[user_registration_my_account]
Capítulo 4 de 20
Parte 4 de 12
Biografia de Osvaldo Polidoro
8/6/97 Já fui assistir a muita sessão por aí. A Mãe Maria veio me dizer de um trabalho de umbanda que ela foi visitar. Aqueles Pretos Velhos, Caboclos, servindo e cada um fazendo o seu serviço o quanto puder, não perguntam a ninguém de onde veio nem aonde vai, querem servir. Ele me disse: - “Filho, são tão pequeninos, ainda longe de nós... mas quanto carinho pelo trabalho! Quanta doçura para com as pessoas!” Dou graças a Deus por ter escrito a Oração aos Pretos Velhos! Vejam o que publicaram no jornal “O Semeador”, da Federação Espírita do Estado de São Paulo, (de onde fui sócio fundador aos 17 anos), quando escrevi a Oração aos Pretos Velhos: - “Não é que o Polidoro está se saindo com oração de Macumba?” O João Evangelista, que ainda está aí, que ouça: O terço que sobrar vai enfrentar a segunda metade evolutiva do planeta, não a solução dos problemas humanos! Vão enfrentar a evolução do planeta na eterização e os espíritos na autodivinização. João terá que enfrentar muitos problemas e tomar providências... Quero dizer isto aqui, pois é bom para ele e se é bom para ele, tem que ser bom para todos (mas tenho certeza de que não vai ser bom para todos): Lembrem-se bem! Vai haver uma eclosão mediúnica muito maior! Vai haver vidência bem mais desabrochada. Vai haver uma facilidade muito grande entre os dois planos da vida. Quem errar vai ser chamado por três vezes, não haverá a quarta, pois será expulso para um daqueles planetinhas aonde vão os dois terços expulsos daqui. João, você vai ter que grunhir um bocado, mas vai ficar alegre com muita coisa.
9/2/96/ Numa ocasião em São Paulo, eu tive que ir a um ambiente doutrinário para fazer umas coisas, mas havia uma pessoa que seria muito bom que não me visse, dado o que tinha que fazer lá (que era entregar um recado). O Céu disse-me assim: “Vá, fique lá dentro, sente-se em algum lugar e depois faça o que tem que fazer, mas tenha a certeza de que ninguém vai vê-lo lá dentro”. Eu fui, sentei; quando terminaram aquilo, fui falar com a pessoa e ninguém me viu.
16/5/97 E mais! Caifás estava reencarnado aqui e quando comecei a pôr textos bíblicos, (porque não pus lá para trás porque a Besta sairia com fogueiras); ele reuniu 50 pessoas e na Federação Espírita de São Paulo disse: - “O Polidoro está prejudicando meu dinheiro nas obras de Kardec, de mim e do Chico, e lá disseram: “Vamos destruílo”!
De 1930 até 1940
Osvaldo ficou com todos até 1940, quando minha mãe voltou para o Itaim Paulista. Ele não gostava de viajar todos os dias para o centro nos trens da Central, então foi morar numa pensão na Rua Monsenhor Andrade, do lado da Igreja do Brás. Foi quando eu terminei o primário que minha mãe se decidiu mudar para cá. Juliano, o irmão mais velho, já estava casado, com 4 ou 5 filhos, morava aqui perto. Ele era o irmão que caminhava junto na ida à escola primária. Então ele se mudou para a Mooca, na rua Frei Gaspar, com uma família que o adorava (Sr. Boleslau). O pai desta família sempre falava: “Quando eu me for, venha morar com a minha esposa e meus filhos, e ele foi e ficou até 1961, quando meu irmão João se casou também foi morar lá, e todos fomos morar nesta casa que era muito grande, com aquela família”.(tia Nena, em entrevista )
