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Capítulo 16 de 48
O Espírito De Duas Obras — parte 11 de 17
A Biblia dos Espíritas · Osvaldo Polidoro
- 171 - “O livro grego, conhecido sob o nome de Hermes Trismegisto, encerra certamente os restos alterados, mas infinitamente precisos, da antiga teogonia, que é como que o Fiat Lux de que Moisés e Orfeu receberam os primeiros raios. A Doutrina do Princípio-Fogo e do Verbo-Luz, encerrada na Visão de Hermes, é como o vértice e o centro da iniciação egípcia.” - G. I. Cumpre notar que Deus, através Daquele que é conhecido como Jesus, o Cristo Planetário, semeou no curso dos milênios, pelas Humanidades remotíssimas, em Continentes que desapareceram por via de cataclismos, criaturas altamente dotadas de faculdades e lastros potentes de espiritualidade, com o fito de fazer concatenações ou codificações. Eles apanharam o que já havia, acrescentaram o que puderam obter de informes e deixaram marcas de sua passagem missionária pela Terra. Manu, Moisés, Pitágoras e Kardec foram os maiores concatenadores da História Planetária. Agora lembramos que, afora a parte concernente ao Profetismo Histórico, que é o veículo das Instruções Doutrinárias, o que importa é conhecer a Essência Doutrinária, que umas vinte palavras, bem conhecidas e praticadas em sua inteligência, fazem verter. Ao longo de muita análise, tudo retorna ao Centro Gerador e às leis regentes que d'Ele emanam.
- 172 - CUIDADO COM A MEDIOCRIDADE Espírita, guarda-te contra a mediocridade, Estuda, conhece, pensa e vive com sabedoria; Espiritismo não é praça de fátua vaidade, Reclamando de todos o máximo, em cada dia. Procura ler, ouvir, mas pensa com vigor, Porque o Supremo Livro, é a Infinita Criação; Dos homens que muito falam, evita o bolor; Porque os Mestres em Israel, vivem aqui no chão. A Doutrina é de todos, não quer a prisão, Não aceita proprietários, é de toda carne... E se alguém se lhe diz o papa, dize não, Até que ele o prove, depois do desencarne... Vide a Moral, o Amor e a vera Revelação, Vide também o Saber e a Virtude, a grandeza; E se alguém se disser dono, brada que não, Porque o vivedor, não diz tamanha baixeza! Os medíocres enxergam por fora de tudo, Julgam pelas aparências, fazem simulação; Ninguém para eles serve, eles são o tudo, E com muita bazófia, espargem a confusão.
Entretanto, vê, a Verdade vem do Senhor, Vem do Nosso Pai Divino, que é Impessoal; Que dá por Lei a todos, Justiça e Amor; Porque em Deus não há favor, é Universal. Ama o teu semelhante, mas o erro dele, não; Separa o joio do trigo, sem fazer restrição!
- 173 - “Em uma palavra - a história de uma religião será sempre estreita, supersticiosa e falsa; só é verdadeira a história religiosa da humanidade.” - G. I. Sem dúvida que todo fenômeno tende a intelectualizar-se; sem dúvida que, em um mundo tão embrionário em evolução, onde faltam os Grandes Vultos e onde sobra uma tremenda maioria de isentos de Verdade, as Grandes Revelações, as chamadas Verdades Centrais, ao cabo de pouco ficam reduzidas a dogmas, formalismos, idolatrias, comercialismos clericais, amancebismos político-clericais, etc. E quando são feitas as restaurações, quando retornam à carne elementos competentes, o que visam é o Centro de Gravidade da Religião, o extrato doutrinário, aquele néctar que os clericalismos fizeram desaparecer. O Autor de OS GRANDES INICIADOS não devia ter dito como disse, mas sim isto - “A história de uma religião é a história de uma corrupção; o que paira acima de religiões, o que é acima de injunções humanas, o Saber e a Virtude, a Moral, o Amor e a Revelação, jamais ficarão sob os tacões da iniqüidade por tempo indeterminado. Porque na hora precisa, debaixo das convulsões em geral, surgem os vultos e os movimentos de restauração e de progresso.” Jamais se falaria em história religiosa da humanidade se não fosse a Essência Doutrinária, o Profetismo, o Mediunismo que adverte, ilustra e consola. Esta parte pertence ao chamado Criador, que através dos Cristos Planetários vai enviando missionários e restauradores, para neutralizar a ação nefanda dos conchavismos clericais e idólatras.
