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Capítulo 2 de 20
Parte 2 de 12
Biografia de Osvaldo Polidoro
Ele nasceu em Itaquera, bairro do Carmo. As terras eram de Roque Polidoro e havia as olarias do avô e dos seus 3 filhos (*) que viviam com esta atividade de fabricar os tijolos e mandar para São Paulo. Moraram em Itaquera (e lá estão as ruas com os nomes deles) até quando eu fiz um ano e meio, - nasci em 1927 -, foi quando minha mãe se separou de meu pai e ele foi embora de casa. Ela não o recebeu mais porque ele era péssimo marido e, então, fomos todos para São Paulo. (tia Nena, em entrevista)
Quando eu me chamei Elias, a Agda, agora minha sobrinha-neta, foi Jezabel. Nesta vida, ela foi minha mãe Melânia (Santana, 5/6/83) Sei que sou para vocês o Exemplo dos Exemplos. Nas 37 encarnações neste planeta, depois de ter sido fundador de tudo isto em galáxias, fui muito martirizado, caluniado, posto em fogueiras... sempre nas vidas um sortimento de sofrimentos. Como Anchieta desencarnei quase tuberculoso de tanto andar e trabalhar para lá e para cá. Nesta vida aconteceu muita coisa triste: O espírito que mais foi avesso a mim em tudo o que eu tinha que fazer foi mamãe. Por ela eu teria casado e não teria feito nada. Ela dizia: - “Este mundo é assim, ninguém conserta nada”. Eu tinha que ouvir Deus e mais ninguém, acabou-se. 16/5/97
Sobre a localidade de sua casa, as descrições sempre eram encantadoras, porque o que lhe chamava mais a atenção era a maravilhosa Natureza, farta de belezas: as árvores maravilhosas, os bichos que por lá ainda havia, o frio que congelava, durante a noite, a água deixada lá fora na bacia; o ar considerado miraculoso para tuberculosos por sua pureza. Ele sempre contava que, quando pequenino, achava que o mundo inteiro era semelhante a Itaquera. Tudo era tão primitivo (no sentido de não haver a mão humana modificando o espaço) que os pássaros não sabiam o que era uma casa e, ao voarem, não se desviavam da parede lateral pintada de branco, acabando por morrer. De suas lembranças de bem pequenino ouvi que sua vidência era tão ampla que, ao dormir, ao fechar os olhos, aparecia tanta gente no quarto que ele chorava e chorava... Aos poucos isso foi sendo dominado. Outro fato referente à sua vidência (total) que ouvi dele é que um certo dia foi resolvido que haveria uma certa limitação, porque ele estava se esgotando muito por estar completamente presente nos dois planos da vida.(Comentário de Mara)
Luis Turri, meu primeiro professor, só ensinava a fazer pauzinhos (exercícios de caligrafia). Noêmia foi a professora que me ensinou a ler. Quando pergunto ao meu semelhante se sabe ler, e ele diz Não!, tenho uma dor na alma. (Itápolis 2/2/85)
Ele sempre contava do horror que tinha pelo método de ensino do primeiro professor contratado para ensinar a todos os filhos da casa. Eram postos a fazer os exercícios de caligrafia, sequências e mais sequências de “pauzinhos”, e isto o fazia chorar muito. Providenciaram, então, a contratação de uma filha de pastores protestantes que moravam perto da estação. Esta moça, Noêmia, era meiga e paciente, mas obrigava-os a lavarem os pés antes de entrarem em sua casa (os meninos que formavam a classe vinham jogando bola pelo caminho, chegando suados e empoeirados). A preparação para enfrentarem a entrada na escola pública foi eficiente e eles cursaram até onde os pais puderam favorecer.(Comentário de Mara)
“Novembro, Abril, Junho e Setembro / De vinte e oito só tem um / Os demais, trinta e um...” , foi assim que decorei os meses do ano e seus dias (23/3/97)
Quando eu tinha 3 anos sabia o que eu, o profeta Elias reencarnado, devia fazer. Com 6 anos já tinha lido o Evangelho de João Evangelista 7 vezes, e o resto da Bíblia.
