Voltar ao livro Biografia de Osvaldo Polidoro

Capítulo 5 de 20

Parte 5 de 12

Biografia de Osvaldo Polidoro

Aquele de nós que tiver uma dotação mediúnica, lembre-se: “Dêem de graça aquilo que de graça Deus lhes dá”. Nenhum dotado de Dom, de vidência, pode dizer “Tenho vidência porque sou santo!” Não! É ferramenta que Deus dá, muitas vezes a grandes errados, para que, trabalhando em benefício do próximo e dando de graça as graças, possa atender gente e ressarcir culpas do passado. Os grandes vultos bíblicos do Velho Testamento e do Novo Testamento, profetas ou médiuns, fomos todos dotados de Dons, nunca padres... nunca! Aqui está o Jacó reencarnado. Há 60 anos atrás, em sessões no Carrão, na Praça Heitor Levy, (nos prédios dos funcionários da Central do Brasil, onde chegava a ter 7 ou 8 médiuns de incorporação, mulheres analfabetas por quem médicos davam receituário que doutores não sabiam nem escrever o nome dos remédios), ele Jacó, espírito velho e conhecedor, fazia o receituário falando muito errado, por ter tido vida recente na África. Eu perguntei a ele se poderia fazer um esforçozinho e fazer questão de não falar tão errado; ele, então pediu: “Ajude-me!”. Pedi a ele que saísse do corpo, fomos ao Sagrado Princípio e eu fiz o pedido. Deus respondeu-me: “Filho, ele foi médico na Espanha e, muito orgulhoso, disse que não era médico de pretos, pecando contra Meus Desígnios!”. Deus então o obrigou a reencarnar num país da África onde há mais pretos que brancos, e fez com que ele fosse médico só de pretos. Hoje ele está aqui, servindo. Se Deus quiser falar por ele, e fala, tira o espírito do corpo e fala sem erros, o que já é um grande sinal, mas ele reencarnou ainda semianalfabeto, não dominando a língua totalmente. Aí fora está o Osmar que é entendido em Medicina Legista e dissecação de corpos para fins científicos, funcionário da Central do Brasil. Tomara que tivesse muito preto igual a ele sobre a Terra... Ele conheceu todos aqueles vultos da Central. Ali encontrei, reencarnado, o patriarca Abrão, agente da estação, filho de jornalistas e escritor, fazendo uma porção de coisas bem bonitas até. Um dia eu estava falando na varanda da casa do Heráclito (Abrão reencarnado) e um vizinho escutou. Perguntou quem eu era e pediu para falar comigo, pois sua esposa estava louca, dando coices, arranhando e mordendo. Os médicos apenas aplicavam injeções para fazê-la dormir, mas não a curavam. Eu esperei que todos chegassem e fomos à casa dele. Fiz com que ela se sentasse na sala, pus a mão sobre a cabeça dela e disse: “Tirem este espírito que está grudado nela e que ele fale por outro médium!” Era o espírito de uma enfermeira que desencarnou com desequilíbrio mental e estava atuando naquela mulher, Deus sabe por quê. Perguntei a ela: “Crê em Deus?” e, como ela respondeu que sim, pedi que fosse levada a outros planos, conhecer. Quando retornou, chorava pedindo perdão por tudo. Eu disse a ela: - “Não peça perdão, porque Deus sabe o que faz. Diga quem é”. Ela respondeu: - “Eu sou Maria Luísa Siqueira, desencarnei no Rio Grande do Sul, como enfermeira”. Um mês depois, a mulher que estava sendo atuada, a dona Brasilina, já estava recebendo espíritos para fazer receita. Ela foi, lá para trás, nossa prima, mãe de João Evangelista há 2 000 anos, portanto a terceira mulher da Bíblia. Aquele ramo da família era amorenado com olhos verdes azulados. Um dia, quando se tornou ótima vidente, viu um moço lindo de olhos verdes azulados, então eu disse: - “Goste dele, é teu filho, João Evangelista!”. Quando o marido dela, o Lopes, procurou fazer com que ela lesse mais livros e estudasse, João falou através dela: - “Irmão Lopes, vocês sabe que minha mãe tem tal falta de memória que, ao ler a segunda linha, já

se esqueceu da primeira. Isto é por Deus, Lopes, deixe assim.” e ele ficou sabendo que de nada adiantaria, mas médicos espirituais falavam direitinho por ela. Agora vamos encerrar. O pessoal vai fazer uma sessão de gastronomia... Pai Divino, mais uma vez agradecidos por tudo e que Tuas Bênçãos não nos faltem!

