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Capítulo 8 de 14
Psicometria — parte 6 de 12
Nos Domínios Maravilhosos da Psicometria · Osvaldo Polidoro
– Brigas em família, por culpa de pessoa incompreensível, fazem-me pensar em tudo, menos em coisas boas... E por não me julgar em condições, tenho-me afastado dos deveres mediúnicos...
O mensageiro informou:
– Pode dar a interpretação que bem entender ao fato; pode alegar a razão que bem entenda de alegar, para justificar a sua conduta errada; entretanto, foi apenas um percalço que devia vir, para experimentá-lo, em virtude das faltas passadas e do programa préestabelecido. Isso está contido no roteiro de sua vida, apenas não está escrito que iria curvar-se a tais injunções erradas. Procure reagir, porque o fracasso poderá tornar-se de graves conseqüências, quer no presente, quer com vistas ao futuro. Isto é, no presente irá parar nos fundos de uma cama, de onde sairá para o cemitério o corpo e para este lado o espírito, porém em situação gravosa... E com vistas ao porvir, terá pelo menos de passar pela mesma prova, porém agravada e defrontando os riscos do fracasso presente, que se marcarão rijamente, porque transformados em caso cármico, em lastro histórico.
– Vou procurar o trabalho, de novo... – murmurou o tal homem.
O mensageiro disse-lhe:
– Deixe de pensar nos reumatismos... As divergências de família trazem raivas, atraem elementos e energias que valem por tremendos venenos... De fora para dentro vêm os males, que se vão infiltrando, que se vão radicando, porque de dentro para fora os movimentos da mente são-lhes propícios. Tudo quanto tem, que acredita serem reumatismos, mais não são do que energias e fluidos perniciosos, em virtude dos pensamentos recalcados, angustiosos e raivosos. É puro fenômeno patológico, é alteração física por influência de agentes e de forças inimigas provindas do exterior.
Zainer voltou a si e anunciou:
– O seu espírito Guia quer falar.
Deu-se a comunicação do Guia, que lastimou a conduta do médium, dizendo:
– Ele devia entrar para um período de prova e eu fui intimado, pelos meus superiores, a me afastar. Não temos culpa de ter ele se entregado assim ao seu modo de pensar, de justificar o seu procedimento. Pelo contrário, quanto mais os mal-entendidos fossem aumentando, tanto mais devia ele se agarrar mais e mais ao trabalho espiritual. É com a Verdade que se triunfa sobre a Mentira, é com o Bem que se vence contra o Mal, é com a Sabedoria que se aniquila a Ignorância! Espero, agora, com o aviso presente, que volte às boas para com os seus deveres de servidor da Vontade de Deus.
Acabrunhado, o tal homem balbuciou:
– Concordo em que tenha errado...
E o Guia lembrou:
– Fosse você o único!... A Humanidade vive em fracassos contínuos, acumula faltas a mais não poder. Podemos dizer que muitos são os que se provam e poucos são os que triunfam, por falta de melhor conhecimento de causa, e, noutros casos, por falta de um pouco mais de perseverança no trabalho espiritual.
O Guia despediu-se e a sessão teve o seu fim. O tal homem, que serve de exemplo para muitas outras criaturas, dali saiu satisfeito e disposto a recomeçar a faina que lhe cumpria. Compreendera, enfim, que houvera sido muito imprudente.
A Sabedoria Antiga, a Ciência Secreta ou Iniciação Esotérica; tudo aquilo que foi e ainda é cultivo espiritual à base de Moral, de Amor e de Revelação, desde remotos tempos prega a necessidade de CONSCIÊNCIA CÓSMICA, ou CONSCIÊNCIA UNITÁRIA. Isto é, que de uma UNIDADE FUNDAMENTAL, chamada Deus, tudo deriva, tudo nela tem sustentação e n’Ele tudo alcança a Sagrada Finalidade.
Essa Excelsa Doutrina, que o Cristo veio confirmar e estender sobre toda a carne, com o Seu batismo de espírito, vive proclamando que cada qual tem em si o Reino do Céu; e que, conseqüentemente, esse Reino do Céu não virá com mostras exteriores, não virá de fora, mas terá que ser erigido no íntimo de cada criatura, pelos esforços da própria criatura.
