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Capítulo 13 de 14

Novo Lar — parte 2 de 3

As Margens Do Mar Morto · Osvaldo Polidoro

todos os quadrantes da atividade humana. Em tudo está Deus e a tudo se deve estudo, compreensão e aplicação honesta. O universo não é um composto místico, apenas, nem só moral, nem só mental, etc. É uma VERDADE que se expande num infindo de frações. Por isso mesmo, deve-se aprimorar o coração e encher o cérebro. Lembre-se de que Jesus pediu uma adoração a Deus, com toda a inteligência e de todo o coração. Isso significa um emprego em toda linha, do mais moralizado possível ao mais intenso em conhecimentos gerais. Religião, amigo, é coisa assaz séria! Jesus não se perdeu em ginásticas formais, em adulações repugnantes; com os seus conhecimentos, cooperou na Obra Divina, legando-nos um exemplo imortal! Sua ação foi exercida junto dos enfermos, da carne e do aquém carne, curando e encaminhando. E note que no final do ministério, em missão, foi carimbado tudo com a chancela da Revelação, de onde surgiriam os ensinos preciosos no curso dos tempos. Note bem que ser Cristão não é admitir o Cristo contemplativo. Como se livrou no mundo do culto dos formalismos inventados por homens, à custa dos quais vivem parasitariamente, livre-se agora das prevenções contra o saber superior; é o meu conselho de irmão e amigo. Qualquer sensação íntima tangia o bom velhinho, fazendo-o prantear e causandome pena passageira. Mas, que fazer? Tinha dito o necessário. Fui, pois, sentar-me ao seu lado, donde pude abraçá-lo, estimulá-lo. — Não estou triste... Choro de alegria... O senhor fez-me muito bem... — expandiuse, substituindo as lágrimas por belo sorriso. — Como dou graças a Deus! — murmurei satisfeitíssimo, aliviadíssimo... Entrementes, Ambrósio entrava e pedia ao velhinho para o acompanhar. Estava na hora do início da sessão. Fomos, por essa razão, os três à velocidade do pensamento, para o seio de um ambiente simples e feliz, pelo gozo de uma espiritualidade que se elevava ao máximo, apesar das condições terrenais do ambiente. O orador da noite terminava sua palestra. Devia ter dito coisas superiores, de vez que a seu lado se achava elevado vulto destas paragens. Quando ele se sentou, o guia de Jasmim tomou-a como vaso intermediário, dirigindo-se aos presentes. Pouco a pouco, o espírito da médium libertava-se, vindo para o nosso lado, plenamente consciente, feliz, marcantemente iluminado! Ditosa VERDADE, que tais coisas operas nas almas que te adotam por paradigma! Ditoso Deus! Que serás Tu? Que Glória és no íntimo de tudo e de todos? Como definir-te, Senhor, se com tão pouco nos prendes por completo? O VELHINHO REMOÇOU O fenômeno mais importante, o capitular da ordem consciencional, já se vê, é o ser; é o merecer. Ser é o que é, por força de indiscutível Soberana Vontade, sejam os ares, as pedras, as plantas, as toupeiras... Mas, para merecer uma recompensa, é bem diferente! Que alguém mereça sem construir o merecimento, isso é impossível de se conceber, relativamente às glórias espirituais.