Com 17 anos escrevi um livro perguntando à Humanidade: “Que fizeste do Batismo do Espírito Santo?” (Itápolis, 14/7/83)
‘’Com três anos e meio, eu fui tão guiado pelo Céu, que fui sendo tratado como um “bibelot”. Um dia, pedi ao Céu para que deixasse que eu fizesse tudo por mim, porque “quem acaba vivendo a minha vida são vocês!”. 28-03-1978
Há dois mil anos, Deus disse a mim, o chefe de todos, às margens do mar Morto, em Qumran: “Não escrevam, vivam as profecias e terão que escrever de vocês!” Escreveram de nós 253 pessoas. São só 4 evangelistas para os que aceitam erros. Nesta encarnação foi totalmente diferente: “Filho, escreva tudo! Deixe no mundo tudo! Encha o mundo de escritos (e está em 6 idiomas) para o terço que sobrar encontre fácil tudo o que Eu mandei você entregar!” (20/1/97)
De 1920 até 1930
Meu pai colocou-o, junto com o irmão Juliano, nas oficinas da Central do Brasil, onde havia os especialistas na mecânica, para que eles aprendessem um ofício. O Juliano acabou um grande ferramenteiro e Osvaldo dali foi para a Metalurgia Sérgio & Filhos e, depois, para a Metalúrgica Cosmopolita. Ele sempre ia com a mamãe às sessões mensais da maçonaria, onde ela era a vidente oficial. Nesta época, foram vendendo as terras, meu pai ficou sem as olarias, sem nada. Separaram-se e minha mãe passou a nos criar sozinha; nós nos mudamos, em 1929, para o Brás. Foi uma época difícil. Papai acabou atropelado na Rua Rangel Pestana (depoimento de tia Nena)
2/7/97 O que quero dizer é, em parte, bem alegre. A Sabedoria feita Burrice, a Burrice bancando Sabedoria. A este lugar, Itaim Paulista, milhares de anos depois voltei como Anchieta para fundar São Paulo. Chegou a hora de, estando a família em São Paulo, Deus mandar vir para cá, Itaim. Tinha lá embaixo, no Largo, um Centro Espírita (Centro Espírita Verdade). Não havia nenhum templo religioso católico, nada. Aqui era sertão, há 40 anos e pouco, não havia a variante da Ferrovia. Minha família comprou uma porção de terras e fez uma casa lá perto da estrada. Vieram morar aqui e eu só vinha para casa aos sábados de noite e feriados. Eu morava em São Paulo, num quarto de pensão, porque tinha que trabalhar na firma onde trabalhava, e ainda o trabalho doutrinário. Um dia, saímos da casa de um irmão que já desencarnou e fomos para a casa de outro, mais adiante, numa subidinha que tem lá. Eu vi um pessoal parado numa porta onde estava escrito “Centro Espírita Verdade” (que ainda está lá, mas depois passou a ser propriedade de primos de minha cunhada). Eu, vendo aquilo, disse a minha mãe que fossem indo porque eu iria entrar lá. Entrei e eles estavam falando de umas coisas. Dois dos Patriarcas estão aqui dentro hoje, mas o Patriarca Abrão, que agora está reencarnado e mora em Curitiba, falava lá. Depois que falei com eles do jeito que falei, explicando que não era assim, o Heráclito (Patriarca Abrão) e outros foram lá em casa para me convidarem para eu ser presidente de lá. Eu disse: “Não, isso por enquanto, não. Vão fazendo o que quiserem!” e uns dois anos depois eu aceitei. A família comprou terras por aqui porque Deus disse: - “Filho, quem comprar terras em Itaim Paulista vai ficar rico sem querer e depressa, de tanto que vai evoluir”. De fato, de 1939 ou 1940 para cá, isto ficou tudo, cidade ligada a São Paulo e Mogi das Cruzes. Depois o pessoal vendeu as terras. No meio daquela gente do Centro Espírita havia um mineiro bem acaipirado que tomava conta da chave dos trilhos dos trens, conduzindo-os para lá ou para cá (e de vez em quando eles descarrilavam). Ele era bem caipira, mas de uma bondade extrema. Um dia, na sessão, distribuí os serviços para que falassem, (havia bons médiuns), e o Heráclito disse da semente da mostarda mencionada na parábola de Jesus. A semente da mostarda é, na