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Capítulo 12 de 15

Filosofia da — parte 12 de 15

Filosofia da Mediunidade IV · João Nunes Maia, pelo espírito Miramez

LM - 2 parte a Cap. XVII-220-11 Ainda a suspensão da mediunidade! O médium que ficou impossibilitado de escrever ou de falar mediunizado, pode recorrer a outro medianeiro, mas somente para se conscientizar do que já sabe, porque os guias espirituais, quando deixam seu instrumento impedido de trabalhar mediunicamente, certamente é por um motivo, do qual ele mesmo é sabedor. Como já falamos, palpita em seu intimo o porquê dessa interrupção. O que é preciso é correção perante a vida, para que tudo volte ao normal, e, se por acaso não voltar, estará o médium sendo chamado para outros trabalhos no bem que nunca morre. O bem com Jesus é sempre o amor que se desdobra nos muitos caminhos da caridade. É bom que se saiba que todos os médiuns devem consultar suas consciências todos os dias e dar nova direção à vida, se necessário, como preventivo para que não se paralisem suas funções medianímicas. Consultar outros médiuns, quando surge o desvio mediúnico, é válido, quando esse médium consultado tenha noção do que é mediunidade e de seus deveres perante Nosso Senhor Jesus Cristo.

Não sendo um bom instrumento nas mãos dos benfeitores espirituais, podem, poreie, aproveitar os inimigos da luz e piorar a situação. Vê bem a profundidade destas palavras de Jesus: "Vigiai e orai, para que não entreis em tentação". Quem já caiu, pode cair em novas armadilhas. Médium nenhum pode se vangloriar de que recebe essa ou aquela comunicação de tais ou quais Espíritos. O medianeiro, sem os Espíritos, nada faz. O concurso das entidades espirituais é que move o seu instrumento para o serviço de Jesus junto à humanidade. Para tanto, a educação mediúnica é indispensável a todos os médiuns, em qualquer posição em que se encontram. Allan Kardec foi o equilíbrio de todas as faculdades mediú- nicas. Ele mostrou a chave para que possas entrar na brandura, no exercício das faculdades com ponderação, a servir de instrumento dos Espíritos com humildade, a falar sobre o além-túmulo com mais segurança, dando uma visão da vida espiritual e libertando a esperança, que antes era prisioneira das ilusões.

Mediunidade suspensa é caso de meditação, mas nunca aviso para parar de trabalhar no bem comum. A caridade, neste caso, toma maior vulto nas pessoas sinceras, e o amor toma seu verdadeiro lugar no coração que é interrompido de transmitir as mensagens dos Espíritos do Senhor. Entra no campo sublimado da mediunidade de ser melhor, meu irmão, sê médium da benevolência, do perdão, da fraternidade e da alegria bem mais compensadora. Estes são dons de ouro que podem crescer em teus sentimentos, como luzes de Deus a te mostrarem a felicidade. Os que desistem do Espiritismo por causa da suspensão das faculdades, vão encontrar mais tarde o monstro do arrependimento, por faltar-lhes a paciência nas provas. Quem sabe a inter- c rupção foi para mostrar que deveria ser assim, e que chegou a hora de parar, para dar continuação a outros dons nascentes do teu coração, para ajudar com mais eficiência? A vida é cheia de mudanças. Analisa o que estás fazendo dos teus dons e busca entender os fatos, sem desespero, sem julgamentos apressados, sem ódio, sem orgulho e sem egoísmo.

Continua orando e vigiando, que o sol nascerá no teu mundo íntimo, clareando toda a tua vida, se tiveres a humildade que dá nascimento igualmente ao amor, que se apresenta como caridade. E há diversidade nas realizações, mas o mesmo Deus é quem opera tudo em todos. (I Corintios, 12:6) Há diversidade das faculdades mediúnicas, no entanto, é o mesmo Deus que opera tudo em todos. Por que esmorecer nos trabalhos a que foste chamado? As mudanças estáo na lei que faz crescer o filho da Divindade. Recorre à oração, sem te esqueceres do trabalho honesto. Capítulo 45 DOM DA MEDIUNIDADE LM - 2* parte Cap. XVII-220-12« O florir da mediunidade é campo aberto para o crescimento espiritual da alma; no entanto, é bom que se entenda como usar este dom espritual aflorado na sua conjuntura de vida. A mediunidade se estende por caminhos infinitos e por vezes toma nomes variados, mas o seu trabalho e a sua procedência são os mesmos, como agentes de Deus, sob a supervisão de Jesus, o Cristo.