Nós todos da família o amávamos e respeitávamos, apesar de que, espiritualmente, muitos não seguissem a mesma linha, cada um com suas razões. Ele começou trabalhar muito jovem, mocinho, já tinha acabado o exército. Ele serviu o exército e depois, quando veio a Revolução de 32, ele foi voluntário (serviu em Quitaúna) pela defesa dos interesses de São Paulo. Nesta época moravam todos com minha mãe na Rua 21 de abril, no Belém, mas, quando estourou a revolução fomos todos para Osasco, para a casa de meu tio. Eu chorava pela presença dele, porque fui criada sem meu pai, era apegada aos meus irmãos. Lá no exército foi considerado um gênio, porque tinha uma memória prodigiosa, e convidaram-no para a Escola de Armas e ele não quis, preferiu seguir os passos da espiritualidade: uma vida inteira ensinando, pregando e escrevendo para a humanidade. Ele escreveu “Que fizeste do Batismo do Espírito?” antes de mudarmos daqui... eu o conheci sempre lendo, estudando, escrevendo, trabalhando espiritualmente, servindo. Há senhoras que estão velhas, ainda vivas, que podem falar, estavam sempre junto, todo dia dirigindo sessão, ensinando. (tia Nena, em entrevista)
Rua Monsenhor de Andrade, situação atual do imóvel Da carteira de trabalho: 7/5/36 – servente de fábrica Sérgio e filhos Cia Ltda - Metalurgia R. Sampaio Moreira, 247 Cargo: serralheiro 15/5/35 até 13/1/41
Quando tinha que começar a escrever sobre Doutrina, tinha caixas de obras* escritas. Quando comecei a escrever obras messiânicas, queimei tudo. (Santana 5/4/85)
(*) Ele contava que havia escrito algumas óperas e poesias. (Mara)
24/12/95 Eu escrevi orações a mando de Deus, para vocês. Eu não leio oração nenhuma, nunca. Eu não rezo: Eu vivo em estado de oração. Minha oração chama-se Deus. Eu vivo em Unidade com Ele e quando há alguma
coisa para fazer, eu converso com Deus diretamente e Ele conversa comigo, porque há uma convenção entre nós, que eu não falo a ninguém. Deus é a minha Oração. A maior das orações é cumprir o dever. O dever é viver os Mandamentos da Lei, é praticar o Santo Mediunismo.
Só saímos para pregar, por ordem Divina, com 27 anos e meio em diante. Precisa de maturidade. (Itápolis, 14/5/84) Nesta vida eu vim com esta ordem: “Filho, está escrito que você restaurará tudo e completará tudo. Para começar a Restauração, você já entregou o Espiritismo. Agora (ouçam bem isto), se a Humanidade, pelos seus donos e senhores, se ela vier a si e ouvirem a sua voz, você irá às praças do mundo produzir maravilhas, trazer o Pentecostes dos Pentecostes.” Eu esperei até os meus 27, 28 anos e não vieram... então, deve vir o Dilúvio e a Expulsão dos Cabritos.
Ninguém sai de minha frente sem aumento de responsabilidade. Vim por determinação divina, em hora certa. Para algumas pessoas digo: Melhor fora que não aparecesse na minha frente! Vou custar a glória de uns e a tormenta de outros. (Itápolis, 17/9/84)
14/1/96 Não vivo lendo nada. Não rezo. Escrevi as 40 orações que estão no Evangelho Eterno por ordem de Deus e, para isso, Ele disse: - “Faça de cada oração um testamento. Eles precisam ler. Ponha inteligência em tudo o que fizer. Faça com que entendam bem isto”. Meu Testamento chama-se Deus. Meu Estatuto chama-se Deus. Minha oração chama-se Deus. Minha oração é viver a Lei de Deus. Minha oração é cultivar o Santo Mediunismo, instrutivo e consolador. Minha oração é manter o serviço divino da Comunicabilidade dos Anjos, que quer dizer Espíritos Mensageiros de Deus. A isto tereis que chegar. Vão lendo, vão entendendo, vão raciocinando... porque senão não chegarão até aqui, até mim não chegam, não. Se não chegarem a mim, não chegam a Deus, se não chegarem a Deus, não chegam a mim... não adianta nada. O meu grau de infusão no Princípio ou Deus nenhum de vocês sabe, não atingem nada disso. Isto é na Infusão, na hierarquia... Como Delegado de Deus, Ungido, aí sou Deus para vocês e O represento.
30/6/96 Eu estava almoçando num restaurante na Rua do Hipódromo (era perto da casa Boleslau, que imprimiu muito boletim para nós). Fui até a porta, olhar. Era sábado e estava a calçada cheia de engraxatezinhos. Tinha um negrinho de uns 8 ou 9 anos discutindo com os outros. Ele pôs o dedo no nariz do outro e disse: - “Você quer saber de uma coisa? Para quem sabe ler, ponto é palavra!” Nunca mais esqueci... Para quem quiser entender, só a palavra Deus chegaria, porque sem Ele nada mais existiria.
