Voltar ao livro Nos Domínios Maravilhosos da Psicometria

Capítulo 10 de 14

Psicometria — parte 8 de 12

Nos Domínios Maravilhosos da Psicometria · Osvaldo Polidoro

– A jovem separa-se do marido, trabalha para viver, definha e também vai parar num leito, onde vive de esmolas... Vejo as duas a um só tempo, num mesmo quadro, vítimas de elementos malévolos, de envolvimentos negros e opacos...

Torna a parar e logo diz, admirado:

– Ambas deixam os corpos e engalfinham-se!... Lutam como se fossem feras e há muitos vultos negros em redor, alguns que gritam, outros que gargalham, outros que atiçam... Afundam as duas, vão descendo para a subcrosta, vão parar onde estão as sombras negras que se chocaram e afundaram... Continua a luta, prossegue a refrega, estando as duas esfrangalhadas, sujas, ensangüentadas...

Outro estacato e nova exposição:

– Descem alguns espíritos e retiram a jovem das garras da amásia de seu pai, que fica lutando contra as sombras, porque parece ter enceguecido... A jovem, todavia, é tratada pelos servidores da Lei... Explicam-lhe, falam-lhe... Ela ajoelha, roga a Deus perdão, chora copiosamente...

Novo silêncio, nova explicação:

– Colocam a jovem perto desta senhorita, porque esta senhorita faz muitas orações e se envolve em luminosidade verdeada... Ela, a jovem, diz que são primas em segundo grau... Afirma que foram parentes em outras vidas e roga suas orações...

Zainer anuncia o fim dos quadros. Comparece o Guia e fala aos presentes:

– Meus irmãos, tudo isso é comum e é muito velho sobre a Terra. Infelizmente é assim, neste pobre mundinho, onde as grandes lições do Céu ficam submersas, perdemse no emaranhado materialista e animalizado das funções humanas, da incompreensão e do egoísmo, da inveja e dos ódios vingativos. Tende muito zelo, amigos, pelo vosso patrimônio espiritual, pela vossa libertação, pelo necessário trabalho de iluminação interna. Lembrai-vos, o Reino de Deus não vem de fora, deve ser erigido no imo de cada filho de Deus! Escutai o Cristo externo, para o grandioso, para a gloriosa manifestação do Cristo interno! Buscai os caminhos do Amor e da Sabedoria, patenteai em vós mesmos a Pureza e o Conhecimento!

Deu alguns segundos de tempo e concluiu:

– Estas duas irmãs, como foi visto, não se prejudicaram somente pela guerra feiticeira a que se entregaram; não foram apenas vítimas de espíritos malignos; elas foram, sabei-o, vítimas de suas vibrações mentais raivosas, fazendo o sistema endócrino alterar-se, obrigando-o a envenenar o corpo com as suas secreções venenosas. Tende, pois, em mente, que os pensamentos infernais fazem o inferno comparecer e dominar em toda a pessoa, do espírito ao corpo, através da gama que é formada a começar dos envolvimentos energéticos. Porque a centelha psíquica vibrando, movimenta os envolvimentos energéticos, ativa os elementos da gama astral e força o sistema nervoso em geral, de onde surtem as más funções glandulares, o que motiva os tremendos envenenamentos do corpo somático. Se quereis ter em dia a saúde do corpo, tende em dia a saúde do espírito! Vibrai Amor, semeai Harmonia, para colherdes Luz, Glória e Poder! Sim, a vida carnal terá que vos entregar ao plano astral; e vireis a ser, irmãos, assim como vos houverdes feito, porque a morte não faz santos nem fabrica devassos!... Não espereis pelos mistérios, nem pelos milagres, porque caireis em desolação!... Movimentai vossas virtudes, trabalhai em vós próprios, honrai-vos como filhos do Pai Divino!... Não descureis da Lei de Equilíbrio, que está dentro de vós mesmos, para vos recompensar pelas mesmas obras!...

