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Capítulo 3 de 13

Alphonse de Grand Boulogne — parte 2 de 3

Carta de um Católico sobre o Espiritismo · Dr. Grand

(Nota 1) Lendo esta obra sente-se que o autor fala, não apenas como homem convicto, mas como homem de experiência que a tudo observou com uma perfeita independência de ideias. Tudo ali é discutido friamente, sem exageração. Todas as consequências ali são deduzidas de argumentos tão justos que se poderia dizer que a filosofia ali é tratada matematicamente. Quando mais tarde tive a ocasião de ver o Sr. Allan Kardec, e de ler seus outros escritos, reconheci que estava ali o fundo de seu caráter e o que era próprio de seu espírito. É um homem essencialmente positivo, que não se emociona com nada, e discute os fenômenos mais extraordinários com tanto sangue frio como se se tratasse de uma experiência comum. ‘Para se apreciar de maneira correta as coisas, disse ele, é preciso observar sem entusiasmo, pois o entusiasmo é fonte da ilusão e de muitos erros.’ Ele discorre sobre as coisas do outro mundo como se as tivesse sob os olhos, e no entanto ele não fala delas como inspirado, mas como daquilo que existe de mais natural no mundo.

Ele no-las torna, por assim dizer, palpáveis, pois possui, sobretudo, a arte de fazer compreender as coisas mais abstratas; é, pelo menos, a impressão que senti ao ouvi-lo falar, e que muitas outras pessoas, como eu, também sentiram. O caráter dominante de seus escritos é a claridade e o método; se a isto ajuntarmos um estilo que permite lê-los sem fadiga, ao contrário da maioria das obras de filosofia, que exigem penosos esforços para serem compreendidas, não se ficaria admirado pela influência que seu estilo exerceu sobre a propagação da Doutrina Espírita. A esta explicação, que em poucas palavras julguei importante dar, acrescentarei uma simples observação sobre uma das causas que, em minha opinião, contribuíram poderosamente para dar o crédito de que gozam as obras do Sr. Allan Kardec: é a ausência de todo sentimento de aspereza para com seus adversários.

Um homem não se coloca em evidência, como ele o fez, sem suscitar muitos ciúmes, muita animosidade; entretanto, em nenhuma parte se encontra o mínimo traço de rancor ou de malevolência, a mínima recriminação endereçada àqueles dos quais ele poderia se queixar. Desde a minha iniciação no Espiritismo tenho frequentemente tido a ocasião de vê-lo na intimidade, e posso dizer que jamais o vi se preocupar com seus detratores; é como se eles não existissem. Ora, confesso que o caráter do homem não contribuiu pouco para corroborar a opinião que eu tinha concebido em favor da Doutrina, quando li seus escritos. É evidente que se eu tivesse reconhecido nele um homem ambicioso, intrigante, ciumento e vingativo, teria dito que ele mentia aos princípios que professa, e desde então minha confiança na verdade dessa Doutrina teria sido abalada. Essas reflexões, em forma de parênteses, me pareceram úteis para motivar uma das causas que mais fortemente me levaram a prosseguir, com comprometimento, meus estudos espíritas.

Uma outra circunstância, não menos preponderante, vem se juntar às demais e me explicar, ao mesmo tempo, a profunda indiferença do autor para com as diatribes de seus antagonistas. Eu estava um dia na casa dele no momento em que ele recebia sua correspondência, muito numerosa como de hábito. Encontrava-se ali um jornal em que notadamente o Espiritismo e ele próprio eram amplamente escarnecidos. Havia também muitas cartas que ele leu igualmente para mim, dizendo: ‘Ireis agora ver a contrapartida, e podereis julgar o que é o Espiritismo.’ Entre as cartas, algumas eram pedidos de conselhos sobre os atos mais íntimos e frequentemente os mais delicados da vida privada. A maioria continha a expressão de indizível felicidade, do reconhecimento mais tocante pelas consolações que se havia encontrado na Doutrina; pela calma que ela havia proporcionado; pela força que ela havia

