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Capítulo 7 de 48

O Espírito De Duas Obras — parte 2 de 17

A Biblia dos Espíritas · Osvaldo Polidoro

- 19 - “Não terás deuses estrangeiros diante de mim.” “Não farás para ti imagem de escultura, nem figura alguma do que há em cima no céu, e do que há embaixo na terra, nem de coisa que haja nas águas debaixo da terra. Não as adorarás, nem lhes darás culto: porque eu sou o Senhor teu Deus, o Deus forte e zeloso.” “Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão; porque o Senhor não terá por inocente aquele que tomar em vão o nome do Senhor seu Deus.” “Lembra-te de santificar o dia de sábado. Trabalharás seis dias, e farás neles tudo o que tens para fazer.” “Honrarás a teu pai e a tua mãe.” “Não matarás.”

“Não cometerás adultério.” “Não furtarás.” “Não dirás falso testemunho.” “Não cobiçarás o alheio.” Estão aí os Mandamentos que, uma vez usados, farão a felicidade humana. Estão aí a Moral que harmoniza e dignifica, o Amor que sublima e diviniza, e a Revelação que adverte, ilustra e consola. Porque a Lei foi dada a Moisés através de ato mediúnico. No início de sua função missionária, disse Jesus - “Não vim derrogar a Lei e os Profetas, e sim dar-lhes cumprimento.” Todos os clericalismos são contra a Lei e contra o Profetismo. No Talmud, livro de lei dos rabinos, está escrito que Jesus foi crucificado - pelo Sinédrio - por se entregar à magia e sortilégios. O sábado equivale ao domingo, dia de cultivar especialmente as coisas do espírito: dia de leituras boas, de meditações, de visitas a doentes e a hospitais; dia de cultivar a Revelação ou Batismo de Espírito; dia de divertimentos sadios.

- 20 - “Vós que recebestes a Lei por ministério dos anjos e não a guardastes.” - Atos, cap. 7. Anjo, espírito e alma, têm a mesma significação na linguagem bíblica; mas os inimigos da Verdade, torcem tudo, para fazerem o jogo dos interesses subalternos. Deuses, anjos e espíritos, forram as páginas da Bíblia inteira; toda a Escritura foi feita através da comunicabilidade dos espíritos. Jesus anunciou, de início, que os homens veriam os anjos subindo e descendo sobre Ele.

- 21 - “Uma teologia verdadeira deverá fornecer os princípios de todas as ciências. Ela não será a ciência de Deus, se não mostrar a unidade e o encadeamento das ciências da natureza; ela não merece o nome que tem, se não satisfizer a condição de constituir o órgão e a síntese de todas as outras.” - G. Iniciados. As teologias não servem nem serviram ainda, porque sempre foram arquitetadas para proteger interesses de grupos, verdadeiros sindicatos idólatras, simples máquinas de fazer ignorantes, blasfemos do Batismo de Espírito, materialistas e sanguinários. As teologias nada mais são do que cartilhas de defesa do erro e do crime. Fabricam os pançudos do mundo e os miseráveis do espírito.

- 22 - “Minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a palavra de Deus e a põem por obra.” - Lucas, cap. 8. Palavra de Deus era o nome da Revelação, do anúncio pelos profetas ou médiuns. A Lei veio pela comunicação dos espíritos, veio pela palavra de Deus. E Jesus, vindo Batizar em Espírito, veio estender sobre toda a carne a Graça da Revelação. Quanto ao