Aquela sessão de psicometria fora um colosso, porque dela surtiram grandes lições de caráter advertencial. Notamos que alguns irmãos, que haviam entrado com a aura mal colorida, saíram com ela melhor, porque os acontecimentos obrigaram aos melhores pensamentos. E uma vez mais, para quem tiver ouvidos de ouvir, aqui fica lembrado que importa muito aprender e orar em conjunto, enquanto se está viajando pela carne, em virtude das permutas fluídicas, que são curativas.

Nós mesmos dali saímos perfeitamente felizes, porque vimos as grandes modificações operadas em alguns irmãos. Isto porque, devemos confessar, grandes mágoas nos custam os vossos fracassos, o vosso descaso pelas coisas do Céu, que tendes em vós próprios e vos cumpre desenvolver. É penoso para nós, ver-vos apáticos em face do Reino do Céu, que não virá com mostras exteriores, que jamais poderá ser o resultado de vossos descasos ou da compra de idolatrias e simulações inventadas pelos cleros. Conhecei e amai, dai de vós o melhor, em vosso próprio beneficio!

Involução significa ignorância; ignorância significa pensar, sentir e agir de modo contrário à Lei de Equilíbrio, de quem a Lei de Deus é o reflexo intelectual e doutrinário, é a pedra fundamental do edifício doutrinário verdadeiro.

Depois de uma pessoa ser desconhecedora do que é melhor, certamente fará uso do que é medíocre ou pior, e com toda a certeza de que está agindo da melhor maneira, perante Deus e os homens. Lembrai-vos daqueles que esfolaram os Profetas, tendo em mente aqueles que martirizaram João Batista, Jesus e os Apóstolos; todos eles, os fanáticos e assassinos, tendo a Lei de Deus nas mãos, e dizendo-se dela executores, transformaram-se em contraditores, pervertores e entrevados.

Toda a história religiosa da Terra está cheia de exemplos formidandos, de provas daquilo que pode, em maldades, em perversidades, o fanatismo religioso, a ignorância das verdades fundamentais. E prova, também, o quanto sobe de monta o perigo dos fanatismos, quando os fanáticos fazem disso tudo o seu meio de vida. As duas forças unem-se, conjugam-se, engendram todos os recursos para a luta nefanda e infernal; e surgem, então, englobados, os mais terríveis inimigos do homem, lutando contra o próprio homem.

Fanatismo religioso, somado aos imperativos da pança, do orgulho, da vaidade, dos assanhamentos político-econômicos, por certo resultam em trágicos acontecimentos, em transgressões monumentais, em crimes de toda ordem.

De par com os erros maiores, de alcance coletivo, marcham os individuais, caminham os menores erros.

Consuelo metera-se em uma subseita protestante, e como tinha muito em si, no seu histórico espiritual ou cármico, para ser fanática, deu entrada numa fase de verdadeira psicose doentia, de grande ou intensa morbidez sectária.

Atraiu entidade espiritual de igual matiz vibratório, vindo a ficar, aos poucos, subjugada ao tal espírito. Com isso, é claro, foi revelando alteração mental, causando os primeiros transtornos à família.

Tiveram início, então, as visitas médicas e os esforços econômicos da família, sem resultado algum, porque o mal residia e imperava na esfera espiritual invisível. O mal de Consuelo era por ação reflexa, é claro, com a participação de sua vontade, e vontade que se estribava nos lastros cármicos, nas tendências criadas em outras vidas, quando fora impetuoso inquisidor e violento senhor de terras.

Um dia, falando pela milionésima vez, sua irmã carnal ouviu de alguém:

– Por que não tentar uma sessão de Espiritismo?

– Ela odeia todos os espíritas! – devolveu a irmã.

– Ela não é Deus para julgar nem está em condições de ser ouvida – replicou a interlocutora.

A irmã carnal da interlocutora falou:

– Isso já nos foi aconselhado... Mas eu nada digo, porque ela é casada e o seu marido também é da mesma religião. Não se pode falar com ele, da mesma forma que não se pode falar com ela. Os dois são fanáticos!... Além disso, meu cunhado ganha a vida ali, é o zelador e o guarda do templo. Sabe como é, como são as coisas?...

A interlocutora acrescentou:

– Mesmo assim, eu falaria. Ela não é sua irmã? O mundo não está cheio de religiões e de outros modos de ganhar o pão de cada dia?