dado nas circunstâncias mais afligentes; pelas boas resoluções que havia feito tomar. ‘O que vedes aqui, me disse ele, se renova quase diariamente. Os autores dessas cartas me são, na sua maioria, desconhecidos, mas eis aqui um, e eu conheço muitos que estão na mesma situação, que sem o Espiritismo se teriam suicidado. Acreditais que a satisfação de ter arrancado homens ao desespero, ter trazido a paz a uma família, feito pessoas felizes, não me compensa largamente por algumas pequenas e tolas críticas da parte de pessoas que falam de uma coisa sem a conhecer? Acreditais que uma só dessas cartas não compensam, de sobra, algumas maldades das quais fui alvo? Aliás, teria eu tempo de me ocupar com aqueles que zombam? Eu prefiro, bem mais, dar meu tempo àqueles a quem eu posso ser útil. Não tenho somente para mim a consciência de minhas boas intenções; Deus, em sua bondade, reservou-me um gozo bem maior, que é o de ser testemunha do bem que a Doutrina Espírita produz; e eu julgo, pelo que vejo, sobre a influência que ela exercerá quando estiver generalizada.

Não se trata de uma utopia, pois ela é essencialmente moralizadora; vede por vós mesmo a reforma que ela opera sobre os indivíduos isolados; o que ela faz sobre alguns, o fará sobre cem, sobre mil, sobre um milhão, pouco a pouco, compreende-se. Ora, suponha uma sociedade penetrada dos sentimentos do dever que o senhor vê expressos nessas cartas, acredita o senhor que ela não hauria daí elementos de ordem e de segurança? As cartas que o senhor acaba de ouvir são todas de pessoas esclarecidas; mas veja esta; é de um simples operário, outrora imbuído das ideias sociais mais subversivas; ele figurou de maneira lastimável em nossas lutas civis; tinha votado um ódio implacável àqueles que julgava favorecidos às suas custas, e sonhados coisas impossíveis: que diferença de linguagem agora! Hoje ele compreende que a passagem na Terra é uma provação, e, embora procurando um bem-estar muito natural, não o pede às custas da justiça.

Não inveja a felicidade aparente do rico, porque sabe que existe uma justiça divina, e que essa felicidade, se não for merecida aqui na Terra, terá terríveis reversos em outra vida. E por que ele pensa assim? É porque lho disseram? Não, mas porque adquiriu, pelo Espiritismo, a certeza dessa vida futura na qual não acreditava, e porque pôde convencer-se por si mesmo da situação daqueles que nela se encontram; porque seu pai, que em vida o mantinha em suas ilusões, veio ele mesmo dar-lhe conselhos cheios de sabedoria. Ele blasfemava de Deus, que considerava injusto por ter favorecido algumas de suas criaturas; hoje compreende que esse favor mesmo é uma provação, e que sua justiça se estende tanto sobre o rico quanto sobre o pobre. Eis o que o torna submisso às suas vontades, bom e indulgente para com seus semelhantes, feliz em sua mediocridade laboriosa.

Acredita o senhor que o Espiritismo não lhe prestou um serviço maior do que aqueles que se esforçam para lhe provar que não há nada após a vida aqui da Terra, princípio que tem por consequência que se deve procurar nela a sua felicidade a qualquer preço? Eis, senhor, o que é o Espiritismo; aqueles que o combatem é porque não o conhecem; quando for compreendido, ver-se-á nele uma das mais sólidas garantias de felicidade e de segurança para a sociedade, pois não serão os adeptos sinceros que a perturbarão. Confesso que nunca havia encarado o Espiritismo sob este ponto de vista; agora compreendia seu alcance, compadecia-me daqueles que nele viam apenas um fenômeno curioso de mesas girantes. Perguntava a mim mesmo se a doutrina dos diabos e demônios do Sr. De Mirville poderia dar semelhantes consolações; se ela era de natureza a reconduzir os homens ao bem e à fé religiosa, e se não era feita, ao contrário, para deles os afastar,