tema em si, a Lei não tem parentes, porque Deus não é particularista e a Sua Justiça não sofre de injunções subalternas. Pai só Deus o é, sendo o mais tudo mera questão de irmandade. As funções variam através das encarnações, e o rigor da Lei, do Poder Equilibrador, se impõe de dentro para fora, sem perguntar quem seja isto ou aquilo. Quando todos os homens se julgarem tudo, pais e filhos, filhos e pais, reconhecendo que todos são iguais perante as leis que regem o Universo, então tudo irá bem. Se dizemos bem ao dizer que a família é a Humanidade Cósmica, melhor o faremos ao dizer que todos somos um perante Deus e a Sua Soberana Lei. Não existe crime que seja dirimido, perante a Lei, pelo fato de uma criatura pensar que o cometeu em benefício de qualquer interesse particular; porque perante Deus, todos são igualmente filhos, ninguém sendo especial. Quem não respeita a sua razão na razão do próximo, o direito de sua família na família do próximo, certamente estará fora da Lei, e terá que responder por isso. Pelo que repetimos, que os erros religiosos são aqueles que se desdobram em todos os outros erros. A Lei, com os seus três sentidos - Moral, Amor e Revelação - preenche todos os requisitos religiosos. Quando ela for executada na Terra, todos os religiosismos desaparecerão e os dois planos da vida, o carnal e o espiritual, festejarão o dia glorioso da celeste harmonização. Enquanto isso não se der, clerezias e discursozinhos falazes, idolatrias e mercenarismos religiosos irão cavando abismos para os terrícolas.

- 23 - “E falou o Senhor a Gad, vidente de Davi, dizendo...” - I Paralipômenos, cap. 21. “Porque aquele que hoje se chama profeta, se chamava então vidente” - I Samuel, cap. 9. O Velho Testamento repete, centenas de vezes, que o Senhor falou pelos videntes; outras vezes diz que eram anjos do Senhor; Gabriel, anjo, espírito ou alma, anunciou os dois nascimentos; Jesus tinha os anjos subindo e descendo sobre Ele; e de tudo isso se revela que profeta ou médium, ou vidente e homem de Deus, quer tudo dizer a mesma coisa. Diz o refrão que o maior cego é aquele que não quer ver... Conseqüentemente, quem é honesto e lê o Velho Testamento, compreende o que significam a Lei e os Profetas - o Código de Conduta e os Arautos do Senhor. Tomando em conta que Jesus veio para derramar do Espírito sobre a carne, como estava prometido nos Profetas, isso quer dizer que Deus, através de Jesus, tornou a Revelação, a Palavra de Deus, de caráter universal. O Pentecostes prova isso cabalmente. Entretanto, em trezentos e vinte e cinco, Roma inventou o catolicismo, para blasfemar e ensinar a blasfemar contra o Batismo de Espírito. E o resultado, em quase dezoito séculos de corrupção, é estar a Humanidade entregue ao mais desenfreado materialismo, cavando seus abismos à custa de tantos erros acumulados.

- 24 - “Então lhe apareceu um anjo do céu, que o confortava” - Lucas, cap. 22.

“Que zelos são estes que mostras por mim? Quem dera que todo o povo profetizasse, e que o Senhor lhe desse o Seu espírito” - Números, cap. 11. Na hora de enfrentar a prisão, o julgamento, as aflições e a crucificação, Jesus teve um anjo ou espírito para o consolar; e o Seu Batismo de Espírito ficou sendo o Consolador. Moisés e os Profetas ansiaram por isso longamente. A Mensageiria Divina, ou comunicação dos santos espíritos, nunca faltou na Terra nem em mundo algum. Mas nos mundos inferiores, como por exemplo a Terra, os clericalismos tudo fazem para blasfemar contra a Revelação, com o fito de sustentar o seu comercialismo idólatra. Em um mundo como a Terra, onde homens fantasiados passam por ministros de Deus, pelo simples fato de ensinarem simulações e idolatrias, é certo que guerras, pestes e fomes, sejam a herança da sua Humanidade.

- 25 - “A vida divina é uma série de mortes sucessivas, nas quais o espírito rejeita as suas imperfeições e os seus símbolos e cede à atração crescente do centro de gravitação inefável - do sol da inteligência e do amor.” - G. Iniciados. Sempre os mesmos fundamentos emancipadores - o Saber e a Virtude. Enquanto isso se passa na esfera dos discípulos da Verdade, que acontece com os vendilhões dos templos? Como tratam eles os três sentidos da Lei, que são a Moral, o Amor e a Revelação?

