[user_registration_my_account]
Capítulo 1 de 20
Parte 1 de 12
Biografia de Osvaldo Polidoro
Osvaldo Polidoro, Sua vida
Osvaldo
Polidoro,
Por ele mesmo
Compilação biográfica, por Mara SEVERO DE Castro Grupo Divinista Patriarca Jacó, 2013
Companheiros de jornada evolutiva, participantes das Palestras e das Instruções Divinistas do Grupo Divinista Patriarca Jacó,
Esta biografia do nosso Grande Irmão, Entregador das Verdades Divinas, Osvaldo Polidoro, foi uma compilação de trechos de gravações feitas de sua própria voz. Tudo foi organizado por décadas, cada informação está na década em que ocorreu. Quando alguma informação se fez necessária, a fim de não truncar a linha do tempo, fiz entrevistas com as pessoas que participaram desta ou daquela época, ficando, então, os fatos descritos segundo a visão deles. Na verdade, quando sondei se poderia fazer uma biografia, foi-me dada uma resposta negativa. O próprio Pai disse-me que não haveria necessidade já que, depois do Dilúvio, todos teriam a vidência necessária para verem por si mesmos os fatos que agora passo ao papel. Então estão aí, para que estudemos os trechos relembrados e mencionados por ele mesmo. Não fiz uma biografia nos moldes normais, esta é apenas uma forma de podermos conversar sobre as experiências que vivemos junto a ele, tendo um roteiro em mãos. A vida de Osvaldo Polidoro foi um exemplo até em seus detalhes mais sutis... que possamos, então, aprender mais e mais!
Elvia Mara Draugelis Severo de Castro
Índice
Antes do nascimento pg5 Os recados divinos recebidos pg 6 As orações escritas pg7 Sobre o Evangelho Eterno pg7 De 1910 até 1920 pg9 De 1920 até 1930 pg12 De 1930 até 1940 pg20 De 1940 até 1950 pg26 De 1950 até 1960 pg34 De 1960 até 1970 pg43 De 1970 até 1980 pg62 De 1980 até 1990 pg65 De 1990 até 2000 pg71 Sepultamento do corpo de nosso grande Irmão Restaurador pg93
Nota explicativa: As datas que aparecem antes dos depoimentos referem-se ao dia em que foi feita a declaração, sua gravação para posterior transcrição
Antes do nascimento
Trecho transcrito por Ricardo Serra, de uma gravação: Veja bem tudo isso que eu disse quando fui Crisna. Cento e cinquenta anos antes de ser Moisés no Egito, eu fui Crisna na Índia, e disse isso: “Pelo meu grau de infusão no Princípio ou Deus, onde houver matéria, cosmo, soma, - que em grego quer dizer matéria -, o que tenho em mim no corpo de matéria, eu sou mais do que toda a matéria, porque eu sou, de Deus, manifestação; o que houver, em mim, de vegetal no organismo, que todo mundo tem, por ser infuso em Deus, no que sou, eu sou mais do que todo e qualquer vegetal; dos animais inferiores, o que eu tenho em mim, porque fui inferior, como todo mundo começa, então eu sou mais do que tudo, porque eu sou de Deus a manifestação Divina; depois, dos animais superiores, dos quadrúpedes, também o que eu tiver em mim, eu sou mais, porque sou, do Senhor Deus, manifestação; dos espíritos humanos, eu sou mais, porque sou, de Deus, a manifestação; e do ser humano superior eu sou mais, porque eu sou, de Deus, manifestação; e dos anjos, dos espíritos desencarnados, eu também sou mais, porque sou, de Deus, manifestação”. Isso está no Bagavad Gita, a minha vida de Crisna. Bagavad Gita quer dizer Sublime Cântico da Imortalidade, Sublime Cântico da Imortalidade. E deixei uma sentença assim: "Sede como o sândalo que perfuma o machado que o fere", "Sede como o sândalo que perfuma o machado que o fere". Como Pitágoras eu disse: "O que é Verdadeiro, Bom e Belo conduz a Deus". Sempre eu deixei alguma coisa. Agora eu deixo uma sentença só para vocês. Meu Deus, nenhum homem escreveu tanto sobre a Terra como eu nesta encarnação. Então: "quem não é útil não desabrocha o Deus Interno". Quem de vocês vai medir a extensão disto: "quem não é útil para com o seu próximo não pode desabrochar o Deus Interno"? "Amai-vos uns aos outros" não é conversa, é ação nobre.
