Voltar ao livro Filosofia da Mediunidade IV

Capítulo 1 de 15

Filosofia da — parte 1 de 15

Filosofia da Mediunidade IV · João Nunes Maia, pelo espírito Miramez

MEDIUNIDADE IV João Nunes Maia pelo espírito MIRAMEZ ÍNDICE Prefácio ....................... Preâmbulo.................... 01 - Médiuns Sonambúlicos. . . 02 - Médiuns Curadores .... 03 ............... - Força Magnética 04-0 Magnetizador... 05 - Descrença nos Espíritos. . 06-0 Dom de Curar 07 - Cura Pelo Contacto .... 08 - Transmissão de Poderes. . 09-0 Poder da Prece 10 - A Superstição... 11 - Médiuns Pneumatógrafos. 12-Médiuns Mecânicos .... 13 - Médiunsntuitivos 14 - Médiuns Semimecânicos. . 15 - Médiuns Inspirados 16 - Médiuns de Pressentimentos 17 - Diversidades Mediúnicas. . 18-Variações Mediúnicas-I. . 19 - Variações Mediúnicas - II. 20 - Variações Mediúnicas - III. 21 - Variações Mediúnicas - IV. 22 - Variações Mediúnicas - V. 23 - Variações Mediúnicas - VI. 24 - Variações Mediúnicas - VII 25 - Variações Mediúnicas - VIII 26 - Variações Mediúnicas - IX. . . 27 — Bons Médiuns ........ 28 - Dois Companheiros 29 - Despertamento Mediúnico. . . 30 - Dificuldades ............ 31 — Exercício e Mediunidade .... 32 - Contentar-se ............ 33 - Mudança de Caligrafia 34 - Suspensão da Mediunidade. . 35 — Esgotamento de Fluido 36 - Abandono do Médium 37 — Substituição ...... 38 - Médiuns Moralizados 39— Tentativas Para Escrever. . . 40 — Abreviar a Prova 41 - Afastamento dos Espíritos. . . 42 - Não Há Censura... 43 - Cada Consciência é um Mundo 44 - Recorrer ............... 45 - Dom da Mediunidade 46 — Médiuns Revoltados 47 —Abuso da Mediunidade. . . . 48 - Desejo de Escrever 49 - Aperfeiçoar-se... 50 - Patologia ............... 51 - Causando Fadiga 52 - Exercício Moderado 53 - Há Pessoas ........... 54 - Produzir Loucura 55 - Mediunidade nas Crianças. . 56 - Faculdade Espontânea .... 57 - Idade para Exercitar Dons. . 58 - Prática do Espiritismo .... 59 - Médium em Transe 60-0 Espírito Encarnado PREFACIO O prefácio é apoio ao autor e ele sai das nossas mãos com carinho, testificando o bem que este livro pode fazer aos espiritas que buscarem nele alguns conselhos, para se firmarem nos mais elevados entendimentos.

O nosso companheiro Miramez é incansável batalhador na lavoura evangélica. Ele é um semeador que saiu a semear, com capacidade de escolha dos grãos, fecundando vidas e dando impulso nobre à caridade, essa caridade que não vende e não faz trocas, correspondendo à pureza de Jesus Cristo. Esta série de livros, que busca favorecer o estudo de "O Livro dos Médiuns”, vem dar interesse aos leitores para lerem os livros da codificação e nela encontrarem verdades que não observaram antes. São estímulos no corpo doutrinário que, cada vez que recebe o que busca, entrega a quem procura a seiva viva do equilíbrio, que geratranquilidade de consciência. A verdade espera quem bata às suas portas. Ela se abre pela vontade de quem a procura. Meu filho, não demores a trabalhar, e o melhor labor é aquele que começares a fazer em ti mesmo.