(1/6/97) Lá no Carrão (participavam o Heráclito Carneiro, dona Brasilina, -a mãe de João Evangelista- e outros) fazíamos receituário e depois que tudo terminava eles diziam: - “Com a presença do irmão Polidoro, vamos trazer aqui um pouco de espíritos rebeldes, violentos, para fazer um serviço que, sem ele, não se faz; mas com ele faremos.” O que é que se fazia? Espíritos índios, poderosos, caboclos daquele jeito davam pescoções rodeando eles. Aí eu dizia: - “Aos abismos tenebrosos! Gelo, fogo, tudo aquilo...” e, depois que recebiam aquelas “instruções delicadas,” eu dizia a eles: - “Vocês têm um só caminho a seguir: o de Deus! Se desprezarem este caminho irão para baixo, para tudo aquilo: podridão, mares de sangue podre, mares de vermes que entram pelo nariz (e eles pensam que será eterno, isto que é o pior de lá). O que é que querem fazer?” Depois que faziam promessas de arrependimento, eu dizia: - “Muito bem, vocês viram tudo o que é de castigos tenebrosos. Agora que se arrependeram e estão pedindo perdão pelos erros cometidos, quero que vejam coisas mais bonitas do outro lado!” Eles eram levados a Céus bem acima do nível deles, voltavam todos chorando...” Está cheio de espíritos amarrados, enjaulados, acorrentados, de tanta rebeldia, de tanta coisa..

(5/3/97) Quem pôs o Chico Xavier lá, para fazer o que tinha que fazer, favorecer a comunicação de espíritos, comprovando a Imortalidade, a Comunicabilidade e a Evolução Gradativa dos espíritos fomos eu e Jesus. Teve um espírito ao redor do Chico, o Emanuel, (que foi Públio Lêntulus... Jesus havia curado uma filha dele e ele no Sinédrio votou pelo assassinato de Jesus). Ele tem trabalhado em livros e informado de algo. Numa comunicação, ele diz que reside numa comunidadezinha tão chã que tem até igreja católica... Antes que ele venha falar, conto que uma vez apareceu aqui um major tão fanático por Ramatis que disse que Ramatis ia me puxar a orelha. Então eu contei de como foi forjado o Ramatis, tudo aquilo do Hercílio Maes (que por duas vezes ficou louco. Quando vieram dois médicos que o encontraram fazendo suas necessidades em todos os cantos da casa, fizeram para ele um tratamento na umbanda. Mais tarde ficou louco de novo, cagando até em cima do fogão). Dona Ernestina, esposa do Gal. Levino, foi até lá quando o general desencarnou, procurando uns documentos. Abriram-lhe a porta e perguntaram quem era e ela explicou tudo, dizendo também que não deixaria de visitá-los. Lá de dentro disseram: - “Dá a sua palavra de honra que não contará o que viu aqui dentro?” e ela deu a palavra. Um dia, naquelas sessões mais íntimas na casa do general, ela disse: - “Seu Polidoro, tenho uma coisa aqui dentro. Preciso falar ao senhor, mais que a ninguém, ao senhor.” E contou o que viu do Hercílio Maes. Passemos daí para a passagem dele para o outro lado. Quando aquele major falou aquilo, o Hercílio pegou o Luís e mandou chamar o major, dizendo: - “Eu moro num lugar onde para comer temos que plantar, senão não comeremos. Temos casa, mulher, sexo, tudo... de tão rústico. Mas muito melhor de que o lugar para onde fui quando desencarnei: trevas , pranto e ranger de dentes!” Este major mudou. Foi fazer estudos maçônicos e tem feito bem outras coisas! Há 60 ou 70 anos atrás, no Carrão, fazíamos trabalhos com o Patriarca Abrão reencarnado, dona Brasilina (que foi mãe do João Evangelista) e uma porção de gente muito bíblica... até uma preta completamente analfabeta que espíritos médicos usavam para fazer receituário (espíritos médicos comunicavam-se fazendo até simpósios). Os médicos pegavam o papel da receita e diziam: - “Este caso não é de minha especialidade, vou chamar um espírito especialista”. Era uma festa aquilo que se passava. Diziam-me o Bezerra, Jesus e outros: - “O senhor acha que poderíamos já dizer a esta gente como é deste outro lado, os planozinhos que tem tempestades, tufões que arrancam telhas dos telhados (para nós aqui aquilo é matéria astral, mas para eles é sólido, mais sólido do que é aqui), onde fazem escadas para consertar, caem, quebram a perna e vão parar nos hospitais de lá, tudo o que tem na Terra... seria possível contar disto para eles?” Eu dizia: - “Deixem, deixem... chegará a hora de tudo!” Agora chegou a hora. Um dia, Deus mandou que João Evangelista viesse de ordem d’Ele e Jesus intermediário para irmos fora do corpo até a Livraria e olharmos um livro. No dia seguinte fui lá e pedi o livro: era “A Vida Além do Véu”, que foi achado no alto das prateleiras e que ninguém queria comprar. Jesus disse: - “O Pai está dizendo assim, e eu transmito: É para você escrever sobre este livro e publicar, para que leiam!” Eu escrevi boletins recomendando, começou a circular e todo mundo ficou sabendo alguma coisa da condição dos espíritos fora do corpo, além do túmulo, segundo o merecimento de cada um.

