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Capítulo 4 de 13

Parte 4 de 13

Uma Visão de Cristo · Osvaldo Polidoro

21/09/21 10:41 Osvaldo Polidoro que falávamos, que de início comentou, ressaltando sua condição de pecador penitente e cético em matéria religiosa: — Naturalmente que é assim... Para ser espírito não se faz necessário acreditar em coisa alguma. Porque somos aquilo que somos, em essência e em vigência, à custa de um Supremo Poder. Logo, para se fazer o serviço interno de edificação, em pureza e em sabedoria, não se faz necessário atender a um vício religioso ou sectário. Basta dar crédito ao Cristo, que recomendou o culto da Verdade, isto é, das leis da vida e do amor entre irmãos. — E se uma religião ensinasse isso? — perguntou-lhe minha mãe. — Então, sim, seria uma religião... Seria, em verdade, a religião. Mas teria de ser acima de formas e de explorações humanas. Tudo nela seria respeito à virtude e aos saberes de fato, aos méritos fundamentais do homem. E isso é muito difícil... O Divino Mestre, para viver assim, deixou os templos e seus homens, infiltrou-se pelas casas, pelas praças, pelos campos, vindo a ser por fim, massacrado pelos homens donos de templos, de estatutos, e detentores de tiaras e bugigangas formais. Ele, o revelador do culto do amor e das leis da vida, teve de

21/09/21 10:41 Uma visão do Cristo enfrentar uma cruz, um instrumento de martírio, que Lhe fora preparado e oferto pela clerezia então em função dita religiosa. Eu, pelo que fiz, tenho horror por essa palavra... Onde a Verdade não está, ou de onde é subtraída, ela entra. E ao entrar, tudo corrompe, desde que a prudência faleça nos homens, desde que os homens se deixem vencer pelo egoísmo e pelo orgulho. Porque, afinal, orgulho e egoísmo é que verdadeiramente perdem o homem. — Orgulho e egoísmo são filhos da ignorância, não acha? — aparteei. — Claro que sim. — Então, que se instrua a humanidade. — E quem quer se instruir? Pelo menos a esse respeito, quem quer se instruir? O Céu é longínquo, é hipotético, enquanto o bolso, o estômago e as veleidades do mundo são bens imediatamente reclamantes e confortantes. Adiar os problemas do Céu, interior ou exterior, como quer seja concebido pela criatura é medida ordinária; outrotanto não se passa com os interesses do mundo, sejam de ordem social ou econômica, sejam os de ordem puramente física. Depois de muitos séculos, de falatórios e de monumentos escritos

21/09/21 10:41 Osvaldo Polidoro acumulados, o mundo religioso está saturado de criaturas que trocam a primogenitura do espírito pelo célebre prato de lentilhas... E vá discutir isso com os donos de credos e de templos. Minha mãe, intervindo, lembrou: — É fácil compreender o porquê de ter ido o Diretor Planetário ao plano carnal, a fim de solver a promessa do Batismo de Espírito. A Revelação ostensiva dará cabo, no mundo, das falsas interpretações religiosas. — Quanto tempo durou aquele culto exposto pelo Cristo no Pentecoste? Que é que fizeram os homens com o culto apostolar, tão bem ensinado por Paulo na primeira Carta aos Coríntios, capítulo quatorze, todo ele fundamentado no mediunismo? Observem que, para batizar no Espírito, foi preciso o Mestre morrer na cruz e retornar como espírito. Isso dá-Lhe foros de autoridade espiritual acima de todas as cogitações, por ter sido o único da história terrícola a assim proceder, ou poder assim dispor das leis da vida. E que fizeram os homens dessa tremenda prova do Céu? — Não importa, Salmo, — obtemperou ela; — não importa. Jesus acentuou muito bem, que seria