21/7/96 Eu conheci o Euclides Figueiredo, general, na revolução de 32, no vale do Paraíba. Conversamos muito porque eu fui gerenciar o posto de comando do Cel. José Joaquim de Andrade, que deixou o comando do 10º RI e veio para ajudar São Paulo para a Constituição. (Inventaram que São Paulo queria ser independente, mas a Revolução de 32 tinha um dístico: Pro brasilia fiant eximia, pelo Brasil faça-se tudo). Eu fui servir o Exército porque era a minha vez, em seguida a Revolução. Estive no vale do Paraíba e fui comandante de instrução daquele canhãozinho que se fabricou aqui. Fiquei em Itapetininga 18 dias, comandando 400 homens: armas tendo; munição, não. O Coronel da Força Pública mandou que um Primeiro tenente do 2º RST (Regimento de Cavalaria Divisionária de Pirassununga) entrasse em contato comigo, dizendo: - “Sargento, estamos articulando acabar com a revolução porque São Paulo está perdido. Estão entrando por todos os lados e nenhum outro Estado vem por São Paulo.” Eu sabia. Quando eu vim para o vale do Paraíba, São Paulo já tinha recuado três vezes. Cheguei ao ponto extremo: São José do Barreiro. Ele disse que iam dar um jeito de dizer que a arma tinha um defeito e precisava recolher, num exercício simulado. Recolhi minhas coisas e fui para a Estação, pensando em pegar o primeiro trem que viesse. Entrei num que tinha uma legião de homens pretos que estava sendo tirada de um local onde tinham ido fazer oposição aos que entravam por Minas Gerais. Dentro do trem eles me deram queijo para comer e água para beber.
Quando chegaram em Mailasque, saíram na plataforma e davam tiros de festim para cima, gritando: - “Vamos para São Paulo! São Paulo está perdido, não adianta nada!” Agregaram-se aos soldados também os sargentos. Resolveram chamar o agente da estação e ele veio correndo. Quando viu aquilo, ficou amarelo. Os soldados comunicaram-lhe que não queriam ir mais e que queriam voltar, já que São Paulo estava perdido e sem munição. O agente da estação respondeu: - “Isto não é comigo, é com o Capitão!” Chamaram o Capitão que, quando viu aquilo tudo, aqueles pretos dando tiros e gritando, foi logo dizendo: - “Vão, vão daqui!” e despachou o trem. De lá de Itapetininga vim parar em Presidente Altino, a primeira Estação para lá de Osasco. A família morava no km 18, - 2 km para lá de Quitaúna, onde eu era funcionário. Desci na Estação e a pretaiada gritava: - “Vai, menino! Que Deus te abençoe!” Andei 4 km a pé, até chegar no km 18, em casa. (Se bonito, não sei... mas frajola, como estou aqui!)
23/3/97 Quem iria ao cemitério, depois do enterro, ver o que está lá embaixo? O corpo fica todo feito pasta, cheio de bichos... a caveira e o esqueleto começam sair. Se soubessem como está lá embaixo não levariam flores! Iriam para casa, rezar ou fazer outra coisa pelo espírito, e não estariam rezando para a podridão e os vermes. O esqueleto ainda passa, mas a caveira com aquele olhão... tenham paciência! Por causa de vários motivos tive de ver e sentir o fedor da podridão de corpo quando desenterram aquilo. Gente, não é brinquedo! Nunca confundam a podridão, os bichos, o esqueleto com o espírito que é, seja irmão, pai , filho, seja lá o que for. Se alguém depois que sai da carne for consciente das Verdades Divinas Fundamentais, sabe de um Pai, que é Deus, e de seus irmãos, filhos de Deus.
É doloroso a gente ter de dizer isso, é desagradável a gente ter que dizer isto... Dizer é fácil: “A Semeadura é livre, a Colheita é obrigatória”, mas não preenche lacunas! É síntese, não explica... Nas sessões que fazíamos pelas crianças das Casas André Luís, de 0 a 6 anos, havia tanta gente torta, tanto aleijume, tanto mal, cegueira, desequilíbrio... ali não sabíamos se estávamos na subcrosta ou no rés do chão.