- 174 - “Inventaram-se as provas morais, exigiu-se o juramento do silêncio, e a pena de morte foi rigorosamente aplicada aos iniciados que divulgaram o menor detalhe dos Mistérios. Graças a essa organização severa, a iniciação egípcia tornou-se não só o refúgio da Doutrina Esotérica, mas, ainda, o crisol duma ressurreição nacional e a escola das religiões futuras.” - G. I. Mais de dois mil anos antes da vinda de Jesus, dera-se tudo isso, por ter sido o Egito invadido por reis e povos corruptos. Doutrina Esotérica ou Ciência dos Mistérios é a mesma coisa; mais tarde, Jesus chamaria a isso o “Conhecimento da Verdade que Livra.” Moisés encontrou aquele rigorismo iniciático, tendo feito o curso normal da iniciação. Quando teve que fugir, pela morte do egípcio, foi encontrar a parte prática em Jetro, o chefe religioso madianita, que se torna seu sogro. Depois, contando com maravilhosas faculdades, forçou a saída do Povo de Israel e no curso da jornada determinou a redação dos livros, segundo as ordens do Guia Espiritual de Israel.
Mais tarde os livros foram queimados e, muito mais tarde ainda, foram restaurados. A História de Israel é a mais perfeita concatenação da História do Profetismo. Jesus sairia de sua essência, para ser Aquele que viria abrir as portas dos Cenáculos Esotéricos. Pagaria com a vida o feito de libertar o cultivo da Revelação. Morreria numa cruz, para deixar o Pentecostes. E Roma, aos trezentos e vinte e cinco, crucificaria o Cristo de novo, pelas costas, liquidando a Excelsa Doutrina, fazendo sumir do mundo a Moral, o Amor e a Revelação. Entretanto, no século quatorze, sobre a Europa, realizar-se-ia um grande conclave - Jesus ordenaria o movimento de reposição das coisas no lugar. Viriam à carne Wicliff, Huss, Joana D'Arc, Lutero, Giordano Bruno, Kardec, Denis, Delanne, etc. Iriam, aos poucos, repondo o Pentecostes no lugar... O Instrumento Revelador, o Consolador, de novo começaria o seu serviço de advertir, ilustrar e consolar os filhos de Deus lotados na Terra. Até a França do século dezenove foi feita a Restauração; ordenou o Brasil como local de fazer a Consolidação; e a Extensão sobre a Terra será trabalho de mais tempo e de muita gente. Fizemos este breve resumo, para realçar o sentido progressivo do Profetismo Histórico. Porque Cristianismo é, na parte exclusivamente espiritual, apenas Profetismo prático. A seguir ou conjuntamente é Sociologia Cósmica, é a Visão do Todo, onde cada centelha movimenta e participa da Eternidade.
