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Capítulo 10 de 20

Parte 10 de 12

Biografia de Osvaldo Polidoro

aqui, vá você em algum lugar”. “Primo, por Deus, eu quero que ela veja de novo, como vidente... depois você fará alguma coisa que eu sei”. Eu pus a mão na cabeça dela e a vidência voltou. Jesus, então, perguntou-lhe: - “Você está me vendo, Rute bíblica?” - “Estou!” - “Eu tive que cassar a sua vidência porque você não sai para trabalhar. Agora eu casso sua vidência de novo”. - “E agora, Hermano, perdi minha vidência? Agora só estou escutando!” - “Agora abra os olhos do corpo. Está vendo tudo, direitinho?” - “Estou, claro!” - “Agora vou tirar a sua vista física. Pode abrir os olhos, não vê mais nada.” Que paúra! Ela agarrou a minha mão e dizia: - “Hermano (eu falava em espanhol com eles), eu não posso ficar cega! Tenho marido e dois filhos mocinhos (eles tinham uns 16 ou 17 anos) como é que posso ficar cega?! Pelo amor de Deus!!” Eu respondi: - “Você não vai ficar cega. Jesus vem aí e vai falar” Disse Jesus: “Minha irmã, sou apenas o teu irmão; se posso tirar-te a visão física, faça ideia se o nosso Pai Divino quiser tirar alguma coisa, o que é que Ele poderá fazer!” Jesus voltou-se para mim e pediu: “Bata na cabeça dela, a vidência vai voltar”. Bati e começamos a rir, todos nós e espíritos presentes. Agora isto, a respeito da que disse Jesus sobre a petulância de certos videntes, querendo ser melhores que os outros (se para ficar com Deus precisasse ser médium vidente, então Deus seria algoz dos que não são): Numa sessão nossa um advogado desenvolveu uma boa vidência, mas carregava aquilo com um orgulho, uma petulância, bancava tanta coisa que um espírito pegou uma médium de incorporação e disse-lhe: “Olhe aqui você, seu advogadinho: O que você pensa que é essa vidência que Deus lhe deu? Pensa que foi porque você é bonzinho? Você tem marcas de algoz, de assassino, de bárbaro. Veio das trevas da subcrosta para esta encarnação. Este Dom, dado por Deus, é para você ressarcir culpas do passado, e não porque você é santo. Nós podemos cassar-lhe a vidência já!”... e fez uma demonstração, cassando.

10-01-96, Itaim Paulista Não existiu e não existe neste planeta e nesta humanidade quem se dê ao trabalho de usar o Mediunismo e o Intercâmbio com o outro lado da vida que não venha a encontrar mundos de percalços e dificuldades. Há a ingerência do que é negativo. Tem espírito errado na carne? Tem! Do outro lado tem muito mais do que aqui na carne, porque há a subcrosta, os umbrais e a atmosfera da Terra carregados de espíritos daquele jeito, no cangote de um, de outro e de outro... e aí, só Deus, Sua Justiça, Seus Mandamentos e Santos Espíritos: Não há zelo que chegue! Este lugar, na história do planeta, ninguém substituirá. Eu, neste momento, estou aqui e também em Itápolis, porque aquela família vem de muito longe... e lá, afinal de contas, tem uma coisa: puseram como patrono da cidade o Espírito Santo. É como Deus disse-me: “Filho, quem de Mim, da Minha Justiça, dos Meus Dons, dos Meus Mandamentos e do Espírito Santo tratou mais do que você?” Então, aquilo lá em Itápolis é uma sucursal... é uma boa sucursal!