A irmã da enferma balbuciou:

– Salvo se a senhora falar... Eu não falarei, porque eles estão meio zangados conosco, por causa disso mesmo; já foram dizer isso e outras coisas, julgando eles, ou ele, que fomos nós os inventores.

A interlocutora prontificou-se:

– Prepare uma oportunidade, que hei de falar!

E chegou mesmo a hora dela falar, e de falar com autoridade, porque estava de todo protegida. O marido da enferma tudo ouviu e calou, sem dizer palavra, sem dizer sim nem não.

Na hora da despedida, assim falou a conselheira:

– Quando quiser, fale comigo, que também já precisei do Espiritismo.

E, dias depois, foi preciso mesmo. O marido foi ao seu encalço, porque a esposa começara a fazer pregações em voz alta, no fundo do quintal. Era como alguém que desejava salvar o mundo, assim como aquele que a obsidiava, que fora também um fanático, morrendo em um manicômio. Era apenas um, como outros tantos, mais ou menos fanáticos, que pensam em sanar o mundo, em transformar a Humanidade num todo perfeito, enquanto que eles mesmos vivem a dizer e a fazer coisas erradas, por não compreenderem as leis do mundo e menos ainda as leis do espírito.

Primeiro sujeitaram a mulher a uma análise espiritual de caráter mediúnico; a seguir mandaram-na para a sessão de psicometria. Uma vez diante de Zainer, disse ele:

– Fala-me o Guia que, em virtude de ser um espírito sujeito a ímpetos, por falta de valores conscientes e analíticos, tomou-se presa de idéias fixas e entregou-se de todo ao curso mental nada interessante. Atraiu, também, uma entidade inconsciente, doentia, que lhe está ao lado, por sintonia vibratória. Um duplo caso de esquizofrenia, transformado num caso de dupla obsessão, com graves pronunciações patológicas para a

irmã enferma. Se isto for adiante, logo teremos as alterações das células cerebrais físicas, porque as células da gama astral já se encontram bastante alteradas, pela pressão do irmão que se lhe encostou. Embora em dose mínima, por ora, já se notam cargas nocivas, de energias doentias a lhe atrofiarem o funcionamento de certas zonas cerebrais.

– Podemos tentar a incorporação do irmão que se acha encostado? – perguntou o presidente.

– Por ela, não; por outro médium, sim – respondeu o Guia.

Foi feito o esclarecimento da tal entidade, ficando ela entregue, a seguir, a um nosso companheiro, que a entregaria na região espiritual necessária, para também continuar o seu tratamento. Porque no mundo espiritual, nas proximidades da crosta, as humanidades vivem em condições que pouco diferem da vida carnal, havendo de tudo quanto funciona na crosta, em matéria de instituições.

A irmã enferma foi entregue ao marido, com ordem de dar-lhe os medicamentos receitados pelo médico do Centro, por causa do abalo sofrido. Quando estivesse em condições, então far-se-ia alguma coisa pelo seu desenvolvimento, se fosse julgado útil ou necessário.

Quanto ao Guia, falando sobre o acontecimento, aconselhou:

– Já se vos disse, irmãos, que importa crescer interiormente, que importa se elevar o filho em Amor e Conhecimento, até integrar-se na condição de Espírito e Verdade, assim como o Pai deseja que Seus filhos venham a ser. Isto, porém, não se poderá conseguir por intermédio de dogmatismos, de fanatismos sectários, de clerezias quaisquer; isto, irmãos, consegue-se à custa de conhecer as leis de Deus e de sabê-las aplicar na vida cotidiana. Porque aquele que aprende com Deus, que é Infinito, jamais se faz restrito, misoneísta, sectário e fanático. Estes defeitos, irmãos, vivem em função da ignorância, por isso mesmo que seus escravos não querem aprender com Deus, antes pretendem ensinar a Deus. Fugi, pois, de semelhantes coisas e ações, para vos não agravardes para com a Lei da Harmonia.