- 175 - “O homem contemporâneo busca o prazer sem a felicidade, a felicidade sem a ciência e a ciência sem a sabedoria. A antigüidade não admitia que essas coisas se pudessem separar, tomando em conta, em todos os domínios, a tríplice natureza do homem. A iniciação era uma elevação gradual de todo o ser humano para as cumeadas vertiginosas do espírito, donde se pode dominar a vida.” - G. I. A antigüidade esotérica, o Profetismo, fica bem entendido. Porque os conchavismos clérico-políticos, sempre que encontraram brecha, tudo fizeram para o domínio materialista das gentes, lançando mãos de todos os recursos, de todas as formas de Inquisição. Cumpre lembrar que, ao se falar no clérico-farisaísmo dos judeus, se está falando em todos os cléricos-farisaísmos, desde os mais remotos dias até ao presente. A nota mais ridícula que poderia ser dada, sem dúvida que foi esta: tendo o Profetismo ensinado as coisas da Moral, do Amor e da Revelação, foi por isso mesmo que, em todos os tempos, o clérico-farisaísmo contra ele se levantou. Ao estar de posse do nome da Verdade, deste se valeu para atraiçoá-la. Arremeteu contra a Essência da Verdade, para em seu nome fazer tudo quanto quis de erros. Vede a sabedoria destas palavras imortais: “Para atingir o mestrado, diziam os sábios de então, o homem precisa de refundir totalmente a seu ser físico, moral e intelectual.” - G. I. Essa divisa celestial cedeu lugar ao imperialismo clérico-idólatra, tendo a ele se aliado sempre o despotismo dos governos temporais. A ignorância espiritual dos governos, aliada à corrupção doutrinária, por parte daqueles que falando na Verdade só sabem atraiçoá-la, fez com que a Humanidade fosse cavando um abismo materialista
debaixo de seus pés. Agrupamentos idólatras e imperialismos despóticos são duas asas negras que se atraem e ligam, para sustentar as desgraças humanas, tendo por base a conservação da ignorância e a imposição do trabalho explorado vilmente. A antigüidade profética, repitamos, tinha por ponto de partida o respeito espiritual da criatura. Sabendo muito ou quase tudo em matéria de escalada biológica, sabia que uns eram mais e outros menos evoluídos; mas daí partiam, sabendo que o mais dotado de evolução é sempre o mais responsável. Tem que ser o pai ou tutor dos menos evoluídos, nunca porém o escravizador e explorador. Jesus, o Fulcro Vivo do Profetismo, passou a vida lembrando a todos essa condição essencial de conduta. O maior que se torne o servo, porque mais será exigido àquele que mais tenha.
- 176 - “Existem na alma sentidos dormentes - a iniciação acorda-os.” - G. I. O Pai, o Filho, a Lei e o Espírito Santo, formam os quatro pontos cardeais da Sabedoria Bíblica; significam o chamado Criador, a chamada Criação Consciente, as Leis Regentes e as Virtudes Dispersas na Criação. Ninguém jamais separará essas verdades entre si, porque Deus é Essência Onipresente, tudo engendra, sustenta e determina em Si Mesmo. Os sentidos ditos dormentes na alma, são as Virtudes Divinas, são as qualidades de filho de Deus que neles se encontram. A iniciação era a ciência do desabrochamento, o processo de floridura celestial. “Com um estudo profundo, uma aplicação constante, o homem consegue pôr-se em relação consciente com as forças ocultas do universo.” - G. I. A Mediunidade é a Lei Fundamental de Relações; é uma Virtude Divina que se encontra em tudo quanto é CRIAÇÃO, espírito ou matéria, funcionando em paridade com o elemento e o meio em que se encontre. A manifestação daquilo que chamamos Mediunidade varia ao infinito. Não é apenas que o homem evolvido se põe em relação consciente com as forças do Cosmo; é que toma parte natural nos movimentos em geral, porque Deus quer que Seus filhos evoluam e se tornem Seus cooperadores normais. “Só então, de iniciado pode tornar-se iniciador, profeta e teurgo, quer dizer, vidente e criador de almas. Porque só aquele que governa a si próprio, pode governar os outros; só aquele que é livre pode libertar.” - G. I. Eis a chave da Verdade tornada Iniciação. Eis o Cristo, o Espírito Integral. Eis a Sagrada Finalidade, que os Grandes Reveladores, agindo atrás de Kardec, fizeram salientar no Livro dos Espíritos, de modo simples e com todos os pontos de partida aos melhores ou necessários avançamentos no Espaço e no Tempo. Entretanto, confrontem essa imensidão iniciática com certos homens apalhaçados, ditos por si mesmos ministros de Deus, fabricantes de paredes frias e de paus e pedras mudos. Pensem bem e considerem o que tais homens fizeram da Moral, do Amor e da Revelação. Vejam em que lugar puseram o Saber e a Virtude, obrigando a Humanidade, sob o guante da Inquisição, a adorar simulações e idolatrias.