(depoimento da Yolanda) “As primeiras pescarias, quando ficava o dia inteiro na beira do rio. Na primeira vez que veio, vieram 18 pessoas, chegaram na quinta e foram embora no domingo. Aqui na porta a procissão da Semana Santa passava, passava, e o general falou: “Não é possível, estão dando voltas no quarteirão!” Veio o general e a dona Ernestina; dona Maria e o João Lenguasco; Delfim, Jair e a Rose; a Maria Inês; o Wagner com a mãe; a Natália com a família toda e mais um vizinho dela; a Maria Inês Cruz. Reunimos todos para fazermos uma sessão e foi uma choradeira: o Céu veio abaixo e todos choraram de muita, muita emoção; foi uma emoção muito forte, ninguém segurou as lágrimas. Eles ficaram aqui por três dias e saíram todos chorando. Todo mundo chorava muito de emoção. Dormiram todos aqui, uma parte no Armando, na Zuleide Gomes Gonçalves, na Emília. Quinze dias depois ele retornou, só ele e a Natália com a família. Desde então vinha sempre, ou com o Hamilton, ou com o Delfim, que eram os que mais o traziam para cá.”

(depoimento da Yolanda) “A Lúcia arrumou um motorista para ele, o primeiro foi o Salomão Chargorodski, e daí ele pôde ficar mais tempo, porque os outros que vinham só podiam ficar o fim de semana por causa do trabalho, e ele era aposentado e colocaram-no para o trabalho de choferar. Década de 80.

No começo ele vinha a Itápolis de 3 em 3 meses; quando o motorista passou a ser o Toninho (Antonio Mendes) é que ele passou a vir mais amiúde. Com o passar do tempo, começou a vir com maior frequência, e ultimamente passava um mês em S. Paulo e dez a quinze dias em Itápolis. A última viagem que fez a Itápolis foi em junho de 2000.”

Osvaldo Polidoro e Toninho (Antonio Mendes)

Depoimento de Armando Santoro, irmão de Yolanda: Os rios: Jacaré Na fazenda do Marchese, lá tinha um rancho onde se acomodava e pegava um barquinho e passava para o outro lado do rio, nas primeiras pescarias. Antes de 62, íamos para Tabatinga, porque eu trabalhava lá. Eu tinha amizade com um rancheiro e os pescadores e íamos onde ele cevava.

Quando o Toninho começou o trabalho de motorista, nós íamos bastante para Tabatinga, no rio Jacaré. Atravessamos pastagens... O lugar em que ele teve aquele mal-estar foi no rio Jacaré, no caminho para Jaú, (saíamos do trevo de Ibitinga, seguíamos por uma vicinal e entrávamos pela rodovia municipal até dali mais 3 km). Fomos pescar ali, eu, ele e o Salomão. O Salomão ficou em cima da ponte, batendo um papo com o guarda florestal que chegou ali para uma vistoria. O Salomão ficou falando sobre o “Mechtre” (era assim que ele pronunciava). Ali havia um banquinho de madeira que o pessoal usava de apoio, e o Pai estava preparando uma vara para pescar. E então gritou para mim: “Eu não estou bem” e já foi caindo de lado e corri para segurar. Gritei para o Salomão se aproximar e, enquanto isso, ele falou: “Aconteça o que acontecer, não me leve para um hospital”. Os dois soldados que estavam ali vieram correndo também e quiseram usar a técnica de carregar as pessoas nos braços... mas ele mesmo disse: ”Não precisa me carregar, deixem que eu caminhe!” e ele caminhou os 150 m que faltavam para chegarem no carro. Viemos para casa, na estrada ele conversou normalmente, dizendo que estava bem. Chegando em casa, foi ao banheiro. Quando ia saindo, desmaiou. Corremos para ampará-lo, pusemos na cadeira e chegou a Emilinha, (a médium que fora a mãe de Samuel, grande vidente e de incorporação). O ser que veio acompanhando sugado pela aura dele pegou a Emilinha, jogando-a no chão. O Pai falou: “Eu não vou te erguer, não! Levante-se! Você jogou a médium no chão, que se levante!” Aí fizemos cadeia de mão e começamos a rezar e a Emilinha levantou e ele se comunicou. Disse ser um grande chefão, rebelde, e falava: “Quem manda sou eu, e vocês têm que me obedecer!” e o Pai falava para ele: “Até agora, sim; daqui para a frente, não! Agora você vai ver outras coisas”. Ele foi tão rebelde que não se rendeu, saiu preso. O Pai destruiu toda a gang dele que, quando viram que ele estava acorrentado, preso e sem ação, correram!”

