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Capítulo 9 de 13
Parte 9 de 13
Uma Visão de Cristo · Osvaldo Polidoro
21/09/21 10:41 Osvaldo Polidoro Gumercindo olhou-me com profunda tristeza, assinalando: — Não terá feito. Não dará um exemplo ao mundo. O moço rico, conhece o caso do moço rico? Pois ele, tendo sido convidado por Jesus ao apostolado, por amor à riqueza, não aceitou o convite. Todavia, do senhor está sendo solicitado muito menos... E dois mil anos são passados... Temos, pois, evoluído bem pouco, não acha? — Não seja motejador, Gumercindo. Eu sei o quanto me custou organizar a fazenda, até funcionar como funciona e ser uma fonte certa de renda. Os animais são comidos no mundo inteiro, e desde que existe a humanidade, e eu, justo eu, fui o escolhido para começar a reforma? Que coisa, meu Deus! E se você não viu certo, ou não ouviu bem! Hein, Gumercindo?... Por que havia de ser justo eu?!... — Eles também o foram... Individualmente o foram, patrão... — Eles quem?... — Os Grandes Reveladores. Rama, os Vedas, os oito Budas, Crisna, Zoroastro, Hermes, Apolônio de Tiana, Orfeu; os Patriarcas Hebreus, Moisés, os
21/09/21 10:41 Uma visão do Cristo Profetas, etc. Todos eles foram individualmente escolhidos e, notemos bem, se fossem discutir a missão, desse modo porque o senhor o faz, nunca viriam a ser o que de fato foram. Os altos investimentos são para os altos espíritos... Isso sim, importa compreender. — Eu sou de pouco valor, no seu entendimento? Viu-me ele zangado, razão porque respondeu, titubeante: — Não tenho certeza, patrão, mas acho bom o senhor esquecer o que houve. Do contrário sofrerá muito... Outros, talvez, deem início a essa obra emancipadora. A carne, um dia, deixará de ser alimento de homens. Nos mundos melhores do que a nossa pobre moradia, ninguém mais a come... A antropofagia terminou, é o caso, e isso concorreu muito para a melhoria em geral. Mas o senhor não precisa deixar de criar gado para o corte... Por que havia de fazê-lo?... — Como sabe o que aconteceu em outros mundos? — interpelei-o, com secura. Agora refeito, simplesmente respondeu: — Temos informes mediúnicos sobre o que vai pelos mundos vizinhos, patrão.
21/09/21 10:41 Osvaldo Polidoro — E os não vizinhos? E quem pode afirmar a veracidade disso que vocês dizem ser comunicações mediúnicas? — Uma é a lei de progresso, embora muitas sejam as variantes específicas. De modo que, vizinhos ou não, todas as humanidades devem resolver os seus problemas. Nós devemos querer melhorar sempre, ganhar sublimação, alcançar a melhora geral através da individual. Mas onde os indivíduos não a querem, como haver melhora geral? Quanto ao que sabemos ser comunicações mediúnicas, digo que o tempo, que ora vem perto, fará com que todos as reconheçam. A Terra está atingindo o fim do primeiro ciclo do Cristianismo, devendo ser abalada por cataclismos de toda ordem. A Terra é mesmo o mundo, onde os habitantes não buscam evoluir por inteligência, ou espontaneamente, mas sim pelos chuços da dor. Neste mundinho, patrão, deixa-se o mérito da ciência de lado, e esquece-se da função do amor, para se tecer ladainhas à dor. Triste mundo este! Pobre gente esta! E já não seria hora de por um fim em semelhantes erros? — Vá dizer que eu sou o responsável por isso. Ou que tenha de consertar essa trambolheira toda. Este mundo sempre foi errado, Gumercindo, e com ou sem o seu Espiritismo, sempre o será. Eu não creio nisso que vocês pregam...