“A verdadeira iniciação era, pois, alguma coisa bem diferente de um sonho vazio, e bem mais que um simples ensino científico - era a criação de uma alma por si mesma, a sua eclosão em um plano superior, a sua eflorescência em um mundo divino.” - G. I. Jesus, o Iniciador Terrestre, afirmou eternamente perante a Humanidade, o fato de cada filho de Deus ter dentro de si mesmo o Reino do Céu. Esta verdade, proclamada pelo Senhor Planetário, é a Síntese de todas as Revelações. E se bem quisermos saber, ninguém jamais atingirá os Céus Exteriores, que se encontram distantes dos Mundos Físicos, sem ser pelo desabrochar do Reino do Céu Interior. Este vale como ficha de entrada, porque a Lei de Equidade Vibratória rege a vida dos espíritos. É o mesmo que a Lei do Peso Específico, aquela que traslada o ser para o seu justo lugar, sem lhe perguntar coisa alguma. Convém lembrar mais uma vez - “Ninguém jamais poderá discutir com a Justiça Divina.” E a libertação virá, portanto, como conseqüência da harmonização.
- 178 - “... finalmente, a sua entrada e a sua transfiguração na Luz de Osíris.” - G. I. O Hermes, ou Tote, ou Cristo, ensinava desde remotos tempos, portanto, porque foram quatro segundo as afirmações legendárias, a caminhada evolutiva da alma através dos reinos e das espécies, dos tempos e das vidas, até penetrar no grau crístico, até transformar o perispírito em Luz Divina. A Transfiguração do Cristo, diante de Pedro, Tiago e João, além de referendar o Profetismo Vivo, a Mensageiria Celestial, através das almas evolvidas, serviu para provar a antiqüíssima assertiva - demonstrar que o espírito deve tornar-se livre das peias grosseiras do corpo astral. A Luz Divina, ou para ele, ou eles, a Luz de Osíris, deve vir a ser o Carro Glorioso do Espírito.
- 179 - “Os vinte e dois símbolos representavam os vinte e dois primeiros mistérios e constituíam o alfabeto da ciência oculta, quer dizer, os princípios absolutos, as chaves universais, que aplicadas pela vontade, se transformam na fonte de toda a sabedoria e de todo o poder.” - G. I. Repitamos, para facilitar a assimilação: O chamado Criador é a Essência Divina; o Espírito é centelha emanada e deve fazer a escalada através dos reinos e das espécies; e a Matéria vem das energias mais intensas e se apresenta nos sólidos mais densos; A Doutrina fundamenta-se em Moral, Amor e Revelação; O Caminho do Progresso constitui-se do Saber e da Virtude, que devem ser atingidos e realizados, cada vez mais, no curso das vidas; Em lugar dos Símbolos Iniciáticos, usados então, meditem nestas palavras, que símbolos não deixam de ser, vazando a inteligência que encerram e as ações a que concitam - Essência, Existência, Movimento, Imortalidade, Evolução, Responsabilidade, Reencarnação, Revelação, Habitação Cósmica e Sagrada Finalidade;
O Espírito é o avesso da Matéria; Tudo é UM, variando as formas de manifestação; O Interior é como o Exterior e vice-versa; És o timoneiro do teu Barco; não o deixes afundar.
- 180 - Daí partia o iniciado, a fim de saber aplicar três fatores básicos - o Conhecimento, a Vontade e a Ação. Quando duvidava, perguntavam-lhe o que representa a Mente Negativa, o Poder Acional reduzido a escombros. A Regra de Conduta era, pois, Discernir Sempre, Duvidar Jamais. O mais tudo eram detalhes, minúcias, ciências, artes e filosofias. A Matriz Iniciática estando em seu devido lugar, no Conhecimento, na Vontade e na Ação, tudo devia vir normalmente, o Reino de Osíris aos poucos iria surtindo e a libertação sobre os nascimentos e as mortes seria de tudo a conseqüência lógica.