- 26 - “Nenhuma, porém ultrapassa, em elevação moral, em altura e largueza intelectual, a de certos hinos védicos, em que palpita o sentimento do Divino na Natureza, do Invisível que a rodeia, e da Grande Unidade que reside em tudo.” - G. I. O Védico-Budismo data de mais ou menos duzentos e quarenta mil anos; e toda a sua grandeza deriva do Sagrado Monismo. O século vinte deu alguns místicos ou pseudomísticos, muito maliciosos, capazes de copiar da antigüidade certos conceitos, e empregando uma terminologia pseudocientífica, para engodar as criaturas menos cultas, quererem passar por seus fundadores. É grande já, por esta altura, o número dos que vivem tomando aqui e ali instruções e conceitos, fazendo muito mal feita obra de compilação, mas querendo passar por criadores de conceitos.

- 27 - “Uma cabeça de homem sai dum corpo de touro com garras de leão, fechando duas asas de águia sob os flancos. É a Ísis terrestre, a Natureza na unidade viva dos três reinos.” - G. I. A Esfinge representa os reinos da Natureza, através dos quais o espírito evolve e atinge a Sagrada Finalidade - o grau crístico. Uma figura simbólica a filtrar a grande lei das migrações por entre mundos, formas e transições, até a centelha se encontrar absolutamente livre das garras materiais. Porque a Esfinge representa o espírito subindo até à espécie hominal; depois, a Doutrina Secreta o faz compreender a caminhada, nas trilhas do Saber e da Virtude, para se libertar de toda e qualquer inferioridade. A Esfinge demonstra-lhe a escalada até à conquista da razão; a Doutrina fá-lo reconhecer a intuição, a penetração gradativa na Consciência da Unidade.

- 28 - “Eu vos batizo em água para vos convidar à penitência, ao arrependimento de vossos pecados; ele vos batizará no Espírito Santo e em fogo.” - Evangelho. Até Jesus, o Cristo, a Doutrina Secreta prevaleceu; a Doutrina que assenta na Moral, no Amor e na Revelação, estava de portas fechadas para o vulgo. Jesus veio abrir as portas dos Cenáculos Iniciáticos, veio trazer o Pentecostes. Espírito Santo é o nome da Mensageiria Divina, dos Santos Espíritos que se comunicam e guiam a Humanidade. Fogo era o nome da Verdade, nas Iniciações Antigas. O maior crime da besta apocalíptica, do catolicismo romano, foi blasfemar e ensinar a blasfemar contra o Instituto Divino da Revelação, fundamento das Iniciações e alicerce do Caminho do Senhor, do Cristianismo Iniciático que viveu, até Constantino fazer a corrupção. Vide os Atos, capítulos um, dois, sete, dez e dezenove e tereis o Consolador em pleno andamento, cultivado pelos Apóstolos.

- 29 - “Assim que, exaltado pela destra de Deus, e havendo recebido do Pai a promessa do Espírito Santo, derramou sobre nós a este, a quem vós vedes e ouvis.” - Atos, cap.2. O Velho Testamento diz, umas dezenove vezes, que seria derramado o Espírito Bom ou de Deus sobre toda a carne; isto é, afirma que a Humanidade inteira viria a constituir o Cenáculo Iniciático. Jesus foi o batizador ou derramador da Revelação sobre a carne. Roma, em trezentos e vinte e cinco, liquidou o derrame de Revelação que Jesus pagou com a Sua Vida, implantando o regime da besta apocalíptica, do mercenarismo idólatra, mercenário e inquisidor, cometendo ainda o erro de fazê-lo em nome de Deus e do Cristo.

- 30 - “Isto porém dizia ele, falando do Espírito que haviam de receber os que cressem nele; porque o Espírito ainda não fora dado, por não ter sido ainda glorificado Jesus.” - João, 7, 39. Eis aí a razão de ser do ponto anterior, de dizer Pedro que Jesus herdou, com a crucificação, o direito de ser o derramador do Espírito ou da Revelação sobre a carne. Em vida, Ele apenas prometia o Pentecostes; mas quem ler os capítulos um e dois do Livro dos Atos, sabe o que Ele deixou no mundo como Doutrina.

- 31 - “Quando porém vier o Consolador, aquele Espírito de Verdade, que procede do Pai, que eu vos enviarei da parte do Pai, ele dará testemunho de mim.” - João, cap. 15. “Eu tenho ainda muitas coisas que vos dizer, mas vós não as podeis suportar agora.