Depois de saneado todo o ambiente interno, preparado o teu coração para enfrentar as condições, depois que a tranquilidade der sinal na tua consciência, parte para fora; o exterior precisa da tua cooperação, mas, vê bem, o teu maior trabalho, a tua melhor amostra dos ensinamentos do Divino Mestre, é o exemplo. Sem ele, dificilmente poderás ajudar teus irmãos nos caminhos que estás percorrendo. Quem aprende a fazer discursos em silêncio, pela própria vida, é um verdadeiro sábio, e exercita a verdadeira caridade. Queremos dizer aos homens esmorecidos para levantarem a cabeça. Observem o Cristo na frente, com os braços abertos, e Sua poderosa mente conduzindo a Terra com toda a segurança. Por que esmorecimento, se Ele nos guia desde o principio das eras, se Ele assistiu à formação da Terra, e a Ele foi entregue todo o rebanho, de homens e Espíritos? Não podeis esmorecer nas tarefas de aprender e ajudar! Eis ai, em tuas mãos, mais um instrumento de trabalho: a mediunidade. Ela tem muitas divisões, capazes de educar, esclarecendo a muitos, desde quando suas raízes tiverem sustentação na árvore cristã.

Jesus aparece de novo no mundo, em forma de uma doutrina, para que todos possam desfrutar da Sua palavra divina. Aos médiuns, nós alertamos para educarem os impulsos e saírem das primeiras letras do alfabeto espiritual, avançando em busca do melhor. Mas, que não queimem as suas mãos na venda dos dons espirituais. Dêem de graça o que de graça receberam do Todo Poderoso, que assim, mesmo passando por duras provações, alcançarão o carro de luz que os conduzirá para junto do Mestre, onde receberão a coroa em forma de paz para a sua consciência. Os avisos que descem do céu para a Terra são inúmeros, mas muitos não ouvem, e outros fecham os ouvidos, desejando a surdez para continuar na clausura que os pode castigar mais tarde. Pensa mais, meu filho, no amor, e ama; pensa na caridade, e faze-a, que o resto vem por acréscimo de misericórdia. Não duvides da doutrina que diz a maior das verdades: - Fora da caridade não há salvação.

A fonte da caridade é o amor, e a fonte do amor é Deus, que usa Jesus para nos ajudar de todos os meios para vivermos melhor. Todo aquele que começa a trabalhar no auto-aperfeiçoamento, principia a exercitar seus dons mediúnicos juntamente com a luz, para a glória da vida, em gratidão a Deus. BEZERRA Belo Horizonte, 03 de Maio de 1989. PREAMBULO Antes que demos sequência ao livro propriamente dito, falaremos um pouco sobre o assunto que virá, sobre este tema tão discutido em todo o mundo e ao qual os pesquisadores dão outros nomes, buscando fugir às explicações dadas pelo Espiritismo. Até hoje, todas as tentativas ficaram em vão, por dizerem ou repetirem a mesma verdáde com palavreados dif íceisde se entender, enquanto a Doutrina Espírita descreve, na simplicidade que a natureza lhe deu, a MEDIUNIDADE, a REENCARNAÇÃO e a CONTINUAÇÃO DA VIDA DEPOIS DO TÚMULO. As leis naturais precisam ser conhecidas do modo que elas se expressam na visão do homem e dos Espíritos, conversando sem palavras pelas leis da vida.

O homem do futuro, de tanto buscar com a ciência, de tanto pesquisar os segredos da natureza, de tanto buscar, chegará ao encontro do Espírito, que abre novo panorama para a vida humana e para a eternidade. Os grandes homens da História Universal eram dotados de faculdades mediúnicas, às vezes sem saberem do tesouro que possuíam; no entanto, no porvir, serão conscientes desses dons, que se desenvolvem com o tempo, como fruto de todos os esforços e como graça do Todo Poderoso. A mediunidade, em toda a extensão da história mundial, foi perseguida, maltratada, injuriada, muitos médiuns sofreram o guante da ignorância humana e ainda sofrem; não obstante, ela está aí com novas forças, avançando no tempo e no espaço, e os medianeiros, renovados, com faculdades rejuvenescidas, mostram a verdade na expressão das leis que sustentam a vida, porque foram feitas pela Vida Maior. Estamos escrevendo com simplicidade, facilitando assim o entendimento. Nós todos temos dons múltiplos, por vezes em estado de sono na nossa intimidade, esperando as mãos do tempo para acordá-los, juntamente com os nossos esforços.

