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Capítulo 15 de 15
Filosofia da — parte 15 de 15
Filosofia da Mediunidade IV · João Nunes Maia, pelo espírito Miramez
Podemos aoroveitar a mediunidade das crianças em silêncio, sem forçar seus dons, somente ouvindo e tirando deduções do que ouvimos delas. Essas lições espontâneas formam as mais belas páginas da vida, pois são a perfeita interpretação da natureza, em se falando das leis naturais. Lembra-te de que não deves levar as crianças para o desenvolvimento da mediunidade, mas podes fazê-las conscientes da vida de Jesus e de alguns fatos evangélicos, assim como das virtudes espirituais, mormente o amor e a caridade, o perdão e o trabalho. E também faça esta oração: que o vosso amor aumente mais e mais em pleno conhecimento e toda percepção. (Filipenses, 1:9) Paulo fala aos Filipenses da necessidade do amor, como pais, às crianças. Os pais devem também falar aos seus filhos do amor que dá vida, que é alimento, que é paz, de modo que as faculdades que eles possuem possam aflorar gradativamente, mostrando a glória de Deus no Evangelho de Jesus.
A criança, amàndo, é Deus no dominio do seu coração, e serve de médium de Cristo. Capítulo 57 IDADE PARA EXERCITAR DONS
LM -2 parte Cap. XVIII -221-8« Cerlamente que não vamos colocar em exercício mediúnico uma criança, só porque apresenta mediunidade aflorada. É qual a inteligência: podemos muito bem encontrar crianças excepcionais no raciocínio, marcando assim uma inteligência por vezes suplantando até mesmo a dos adultos porém, não se pode, por causa disso, colocá-la em lugar de destaque na política, na ciência e mesmo na religião. É bom que se entenda que ela está em formação, que ainda é preciso que se desenvolvam outras qualidades, juntando com experiências rumo aos deveres a assumir. É fato comprovado que existem muitos adultos, que não chegaram a tais responsabilidades também, embora capazes de atingirem e servirem de orientadores em quaisquer campos relevantes. Em muitos casos, em nações tidas como desenvolvidas, a herança é que marca os sucessores, e esses ocupam cargos de alto comando por pertencerem à família. Existem adultos que têm menos valores morais que certas crianças para os cargos que ocupam. Porém, não é com isto que se deva colocar crianças nos seus lugares para orientar os adultos.
Valores espirituais não se herdam; conquistam-se. São frutos do tempo, que age em tudo pela vontade de Deus. Tratando-se da mediunidade, é preciso que os dirigentes das casas espíritas tenham bom senso na verificação do desenvolvimento da mediunidade, devendo colocar cada pessoa no seu devido lugar, ao qual foi chamada, na disposição dos seus dons e nas qualidades dos seus valores morais. Com todos os valores que a criança possa apresentar, ela, já falamos em mensagens anteriores, é como a plantinha que merece cuidados. É preciso cultivar nela a espontaneidade como fato natural, e nunca violentar, nem entregar deveres maiores do que ela possa executar. O cultivo da mediunidade não tem, realmente, idade, contudo, é necessário que se entenda o modo de cultivar a faculdade na criança. Se, por vezes, aparecer uma criança nos seus primeiros anos escrevendo mediunicamente coisas belas, em se falando da literatura espirita, isso pode ser um incentivo à vaidade de certos pais que ainda não compreenderam a verdade, em querer que seus filhos façam o mesmo. E, se forem recusados pelos orientadores das casas espíritas, eles passam a fazê-lo em seus lares. Isso é muito perigoso.
O lar não é lugar de reuniões espíritas nem para adultos. O que se deve fazer em casa, com muito proveito, é o Culto do Evangelho, constituído de leituras edificantes, fluidificação de água, comentários e orações. Não apoiamos, de modo algum, forçar as crianças a entrarem em intercâmbio com os Espíritos. A violentação pode abrir caminhos para entidades das trevas, cujo trabalho, por ignorância, é criar perturbação aonde são chamadas. Sabemos que existem muitos velhos com a mentalidade de criança. Para esses, falamos que devem ter cuidado nas suas investidas de querer desenvolver mediunidade. Também existem deficientes mentais querendo desenvolver dons e fazer uso de mediunidade que não existe. Eis aí um campo de maiores perturbações. 0 cuidado deve ser norma dos espíritas. A vazão maior que se deve dar nas casas espíritas, é ao trabalho da caridade, ao estudo, para que se tenha força de fazer a renovação da conduta.
