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Capítulo 20 de 48
O Espírito De Duas Obras — parte 15 de 17
A Biblia dos Espíritas · Osvaldo Polidoro
- 232 - “É esse o povo misterioso das almas luminosas e transparentes, que vivem na eterna aurora duma felicidade perfeita. Ali estão os seus verdadeiros sacerdotes e as suas sacerdotisas amadas. Vive com eles numa comunidade íntima e profunda, e sempre que quer conceder aos homens um dom real, arranca a esse país dos Hiperbóreos uma das suas grandes almas luminosas e fá-la nascer sobre a Terra, para que ensine e encante os mortais.” - G. I. E temos aí afirmadas, uma vez mais, três verdades simples e fundamentais: a evolução lenta e gradativa; a reencarnação como válvula redentora e evolutiva; e o mecanismo do messianato, das almas de escol que reencarnam para fazer a Humanidade evoluir.
- 233 - “O Apolo Hiperbóreo significa, pois, a descida do céu sobre a Terra, a encarnação da beleza espiritual no sangue e na carne, o fluxo da verdade transcendente pela inspiração e pela vidência.” - G. I. Todas as Escolas Iniciáticas, ou aquele Espiritismo de portas fechadas ao vulgo, repousavam no conhecimento da Verdade Profética; e por isso viviam em comunhão com as grandes leis, sabendo perfeitamente as coisas da reencarnação e a função dos espíritos artistas, cientistas e videntes ou profetas no mundo. Jamais um iniciado poderia ser um bruto ou animalizado, porque ele era na Terra um representante das excelsas verdades do mundo espiritual.
- 234 - “Conforme as almas que reveste, conforme os mundos que envolve, esse fluido transforma-se, afina-se ou condensa-se.” - G. I. Toda a Sabedoria Antiga ensinava muito sobre os fluidos. Da Luz Divina ao Éter, e do Éter aos estados de Vapor, Líquido e Sólido, ela sabia dizer que havia um elo, uma linha de trânsito, uma lei que favorecia a mutação dos estados. E afirmava que o corpo astral ou carro da alma, tinha tudo relacionado com essa lei e esses fenômenos, tanto assim que começava opaco e grosseiro, devendo tornar-se todo Luz e Glória por evolução.
Pitágoras foi grande na observação de tais leis e fatos, naqueles dias recuados, longe da desintegração atômica, que prova as marchas de ida e volta da matéria, desses fenômenos de integração e desintegração que são comuns e contínuos na Ordem Cósmica.
- 235 - “E corpos há celestiais, e corpos terrestres, mas uma é, por certo, a glória dos celestiais, e outra a dos terrestres.” - Paulo. Nunca os videntes viram mais do que os corpos perispiritais dos anjos, espíritos ou almas; e é assim que os conceitos variam, segundo a forma exterior, a característica da última encarnação ou qualquer outra que o espírito queira tomar, para se apresentar. Como se apresentaram os anjos, espíritos ou almas do Velho Testamento? Como se apresentou Gabriel? Como se apresentaram Moisés e Elias, no Tabor? Como passou a se apresentar Jesus, depois da crucificação e da ressurreição? Essa matéria já é velhíssima nos anais doutrinários, nada importando considerá-la mais. O que importa saber é que o corpo perispirital, esse que não deixa o espírito, porque o acompanha desde a origem, terá que se diafanizar, tornar como Luz Divina, que é o Segundo Estado de Deus. Tal é o perispírito dos Cristos, o corpo astral dos espíritos que ultrapassaram a lei das reencarnações obrigatórias. Não é o mais importante, portanto, perguntar pelo corpo somático, que é transitório; importa é cuidar divinamente do corpo astral, porque esse é aquele que representa o espírito. Quem quiser conhecer de fato um espírito, que olhe deveras para o seu perispírito, porque ali tudo está registrado, os bens e os males. As observações psicométricas que o digam!