21/09/21 10:41 Uma visão do Cristo preciso, um dia, repor as coisas no lugar. E nós sabemos que missionários dão, no mundo, nesta época, vigência à profecia do Cristo. O Consolador está sendo restaurado e virá a ser a fonte de informes. Dentro em pouco o plano carnal, e também as zonas inferiores do Céu, hão de ser comovidas pelas instruções dos espíritos do bem, servos do Senhor. Salmo replicou, entristecido: — Pode-se adivinhar o que acontecerá. A carne falará mais alto do que o espírito, e, depois de um pouco, a corrupção medrará, seja lá de que modo for. Está na massa psicológica do homem fazer isso. O homem histórico faz curvar sempre o homem contemporâneo, obrigando-o a não aceitar a lição nova e a lapidar o seu veiculador. Se não puderem liquidar com o mediunismo, pelo menos hão de tentar, no seu âmbito, a pior das aplicações, que é o intercâmbio com as zonas astrais inferiores, passando a receber instruções daqueles a quem lhes cumpriria dá-las. E a emenda, como lembra o refrão, sairá pior do que o soneto. Minha mãe disse que a estavam reclamando, tendo partido. Salmo saiu em sua companhia, havendo feito observação a respeito do meu relatório. Eu sairia do leito depois de lê-lo, a fim de ser curado, onde e como

21/09/21 10:41 Osvaldo Polidoro nem ele o sabia. Para o meu bem, devia encarar tudo com simplicidade e alguma fleuma. — Depois de tudo, — afirmou ele, — que adiantaria dar-se a extremos de tristeza e lassidão? Que conduta humana comoveria os fundamentos do Universo? De fato, comecei naquela hora a leitura, prevenido em mim mesmo contra qualquer espécie de impressão, que me viesse querer assaltar, depondo contra o meu estado emotivo, que julgava então ser normal, e que o era, pois para cada situação haverá, sem dúvida, um estado de ânimo compatível ou um modo emotivo de estar.

21/09/21 10:41 Uma visão do Cristo Digam o que bem entenderem os discutidores do Céu, mas a vida se caracteriza sempre de um teor puramente racional. Assim sendo, um dos piores erros da teologia é o conceito de um Céu fantasioso ou hiperbólico. Realmente, a vida surge da normalidade de uma condição, da sua condição embrionária, do seu automatismo genérico, e em suas asas sobe, evolve, galga píncaros consciencionais, mas sempre fundamentada no racionalismo, numa divisa inteligente que, para falar com inteireza de propriedade, é a Suprema Inteligência — Deus! E por ser assim, por ser essencialmente racional, há disciplina para tudo e para todos os fenômenos. Sistemas se levantam sobre princípios e métodos dão guarida específica aos sistemas.

21/09/21 10:41 Osvaldo Polidoro Nesse rol mecânico, então, seres e coisas são e se movem, comprovam sua origem, agem no âmbito de planos definidos e rumam aos fins previstos pela Suprema Causa — Deus! Eu fui encontrar minha história, que, segundo o prólogo, vinha de outros capítulos históricos, de menor significação, porque dizendo respeito ao tempo em que mal despertara do mais acendrado automatismo passivo. O dossier em mãos, agora, era a minha história teórica, o conteúdo teórico de minha vivência através dos últimos milhares de anos, a contar da entrada no automatismo ativo, isto é, de quando comecei a dar certa direção à função de vivente. Saliento bem — começa-se completamente passivo e termina-se completamente ativo, ressalvada a condição de perene ligação com o Supremo Automatismo ou Divino Determinismo. Esta questão de determinismo e livre-arbítrio, bem pode ser definida por aquela velha figuração — “O espírito é livre para agir, no seio da Ordem Universal, assim como o pássaro é livre para fazer o que queira, no espaço da gaiola”. Realmente, determinismo é a sujeição às leis básicas, ao plano geral; depois dessa sujeição basilar, ergue-se o livre-arbítrio, a vontade pessoal,