Os rios: Tietê Depois passei para Borborema, e fiz amizade com o pessoal de lá. Ele vinha e nós íamos para o Tietê, que naquela época não era represado, então tinha a dona Antonia que é irmã da senhora a quem a gente entregava boletins em Borborema. Na propriedade da dona Antonia, antes da represa, ela explorava uma parte da propriedade com barquinhos, alugando as canoas. A gente dava 5 cruzeiros e ficava o dia inteiro com o barquinho. Havia uma pedra no meio do rio e íamos para lá remando, coitava e ficávamos ali o dia inteiro, só

nós dois ou também o Vianello junto, ou também algumas vezes o Darci. Quando enjoávamos, remávamos para a margem, mas pegávamos peixes grandes. Isto foi na época em que vinham o Darci, o Delfim. Isto que contei acontecia durante a semana, porque eu trabalhava. Então eu ia com ele até o rio antes do sol nascer. Quando dava 7, 7e pouco, eu ia abrir a repartição e deixava ele lá. Lá pelas 11 eu fechava para o almoço e voltava para o rio. Retornava até as 3 horas, quando então saía de vez, deixando os funcionários para fecharem a Casa da Agricultura. Então ficávamos até escurecer. Foi aí que ele conheceu aquele índio que tinha um barrigão e falava que tinha 100 anos, mas não tinha... Ele dava receitas de chás e sobre as ervas, e em troca o índio arrancava minhocas para a pesca. Quando voltávamos para casa, fazíamos sessão. Geralmente estas temporadas duravam uma semana. Quem o trazia vinha na sexta feira, ficava o fim de semana e retornava para São Paulo, ficando ele na minha dependência para o transporte. No outro final de semana vinham buscá-lo novamente. Mais para a frente, o acompanhante não voltava mais, ficando com ele até ele ir embora, ficando mais livre, podendo ficar menos tempo na beira do rio. No final, retornava para o almoço. Antes, púnhamos umas cervejas num isopor e alguns sanduíches. Quando eu dava algum sanduíche de mortadela para ele, ele abria os pães e jogava quase todas as fatias de mortadela para os peixes, para cevar, queijo provolone... A Cida da sorveteria fazia companhia para a gente nos finais de semana, e o Toninho, marido dela, ia com o carro dele para um ceveiro que ele tinha no Ria São Lourenço numa pequena fazenda que o Malosso comprou. Às vezes íamos para Tabatinga num pesqueiro, mais para o fim... Quando alugávamos um batelão para ir para o meio do rio, o Pai ficava lá na pedra do meio do rio e eu o Darci ficávamos no barco, o Pai com três ou 4 varas. Quando um peixe grande levava a vara embora, eu e o Darci remávamos para ir buscar a vara fugitiva. Pega uma pedra, amarra na corda e joga lá no fundo e o barco não sai dali. Quando não era o Darci, éramos o Vianello e eu.

Os rios: Batalha Um dia atravessamos o rio (antes da represa) e o rio estava sujo, tinha chovido, e nós fomos para a boca do rio Batalha, porque o pirangueiro avisou que lá pegaríamos peixinhos. Como conhecíamos onde era, fomos remando. Chegando lá, aportamos a canoa na beira do barranco e começamos pegar lambarizinhos que dávamos para o Pai. O que ele fazia? Espetava um a um nos anzóis grandes, pelas costas do peixinho e punha na correnteza. Pegava cada dourado enorme! Ele pegou um punhado de peixes assim, mas soltou a maioria! Nesta beira do rio Batalha desembocando no rio Tietê, ali pegamos sempre muito peixe.

Os rios: Ribeirão dos Porcos Quando íamos também para o Ribeirão dos Porcos, mais recentemente, no rio São Lourenço, na curva do rio da fazenda do Malosso, então a pescaria saía de manhã e retornava para o almoço. Faziam sessões no retorno, e muitas vezes as sessões eram no meio da mata mesmo. Às vezes eu estava limpando peixe na beira d’água e ele falava: “Larga, larga tudo isso!” Subia o barranco e estavam o Hamilton, o Toninho, e o Osmar, a outra geração, fazendo cadeia de mãos e os médiuns descrevendo que o rio se transformava num rio enorme, quase um mar caudaloso, a floresta virando um hospital, os caboclos atendendo, a mãe Maria recolhendo

O Salomão também ia junto para pescar junto (Comunicação)Teve uma noite em que estávamos pescando e que apareceu uma estrela que clareou, clareou de uma maneira que, se tivéssemos, na época, tirado uma fotografia, apareceríamos como se fosse dia. Isto está registrado nos arquivos do céu. E quem é esta estrela? Gabriel de novo? Pode ser... Sim, é ele, foi ele sim.