- 236 - “Não vos deixeis enganar; as más conversações corrompem os bons costumes.” - Paulo. De modo geral e particular. De modo geral, ao se tratar de todo e qualquer cometimento humano. E de modo particular, ao se tratar de Doutrina; porque todas as corrupções, sempre começaram com as más concepções e conversações. As pagodeiras católicas e os discursozinhos falazes do protestantismo, ambos empreiteiros da blasfêmia contra o Batismo de Espírito ou Revelação, como começaram?
- 237 - “E se neste tempo for feita qualquer revelação a algum outro, dos que se acham sentados, cale-se o que falava primeiro.” - Paulo. As reuniões dos Apóstolos eram o cultivo do Consolador, do Batismo de Espírito, não de simulações litúrgicas ou de discursozinhos falazes, apenas. Depois do Pentecostes a mediunidade era o motivo de atenção de todos os do Caminho. E é por isso que Paulo, no capítulo quatorze da Primeira Carta aos Coríntios, afirma o que acima foi transcrito.
O Espírito Santo, Consolador, de Deus ou do Senhor, ou Paracleto, era um fato, era o instrumento de advertência, ilustração e consolo. De modo algum era essa fantocharia que católicos e protestantes pretendem que tenha sido ou seja. E o Espiritismo, restauração que é do Caminho do Senhor, ou do Seu Batismo de Revelação, bem prova sobre as diferentes categorias de espíritos comunicantes. E o discernimento que cumpre aos encarnados.
- 238 - “Ou que dará o homem em troco, pela sua alma?” - Evangelho. O pensamento fiel, que decorre do conhecimento perfeito, é não querer ganhar o mundo e pôr a alma em aflição; mas os homens ainda acham que o bolso, o estômago, o sexo, o egoísmo e o orgulho, muitas vezes representam tudo, muito mais do que a alma, que até mesmo soem negá-la. Se pensassem bem, e tivessem gosto pelo cultivo do Consolador ou da Revelação, por certo que teriam sempre à vontade o conhecimento de tais verdades. E os erros religiosos, piores do que os outros, porque idólatras e fetichistas, apenas com ares superficiais de religião, seriam os primeiros a serem repelidos.
- 239 - “Depois de mim vem um homem que me foi preferido, porque era antes de mim.” - João Batista. João afirma, com isso, que ambos eram de antes dos corpos, sendo que Jesus lhe era anterior e superior. Bastaria isso, para que os inteligentes compreendessem a lei de encarnação, cuja reincidência é a reencarnação. João e Jesus vieram ao mundo por uma lei comum a todos os espíritos, pois a encarnação é a válvula redentora e evolutiva. Reencarnar é apenas tornar a encarnar; e uma vez que encarnar é lei simples, reencarnar é a sua lógica, o seu motivo, para que o espírito pague pelas faltas e continue a evolução.
- 240 - “Ora, o Senhor é Espírito; e onde há o Espírito do Senhor, aí há liberdade.” - Paulo. Em primeiro lugar, Paulo foi, depois do seu encontro mediúnico com Jesus, o Cavaleiro Andante do Consolador, do Batismo de Espírito ou Revelação. Em segundo lugar, Jesus afirmou que onde estivessem dois ou três reunidos em Seu nome, Ele ali estaria. Ele não disse clérigos, nem disse que seria em templos de pedra, de pau ou coisa que pareça. Porque Ele batizou em espírito, sendo que os dons mediúnicos e os espíritos não são de controle das clerezias. Também não disse, Jesus, que para Ele estar presente, em si ou através dos espíritos mensageiros, deveriam os homens arranjar fantasias e fabricar ídolos, tudo isso que já é crime contra os Dez Mandamentos. Ele veio derramar do espírito sobre toda a carne, precisamente para dar fim à pior praga de todos os tempos, que sempre foi o clericalismo, a fábrica de ignorantes e criminosos.
E ainda outro quesito em favor da Verdade, pois o que tira a orfandade é o Consolador ou Espírito da Verdade, isto é, a Revelação. Para que ninguém ficasse órfão da Verdade, afirmou Jesus que enviaria o Consolador; e basta ler os capítulos um, dois, sete e dezenove dos Atos, para saber como Jesus agiu, em cumprimento de Sua palavra. Em síntese, tudo é questão de retornar ao modo de reunir dos Apóstolos, que é como se encontra no capítulo quatorze da Primeira Carta aos Coríntios; e fazendo assim o resultado é - Espiritismo!