inspirando-lhes mais temor do que amor, mais curiosidade do que sentimentos bons e humanos. Era a luz, e, contudo, ainda não era a convicção. Efetivamente, para transformar em certeza essa sedutora probabilidade, para ter uma fé inabalável, não basta simpatizar com a doutrina; é necessário que o testemunho dos sentidos apoie o assentimento da razão. Ora, eu nada tinha visto; mas, após a leitura de O Livro dos Espíritos, não pude afastar uma necessidade invencível de conhecer. Li ainda, vi médiuns escreventes, e algo faltava sempre à minha convicção. Pude, finalmente, assistir, em algumas reuniões íntimas, à evocação de um Espírito que respondia por meio de pancadas inteligentes (raps). Essa prova encantadora jamais se apagará de minha memória. Que indizível emoção! Quando, após as primeiras pancadas ouvidas, e como que para responder às minhas exclamações de surpresa e de alegria, o Espírito bateu a seguinte frase: “Coragem! Mesmo após um milagre; pois os incrédulos vos expulsarão, como os judeus expulsaram o cego de nascença de São João Batista.”

(Evangelho de São João, cap. IX) E, no entanto, uma alegria maior me estava reservada. Pude ter em minha casa, tão frequentemente quanto o desejei, manifestações idênticas àquelas que me haviam comovido tão profundamente. Desde então, meu coração experimentou uma felicidade imensa. A imortalidade da alma, essa verdade outrora apoiada apenas na fé religiosa, assumiu subitamente o caráter de uma realidade material, tangível e perfeitamente apreciável pelos sentidos. Tal foi o primeiro efeito de nossas piedosas comunicações. Os tormentos da fé, as incertezas pungentes do futuro, o pavor do último dia, dissiparam-se como por encanto, e o pensamento da eternidade, inseparável até então de um vago sentimento de terror, será doravante um pensamento feliz, igual à posse de um tesouro irrevogavelmente adquirido. Uma satisfação ainda mais completa, se é possível, foi constatar mil pontos de contato entre a nova doutrina e o Cristianismo. Os dois ensinamentos pareciam se confundir. O sentimento religioso despertou em minha alma; penetrado de reconhecimento pelas graças com as quais o Mestre divino me havia cumulado, bendisse-O e amei-O com um amor que nunca havia conhecido. Então, escrevi a carta seguinte, publicada pelo Sr. Allan Kardec na Revista Espírita do mês de agosto de 1860, sob o título de Concordância Espírita e Cristã:

Ao Sr. Allan Kardec, Presidente da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas. Senhor Presidente, Desejando ardentemente fazer parte da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, mas forçado a deixar a França brevemente, venho solicitar a honra de ser aceito como membro correspondente. Tenho a vantagem de vos conhecer pessoalmente e não necessito vos dizer com que interesse e simpatia acompanho os trabalhos da Sociedade. Li vossas obras, bem como as do Barão de Guldenstubbé e, consequentemente, conheço os pontos fundamentais do Espiritismo, cujos princípios adoto sinceramente, tais quais vos são ensinados. Como protesto aqui a minha firme vontade de viver e morrer como cristão, esta declaração me leva a vos fazer a minha profissão de fé, e talvez vejais com que interesse minha fé religiosa acolhe naturalmente os princípios do Espiritismo.