Tenho 6 nomes na Bíblia. “Aquele semelhante ao filho do homem que os regerá com vara de ferro é cheio de galardão” (Apocalipse) é o meu cartão de visita. (Itápolis 6/6/84)
De uma comunicação do Sagrado Princípio, 29-11-95, Itaim Paulista: Eu enviei o Profeta Elias ao mundo para rasgar os Sete Véus, os Sete Selos divinos contidos no Apocalipse, para que jamais esta Humanidade possa vir a reclamar de Mim, um direito que eles têm. Eis que Meus Dons, entreguei-os todos sob o Comando de Elias. A Restauração ficou sob o seu Comando e fi-lo ser Autoridade para com a Minha Lei... Enfim, dei-lhe todos os Direitos e Deveres que um filho Meu possa ter perante Mim quando chega a ter esta Autoridade!
Numa reunião em plano do Infinito, com espíritos de galáxias, uma certa hora Deus disse: - “Agora, filho Elias, desmanche-se aqui para ir parar lá”. Eu sei que não fiz aquilo comigo. Toda aquela minha grandeza... fui derretendo, martirizado, massacrado, esmigalhado, para caber neste corpo como se fosse uma pontinha de alfinete. Foi uma coisa medonha que só mesmo espírito para aguentar. Pensam que é fácil sair da minha Unidade, como eu sou, para vir ser isto aqui, neste lugar? (29-01-97) Eu vim com uma ordem: “Corte reto e profundo sem olhar para a esquerda nem para a direita. Nunca confunda quem é do Sim com quem é do Não; quem é da Virtude com quem é do Vício; quem é do Certo com quem é do Errado; quem é do Bem com quem é do Mal... não confunda ninguém!” (23/3/97) Vim ao mundo assim: - “Filho, título do mundo... não queira; um anel, não queira; uma roupa diferente, não queira. Não queira nada do mundo, nada daquilo que faça você parecer ser mais do que os outros. Na sua consciência do que é, seja o que é. (e mais uma palavra, que só disse a alguém daqui ontem, e não quero que digam a ninguém)”. Ele não disse: - “Você está precisando de alguma coisa a mais que Eu lhe dê para fazer o que deve!” Ele disse: - “Faça o que sabe: o Evangelho Eterno e tudo o mais”. Eu, Kardec, reencarnei em Portugal e fiquei dois anos na carne (depois eu viria para cá). Mas numa roda espírita, um espírito disse para todos: “Este menino é Kardec reencarnado” e aquela gente ouviu. No Mundo Espiritual decidiram que eu tinha, então, que sair da carne. Desencarnei para nascer aqui. Minha mãe de lá está na família do Coronel Jorge Marino.
Kardec reencarnou em Portugal (em 1898) e viria para cá muito novo, mas muita gente viu e, por isso, desencarnou para reencarnar no Brasil, em 1910. (Santana, 20/7/77)
Antonio Polidoro veio ao Brasil aos 33 anos, primo de Ângelo Polidoro, o líder do grupo que embarcou no vapor BEARN. Chegou no dia 30 de novembro de 1887. Casou-se com Cristina Gagliardi e tiveram dois filhos: Roque e Ângelo. Na família Paccini, Ferdinando casa-se com Palmira, e tiveram os filhos: Aléssio, César, Agda Melânia e Mariana. Estes vieram no vapor Romolo, que chegou em 8 de maio de 1893. No dia 4 de janeiro de 1908, casaram-se Roque Polidoro e Melânia Pagini,(não consta seu nome de forma correta porque não souberam escrevê-lo direito no cartório), e vieram os filhos:Juliano (1909), Osvaldo (1910), Cristina (1912), Ferdinando (1913), Danilo (1916), Alda (1917), João (1920), Palmira (1921), e eu, Genoefa (1927). Desencarnaram ainda Yolanda, Maria, Saulo e Joaquim. Ângelo e Roque compraram muitas terras em Itaquera e instalaram-se ali, trabalhando com olarias.(tia Nena, em entrevista)
Os recados divinos recebidos:
Eu e Jesus, num reino X, houve uma manifestação de Jeová, que disse com rigor: “Filho Elias, com inteligência ensine para que, com inteligência, se modifiquem, porque virei com todo rigor sobre esses filhos, porque já lhes dei demais e eles correspondem de menos”.