Bíblia, daquela árvore que não temos aqui, e é como a semente do eucalipto, parece um pequeno carrapatinho. Jesus disse que a Verdade, dentro de cada um, é como a semente da mostarda que depois cresce até ser árvore frondosa e dá frutos, onde os passarinhos fazem ninho... é o símbolo da Árvore da Verdade que aparece no Gênese e no Apocalipse. Para explicar melhor esta parábola, o Heráclito disse: - “Suponhamos uma semente de abacate. A gente come a fruta, planta a semente no chão e a árvore, que depois vai reproduzir, mas tudo começando na semente, o caroço do abacate”. No outro sábado, quando eu vinha ao Itaim, porque tinha que trabalhar na Metalúrgica Cosmopolita Paulista (minha carteira profissional é uma só, desde 1936), este guarda-chave veio até mim e falou: - “Seu Polidoro, eu não sei tanta coisa. De tanta coisa que o senhor fala, eu não sei... mas este negócio que o Heráclito falou, que o Espiritismo, a Verdade, é um caroço de abacate... não dá para acreditar”! Até hoje tem gente que confunde caroço de abacate com coisa melhor. Em Ibitinga havia um médico, expressão da bondade e muito famoso, que achou que o abacate era uma fruta que deveria ser colhida para ser jogada fora, por não prestar para nada. Não existe o que derive de Deus que não tenha serventia, ou que não preste para um testemunho qualquer! A areia da praia está lá. Se vocês perguntassem para o grão da areia que ali está, e ele pudesse responder, diria: - “Derivo do Princípio. Sou alguma coisa. Tenho que estar em algum lugar e para algum fim!” Se tirarem os grãos de areia, acaba a praia! Se tirarem os pingos d’água, acaba o mar! Esta casa é constituída do que é ínfimo, este planeta, o Cosmo inteiro, o infinito Cosmo, as infinitas galáxias... se de tudo isto for tirado o que é atômico, acaba tudo! Não conheço nada grande que não seja feito do que é pequeno... Não cobro nada de ninguém. Nada, dos ismos que se conhece, existe sem mim. Não fiz minha evolução neste planeta. Vim com o encargo de, em 37 encarnações, deixar, de cabo a rabo, todo o Ensinamento. Comecei
como Viasa Veda há 540.000 anos e vim vindo..., mas só lhes digo que, em termos de comportamento, fora dos Dez Mandamentos não arranjarão nada! Não é porque fui eu que entreguei os Mandamentos, é porque Deus, a Justiça de Deus e os Mandamentos de Deus são uma coisa só: DEUS. Não se iludam, filhos: fora da Lei de Deus vivida ninguém vai a Deus, não adianta.
04/05/94 Eu tinha 14 anos quando aconteceu isto: O céu me colocou num lugar assim, uma praça grande, mas bem grande, que parecia a terra inteira. Tudo aquilo estava cheia de mesas com doces, iguarias, flores, adornos... Eu estava bem no alto, olhando aquilo, então o Pai disse assim: - “Filho Elias, desce até o rés do chão, vai para o meio de tudo isso.” Eu desci e fui para o meio daquilo, estavam esganados de comer doce. Então Ele me disse: - “Filho Elias, o que as religiões dizem no mundo é isso, o que mostram exteriormente é isso, mas por baixo disso, filho, está tudo podre, falso, sujo, imundo, nojento. Procure, filho Elias, um ratinho nessa toalha.” Eu fui e procurei. Quando eu levantei a toalha, vi aquilo tudo embaixo: gusanos, percevejos, muquiranas, tudo quanto era verme, fazendo aquelas coisas... Ele disse: - “Vá procurando mais, filho Elias”. Eu fui para as outras mesas, cheias de adornos, fui levantando as toalhas e encontrando aquelas coisas podres e Ele disse: - “Filho Elias, isso você tem que destruir!” Nesse momento, Pai Divino, eu digo assim: “O material para limpar isso eu já entreguei.” Agora, Pai Divino, veja o que pus no final deste boletim de hoje: “Se falharem as produtivas previsões de Jesus e do Apocalipse sobre a Grande Renovação, em que grande desmoralização ficariam DEUS, Moisés, os Profetas, Jesus e a Bíblia?”