E como todas as Grandes Revelações tiveram fundamento numa Lei de Harmonia, de Moral Divina, segue-se que jamais poderia alguém alcançar a plenitude psíquica, o grau crístico, sem palmilhar a vida nos âmbitos dessa mesma Lei Divina. Em sã verdade, realidade ou consciência, todos deveriam pensar, sentir e agir conforme a Lei de Deus ensina e concita. Porém, como os homens costumam perder-se nos dédalos da confusão, porque orgulhos e egoísmos soem poder mais do que a simplicidade e a humildade, eis que o mundo se enche de idolatrias, de formalismos e de superstições. Aquela cultura espiritual que deverá ser à base de Moral, de Amor e de Revelação, passa então a ser à base de clerezias comercialistas, realmente pagãs, porque empanturradas de simulacros, de meios materiais que iludem e que beneficiam materialmente aos que transformam as coisas da fé em meio de vida.
Assim sendo, em nome de Deus, do Cristo e da Religião, medram na Terra inteira aquelas práticas que aberram contra a mesma Lei de Deus, o Alicerce de todas as Grandes Revelações. É de pasmar, irmãos, como acontecem certas coisas no vosso e nosso pobre mundinho; é de estranhar como se apegam as criaturas, os filhos de Deus, a todas quantas mentiras e idolatrias lhes são apresentadas, desde que em nome de Deus, do Cristo e da Religião!
Deveriam, pelo menos, procurar a inteligência da Lei, para saber o que ela de fato contém, para servir de crisol, de juiz sobre as religiões, ou sobre aquilo que inventam certos homens e chamam de religião, para terem ali um meio de vida, o seu comércio. Isso, entretanto, não acontece; porque as gentes vão seguindo a tudo quanto aparece, vão atendendo a todas as idolatrias, vão se curvando a todos os simulacros, vão comprando superstições e ignorâncias, vão cultivando a mentira no lugar da Verdade, vão traindo o maior dos deveres.
E tanto aprendem a olhar para fora, a cultivar idolatrias, que se esquecem de que são partículas de Deus, de que trazem no imo as virtudes que, desabrochadas, desenvolvidas, resultarão em Luz, Glória e Poder.
Não procuram amar a Deus em Espírito e Verdade, que é como se pode amar a Deus acima de todas as coisas; pelo contrário, adoram vestes fingidas, paus e pedras, salamaleques e toda sorte de invencionismos humanos comprometedores.
Não se lembram de que é inútil pretender agradar a Deus, quando não se respeita e ama aos semelhantes; olvidam a obrigação de exemplificar a Verdade e o Bem, enquanto se aplicam aos cultos formais e desprezam os Mandamentos da Lei, aqueles nove que se seguem ao Primeiro, todos eles contendo ordens a bem da verdadeira fraternidade. Pelo contrário, pois aqueles mesmos que engendram clerezias pagãs, que vivem de vender simulações, eles mesmos se intitulam ministros de Deus, agravando tremendamente a própria situação e a dos irmãos, aos quais iludem e desencaminham.
Não atendem à Revelação, ao Instrumento Divino de advertência, ilustração e consolo, porque a idolatria os consumiu, tornou-os cegos ao batismo de espírito, à Graça trazida por Jesus Cristo para toda a carne.
Eis o retrato da Humanidade, depois do quarto século, quando a Excelsa Doutrina do Caminho do Senhor foi corrompida, para que vingasse aquilo que Roma forjou e que começou a impor ao mundo ocidental, em nome de Deus, do Cristo e da Religião. E como tal, e como não poderia deixar de ser, pululam pelo mundo aos milhões, aqueles que, viciados no erro, fanatizados pela idolatria, vão mergulhando nas trevas, vão repetindo crimes, e tudo isso enquanto pensam que estão sendo verdadeiros, fiéis a Deus e merecedores de galardões espirituais no após-morte.