Quando vier, porém aquele Espírito de Verdade, ele vos ensinará todas as verdades...” - João, cap. 16. Enquanto Jesus pagou com a vida o Batismo de Revelação, que muito bem está expresso nos Atos, capítulos um, dois, sete, dez e dezenove; enquanto Jesus deixou o Pentecostes em franco funcionamento, como está expresso na Primeira Epístola de Paulo aos Coríntios, capítulos doze, treze e quatorze; enquanto isso tudo aconteceu, para que a Humanidade fosse conduzida pelo exercício da Moral, do Amor e da Revelação, que são os três inderrogáveis sentidos da Lei de Deus, que fez Roma, depois de Constantino vencer Maxêncio e ter fundado o catolicismo? Aonde foram parar aquelas manifestações da Mensageiria Divina? Aonde foram parar aquelas reuniões simples, sem clerezias, sem homens fantasiados ou apalhaçados, sem dogmas, sem liturgias, sem inquisições, sem imperialismos despóticos e sanguinários? Jesus deixou o Consolador em funcionamento, para que, no curso dos tempos fosse a Humanidade conhecendo aquelas verdades que Ele jamais poderia ter ensinado naqueles dias. Estas verdades são, em síntese, as já expostas - Essência, Existência, Movimento, Imortalidade, Evolução, Responsabilidade, Reencarnação, Revelação, Habitação Cósmica e Sagrada Finalidade. Havendo Roma atraiçoado o Batismo de Revelação, o Instituto Divino de Informações, voltou Elias, conforme as profecias, na personalidade de Kardec, para encabeçar a reposição das coisas no lugar, isto é, para restaurar o Cristianismo. E como não há Evangelho sem Consolador, ou Cristianismo sem Batismo de Espírito, o nome dado à Restauração foi - Espiritismo. Sendo normal que Cristianismo é sinônimo de Lei Exemplificada, ao Espiritismo cumpre ser, fundamentalmente, Moral, Amor e Revelação. Porque esses são os sentidos da Lei, que Jesus viveu, para Se constituir o Divino Molde. Como Anunciador ou Revelador, o Espiritismo salientará sempre o sentido Moral da vida, porque o Amor, sem a Moral, pode não filtrar a Vontade de Deus. O Amor Divino, diremos, é Moral Integral. Quanto a Roma, ou quanto à besta apocalíptica, que em nome de Deus, da Verdade e do Cristo, e também dos vultos cristãos, se transformou em horrenda fábrica de blasfêmias, de idolatrias e perseguições ao Batismo de Revelação, ela terminará como está escrito no Apocalipse.

- 32 - “A tua nação e os pontífices são os que te entregaram nas minhas mãos; que fizeste tu?” - João, cap. 18. A função missionária de Jesus fora cumprir a profecia, feita por séculos consecutivos, do derrame de Espírito sobre toda a carne. A palavra DERRAME foi traduzida por BATISMO, e isto deve ser bem entendido. Entretanto, as palavras de Pilatos dizem sobre como foi Jesus tratado pelos papas do tempo e os fariseus. Ele, que tinha o Espírito Sem Medida, e veio para em Espírito batizar, fora condenado como feiticeiro ou fazedor de sortilégios. No Talmud assim se encontra escrito. Embora tendo vencido, porque aos cinqüenta dias da crucificação voltara e realizara o batismo, deixando o Consolador em pleno funcionamento, o fato é que, no quarto século, tudo foi em Roma adulterado. O Livro dos Atos está cheio das mais esplêndidas comunicações de espíritos, anjos ou almas; isto é, de grandes consolações daí advindas.