Oeve-se procurar desenvolver o dom de amar a Deus em todas as coisas, o dom de perdoar, o dom de trabalhar, o dom da alegria, e que a educação seja, para todos, caminho de destaque para a vida e pela vida. Até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento, do filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo. (Efésios, 4:13) Eis aí o ministério do trabalho com Cristo. Precisamos chegar à idade, a estatura de assumir as responsabilidades de trabalhar com Jesus. Crianças são crianças; precisam de preparo para este investimento de ordem espiritual. É preciso que cheguem à plenitude do amor e do conhecimento da verdade, para que sejam árvores de bons frutos. A mediunidade valiosa é aquela que mostra em seu exercício os valores do Evangelho redivivo, quando o que serve de instrumentos dos Espíritos possa pregar a Boa Nova do Reino por todos os meios, mas a edificação melhor de todos esses valores é pelo EXEMPLO. Capítulo 58 PRATICADO ESPIRITISMO
LM-2 parte Cap. XVIII-222 A prática do Espiritismo requer dos seus adeptos muita vigilância, por ser uma ciência espiritual. Os que ficam somente procurando comprovações nos mais difíceis fenômenos, fixam-se somente neles. Muitos desistem, por quererem em todas as suas pesquisas palpar um Espirito, para crer em sua existência. O Espiritismo está acima disso. Podes empregar com mais acerto o teu raciocínio, pois a razão é um campo de largueza descomunal, que pode te oferecer lições valiosas, capazes de te mostrar a verdade em simples fatos, na simplicidade da própria natureza. Muitos pesquisadores da mediunidade desistiram, mais tarde, falando contra ela por não terem uma base na vida de que as coisas espirituais devem ser pesquisadas na sutileza da mente. O Espírito se encontra em outra dimensão de vida. Quando o pesquisador se esquece do amor, da caridade, de reformar seus próprios costumes, ele cai nas malhas de obsessores, Espíritos enganadores, capazes de o levar à descrença.
Notamos que, quando as pessoas que se dizem estudiosas, intelectuais, e começam a observar demais as comunicações e que, por qualquer motivo estão duvidando das comunicações, é fácil caírem nas mãos dos Espíritos brincalhões, por acharem ambiente em suas mentes, que corresponde aos seus interesses. A Doutrina Espírita é coisa muito séria e não deve servir de brincadeira para mentes viciadas, por Espíritos das mesmas ideias. A seriedade é valor que deve ser qualificado e enraigado na alma. Existe o fanático que acredita em tudo, mas existe o céptico que nega tudo, e todos os dois estão ligados por laços que desconhecem, estão na mesma faixa sem desconfiarem; são extremos. Não vemos nisso nenhuma questão de inteligência e, sim, uma fase da qual devem sair para procurar o caminho do meio. Aquela mediunidade que alguém nega, tem algo de Espírito, que é difícil de ser percebido. Somente o bom senso lhe mostra, e o fanatismo que recolhe tudo, mistura a parte humana com a divina.
O ser de equilíbrio nas suas emoções e nos seus pensamentos observa tudo, não discute, não nega, não desdenha, não injuria, não maltrata, não violenta, por saber que em tudo existe verdade. Basta saber selecionar, como o filtro faz com a água suja. A água é sempre água; a verdade é sempre a verdade, e quem a busca acha. Os pesquisadores que ficam a maior parte do seu precioso tempo buscando mentiras, buscando mistificação, buscando dúvidas, logo encontram o que procuram. A prática do Espiritismo não é muito fácil como muitos pensam. Os dirigentes de reuniões espíritas deverão buscar no Evangelho os caminhos a trilhar, moralizando cada vez mais seus costumes e disciplinando seus impulsos porque, sem educação, nada se faz na vida. Devemos respeitar os direitos dos outros, e o tempo, as energias que se gastam para duvidar dos outros, para falar mal dos semelhantes, para procurar mistificação nos médiuns, serão bem mais úteis se o companheiro verificar a sua própria vida.