Tudo na Ordem Divina, que quer dizer em Deus e em Sua chamada Criação, deve merecer o respeito máximo da parte dos filhos de Deus. Porquanto, querendo ou não, tudo é por Lei, nada é sem Lei. Já se disse que as leis regentes são a moral dos fenômenos; e ninguém poderá pretender que existam leis fundamentais inúteis ou que não impliquem em responsabilidade.

Sendo assim, importa que se observem os acontecimentos cíclicos, para fim de conhecimento e de observâncias à base de leis, de trabalhos e de merecimentos.

A questão ora em xeque é alguém que se apresenta em face do Cristo e de Sua função missionária; é o fato de quem pensa que sabe muito e faz apenas serviço de traição a uma Causa, que é a Causa Planetária, que é o destino da Humanidade terrícola, de toda

a Demografia Planetária.

Vamos ao fato, que fatos representam o porquê, a razão de ser do Universo e de tudo quanto nele existe.

Para efeito de estudo, precisamos discutir a função missionária de Jesus, sem discutir, por ser pueril, a Sua capacidade Moral, a Sua condição de espírito capaz de viver a Lei. Um espírito cristificado desde antes de haver Terra, de existir este mundinho, do qual foi o engendrador e é o Diretor, jamais seria um fracasso em Amor e Sabedoria. Disto, pois, não se discuta, não se faça praça.

Quanto à função missionária, que foi cumprir a promessa do derrame de espírito sobre a carne, disto importa tratar, porque a grande maioria vive em perfeito estado de inconsciência deste fato.

Dentre aqueles que se dizem, que pretendem ser iniciados, ou que se classificam a si mesmos de bom quilate espiritual, dentre eles é que surtem grandes desconhecedores dos acontecimentos cíclicos e da responsabilidade que daí decorre para o Planeta em geral.

Dizem-se conhecedores e vivem em regime de arcaísmo; pretendem ser mais e melhor do que os outros e fazem espiritualismo à maneira das crianças retardadas, que não saem do abecedário; concordam em teoria com a evolução e escravizam-se aos conceitos e preconceitos de portas fechadas, de mistérios e de enigmatismos.

Tudo isto, irmãos, ocorre muito e prejudica a obra geral de evolução, pelo simples fato de ser marginal ao trabalho messiânico de Jesus, o Cristo Planetário, que veio abrir as portas da iniciação para toda a carne; que veio trazer para o meio da rua, aquilo que Kabalistas, Essênios, Órficos, Sibilinos, etc., viviam a cultivar em secreto, de modo oculto ou esotérico.

Falando na Verdade, fazem o serviço da mentira; pregando a Evolução, não compreendem o trabalho a ser feito e prejudicam, porque seus intentos de separação e de ocultismo, de modo geral, prejudicam a ordem cíclica, barram o caminho evolutivo para a grande maioria. E que dizer, irmãos, daqueles que, no fundo de tudo, nada mais têm do que orgulho, do que presunção?

Porque, para falar a linguagem que convém, sondando por todas as partes, muita presunção se encontra e poucos valores de fato! Criaturas há, por esse mundo afora, que se acreditam grandes missionários, até mesmo Santos e Cristos, que em tudo provam apenas que são grandes mistificados e mistificadores!

Não sabem para si e pretendem ser mestres dos outros!

Vivem em estado de anarquia íntima e pretendem consertar o mundo!

Não se encontraram ainda e querem mostrar Deus aos semelhantes!

Não aprenderam ainda a cumprir com os mínimos deveres e fazem-se exigentes em matéria de direitos!

Vivem para seus orgulhos e egoísmos e clamam pela humildade alheia!

Nada sabem dar, mas tudo pedem e com exagerada sobranceria!

Praticam atos dignos de pena, enquanto se julgam a reencarnação dos Crisnas e dos Budas, dos Hermes e dos Cristos!

Estão mergulhados no pó da Terra, onde a vaidade os atirara, e pretendem a paridade com os Ramas e os Pitágoras, que viveram para as alturas dos conhecimentos transcendentes!

Não conseguem praticar o pouco que convém e é necessário, porque vivem para aquelas práticas que contraditam a Sabedoria e Vontade de Deus!