(Mara) Eu e a Ilka presenciamos ele dizer “Pára!” para a chuva de vento, e vimos tudo cessar, vento e chuva, imediatamente.

(Armando) No sítio da Raquel, eu e ele só, e chegou o pai do Toninho, sogro da Raquel. Conversaram sobre plantação, sobre as chuvas e as colheitas: - “Pois é Mestre, estou angustiado, minha lavoura está murchando toda e se não chover nesta semana eu vou perder toda a roça”. E ele respondeu: -“Mas é assim tão grave? E você quer chuva?” E Toninho respondeu “Eu quero!” Então o Pai respondeu: - “Pode ir para casa que amanhã estará tudo molhado por aqui.” e ele foi embora, eram umas 11 da manhã. Quando deu 11 e meia, o Pai falou: “Recolhe tudo e vamos embora, vai chover!” No dia seguinte, estávamos ali pescando novamente e ele retornou para agradecer “Quero agradecer porque choveu na minha roça todinha, mas não esperava, porque o céu estava tão limpo e claro... e veio uma chuvarada”

(Encarnação, esposa de Armando) Passamos um dia num pomar a caminho de Tabatinga, estava um sol, uma sede... saindo da casa da Roseli dissemos: “Que calor que está fazendo, que seca!” Ele abriu os braços e disse alto “Que venha a chuva!” e foi o tempo de nos abrigarmos, pois a chuva caiu. Aqui, uma vez ele parou uma ventania muito forte e ele faz parar imediatamente. (Armando) Aqui ele pronunciou: “Eu trocaria todos os passeios por uma boa chuva!” E choveu imediatamente, chuva farta. Mas que espetáculo! Só quem assistiu é que acredita... (Pai, em comunicação, na hora em que conversávamos para este depoimento) Não, não é só para quem vê que acredita... isso acontece para espíritos merecedores, porque esta história vai à frente, para esta humanidade que vem. E eles vão saber que, antes deles, já teve gente de trabalho, como nós estamos fazendo agora... e temos os nossos ancestrais lá atrás, que fizeram este trabalho e agora estamos colhendo do trabalho que outros já fizeram, não é isso mesmo? (Encarnação) Está no Apocalipse, que ele teria poder sobre o fogo, o vento e a água.

Casa da Yolanda Santoro

Casa da Yolanda

(Por Que Vinda a Itápolis, por Yolanda) “O Pai Divino escolheu Itápolis entre todas as cidades do mundo para visitar, principalmente porque o nosso padroeiro é o Divino Espírito Santo e também, segundo dizia estar ligado aos seus hospedeiros, por laços familiares de outras encarnações. Dizia que sua vida estava ligada à três pedras: nasceu em Itaquera –(nome derivado das palavras tupis itá=pedra e kera=dormir, ita-kera=pedra dormente), morava em Itaim (=pedra pequena) e vinha para Itápolis (=cidade das pedras), embora recebesse convites do mundo inteiro, os quais sempre declinava. Era enfático ao dizer que depois de Itaim Paulista, vinha nossa cidade: “Como Itápolis, não tem”. Assim que chegava aqui, queria passear; e mesmo quando todos estavam cansados da viagem, ele não dava tréguas. Dotado de extraordinária energia, acompanhá-lo, não era fácil. - Vamos comprar jacas e distribuí-las, ver o rio, as estradas ladeadas por vegetação luxuriante. Muitas vezes alongava o passeio, indo até Tabatinga, Borborema, para levar-lhes folhetos, fazer uma oração e atender pedidos de necessitados. Circulava por todo o município e cidades vizinhas, imantando toda a região com suas bênçãos e graças. Fazia questão de servir de cicerone às pessoas que o visitavam em Itápolis, mostrando-lhes os lugares mais pitorescos. Nas suas andanças, a prioridade era fazer a entrega de boletins e livretos doutrinários. Deixou um boletim sobre nossa cidade cujo título é o seguinte:

