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Capítulo 4 de 15

Filosofia da — parte 4 de 15

Filosofia da Mediunidade IV · João Nunes Maia, pelo espírito Miramez

XIV-176-9ª O espírita evangelizado, médium ou não, não fica ligado a superstições nascidas da ignorância, como a cerimônias e rituais. Fala-se em demasia das preces especiais, como que procurando-se modelos de orações com tais ou quais poderes extra- normais. A Doutrina Espírita, que procura mostrar mais a verdade, foge desses rituais. Quando chega a mostrar coletâneas de orações, não é que uma tenha mais poder que as outras; nada disso. E como fez Jesus, quando formulou O "Pai Nosso" para Seus discípulos.

Alguns deles, como os cristãos do futuro, haveriam de encontrar dificuldade em fazer uma prece de improviso. Poderiam, portanto, decorar a prece ensinada pelo Mestre. Até hoje existe muita gente sem condições de orar da maneira que a intuição estimula, procurando, mesmo com dificuldade, decorar alguma fórmula que complete a meditação. A superstição vem cedendo lugar ao entendimento; a verdade sempre liberta a criatura da ignorância. Convém ao homem estudar mais, condicionar a sua consciência com as mensagens de amor, de alegria e de sabedoria espiritual, de maneira que possa crescer a sua compreensão e a alma ser espontânea em todos os seus deveres.

É o mesmo que a transferência de poderes de uma pessoa a outra. Isto é ilusão que desaparece com a verdade. Todos temos os mesmos poderes, acontece que em alguns eles estão mais despertados que em outros. A transferência é impossível. O que é teu, o é por vontade de Deus; ninguém toma, não pode ser vendido, nem trocado por ouro.

As pessoas somente recebem o dom de curar das mãos sagradas de Deus, que muitas vezes usa as mãos de Jesus. É preciso acreditar que todos somos irmãos uns dos outros e filhos do Pai Celestial, todos com os mesmos deveres e direitos. Só que não estamos na mesma idade sideral; cada um tem a sua posição de despertamento espiritual esperando a sua vez de acordar mais. O médium supersticioso atrai, pelo comportamento, companhias da mesma espécie e passa a propagar que os Espíritos aceitam essa postura. O médium ligado a cerimônias atrai Espíritos com as mesmas intenções, pois atraímos pelo que somos.

A pureza mediúnica se dá com a pureza dos pensamentos, com a pureza das palavras, com a pureza da vida. Enfim, tudo isso é aquisição da harmonia na mente, aquela qualificada como a tranquilidade de consciência que não se perturba com nada e recebe todos os acontecimentos sem alteração do seu bem-estar. Deixa as fórmulas das orações para os iniciantes da verdade; eles são como as crianças que precisam dos estímulos da genitora para viver; os pintínhos, que se aninham sob as asas da sua mãe, livrando-se das intempéries da vida; os filhotes dos passarinhos, que carecem dos pais que levam aos seus bicos os alimentos. Quando estão crescidos, são libertos e passam a viver sozinhos. A superstição é necessária quando se está na ignorância; esta passando, aquela não tem razão de ser.

O médium deve buscar além das coisas transitórias. O Espiritismo veio para atender muitos pedidos do próprio progresso. A maturidade começou nas almas e é preciso escolher outros modos de vida, que correspondam à altura do Espírito. O valor da prece, como já falamos, não está nas palavras, mas com as palavras desenvolvemos os sentimentos e os poderes da alma aumentam. O médium deve compreender como educar-se e instruir-se para melhor servir à sua própria paz.

Em sua carta a Tito, Paulo recomendava, no capítulo dois, versículo oito: Linguagem sadia e irrepreensível, para que o adversário seja envergonhado, não tendo indignidade nenhuma que dizer a nosso respeito. São os deveres do médium em exercício da mediunidade, linguagem sadia e irrepreensível, com postura limpa de paixões inferiores, porque todas as superstições estão ligadas às inferioridades. Oremos e vigiemos, para não cairmos em novas tentações. Capítulo 11 MÉDIUNS PNEUMATÓGRAFOS LM - 2* parte Cap. XIV-177 Estamos dispostos a falar dos muitos dons mediúnicos cujos poderes estão plenamente em vigor nos trabalhos espíritas, com rendimento nos serviços da doutrina.