O nosso homem de agora, todo metido em suas importâncias, por causa do grau e do título conseguidos numa escola espiritualista, só conseguia encarar os semelhantes das alturas de sua presunção iniciática. Olhava de cima e de soslaio. Se não tinha essência, pelo menos usava prodigamente os rótulos de que dispunha.

– Vejo-o – disse-lhe Zainer – a se acorrentar com grossas e pesadas correntes... O senhor mesmo ata-se e acredita-se muito bem posto!... Vem agora um mensageiro do Alto que proclama a necessidade de trabalhar pela Doutrina trazida pelo Cristo para toda a carne... Brada ele, em altas vozes, para que se abram as portas do Conhecimento para todos os filhos do Pai Divino... Proclama para que ninguém fique nas portas, sem entrar e sem permitir a entrada aos seus irmãos...

– Mas eu sou tudo, sou iniciado! – exclamou ele, irônico – Nosso Mestre é impessoal, está representado em todos os Grandes Iniciados! Todos os Grandes Unidos, todos Eles, são para mim iguais!

Zainer repetiu-lhe o que o mensageiro disse, como resposta:

– Na hora cíclico-histórica, em que se restaura no mundo a Excelsa Doutrina, fundamentada na Moral que dignifica, no Amor que diviniza e na Revelação ostensiva, que adverte, ilustra e consola, é ordem da Diretoria Planetária a todos os homens de boa vontade, para que se façam seus dignos obreiros, para que a estendam aos confins da Terra, como se acha escrito no primeiro capítulo do Livro dos Atos dos Apóstolos. Quem quiser ser discípulo do Cristo, faça obra de cristão.

O tal homem disse, cheio de si, que já era um Cristo; e Zainer disse-lhe, assim como viu acontecer:

– O mensageiro se foi, depois de haver entregue a mensagem... Nada mais vejo a seu respeito. Tudo escureceu, meu senhor, a seu respeito.

O homem levantou-se, encolheu os ombros e disse que devia ter havido alguma confusão. Depois de ter-se ido, mal satisfeito, o Guia recomendou a todos os demais presentes, os diretores do Centro, que ficaram para a reunião mensal:

– Não vos galardoeis a vós próprios! Fazei o bem, cultivai o batismo de espírito; levai avante, a todos os irmãos, a Doutrina trazida por Jesus para toda a Humanidade. Tende horror aos títulos religiosos conferidos pelo mundo; sede, irmãos, simples e humildes, assim como o foi Aquele a Quem o Pai apresentou como Divino Modelo, como Exemplo a ser imitado.

A crosta, ou Terra sólida, é circundada de sete Céus, de sete faixas concêntricas e superpostas, que se subdividem em mais de trinta mil subcéus ou subfaixas. O mais um, que é o Céu Crístico, não se acha adstrito ao Planeta, e sim ao Sistema Solar. Os espíritos que até lá se elevaram, por evolução, ultrapassaram os limites vibratórios que jungem à lei de reencarnação.

Os Cristos, os Chefes Planetários, de Sistemas, de Galáxias e Metagaláxias, pairam acima das restrições a que se acham sujeitos os sete Céus inferiores; quando encarnam, para cumprir aquelas funções ditas de Celeste Ungido, fazem-no por vontade própria e revestidos de tremendos poderes, de altíssimas graças espirituais.

Assim sendo, à medida que se afastam da crosta, vão os Céus se tornando cada vez mais gloriosos, ou celestiais, ou divinos, até atingir aquele que é o Céu Universal ou Cósmico, o mais um, aquele que não é sujeito às leis comuns do Planeta.

E ao espírito cumpre, a ele que vem subindo a escala hierárquica, que vem atravessando a gama dos reinos, das espécies e das famílias, ir conhecendo as leis, para ir agindo com inteligência, para se ir empregando como quem sabe de onde vem, onde está e para onde marcha.

Tudo fica resumido, portanto, em saber o que é e para que finalidade existe. O mais tudo, como se compreenderá com facilidade, constitui o processo evolutivo, a trabalheira emancipadora, o cumprimento do programa autodivinizante, que se dará através do Espaço e do Tempo, e no curso das vidas sucessivas, para enfim terminar acima das cogitações de Espaço, de Tempo e de vidas sucessivas obrigatórias.

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.