O estimulo maior vem de Deus. Quem se dedica ao estudo da Bíblia com sinceridade, não pode combater as verdades anunciadas pelos Espíritos: a reencar- nação, a comunicação dos Espíritos com os homens e a imortalidade da alma. Nem as religiões podem fazê-lo, pois estes três pilares são os postulados de todas as doutrinas verdadeiramente espiritualistas. E dai que se dá o nascimento da filosofia para educar e instruir os homens, aceitando o amor e amando, aceitando o perdão e perdoando, aceitando a fraternidade e confraternizando-se, aceitando a caridade e fazendo-a. Nesta rota de luz é que surgirá a tranquilidade imutável na vida do Espírito, obedecendo às leis reguladas por Deus. A mediunidade nascida do amor puro é reveladora destas verdades que têm a facilidade de nos libertar da ignorância, nos tirando da cruz de todos os obstáculos, fazendo-nos ressuscitar para as belezas da vida maior. O homem precisa descondicionar-se dos erros humanos, limpar a consciência dos registros imprestáveis, do condicionamento inferior, dispersar as paixões das trevas, acendendo a luz nos próprios caminhos.

A humanidade ainda se encontra em um grau abaixo do desejado; assim sendo, os ideais balançam no vendaval das trevas, estando sujeitos a paralisarem por um tempo. É preciso que estejas seguro na fé, que perante o raciocínio não esmoreças, por teres a certeza da vida que continua, das mudanças das vestes da alma, e que elas são livres para se comunicarem com aqueles que ficaram nas lides da Terra. A mediunidade se encontra no princípio, em relação a sua grandeza para o futuro, quando todos deverão procurá-la, ajudando a sua ação benfeitora. Assim como os povos reconheceram, depois de muitas perseguições, as leis descobertas por Galileu, a mediunidade segue a mesma rota. Quando se fala que um padre ou um pastor é inspirado, o nosso dever é raciocinar: inspirado por quem? Alguém há de dizer: por Deus. É aí que a razão deve buscar mais longe: por quais meios? Pelos Espíritos, seus agentes em toda parte da criação, mas sempre seguindo a vontade do Criador.

Aos espíritas e espiritualistas, nós convidamos para estudarmos mais um pouco nos livros que existem na Terra, que são oferecidos aos homens como chuvas do céu, como incentivo ao entendimento, mesmo no silêncio. Essa compreensão maior vem pelos esforços. Quem não luta, não vence. Devemos buscar, bater em todas as portas, pois o esforço sincero constitui oração e a Divindade não deixa sem resposta os nossos pedidos. O homem, tanto quanto nós, somos frutos do amor e da alegria. Viemos de mãos perfeitas, e no fim da nossa jornada somente vamos encontrar a perfeição e o amor verdadeiro. Tanto os homens quanto nós, do plano espiritual, estamos em níveis onde a luta com nós mesmos é dolorosa, por estarem encravados em nosso ser espiritual e físico, os liames da ignorância, condicionados por milênios ao que chamamos de mal.

O dever nosso é, pois, descondicionar esse passado, para nós agora imprestável, abrindo condições novas na instalação do céu na consciência e que o coração seja um sol a espargir radiações e luz em todas as direções. A harmonia do universo deve encontrar sintonia na alma, para que os dois se interpenetrem ouvindo a Voz que diz: - “A paz seja convosco". A Doutrina Espírita não combate religiões, não persegue a ciência, nem filosofias; ajuda-as a buscar a verdade, assim como delas recebe experiência elaborada nas tempestades de muitos séculos. Como espírita, não deves querer somente ser médium; é preciso saber, acima de tudo, como empregar as tuas faculdades. Deves despertar teus dons espirituais. Mas, para que? É preferível que eles durmam, se não sabes direcioná-los. A vinda do Mestre à Terra foi para abrir escolas de educação, instruindo com palavras seguidas pelos exemplos, no sentido de que, quando alguém acordar, junto dele já exista o dedo apontando o caminho.