A Terra está cheia de idolatrias, a Humanidade está mergulhada nos mais repelentes paganismos! E o pior, para todos os efeitos, é que tais paganismos e idolatrias se acreditam a verdadeira Religião, aquela que tem inicial maiúscula!
Fará alguém, todavia, que a Lei de Deus seja revogada? Nasceu alguém para derrogar a Lei? Os ceitis deixarão de ser contados até o último e pagos?
Por isso mesmo, que da UNIDADE FUNDAMENTAL nada será mudado, rondam pela Terra inteira, no plano carnal e por aqui, aqueles que se fiaram em seus simulacros, aqueles que nada procuraram fazer de verdadeiro e de bom. Porque, ainda que haja erros em parte, uma vez que prevaleçam na conduta boas ações, dignos atos de fraternidade, sempre haverá recompensa feliz. Quando, porém, como sói acontecer, a confiança é depositada nos rituais idólatras, na compra de simulacros, e não há dignas ações a contar em favor, então o desfecho é triste!
Foi um homem apresentado a Zainer, para ser psicometrado. Foi o presidente do Centro que o conduziu, porque a esposa do tal homem, um advogado, muito lhe falara sobre os males de que vinha o marido sofrendo.
– Vamos ver – disse o presidente a Zainer – o que ocorre aqui com o nosso doutor; ele tem um irmão que é médico, com quem falou por último, o qual o mandou procurar uma benzedeira, por certas analogias... Isto é, por causa de alguns males estranhos que uma tal benzedeira tem curado, onde a medicina em nada pode valer. Ora, nós sabemos o que são males causados por certos acúmulos magnéticos, ou fluídicos, males de que a medicina não trata, salvo raras exceções, quando o médico é conhecedor do assunto. Ele procurou-nos e nós vamos ver como poderá ele sair do embaraço em que vive metido; são dores de cabeça, tonturas, ameaças amnésicas, etc...
Zainer interrompeu-o, para dizer:
– Teve o doutor algum parente padre ou algum amigo íntimo?
O advogado respondeu de pronto:
– Meu irmão faleceu faz seis anos e pouco!... Era padre, como não?
Zainer informou-lhe:
– Espere um pouco... Chama-se Zacarias, diz o meu Guia...
– Meu irmão chamava-se Zacarias! – exclamou o advogado.
– O padre está segurando a cabeça com ambas as mãos, como quem está sofrendo tremenda dor de cabeça – anunciou Zainer, que parecia estar algo perturbado.
– Meu irmão faleceu de apoplexia... – esclareceu o advogado.
– Seu irmão brande as mãos, como quem está escutando e reclama pedindo socorro... Afirma, com sinais de cabeça, que é isso mesmo... Gesticula e roga que se lhe faça alguma coisa... Ergue as mãos ao Céu e clama por Deus...
O advogado ficou nervoso, ouvindo aquilo, pondo-se de pé e a andar para um e outro lado.
– Você poderia recebê-lo? – perguntou-lhe o presidente.
Zainer respondeu como lhe dissemos deste lado para responder:
– Eu não posso recebê-lo, porque ele está muito mal e eu não estou hoje muito bem de saúde.
O presidente saiu, foi chamar sua esposa e com ela voltou. Ela era médium de boas faculdades. Uma vez sentada ao redor da mesa, comunicou-se primeiro o seu Guia, dizendo:
– Não se precipitem, meus irmãos!... Disso há muito, há muito mais do que vocês pensam. Ao demais, a Lei é vivíssima, tudo está de acordo com a Justiça, a quem ela aciona. Portanto, o ideal não seria pretender sanar um fato, e sim o erro geral, a fábrica que produz tantos males!...
– Compreendemos perfeitamente – anuiu o presidente.
