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Capítulo 14 de 14

Psicometria — parte 12 de 12

Nos Domínios Maravilhosos da Psicometria · Osvaldo Polidoro

– Moisés ajoelha e cai em oração!... Das alturas um corisco fende os ares e um grande, um luminoso espírito fala a Moisés... Este se ergue, encaminha-se para um lado e apanha duas lajes parece que preparadas... O grande espírito fala, em voz como de trovão, enquanto Moisés escreve nas lajes... Parece que o trabalho é custoso, mas o Profeta é tremendamente assistido! ... O grande espírito envolve o Profeta e este risca a pedra com vigor e pavorosa força!...

Novo lapso e nova narrativa:

– Estão avisando – diz Zainer – que esta foi a segunda subida de Moisés ao Monte... Afirmam que assim foi a Lei, mais uma vez, no seio de mais um povo, retransmitida aos homens... Dizem que a Lei contém tudo, a Moral, o Amor e a Revelação. Testificam que o Cristo foi a Lei Viva, contendo tudo quanto ela contém de modo teórico. E anunciam que nada mais será anunciado.

Zainer é tomado pelo Guia, que diz aos dois presentes:

– Se alguém, irmãos, dizendo-se religioso de qualquer religião ou seita, não quiser estar convosco, pelo fato de serdes discípulos do Cristo ou da Lei Viva, que contém em Si a Moral, o Amor e a Revelação, tende piedade desse alguém, pois ele estará fora da Lei e do Cristo! Quanto a vós outros, servidores da Excelsa Doutrina, sabei que o erro e

a ignorância desse alguém, desse infeliz alguém, em nada vos poderia honrar! Sede, pois, dignos filhos do Pai Divino, que vos enviou, em todos os tempos, Grandes Reveladores, tendo-vos enviado o Cristo Planetário, na ocasião propícia, para tornar o conhecimento da Verdade de alcance geral ou generalizado. A Verdade, como Doutrina, é a mesma Lei; e o Cristo, como Divino Modelo, é a expressão da Lei em caráter humano. Se souberdes cultivar a Lei, ou executá-la, consoante a demonstração feita pelo Cristo, estareis com a Moral, com o Amor e com a Revelação. Estareis, portanto, com todas as virtudes e com todos os conhecimentos necessários.

O presidente perguntou:

– Podeis dizer algumas palavras sobre o Espiritismo Histórico?

O Guia respondeu:

– Quem diz Grandes Revelações, não diz grandes religiões; infelizmente, sempre surgiram homens, ou grupos de homens, que transformaram as Grandes Revelações em obra de mercantilismo! Sabei, portanto, que os Grandes Iluminados sempre tiveram a Lei de Deus por base de conduta. Sem Lei não há Virtude e sem Virtude não há Autoridade! A Verdade é o conjunto, apresentado como Doutrina. É por isso que o Espiritismo representa a Ordem dada pelo Cristo Planetário, aos Seus Imediatos, em caráter de reposição das coisas no lugar. Tendes no Espiritismo a Moral, o Amor e a Revelação. Posso dizer-vos mais – aquele que recebeu a incumbência de dirigir os trabalhos restauradores, sob a égide do Cristo Planetário, dá-se por feliz de estar cumprindo com os seus deveres. A Doutrina, que Jesus apresentou como provinda do Pai Divino, foi restaurada como tal e como tal está sendo levada aos confins da Terra.

– Muito obrigado! – disse o presidente.

– Nada há que agradecer, porque estamos fazendo a parte que nos cumpre; é de todo glorioso servir a Jesus e aos Seus Imediatos. Tendo em mente, porém, que aí ficará a Doutrina reposta no lugar, ficando cada um responsável pelo uso que dela fizer. Ninguém poderá deslocar para outrem a sua responsabilidade individual, o produto de suas obras. Vide o capítulo final do Apocalipse, pois a obra restauradora é o seu prosseguimento, é o Novíssimo Testamento.

O Guia despediu-se. Houve silêncio e oração.