Na minha opinião, eis como as duas coisas se associam: 1. Deus: criador de todas as coisas. 2. Objetivo e fim de todos os seres criados: concorrer para a harmonia universal. 3. No universo criado, três reinos principais: o reino material, ou inerte; o orgânico ou vital; o intelectual e moral. 4. Tudo é criado e submetido a leis. 5. Os seres compreendidos nos dois primeiros reinos obedecem irresistivelmente, e por eles a harmonia jamais é perturbada. 6. Como os dois primeiros, o terceiro reino está submetido a leis, mas goza do estranho poder de subtrair-se a elas; possui a temível faculdade de desobedecer a Deus: é o que constitui o livre-arbítrio. O homem pertence simultaneamente aos três reinos: é um Espírito encarnado. 7. As leis que regem o mundo moral estão formuladas no decálogo, mas se resumem neste admirável preceito de Jesus: Amai a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a vós mesmos. 8. Toda derrogação da lei constitui uma perturbação na harmonia universal. Ora, Deus não permite que tal perturbação persista e a ordem deve ser necessariamente restabelecida.

9. Existe uma lei destinada à reparação da desordem no mundo moral, e esta lei está contida por inteiro na palavra: expiação. 10. A expiação efetua-se: 1º – pelo arrependimento e os atos de virtude; 2º – pelo arrependimento e as provas; 3º – pelas preces e as provas do justo, unidas ao arrependimento do culpado. 11. A prece e as provas do justo, embora concorram da maneira mais eficaz para a harmonia universal, são insuficientes para a expiação absoluta da falta; Deus exige o arrependimento do pecador; mas com esse arrependimento, a prece do justo e sua penitência em favor do culpado basta, à eterna justiça, e o crime é perdoado. 12. A vida e a morte de Jesus põem em evidência esta adorável verdade. 13. Sem livre-arbítrio não há pecado, mas também não há virtude. 14. O que é a virtude? A coragem no bem. 15. O que há de mais belo no mundo não é, como disse um filósofo, o espetáculo de uma grande alma lutando contra a adversidade; é o esforço perpétuo de uma alma progredindo no bem e, de virtude em virtude, elevando-se até o Criador. 16. Qual a mais bela de todas as virtudes?

A caridade. 17. O que é a caridade? É o atributo especial da alma que, em suas ardentes aspirações para o bem, esquece de si mesma e se consome em esforços pela felicidade do próximo. 18. O saber está muito abaixo da caridade; ele nos eleva na hierarquia espírita, mas não contribui para o restabelecimento da ordem perturbada pelo mau. O saber nada expia, nada resgata, em nada influi sobre a justiça de Deus: a caridade, ao contrário, expia e apazigua. O saber é uma qualidade; a caridade, uma virtude. 19. Ao encarnar os Espíritos, qual foi o desígnio de Deus? Criar, para uma parte do mundo espiritual, uma situação sem a qual não existiria nenhuma das grandes virtudes que nos enchem de respeito e de admiração. Com efeito, sem o sofrimento não há caridade; sem o perigo não há coragem; sem o infortúnio não há devotamento; sem a perseguição não há estoicismo; sem a cólera não há paciência, etc. Ora, sem a corporeidade, com o desaparecimento desses males, desapareceriam essas virtudes. Para o homem um pouco desprendido dos laços da matéria, neste conjunto do bem e do mal há uma harmonia, uma grandeza de ordem mais elevada que a harmonia e a grandeza do mundo exclusivamente material.

Isto responde em poucas palavras às objeções fundadas sobre a incompatibilidade do mal com a bondade e a justiça de Deus. Seria preciso escrever volumes e mais volumes para desenvolver convenientemente essas diversas proposições. Entretanto, o objetivo desta comunicação não é oferecer à Sociedade uma tese filosófica e religiosa; eu quis apenas formular algumas verdades cristãs em harmonia com a Doutrina Espírita. Em minha opinião, tais verdades constituem a base fundamental da religião e, longe de enfraquecer-se, fortificam-se com as revelações espíritas. Permito-me, também, externar uma queixa contra os ministros do culto, que, enceguecidos pela demoniofobia, recusam o esclarecimento e condenam sem exame. Se os cristãos abrissem os ouvidos às revelações dos Espíritos, tudo quanto no ensino religioso perturba nossos corações ou revolta a nossa razão desvanecer-se-ia de repente. Sem se modificar em sua essência, a religião ampliaria o círculo de seus dogmas, e os lampejos da verdade nova consolariam e iluminariam as almas.

