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Capítulo 13 de 48
O Espírito De Duas Obras — parte 8 de 17
A Biblia dos Espíritas · Osvaldo Polidoro
- 116 - “A Graça de nosso Senhor Jesus Cristo, e a caridade de Deus, e a comunicação do Espírito Santo, seja com todos vós” - II Ep. Coríntios, cap. 13. E havia mesmo a comunicação do Espírito, depois do Pentecostes, e era isso a Graça trazida por Jesus para toda a carne. Quem ler os capítulos doze e quatorze, da Primeira Epístola aos Coríntios, saberá como os Apóstolos faziam as suas sessões espíritas. Até o quarto século foi assim o Caminho do Senhor, pois ninguém sabia de Cristianismo algum. Foi Roma que, atraiçoando o Batismo de Revelação, forjou a sua clerezia e esse nome. Tomou o nome de Deus, da Verdade e do Cristo, e também dos vultos do Caminho do Senhor, e colocou-os no frontispício da corrupção. Em matéria de Batismo de Espírito, de quem o Espiritismo é a Restauração, tudo será questão de retornar aos ditos modos apostolares de culto; porque havendo o cultivo do Profetismo, o mais tudo redundará nos informes que se encontram na Codificação, que é o A B C da reposição das coisas no lugar. Convém lembrar aqui Wicliff, Huss, Lutero, Giordano Bruno e outros, eles mesmos que vieram no século dezenove, para fazer a Codificação e seus desdobramentos. Aquilo que chamam de Reforma, e que não tem o renovo do Pentecostes, por certo não é ainda a Reforma; porque a Reforma completa é aquela que conta com a Restauração do Batismo de Espírito, com a volta ao Profetismo. Depois de tudo feito, assim falamos, para que ouçam aqueles que desejem de fato ouvir. Porque a Restauração agora está feita, e ninguém mais a deterá, porque os homens não poderão deter as comunicações dos anjos ou espíritos. A Restauração está figurada no Apocalipse, é o Cavalo Branco, cujo cavaleiro saiu vitorioso para vencer. Se lhe não quiserem aceitar, sairão os Cavalos Vermelho, Preto e Amarelo, que farão terríveis estragos, como jamais a Terra de tempo algum os viu, nem mais os verá.
- 117 - “Chegai-vos para Deus, e Ele se chegará para vós” - Tiago, cap. 4. Um documento há, dialético em si mesmo, que se constitui o Caminho que a Deus conduz - é a Lei de Deus! Por isso mesmo que Jesus, ao iniciar a Sua missão, salientou que vinha para executar e não para derrogar a Lei de Deus. Ela é teórica em Moisés e é prática em Jesus-Cristo! Seus três sentidos são a Moral, o Amor e a Revelação. Pela Moral, reclama Equilíbrio; pelo Amor, concita à Renúncia de cada um a bem do seu irmão; e pela Revelação, fornece advertências, ilustrações e consolações. Jesus foi o mais equilibrado, o mais amoroso e o mais assistido pelas legiões espirituais. Entre Ele e o plano espiritual não havia distância, porque tinha os céus abertos diante de Si. E assim como foi o Divino Molde, apresentado pelo Senhor Único, que é Deus, é assim mesmo que os seguidores do Caminho devem procurar ser.
Quem é sem Lei, é sem Cristo, e não se achega a Deus. A Verdade é uma cruz, sendo que cada um deve levar a sua, segundo o Divino Exemplificador; é livre, porém, para fazê-lo, pelo que receberá, sejam luzes ou trevas. Convém ler com atenção o capítulo final do Apocalipse, porque o seu Espírito Relator, Emissário do Cristo, bem sabia que ele ficaria, até um dia ser feita a Restauração, ela que deveria, então, dar os ensinos minuciosos da Verdade. Como a Restauração está feita, o Consolador sendo o Programa do Senhor, é bom ler os documentos finais da Escritura, para saber que o Espiritismo é a resultante do trabalho dos mesmos Profetas. Porque retornaram à carne os mesmos, para, sob a égide do Senhor, levarem a termo a reentrega do Batismo de Revelação, que fora em Roma eliminado, do quarto século em diante. Convém ler bem o capítulo sete, dos Atos, para aprender a não resistir ao Espírito Santo ou de Deus; porque aquele que nega a Mensageiria Divina, certamente nega a Deus e a Jesus. Pelos anjos ou espíritos é que Deus sempre advertiu e instruiu a Seus filhos, quando a Revelação era de portas fechadas ou esotérica; e se Jesus pagou com a vida o fato de trazer a Graça da Revelação para toda a carne, certamente não é do Cristo aquele que blasfema contra a mesma Graça.