Filho Elias, encha o mundo de informações. Depois, virei com todo rigor sobre os filhos da terra. Já lhes dei demais e eles correspondem de menos. (Itápolis 6/6/85)
De Jeová: “No mundo, filho Elias, faça o que puder, sem julgar a minha Justiça. Lembre-se bem: antes de você saber, sabia Deus e a Minha Justiça”. (Santana, 16/7/79)
“Lembra-te bem, filho Elias, lá no mundo, quem tiver que vir até você, Eu, o Senhor teu Deus, enviarei”. Os que estavam assinalados por Deus de um dia parecerem na minha frente, vieram. Verdadeiramente não virá a mim a não ser aquele a quem o Pai enviar. (Itápolis 9/10/80)
Quando eu era mocinho de uns 15 anos, Ele me chamou na presença dele e disse isso também: “Filho Elias, lembra bem. Você e sua consciência do mundo, mas a carne pode entorpecer... Se encontrar um quartinho de pau a pique e desmanchar, errou. Se consertar, melhorou. Se construir um quarto de tijolo, melhorou... Se você deixar um castelo dourado para fazer a liberdade de quem o habitar, ótimo! Vá, a liberdade é sua, a responsabilidade é sua. (Itápolis, 28/3/83)”
“Filho Elias, não tenha uma roupa, um anel, um título, nada que o torne diferente dos outros”. Tanto no Exército, como na ONU, como na presidência da República, nada aceitei. Nunca fiz sessão numa casa minha, porque nunca tive. Está muito agradável, porque é a vontade de Deus. (Itápolis 10/9/84)
Era mocinho, tiraram-me do corpo e levaram para uma cidade, numa praça central onde havia todas as nações. Chegou à frente um Anjo Divino, tinha o aspecto da verdade. Eu olhava para a humanidade. Ele fez com a mão aparecer um monte de lenha. -“Faça uma fogueira!”. Fiz aquela fogueira; naquela chama fui subindo e Ele ao meu lado, varamos o espaço. Lá no fim um cone; em cima, uma agulha que varava o infinito. - “Agarre isso!”, e eu agarrei. Lá, senti muito medo. - “Filho Elias, do ponto em que você está ninguém desce; ou se sustenta, ou se rebenta” (Santana, 5/4/85)
Aos três anos e meio: “Compre uma Bíblia (tradução Antônio Pereira de Figueiredo), leia 7 vezes o Evangelho de Jesus segundo João. Faça dela o travesseiro da vida”.
Em criança foi-me dito “Volte ao mundo com o espírito sem medida, mas adstrito à vontade de Deus”. (Santana, 19/4/74)
As orações escritas:
Os boletins foram feitos sob um controle grande de Jeová. Quando eu tinha 15 ou 16 anos puseram-me numa praça que simbolizava a humanidade e uma voz disse: “Filho Elias, olhe para o Norte da Terra!” E vinham de lá todos os tipos de transportes existentes: trem, cavalo, etc. “Filho Elias, encha a terra de informes Divinos, porque eles andarão pela terra em todos estes meios de transporte” E, dezenas de anos depois, eles andam pelo mundo... O primeiro impresso que saiu por ordem divina foi um boletim com a Oração de como se faz água fluida. Aquilo que não começa com oração, ligação com o Princípio ou Deus, não pode ir para frente. (Itaim 4/6/78)
“Filho Elias, faça de cada oração um testamento”. Não leiam as orações... Estudem-nas! Há um mês escrevi a Oração da Infalibilidade (Itápolis, 25/1/82).