- 241 - “Porque o Filho do homem é Senhor até do sábado mesmo.” - Jesus. O maior crime é tirar o mérito da Virtude e da Sabedoria para dá-lo ao formalismo, aos sacramentismos, às liturgias. Sábados, templos materiais, vestes e todo o aluvião de engodos inventados pelos homens mercenários da fé, representam crimes contra a Lei de Deus, que manda adorar em Espírito e Verdade, assim como o é Deus, querendo que assim venham a ser os Seus filhos. Jesus foi parar na cruz pelo fato de se levantar contra as idolatrias; e se alguém quiser saber como agem agora os homens, saberá que agem do mesmo modo, embora em nome d'Ele. O erro tomou rótulo novo, para se justificar. E atrás dos erros ditos religiosos, continua a procissão de outros erros, vindo a ser a sociologia terrícola um verdadeiro mistifório. Faltam o Saber e a Virtude, e sobram os engodos, as superficialidades, os rótulos e os fingimentos.
- 242 - “Misericórdia quero e não sacrifício.” - Mateus, cap. 12. Para compreender essa advertência do Cristo, preciso se torna conhecer e viver estas cinco palavras: Moral, Amor, Revelação, Saber e Virtude. Nenhum fetiche, nenhuma formalidade, coisa alguma poderá jamais igualar à prática de tais verdades fundamentais. Contra elas não prevalecem argumentos, e sem elas todos os argumentos são ridículos. Todavia, como aquelas palavras não servem aos homens, e muito menos aos homens que fazem das coisas do espírito um simples comércio ou meio de vida, eis que temos o mundo como ele é - falho de virtudes e referto de hipocrisias!
- 243 - “Porei o meu Espírito sobre ele, e ele anunciará às gentes a justiça.” - Isaías, cap. 2. Eram chamados, no Velho Testamento, Homens de Deus, os Médiuns, ou Profetas; porque eles tinham contato com os anjos, espíritos ou almas, que lhes falavam, para que eles anunciassem. Por isso mesmo que disse Jesus, no Seu tempo, aquilo que está assim redigido: “Na verdade, na verdade vos digo, que vereis o céu aberto, e os anjos subindo e descendo sobre a cabeça do Filho do homem.” - João, cap. 1.
Por isso perguntam muitos, e com muita razão, se Jesus não foi um Médium ou Profeta. Ele mesmo disse que um Profeta não deveria morrer fora de Jerusalém, para que a culpa de mais um crime ficasse ali. E na hora de ser preso, lembrou aos discípulos que, se não fosse para ser assim, teria a Seu favor doze legiões de anjos. No Horto, afirma Lucas, teve um anjo para consolá-lo. E como anjo, espírito e alma quer tudo dizer o mesmo, na linguagem bíblica, no Tabor apareceram Moisés e Elias. Quem tem inteligência não faz confusões; mas quem não a tem, procura a confusão, para defender sua ignorância, isto é, o seu sectarismo.
- 244 - “Onde o bicho que os rói nunca morre, e onde o fogo nunca se apaga.” - Jesus. A Justiça Divina, que em todos os tempos deu, dá e dará a cada um segundo as obras que praticar, teve e tem, na Escritura, várias designações alegóricas ou simbólicas. Fogo eterno, bicho que rói, etc. De qualquer forma é instrumento eterno de justiçamento, o que não significa que um filho de Deus fique eternamente sem sair dali. O fogo eterno, que é a Justiça Divina, faz pagar até o último ceitil; e o espírito culpado, uma vez ressarcido, continua a marcha em demanda à Pureza e à Sabedoria. Ninguém deve confundir entre a perenidade da Justiça Divina e a perenidade de estadia ali. O fogo eterno fica e o espírito transita apenas. Quanto aos religiosismos, ou dogmatismos clericais, que afirmam a eternidade da culpa, isso é próprio de seus erros ou dogmas; eles não procuram ficar com Deus, mas sim com os seus absurdos, porque fazem da fé meio de vida e de outras maquinações mundanas. Quem se sentir livre pela graça de Deus, que abandone aos poucos as chicanas clericais; assim é necessário, para que a Terra deixe de ser um mundo de guerras, pestes e fomes.