O intermediário dos Espíritos, de maneira que eles possam falar com os homens, tem uma alta missão, fator que não pode ser esquecido pelo instrumento pelo qual Deus conscientiza os seres humanos dos seus mais elevados deveres. Seu trabalho não pode ser vendido, não pode ser comercializado, não pode ser exigido, não pode ser alterado pela vaidade; não pode ser motivo de orgulho e de egoísmo, não pode ser favorecido para os que lhe oferecem bens materiais, não pode esperar recompensa na Terra, não pode ser praticado visando a algum lugar no mundo espiritual, não pode facilitar erros dos que estão ligados aos medianeiros... A mediunidade com Jesus é universal, é lei de amor na função da caridade. 0 médium é livre, com aquela liberdade assentada na responsabilidade. Todos os que têm a mediunidade e que desejam crescer espirítualmente, devem se educar por todos os meios possíveis, e não esquecer de se instruírem em todos os campos do saber, mantendo uma ponderação cristã diante de tudo e em todos os acontecimentos.

A Doutrina dos Espíritos, desde o seu aparecimento, foi combatida ferozmente pelos detratores, e ainda está sendo injuriada, pela mensagem de amor da qual ela é portadora, pela mensagem de paz que ela traz mesmo no meio da guerra, pela mensagem do perdão que ela conduz, ainda mais dizendo, com toda a força do verbo divino, que ninguém morre, que a reencarnação é uma verdade e que as comunicações dos Espíritos com os homens estão em plena evidência, e que toda a humanidade caminha sob a vista das testemunhas espirituais. Sabemos que a verdade é relativa, no entanto, de vez em quando o seu chamado deve ser mais forte para acordar a chama divina dentro do ser humano. É o nascimento do homem novo dentro do velho, para a glória de si mesmo. A Providência outorgou a algumas criaturas o dom da mediunidade, acordando esse valor espiritual no centro da vida, dando-lhes oportunidade de crescer, de entender e de ajudar aos que sofrem de várias maneiras. É uma oportunidade, dada como misericórdia. É, sem medo de errar, uma missão de que se incumbiram e cujo desempenho os faz feliz.

Se tudo na vida precisa de preparo, está nas mãos do médium, na sua responsabilidade, esse preparo de estudar, de compreender, de viver os preceitos do Evangelho, para garantia dos seus dons. Eles devem ser sóis, para iluminar todos os caminhos percorridos. Os médiuns são os intérpretes dos Espíritos com os homens, e em favor dos homens. O Brasil foi destinado a cuidar da árvore frondosa do Espiritismo, dando-lhe uma expressão de amor e de caridade, sem deixar esquecidos os outros valores, que percorrem os corredores da ciência, da filosofia, mostrando a existência de Deus, dentro e fora de nós, na amplitude do trabalho que nenhum outro pode fazer, bem como mostrar Jesus como nosso Guia, como nosso Caminho, Verdade e Vida, um Pastor que não se confunde com outra personalidade. O Espiritismo codificado por Allan Kardec, sendo o Consolador prometido, não poderia se esquecer d’Aquele que o enviou para dar Seu testemunho, e veio em forma de uma doutrina, para ficar eternamente conosco, nos dois planos de vida.

Quando, porém, vier o Consolador, que eu vos enviarei da parte do Pai, o Espírito da verdade, que dele procede, esse dará testemunho de mim. (João, 15:26) Para dar testemunho do Mestre, é preciso que passemos pelos mesmos caminhos, porém, renovados, não mais oferecendo as vidas físicas como os primeiros cristãos, mas matando dentro de nós o orgulho, o egoísmo, a vaidade,a maledicência, a violência e a mentira. Devemos arrancar toda erva daninha que não foi plantada pelo amor. O dom da mediunidade deve fluir livre de todas as paixões, conduzindo a pureza de Deus, pelos canais do Cristo, mostrando em toda a sua estrutura uma vida inteira para a caridade. Capítulo 46 MÉDIUNS REVOLTADOS LM - 2* parte Cap. XVII-220-13« Existe, sim, o médium revoltado, que tem o dom da mediu- nidade. mas não aceita exercitar essa faculdade que chamamos, por sua natureza divina, bênção de Deus, para o coração do homem, e para a evolução do Espirito.