Por ser de pouco aproveitamento na sua função, são raros os médiuns pneumatógrafos. Esse tipo de mediunidade produz a escrita direta, ou seja, o Espírito não usa a mão do medianeiro. Coloca-se o papel até mesmo distante do médium, e a escrita se faz sem o concurso direto e ostensivo do mesmo. É um ramo do mediunismo de efeito físico e não deixa de ser útil na comprovação da existência dos Espíritos para aqueles que não acreditam na comunicação dos mesmos depois da chamada morte. No entanto, esse tempo da comprovação pelo fenômeno já passou, e a Doutrina dos Espíritos avança com o progresso, levando às criaturas a mensagem de vida e de conscientização, de que devemos despertar os dons de ouro nos nossos corações, capazes de se libertar de todos os males de que a ignorância é portadora.

É de interesse comum saber que a missão do Espiritismo faz frente à renovação do homem, para fazer desaparecer o homem velho e surgir um novo homem cheio de sabedoria e de amor, um homem renovado em Cristo, para o bem de todos. Muitos tipos de mediunidade tiveram seu tempo; foram um ensaio para que outras surgissem no esplendor da vida, colocando os dois mundos em perfeita sintonia espiritual. Na escrita nos dias que correm, usa-se a psicografia, juntamente com a audição, por vezes a telepatia, a visão astral e a transmissão direta e contínua de mensagens e conteúdos de livros, pela sensibilidade dos valores internos do medianeiro, para depois ele ir repassando para o papel, com a orientação direta do plano espiritual. Esses recursos mediú- nicos são coadjuvantes da mediunidade específica de escrever, para que a psicografia fique completa na sua missão de dar notícias do mundo espiritual para os encarnados. Com o tempo, eles vão crescendo e mostrando valores que suplantam o próprio raciocínio.

Ninguém faz médium, no entanto, o exercício mediúnico faz crescer a mediunidade, desde quando o medianeiro é sincero nos seus propósitos. Cabe a todos os instrumentos dos Espíritos procurarem a verdade e serem verdadeiros em todos os aspectos dos seus trabalhos, sem nunca esquecer Jesus nas suas meditações, sem nunca esquecer a oração nos seus labores, sem nunca esquecer que em primeiro lugar está Deus, obedecendo às Suas leis imutáveis. Hoje, não passa por nossas mentes convencer tal ou qual irmão endurecido, porque para ter as provas da existência de Deus, basta vislumbrar por poucos instantes aquilo que não foi o homem quem fez; para aceitar a existência dos Espíritos, basta examinar a si mesmo, suas reações, o sono, a fonte dos pensamentos, a inteligência.

E para ter a certeza da comunicação dos Espíritos, basta ir de casa em casa, pois em quase todas elas tem-se um fenômeno para contar, sobre os próprios familiares que dela já partiram. 0 Espiritismo não perde mais tempo com o que já foi confirmado pelo tempo, retomando agora seu principal objetivo de cuidar do homem nas suas principais reformas, ajudando o tempo a fazê-las com habilidade. A transmissão telepática está se aperfeiçoando, de modo que o médium do futuro possa sentir a inspiração pura e falar tanto quanto escrever as páginas mais belas que a mediunidade ofertará à cultura espírita, sem intervenção dos instrumentos mediúnicos e do próprio ambiente.

Tudo caminha para a perfeição. Se nada acaba, tudo se transforma para melhor, assim também os Espíritos, e são eles mesmos que estão em intenso trabalho no aperfeiçoamento das transmissões das mensagens para os homens. Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina. Continua nestes deveres porque, fazendo assim, salvarás tanto a ti mesmo como aos teus ouvintes. (Timóteo, 4:16) Fazendo do modo que a Doutrina Espírita te indica, salvarás pelo conhecimento da verdade a ti mesmo, como Paulo disse a Timóteo, e darás toques de luz na consciência alheia de como se salvar também. A mediunidade é um instrumento valioso no despertamento dos valores do Espírito, de modo a toda a sociedade humana participar do banquete espiritual que Jesus está ofertando à humanidade.