11/5/96 Eu tinha 16 anos quando um dia, na Rua Barão de Paranapiacaba, num prédio daqueles de dois andares, construído de taipa, tinha o Centro São Pedro e São Paulo. Aparecia ali muita gente: Augusto Militão Pacheco, Emílio Ribas, Murtinho Nobre, o General Isidoro (que era psicógrafo), William Costa, o sobrinho neto do Rui Barbosa, João Batista Pereira Barbosa... a nata! Minha mãe também frequentava ali. Numa reunião ali, de Diretoria, para fazer orações, uma das pessoas conversava com o Paulo de Tarso (que se comunicava ali, com o Pedro) e ele pediu: - “Fechem os olhos e não desviem em nada o pensamento de Deus!” Passados momentos, pediu: - “Abram os olhos e vejam. Todos têm braços e mãos?” Uma das pessoas estava sem um braço, a manga caída. - “Estão vendo isto?” - “Estamos!” - “Estão vendo mesmo? Então fechem os olhos de novo e pensem só em Deus... Agora abram os olhos!” A pessoa tinha o braço novamente. O Paulo disse, então: - “Há médium de efeitos físicos entre vocês?” - “Não, não temos. Só de incorporação”. - “Então, vejam: Não é que não possamos. Nós, do Mundo Espiritual, podemos fazer! Não é que Deus não possa fazer, é que falta merecimento!” Aquilo era nada...
18/5/96 Um dia, no Centro São Pedro e São Paulo, numa sessão de Diretoria (eu tinha 16 anos) comunicou-se o Paulo e perguntou: - “Vocês acreditam em sonhos?” O Militão Pacheco, (que era um médico homeopata), disse: - “Claro! A Bíblia está cheia de sonhos proféticos, no Novo e no Velho Testamento!” [existe sonho que não é sonho, tem gente que interpreta visão profética como sonho, não sendo]. “Eu quero dizer uma coisa para vocês, de ordem divina: Eu sonhei que vivi uma vida rica, rica, rica. Uma esposa ideal, filhos ideais, cheio de todas as regalias do mundo... pelas posses, não havia um desejo que não se cumprisse”, disse Paulo.
“Fui envelhecendo e um dia saí da carne. Um anjo pegou-me pela mão e levou-me para planos de luz. A luz foi aumentando, e eu dizia: Deus! Não mereço isto! O anjo disse: - “Espera!” “Saiu tudo de brilhos e glórias e veio parar no chão da terra, num lugar de mata, ermo, desértico, lodo no chão. O anjo volitava, levando-me pela mão e eu dizia: Estou escorregando, cheio de barro! Estou molhado! Estou com frio!... e ele dizia: - “Nós chegaremos depressa!” “Andamos e andamos. Chegamos a um lugar que tinha uma subida na mata. Eu não podia andar mais e ele começou a me arrastar”. “Chegamos a um lugar que tinha uma cabaninha, um quartinho feito de barro e coberto de sapé. O anjo disse: -“É aqui que você vai morar. O material que você mandou da terra só deu para fazer isto aqui, deste jeito”. Depois o Paulo disse: - “Entendam todos os que estão na carne, que a cada um será dado segundo as suas obras, seus merecimentos!”
