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Capítulo 21 de 48

O Espírito De Duas Obras — parte 16 de 17

A Biblia dos Espíritas · Osvaldo Polidoro

- 252 - “Se a lei de Cristo penetrou nas consciências individuais e até uma certa medida na vida social, é ainda a lei pagã e bárbara que governa as nossas instituições políticas. ” - G. I. O feliz Autor de OS GRANDES INICIADOS faz, no final de sua Obra, considerações bastante ponderosas sobre os reflexos que a lei de Cristo, como ele qualifica, não teve ainda sobre a vida social das gentes. Como, perguntamos nós, poderia ter acontecido isso, se as religiões sempre foram as adversárias das Grandes Revelações? Porque as Grandes Revelações sempre tiveram por base a Moral, o Amor, a Revelação, o Saber e a Virtude. Isto, para que as verdades fundamentais que se encontram expressas nestas palavras - Essência, Existência, Movimento, Imortalidade, Evolução, Responsabilidade, Reencarnação, Comunicação, Habitação Cósmica e Sagrada Finalidade - pudessem ter franca penetração por parte das gentes. Que fez, entretanto, a clerezia organizada em caracteres político-mercenários? Não arranjou dogmas os mais absurdos, para contrariar as verdades fundamentais? Não andou trucidando Profetas e crucificando Cristos? Não vive ainda de mancebia com os governos temporais, pagãos e bárbaros, a vender fetiches, a fabricar ignorantes e blasfemos, e tudo em nome de Deus, da Verdade, do Cristo e do Bem? Se, repetimos, os que falam em Deus, tudo fazem para destruir as verdades de Deus e implantar as suas maquinações idólatras, traindo francamente os ideais de Sabedoria e Virtude, porque renegando a Moral, o Amor e a Revelação instrutiva; se, afirmamos, em nome de Deus fazem descrer das nobres ações e do conhecimento das leis simples da chamada Criação, como poderia ser que os governos temporais, pagãos e bárbaros, tivessem melhores propósitos? Ademais, a lei de Cristo é apenas um modo de falar, e modo muito insuficiente, porque o Cristo foi apenas o Transmissor da Excelsa Doutrina. Ele sempre disse que a Doutrina é do Pai. E como assenta ela nos três sentidos da Lei de Deus, que são a Moral, o Amor e a Revelação, tudo está, no Cristo, absolutamente exato. Não aceitamos, de modo algum, o conceito de que as igrejas em geral sejam filhas do Cristo; porque o Cristo transmitiu a Excelsa Doutrina, cujas bases são as verdades de Deus e não os engodos inventados pelos homens idólatras e blasfemos dessas mesmas verdades. Nada de igrejas e tudo de conhecimento e culto da Excelsa Doutrina. A

unidade depende da Lei de Deus, cujos três sentidos o Cristo viveu, porque devia ficar, como ficou sendo, o Divino Modelo! Com um pouco de honestidade mental, tudo voltaria ao Caminho do Senhor, que era o nome do Cristianismo Primitivo. Ali não havia clerezias, dogmas, rituais, liturgias, salamaleques comerciáveis e outros engodos pagãos.

- 253 - “Quem te fez a ti príncipe e juiz?” - Atos, cap. 7. Esta transcrição, feita do capítulo sete dos Atos, poderia ter sido feita do Velho Testamento, porque a pergunta foi dirigida a Moisés. Entretanto, convém repisar a grandeza deste capítulo, pelos motivos que contém. Por isso é que nos convidaram, Isaías, Jeremias e Amós, e João Evangelista, para usá-lo, a fim de que suas lições fiquem bastante lembradas a todos. O tema é o seguinte, no momento - Tudo aquilo que vem de Deus, começa por ser desprezado pelos homens. Assim foi com Moisés, que fez o que fez; que transmitiu uma vez mais a Lei de Deus e que foi o primeiro batizador em Revelação ou Espírito. E Jesus, quando pela primeira vez entrou no Templo, para ensinar, quiseram atirá- Lo de um monte. Por fim, pregaram-No em uma cruz, pouco tempo depois. Ninguém, todavia, conseguiu destruir a Moisés; nem tampouco existiu quem fizesse o Cristo fracassar. Moisés tirou o povo do Egito, transmitiu a Lei e foi o primeiro batizador coletivo de Espírito; e Jesus, que veio derramar do Espírito sobre a carne toda, ainda acrescentou duas outras vitórias impassáveis, pois voltou como espírito para fazer isso e deixou o mais frisante exemplo da ressurreição final do espírito. Que adiantou a repulsa dos homens? E assim mesmo irá acontecendo, pelos tempos afora, porque Deus não discute com os homens os Seus desígnios. Nem mesmo os homens, sendo prudentes, iriam perguntar à ignorância o que fazer com a Sabedoria! O Espiritismo, tendo por base a Moral, o Amor, a Revelação, o Saber e a Virtude, jamais irá perguntar ao mundo sobre os seus fundamentos e finalidades; porque ainda que lhe déssemos outro nome, em essência seria sempre o mesmo. Quem é que pode contra as verdades de Deus, Eternas, Perfeitas e Imutáveis que são?