Nesta minha encarnação, há 50 anos atrás, a Oração a Maria foi a primeira oração que escrevi, em 1º de novembro de 1960, (dia de Todos os Santos). Eu e Jesus combinamos deixar no mundo alguma coisa em torno daquela que foi nossa mãe no mundo. A última oração que pus no papel foi a Oração dos Divinistas, para o que virei Espírito e Eternidade. (Itápolis, 17/6/85)
Estava escrevendo “A Caminho do Céu” (em cuja introdução há o agradecimento a Siqueira Campos, porque ajudou a imprimir), e lá tem o capítulo intitulado DEUS. Senti um frêmito, debrucei sobre a máquina. Saí, Jesus ao meu lado. Atravessamos os umbrais, entramos na luz, fomos a um plano fora do planeta, aí paramos. Jesus disse “A tarefa é sua. Vim, com ordem de Jeová, fazer isso. Vamos penetrar em nós”. E penetramos em Deus, aos nossos níveis. Dentro de fração de tempo tínhamos perdido toda personalidade exterior. Éramos infinito e Eternidade, Sustentáculos de Mundos e Humanidades... estávamos infusos no Pai Divino. Voltamos, fiquei três dias sem pensar, porque senão penetrava e fugia do mundo. (Santana, 23/1/78)
08-08-1977 Hoje, um espírito que foi minha mãe, quis que eu escrevesse uma oração para as crianças. 16-08-1977 Esta noite ouvi a voz de JEOVAH que disse: “Apronte depressa a Oração para as crianças e uma convocação a todas as mulheres do mundo”.
27/7/97 Só para fazer a Poesia “Deus”, Ele entrou em mim, dominou tudo, nós ficamos um só e Ele escreveu d’Ele na 1ª pessoa do singular, masculino. Nisto, eu não fiz a menor intervenção, Ele falou d’Ele e acabou-se.
Sobre o Evangelho Eterno:
Aos 68 anos: O porvir dirá o que vim fazer. Leiam bem os boletins. Leiam bem o que ficará no mundo publicado, porque ninguém tirará nem um ceitil. Foi neste lugar a que fui mandado, e vim na hora certa para entregar o Programa Divino e Curas Espíritas*. Não quis pôr Evangelho Eterno porque o mundo está cheio de evangelhos. (*) Primeiro nome do Evangelho Eterno e Orações Prodigiosas
17/11/96 - Ia ser na metade do século que vem, mas como eu agi como agi, cumprindo como Deus foi mandando, Ele então me chamou e disse: “Filho Elias, você até extravasou. Tinha um limite, mas você chegou, em realizações e exemplos, a extravasar a fronteira do que era para ser só agora, então prolongarei seus dias na carne outra vez (porque, quando fui Elias, Ele prolongou em 14 anos a minha encarnação), complete a obra”. Então é por isto que o Evangelho Eterno e tantos livretos e folhetos saíram. O Divinismo era para ser no século que vem, mas agora... tirem proveito disto!!! Se Deus quis prolongar meus dias na carne para que eu fizesse a
entrega do que é Dele, o Divinismo, Dele e não de homens... se Ele quis assim, é do fundo da alma que digo: Tirem proveito desta graça divina, desta antecipação de Deus. Deus vos entrega através de mim, eu não forjei, entreguei!
Desta minha encarnação está dito: "Nada ficará para ser dito: Entregue o Evangelho Eterno".
Não ponho autógrafo neste livro (Evangelho Eterno) porque o autor é DEUS. (Santana, 29/7/81)
Por isso eu saí da carne como Kardec, Deus dizendo: "Filho, agora arregimente os trabalhadores das 11 grandes bíblias antigas, parta para a Terra do Cruzeiro do Sul, a Atlântida redescoberta, onde você entregou o primeiro documento iniciático do mundo, (que era uma coisa só, ilhas orientais e ilhas ocidentais, era um continente só). Você vai entregar a bíblia final, que Eu prometo no Apocalipse, que é seu, capítulo 14, versos 1 a 6, ou seja, a "Minha Bíblia", porque está escrito no Apocalipse para vocês: "Um cântico novo tereis, um anjo - quer dizer mensageiro - poderoso vos entregará o Evangelho Eterno". Vede bem: entregará. Olhem que, até agora, toda a bíblia funciona em nome de quem a enviou: Buda, Moisés, Jesus, Maomé, tudo isso. O Evangelho Eterno, que tendes agora à disposição, eu vim entregar, e não forjar. É de Deus, não é minha.
“Vá aonde quiser, mas não saia de São Paulo, a cidade que você ajudou a fundar”. O Evangelho Eterno tinha que sair do Itaim, porque de lá saiu a Popol Vuh. (Santana, 5/4/85)
Estava na cozinha de minha casa em Itaim e o Gabriel veio dizer que Jeová mandou ir à máquina. Jesus veio e se colocou ao meu lado. Jeová veio e mandou pôr isso no papel e disse: Isso (A Sagrada e Eterna Síntese) é tudo! (Santana 9/1/81)
Da Sagrada e Eterna Síntese, os Quatro Itens que todo filho de Deus deveria conhecer, ele sempre dizia: “São a Síntese do Evangelho Eterno, a Sagrada Síntese. Se quiserem que eu resuma o Evangelho Eterno e Orações Prodigiosas, eis os Quatro Itens. Se quiserem que eu explique os Quatro Itens mais pormenorizadamente, eis o Evangelho Eterno e Orações Prodigiosas, a Sagrada Análise”.