Aquela Mensageiria anunciada por Jesus, no capítulo dezesseis de João, ficou funcionando no mundo, entre os do Caminho do Senhor. Até trezentos e vinte e cinco não houve Cristianismo e sim Caminho do Senhor; este era fundamentado na Revelação, na comunicação dos anjos, espíritos ou almas. Vide as sessões, como eram feitas pelos do Caminho do Senhor, ou como as faziam os Apóstolos e aqueles que vinham engrossando as fileiras do Caminho. Vide nota, em OS GRANDES INICIADOS, sobre o que Roma fez, liquidando a Revelação e mandando ainda destruir os Templos Iniciáticos das voltas do Mediterrâneo, a fim de radicar a ferro e a fogo a tremenda corrupção. Todos deviam curvar-se diante do poderio romano, e, para começar, deveriam fazê-lo através da fé, que era o meio seguro, porque a confissão auricular se impunha pela Inquisição. O Pentecostes desapareceu. O Consolador sumiu do seio de toda a carne. Em lugar de se espalhar pelo mundo a certeza da imortalidade e da responsabilidade, espalhou-se o mercantilismo idólatra, o dogmatismo simulador, a fantocharia despótica e sanguinária. Elias voltaria um dia, para repor as coisas no lugar, para fazer a Revelação retornar ao seio da Humanidade. No século quatorze Jesus ordenara o começo da trabalheira renovadora. E num curso de quatro séculos e meio, vieram à carne antigos Profetas, Apóstolos e demais servidores de Jesus, para a grandiosa obra de retorno ao mundo da Excelsa Doutrina. Os cabeças do movimento foram Wicliff, Huss, Lutero, Joana D'Arc, Giordano Bruno, Kardec, Denis, Delanne, etc., etc. Para o Brasil foi indicado, assim que deixaram a França, o serviço de Consolidação. E foi assim que aconteceu no Brasil do século vinte. Não queremos entrar em pormenores agora, mas a realidade dos fatos prova o argumento. Responda o leitor a Pilatos, pela pergunta que ele fez a Jesus, querendo saber o motivo porque os papas e os fariseus queriam matá-Lo, porque realmente O mataram. E respondam a si mesmos os que tiverem inteligência de entender, se Roma, pouco depois, não faria ainda coisa muito pior. Anás e Caifás, cumprindo ordens do Sinédrio e dos fariseus, mataram o corpo, de onde ressurgiu glorioso o Espírito, para deixar o Pentecostes, a primeira sessão pública do Caminho do Senhor. Roma procurou matar o Espírito, e o matou de certo modo, fazendo desaparecer da Terra o Batismo de Revelação, que Lhe custara a primeira morte. Eliminar a Revelação foi crucificar Jesus pela segunda vez! E a Humanidade chafurdou na idolatria, no materialismo e no sensualismo, de onde surgiram as coisas tremendas que os séculos dezenove e vinte hão de suportar, com tremendas conseqüências para outros séculos adiante.

- 33 - “Que coisa é a Verdade?” - João, cap. 18. A Revelação ensinaria, como sempre ensinou, sobre isto - Essência, Existência, Movimento, Imortalidade, Evolução, Responsabilidade, Reencarnação, Revelação, Habitação Cósmica e Finalidade Sagrada. Eis as chaves do conhecimento da Verdade que livra. Eliminando porém a Revelação, começaram a vingar ignorâncias e erros, simulacros e fingimentos, vindo homens fantasiados ou apalhaçados a se apresentarem como se fossem ministros de Deus. Como dissera o humilde pescador, que jamais pensara em papismo algum, o cão

volvera ao vômito e a porca, lavada, de novo se revolvera no lodaçal. Jesus vira o Consolador desaparecer, engolido pela besta apocalíptica, que se levantara na cidade dos sete montes. E a Humanidade entrara para a ignorância e a treva. E a pergunta de Pilatos ficara de pé, até Elias retornar, e, com o nome de Espiritismo, restaurar o Caminho do Senhor.

- 34 - “Espírito Santo” - Bíblia. Não seria Jesus o derramador sobre a carne do Espírito Imundo. Mas sim do Espírito de Luz, Santo, Bom, de Verdade ou Consolador. Todavia, o adjetivo SANTO serviu para os corruptores mentirem, adulterarem, apresentando um Deus dividido em três, a fim de poderem liquidar a Revelação, a comunicação dos anjos, espíritos ou almas. Nos textos originais o ADJETIVO não se encontra quase, e jamais é encontrado para significar um Deus repartido, e sim a comunicação do Espírito Mensageiro.

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.