21/09/21 10:41 Uma visão do Cristo comportante de responsabilidade. Sempre que a vontade pessoal corroborar com o determinismo, a consequência será feliz; sempre que a vontade pessoal ferir o determinismo ou plano geral, a consequência será nefasta. Na gaiola da vida, portanto, o plano geral é a Lei. Querer sair dessa circunscrição é ferir-se! Minha história catalogada provou-me muitos atritos com a Lei Geral. Muitas e muitas vezes divergi do determinismo, caindo em falta e penando as consequências. Caí na dor por trair a inteligência! Desci aos abismos por troçar contra o Céu! O tempo que podia ter empregado em obras de aumento espiritual, e em estado de paz, gastei-o gemendo e rastejando por vielas e abismos, por aleijumes e blasfêmias! Não sofri a dor bem-aventurada dos missionários, a dor renúncia; sofri a dor malfadada, que é a dor culposa. Todavia, ali estava, eu mesmo, integralmente eu, em face de minha história, em face do Plano Divino, da Ordem Geral, do Determinismo. Depois de tantos altos e baixos, de tanto rastejar, de pensar e repensar, contra Deus e contra tudo, nada havia mudado na Ordem Geral, no Plano Divino. Hoje, armazenado de experiências, penso no ridículo de minhas ações pretendendo poder criticar a Lei!

21/09/21 10:41 Osvaldo Polidoro Não sei de um átimo que se tivesse comovido à custa de minhas prepotências... Sei, porém, o quanto me custou ser contra a Ordem Divina. Chegando ao término do calhamaço, estava consciente de minhas ações e tangido por uma boa dose de tristeza; mas, lembrando das advertências amigas, considerei a nulidade de qualquer outro pensamento, que não fosse o de prudência e confiança. Tivesse feito antes, pior ou melhor, e eu seria sempre eu. Viesse a pensar, portanto, melhor ou piormente, e a minha situação em relação ao Plano Geral seria sempre a mesma. Como, porém, tinha em mãos a prova dos cadastros direcionais, só me cumpria optar pela melhor conduta, que era observar a regra justa ou a sujeição à Ordem Divina. Racionalmente, portanto, e não por pieguismo qualquer, ou por temer o sofrimento, concordei em que fora de Deus não pode haver progresso. E de então para cá, tudo tem sido assim, em pensares, sentires e agires. Ainda hoje, confesso, tenho horror pelos que bajulam a Deus por temor do sofrimento, bem assim como por aqueles que bendizem a dor por temer a Deus. Para mim, na consciência de que somos centelhas divinas, integralmente enquadrados nos princípios legislativos do TODO, e por natureza prepostos à organização do caráter, ou edificação em

21/09/21 10:41 Uma visão do Cristo pureza e sabedoria, creio que a conduta decente é compreender, amar e executar o plano divino, na parte que nos esteja afeta, isto é, naquilo que cumpra ao ser relativo. Os minérios, as plantas, os animais e os infindos mundos o que fazem? Para se desempenharem naturalmente de suas funções, criam regimes, levantam superstições à guisa de fé, ou constroem estatutos a título de religião? E se isso não fazem, por que o faz o homem, a centelha evoluída, e de modos os mais idólatras, os menos racionais? O que fazem os inferiores sendo naturais, ou observando um automatismo puro, compete ao homem fazer por compreensão, por inteligência, viver uma dialética racional, um misto de automatismo e livre-arbítrio, sem pieguismos bobos, sem superstições, sem idolatrias e até mesmo sem capciosidades e sem covardias. O homem tradicional está viciado nas formas inferiores ou lesivas de contribuição religiosa. Essa é a verdade. Tem saído da carne e habitado planos inferiores. Tem voltado à baila carnal em situações deprimentes. Eis o círculo vicioso em que há ele deambulado através dos milênios e das vidas. Ser religioso não é, para ele, procurar compreender e amar; pelo contrário, muito ao contrário, é fazer salamaleques, é comprar idolatrias, é fanatizar-se pela letra dos textos, é levantar cle-