Do outro lado temos os abismos tenebrosos da subcrosta, as sombras um pouquinho mais para cá, a atmosfera da Terra, um pouquinho mais para lá o Umbral (que quer dizer Porta de Entrada, para ir aos lugares de Luz e Glória tem-se que atravessar 32 faixas de treva). Depois do Dilúvio vão acabar as trevas, os umbrais. Ficam os infernos para quem quiser merecer, até certo ponto... porque aos negadores de Deus já está designado: expulsos deste Planeta, e acabou-se. E do outro lado a coisa começa tão rústica, que é como o Emanuel (que vai falar) falou da comunidade dele. Agora não mora mais lá porque pedi a Deus por ele, mas morava onde era um desdobramento daqui. É bom que todo mundo saiba de tudo isto, da repercussão de tudo o que o fulano sabe e faz aqui. Tem duas palavras que quero dizer que detesto: ignorância, principalmente se cultivada propositadamente; e hipocrisia, que sobra no mundo, principalmente no seio das religiões.

Em 1935 foi escrita a oração de Bezerra

Só saímos, eu e Jesus, de ordem Divina, para pregar, com 27 anos e meio em diante. Precisa de maturidade para isso. (Itápolis, 14/5/84)

De 1940 até 1950

5/6/96 Lá para trás, nos primórdios iniciáticos, fulano morava num local, nada sabia de outros locais. Gentes navegando em barcos à vela iam para a ponta do navio olhando a hora que cairiam num buraco infinito, porque para eles a Terra era quadrada. Não sabiam nada do que existia nem a 1000 km longe deles. Então era um bastão, alpercata de couro amarrada no dedão e no calcanhar e ir falando... falando... falando. Lá na Índia Heróica fizeram as pranchas de cerâmica terracota, páginas de livro em escrita cuneiforme, e mais para o Ocidente saíram com a percaline de carneiro e papiro, que é de madeira. Isto veio vindo... veio vindo... No século passado, quando eu, Kardec, vim, já encontrei o Guttemberg com a imprensa, o que fez o Espiritismo andar pelo mundo numa ligeireza como nunca nenhuma Revelação teve. Agora eu reencarnei na Atlântida Redescoberta para entregar a Bíblia de Deus, o Evangelho Eterno, e quando eu tinha 16 anos o Céu me colocou num lugar (como muitas vezes colocou, em diferentes ocasiões, para seus efeitos). A Terra era fofa e Ele disse: - “Filho, olhe bem para o Norte”. E eu olhei... lá levantou-se um bloco formado de navio, carroça, automóvel, aviões, bicicleta... todo tipo de transporte. E Ele disse: - “Filho, vá pensando nisto. O que você tem que entregar tem que viajar em tudo isto de aparelhagem”. Naquele tempo não havia rádio e TV, mas os escritos têm andado em tudo isto, ou não? Antes, eu datilografava, datilografava, e ia espalhando. Em 1940, aqui em Itaim Paulista, o local que é o começo da Informática Divina, Deus disse a mim: - “Filho, a partir de agora você vai imprimir os escritos. Faça um boletim contendo os textos bíblicos sobre os Dons e a Oração a Bezerra de Menezes”. Foi em 1940... faz mais de três anos, não é? Onde estarão, ou não? Só Deus sabe. É mais difícil saber onde não estão, do que saber onde estão, - portanto eu digo: Está tudo entregue!