- 245 - “Espírito surdo e mudo, eu te mando, sai desse moço, e não tornes a entrar nele.” - Jesus. Jesus passou a vida a expelir espíritos maus e a confabular com espíritos bons ou da Verdade. Que é preciso dizer mais, depois de se saber que foi falar com Moisés e Elias, no Tabor? Que é preciso saber mais, depois de se saber que tinha os anjos, espíritos ou almas, subindo e descendo sobre a sua cabeça? Todavia, os chicanismos clericais pretendem o contrário, para conservar a Humanidade em estado de ignorância e blasfêmia.
- 246 - “Se alguém quiser ser o primeiro, será o último de todos, e o servo de todos.” - Jesus. Para que toda a casa fosse um receptáculo da Palavra de Deus, que é a Revelação, Jesus veio batizar em Espírito ou Revelação; mas os homens perversos inventaram clerezias, idolatrias e ensinaram a blasfemar contra o Instituto da Revelação, que é o Consolador. E até se pretendem santidades infalíveis, quando o Divino Molde nem de Bom quis ser chamado!
- 247 - “Com quanta dificuldade entrarão no reino de Deus os que têm riquezas.” - Jesus. O reino de Deus, para Jesus, era o Plano Crístico, aquele dito Oitavo Céu, de onde viera Ele, para cumprir Sua função missionária na Terra. É o Céu dos libertos, daqueles que se tornaram acima de mundos, formas e transições; daqueles que reencarnam por vontade própria. Aqueles que se apegam aos bens do mundo em geral, não apenas às riquezas, naturalmente retardam a entrada no Plano Crístico. Convém notar, para efeito de respeito à Verdade, que enquanto se tratar de espíritos embrionários em evolução, haverá muitos ricos caridosos e simples, e muito mais pobres empanturrados de inveja, despeito e outros defeitos. Como de experiências e provas se fazem os libertos, convém pensar no dever de saber ter e não ter, como de saber conhecer e saber ignorar. Porque uns nunca responderão pelos outros, mas cada um por si ou pelas suas obras. Se houver erro, isso basta a cada um, sem ser necessário que um irmão ponha o dedo a pesar sobre o outro. A Lei acionará a Justiça no devido tempo, sem a interferência humana; e como ninguém está acima de falhas, mais convém ajudar a consertar com a Lei, do que apontar e desejar o mal ao semelhante, seja lá pelo motivo que for.
- 248 - “E o Filho do homem será entregue aos príncipes dos sacerdotes, e aos escribas, e aos anciãos, e sentenciá-lo-ão à morte, e o entregarão aos gentios.” - Jesus. Enquanto a Terra contiver clerezias; enquanto a Humanidade sustentar mercenários das coisas de Deus; enquanto homens fantasiados, idólatras e dogmatistas passarem por ministros de Deus, a Verdade viverá crucificada e a Humanidade terá que responder por isso. Quando Deus e Suas verdades forem cultivadas em Espírito e Verdade, pelo fato de ter a Humanidade se compenetrado destas cinco palavras: Moral, Amor, Revelação, Saber e Virtude, então todas essas porcarias desaparecerão, vindo a reinar a Paz e a Ventura entre as gentes. Aquele que tiver a inteligência lúcida e o coração puro, entenderá isto. Os outros pensarão, como pensaram os sacerdotes, os escribas e os anciãos, sobre Jesus, motivo por que o crucificaram. Porque o trabalho de Restauração e Consolidação, está sendo feito entre gentes do mesmo teor, da mesma insuficiência espiritual.