Ao terminar a tarefa que nos encomendaram, em companhia de muitos outros irmãos e amigos, queremos também render graças ao Céu, porque ela nos favoreceu o trabalho bendito, além de nos propiciar belíssimas oportunidades de observações infinitamente deslumbrantes. As maravilhosas faculdades do psicômetra foram vertentes de formosíssimas revelações, também para nós, os servidores deste lado. E por tudo quanto nos fora dado, nossas almas rendem graças ao Todo Poderoso, que é íntimo a tudo e a todos, porque é Onipresente, Onisciente e Onipotente. E se é Verdade Irrevogável que o progresso cumpre a todos os filhos de Deus realizar, é também Lei Inderrogável que ele será feito sob graças ou sob dores, segundo como for o comportamento de cada um. Não nos julgueis exagerados em matéria de exigência Moral; compreendei que, experimentados que somos, fomos para isso enviados, para falar a linguagem da experiência. Nossas dores representam, para convosco, o grande brado de alerta. Nossas

falhas hão de valer, por certo, advertências de tremenda importância. A hora cíclicohistórica reclama atenção, muita atenção, porque é de caráter transitivo, é a passagem de uma Era para Outra, sendo indispensável lembrar aquele tema onde figuram cabritos e ovelhas, os da esquerda e os da direita...

Como a verdadeira Mestra é a Lei de Deus; assim como Jesus, vivendo-A, foi apresentado como Mestre ou Modelo, procurai realizá-la em Moral, em Amor e em Revelação, pois assim obtereis duas vantagens fundamentais: pelo conhecimento da Verdade dareis fim aos conceitos enigmáticos, misteriosos e milagrosos, de que se valeram as instituições medíocres rotuladas de religiões, para se imporem aos povos menos avisados, e, pela execução da Verdade em vossos atos em geral, tornar-vos-eis realmente livres.

E então repetireis com Jesus, quando refletiu, em palavras, o grau de união em que Se encontrava para com o Pai Divino: – “O Filho do Homem veio do Céu e está no Céu”. Respondei, irmãos, a esta pergunta: Seria possível alguém dizer isso estando em desarmonia com a Lei de Deus ou Vontade de Deus? Atendei, pois, a este conselho: não é de ladainhas, não é de formalismos que a Providência está necessitando, por parte dos habitantes da Terra; é de obras dignas, é de exemplos libertadores, consoante Aquele que foi apresentado como Divino Modelo. Ninguém se confunda, portanto, esperando por algum redentor de fora, porque disso jamais haverá na Ordem Divina. Cada qual tem em si mesmo o Reino do Céu, e deve trabalhar para despertá-lo, porque não virá com mostras exteriores.

Eu, que um dia fiz um curso de aprendizado, depois de sofrer as penas decorrentes de minhas faltas, compreendi aquilo que deveis compreender, mais cedo ou mais tarde; isto é, compreendi que a Lei de Deus contém tudo, sendo que o Cristo de tudo é a Testemunha Viva, por exemplificar a Moral, o Amor e a Revelação. Se o vosso irmão, portanto, estiver contra estes fatores básicos, alertai-o, visto ser impossível estar com Deus e contra Deus ao mesmo tempo.

Raciocinai e vede que vos pedimos Inteligência, Amor e Trabalho, porque isso mesmo pedimos a nós mesmos, que somos iguais em Origem, Processo Evolutivo e Finalidade.

Deves estar lembrado, irmão que vens de ler esta narrativa, da morte de Rosália e dos seus dizeres na hora do desenlace:

– “Meu querido, eu voltarei... Ainda falarei contigo... Etc. ...”

Temos que, ao findar a obra, confirmar suas palavras; ela, de fato, escondeu-se atrás de um pseudônimo, sendo o Guia que direcionou os trabalhos de Zainer, o roteiro de suas atividades mediúnicas. Como espírito dotado de grandes valores acumulados, viera ao mundo para auxiliar, para guindar um irmão, alçá-lo do triste lugar em que caíra, levantá-lo da horrível posição em que se atirara.