Aos 16 anos, o céu mostrou-me tudo o que faria. Foi-me dito: “Se quiser, não terá tempo nem de comer, nem para dormir. Quem tiver que vir a você Eu, o Senhor, enviarei. Primeiro, as 246 pessoas que acompanharam você e Jesus há dois mil anos. Depois virão outros, de outras vidas. (Santana, 20/7/77)
É de se dizer: O Desígnio Divino tem que se cumprir, mas temos que dizer que se rendeu de um modo alguma coisa, prejudicou também algumas outras tantas coisas... O atraso do Dilúvio punitivo... a esta hora fundos de mar já deveriam ser montanhas e montanhas já deveriam ser fundo de mar. Entre outras coisas, escrevi um boletim sobre a destinação de Itápolis (que tem como patrono o Espírito Santo). Uma pessoa só leu e eu rasguei depois que o Mundo Espiritual tirou cópia. Itápolis depois do Dilúvio terá uma expressão pontifical, mas não clerical, não papal. Terá uma saliência muito grande porque, com o patrono sendo o Espírito Santo, não pode ser de menos. Antes que eu encarnasse foi dito: - “Trabalhe na cidade que você ajudou a fundar como Anchieta”. Foi em São Paulo também, antes que houvesse o dilúvio, que eu me chamei Viasa Veda e fundei a primeira Escola Iniciática, depois de os adamitas já estarem aqui. De lá para cá rodei o mundo em 37 encarnações. Devo dizer a vocês que não tinha obrigação de serem 37 encarnações. É que devia vir fazer isso: entregar a Bíblia de Deus e o Divinismo. Foram 37 encarnações porque malditos padrequismos sempre procuraram ser pedra de tropeço no caminho do Desígnio Divino. Então bateu em 37... Deploro uma coisa. Gostaria de ter um livro que só o Heráclito Carneiro tinha, numa série de 5 livros, um deles chamava-se “A Verdade”. Neste livro está registrado que “Elias vai ter que, evidentemente, ter várias encarnações para chegar no topo da colimação da Tarefa Total, de entregar o Evangelho Eterno (prometido no Apocalipse, 14, 1 a 6 - onde está escrito para vocês terrícolas, encarnados e desencarnados: “Um Cântico Novo tereis, um Anjo Mensageiro Poderoso vos entregará o Evangelho Eterno”). Não seriam necessárias 37 encarnações, mas como os malditos clericalismos sempre prejudicaram tudo, sempre intervieram desviando do Desígnio Divino, foi necessária também esta 37ª encarnação. (23/7/97)
Jesus disse que dentre os nascidos de mulher ninguém maior que João Batista, mas também disse que quando ele vier de novo terá que restaurar tudo (e comecei restaurando entregando o Espiritismo), mas quando me degolaram ele disse: - “Vocês apagaram uma luz! A lâmpada se apagou”. Foi apagada pelo Herodes. Ele gostava muito de mim, eu não passei mal na Fortaleza de Maqueronte. Ele ia me visitar. Ele tinha roubado a mulher do irmão, seduzido a enteada (Salomé). Ela dançou a dança dos véus tão bem que ele disse que daria metade do reino a ela. Ela correu à mãe e perguntou: - “O que devo pedir?” Ela, a quem eu havia dito tudo aquilo, disse: - “Peça a cabeça de João Batista numa bandeja”. Ele se constrangeu todo, mas como palavra de rei não volta atrás, mandou fazer isso. Nesta encarnação, uma família nascida na Espanha. Passaram pela França e Marrocos. Saíram de lá e vieram parar no Brasil. Isidoro Lopes inventou a revolução de 24. Eles estavam para ir à Argentina, onde tinham família. Ficaram em São Paulo. O dinheirinho acabou e foram morar em Itaquera, numa casa de meu pai. O Herodes estava lá... Herodias estava lá... a Salomé estava lá, formando a família. Aos 22 anos (que era a idade que a Salomé tinha), aqui em São Paulo, ela teve um ataque e ficou hemiplégica até desencarnar. A Herodias era parteira. Trabalhava noite e dia naquela extensão de Itaquera. De Espiritismo, tudo o que ela sabia era “Pai” Jacó (naquele tempo tinha Pai Jacó que não acabava mais. Em tudo que era canto era Pai Jacó o chamado). Quantos médicos novos, em partos difíceis, chamaram esta mulher para ela dizer alguma coisa! Ela foi a parteira, lá em casa, da Nena e do João. Na casa deles eu comi um guisado de cascudo preparado pela Herodias, que me estimava muito porque via umas tantas coisas. O Felipe, aquele de quem o Herodes roubou a esposa, estava na carne. Com 6 anos e meio era artista de fazer estátuas e pinturas. Espírito o pegava e dizia uma porção de coisas. Ele tinha um quê de efeitos físicos: A casa era de esquina, sala enorme. No quarto ao lado, a Salomé estava numa cama, parede de meio tijolo
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.