Muitos pensam que o Espiritismo consiste tão somente em reuniões espíritas, onde surgem Espíritos conversando e consolando. O Espiritismo já tomou nova dinâmica, e agora é trabalho, é amor e caridade, é preparo no interior da criatura, são mudanças operadas por ela mesma no seu comportamento todos os dias. Com o tempo, deverão surgir novos aspectos, trazendo responsabilidades maiores. A revelação é lenta, para não assustar os profitentes, ainda mais os preguiçosos. Quando falamos de Espiritismo, queremos dizer que ele é fonte segura de disciplina da mediunidade, porém, não é somente nele que existem médiuns, como passamos a comprovar: I Alice Brailey, que recebeu "Cartas e Meditações", ditadas por um Tibetano; I Helena Bravatsky, que recebia as missivas do Mestre Mória; 1 Elza Barker, com as "Cartas do Outro Mundo"; - A Senhora Wilcklan, 'Trinta Anos entre os Mortos"; - Mabel Collins, trouxe-nos "A Luz do Caminho", por Espíritos ligados à Ioga; - Krishnamurti, registrou "Aos Pés do Mestre", quando em desdobramento espiritual; - Anthony Borgia, "A Vida nos Mundos Invisíveis"; Ana de G., "As Mensagens de Padre Marshall"; - G, Vale Owen, "A Vida Além do Véu", ditado por sua genitora desencarnada; - G. H. Leadbeather, que ouvia os mestres, passando os ensinamentos para a escrita, formando livros famosos, um dos quais se intitula os "Chacras"; I Prof. Pietro Ubaldi, que recebeu da Grande Voz o livro a "Grande Síntese"; I Rosária de La Torre escreveu uma admirável obra mediú- nica, que se intitula "Harpas Eternas", ditada pelo Conde de Monte Nebo.

Não podemos nos esquecer de Moisés, que ouvia os mensageiros de Jesus, registrando com mais perfeição os dez mandamentos, assim como os profetas e todos os chamados mestres de todas as religiões e filosofias. Muitas tribos indígenas são orientadas pelos Espíritos, fazendo leis internas para disciplinarem a taba. Os famosos curandeiros, principalmente no Brasil, eram todos inspirados pelos Espíritos que lhes ensinavam como e para que serviam as ervas e quais os dias certos de colhê-las. Lembremos o nome venerável de Lutero, que ouvia os Espíritos ensinando-lhe como interpretar a Bíblia. A obra basilar do esoterismo no Brasil, "Nossas Forças Mentais", foi inspirada a Prentice Mulford. Ainda mais, João Huss, Pitágoras, Apolônio de Tiana e Buda foram antenas vivas, recebendo diretamente dos instrutores espirituais revelações das leis para educação do homem, o reconhecimento de Deus e das movimentações entre o Céu e a Terra. A história da Igreja Católica é rica em registros de famosos médiuns, nas personalidades de todos os santos. Finalmente, temos o maior Médium de Deus de todos os tempos: Nosso Senhor Jesus Cristo.

Com essa profusão de medianeiros em todos os cantos do mundo, veio o consolador prometido: A Doutrina Espírita, para disciplinar essas faculdades de grande valia, dando cumprimento às promessas do Divino Mestre. O Espiritismo, como podemos verificar por algumas lembranças das mediunidades famosas, não é dono da faculdade mediúnica, nem foi ele que a inventou; ele apenas está se esforçando para educá-la, instruindo os próprios médiuns. Deus nada faz com violência no Seu império cósmico. Ele deixa vir em sequência as verdades, sem, contudo, pedir opinião aos homens, nem tampouco aos anjos. Ele faz o que acha melhor, por ser onisciente das Suas magnânimas leis. Esse desdobramento de "O Livro dos Médiuns", de Allan Kardec, é um simples trabalho nosso, desejando que seja bom para os estudiosos. Se alguns o aproveitarem, melhorando seu comportamento, ficaremos felizes com eles. Que Deus abençoe a todos. MIRAMEZ Capítulo 01 MÉDIUNS SONAMBÚLICOS

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.