Era seu esposo, apenas? Não! Antes de tudo somos irmãos, filhos do Pai Divino, sujeitos aos mesmos deveres e herdeiros dos mesmos divinos bens. Portanto, irmãos, havia entre eles o que há entre vós, entre nós, aparentes laços de sangue e familiaridade, enquanto que fundamentais leis de igualdade, de fraternidade, de mútuas obrigações emancipadoras.

Lá ao longe, segundo os conceitos humanos, porém aqui perto, segundo as leis de Deus, Zainer e Rosália foram sanguinários adversários. Ela, todavia, enveredou pelo sendeiro da redenção, triunfou sobre si mesma e elevou-se no quadro infalível dos aumentos vibratórios. Ele, porém, rumorejou pelos baixios, palmilhou lugares tristíssimos e repetiu vidas recalcadas de fracassos.

E ela, de alguns séculos a esta parte, revendo seus dias históricos, compreendeu a lacuna existente. Foi então que se dirigiu a seus superiores, indagando daquele irmão, daquele desafeto sanguinário.

– Está sofrendo, irmã, o preço das iniqüidades perpetradas... – foi a resposta que lhe deram, aqueles que sabiam das leis e das mútuas obrigações.

– Qualquer coisa me diz – acentuou ela – que devo fazer alguns esforços em seu benefício. Afinal de contas, erramos juntos!

– O superior, entre dois errados, deve auxiliar o inferior, desde que este se prontifique a trabalhar pelo seu ressarcimento. Porque, se é certo que na Ordem Divina jamais existiram enigmas, mistérios e milagres, certo é, também, que nunca deixará de existir a lei de cooperação. Investigue, portanto, se ele está disposto ao reerguimento, para auxiliá-lo em seus esforços redentores. Não terá que fazer favores, nenhum mistério irá encontrar, para beneficiá-lo; mas terá, como em todos os tempos, a Lei de Deus a seu favor, para auxiliar a quem deseje de fato ser auxiliado.

Ela saiu a campo, foi procurar o inimigo de outros dias; ele rondava os tristes lugares da subcrosta, sofria o preço de suas obras e de suas incoerentes atitudes para com a Lei de Causa e Efeito. Estava reduzido a escombro, mal se diria ali estar, nos fundamentos, um filho de Deus destinado a ser, um dia, Luz, Glória e Poder, ou reflexo da Divindade!

– Queres erguer-te, irmão, deste lugar pavoroso? – perguntou-lhe ela, toda comiseração.

Largado como se fosse um tolo, respondeu:

– Tudo não é apenas pavoroso?... Isto é tudo quanto há de bom...

– Nós mesmos – disse ela – temos o Reino do Céu dentro, para ser despertado e usufruído. As glórias do Pai estão em nós, devendo apenas serem por nós mesmos desabrochadas. É questão de conhecer a Verdade e de executá-la... Por ora, se quiseres, oferece um pouco de boa vontade... Eu te guiarei, eu te darei a mão...

– Quem és tu?... – perguntou ele, aparvalhado, porém interessado.

Ela meditou, depois respondeu:

– Um espírito irmão... Que importa saber ao certo quem sou, quem és tu, se a Lei é acima de parentescos e de particularidades?... Anda, vem comigo, vem descobrir a Luz Divina que está dentro de ti mesmo, que está enterrada nas profundezas do erro e da ignorância! ... Dá-me a tua mão, confia em mim...

Ele ergueu-se e acompanhou-a. Ali começou a sua jornada redentora, autoredentora, sob o influxo da Lei de Deus, de quem o Cristo Planetário é o Fiel Executor.

Vede bem, irmãos, como se cumprem as leis e os desígnios de Deus. Todos tendes, ao redor, em forma de parentes, familiares e amigos, ou mesmo inimigos, apenas a irmãos em Origem, Processo Evolutivo e Finalidade. Como é certo que ninguém erra nem acerta sozinho, convém lembrar sempre dos deveres reparadores, porque enigmas, mistérios e milagres não existem, prevalecendo sempre a realidade das leis e dos fatos.

Assim como foi com eles, como está sendo, assim mesmo será com todos nós; as religiões, ou coisas que se dizem tais, inventadas por homens, poderão negar a Deus o Supremo Direito de ser como de fato o É. Entretanto, os conceitos humanos passam, mas a Verdade permanece!