Os trabalhos transcorreram bem, sendo encaminhados alguns irmãos, além de se terem aproveitado da elevação fluido-eletromagnética, milhares de seres trazidos para o recinto pelos chefes e serviçais de algumas zonas inferiores; também é de notar, os proveitos advindos da ilustração intelectual. O poder propulsor de uma idéia, ninguém pode calcular ao certo pelo simples ato de ouvir. O próprio subconsciente encarrega-se de elaborar movimentações no plano inconsciente, de onde um dia emergem em florões de intuição, em anseios de pesquisa, em desejos de progresso. Ouvir uma prédica sentida, eis um modo bom de imantar os recônditos micro-celulares do cérebro, através do magnetismo da palavra humana. Não é só a parte inteligível ou técnica que vale, como superfluamente se pode supor; uma cerebração disposta, aceitando a inteligência da oratória, confere entrada aos valores psicométricos decorrentes da ondulação mental ou emissora. Imanta. Faz do cérebro talismã renovador poderoso. Triste feito, também, é o ouvir-se asneiras, comentários negativistas, medíocres e criminosos. A imantação pode ser intra e extra. Quando alguém se vicia a pensar de certo modo, inculca no cérebro valores psicométricos em determinado sentido; depois alega que não pode conceber de outro modo. Crê nas suas próprias convicções, e diz ao mundo que tal assunto ou questão, só a seu modo podem ser admitidos. É obcecação pura. É introversão. Os credos formais fabricam disso à vontade; nada provam, nada revelam, nada demonstram, nenhuma segurança podem dar e arrastam após de si legiões de "crentes", de viciados mentais, de criaturas que cedo começaram a aceitar, como passivos, as catadupas de idéias que se impuseram pela psicometria. Estes planos da vida, nas regiões inferiores, também são ricos com respeito a essas misérias. Legiões de fanatizados vivem por aqui como viviam aí, doentes em si mesmos, carreando a tara triste das sobrecargas idólatras, inócuas e iníquas. Sabem discernir entre razão pura e sujeição psicométrica? A lei é sempre a mesma; o uso a que se submete é que varia. Mede-se o resultado pela aplicação. Quem aceitar boas infiltrações, muito bem. Do contrário, espere por dias de luta, uma vez que uma carga só deixa de ser força vigente, quando outra mais poderosa a eliminar. Pode-se dizer que no homem racional é contínua a queima de umas cargas por outras superiores. É o homem que desfila livremente pelos caminhos do progresso, aceitando-o cada vez melhor, sem se mumificar em sarcófagos fanáticomentais. No entanto, a Terra está cheia de doentes desta ordem, para todos os efeitos ou matizes do pensamento humano. Poucos são os veramente clarividentes; a maioria é pouco ou muito tarda, age por injunções de ordem inferior. A lei da hereditariedade ainda terá muito que dizer, que ensinar aos psicólogos e antropologistas, porque abarca o homem, do espírito à matéria, influindo sobre seus campos, moral, mental, intelectual, etc. Mas, vamos ao velhinho. No final dos trabalhos, quando parecia que o patrono ordenaria o encerramento, o que fez foi fazer um sinal a Ambrósio. Este, lépido, foi buscar Fabrício, que a tudo observava com muita atenção. O velhinho estava, efetivamente, maravilhado. — Venha falar pelo "telefone da carne". — disse-lhe o trabalhador do bem — É uma dádiva que irá receber, da parte da Suprema Justiça, por haver tão nobremente respeitado, no mundo, o direito dos outros. Venha logo! Venha logo!...