“O Porvir de Itápolis, Cujo Patrono É o Espírito Santo, Que É a Luz do Mundo, o Sal da Terra, a Graça de Deus, a Que Tira a Orfandade dos Filhos de Deus Mais Fiéis! Depois do Dilúvio, profetizado em Mateus, capítulos 24 e 25, e Apocalipse, capítulos de 17 a 21, reduzindo os viventes a um terço, Itápolis será um baluarte das Verdades que a Bíblia judaico-cristã ensina, as Fundamentais.

(O dia a dia do Pai Divino em Itápolis, por Yolanda) “Era o primeiro a acordar e às seis horas da manhã já tinha ouvido todo o noticiário, batia de porta em porta, acordando todos e dando as notícias, do dia, numa grande alegria e animação. O café da manhã era agitado, pois ele mexia com todo mundo, contava piadas, mas entremeando ensinamentos doutrinários. Era doce, brincalhão, humilde, igual, alegre como as crianças, sempre exaltando nas pessoas os pontos positivos. Mas nas doutrinas era enérgico e exigente no comportamento. Dizia: “Não gosto das pessoas, mas do comportamento das pessoas”. Ninguém escapava de suas broncas, quando necessárias.

Logo após saíam para a pescaria e seus companheiros mais frequentes eram o Armando, o Toninho, Osmar, Hamilton, e nos feriados prolongados vinham turmas de S. Paulo, de Brasília, de S. Carlos, formando uma verdadeira caravana que ia em busca dos peixes dos rios Tietê, Ribeirão dos Porcos, S. Lourenço, Jacaré, da represa.

Era sempre exigente no cumprimento do horário, ai daquele que atrasasse um minuto sequer: ficava para trás. Quando mais moço, levantava-se às quatro horas da manhã, batia na casa do Armando e amanheciam no rio, pescando até o anoitecer, voltando carregados de peixes que distribuía para as pessoas. Com o decorrer do tempo a duração da pescaria foi diminuindo e elas sempre terminavam com uma homenagem aos espíritos da natureza e com atendimento aos irmãos sofredores que perambulavam pelo local. Os médiuns presentes faziam a descrição do ambiente: o céu abria-se num chuveiro de luz e brilho, a vegetação florescia, espalhando seu perfume, as águas adquiriam brilho e movimentação divinos, irmanando com os elementos presentes, entidades hierarquizadas, tudo rendendo homenagem ao Pai Divino, transformando-se o outro lado num brilho cegante.

De volta da pescaria ia para o centro fazer a oração do meio dia e, logo em seguida, o almoço, que era sempre uma festa, uma confraternização cheia de muita alegria, de ensinamentos doutrinários, de lições de vida, para todos os seus companheiros. Todo final de almoço se fazia, pelos médiuns presentes, a descrição do ambiente, com a reprodução, no espaço, de todo o alimento para os que sentiam fome. Era um momento glorioso! Nesta mesa, acenando, está Emília Leite, a seu lado Armando Santoro, e Osvaldo Polidoro.

Após o almoço repousava por algum tempo, após o que jogava dominó com o pessoal, conversava, sempre ensinando alguma coisa e atendendo as pessoas que o procuravam.

Lá pelas dezessete horas, reunia a turma presente, e saía para apreciar o pôr-do-sol e fazer o arrebanhamento dos espíritos, nunca deixando de passar pelo cemitério. Por onde caminhava havia sempre muitos e muitos espíritos para homenageá-lo, um avisava o outro e formavam-se longuíssimas alas, além da Corte Celeste, que não o deixava nunca. Era um momento também de admirar a natureza, o pôr-do-sol, as árvores, as flores, as nuvens do céu, as aves que procuravam seus ninhos e cujos nomes ele sabia tão bem!

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.