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Capítulo 14 de 14
Novo Lar — parte 3 de 3
As Margens Do Mar Morto · Osvaldo Polidoro
Nossos pensamentos fizeram-se unos. Não mais lentamente demandamos a nossos penates. Num abrir e fechar de olhos, eis-nos em casa. A madrugada ia avançada em nossa região; fomos descansar. Nossos corpos de espírito fremiam, nossos cérebros ardiam, nossas almas estavam sublimadas. Os dias foram-se passando. Hoje, nas trabalheiras do Consolador restaurado, em tempo reposto no lugar, ganhamos nossas palmas de vitória, lenta mas seguramente. O que fez, o que faz, o que fará o Espiritismo na carne e por aqui, disso todos um dia serão testemunhas fiéis. É Causa. Paira acima dos homens. Os infiéis migrarão para outros planos, planos de purgação dolorosa, onde forçosamente trabalharão por reformas internas, que lhes garantirão, um dia, o direito do mesmo testemunho em prol da mesma VERDADE. Porque sendo ela uma só, um só será o testemunho a dar. Relativamente aos homens, ou melhor, às suas concepções espiritualistas, temos que afirmar ser cedo para uma compreensão uniforme. O Consolador, que o Divino Mestre instaurou, no dia de Pentecoste, como se lê no capítulo dois do Livro dos Atos, foi em seguida truncado em seu poder ilustrador e reformador, pelos homens menos sensatos. Debalde o Apóstolo Paulo escrevera tão bem, ensinando qual o sistema de culto dos Apóstolos, na primeira carta aos Coríntios, capítulo quatorze. Aquela disposição aos ensinos da Revelação, muito teria feito a bem do aprimoramento das gentes, espiritualmente, moralmente, intelectualmente, cientificamente. Segundo, porém, as previsões do Mestre, um dia haveria a reposição das coisas no lugar. E aí tem o Espiritismo, aquela mesma Doutrina que Jesus viveu nas ruas, nas praças, nos campos, nas estradas e nos desertos da Palestina. Nem todos os homens, pois, dado a complexidade da mesologia hierárquica do planeta, poderiam, de chofre, repentinamente, conceber-lhe a excelsitude. Bem sabemos que os arautos da VERDADE foram sempre perseguidos; é que a VERDADE fere o homem em sua incompreensão. Que fazer, então? É simples. Dar muito e pedir pouco ou nada. Quem cumpre com o seu dever, faz isso. E o bom exemplo vencerá o mundo! Porque, se no homem há lugar para a moradia dos ronceirismos fanáticos, retardatários e feios, também no homem reside a lei propulsora do progresso rumo às finalidades definidas. E como não se pode ir à VERDADE FUNDAMENTAL, que é de ordem interna, pelos caminhos da viciosidade sectária, exclusivista e mórbida, certo é que do íntimo do próprio homem, terá que surgir, na época precisa e determinadora, o motivo de trânsito à melhor concepção. Fatores de ordens várias forçarão nesse sentido, não alimentem dúvidas. Porque as legiões de Jesus, bem ao rés de suas mais íntimas necessidades, trabalham para que o momento transitivo não se demore em delongas mais sofríveis do que as estritamente necessárias. É preciso, no entanto, que dêem o melhor dos testemunhos, uma vez que são, presentemente, aquilo com que conta o Mestre para o grande serviço de renovação das mentes e das consciências.
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.