Pai Divino, aqui estamos mais uma vez. Tudo isto que acabo de falar é parte integrante da história desta humanidade, porque este país é, no conjunto de países, o mais, mais, mais espírita e divinista de todos. O mundo está cheio, de 1940 para cá, destes livretos e folhetos em português, francês, inglês, espanhol, italiano e alemão. Há dois mil, anos Deus disse em Qumran, nas margens do Mar Morto, que nada escrevesse. Na Ordem dos Upanichades, eu fundei o Espiritismo, digo assim. Onde há Deus, Sua Justiça, Seus Dons, Mandamentos e Santos Espíritos Mensageiros, (o Pentagrama), tem Espiritismo. Em primeiro lugar, Divinismo é Espiritismo; o Pentagrama é quem manda, e não tem conversa! Nunca houve Eclosão Mediúnica tão grande como agora. Até Deus fala! Se as Graças Mediúnicas são d’Ele, se Ele não tiver direito de as usar, quem é que tem? Até aqui, Deus fala por você, Luís, e pelo Ricardo, do grupo da Mariazinha. Ela é vidente que chega a ver o meu rosto nos vegetais e minerais, em toda a matéria. Eu disse a ela: - “É claro que meu rosto está em tudo, pois sou infuso em Deus e Delegado... onde Deus estiver, eu estou!”. Por aqui ninguém viu isto ainda. Ela é um colosso. Ficaram desgostosos com alguma coisa em Santana e quase não vão lá, mas colaboram quando é necessário juntar dinheiro para alguma coisa, como na compra deste carro, - principalmente as mulheres. Eu não tenho nada. Morava na casa de meu irmão João (aquele que cortou o meu pescoço na Fortaleza de Maqueronte). A família cresceu e, como o Júlio, marido da Nena, desencarnou, eu vim morar com ela. Tudo o que tenho é esmola do Darcy (os armários) e das mulheres de Santana (Tvs e cama). Se me tirarem a roupa que me dão de presente, fico nu à sua frente! Se Jesus disse: - “As aves do céu têm ninho; a raposa tem sua toca; e o filho do homem não tem onde reclinar a cabeça”, eu digo: - Jesus, eu sou mais pobre do que fomos há 2000 anos, porque tínhamos o Cenáculo Essênio em Qumran à nossa disposição, e a casa dos essênios. Hoje, não tenho nada nem quero ter. Aqui estamos, Pai Divino, eu prezando acima de tudo este serviço de recolhimento de filhos Teus que tenham transgredido Teus Mandamentos e que esteja na hora de poderem ser recolhidos, à volta ao Parâmetro que é Teu! O Nero tem um exército fardado em que há majores, capitães e tudo, neste serviço disciplinadíssimo. É com ele o trabalho de convencer clérigos. Se convence, venham. Se não querem, manda (como Deus falou hoje) para os quintos dos infernos, a subcrosta, e considerem-se expulsos daqui.
Por que eu digo clérigos, acima de tudo os por profissão? Por mim Deus mandou estar na Bíblia, no Velho Testamento e no Novo Testamento, sobre as Graças do Espírito Santo, Carismas, Mediunidades, a Luz do Mundo, o Sal da Terra, a Graça de Deus que tira a Orfandade do Mundo, e sobre o exercício no sentido da aplicação desta suprema Graça de Deus a Seus filhos. Deus mandou que eu escrevesse: - “Dotados de Dons do Espírito Santo, Carismas ou Mediunidades, profetas, videntes e médiuns: Dai de graça aquilo que de Deus de graça recebestes!” Já coloquei isto em um dos mais de 5000 boletins. Nunca façam mercância disto! Os padrequismos não fazem só isto, fazem também num sentido porco. Todo ritual clerical tem um sentido de obrigar reis, povos e nações a se ajoelharem diante deles... isto, independente de outras artimanhas dolosas.
16/5/97 Quando desencarna alguém, é Lei Divina que se cumpre! O desencarnado vai ter 230 mil colegas de desencarnação naquele dia! Naquelas sessões nossas da Mooca, o Dr. Seabra respondia àqueles que perguntavam se havia perigo de morte: - “Mas que coisa! Lugar de espírito estar é deste lado! Vocês é que são mortos na carne! O que é que estão pensando?” Morte em Deus não existe! Nada morreu e jamais morrerá! Se eu pudesse, poria um décimo primeiro Mandamento: - “Deixe de ser burro, deixe de ser hipócrita, tudo isto!”
A pior doença do mundo é a burrice. O décimo primeiro mandamento poderia ser “É proibido ser burro”
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.