21/09/21 10:41 Osvaldo Polidoro rezias e parasitismos. Em suma, é fazer fetichismo! Fetichismo mental, fetichismo moral, tudo aquilo que representa e significa a escandalização da inteligência, o opróbrio da fé pura e a afronta ao ideal supremo! Sem dúvida que os elementos inferiores, por não terem sido viciados pelos tristes conceitos e preconceitos humanos, portam-se muito melhor e desobrigam-se decentemente. Eu me vi, amigos, embrenhado nas mais complicadas e falsas concepções espirituais, ou religiosas; lendo a história de minhas vidas, fui encontrar-me perdido e vagante pelos meandros conceptivos os mais rebeldes, os mais falsos, os perfeitamente à revelia da Ordem Divina. E ainda hoje é assim, e muito assim, porque, afinal, todos os dias desencarnam milhares de irmãos, que embora exercitantes de uma fé, ou praticantes de um culto religioso, o fazem em trevas e destinados à esterilidade espiritual! Onde o erro? É muito fácil de se descobrir. Em lugar de se fazerem centros de edificação em pureza e em sabedoria, procuraram acumular, formalismos, idolatrias mentais de toda ordem. Desviados pelos cultos exteriores, pela viciosidade mental multi-milenar, esqueceram-se da luz interna, do olho de que tão divinamente tratou o Cristo.

21/09/21 10:41 Uma visão do Cristo Eu passei muitas vidas fazendo isso, e quando não acumulava males, também não adquiria méritos. Cumpre atender para esta chave — não basta evitar o mal; faz-se necessário amealhar bens! E os chamados credos do mundo, estruturados sobre artigos, parágrafos e itens estatucionais, obcecam as criaturas. Não deixam vaza e nem tempo para os deveres espirituais de fato. Uns obrigam aos rituais materialmente ofuscantes, essencialmente idólatras, porque atrás deles estão os interesses dos respectivos cleros, da sua política, do seu bolso e do seu estômago, da sua vaidade e de suas veleidades temporais. Quando o pseudo crente pensa que está, por aquelas formalidades, adorando a Deus, verdadeiramente está sustentando uma porção de indivíduos parasitas e que bem poderiam viver de outro modo, sendo úteis, agindo decentemente. Outros, ainda, de tal maneira se lançam ao culto das letras, ou das mais tacanhas interpretações, fazendo por isso o triste trabalho de, à custa da Verdade, à custa até da mais santa boa vontade, atirarem Deus contra Deus, o Cristo contra o Cristo, a Lei contra a Lei, os homens contra os homens. É o prejuízo que decorre do forçamento estático, da não evolução. Tudo isso eu fiz; quem me poderia obrigar a não confessar? Para fazer arder o lume exterior,

21/09/21 10:41 Osvaldo Polidoro fiz bruxulear e por fim extinguir o lume interno! Depois, então, lancei-me ao próprio descrédito. No fundo, estava animado de uma respeitável revolta contra os conceitos religiosos do mundo. Como não acertasse o caminho de acesso, permaneci revoltado contra tudo e contra todos. Perdi, por injunção de agentes do Senhor, a consciência de mim e de tudo. Ingressei, vezes e vezes na carne, não para sofrendo purgar faltas, mas sim para aprender a lição da simplicidade, que havia perdido à custa dos cultos formais e das revoltas íntimas. Eu sentia, então, ao término da leitura, que havia encontrado o caminho do Céu, e que ele era feito de simplicidade, porque se levantava sobre o amor e a ciência.

21/09/21 10:41 Uma visão do Cristo Durante o dia, por algumas horas, mantivemos boa conversação, eu, minha mãe e Salmo. E antes de saírem deixaram patente, que durante a noite eu teria um sonho instrutivo. Embora dentro de mim fermentasse o desejo de sair do leito, e de forçar a cura, ou de reparar o aleijão, fiz o possível de nada deixar transparecer. Eles costumavam descobrir meus pensamentos, até os mínimos detalhes. Eu sabia que eles me analisavam, e que deviam conhecer minhas intenções. Mas, como tudo em mim era espontâneo, e eles nada diziam, eu me calava. A hora devia soar, e minha mãe já havia dito que não mais falasse sobre a questão. Obedecer às leis é fazer boa religião. E eu fazia, não porque o campo sentimental assim desejasse, mas porque a razão assim determinava. Cérebro e coração estavam bem distanciados, porém