4/2/96 Dos livros que saíam sobre a vida após o desencarne não passavam daquilo: recolhimento, hospital, treva, loucos, lugares onde não tem ninguém pondo a mão na cabeça de ninguém e fazendo certo, ninguém falando sobre espírito recuperar braças e pernas (isto nunca acontecia, antes que eu viesse à carne, só agora). Foi dito, então, que se falasse de alto a baixo, das trevas máximas às luzes máximas. Houve uma reunião e quem veio a mim foi o Emanuel, que disse: - “Olhe, eu sou aquele Públio Lentulus, que decidiu pelo assassinato de Jesus. No plano em que estou tem centro espírita, tem igreja católica, de tudo... porque é reflexo da Terra, só isso. Do que vou contar? A nossa bibliotecazinha é pobre!” Veio um espírito dizendo: - “Por que o senhor, que tem o Céu e a Terra dentro de si próprio, não faz isto?!” Em menos de 8 dias eu tinha 4 livros prontos. Nunca demorou 48 horas para eu fazer um livro. Só a Bíblia dos Espíritas, que é o Novo Testamento dos Espíritas, demorou mais porque precisava copiar trechos. Eu não gosto de copiar, mas precisava ter os textos bíblicos e dos “Grandes Iniciados”.

Ganhei 3 vezes na Loteria e deu para imprimir o que batizei de “A Série do Céu”

9/2/96 Foi em 1940 que Deus mandou eu começar a apresentar ao mundo o Evangelho Eterno, com o nome “Que fizestes do Batismo do Espírito Santo?”. Saíram 2 edições. Até vir a ser como está aqui, teve 4 ou 5 nomes porque Deus disse: “Filho, não vá se sair, por enquanto, com muita coisa de Verdade, porque podem tirar-lhe a vida mais uma vez!” Então, até chegar a ficar inteirinho como está aqui demorou de 1940 até uns 10 anos atrás ou menos. Quando saiu o livreto “Que fizeste do Batismo de Espírito Santo?” disse Deus: - “Filho, em primeiro lugar mande para o Papa Pio XII, o Paccelli, um espírito reencarnado que tem muito que ver com suas vidas. Mande a ele e depois diga aos trabalhadores que nenhum Papa fique sem ler tudo o que você escrever”. E isto tem sido assim até agora. Tudo o que sai, quem primeiro recebe, por Ordem Divina, são os Papas.

Depoimento da tia Nena:

Ele ficou uma longa temporada trabalhando na rua Riachuelo, 108, numa livraria, atendia ali por horas e horas, muita gente. Ele ficava na parte do fundo da loja ele lia as mãos das pessoas e atendia Ajudou a fundar a federação na casa que era o Centro São Pedro São Paulo

Rua Riachuelo 108, hoje é um pequeno sebo

Anos depois ele foi para a Livraria Freitas Bastos, e também atendia na Liberdade, numa sobreloja que o general Levino e outros alugaram para ele fazer as orações ali. Também havia o trabalho nas casas de outras pessoas. Aposentou-se. Foi autodidata, lia muito, tinha um cérebro privilegiado.