O velhinho estava nervoso, visivelmente alterado. Como por encanto, toda aquela gente que formava mais ao longe da falange de espíritos relativamente esclarecidos, prorrompeu em palmas e vivas ao velhinho. Foi uma espontânea manifestação de carinho, sugerida pela influência da idade, que sempre torna o seu portador mais simpático? Foi alguém superior que imprimiu esse ato àquela enormidade de seres? Não sei. Logo mais iríamos ver que o velhinho se colocara em vida, pelas suas ações, sob signo altamente favorável. De longe ainda, o poder atrativo da mediunidade o imantou! Quando queria alegar qualquer coisa, não querendo comunicar-se, já estava falando aos encarnados. O presidente atendeu-o, fazendo-lhe um convite para tratar do sério problema da vida real. Daí a instantes, todos orávamos pelo velhinho. Sabendo que um ambiente de sessão flutua em colorações, segundo a intensidade com que se pensa, fica-se a par de tudo quanto venha a ocorrer. Com o velhinho, porém, os acontecimentos realizaram-se muito além da minha previsão. Elevou-se tanto, que muitos perderam, momentaneamente, a capacidade de vê-lo! Quando recuperaram a visão, o velhinho havia se tornado um homem de uns trinta e poucos anos, quando muito. Rejuvenesceu! Embora esse fato seja lei comum, não é fácil dar-se com recém-desencarnados; são precisos muitos méritos! Não foi só isso que sucedeu. Muita gente superior fez-se visível, envolvendo ao sorridente Fabrício em sua aura sublimada. E lá se foi o velhinho de pouco antes, brejeiro e encantado, para os altos cumes da vida planetária! Eis um convite aos duendes que somos nós, que passamos e perdemos tempo, pensando em seitas. O principal está no AMOR! O AMOR força o homem no encalço da CIÊNCIA e, aliados, precipitam a AUTORIDADE, fazendo-a aflorar na personalidade. Sei que terá tido Fabrício, vidas de realizações nobres; mesmo assim, porém, porque é que um grande irmão passa pelo mundo observando in limine o sentido MORAL da vida, sem se incomodar com o religiosismo formal? Por que deixou de respeitar aos pretensos poderes redentores da bajulagem em que se perde a humanidade, para dar largas ao respeito devido à Lei Divina, nas ações sociais? Jesus ensinou, quando de Sua passagem pelas dunas da carne, que aquele que não ama ao próximo, a quem vê e com quem vive em companhia, não pode amar a Deus! Jesus não disse isso para inventar regras; já era verdade eterna. Felizes, pois, os que amam muito e praticamente. DIVISANDO O PASSADO Com o seguimento dos trabalhos, aprendendo sempre, engastando na retentiva, sempre que possível, emolumentos em sabedoria, fui também solidificando o centro emotivo, a ponto de não mais chocar em face de cometimentos os mais fortes, quer no quadro dos de ordem superior ou deleitosos, quer no âmbito daqueles que nos podem quebrantar os ânimos. Porque a vida de trabalhador, de homem desencarnado, nos horizontes paralelos ao plano da carne mais densa, é muito mais cheia de cambiantes

emotivas, de sensações até mesmo violentas, do que possam imaginar os cérebros superficiais e deslocados. Enfrentar um ambiente é sempre um caso exato. Sua proporção hierárquica em nada cede pelo fato de ser extraterrenal, precisamente por ser terrenal, em grau de porcentagem, em ponto gamático ou extratefeito, que condiz com o estado dos seres, em evolução, usos, costumes, características psicológicas em geral. Diremos que, no céu ou na Terra, um ambiente é sempre um ambiente! O que alguém tem em si, isso imprime ao meio circundante; muita gente fazendo esse exercício, por natureza, que acontece? O que acontece é simples de se supor: o ambiente exterior será igual ao mundo interior dos seus habitantes. E vi muito disso já, agora que lhes falo. Um dia, pois, Alencar, o vizinho de casa, avisara-nos de que Teóclito preparava uma excursão para nós interessante. Ficamos aguardando o momento de excursionar, embora sem de nada supor, fosse sobre direção, modo ou fim. Teóclito é poderoso espírito e dócil amigo, ilustrado mestre e solícito companheiro. Viajar com ele ou em sua companhia significa saborear a vida e gozar expressões inéditas da mesologia fenomênica dos ambientes. Penetra mais, carrea farnel onde transbordam fatores de sobejo vividos. Parece ser a experiência personificada! Dizem possuir a intuição desenvolvida em alto grau, com qual instrumento capta a sabedoria na Fonte Original, na razão direta de ser, daquilo que é, ser ou coisa. Eu não discuto este ponto por não conhecer o suficiente para falar com sensatez. Tampouco me aventuro a perguntar, por saber que no momento exato disso falará por si mesmo, dando provas, fazendo paralelos, ilustrando de fato a dissertação. ÀS MARGENS DO MAR MORTO Dias depois do aviso de Alencar, à entrada de lindo crepúsculo, chegam Teóclito e mais três seus amigos, mas de nós ainda desconhecidos. Dolores, Antônio, eu, Ambrósio e mais dois rapazes, em caravana, guiados por Teóclito, marchamos para a face nebulosa da Terra, para a atmosfera densa e neblinada, onde os pulmões humanos se nutrem de valores indispensáveis à vida biológica. O luar reverberava no Lago Salgado. E a palavra instrutiva de Teóclito punha-nos ao corrente do porquê de ali estarmos. Um silêncio profundo reinava, só ferido de quando em quando por algum silvo. A uma observação nesse sentido, feita por Antônio, Teóclito explicou: — Há mais que ouvir, ainda... Fez um longo silêncio, pelo tempo que durou um olhar observador pela margem do mar. Depois, convidando a prestar toda a atenção, murmurou pesaroso: — Este lugar é muito visitado, principalmente nos dias de evocações históricas, por vultos de valor, criaturas que tomaram parte na grande tragédia, amigos do Senhor e servos humildes de sua Infinita Bondade; mas, também, é procurado sempre por falanges de infelizes, de duendes da dor, do retardamento e das atrações inferiores. Reparem