- 254 - “Então punham as mãos sobre eles, e recebiam o Espírito Santo.” - Atos, cap. 8. A Graça deixada por Jesus, a Revelação ou comunicação dos espíritos, aquela que tiraria a orfandade, não era uma pagodeira à maneira da corrupção romana nem tampouco uma alegoria, um vazio, um misticismo destituído de qualquer positividade, como querem os protestantes; era, como o é para o Espiritismo, a comunicação dos anjos, espíritos ou almas, de maneira variada, ostensiva, simples e acima de enigmas. Quanto aos protestantes, que fazem a idolatria da letra e se acomodam ao desprezo pelo Consolador, isto acontece pelo fato de terem ficado num degrau da escada. Se compreendessem que o trabalho de reposição das coisas no lugar começou com João Huss, tendo que passar por Lutero, para chegar ao trabalho de Kardec, tudo estaria perfeitamente em ordem.

Acresce que Elias começou o trabalho como João Huss, tendo feito a Codificação como Kardec, nem assim tendo terminado a obra, que saltou para o Brasil do século vinte. Lutero é apenas um passo transitivo, nada mais. E no dia em que se derem a reunir, daquele modo que está escrito no capítulo quatorze da Primeira Epístola de Paulo aos Coríntios, descobrirão que o Espiritismo foi a conseqüência lógica dos trabalhos precedentes de João Huss e Lutero. A grandiosa eclosão mediúnica do século dezenove, de modo algum poderia ou deveria dar-se, antes de o Evangelho estar espalhado pelo mundo. A evolução planetária faz, em todos os mundos, com que haja a infusão entre os dois planos da vida; e para que esta infusão seja cultivada em base de Lei, cumpre não esquecer os ensinos evangélicos. Como a evolução planetária é um fato, e nenhum homem poderia determinar coisa alguma contra as leis de Deus, melhor fora que se entregassem ao santo trabalho de procurar o melhor conhecimento, para virem a ensinar o que podem, do que ficarem, por simples caprichos sectários, na triste situação de blasfemos do Batismo de Espírito.

- 255 - “Então disse o Espírito a Filipe: Chega, e junta-te a este coche.” - Atos, cap. 8. Nada de intuição, inspiração, fantocharia romana ou morbidez protestante: o Batismo de Jesus, que é do Céu, estabelecimento concreto da comunicabilidade dos anjos, espíritos ou almas, para advertir, ilustrar e consolar! Discernir sobre os espíritos comunicantes, isso é dever dos cultivadores do Batismo de Espírito. Querer anular os desígnios de Deus é tolice muito grande; o melhor é ser honesto, é procurar o bom conhecimento, para de fato respeitar a Vontade de Deus, respeitando assim o sacrifício de Jesus, que pagou com a vida a Graça que derramou sobre a carne.