21/09/21 10:41 Osvaldo Polidoro se mantinham em mútua política de tolerância e expectativa. Um mundo esperançoso me acenava pela frente, e isso me fazia de certo modo cordato e feliz. A leitura do relatório me informara de que o pior já havia passado. Devia, portanto, saber aguardar os acontecimentos. Demais, desde o desencarne, que dia havia passado sem o que fazer, sem uma novidade, sem uma lição aprendida? Durante a noite tive uma deslumbrante visão. Todos aqueles, que comigo haviam trocado ideias, eram concordes em que as mais sublimes visões eram aquelas em que o Cristo tomasse parte. Isto, porque a Sua presença marcava de modo superior a significação moral da mesma — valia por uma revelação da própria Lei, de quem o Cristo é a representação inteligente. Isto aprendi, então, de um modo integral: que o Cristo é a síntese de todas as verdades, por ser a representação inteligente das leis básicas. Logo, não vale apenas por um espírito e sim pela própria Lei. É o símbolo da vigência legislativa universal no planeta; isto é, desde o que é material até o que seja mais espiritual. A começar do centro do planeta sólido até os páramos interestelares. Não vi o Cristo resplendente de luz e glória, como diziam que de quando em quando alguns

21/09/21 10:41 Uma visão do Cristo O viam; eu O vi como um homem, encarnado, passando por entre multidões, falando a uns, atendendo a outros, aplicando passes em outros, acompanhado de um pugilo de homens. Quando Ele tomou certo rumo, por uma estrada poeirenta, alguém disse, ao meu lado, que iria certamente descansar um pouco, despedindo as gentes. Pouco depois a previsão tinha-se realizado, pois Ele dissera estar cansado e ter que fazer orações a sós, para readquirir forças. A turba afastou-se e Ele deixou a estrada, entrando por um bosque. Não sei porque, mas tive incontrolável vontade de dar a volta pelo valezinho à direita e ir esperá-Lo à saída, se porventura fosse Seu intento sair. Não venci o desejo e fui. Corri e sentei-me na beira do bosque, aguardando o que desse e viesse. Fez-se noite e uma lua em quarto crescente começou a diluir-se pela paisagem desértica. Era um encanto. Tudo era sonho e gozo. O Céu e a Terra, parece, se haviam consorciado, a fim de que uma paz sem limites atingisse aquele local e suas criaturas. Pouco depois ouvi vozes. Elas se aproximavam cada vez mais e por fim o Mestre apareceu, marchando à frente de Seus discípulos. Cumprimentei-O, explicando-Lhe o motivo de minha deso-

21/09/21 10:41 Osvaldo Polidoro bediência à Sua ordem, para que cada um fosse rumo a seu domicílio. — Eu sei, — disse Ele, falando com uma brandura absorvente; — eu sei e assim o desejei. Necessitava falar-te, porque não foi para mim que vim ao mundo, e sim pelos meus irmãos e comandados. Trago um mandato que encerra uma lição, uma advertência e uma oferta. — Mestre, serei todo ouvidos e respeito. — A lição, — continuou Ele, — constitui-se de informar aos homens a respeito do Cristo interno, do Cristo esquecido, do Cristo desconhecido. Poucos fazem caso desse dever, que é o dever de fato. Os cultos tradicionais deturparam nos homens o sentido inato de respeito a um Deus que é Amor e Justiça, levantando em seu lugar os mais contraditórios e chocantes conceitos, de onde se originam preconceitos os mais deprimentes à criatura. Afirmam Deus para assim poderem afastar de Deus. Eu venho dizer aos homens que Deus não quer sacrifícios e sim amor; que em Deus não há acepção de pessoas, de raças, de cores, de castas, de posses, de fronteiras. E que a adoração deve ser feita no templo interior, sendo as ofertas, as únicas aceitáveis, aquelas que se estribam no amor e na sa-

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