Capítulo 12 MÉDIUNS PSICÓGRAFOS MECÂNICOS LM - 2ª parte Cap. XV-179 O médium completamente mecânico não tem consciência daquilo que escreve. O Espírito domina sua mão, como se fosse um instrumento passivo sob a direção da sua mente, e escreve sem interferência. Não é comum este tipo de mediunidade; são raros os médiuns mecânicos. Porém, os Espíritos têm mais facilidade de, por meio desses médiuns, escreverem muitas línguas, quando queiram demonstrar a existência das comunicações dos Espíritos com os homens. Na época da codificação, eles tinham de aparecer, constatando, assim, a realidade do Espírito, para o Codificador e para os seus coadjuvantes, indispensável na formação da doutrina.

Nesta mediunidade, não se pode determinar, como em outras modalidades de mediunidade, o tipo de Espíritos que possam comunicar. A afinidade é uma lei de justiça. O tipo de vida que leva o medianeiro, é que determina os Espíritos comunicantes. O aparelho mediúnico deve aprimorar-se moralmente, atraindo, assim, benfeitores espirituais elevados, compatíveis com o seu ambiente de vida. No entanto, Deus é tão bom que de vez em quando permite que Espíritos de alta estirpe falem através de médiuns desequilibrados, mostrando-se em Sua misericórdia, e induzindo em quem ouve, vida nova, de fraternidade e de amor.

Permite, também, que Espíritos inferiores, que vivem irradiando paixões terrenas, comuni- quem-se com médiuns de alta moral, para experimentá-los, quebrando algo de vaidade e mesmo de orgulho que ainda reste nos seus sentimentos. Não existe mediunidade infalível nas hostes da Terra, a não ser, a do maior médium de todos os tempos, que apareceu no mundo: Nosso Senhor Jesus Cristo. Convém saber que a mediunidade se encontra ainda nos seus primórdios, com grandes esperanças para o futuro, onde ela irá servir de canal para muitas revelações, eliminando os motivos de dúvidas da existência do Espírito e das suas comunicações com os homens. O médium, na atualidade, sofre um desgaste enorme, dado o ambiente mais ou menos carregado de fluidos inferiores, o que não ajuda na purificação dos seus pensamentos e, muito pior, nas palavras, criando assim formas de pensamentos capazes de atuar em outras mentes, corrompendo o bom andamento do trabalho no amor e na caridade, principalmente do médium mecânico, que é de efeitos físicos, e que atua à base de energias ectoplasmáticas, que fluem dele e do Espírito comunicante para se dar o fenômeno. Esta faculdade é para comprovar a identidade daquele que comunica, entrementes, é preciso saber se todos que presenciaram tais ou quais fenômenos se convenceram da realidade deles.

Nós dizemos que NÃO. Poucos foram os convencidos. Vamos nos lembrar de Jesus, quando disse: "Bem-aventurados aqueles que não viram e creram". Para crer definitivamente, é necessário o fator maturidade. Só ela confere ao Espírito o selo da verdade, tranquilizando a consciência na certeza de que a vida continua, na reencarnação e na comunicação da alma depois da sua partida.

Contudo, acima de tudo temos de ser obedientes à lei natural da vida, que nos espera pelo tempo necessário para o nosso despertamento, conhecendo a verdade. O médium, que é realmente médium, e já é convencido das suas faculdades, sejam elas quais forem, não exige que apareçam faculdades espetaculares, servindo como instrumento dos Espíritos. A mais simples mediunidade ele agradece, e sabe entregar aos benfeitores comfé e humildade o seu canal, por onde devem passar as mensagens que educam e elevam. Paulo falava aos Romanos, assim referindo: Quanto a Israel, porém, diz: todo o dia estendi as minhas mãos a um povo rebelde e contradizente. (Paulo, Romanos, 10:21) Assim devem proceder os médiuns todos os dias: estender as mãos aos contraditores, em amizade fraterna, perdoando e servindo quando oportuno, para que seja a resposta a do amor às contradições rebeldes. Essa é a melhor mediunidade, porque ela está vinculada à força do amor e da caridade.