- 118 - “Confessai pois os vossos pecados uns aos outros...” - Tiago, cap. 5. A exclamação de João Batista era a mesma dos Nazireus - “Que os vossos atos, confessados em público, vos não envergonhem! Fazei obras que possam ser confessadas em público!” Roma eliminou o Batismo de Revelação, a Graça trazida por Jesus para toda a carne, e inventou essa imundície que é a confissão auricular, que tantos serviços já prestou à imoralidade e aos sangüinários manejos da politicalha.
- 119 - “Espírito surdo e mudo, eu te mando, sai desse moço, e não tornes a entrar nele” - Marcos, cap. 9. Jesus passou pelo mundo a expelir maus espíritos e a confabular com os bons ou santos espíritos; é ridículo que os clericalistas, por causa de seus interesses mundanos, queiram negar tais fatos. O que é bom pensar, também, é que havendo contato entre as gentes encarnadas e os espíritos, anjos ou almas, dos melhores aos piores, tudo isso vem provar a falência dos territórios chamados Céu, Inferno e Purgatório. Vejamos bem que Gabriel falou a Zacarias e à Maria; notemos que Jesus, no Tabor, fez Pedro, Tiago e João, verem Moisés e Elias; consideremos que Jesus prometeu fazer ver os anjos ou espíritos, subindo e descendo sobre a Sua cabeça; e, por fim, que o Seu Batismo seria de Espírito. Portanto, da mesma maneira que é blasfêmia falar contra a Revelação, também o é sustentar a tese de Céu, Inferno e Purgatório, como sendo lugares feitos por Deus, propositalmente, para lá atirar Seus filhos. As condições e situações são de consciência, de intimidade, e os lugares trevosos o são, em vista de se juntarem ali os indivíduos trevosos. Onde quer que se agrupem indivíduos iluminados ou trevosos, os ambientes se tornarão, por sua vez, gloriosos ou infernais.
- 120 - “Porque é necessário que sucedam escândalos; mas ai daquele homem por quem vem o escândalo” - Mateus, cap. 18. Os grandes escândalos espiritualistas sempre vieram dos que se acreditam donos da Verdade, pelo fato de terem um fanatismo sectário ao qual se entregam de corpo e alma. Quem trucidou os Profetas? Quem crucificou o Cristo? Quem vive a blasfemar contra o Batismo de Revelação?
- 121 - “Aos homens é isto impossível, mas a Deus tudo é possível” - Mateus, cap. 19. “Eu tenho ainda muitas coisas que vos dizer, mas vós não as podeis suportar agora. Quando vier porém aquele Espírito da Verdade, ele vos ensinará todas as verdades...” - João, cap. 16. Os religiosismos, entretanto, nada querem com a Revelação, porque esta os acusa de errados, corrompidos e corruptores. A Deus tudo é possível por leis, e a reencarnação é uma das primordiais. E para fazê-la conhecida, o Consolador daria, como está de fato dando, os informes. Quem é que, em lugar de procurar conhecer o Consolador Anunciante, pelo contrário, só procura negá-lo ou blasfemá-lo?