- 256 - LEVANTA-TE ISRAEL! Chegada a hora, beira o rio Jordão, O Florão Celeste, a luz dos milênios; Jesus palmilha a Terra, é todo Unção, E traz a Graça, o Iniciador dos Essênios. A Doutrina é Lei, Graça e Verdade, É Moral, é Amor, é a Fiel Revelação; Pertence à carne, gera a Liberdade, Não tem proprietários, é consolação. Ouví Raças, Povos, toda a Humanidade! Joel freme na promessa, o profetismo! Falarão almas de Verdade, em comunicação, Fazendo do Consolador a Voz do Cristianismo! Israel, entretanto, nega e trai Jesus, Vendo Nele o homem cheio de feitiçaria... E diz o Talmud, por isso foi Ele à cruz, E em Roma, o Consolador o fim encontraria.

- 257 - A BESTA E A RESTAURAÇÃO Sofre a Terra, choram as almas, há luto, Invadem o mundo, cobrem-na as inquietações! Roma profana a Revelação, age a seu muto, Blasfema do Espírito, urde suas maquinações! Prostrado o Cristo, em Seu Augusto Batismo, Vicejam idolatrias, animalismos, podridões; Roma alarga o crime, é centro de vandalismo, Elimina e quebranta, a Luz das Revelações. No Céu em tempo, Jesus ordena restaurar, E descem à carne, as almas de eleição; Trazem o celeste encargo, de começar, De cavar alicerces, para a Codificação. Wicliff na Inglaterra, estuda e brada, Enquanto João Huss, pensa na renovação; A Checoslováquia freme, gente revoltada, E o Consolador começa, ali a ter brandão. Marcham os ideais da Verdade, Lutero vem, E conseguindo o livre culto, traz alegria; Traduz a Bíblia, expande-a mundo além, E o Novo Pentecostes, dentro em breve seria. João Huss volta à carne, em prosseguimento, Para fazer o trabalho, de ensinos codificar; A Codificação é o extrato do Novo Testamento, Feito à Luz do Consolador, Instrumento de Informar! A Luz que no Pentecostes Jesus fizera jorrar, O sistema de reunir, que Paulo tanto expandira, Elias em Kardec, fizera estuante retornar, E vigorar triunfante, como jamais o mundo vira. A perversidade humana, cópia da crucificação, Tudo fez e tudo faz, para crucificar a renovação; Mas quem a defende é Jesus-Cristo, o Seu fautor, Porque Ele morreu na cruz, para legar o Consolador! Quem por despeito, não quiser aceitar a Codificação, Que fique com o Livro dos Atos, em fiel interpretação; Como na Primeira de Coríntios, quatorze, faça reunir, E daquele modo, os espíritos de Deus se farão ouvir. O que importa é não blasfemar do Batismo de Jesus, Que foi e é do Céu, por ser a própria Revelação; Porque a ela chamavam - Palavra de Deus, e na cruz Jesus lhe deu, para todo o sempre, Sua homologação.

“Ele salvou aos outros, a si mesmo não se pôde salvar.” - Marcos, cap. 15. De encarar o Céu pelos visos da Terra, muita gente é capaz; mas de encarar a Terra pelos visos do Céu, isso já é muito diferente. Aquele que veio para ser o Modelo Crístico, ou de já ser acima de mundos, formas e transições, não estava ali, pregado numa cruz, pelo fato de não poder contra ela ou contra o mundo; estava, isto sim, para ensinar o caminho da Renúncia, do Perdão e dar ao mundo o grande ensino da Imortalidade e da Comunicabilidade dos espíritos. Primeiro Jesus atraiu a opinião do mundo sobre si, pelas profecias que a Seu respeito se fizeram, em trinta e seis séculos, e pelo fato de dizer Ele que era o Cristo ou Messias; depois pela Sua Vida cheia de portentosos fenômenos mediúnicos, erradamente tidos como milagrosos; a seguir, pela tremenda perseguição do clero contra Ele, envolvendo as autoridades romanas; logo mais, pela ruidosa crucificação, que abalou Israel; em seguida, a ressurreição espiritual, com a desagregação do corpo físico, por ação espiritual; e finalmente o comparecimento por onze anos a fio, depois de haver derramado o Espírito sobre a carne, que foi a Sua função missionária. Morrer em uma cruz, diante daquele povo, cuja história foi traçada sob o profetismo ou mediunismo, e mediunismo que sempre foi perseguido e trucidado pelos clérigos, era tão importante como o nascimento, a ressurreição e o grandioso acontecimento do Pentecostes. A cruz foi o berço do Seu retorno como espírito, foi o preâmbulo do Batismo de Revelação, que teria feito a espiritualização da Humanidade em dezenove séculos, se em Roma, no quarto século, não tivesse sido erguida a besta apocalíptica, para eliminar o mesmo Batismo de Espírito. Os homens fingidos e hipócritas passaram diante da cruz, lançando ao Divino Molde as suas blasfêmias; o Pai Divino, entretanto, fê-los conhecer mais tarde a significação da cruz, colocando o Seu Messias no píncaro da História. E nós sabemos que tudo em Cristo irá aumentando, com o aumento da evolução dos terrícolas, com a integração de cada um no Grau Crístico, fato que não poderá falhar, custe mais ou custe menos, seja feito na Terra ou em qualquer Planeta. A cruz não foi o fim, foi o começo! Não é a Luz que desaparece no regaço das trevas; as trevas é que desaparecem no regaço da Luz! Pelos séculos afora, Seus algozes foram reencarnando, ressarcindo as culpas, aprendendo a amar o Caminho, a Luz e a Vida; e a Vida, a Luz e o Caminho, jamais afastaram um milímetro a Sua posição, mas ficou inamovível, perene e glorioso, aguardando o reconhecimento de cada arrependido. Seus braços, abertos na cruz, continuaram e continuarão abertos, para todos aqueles que se fizerem penitentes, simples e humildes. A feliz diferença, é que a tortura se converteu em Glória, porque a morte se transformou em Vida!