É Jesus dentro da alma, conduzindo os passos do medianeiro. Capítulo 13 MÉDIUNS INTUITIVOS LM - 2ª parte Cap. XV-180 O pensamento do Espírito comunicante é a base de todas as mediunidades. A transmissão da mensagem parte das ideias emitidas para o medianeiro, e é pelo teor dessa mensagem que ele será reconhecido e definido como bom ou mau Espírito. A mediunidade intuitiva é a mais comum entre os homens, sendo generalizada no seio dos povos, de todas as nações.

Entretanto, existe uma escala muito grande de mediunidade intuitiva, desde os primeiros rudimentos de transmissão das ideias para os encarnados, até a mais alta mediunidade de falar e mesmo de escrever. Um tribuno bem sintonizado com os Espíritos superiores transmite maravilhas, a que até nós, dos planos espirituais, assistimos estudando a riqueza de nuances e o desenrolar das ideias da entidade comunicante à receptora. O médium intuitivo, que conhece e reconhece o valor da sua postura ante o benfeitor espiritual, consegue uma simbiose enriquecida no amor, de modo a beneficiar a muitos que ouvem os conceitos luminosos, filhos dos dois que se dispuseram a servir em nome do Cristo. A intuição é um dom universal, com poderes elásticos, funcionando na ciência, na religião, na filosofia e em tantas outras atividades da alma, como protetora, educadora e instrutora de todos os que sâo partícipes da verdade. A intuição é dom de todas as criaturas, porém, na sua pureza lirial somente se expressará no futuro, quando os seres humanos alcançarem a pureza de pensamentos, como dizia Buda; reto pensamento, reta vigilância, reta alegria, reto prazer, reto amor, reta caridade, reto saber, reta palavra...

Eis aí o ambiente para a reta intuição: mediunidade sublimada, consciente daquilo que se passa por seu intermédio. O Espirito livre não atua sobre a mão para escrever; ele empresta as ideias e o médium as traduz, passando para o papel segundo seu entendimento. Ele atua sobre a mente com a qual se identifica, pelos sentimentos que irradia. E bom que identifiquemos que as emissões de pensamentos existem em muitas faixas. As dimensões são variáveis, de acordo com a elevação do que comunica e do que recebe as ideias.

A razão do médium intuitivo tem de ser apurada, vigiando e orando para reconhecer quem é quem, qual a qualidade do emissor, e o que o receptor tem de fazer a mais, no sentido de alcançar a companhia de benfeitores espirituais elevados. Esse é um trabalho individual. Essa mediunidade quase nada prova que o medianeiro está recebendo mensagens do além. Isto não importa; já passamos a época das provas. Desde quando as mensagens educam e instruem a humanidade, o seu maior valor consiste nisto, em fazer crescer nos humanos o amor e a caridade bem orientada.

Mas, quem recebe os pensamentos, tem consciência desta verdade, por conhecer seus próprios pensamentos e sua índole, e isto basta para que se considere um instrumento dos Espíritos em favor do bem. O médium mecânico é como que uma máquina; o intuitivo, um intérprete. Náo importa as diferenças; importa, sim, a qualidade das mensagens que saem por intermédio destes instrumentos. A luz pode passar por vários canais; desde que ela clareie, isso que importa para o soerguimento do planeta. O pensamento espiritual está descendo para encontrar o pensamento humano, fundir-se um no outro, de maneira que Jesus apareça no centro, purificando a própria vida e ajudando a libertar todo o Seu rebanho.