- 122 - Vindo ao Mundo Jesus-Cristo, cuja glória se perdia, Além dos tempos do Mundo, como só Deus o conhecia, Encarnou para exemplificar a Lei, e bem viva deixá-la, E em termos de Moral, de Amor e de Revelação, fixá-la! A Moral viveu-a Ele, não inventando a tabus humanos, Pois viveu a Verdade e não recorreu a vícios profanos, Porquanto, abandonando a clérigos e fariseus, os fingidos, Nas ruas e praças ensinou, curou, e teve bons dias foragidos! Em Amor executou-a, tão bem que renunciou à vida, Por fazer o Bem, justo à clerezia a mais fementida, Fementida sim, cheia de fingimentos e mil hipocrisias, Como foram e são, todos os comerciantes de sacristias! A Revelação viveu-a Ele, com o máximo dos fulgores, Pois a começar de Gabriel, fulgiram espíritos anunciadores, E toda a vida tendo, sobre si, os espíritos subindo e descendo, Ao Mundo mais tarde brindaria, com o Pentecostes assim crescendo! Antes de porém fazê-lo, porque a morte enfrentaria, E a ressurreição do espírito, em grande ensino deixaria, Eis que apanha três apóstolos, e no Tabor se transfigurou, Revelando aquela glória, que antes tivera, assim como falou! E o grandioso feito encerra, duas imortais lições, De ser o espírito anterior ao corpo, vir das encarnações,
E por terem vindo Moisés e Elias, confirmar o mediunismo, Afirmando que Deus não é de mortos, como diz o Cristianismo! Vede pois o Espiritismo, que é Moral, Amor e Revelação, E recomenda o Saber e a Virtude, as fontes de libertação, Que tais palavras definem a Doutrina, que será impassável, Por ser tudo em Deus, divinamente Eterno, Perfeito e Imutável! Não há Cristianismo sem Moral, sem Amor e sem Revelação, Porque fora da tríade, o que há, é do Homem, é a inversão, E por isso está longe do Saber e da Virtude, é idolatria, Coisas que bem caro custarão, porque a Dor vem da porcaria!
- 123 - “Entretanto fez o pontífice perguntas a Jesus, sobre que discípulos tinha, e qual era a sua doutrina” - João, cap. 18. Por que dizia Jesus, que a doutrina era do Pai e não d'Ele mesmo? Simplesmente porque a doutrina tem fundamento nos três sentidos da Lei de Deus, que são a Moral, o Amor e a Revelação. Vinte séculos depois, a mesma doutrina é desconhecida e blasfemada, por aqueles mesmos que seguem os seus pontífices, porque não conseguiram ainda pôr em prática a Lei de Deus. E se Jesus viesse outra vez, tendo os anjos ou espíritos descendo sobre Ele, ou mantendo contato com Moisés e Elias, ou expelindo maus espíritos, não é certo que diriam de tudo isso o que dizem do Espiritismo? E por que o fazem? Apenas porque o Espiritismo é a Restauração do Caminho, da Doutrina do Senhor.
- 124 - “Tudo está cumprido. E abaixando a cabeça, rendeu o espírito” - João, cap. 19. Quem nasceu, já o fez hipotecado à morte. Poderá ser antes ou depois, em melhor ou pior condição, mas o fato é que terá de se ir da carne. A imensa maioria não sabe para o quê nasce, a não ser que a Lei de Deus lhe indique a linha a seguir; porque ela é o Código Geral de Conduta, sendo que aquele que a conhece, nunca poderá alegar ignorância, em matéria de obrigação fundamental. Alguns vultos da História Religiosa, alguns dos Grandes Iniciados, tiveram conhecimento de suas vidas e deveres a cumprir no mundo. Jesus, o Grande Iniciador do Planeta, foi o mais consciente que jamais passou pela carne, sendo que o preço de tamanha consciência foi o martírio na cruz! Morrer, pois, é banal; o que importa é fazê-lo com dignidade, coisa que se consegue, somente quando se o faz para testemunhar a Verdade, exaltar a Justiça, reverenciar o Amor e honrar a Virtude!
- 125 - “Mulher, eis aí o teu filho” - João, cap. 19.
Do alto da cruz, apontando para o discípulo João, assim determinou Jesus, que ele a tomaria por mãe. E o discípulo, vivendo até aos noventa e quatro anos, cuidou do Vaso Carnal, por onde o Cristo se fizera presente, porque esse Vaso Cheio de Graça, também atingiu a idade de setenta e quatro anos. Tudo foi preparado no mundo espiritual, pois enquanto os demais discípulos, que eram dezenas, foram massacrados, João, que tinha de zelar pela Senhora Eleita, pois que assim a chamavam eles, viveu até aquela idade. João Batista e Jesus saíram da Escola de Profetas de Israel, ou do Cenáculo de Nazireus, também chamado de Essênio; ambos saíram com setenta discípulos, regularmente preparados. Quando Jesus, por fim, triunfou na cruz, os Essênios ou Nazireus deram por terminada a tarefa, ingressando no Caminho do Senhor, vindo quase todos a morrer martirizados. Dentre os setenta foi que Jesus escolheu doze, para honrar as doze tribos de Israel.