- 181 - “Amai-vos uns aos outros.” – Jesus. Aquele que veio derramar do Espírito sobre a carne, que veio abrir as portas dos Cenáculos Esotéricos, transferiu os graus da Iniciação para a conduta nobre, para o sentimento de fraternidade. Quem quiser reconhecer esta vantagem, que cultive a Revelação à base de Moral e de Amor. Os efeitos comprovam a assertiva do Cristo. Jesus facilitou a Iniciação, batizando em Revelação e apelando para os dotes do coração. Menos formalidades e mais ações amorosas, tal é a lei.
- 182 - “Mundo Divino, mundo Intelectual e mundo Físico.” - G. I. Como o filho de Deus é, em essência, semelhante a Deus, a partir da condição essencial, deve manifestar a Mente, para, através da Inteligência, tudo o mais acionar e realizar o Cristo Interno, a Perfeição, a Unidade com o Todo. O mundo Físico é o avesso do Espírito, é apenas ferramenta a ser usada, nada mais.
- 183 - “Pressentia, pela primeira vez, o interior do mundo, pela cadeia misteriosa das causas.” - G. I. A manifestação dá-se a começar do Centro Criador, da Essência Divina, enquanto que o Retorno Consciente dá-se pela ordem inversa, desvendando o Reino do Céu através do mundo Físico. De qualquer modo ou forma, a centelha espiritual é obrigada a transitar pelos reinos e espécies, para libertar-se dos reinos e das espécies, para vencer a lei das reencarnações.
Entretanto, não existem mistérios nem milagres na Ordem Divina; convém falar em poderes e leis, e quem for desconhecedor que procure conhecer, para não andar dizendo asneiras ao acreditar que é sábio... Diga-se que os fenômenos conduzem às Causas Iniciais, sendo que estas conduzem ao Sagrado Princípio, à Causa Total.
- 184 - “E aprende bem, dizia o pastóforo, o que quer dizer esta coroa: toda a vontade que se une a Deus, para manifestar a verdade e realizar a justiça, entra desde esta vida em participação do Poder Divino sobre os seres e sobre as coisas, recompensa eterna dos espíritos libertos.” - G. I. Por isso, nas iniciações dizia-se que Deus não precisa de adoradores e sim de filhos conscientes e cooperadores. A Iniciação ensinava a conhecer e respeitar a Origem Divina, para dela vir a participar em Luz, Glória e Poder. Depois apareceram os clericalismos idólatras e mercenários, quase sempre beleguins da politicalha despótica e sanguinária, separando a criatura do Criador, para ficarem no meio, deturpando o Ideal Divino e explorando a ignorância humana.
- 185 - “A Verdade não se dá. Ou nós a encontramos em nós mesmos, ou nunca a encontramos. Nós não podemos fazer de ti um adepto; é necessário que tu o consigas por ti mesmo.” - G. I. A suprema verdade iniciática reside aqui. Porque do exterior podem vir os informes doutrinários, mas somente o interior é que pode transformá-los em obra feita, em saberes e virtudes postos a funcionar no íntimo. Por isso mesmo que os mestres repetiam sempre - Trabalha e Espera.
- 186 - “Elas tornam-se luminosas porque possuem em si mesmas a divindade e a refletem luminosamente em suas obras.” - G. I. Aqui se trata das almas cristificadas, cujo corpo astral se elevou, pelo processo evolutivo, atingindo o estado de Luz Divina ou Luz de Osíris. Como essa Luz Divina era considerada o Segundo Estado de Deus, tais almas penetravam assim na Divina Ubiqüidade. Suas faculdades se estendiam quase que ao infinito. Assim diziam e assim podemos dizer, porque tudo isso vimos e vivemos nós mesmos. Deus não é questão de conversas e discursos, ou de formalismos e simulações; Deus deve ser desabrochado no imo, para que haja com Ele perene, eterno contato.
- 187 - “Estático e dinâmico.” - G. I. Deus, como IMANIFESTO é estático, e como Emanação ou MANIFESTO é dinâmico. Tudo porém é UM. Do UM tudo parte, no UM tudo movimenta e no UM
tudo realiza o seu propósito. Quem não conhece e, portanto, não vive na Consciência da Unidade, certamente é ainda muito embrionário em evolução.
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.