21/09/21 10:41 Uma visão do Cristo — Parem, por favor! — pediu minha esposa, num repente, e em tom firme. — Por que, Maria? — Porque me sinto mal ouvindo isso tudo. Demais, alguma razão há para que Gumercindo fale assim. Um homem de boa idade, melhor índole, e que se vê, fala de um modo estranho, diferente. . . Gumercindo interferiu, para anunciar: — A senhora idosa voltou, pousando a mão direita sobre a sua cabeça, senhora Maria. O que sente é dela e não seu. Ela está muito triste; pelo menos, assim se mostra. Minha esposa caiu em convulsivo pranto. Gumercindo saiu, pedindo desculpas. A mim tocava, por sim ou por não, desculpá-lo de tudo e manter o convite para as trocas de ideias. Saído ele, procurei acalmá-la, o que logo consegui. Quando estava sossegada fiz-lhe perguntas sobre o que sentira, tendo dito que, de um momento para outro, fora apanhada de súbita tristeza tendo vontade de gritar, a fim de que parássemos com a discussão. Dominando-se, não gritara, mas dissera o que sabia devia dizer, embora pouco antes não tivesse a menor ideia sobre o caso.
21/09/21 10:41 Osvaldo Polidoro
21/09/21 10:41 Uma visão do Cristo Gumercindo, de sua vontade, creio que nunca mais viria tratar do assunto. Mas eu fui buscá-lo. Depois de muito matutar, cheguei a uma conclusão — vamos ver até onde a coisa pode atingir. Entrementes se discutia todo e qualquer assunto, debaixo do caramanchão, para que minha esposa não se impressionasse com os ouvir, eu ia lendo tudo quanto podia. Gumercindo fornecia-me os livros, de variantes autores, alguns ocultistas, outros da codificação kardeciana, outros profanos, mas de fundo altamente cultural. De ler eu gostava muito, mas certas questões me ficavam no tope do bestunto. As questões e as conclusões dos seus argumentadores. Agora sei que estavam certos, e não só certos como até muito aquém do montante devido. Hoje, como todos os estudiosos devem saber, muitos mais
21/09/21 10:41 Osvaldo Polidoro são os informes. E tantos mais a ponto de haver estudiosos da Doutrina que não aceitam o que é mais transcendente, isto é, aquilo que lhes fica um pouco além do conhecimento clássico ou rotineiro. Para alguns irmãos a biblioteca espírita devia ficar em vinte ou trinta livros, e esses, ainda assim, bem rotineiros. Entretanto, podemos afiançar, é bom que tratem de se preparar para muitos outros informes, e muito mais intensivos. O Cristo, do alto de Seu posto de mando, ordena que se instrua ao cidadão, de um modo, porque o tempo cíclico-histórico chegou, de outro modo, porque essa é a função do Consolador. E quem poderia opor-se e vencer?!
21/09/21 10:41 Uma visão do Cristo De minha mente jamais saiu aquela advertência. Contudo, não podia concordar com a reviravolta. Deixar de ser criador de gado para o corte, e fazer-me agricultor, era questão sem mérito e sem justiça. Se por tantos milênios as gentes vinham de comer carne, e sabia Deus até onde iriam gerações e gerações devorando os irmãos menores em evolução, porque havia de cair sobre mim a responsabilidade de tal iniciativa? De tanto ler fiquei sabendo como vem o espírito subindo na escala das hierarquias. E de como o superior tem obrigação de auxiliar o inferior. Grande noção conquistei, também, sobre a importância da abstinência do uso da carne, quer seja por receber ela cargas de magnetismo inferior, ou animal instintivo, quer seja por representar a eliminação de uma vida. E de uma vida que se esforça por manter, que se defende como pode, que sente o prazer de ser!