A entrega do livro “Evangelho Eterno e Orações Prodigiosas” foi feita em etapas, segundo a Humanidade foi suportando receber tais informes. Foi um trabalho cuidadoso, que requereu “jogo de cintura”.
Depoimento de Darci Bersani Um dia saímos da sessão de Santana, pegamos a rua Voluntários da Pátria e, enquanto descíamos, eu, que gosto muito do Nero e sempre gostei, pedi ao Pai: - “Sr. Osvaldo, não quer escrever uma oração ao Nero? - Para quê? Já não tem a de Maria Madalena e a dos Pretos Velhos? - É que se o senhor escrevesse, eu faria um livro só de orações!” - Você quer fazer um livro só de orações? Então pega o livro “Programa Divino e Curas Espíritas”, que está esgotado e que é o Evangelho Eterno prometido, e junta com as orações. - E vai ficar Programa Divino e Orações, o mesmo título? - Não, não! Escreva aí, pegue um papel: Evangelho Eterno e Orações Prodigiosas, este é o nome, já que querem ajudar fazer outro livro”. E Rosa, minha mulher, escreveu o nome num papelzinho apoiado na perna, para não esquecer. - Mas, se vão fazer, que façam rápido! E então juntamos o dinheiro e boletins para agregar textos. A Yolanda nos entregou algum material, procurou uma gráfica. O Liminha nos ajudou a ajuntar o material para somarmos, porque o Programa Divino era fininho e havia mais coisa impressa, e saiu, em 1978, o “Evangelho Eterno e Orações Prodigiosas”, numa compilação de tudo que estava em boletins esparsos. O trabalho foi da Rosa, do Liminha e eu, que pouco ajudei. O calhamaço do boneco ainda está aqui, cada página programada e numerada. Naquela época imprimia-se em offset, tinha que escrever tudo em máquina IBM, e demoramos meses para fazer tudo isto, perdidos na quantidade do trabalho. Um dia, quando fui buscá-lo para votar, levei uma bronca por estarmos demorando muito. Chegou a oferecer a máquina dele de escrever, para adiantarmos. - “Não é isso! Estamos com dificuldade para ajuntarmos os documentos!”, respondi. - “Faça assim como está, faça assim mesmo!”, disse ele. (Esta máquina a que ele se referia está na casa do Liminha, é uma daquelas bem antigas que é dobrável, Remington) Chegando em casa, comentei que ele estava bravo pela demora e fizemos do jeito que já estava. Eu estava pagando tudo sozinho, porque tinha vendido um carro, mas o Aristides tinha vendido uns sobrados e fez questão
de pagar a metade. Argumentei que queria ter o privilégio de pagar tudo sozinho, mas ele insistiu em querer colaborar. Isto foi no ano de 1977, quando então saiu o livro com a capa tendo o desenho de um anjo tocando trombeta, com um pé na terra e outro no céu. Quando a edição ficou pronta, pegamos uns pacotes e fomos para Itápolis e foi uma alegria! A gente não sabia que este livro ia ser o que é.
De 1910 até 1920
Quando se nasce, há um planeta de entrada, um regente e outro de saída. Eu tenho Vênus, Mercúrio e Saturno. O artístico Vênus, a cabeça ligeira de Mercúrio e a filosofia, a profundidade e a inspiração de Saturno. E outra coisa também: no dia 5 de junho de 1910, quando nasci, festejava-se o dia do Espírito Santo. Tive sorte! Pai Divino, eu não tive sorte... O Senhor é que mandou ser assim. Colocar base na Sorte é tirar o Senhor do páreo, não o faço! Tenho certeza, Pai Divino, que o que mandou fazer, eu procurei fazer do melhor modo. 14/4/96
12-04-1977 A minha divisão dos estados da matéria tem nove estados, não é como a da ciência da Terra, que tem seis.
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.