Se te encontras envolvido em apontar mistificações, é bem provável que estejas incurso neste ambiente sem perceber, o que é muito mais perigoso. Se tens mesmo intenções de ajudar na extensão da verdade, sê verdadeiro nos teus atos, nas tuas palavras e nos teus pensamentos. O disciplinador que se apresenta como tal, é o que precisa mais de disciplina. Se cada um de nós consertar a nós mesmos, o mundo se tornará um paraíso. O discípulo não está acima do seu mestre; todo aquele, porém, que for bem instruído, será como seu mestre. (Lucas, 6:40) Não podemos ser cegos para guiar outros cegos. Se queres ser discípulo de Jesus, não cabe em teus feitos a violência das consciências. Não podes alimentar dúvidas, nem perseguições, e a maledicência é campo aberto para o ódio, para a discórdia. Se és espirita, procura ajudar aos outros que julgas estarem no caminho errado, mas olha o modo de ajudar melhor, que é pelo EXEMPLO. Vive no amor e na caridade, que estarão falando disso pelos fios mais puros, pelo verbo de luz que são as vibrações. Capítulo 59 MÉDIUM EM TRANSE LM -2* parte
Cap. XIX-223/1 No momento em que o médium exerce sua faculdade me- diúnica, se encontra diferenciado o seu comportamento, pois que, além dele, Espírito, há outro que fala por seu intermédio. Em se falando da mediunidade cristã, o medianeiro se encontra normal, sendo que o exercício mediúnico não lhe provoca nenhuma anormalidade. Convém compreender que a mediunidade se divide ao infinito, fazendo parte de toda a vida cósmica, partindo de Deus, na sua descida divina até a mais invisível partícula da matéria, que não deixa de se comunicar com as outras, dentro da sua faixa de existência. Compete aos homens e aos Espíritos estudarem esta ciência, para conhecer melhor a função de comunicação de todas as coisas. Q médium em transe difere, de certo modo, do estado normal, porque ele se encontra como que em simbiose com o comunicante, neste caso um Espírito que troca experiência, valorizando os dons espirituais. Isso acontece desde o aparecimento do homem na Terra, e a mediunidade é um fato comprovado nas comunicações dos Espíritos com os encarnados.
Nota-se também o aperfeiçoamento de todos os intercâmbios, porque o progresso é lei universal, que somente respeita a Deus, seu criador. Mas, é bom que se saiba que, quando falamos em progresso, é querendo dizer do despertamento dos valores que conduzimos na intimidade, depositados peio Criador nos primeiros toques de vida em tudo que fez. O médium em transe está mais ou menos em um estado de crise; é, como se pode dizer, uma alteração para o crescimento espiritual, elevando as vibrações do encarnado, em sintonia com o desencarnado, entrando em perfeita conversação. Esse intercâmbio é vida, e nos faz conhecer mais a bondade e o amor de Deus para com todos os Seus filhos. O médium em transe sempre se fadiga neste exercício, pelo gasto de força vital. Há, por assim dizer, um desgaste, e o repouso traz a recuperação, a não ser que venha o abuso. Existem médiuns que ficam horas e horas mediunizados, e nem sempre para trabalhos edificantes, atendendo à vaidade de muitos, que requerem do intermediário dos Espíritos um esforço descomunal, como também das entidades comunicantes.
Os instrumentos dos Espíritos devem ser educados e disciplinados neste sentido. Em tudo na vida deve- -se ter parcimônia, porque o bom senso marca o equilíbrio da vida. A primeira coisa em que um médium deve pensar no seu exercício mediúnico, é medir suas forças para esse trabalho e não esquecer que a função mediúnica com exagero pode lhe acarretar distúrbios psíquicos e orgânicos. Se não houve repouso e isso resultar em algum distúrbio para o médium, os observadores e contraditares irão culpar o Espiritismo que não tem nada a ver com a ignorância do médium, pois em todas as páginas doutrinárias pede-se para se ter cuidado em tudo e os dirigentes das casas espiritas têm por obrigação instruí-los sobre o perigo do exagero no exercício da mediunidade. ”0 Livro dos Médiuns" traz fartas lições mostrando os perigos dos médiuns que não compreendem as leis naturais e os preceitos que devem ser seguidos.
Quem fecha os olhos à educação mediúnica e à disciplina de seus próprios dons, caminha para o abismo, entrando em pouco tempo em decadência. O apóstolo Pedro, no capítulo quatro, versículo dois, de sua primeira epístola, diz; Para que, no tempo que vos resta na carne, já não vivais de acordo com as paixões dos homens, mas segundo a vontade de Deus. Homens candidatos à mediunidade cristã! Pensai um pouco, para que aproveiteis o tempo que vos resta na Terra, na carne, e mudeis de comportamento, esquecendo as paixões terrenas, envolvendo a vida no amor, amando a tudo e a todos, porque Deus está em tudo. A mediunidade educada e instruída tem o poder de despertar na vossa intimidade a luz de Deus, salientando a presença do Cristo, no comando da vossa vida. Desta forma, a vossa mediunidade, quando em transe, nunca se alterará, mas sempre vos iluminará nos caminhos que percorrerdes.