O médium deve dar seu testemunho por onde passar, sempre fazendo o bem, lançando sementes de alegria e de amor, e sempre anunciando a Boa Nova, verdadeiramente nova, na renovação dos tempos, enchendo os corações da esperança de que a vida continua, e cada vez mais dentro da felicidade. Para tanto, convém a todos fazerem-se unos com Jesus. Não podemos esquecer o que está registrado em Atos dos Apóstolos, no capítulo catorze, versículo dezessete: Contudo, não se deixou ficar sem testemunho de si mesmo, fazendo o bem, dando-vos do céu chuvas e estações frutíferas, enchendo os vossos corações de fartura e de alegria. Ao médium intuitivo, concitamos que ouça as palavras de Paulo, purificando seus pensamentos, apurando suas palavras e, em sequência, sua vida, no afã de que sua faculdade, mesmo a intuitiva, seja tomada pelos benfeitores espirituais elevados, passando por seu intermédio páginas de luz, para que as trevas da ignorância desapareçam dos seus caminhos, em ajuda a todos os seus semelhantes. Capítulo 14 MÉDIUNS SEMIMECÀNICOS LM-2* parte Cap. XV-181 Este tipo de médiuns é muito comum.

O Espírito usa um pouco de ectoplasma, mistura seu fluido com o do medianeiro, resultando em energia ectoplasmática, capaz de mover a mão do médium para a escrita. O médium é mais ou menos consciente do que escreve, ao contrário do médium mecânico que, de certa forma, não participa dos pensamentos do Espírito escrevente, somente tendo notícia depois que passa a ler a mensagem. A mediunidade se alastra no mundo todo, e cada vez mais os povos se interessam pelas coisas do Espírito. Podes constatar o que falamos, nos países mais adiantados intelectualmente, e mesmo pela ciência e, mais bem posto, pelos bens terrenos, pois, o interesse das criaturas entra pelas portas mais rudimentares, quais sejam: a quiromancia, horóscopo, advinhações, profecias, e mesmo curas espetaculares. Alguns povos tidos como mais adiantados, enveredam pelas comunicações de Espíritos movidos pelas paixões inferiores e não alcançam os altos ensinamentos de Jesus.

Quando falam n'Ele, não saem da letra que mata, esquecendo-se do Espírito que vivifica. Ao Brasil está reservada a tarefa de acordá-los para o verdadeiro evangelho, em espírito e verdade, A mediunidade inconsciente, como a mecânica, tende a desaparecer e da depuração de todas as outras surgir, com amplitude, a da intuição. O médium consciente, mas puro, sabedor do seu dever, e servindo de instrumento maleável ao seu Espírito protetor, que fala por seu intermédio sem interrupção, entrega seus canais mediúnicos para que a mensagem passe para os homens. Os médiuns semimecânicos são um caminho para o que estamos falando, no entanto, para que isso aconteça, necessário se faz que o medianeiro tenha conhecimento da verdade, que tenha relacionamento com as leis naturais, compreendendo a linguagem delas e despertando igualmente seus valores internos. Está havendo uma transição nas faculdades para o aprimoramento das mesmas.

Há muitos espíritas que não gostam do progresso e até mesmo escrevem contra ele,no entanto, Deus não deixa por isso de acionar constantemente as mudanças em todos os departamentos da vida. Ficar no começo e não querer avançar é sofrimento. A Doutrina Espirita por si mesma é progressista, capaz de revelar constantemente certos aspectos de muitas leis, que se escondem, esperando a maturidade das almas. Não se ensina à criança o que só se deve falar aos adultos. A esses conservadores o tempo se encarrega das mudanças de suas roupagens, e é certo que nos seus retornos à Terra, quantas vezes forem necessárias, eles mudarão de opiniões.

A verdade estabelecida por Deus é imutável. Os homens passam, e ela se mantém vigorosa. O espiritismo, de seu surgimento até agora, sofreu inúmeras mudanças. E esse trabalho, esse avanço é sempre para melhor. Quantos livros não se editam mais e que, quando são editados, já não despertam interesse?

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.