Lembro-vos, de novo, aquela sentença, a vós que tendes a Lei de Deus por Mestra e a Jesus Cristo por Divino Modelo: – o erro e a ignorância não vos podem honrar de maneira alguma. Fazei tudo, portanto, para estardes acima dos ramerrões do mundo. A Verdade não é religiosa, basta-lhe ser Verdade. Por isso mesmo, irmãos, é a Verdade quem livra, desde que conhecida e executada. Observai, porém, que conhecida e executada entre irmãos, na vida social, nos atos diuturnos. Já estais muito longe dos dias férteis em erros, em idolatrias, em fetichismos, em superstições; já não careceis de andar pelas trilhas indicadas pelas clerezias comercialistas, edificadas sobre nobiliarquias temporais, dogmas absurdos e blasfemos, cujo fito sempre foi servir imperialismos despóticos, conchavos de grupos, maquinações escusas, onde o bolso, a pança, os orgulhos e as vaidades humanas sempre andaram a se refestelar.

Pelo que vos tem ensinado a Excelsa Doutrina, cujos fundamentos são a Moral, o Amor e a Revelação, ou as forças que dignificam, que divinizam, que advertem, ilustram e consolam, bem podeis compreender que no vosso imo está o Supremo Juiz, o Tribunal Divino, jamais havendo mistério algum, milagre qualquer, que vos possa agravar ou libertar.

Através da Excelsa Doutrina, aprendereis em consciência a importância da iluminação interna, pela qual vireis a amar a Deus em Espírito e Verdade, assim como Ele é e deseja que o sejais! Porque a Moral da Lei, que é a da Excelsa Doutrina, está isenta de facciosismos sectários, está acima de conchavos de grupos, não toma parte nos sindicatos humanos que visam a sustentação e o funcionamento daquelas organizações supra designadas.

Através da Excelsa Doutrina, cujo Amor ensinado é aquele que verte da conduta social a mais excelente, compreendereis que o Reino do Céu, que é de ordem interior, é questão de essência e não de rótulos, é questão de alma e não de engodos inventados, sustentados e impostos pelos ganancismos de certos grupos.

Através da Excelsa Doutrina, que tem na Revelação o instrumento que adverte, ilustra e consola, tereis sempre lembrados a Moral que harmoniza e dignifica, e o Amor que sublima e diviniza. E a um tempo, como podeis observar, estais defronte à Doutrina Integral, ao Terceiro ou Novíssimo Testamento, porque estais na presença de Deus, da chamada Criação, da Verdade, das Leis Regentes, do Cristo e de vós próprios. De vós próprios que sois, em verdade, Cristos em desabrochamento!

E por isso mesmo, irmãos, estais na presença da interpretação total do Cristo, ou da Síntese Geral, porque estais observando a matéria elevada ao grau de sublimação, depois de atravessar todos os estados inferiores, desde que veio das primeiras energias condensadas, atravessando reinos e espécies, fornecendo ao espírito elementos e meios, condições e oportunidades. Sim, no Cristo tendes a Emanação vitoriosa, o espírito e a matéria, tudo que veio dos planos infra e se elevou, pela movimentação e evolução, aos planos ultra! No Cristo, ó irmãos, tendes as Terras e as Humanidades, tendes a vós próprios, porque a um tempo revela a infusão reinante entre o Pai e o Filho, entre a Lei e a Evolução das coisas e dos seres.

Compreendendo as leis regentes do Universo, compreendereis o Cristo como Medida Completa; e compreendendo o Cristo como Medida Completa, ou evolução espiritual e material levada a termo, tereis pela frente o caminho demonstrado plenamente, o ponto de referência a ser atingido.

Quem estará fazendo favor a terceiros, pelo fato de tomar exemplo com quem sabe, pode e é manso e humilde? Ou haverá, acaso, algum sectarismo que possa mais do que a Verdade, assim como foi ela revelada pelo Cristo, a fim de vir a ser conhecida dos homens de boa vontade e pelos seus esforços íntimos realizada?