São médiuns imperfeitos, que não compreendem o tesouro que se encontra em suas mãos. o instrumento para o aperfeiçoamento mais rápido, em uma ascensão que garante estabilidade no amor, caso seja compreendida essa tarefa de servir, por onde enveredar. O médium revoltado está, de certa forma, mais ligado às coisas do mundo, se encontra ainda preso às paixões terrenas, de sorte a envolver-se nelas e não enxergar o que lhe está sendo entregue pelos benfeitores da espiritualidade superior. Ele não compreende a oportunidade de se libertar e desconhece o valor da graça que lhe é concedida. Deus, pela Sua bondade e amor. nunca se esqueceu de amparar todos os Seus filhos, mandando sempre missionários se revestirem da carne, para dar exemplos de caridade e de amoi vivendo as virtudes que o Evangelho ensinou. E Ele o fez má visivelmente na codificação da Doutrina Espírita, onde os Espíritos da verdade transmitem diretamente, através de instrumentos qualificados, mensagens de modo a educar e fazer entender aos médiuns os caminhos a seguir, vencendo a si mesmos, vencendo todos os obstáculos.

Estamos escrevendo os livros dentro da simplicidade possível, para tornar mais bem entendidas as principais obras do codificador, de modo a atingir a todos, no amparo de si mesmos. Vale a pena interessar-se pelo Espiritismo e colocarem prática seus conceitos, que são os mesmos de Jesus. Todas as consciências espirituais buscam falar de forma profunda, na linguagem que todos conhecem, pois foram feitas para tal empenho. E a natureza quem fala, servindo de instrumento para Deus. O médium que a codificação chama de imperfeito é aquele sem responsabilidade, que foge a educação, por ainda respirar no clima das paixões inferiores. Depois que ele sofrer as consequências, voltará em busca do perdido, e os esforços serão dobrados, para a aquisição dos valores do Espírito. Lembramos a vida de Saulo de Tarso, quando perseguia o Carpinteiro de Nazaré; ele empregava seus dons para combater a Verdade, enquanto o Mestre, sempre o amando, chegou a ponto de dizer: "Esse é o vaso escolhido para glória de Deus." E verdadeiramente Paulo o foi.

Quando ele reconheceu o seu equívoco, tomou nova estrada, sem revolta, sem maldizer, sem ferir, sem violência, sem injúrias. Não deves revoltar-te com o chamado de Deus, porque no amanhã irás ser escolhido, e a escolha é fruto do amor, da caridade, da tolerância e do perdão. Com Kardec à frente, inspirado em Jesus, tomou-se mais fácil para os médiuns cumprirem seus deveres ante a força Soberana da Vida. Por que revoltar-se perante ensejos grandiosos como a mediunidade? Educa e avança, instrui e prossegue no amor que gera inf inidade de virtudes. Esta é a razão porque estamos escrevendo, notificando a todos os médiuns e apontando responsabilidades, para que, no amanhã, não haja arrependimento. Quem se revolta, sofre; quem pára, sofre; quem se esquece do dever, sofre; quem nega a verdade, sofre; quem não aceita o chamado, sofre; quem não se esforça para melhorar, sofre; quem não luta contra as paixões, sofre. Para que tenhas saúde espiritual, obedece às leis estendidas em todo o universo. Elas são programações de Deus para a nossa felicidade.

A mediunidade está sempre viva no Novo Testamento: Enquanto estendes a mão para fazer curas, sinais e prodígios, por intermédio do nome do teu Santo Servo Jesus. (Atos, 4:30) Faze o mesmo, meu irmão que tens o dom de curar e de servir; estende tuas mãos em nome d'Ele e alegra-te, dando esperanças a quem sofre. Esse é o teu dever, sem nenhuma exigência, por amor. Capítulo 47 ABUSO DA MEDIUNIDADE LM - 2a parte

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.