- 126 - “Que vou para meu Pai e vosso Pai, para meu Deus e vosso Deus” - João, cap. 20. Os planetas têm seus Cristos, bem assim como os grupos deles e as galáxias; mas Deus, o Pai Divino, é Único! Os Cristos são espíritos, anjos ou almas, que se elevaram por evolução a esse grau, ao qual todos os filhos de Deus terão que chegar. Por isso são apresentados como Modelos Divinos.
- 127 - “Apascenta os meus cordeiros” - João, cap. 21. Jesus a ninguém mandou ser papa; como, porém, Pedro era o mais idoso, recomendou-lhe zelar pelos outros dentro da Excelsa Doutrina, a dar testemunho do Seu Batismo de Espírito, como Pedro o fez no dia de Pentecostes, assim como está assinalado nos Atos, capítulos dois, dez e onze e nas Epístolas. Foi Pedro quem deu o primeiro testemunho público, de ter sido Jesus o Portador do Derrame de Espírito; mas Roma eliminou o Batismo de Revelação, forjou uma clerezia idólatra e colocou o nome, apenas o nome, de Pedro como responsável por tamanha blasfêmia. Se ninguém tivesse feito adulteração, o Caminho do Senhor seria apenas o Essenismo de portas escancaradas, assim como o Espiritismo o é, por lhe ser a Restauração. O Consolador é acima de clerezias e de religiosismos.
- 128 - Lembra-te irmão, do que nos é devido, Fazer a nossa parte, nos domínios evolutivos, Crescer em Amor e Sabedoria, no sentido, Porque a parte de Deus, são temas resolvidos. Nada temos de inventar, do que é essencial, Porque isso a Deus cumpre, e a mais ninguém diz, Sendo exato que devemos, como é natural, Subir em Amor e Sabedoria, e fazer tudo bem feliz.
Deixa-te, pois, de tantas maquinações, De tantas manobras, de tudo quanto é religiosismo, Entregando-te ao trabalho, às ações; Mas faze tudo pela Verdade, pelo Amor, Acima de sectarismos, como te ensina o Cristianismo, Ouvindo, portanto, a voz do Consolador.
- 129 - O CELESTE BATISMO O Celeste Batismo, trouxe-o Jesus, De modo generalizado, a ser da Humanidade; E no Pentecostes, jorrou a luz, Que devia partir, encher o mundo de Verdade. Dois capítulos existem, formidáveis, Dos Atos um e dois, que aguardam inteligência; Contêm ensinos justos, impassáveis, De quem os homens olvidaram, de pura negligência. O Cristo redivivo, marcando na História, Batizou em Revelação, para findar as clerezias; Mas da Humanidade alguns homens, a escória, Blasfemaram do Excelso Batismo, impondo idolatrias.
- 130 - Os Cristos, ao afirmarem que são unos com o Pai, e ao dizerem que o Pai é Maior ou Total, afirmam-se centelhas-reflexas, exposições particularizadas do Sagrado Princípio. As Escolas Iniciáticas, de fundo profético, ensinavam certo sobre os Filhos de Deus ou espíritos cristificados. Quanto ao clericalismo, isto é, a tudo quanto sabe e cheira a comercialismo formal, com profundas penetrações na máquina mundana, isso foi quem fez a perversão da Excelsa Doutrina. Uma vez liquidada a Essência Doutrinária, o mais tudo descambou para o erro e o crime, para o materialismo e para a degradação em todos os sentidos.
- 131 - “Porém o Excelso não habita em feitura de mãos, como diz o profeta.” - Atos, cap. 7. O sétimo capítulo do Livro dos Atos é valioso repositório de excelência doutrinária. Ele sozinho vale por uma Bíblia inteira.
- 132 - “Senhor, que queres tu que eu faça?” - Atos, cap. 8. A pergunta que todos deveriam fazer, porque todos são pecadores ou espíritos em processo evolutivo.