Capítulo 60 O ESPÍRITO ENCARNADO LM-2ª parte Cap. XIX-223/2ª a Em se falando de comunicação com os Espíritos, é bom salientar que a ciência espiritual não fecha questão sobre assuntos, à semelhança da rigidez da lei. Está comprovado, por experiências, que tanto o desencarnado quanto o encarnado se comunicam através da mediuni- dade, embora seja mais rara a comunicação do encarnado, pelas dificuldades oriundas do seu estado, envolvido no fluido da carne, bem assim por seus sentidos se encontrarem entorpecidos. Mas, ele não está impedido de se comunicar com os homens, sendo um dos tais. Outra liberdade que alguns têm, é a de fazer viagens astrais conscientes, coisa rara no momento; porém, no futuro essa faculdade vai ser largamente desenvolvida,para que se tenha mais fé e confiança de que a vida continua depois do fenômeno chamado morte.
E faculdade que o tempo vem aperfeiçoando para o porvir, e que nos mundos superiores passa a ser comum a todas as criaturas lá abrigadas, e que sentem a felicidade de entrar no transe do sono que, além de servir de terapia, fornece igualmente oportunidade para a contribuição de uma fé robusta e digna de confiança. A viagem astral consciente é uma bênção de Deus, para as criaturas presas na carne. Já se fala muito nela agora, e a razão nos diz que ela se encontra crescendo, de modo que a alma fica mais livre, recolhendo novas experiências como Espírito em viagem no astral. Ainda mais, ela pode se comunicar com os homens, desde quando possua faculdades para tais eventos espirituais. Eis porque a mediunidade torna-se lei natural, que dá oportunidade às almas de trocarem conhecimentos em todas as áreas, para o crescimento dos próprios Espíritos, fora e dentro da carne.
Muitas vezes, nas pesquisas feitas por Allan Kardec, Espíritos que se comunicaram diziam estar encarnados, e a comprovação foi exata, porque eles deixavam o endereço, o nome, família e lugar onde moravam, ficando certo que os encarnados poderiam se comunicar, quando seus corpos se achavam em descanso. O Espiritismo é uma doutrina que pede para ser estudada cada vez mais, para melhor compreender sua trajetória, no campo do aperfeiçoamento das criaturas. Ele tem mais de um século de existência, e já possui um lastro de ensinamentos dos maiores do mundo, uma filosofia de vida das mais ricas em ensinamentos, e como religião das que dão mais exemplos de caridade e de amor. Por fim, como ciência, abre portas do saber nunca antes conhecidas. Devemos entender que o Espiritismo faz reviver os ensinamentos de Cristo, colocando o Evangelho com as belezas que a ele pertencem, nutrindo nos corações a grande esperança de uma vida que continua para todas as criaturas, sem que nenhuma se perca, porque, explica, Deus é Pai de todas elas.
Em muitas ocasiões, ocorrem comunicações dos Espíritos que estão encarnados, em reuniões espíritas, e aos dirigentes passa despercebido este fenômeno, já que não convém aos Espíritos anunciar tal situação para não criar perturbações. A Doutrina dos Espíritos tem um ideal bastante sublimado, que é aprimorar o homem, dando-lhe meios para que ele próprio se esforce neste educação e saber da humanidade, levando-a para a tranquilidade que não se perturba com nenhum dos fatos que possam acontecer. empenho. E é Jesus que está no leme de todo esse movimento de Muitos contraditores vão ao extremo de dizer que todas as comunicações partem do Espírito do médium; isso pode acontecer algumas vezes, mas são variantes da vida, para dar à mediunidade a largueza de ação. Como devemos entender que as comunicações se estendem desde o vírus até aos anjos, desde o átomo até às galáxias, as comunicações são comportamentos de todo o universo e, portanto, é normal que se dê entre Espíritos, estejam eles encarnados ou desencarnados.
Ainda mais, deves saber que tudo o que se fala em qualquer lugar, fica gravado pela sensibilidade cósmica, pelo éter divino que interpenetra tudo. Nada fica escondido, que não seja revelado no tempo oportuno. Essa é a lei. quarenta e nove, lê-se o seguinte trecho: No Evangelho segundo Marcos, no capítulo seis, versículo Eles porém, vendo-o andar sobre o mar, pensaram tratar-se de um fantasma e gritaram. que voltam para dizer aos que ficaram que a vida continua e que a Quando observas os fenômenos de comunicação espirita, não precisas temer, porque não é ação de fantasmas; são almas morte não existe. Jesus pode aparecer no mar das nossas emoções, e sobre as águas dos nossos dons. Ele anda serenamente, a nos dizer: - "A paz seja convosco. A minha paz vos dou, não como o mundo a dá". Ele, o Mestre dos mestres, abriu as portas da mediunidade com amor, de maneira que os benefeitores da espiritualidade maior possam se comunicar com os homens, fartando seus caminhos de luz, para que se livrem das trevas, nas duas faixas da vida.
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.