto, ou conseqüentemente, assim que o Centro Psíquico emite uma vibração, harmônica ou não com a Lei de Equilíbrio, haverá reflexo imediato sobre o sistema nervoso, que por sua vez o transmitirá ao sistema endócrino, obrigando-o a alterar a natureza das secreções. E havendo esta alteração, por certo haverá boa ou má saúde, assim como seja feliz ou infeliz, harmônica ou desarmônica a vibração emitida pelo espírito ou Centro Psíquico.
Raivas, ódios, invejas, remorsos, etc., todos os pensamentos que não são harmônicos, que fogem à Lei de Equilíbrio, tendem a envenenar, a matar aos poucos, a forjar a dor e a encurtar a vida. A Sabedoria Antiga já ensinava que, tendo começo na centelha psíquica, e atravessando chakras e plexos, as vibrações da centelha atingem o corpo físico, seja para curar ou adoecer, assim como sejam boas ou más as vibrações emitidas.
Jasmin, a jovem que chegou um dia, era nascida na Índia, era filha de árabes. Trouxe com ela um lenço, muito bonito, para ser psicometrado. Nada falando, entregou o lenço a Zainer, para ver o que Deus permitisse. E Zainer, apanhando a peça entre as mãos, descreveu:
– Vejo um espírito segurando um lenço igual a este... Dizem-me que é o seu duplo etérico e que o espírito foi a dona do lenço... O espírito, que é uma jovem, aponta para a senhorita presente, fazendo sinal de que precisa de suas orações... Não está sofrendo horrores, mas está muito acabrunhada, grandemente triste, como quem se arrepende dos erros cometidos...
Parou de ver e de falar, por um pouco, recomeçando:
– Aqueles quadros foram-se e outras coisas estão sendo vistas... Aparece a jovem, porém como menina, vivendo em país oriental... Vejo que cresce, que se faz moça, que começa a namorar... Surgem brigas, rancores, fuga... A jovem foge de sua casa, viaja para muito longe... Prossegue a vida, cheia de percalços, começando as rusgas, as brigas
violentas entre o casal...
De novo cessa de ver, estaca, para depois prosseguir:
– Vejo a mãe da moça... Dizem-me que não é mãe, que é amásia de seu pai, porque a mãe falecera ao nascer da menina... Esta mulher está fazendo feitiço, está lidando com feiticeiros, está entregando roupas da jovem a uma outra mulher, sendo que esta se liga a dois homens, que vão para um bosque e ali enterram objetos e praticam gestos, e ali fazem coisas infernais... Sombras levantam-se, tomam aspecto medonho, atravessam os ares e vão na direção... Vão atingir a jovem e seu marido, torturando-os, fazendo com que briguem, que se batam e se firam...
Outra estacada, novo silêncio, para logo recomeçar:
– A jovem visita uma senhora, alguém que está com maus envolvimentos e falalhe... A mulher ouve, escreve e guarda o papel... A jovem parte, a mulher entra em contato com os seus espíritos malfazejos, espíritos escuros, embuçados... A jovem reaparece, escuta a mulher feiticeira e entrega-lhe algum dinheiro...
Torna a calar por alguns segundos, depois continua:
– Cruzam-se espíritos trevosos e sombras malignas... Lutam entre si e batem-se dezenas de vultos negros... Sombras envolvem-se nos ares, caindo por terra, penetrando chão adentro... Observo que todos sofrem, que todos são vítimas de si mesmos, de seus atos malignos... A amásia fica doente, vai parar na cama e definha-se em pensamentos tristes... Vê quadros medonhos, porque fica presa de sentimentos de culpa...
Outra mudança de quadros e o psicômetra estaca; a seguir expõe:
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.