- 259 - “Tomai exemplo de mim, que sou manso e humilde de coração.” - Jesus. Tomaram os homens a Jesus, mas como objeto de maquinações idólatras, de comercialismos pagãos, de manobrismos políticos os mais degradantes. Ele nasceu para exemplificar a Lei, que concita à Moral, ao Amor, à Revelação, ao Saber e à Virtude. Onde estão os governos e as religiões oficiais que procuram dar conta de semelhante obrigação?

- 260 - “Sai daqui, e vai para a Judéia, para que também teus discípulos vejam as obras que fazes. Porque ninguém que deseja ser conhecido em público obra coisa alguma em secreto; já que fazes estas coisas, descobre-te ao mundo.” - João, cap. 7. Primeiro: Quando José desposou Maria, era viúvo e pai de sete filhos. Como Jesus fosse concebido por mediunismo ou inseminação mediúnica, José a não conheceu, antes que Jesus nascesse. Depois Maria teve mais quatro filhos, sendo que Tiago, o Menor, era irmão de Jesus. Segundo: Que Jesus, por esse tempo, já tinha estado no Cenáculo do Mar Morto, estando com os Seus dons Sem Medida expostos; obrava sinais mediúnicos maravilhosos, o que motivava os comentários dos irmãos. Cumpre saber que Jesus deixou o Cenáculo com um acompanhamento de setenta discípulos, dentre os quais escolheu doze, para honrar as doze tribos de Israel. Desejou, com isso, reunir as tribos e prepará-las para o ministério do Consolador, o que infelizmente não aconteceu, por causa da guerra que lhes moveu o clero. Se Israel tivesse compreendido o Cristo, o derramador do Espírito, anunciado por todos os Profetas, nenhuma Roma jamais poderia ter eliminado a Doutrina da Moral, do Amor, da Revelação, do Saber e da Virtude, para implantar o seu imperialismo idólatra e blasfemo. Terceiro: Nenhum dos irmãos de Jesus poderia saber em que pé as coisas iriam ficar; porque no devido tempo tudo iria acontecer, como aconteceu, para com Aquele que tinha o Espírito de dons e sinais Sem Medida, tendo portanto os anjos, espíritos ou almas, subindo e descendo sobre a Sua cabeça. Para um acontecimento ser bem reconhecido, preciso se torna que tenha tradição, que seja conhecido pelos que observam o acontecimento. Como poderiam eles saber dos poderes de Jesus, e dos feitos de que viria a ser motivador, e das marcas que deixaria no mundo, se o Cristo lhes estava completamente fora de órbita? Como julgar integralmente a um homem que, pela primeira vez, produziria diante do mundo tais coisas? Porque é indiscutível que através de Jesus, obrou Deus fenômenos ainda desconhecidos na Terra. Sua delegação missionária abrangia extensões que o mundo, que a Humanidade ainda não pode compreender. E, portanto, aqueles que quiserem analisar o Cristo, hão de Lhe ficar devendo muitas insuficiências.