Se é certo, como diz o Padre Ventura, que as doutrinas filosóficas ou religiosas acabam invencivelmente por se traduzirem nos atos ordinários da vida, é bem evidente que uma nação iniciada no Espiritismo tornar-se-ia a mais admirável e a mais feliz das nações. Dir-se-á que uma sociedade verdadeiramente cristã seria perfeitamente feliz. Concordo. Mas o ensino religioso tanto se faz pelo temor quanto pelo amor; e os homens, dominados por suas paixões, querendo a qualquer preço se libertar dos dogmas que os ameaçam, serão sempre tão numerosos que o grupo dos cristãos perseverantes constituirá sempre uma fraca minoria. Os cristãos são numerosos, mas os verdadeiros cristãos são raros. Não acontece assim com o ensino espírita.

Embora sua moral se confunda com a do Cristianismo e, como este, pronuncie palavras cominatórias, há tão rico tesouro de consolações; é, ao mesmo tempo, tão lógico e tão prático; lança uma luz tão intensa sobre o nosso destino; afasta tão bem as, trevas que perturbam a razão e as perplexidades que atormentam os corações, que, na verdade, parece impossível a um espírita sincero negligenciar um só dia trabalhar pelo seu progresso e, assim, não contribuir para restabelecer a harmonia perturbada pelo transbordamento das paixões egoístas e cúpidas.

Pode-se, pois, afirmar que, propagando as verdades que temos a felicidade de conhecer, trabalhamos pela Humanidade e nossa obra será abençoada por Deus. Para que um povo seja feliz, é necessário que o número dos que querem o bem, que praticam a lei da caridade, supere o dos que querem o mal e só praticam o egoísmo. Creio em minha alma e estou consciente de que o Espiritismo, apoiado no Cristianismo, é chamado a operar esta revolução. Imbuído de tais sentimentos e querendo, na medida de minhas forças, contribuir para a felicidade de meus semelhantes, ao mesmo tempo em que busco tornar-me melhor, peço, Sr. Presidente, para fazer parte de vossa Sociedade. Aceitai, etc.

O Sr. Allan Kardec fez seguir esta carta das reflexões seguintes: Esta carta dispensa comentários e cada um apreciará o elevado alcance dos princípios nela formulados, de uma maneira ao mesmo tempo tão profunda, tão simples e tão clara. São esses os princípios do verdadeiro Espiritismo, que certos homens ousam ridicularizar, pois reclamam o privilégio da razão e do bom-senso, por não saberem se têm uma alma e não fazerem diferença entre o seu e o futuro de uma máquina. Acrescentaremos apenas uma observação: Bem compreendido, o Espiritismo é a salvaguarda das ideias verdadeiramente religiosas que se extinguem; contribuindo para a melhoria das criaturas, provocará, pela força das coisas, o melhoramento das massas, e não está longe o tempo em que os homens haverão de compreender que nesta doutrina encontrarão o mais fecundo elemento da ordem, do bem-estar e da prosperidade dos povos; e isto por uma razão muito simples: é que ela destrói o materialismo, que desenvolve e alimenta o egoísmo, fonte perpétua de lutas sociais, e lhe dá uma razão de ser.

Uma sociedade cujos membros fossem guiados pelo amor do próximo, que inscrevesse a caridade no frontispício de todos os seus códigos, seria feliz e em breve veria apagarem-se os ódios e as discórdias. O Espiritismo pode realizar este prodígio e o fará, apesar dos que ainda o agridem, porquanto passarão os agressores, mas o Espiritismo permanecerá. Esta apreciação tão benevolente do Sr. Allan Kardec não deterá as objeções, sobretudo do ponto de vista dogmático. Tentemos preveni-las.

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.