O Guia do médium prosseguiu:
– Lastimável em grande escala é o fato de haver instituições ditas religiosas e que comportam, em sua estrutura dogmática, erros crassos e disposições absolutamente contrárias ao evolvimento dos filhos de Deus; escolas que pretendendo ser de fé em Deus, nada mais fazem do que blasfemar contra as leis fundamentais da Vida e que regem as coisas e os seres; que vivem de práticas idólatras e que se levantam contra a Moral, contra o Amor e contra a Revelação; que trocam o verdadeiro culto, que é o culto do Amor e da Sabedoria, pelos mais bastardos vícios simuladores, pelas bajulações que se compram e que se vendem, que a Deus jamais poderiam convencer, porque Deus quer Verdade e Amor e não pagodeiras mercantilistas em nome da fé. Terminando aqui a minha observação, recomendo que tragam os corações inflamados de Amor e os cérebros cheios de Conhecimento da Verdade. Porque Deus quer Amor e não fingimentos, quer Sabedoria e não adulações.
Saído o Guia, apresentou-se o padre, que exclamava:
– Por Deus!... Quem me acode?!... Tirem-me esta dor!... Eu morro!...
Disseram-lhe que era já um espírito desencarnado; falaram-lhe de estar em uma sessão espírita, a se comunicar por intermédio de um médium; mas o padre a nada atendia, porque a dor o acutilava e ele apenas conseguia pedir socorro:
– Matem-me!... Acabem com esta dor!... Oh!... Meu Deus!...
Zainer ouviu o seu Guia, que ordenou fazerem concentrada oração; e assim foi feito, sendo que a seguir o padre foi retirado da médium, para ser instruído deste lado. Como era hora de seu esclarecimento, normalmente foram-lhe feitos tais benefícios, vindo ele a se assustar um pouco, ao reconhecer que estava desencarnado e numa sessão espírita.
– Vai para a senhora médium – disse-lhe o mentor que foi designado para esclarecê-lo.
Tornado ao aparelho mediúnico, rendeu graças a Deus pelo que lhe fizeram, vindo a seguir o seu interlóquio com o irmão.
– Eu não sabia que estava ao teu lado, meu irmão espiritual e material; e não sabia, também, que a Divina Providência assim determinara, por ser chegada a minha hora de conhecer o estado e a tua hora de conhecer a Verdade. Segue este caminho, meu irmão, que fala das verdades de Deus diretamente aos cérebros e aos corações, sem interferências fingidas, idólatras e mercenárias. Estuda, eis o que mandam te dizer deste lado, para que conheças e vivas a Verdade, e a Verdade conhecida e vivida te faça um dia, quando para aqui retornares, alguém muito mais feliz do que eu sou agora, agora que estou livre daquele tremendo, daquele infernal sofrimento.
– Estão aí alguns outros parentes nossos? – perguntou-lhe o advogado.
– Estão vários deles, porém muito bem situados, pois foram eles que receberam a incumbência de me guiar os passos, quando foi hora de eu ser esclarecido e curado... Curado, sim, pois este corpo é realmente um corpo, e tanto pode ser são, como pode ser doentio.
– Alguém mais poderia falar comigo, dentre os presentes? – inquiriu o advogado, ansioso e satisfeito.
O padre foi convidado a se despedir, para que outro parente falasse ao advogado.
– Eu vou sair, porque me ordenam, para que outro fale contigo. Perdoa-me, irmão, pelo que te fiz sofrer. Mas, peço do fundo do meu coração, aprende a grande lição que o Senhor te envia, através dos fatos que vêm de se dar. Deus vos pague a todos e até breve, se Ele, o Bom Deus, assim quiser. Eu devia ter aprendido antes a fazer a Vontade de Deus, em lugar de impor a mim e ao próximo as tristes e feias vontades de certos homens, daqueles que corromperam a Doutrina do Senhor.
– Eu, por enquanto, nada entendo de Doutrina, meu irmão – disse o advogado.
– Até breve – replicou-lhe o padre – e trata de aprender a Doutrina da Verdade, que isto mandam que te diga e eu sei que é o que convém.