21/09/21 10:41 Osvaldo Polidoro Cheguei a sentir bem alto o valor da vida, não a sua importância intelectual, mas sim o seu poder imanente, emotivo e radical. Porém, não era capaz de conceber que eu, justo eu, tivesse de tomar uma tal decisão. Acima dos prejuízos materiais, que diriam de mim os amigos e os familiares? Lá veio, entretanto, o dia da chegada do compadre Santelmo. Veio com dinheiro suficiente para comprar a fazenda vizinha, como era de seu desejo e como resolveria de pronto. Eu, entretanto, propus-lhe o negócio da minha, depois de lhe expor o motivo. — Quem diria! — exclamou ele, absorto. — Por que? — Você, Flávio, dando atenção a essas coisas. Que maravilha! Um homem que, apesar de respeitar e levar a cabo os deveres de amor à ordem e à justiça, mas que não podia conceber mais do que o valor das coisas do mundo, estar agora envolvido nas dobras do culto espiritual mais intenso! O tempo sabe como operar maravilhas, não há dúvida. — Não é bem gosto meu. Mas, sabe como é? A coisa pode ser muito séria.
21/09/21 10:41 Uma visão do Cristo — Quem foi mesmo que lhe transmitiu o recado? — Gumercindo, em fenômeno de vidência. Acima de tudo, é homem de nobres sentimentos e bons conhecimentos. Virá hoje à noite, podendo você manter com ele a conversação que entender. — O vaqueiro? — Sim, o vaqueiro. Vem do nordeste, fugido da seca e com a família toda largada pelos caminhos. Foi o que sobrou de uma família inteira, de uma grande herdade em terras e de muito boas esperanças. Eu o tenho auxiliado, e bem que o merece. É simples, educado, sincero e muito trabalhador. — E conhece a Doutrina? — A meu ver, muito bem. Possui dezenas de muitos e bons livros. — Podíamos tentar uma sessão, não acha? A minha Nora está começando a desenvolver. Se não pudermos fazer aqui, onde iremos? Pode-se admitir gente escolhida de entre os trabalhadores. Com o tempo... — Primeiro quero resolver o caso da agricultura, compadre.
21/09/21 10:41 Osvaldo Polidoro — Compadre! Tem isso cabimento, agora? Eu batizei seu filhinho, por sua amizade, mas esse sacramento da Igreja Católica não tem mais cabimento, desde que você tenha compreendido o que é, por lei fundamental. As cadeias, os leprosários, os manicômios; por toda parte onde quer esteja a dor presente, criaturas cingidas desses sacramentos formam na coluna dos sofridos. Logo, isso quer dizer que a dor é filha do erro, e por obras deve ser eliminada, não porém à custa de convencionalismos de homens. — Então, não nos trataremos mais de compadre? — Eu prefiro, Flávio. E vamos dizer isso a nossas esposas. — Muito bem. Vamos. Entrados, encontramo-las na sala, também falando da Doutrina. E ficou combinado que não mais nos trataríamos de compadre ou comadre. Nora assim expressou-se a respeito de sacramentos: — Os sacramentos que valem, na Terra e no Céu, são a Pureza e a Ciência. Se assim não fora, Jesus, ao invés de afirmar o princípio de libertação pela Verdade, tê-lo-ia feito sobre os formalismos de homens. Verdadeiramente, a humanidade tem vivido
