[user_registration_my_account]
Capítulo 2 de 14
Preparando O Leitor
Nos Domínios Maravilhosos da Psicometria · Osvaldo Polidoro
O homem, desde que nasce, encontra-se imerso em um vasto oceano de vibrações oriundas de uma multidão de fenômenos e de seres que o cercam. E assim, como afinal acontece a tudo quanto existe, ele tanto emite como recebe as influências vibratórias do campo onde se situa. São emanações físicas, vitais ou psíquicas, que povoam o universo todo e impregnam os seres e as coisas existentes dentro de um mutualismo absolutamente determinístico.
Nesse infinito campo vibratório, cada fonte oscilatória age intensivamente na razão direta do seu estágio evolutivo. Do átomo e até mesmo das suas subpartículas infinitesimais aos mais vastos conglomerados cósmicos, as metagaláxias, tudo é fonte incessante e inesgotável de radiações sensíveis ou não aos nossos órgãos, embora estejamos inapelavelmente submetidos às suas influências. É dessa interferência mútua e constante entre todos os seres, que ressalta naturalmente a grandiosa lei do amor, da confraternização geral entre todas as criaturas de Deus; leis que não podem ser infringidas sem que se movimente contra nós a justiça substancial da causalidade.
O fato de sermos, nós os entes humanos, tanto fonte emissora como receptora dessas ondulações vibráteis, cria para nossa categoria de seres mais evoluídos, uma obrigação indeclinável de estudar essas interferências e ressonâncias, para melhor compreensão das altas finalidades da vida. Auscultando-as, medindo a sua intensidade e, mais que tudo isso, transformando ou traduzindo o seu código secreto, é que poderemos funcionar nesse complexo aparelhamento orgânico total, que é o universo, como agentes cooperadores do equilíbrio necessário à marcha ascensional de tudo quanto nos circunda. Dessa cogitação é que nasceu a Psicometria.
A mediunidade, que, de um modo geral, é dom integrante de todas as coisas e seres, representa para nós o meio capaz e seguro de nos conduzir à realização desses conhecimentos maravilhosos que, paulatinamente, nos irão descortinando outros universos aparentemente fantásticos. Se Deus é infinito, conseqüentemente a sua criação também o é, mas apenas nos será desvendada de acordo com o nosso merecimento, os nossos próprios esforços em busca dessa graça de amor e bondade.
A Psicometria, ainda muito pouco estudada, é, assim, um campo vastíssimo, infinito mesmo, de ensinamentos salvadores. É um tesouro fabuloso que só ainda não foi aproveitado porque o orgulho, a presunção e a intolerância hegemonizam a ciência, fazendo dela apenas um órgão de satisfação imediatista das coisas mais triviais da vida, e relegando à sua margem os transcendentais problemas do espírito. Mas, no dia em que ela renunciar a esse âmbito constrito da matéria que empana a sua razão, no momento em que ela vislumbrar a fulguração extasiante do reino da espiritualidade – verdadeiro reino maravilhoso de encantamento e glória – então será a Psicometria a viga-mestra de todos os nossos conhecimentos, outras leis mais avançadas revelar-se-ão ao homem, fazendo do seu atual saber verdadeiras bolhas de sabão a se desfazerem no ar.
Nenhuma vibração, uma vez emitida, jamais se desvanece ou se perde; ela subsiste eternamente gravada tanto no ambiente atmosférico como no duplo etérico de todos os seres e de todas as coisas. No espaço interestelar, ela caminha na sua projeção eterna rumo ao infinito desconhecido. As vibrações luminosas partidas de mundos afastados de nós
milhares de anos-luz, muitas vezes só atingem a nossa sensibilidade quando o seu foco gerador já nem mais existe. Os nossos atos, as nossas volições, os nossos pensamentos, que, como fenômenos, são outras tantas vibrações, estão definitivamente engrafadas no nosso duplo ou perispírito, assim como também as reações do mundo exterior que nos atingem. Somos, por assim dizer, filmotecas ambulantes à espera de que os operadores (neste caso, os psicômetras) exibam as “películas” imperceptíveis aos olhares comuns.
É por isso que, dizem as Escrituras, nada há oculto que não se venha a saber; realmente, tudo está arquivado na natureza. Em planos superiores é a lei psicométrica que identifica as personalidades. O nosso subconsciente é a nossa história mentalmente arquivada e pronta a se nos revelar a qualquer momento e, com especialidade, depois do nosso desencarne, para que se faça o exame de consciência.
É fazendo uso da Psicometria que os espíritos perscrutam o próprio passado ou de qualquer outra individualidade. É o livro aberto eternamente, em que a natureza exibe a todo instante a história de cada coisa, de cada ser.
Assim sendo, não há dúvida nenhuma de que a Psicometria representa a espinha dorsal da Revelação e, por isso mesmo, os fenômenos espíritas sempre acompanham os fenômenos psicométricos.
No final da presente obra encontrará o leitor o relato fiel de um processo típico de investigação psicométrica. Ela se faz no sentido regressivo do tempo, porque as vibrações são estratigrafadas, isto é, se sobrepõem em estratos vibratórios correspondentes a cada ocorrência e a cada data.
Visão maravilhosa do mundo e seus sucessos, nos estará reservada para o futuro, quando a ciência, menos petulante e mais sábia e prudente que hoje, por processos mecânicos, fizer a captação ou sintonização dessas vibrações imantadas na natureza e transmiti-las em luzes e sons, como hoje faz com a televisão, restaurando fielmente, sem deturpações inquinadas de sofismas, os quadros mais importantes da vida dos povos e das coisas. Ouviremos e veremos o Mestre na imponência da sua gloriosa missão em prol da recuperação do homem.
Essas são as belezas, entre outras muitas, que aguardam o homem cristianizado do futuro, humilde, sábio e fraterno, como deverá ser.
Heráclito Carneiro
Nos Domínios Maravilhosos
Da
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.