- 261 - “Eu sou o pão vivo que desceu do céu.” - João, cap. 6. Cristo não é nome, é grau. Jesus, o Cristo Planetário, veio representar na Terra o próprio Deus, o Pai Divino. É a Síntese das Verdades, que por sua vez é a Verdade Absoluta em expressão humana, para servir de Modelo, para significar a Sagrada Finalidade a que todos estão por Deus destinados. Em Jesus, portanto, a Moral, o Amor, a Revelação, o Saber e a Virtude, tinham toda a expressão; mas destas verdades cada um irá sabendo perfeitamente, quando nelas for penetrando, por evolução. O intelecto não basta para conhecer perfeitamente; para isso é preciso viver. E viver, saiba quem quiser, só mesmo por evolução, pela integração em um tal estado.

“Eu sou quem o conheço; porque dele sou, e ele me enviou.” - João, cap. 7. Era preciso ter uma coragem de Cristo, para afirmar diante da gente pagã e bárbara, apesar de se acreditar religiosa, que era o Cristo, que era o Messias, esperado desde Abrão, o primeiro a profetizá-lo. Porque só vêem o corpo e não o espírito, observam o exterior e não o interior. Restariam os fenômenos maravilhosos obrados, não é isso? Mas para eles arranjaram o diabo, designaram Belzebu!... No Talmud, livro de leis dos Rabinos, está escrito que Jesus foi condenado na véspera da Páscoa dos Judeus, por Se ter entregue às magias e sortilégios. Observação: Na hora da Restauração da Excelsa Doutrina, cujo fundamento é o Batismo de Espírito ou Revelação, que dizem os clérigos? Não dizem a mesma coisa da obra de Elias, o Kardec Restaurador?

- 263 - “Eis aqui o homem.” - Pilatos. Saberia Pilatos, que o homem apresentado por ele, era de antes de haver o mundo terráqueo, provando com isso as leis de evolução, de hierarquia e de reencarnação? Saberia Pilatos, que o homem apresentado por ele, nascera por inseminação mediúnica e se fizera homem adulto entre os Nazireus, às margens do Mar Morto, e que dali saíra com ordens do mundo espiritual, para desempenhar a maior função jamais levada a termo por homem sobre a Terra? Saberia Pilatos, que o homem apresentado por ele, passara a vida expelindo maus espíritos, confabulando com os bons, e que por fim batizaria em Revelação, para não deixar órfã a Humanidade? Saberia Pilatos, que o homem apresentado por ele, foi o único que morreu primeiro, venceu a morte e retornou, para cumprir a Sua missão de derramador do Espírito sobre a carne? Saberia Pilatos, que o homem apresentado por ele, viria a ser o Exemplo da Ressurreição final do espírito? Saberia Pilatos, que o homem apresentado por ele, deixaria uma Excelsa Doutrina, fundamentada na Moral, no Amor, na Revelação, no Saber e na Virtude, e que por isso mesmo, jamais poderiam contra ela as portas da inferioridade? Saberia Pilatos, que a Doutrina deixada por Jesus, viria a ser corrompida pela Roma pagã e bárbara; que em seu nome fariam jogo político, maquinações infernais, fingimentos e blasfêmias, simulações e comercialismos pagãos, com os quais inundariam a Humanidade de ignorâncias e de erros clamorosos? Saberia Pilatos, que mais tarde as coisas seriam repostas no lugar, com a volta de Elias, e que a Doutrina reposta no lugar viria a ter o nome de Espiritismo, tendo os mesmos fundamentos, a Moral, o Amor, a Revelação, o Saber e a Virtude? E saberia Pilatos, enfim, que as clerezias corruptas, ainda uma vez mais fariam guerra à Excelsa Doutrina, chamando-a coisa de Belzebu, assim mesmo como fizeram com Jesus?

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