21/09/21 10:41 Uma visão do Cristo iludida pelos sindicatos exploradores da fé, por essas greis humanas que, dispondo casas de modo próprio, arranjando vestes ou fantasias de impressionar, e estatuindo dogmas, ídolos e gestos supersticiosos, nada mais, nada menos, tudo quanto fazem é procurar viver à farta, à custa da credulidade alheia. E para o serviço de prolongamento dominativo e explorador, dizem ser diabólicos todos os princípios que lhes procuram demonstrar a farsa e dar cabo da corrupção. É mesmo hora de se dar fim a tamanhas absurdidades. Por evolução, ou por honra de suas causas determinantes, que são os verdadeiros valores do espírito, temos por dever sagrado eliminar da Terra a idolatria, seja de que ordem for, mental ou material, porque dela se deriva, desde sempre, tudo quanto tem feito a humanidade não progredir o devido e sofrer continuamente. Maria observou, consternada: — Isso, para fazer Espiritismo de verdade. Mas há cada marca de Espiritismo por esse mundo de Cristo!... Pelo menos, espiritistas que se marcam de maneira dolorosa!... — Infelizmente, assim é. — concordou Nora — Todavia, ninguém, de bom senso, faria da corrupção a regra. Façamos nós como o Mestre quer, ou como
21/09/21 10:41 Osvaldo Polidoro advertiu Ele que a Verdade exige, deixando que a cada um lhe ensine a dura lição da vida. Maria olhou-a surpresa, sem entender o alcance da expressão. Nora não se fez rogada e explicou: — É que a Verdade não se ilude com a soma de “boa vontade” posta em função pelo crente. Ou o crente evolui em si, e resolve o problema da espiritualização de fato, ou, com mais boa vontade ou menos, prossegue medíocre. Nas altas esferas da vida, afirmam-nos os mentores espirituais, não se encontram os dotados de boa vontade, mas sim os que realizaram mais em Pureza e em Ciência. É necessário dar cabo dessas expressões manhosas, piegas e tolas, segundo as quais uma vela bem acesa vale mais do que uma concepção superior da Verdade. É doloroso dizer, mas a Terra se prova como um mundo inferior, quando pelos seus religiosos se revela um campo fértil em idolatrias. — E quando um espiritista se mostra, por insuficiência espiritual, sujeito ainda ao culto dos formalismos, ou dos vícios idólatras da religião provinda? Nora fez um gesto de descaso, emitindo o seu pensamento:
21/09/21 10:41 Uma visão do Cristo — Por insuficiência?... Bem, por insuficiência tudo é cabível, pois quem iria fabricar evolução para vendê-la aos espíritos tardos ou pusilânimes? Ao que é fraco por base não se pede capacidade por norma. O Cristo não ensinou assim, ao dizer que se deixasse aos mortos enterrarem os mortos? Logicamente falando, Maria, um absurdo pode ser o ato medíocre de um espírito superior, bem assim como a ação superior o é de um tacanho. Apenas, o superior pode reparar a falta e prosseguir superior, enquanto que ao tacanho falecerão as oportunidades de repetição do feito. É por isso que digo, haver necessidade de esforço realizador; porque, afinal, o que é por base pode se tornar como conduta, norma simples e contínua. — Então, Nora, — observou minha esposa — pode estar certa de que muito longe vem o tempo em que teremos, na Terra, e em geral, um culto mediúnico em bases evangélicas. Os espíritos tardos formam o grande número, constituem a coluna imensa que se entrega, de boa vontade, aos cultos idólatras mais peçonhentos. Se o grau de felicidade de um mundo, se mede pela soma de espiritualidade superior de seus cidadãos, temos de convir em que a Terra, forçosamente, continuará por séculos a ser um lugar cósmico de sofrimentos e lesões de toda ordem.