como sombras negras se locomovem, precípites umas, macilentas outras, imprecativas outras tantas e lamurientas mais ainda. São, na generalidade, seres que erraram então, ou que vieram a errar depois, no curso dos séculos, pela mesma razão. E pensando nas coisas do Senhor, baldeam-se para os lugares onde o Senhor Diretor Planetário passou, viveu, ensinou, deixou marcas psicométricas de Sua Personalidade inconfundível. — Que horror! — exclamou Dolores, depois de fixar numa direção o seu olhar. — Não se detenha em tal estado de impressão. — recomendou-lhe Teóclito — O que vamos fazer reclamará de nós todo poder de penetração; para isso é preciso conservar os centros vibratórios do órgão por excelência, no seu ponto ótimo. Para uma experiência destas, notemos bem, cumpre querer e poder, pois os ramos emissor e captador devem estar em perfeita franquia funcional. Devemos lançar-nos à pesquisa, pelas ondas mentais e também, por esse mesmo meio, ficar ao dispor das respostas impressivas. Assim se dá no fenômeno psicométrico. As imagens estão sempre expostas, nos objetos e nos seres. Quem quiser, porém, aventurar-se a sondá-las, deve, com toda serenidade, ir ao foco. Nos casos de auxílio superior, pode-se facilitar um pouco; mas, por que razão fazer mal, quando se pode fazer bem? Descemos mais, misturando-nos com os lúgubres andantes do local. Subimos, em seguida, para o alto de um monte. Ali não havia ninguém. O luar faria descortinar, aos olhos do mortal que ali fosse, um cenário estonteante. Para nós, pelo menos para mim, aquele mundo de coisas impressionava de um modo que não posso definir. Ora o passado reflorava-me impetuoso, ou de mim mesmo cedia ao imperativo de sua tremenda capacidade embaladora. Alguém, superior, deve ter feito aquilo. Todo um tempo histórico revivemos! O mais interessante, porém, não foi reviver o que sabíamos, isto é, rever-nos como criminosos do Calvário. Já havia lido o meu relatório e sabia disso muito bem. O que foi bem focalizado foi a vida de Teóclito, um Nazireu de então, na casa de quem o Divino Mestre muitas vezes dormiu, comeu, descansou seus doridos pés. Vimos bem, ouvimos ainda melhor, longa conversação entre Jesus-Cristo e o Precursor, nessa residência feliz e acolhedora. Falaram do fim de ambos, como se daria, como havia de se dar. Por isso mesmo, pelo visto e ouvido, podem comentar os homens como quiserem; mas os rumos estavam pré-traçados. Ninguém abalaria de um milímetro a senda diretriz daqueles vultos. Dali partimos e marchamos na companhia do Divino Mestre. Este, não mais se separou de uma turba ávida de prodígios. Os dias foram transcorrendo, até a consumação! Negras falanges embaixo; iluminados sóis da espiritualidade em cima. Pareciam estar divididos os ares e os homens entre si. Maria, ao pé da cruz, estava rodeada de celestes seres. O clarão destes afugentava os representantes do crime e das trevas. Nossos olhos existiam para que quentíssimas lágrimas borbulhassem por eles. Que contrição, meu Deus! Como o coração ficava comprimido!... Remorsos nos roíam por dentro!... Ó Espírito Excelso, logo após, foi conduzido por elevadíssimos seres; os clarões superiores envolviam-No. A caravana de luz perdeu-se na vastidão profunda do espaço. As gentes ficaram entregues ao burburinho das coisas do mundo. Os sábios falam, bem como os ignorantes, dizendo sim e não; porém, pela disposição das leis superiores, na