Saído ele, veio uma nossa irmã, progenitora de ambos, assim dizendo:
– Tomo este aparelho – foi ela dizendo – enquanto meu coração de mãe sente júbilos celestiais! Meu filho, que ainda vives a vida carnal! Desperta a todos os nossos para o conhecimento da Verdade! Fala com desembaraço, com tolerância e com firmeza ao mesmo tempo, para que te faças o cicerone de muitos, para que os livre de tremendos contratempos no porvir, quando soar a hora do desencarne. Eu quis ter um filho médico, um filho padre e um filho advogado. Tive-os, bem sabes, meu filho; mas somente agora começo a me sentir feliz... Deixem-me chorar... Eu quero derramar lágrimas... Quero que elas digam ao Bom Deus o quanto me sinto hoje feliz, pelo fato de estar reparando alguns males, males que pratiquei sem saber, julgando que fazia a Sua Vontade! ... Espero, meu filho, que sejas para com os outros parentes a voz que adverte, a voz que ilustra e a voz que endereça aos rincões da consoladora Doutrina do Cristo. Não daquelas que em nome de Deus e do Cristo ensinam a blasfemar contra as verdades de Deus e do Cristo, mas sim
daquela que se fundamenta na Lei de Deus, no Amor e na Revelação. Até logo e não olvides a tua obrigação. Lembra-te filho, que acaso não existe... Há, em tudo isto, a Vontade de Deus, que se impõe através das leis e dos acontecimentos que as leis fazem eclodir. Deus vos pague a todos, Deus vos guie os passos durante a vossa peregrinação pelos caminhos do mundo.
Foi, deveras, o começo de uma gloriosa jornada para aquela família; uns após outros foram vindo, foram entrando para a Doutrina do Senhor. O advogado fez-se um dos grandes na oratória espírita, tendo feito imenso número de prosélitos, de estudiosos da Doutrina. Ao desencarnar, estando presentes seus familiares e muitos mais, veio ele a reconhecer as vantagens do trabalho fiel. Porque é feliz o espírito que, ao desencarnar, tem pela frente aqueles que foram indicados para o serviço de recepção, de boas-vindas a estes planos de Luz e de Paz.
Deus é igual para com todos os Seus filhos, aos quais sustenta e determina, após havê-los emanado ou manifestado; é do imo que os torna sujeitos às Suas leis, e leis que são fundamentais, sem jamais ter outorgado a instituição alguma o direito de ter autoridade sobre eles, para ganhá-los ou perdê-los.
É um tremendo ato de blasfêmia, meus irmãos, dizerem certos cleros que representam a Vontade de Deus, ou que Deus os tenha edificado para serem Seus representantes. Jesus jamais empregou a palavra que corresponde a igreja, nunca fez menção a instituição alguma, pois sempre falou em Doutrina, salientando que não era Sua e sim do Pai. A palavra igreja quer dizer reunião de pessoas, em grego, e nada tem que ver com a Excelsa Doutrina, que é livre pela Vontade de Deus, que jamais será escrava de homens ou de invencionismos humanos quaisquer.
A Verdade, como Doutrina, é Lei, é Amor e é Revelação! Em matéria de Moral, de Fraternidade e de Mediunismo, quem poderá se afirmar o proprietário?!
Entre o Pai e o filho estão apenas as leis fundamentais e a responsabilidade do próprio filho; afora isso, irmãos, estão as mentiras forjadas por homens, mormente aqueles que, cuidando de seus imperialismos sanguinários, no quarto século inventaram o pior dos cleros, aquele que em nome do Deus, do Cristo e da Religião impuseram ao mundo a maior soma de erros, de idolatrias e de crimes de variada ordem.
Fica bem lembrado, irmãos, que cada um tem obrigação de conhecer a Doutrina trazida pelo Cristo para toda a carne, para que, uma vez conhecendo, procure ser moralizado, fraterno e capaz de honrar a Revelação como instrumento de informes, de advertência e de consolações várias. E isto, fica repetido, para efeito de responsabilidade individual, porque a cada um será dado segundo as suas obras, e não segundo sua religião ou coisa que se pareça com religião.
Não podemos, irmãos, falar de outro modo, quando investidos de responsabilidade, quando postos a funcionar como servidores da Vontade de Deus, que se expressa através da Lei, do Código de Moral que em si comporta o Amor e faz honra
ao ministério da Revelação. Não podemos encobrir peçonhas e maldades, mormente quando estas se apresentam como se fossem virtudes, pelo fato de se imporem em nome de Deus, querendo passar como se fossem representantes de Sua Vontade.
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.