Rua da Liberdade, entrada pela porta lateral à direita

Depoimento de Yolanda No começo, o tratamento era “Seu” Osvaldo, e quando eu chamava assim ele ficava muito bravo. Para mim soava esquisito tratá-lo de você, mas ele não permitia que o chamasse de senhor. Esta última geração era

mais próxima dele do que as primeiras. Primeiro era “seu” Osvaldo, depois Mestre (quem começou a chamá-lo assim foram o Luis e o José Cruz, que também inauguraram as visitas dominicais à sua casa). As sessões começavam às 3 da tarde e terminavam às 10 ou 11 da noite. A Nadir era a atendente da livraria Kardec, e mereceu uma poesia dele, “O anjo da Livraria”. Era dela o rosto que usaram para “personificar” o Ramatis. Lá tinha umas poltronas e ficava sempre uma roda conversando e ele falava, lia a mão, conversava. Não era sessão, era conversa doutrinária. Ele parou de ir para Santana lá pela década de 90. Ele ia sempre para Osasco, a Flávia foi a primeira mulher de Moisés e a de Pitágoras .

Da carteira de trabalho: Metalurgia Paulista Rua Sapucaia 452 Cargo: serralheiro 4/3/44 até 19/9/61

27/11/96 Já há 50 anos atrás, escrevi no jornalzinho que fundei na Metalúrgica Paulista: Não é uma sociedade civilizada aquela em que um pai de família, para sustentar sua família em que tudo que deve e cumprir com seus deveres gerais, seja obrigado a esmolar um emprego. Não é civilização... Em algum ponto, Pai Divino, o nazi-fascismo errou, inventando guerras; o comunismo errou muito mais ainda impondo o materialismo e o ateísmo, coisa sórdida! Deste lado do mundo a Rússia mandou tudo que é de munição para o Prestes esconder até um dia dar um golpe sangrento, tomando o governo, jornais, faculdades, transformando o Brasil e a Argentina em lacaios da Rússia. Deus mandou e eu agi como agi (no serviço secreto das Forças Armadas e a maçonaria daqui e da Argentina): Antes que eles nos jantem, vamos almoçá-los!

(23/3/97) Eu gostava quando o Dr. Alberto Seabra, em sessões que fazíamos, quando perguntavam qual é a reza mais forte que se pode fazer, respondia: - “Sou médico, mas perguntem a ele, que entende disto!”, e eu respondia: - “Qualquer oração pode ser fraca ou forte, segundo a confiança que alguém deposite nela!”. Na hora que o fulano duvidar já desmancha alguma coisa, porque na descrença dele está eliminando o poder vibracional de uma oração bem feita e confiante.”

26/7/96 Eu fui uma vez, a convite, assistir a uma sessão de Umbanda, - naquele nível, mas da melhor intenção-, quando uma pessoa falou: - “Deus lhe pague!”, e um espírito comunicou-se, metido a não sei o quê, dizendo: - “Deem licença de falar: Deus não precisa pagar coisa alguma!” e todo mundo baixou a cabeça. Eu disse: - “Olhe aqui, irmão: Primeiro escute a verdade como ela é, para depois emitir conceitos! Está escrito, é bíblico: “Deus vê em secreto e em secreto dá a paga!”. A paga divina quer dizer recompensa! Quando ela falou “Deus lhe pague!”, disse: - “Deus te recompense!”. O erro é seu!” Ele disse: - “Então porque não ensinam assim?” e eu respondi: - “Estou ensinando!” Eu fui a uma sessão de uma pretaiada muito pia, em Itaim. Era Candomblé mestiço de Umbanda e Espiritismo. Espíritos comunicaram-se usando meu nome, contei 9 vidas minhas, Elias, Moisés... Quando eu quis falar, eles disseram: - “Se a gente não se comunicar em nome de alguém grande, ninguém acredita, então nós damos os nomes dos senhores todos, para que acreditem!” E agora? Eu sei desta coisa da Umbanda, que é verdade: É a Lei do Tronco, Lei de Cabeça. O espírito que pertence a uma Legião comandada, por exemplo, pelo João Evangelista, ele se comunicará dizendo que é João Evangelista. Não é ele... mas representa. Tem muita coisa que acontece que é bom pensar bem, ponderar bem, -se tiver capacidade de ponderar-, não tem quem quer, tem quem pode.

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.