E o Senhor responderia a todos - “Cultivai os três sentidos da Lei, que foi como eu fiz.” Porque, sendo Ele o Divino Molde, deve ser seguido. Ademais, ninguém poderá vir a seguir a Trilha Certa, constituída de Sabedoria e de Virtude nos atos em geral, sem respeitar nas obras a Moral, o Amor e a Revelação. A casa sem alicerce poderá ficar de pé? Consultai a parábola. E se alguém conhecer alguma associação humana com o título de religião, mas que esteja fora dos três sentidos da Lei de Deus, pode afirmar que religião não é, e que ruirá por terra, quando as coisas forem repostas nos devidos lugares e a Verdade triunfar sobre a mentira.
- 133 - “João na verdade batizou em água, mas vós sereis batizados no Espírito Santo” - Atos, caps. 10 e 11. João fez do batismo de água o pretexto para atrair as gentes, a fim de anunciar a Jesus, que vinha sendo esperado há trinta e seis séculos; valeu-se do mesmo pretexto para convidar à purificação. O batismo de água é humano e formal, tendo Roma feito dele um meio de vida e o pretexto para blasfemar contra o Batismo de Revelação, que é do Céu.
- 134 - “E vós, quem dizeis que eu sou?” - Evangelho. Primeiro procurou saber Jesus o que dizia o povo. Depois, o que pensavam os discípulos sobre Ele. E Pedro respondeu, inspirado por um santo espírito - “Tu és o Cristo, o Filho do Deus Vivo.” E como Jesus vinha cumprir a Promessa do derrame de espírito sobre toda a carne, respondeu: “Bem aventurado és tu, Simão Barjonas, porque não foi a carne nem o sangue quem te isso revelou, mas sim o Espírito de Deus. E sobre esta pedra edificarei a minha Doutrina, e as portas da inferioridade não poderão contra ela.” Entendam isto: Filho da mulher - Homem-natureza. Filho do homem - Homem apenas iniciado. Filho de Deus - Espírito cristificado. Jesus foi reconhecido como o Cristo que devia vir, Cristo que estava sendo esperado há trinta e seis séculos. E afirmou que vinha cumprir a Promessa feita umas vinte vezes no Velho Testamento. Mais tarde, no dia do Batismo de Espírito, no Pentecostes, Pedro reafirmou o Cristo como sendo o Portador da Promessa. O capítulo dois dos Atos é inconfundível.
-135- “Consultai as escrituras.” - Jesus. O Velho Testamento foi queimado por Saul, e foi restaurado no tempo de Esdra, sobre lendas e ditos do povo. Só de Davi para diante é que os livros do Velho Testamento são de próprio punho, nos originais hebreus. O Novo Testamento se compunha de duzentos e cinqüenta e sete manuscritos. A primeira seleção reduziu-os a oitenta e sete, a segunda a vinte e oito e a Vulgata constitui o resumo, segundo os interesses do imperialismo despótico e sanguinário de Roma. No quarto século foram feitas coisas escabrosas com os escritos apostolares; foram cometidas adulterações tremendas, além de terem sido mortos os cultivadores do Batismo de Espírito, e de terem sido destruídos os Cenáculos Iniciáticos de todos os recantos do Império Romano. Jesus foi crucificado duas vezes - uma vez em nome de Moisés, pelo Sinédrio e pela súcia farisáico-saducéia, e outra vez por ordem de Constantino ou do Império Romano. O Batismo de Espírito voltou através de Elias, com o nome de Espiritismo, precisamente por ser a restauração do Batismo de Espírito, que a Jesus custou a vida. A verdadeira Escritura é a Revelação, é a Palavra de Deus, sempre viva e servindo assim - advertindo, ilustrando e consolando. E o Profeta ou Médium é muito responsável, porque ele é o intermediário, o servo da Mensageiria Divina. Quando o Médium ou Profeta se desequilibra, os santos espíritos afastam-se e os espíritos ignorantes e capciosos interferem, ensinando a trair a Lei de Deus. Para quem quiser atender, isto é fundamental: O Documento Fundamental é a Lei de Deus. O Evangelho foi a vida que Jesus viveu. Jesus é a Lei Viva, é Moral, é Amor e é Revelação.
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.