Ao terminar a narrativa quero, muito propositalmente, fazer três considerações de ordem doutrinária:

a) A Lei de Deus contém três sentidos fundamentais, que são a Moral, o Amor e a Revelação. Para o espírito vir a conhecer e a executar a Lei de Deus, necessita de fazer toda a escalada biológica, toda a evolução através dos reinos e das espécies, até atingir o grau crístico;

b) O Cristo Planetário veio dar cumprimento à Lei de Deus, em Moral, Amor e Revelação, precisamente para Sua obra ficar servindo de Divino Modelo a todos os espíritos Seus tutelados;

c) O Espiritismo, ou início da restauração do Cristianismo primitivo, tendo por fundamento a Lei, que quer dizer a Moral, o Amor e a Revelação, nada tem com as religiões e os sectarismos que vingam pelo mundo. Basta-lhe ser como é, para ser evolutível ao infinito, no concerto da fenomenologia cósmica, de todas as verdades que, somadas, perfazem a Verdade Total. Será ridículo pretender aumentá-lo ou diminuí-lo, uma vez que ele é completo pelas suas virtudes fundamentais, uma vez que ele tem tudo para crescer, assim como o Cristo Histórico irá crescendo, na razão direta em que a Humanidade for compreendendo o Cristo Cósmico. Deus, a Verdade, a Lei e o Cristo, eis do que tratará o Espiritismo, em todos os tempos, até que a Humanidade esteja n’Eles integrada, por haver completado o ciclo evolutivo que lhe cumpre. Porque ele contém

tudo para ensinar bem, quer seja a respeito da ORIGEM, quer seja a respeito do PROCESSO EVOLUTIVO, quer seja a respeito da SAGRADA FINALIDADE DA VIDA!

Onde quer que se encontre, portanto, um espírita consciente, ali estará quem tem elevada consciência do Emanador, da Emanação, das Leis Regentes e das Virtudes Fundamentais de todos os seres. Não importa a ele o problema da Terra em particular, porque mentalidade cósmica que é, sua mente abrange o Infinito, por saber que universais são todas as coisas e todos os seres em Deus. Sua atuação jamais será no sentido de endossar a inferioridade, o erro e o crime, por saber que é a lei evolutiva a trilha que conduz à libertação final. Não se dará ao trabalho nefando de prestigiar as formas inferiores de culto, compenetrado que é de que o Divino Modelo, por ser Divino Modelo, cumpriu com o seu dever de Conhecedor Verdadeiro, sacrificando a vida pela Causa da Verdade e não a Causa da Verdade pelos mesquinhos e subalternos interesses sociais ou mundanos.

Quanto ao Espiritismo, ou Causa da Verdade, do que importa é ser ou não ser. E uma vez mais fica dito, que muito importa haver poucos e reais espíritas, do que muitos prosélitos sem a menor noção da função que lhes cumpre no mundo, função de todo iluminadora de almas, porém de bem difícil desempenho, pela dureza do meio, pelo materialismo reinante ainda nas grandes massas humanas terrícolas.

Naquele tempo, salientou Jesus que aos Discípulos da Luz cumpria ir pelo mundo e trabalhar entre lobos vorazes... Ele mesmo tendo escolhido doze principais, teve dentre eles um que traiu, outro que negou e ainda outro que precisou apalpar para crer... Por isso mesmo, não se acredite que de momento todos possam ser espíritas; porque a Causa da Verdade não é a causa da inferioridade, capaz de servir a todo e qualquer pretexto, desde que parecendo estar com a Verdade. Os lobos vorazes mais perigosos não são aqueles que se mostram como tais; são aqueles que, parecendo ovelhas, debaixo da aparência meiga escondem os piores propósitos. Não foram os materialistas e ateus que crucificaram a Jesus. E bem sabeis vós quais foram – os homens do Sinédrio!

Não seria prudente pingar o último “i”, sem dizer-vos que a Humanidade, ao findar o primeiro ciclo do Cristianismo, conta com muitos e não apenas com um só Sinédrio.

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.