21/09/21 10:41 Osvaldo Polidoro Santelmo interveio, blasonando: — A Terra não é o mundinho, meus amigos, onde os mestres religiosos ensinam a temer a Deus por medo da dor, e a bajular a dor por temer a Deus? Que se pode esperar de quem tanto afronta o bom senso? Verdadeiramente, ou se honra a virtude e a sabedoria, por fazer valer a inteligência, que é a arma e a marca assinalante do poder humano, ou se conspurca esse troféu, tecendo louvaminheiras, àquilo que, para si, ninguém quer! É realmente chocante, massacrante, que depois de tantos milênios, e de assinalados acréscimos revelacionistas, ainda se continue pensando, sobre a dor, como se estivéssemos na era da pedra lascada. Ao homem da caverna ficava bem pensar assim, do mesmo modo como ainda fica bem aos selvagens o pensar que a ira de Tupã se revela pelo trovão. Mas a nós, amigos, isso fica muito mal... Nora emendou, com ar chistoso: — O Deus dos hebreus não é ainda racista, carnívoro, idólatra e cruel?... Pelos estudos que eu fizera, julguei oportuno intervir e esclarecer: — Creio ser dever de cada um de nós, a bem da
21/09/21 10:41 Uma visão do Cristo Verdade, pingar certos ii. Ninguém ignora a tremenda divergência que paira entre a Ética do Decálogo e a lei social do Povo de Israel. Pelos Dez Mandamentos todos os homens são iguais perante as leis que regem o Universo. Um Deus, uma Lei e uma só humanidade! No entanto, pelo que se compreende, ou depreende do Código político-social-econômico inserto no Velho Testamento, uma tremenda divergência há, servindo de fronteira entre o Povo de Israel e os demais povos. É de se crer, tenha sido essa fronteira levantada pelos homens, não por Deus. Do contrário, Este seria contraditório, Ele mesmo fazendo e estipulando uma Lei Geral, e Ele mesmo incorporando outra, toda de caráter particular, racista e horrível, feita a contradição da primeira. Santelmo veio em meu apoio: — Exatamente. Há um divergência total no velho Testamento, entre os Dez Mandamentos, ou sua moral, e a lei profana do Povo de Israel. Resta saber, é claro, quem seja o responsável por isso. E seria Deus? Nessa hora entrou Gumercindo, tendo eu feito as devidas apresentações. Depois de prolongada conversa, marcou-se a noite seguinte como sendo aquela em que faríamos uma pequena palestra, seguida de uma tentativa de colóquio com o mundo espiritual.
21/09/21 10:41 Osvaldo Polidoro
21/09/21 10:41 Uma visão do Cristo Gumercindo trouxe, na noite seguinte, três pessoas consigo, dois empregados e a esposa de um deles, dizendo serem conhecedores de alguma coisa, ou possuírem faculdades em desenvolvimento. Apesar de empregados da fazenda, eu não lhes sabia dos pendores e práticas. Eram gente simples e inculta, e quando muito podiam oferecer aquilo que provém de faculdades, não de conhecimentos. E eu estava desejando conhecer, acima de tudo conhecer bastante, ainda que a reunião visasse, também, o contacto prático com o mundo espiritual. Deliberamos que Gumercindo dirigisse os trabalhos, ficando a cargo de Santelmo a palestra indispensável. É preciso acentuar que, desde os primeiros estudos, compreendi a necessidade de conhecer ao máximo as questões espíritas, por sentir no
21/09/21 10:41 Osvaldo Polidoro Espiritismo a síntese de todas as Revelações e os acréscimos provindos como consequência direta das transposições cíclicas. Conhecer, tal a divisa de ordem superior, a fim de que, pelo conhecimento, pela natural crescença em responsabilidade, pudesse surtir o homem em demanda às melhores e mais enobrecedoras realizações. Abertos os trabalhos, Gumercindo deu a palavra a Santelmo, havendo este discorrido sobre o nascimento do Cristo, pois este fora o ponto calhado por sorte, ao se abrir o Evangelho. Fez ele um paralelo esplêndido, figurando a hora máxima da noite, aquela em que nasceu Jesus, com a densidade do meio material de onde se vem erguendo o espírito, através de lutas e vitórias, desfalecimentos e quedas, soerguimentos e triunfos. — Assim como Jesus, — disse ele, — nascendo na mais negra hora da noite, e no seio da condição mais precária, e na situação mais humilde, veio surgindo para a realidade de Sua função capitular, alcançando a principal altitude histórica que, jamais, homem nascido de mulher atingiu, assim mesmo deve acontecer com os espíritos em geral. Todos saímos da mais espessa condição, todos vimos nos erguendo lenta e humildemente, atravessando as gamas da natureza em geral, para um dia
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