- 249 - “Este povo honra-me com a boca, mas o seu coração está longe de mim.” - Marcos, cap. 7. Jesus recorreu muitas vezes, ou todas as vezes, aos Profetas, para fundamentar os Seus temas de caráter doutrinário; este que ora transcrevemos pode ser procurado no imortal capítulo sete do Profeta Zacarias. Porque os exteriorismos sempre foram os
argumentos usados pelos mercenários da fé. Com isso sempre fizeram subverter a ordem das coisas, encaminhando a Humanidade para a ignorância e para o erro. Aos espíritas cumpre cuidar da Verdade Profética, pois é certo que já são em demasia os agrupamentos farisáicos da Terra. Tendo um coração limpo e um cérebro lúcido, por certo que haverá uma conduta amorosa para com os irmãos, sendo isso que a Deus agrada. Não convém tapar o buraco por onde passa o mosquito, para deixar aberto aquele por onde passa o camelo...
- 250 - “Então Jesus, tirando-o do meio do povo, e tomando-o de parte, meteu-lhe os seus dedos nos ouvidos; e cuspindo, pôs-lhe da sua saliva sobre a língua.” - Marcos, cap. 7. Jesus usou de muitos recursos para realizar Suas curas; de recursos que foram tirados, propositalmente, dos documentos deixados pelos Apóstolos. E como tivesse Ele os anjos, espíritos ou almas, subindo e descendo sobre a Sua cabeça, que quer dizer ao Seu redor, qualquer um pode compreender de onde Lhe vinham os ensinamentos e os conselhos. Paulo diz, numa das Epístolas, que enquanto encarnado, Jesus era um pouco inferior aos anjos; isto é, aos espíritos bons e livres ou de Deus. É uma verdade simples, muito simples, que qualquer de nós, que conheça suas vidas e função no mundo, compreende com toda simplicidade. Quanto aos meios de cura, cumpre dizer o seguinte: A Escola de Profetas de Israel, ou de Nazireus, ou também chamada de Escola Essênica, tinha elementos pertencentes a três categorias: a - Os filiados em geral, solteiros e casados, que viviam a vida simples da agricultura, sem outros deveres que não fossem observar a conduta que a Lei determina, e de estar a par dos movimentos da Escola ou Ordem; b - Os Nazireus, ou Médiuns, que se versavam no exercício profético ou mediúnico. Tudo dependia dos anúncios vindos antes de nascerem, ou da vontade do indivíduo, por causa de faculdades que se lhe manifestavam. A Bíblia contém muitos informes, sobre filhos que foram oferecidos, pelas mães, ao serviço profético, etc.; c - Os Terapeutas, que muitas vezes eram também Nazireus, e que faziam aprofundados estudos de medicina, começando pelo espírito, observando o perispírito e considerando os reflexos no corpo somático. Não é preciso lembrar que Jesus, o Messias, o Ungido, o Divino Delegado, o que tinha o Espírito de Profecia Sem Medida, tinha tudo aquilo, e mais aquilo que por ora é difícil fazer entender. Quando os leitores se fizerem elementos do Grau Crístico, e receberem um tal Divino Encargo, hão de saber o que é. Enquanto isso não ocorrer, por sim e por não, terão que movimentar a pedra contraditória...
- 251 - “Sobre o que Pedro, tomando-o de parte, começou a repreendê-lo.” - Marcos, cap. 8.
Nunca teria sido com má intenção o propósito de Pedro; experimentado da vida, achou que devia encurtar o entusiasmo do jovem Jesus. É que lhe seria difícil considerar certas diferenças de ordem vibratória ou dimensionais; porque Jesus via a Terra pelos visos do Céu, enquanto ele, Pedro, pretendia medir o Céu pelos visos da Terra. A diferença é tremenda! Deixemos porém o velho pescador, que não foi achado à beira da água, porque já havia sido discípulo de João Batista, visto ser filiado à Escola de Profetas, e vamos dizer que depois dele, muitos milhares de outros têm feito pior, porque em lugar de pretenderem apenas aconselhar, tudo quanto fazem é perverter, é corromper a Excelsa Doutrina deixada por Jesus. Subvertem, corrompem, induzem a tremendos erros e se acreditam ministros de Deus!...
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.