face da Terra e nos corações de bem, estão as marcas inconfundíveis da VERDADE QUE É. Uma nota interessante: quando foram dizer a Jesus que o Precursor havia sido morto, Jesus foi para lugar quieto, tendo-o chamado. Que recolhimento, que respeito às leis determinantes do fenômeno! Repetiu por várias vezes o nome de João. Quando este, ou aquela falange de seres celestes apresentou-se, no meio de quem estava João, sorridente e feliz, o Espírito de Jesus, suplantando a barreira da carne, como num transbordar de si, desligou-se e pôs-se a falar. Tudo ficou mais claro, muito claro, a ponto de nos termos de afastar... Todavia, ouvimos que Jesus dissera coisas significativas com relação ao triunfo de Seu Precursor, por ter assim findado sua vida, depois de fazer sua parte, para a consecução das profecias e cumprimento delas. Ao término da bela retrospecção, enorme multidão de iluminados seres pairava sobre o monte, sobre nossas cabeças, havendo uma música nos ares, penetrante ao íntimo de nossas almas, imprimindo-nos uma sensação indizível. E Teóclito falou; ele que estava transfigurado: — Alguém mais termina um tempo de provas. Esta visão que nos foi concedida é o testemunho de que o Senhor está sempre conosco, passo a passo, em nossas augustas aspirações. Cumpri ordens e dou-me por feliz. Coloquei-os a par com uma realidade que deveria tornar-se conhecida de quem a viveu. Devem concordar em que estas coisas estão todas anotadas nos livros constituintes do Novo Testamento. O que houve foi apenas o testemunho da revivescência, nada mais. Para a destruição destas verdades, preciso será eliminem a Terra e o Seu Cristo. Nenhum homem, contudo, poderia pretender tanto. Dou-lhes meus votos de felicidade, desejando-lhes vitórias sobre vitórias, até que possam vencer a obrigação de encarnar. Que a paz do Senhor reine em seus corações, que Sua Sabedoria lhes norteie nos caminhos da vida, quer aqui, quer no mundo, quando em novas experiências. Adeus... Choraram nossos olhos, nossos espíritos, de novo, vendo partir tão dócil amigo, no bojo daquela nuvem de luzes gloriosas. Ambrósio falou depois de pouco, convidandonos a partir. Seguimos vagarosamente em demanda a nossos lares astrais, vencendo zonas, transpondo fronteiras... Nossas mentes estavam absorvidas pelo infinito de impressões recolhidas. Quando alguém se referiu ao passado, Ambrósio considerou: — Não é um caso de passado; é que sobram matizes por estudar, por considerar, sempre que se revê um quadro, sempre que nos é dado observar novamente um feito. Hoje, por exemplo, pude pensar no quanto os dizeres do Novo Testamento são reais, quando tratam dos pontos fundamentais da vida do Senhor, de Suas caminhadas, de Seus feitos mediúnicos, de Sua morte; mas, também, quantos foram trucidados por aqueles que disso proveito quiseram tirar. Que custaria dizer da vida do Mestre, de Sua passagem pela Escola Profética Hebréia, fundada sob Seus auspícios, desde longínquos dias, desde os Vedas, para servir de tocha iluminadora dos homens, e de onde surgiria, em tempo. Ele mesmo, rasgando o véu do tempo, escancarando os portais dos cenáculos secretos, enviando à carne toda o Consolador, o desbravador de desertos, o advogado, o unificador dos credos? Uma voz se ouviu, nos espaços, que reboou como um trovão: — Outrossim, quem jamais conseguiu deter a marcha da VERDADE?...

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.