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Capítulo 9 de 14

Osvaldo Polidoro — parte 3 de 6

Que Fizeste do Batismo de Espírito Santo? · Osvaldo Polidoro

– Porque, para dizer as coisas terra-a-terra com a verdade, preciso era que se acusassem as igrejas dogmáticas ou corruptoras, que em seu tempo vieram para burlar a Igreja Revelacionista. Fazendo isso, elas que contavam então com muita força política (Dragão do Apocalipse, Cap. 13), reagiriam de modo violento, vindo o Consolador a se radicar na Terra à custa de sangue humano. Isso é o que procuraram evitar os espíritos do Senhor, dizendo a Kardec que não dissesse tudo, e que melhor era não trabalhar então, para fazer um livrinho de análise bíblica. Hoje, as coisas mudaram muito, e até a atmosfera diz que a verdade sobre o Cristianismo está fora dos que se intitulam ministros de Deus e infalíveis! Eles, na verdade, personificam a blasfêmia contra o Espírito Santo!

– Em suma, qual o extrato da verdade bíblica?

– A Bíblia, em seus ensinos, repousa sobre dois pólos fundamentais: o primeiro é a Lei e o segundo é a Revelação. A Lei veio pela Revelação e assim a Revelação afirma a Lei. Portanto, isso quer dizer: deve o homem cultivar o Cristianismo, tal como o cultivaram Jesus e os Apóstolos; e deve cultivar a Lei, que manda ao homem apurar os seus sentimentos. Na I Epístola aos Coríntios, XIV, mostrado é como faziam os Apóstolos as suas reuniões; e no Sermão do Monte, mostrado é o dever do homem crente, que se resume em: amar, amar, amar!

– E no que trata dos dogmáticos, ou idólatras, ou forjadores de invencionismos que deprimem a verdade e corrompem a sã doutrina?

– Cumpre amar ao espírito nosso irmão, não confundindo jamais o espírito, igualmente filho de Deus, com a ideologia perniciosa que o domina; aliás, não há um só espírito que seja a Besta ou o Falso Profeta, pois que estes símbolos dizem respeito às ideologias e não aos espíritos que nelas possam crer. Os espíritos terão que penar, pelo que erraram e tenham feito errar, e as ideologias terão que ir para o:

“Mas a besta foi presa, e com ela o falso profeta, que tinha feito os prodígios na sua presença, com os quais ele tinha seduzido aos que tinham recebido o caráter da besta, e que tinham adorado a sua imagem. Estes dois foram lançados vivos no tanque ardente de fogo e de enxofre.” (Apocalipse, XIX, 20).

O tanque ardente de fogo e de enxofre é o ostracismo em que virão a cair as duas igrejas dogmáticas, que lançando anátemas contra o mediunismo, impuseram aos povos os simulacros e discursos falazes. Elas cairão, e na Terra levantar-se-á a Igreja Restaurada, tal qual a deixaram os Apóstolos, como lemos I Coríntios, XIV. No Apocalipse está escrito:

“Eis aqui depressa virei, e o meu galardão anda comigo, para recompensar a cada um segundo as suas obras. Eu sou o Alfa e o Ômega, o primeiro e o último, o Princípio e o Fim.

Bem-aventurados aqueles que lavam as suas vestiduras no sangue do Cordeiro, para terem parte na árvore da vida, e para entrarem na cidade pelas portas. Fora daqui os cães, e os que dão veneno, e os impuros e os homicidas, e os idólatras, e todo o que ama e obra a mentira. Eu, Jesus, enviei meu anjo para vos dar testemunho destas coisas nas igrejas. Eu sou a raiz e a geração de David, a estrela resplandecente da manhã. E o Espírito e a esposa dizem: Vem. E o que houve, diga: Vem. E o que tem sede, venha: o que quer, receba de graça a água da vida.” (Apocalipse, XXII, 12 a 17).

O Espírito é a Revelação; foi ensinado prática e teoricamente pelo Cordeiro, o qual foi morto, por ter feito sinais e prodígios em virtude da mesma fonte de dons – o Espírito Santo ou a mediunidade – sem o qual elemento jamais haverá Revelação.

A esposa é a Lei ou a Moral. Ninguém mais do que o Cordeiro viveu-a completamente; e também por isso foi morto, porque Lei e Revelação são os pólos fundamentais da Verdade Evangélica. Quem quiser ser cristão, terá que fazer-se perseguido dos elementos mundanos, porque o culto da Lei e da Revelação os aborrece. Isso é lavar-se no sangue do Cordeiro.

No Talmud, livro de leis dos rabinos, está escrito:

“E na véspera da páscoa foi Jesus crucificado, por se ter entregue à magia e seus sortilégios.”

É que o culto do Espírito revelacionista facilitava ao Cristo descobrir os pensamentos e atos imundos dos pseudos religiosos, e eles, não O podendo suportar, porque lhes punha à mostra a podridão moral (tal como está contido em I Coríntios, XIV, 24 e 25, acontece na Igreja do Cristo Mestre), procuraram matá-Lo e mataram-No, cumprindo-se a Escritura.

Do mesmo modo, pois, todo o que se propuser a cultivar o são Cristianismo, que é o culto da Lei e da Revelação, terá contra si os falsos religiosos, etc.

– Como deveremos encarar o Cristo?

– A humanidade não sabe ainda e por muito tempo o não saberá. Ele foi a lição sem fim, e, portanto, é o símbolo de toda a sabedoria espiritual e material. Encarnou o Verbo, que quer dizer Filho ou Emanação. Se há sabedoria na utilidade e transição da matéria, Ele isso representou; se há utilidade na evolução do Espírito, e se nisso sabedoria houver, Ele também o revelou. Se o homem ou espírito deve ser obediente à sabedoria de Deus, Ele o exemplificou. O Cristo representou, pois, o Princípio e o Fim, isto é, o Emanador e a Emanação ou Verbo.

– E sobre o seu corpo?

– Ele jamais seria Cristo, se não viesse em espírito e matéria. Figurou a matéria em sua

eterna transição, ganhando peso atômico e potencial elétrico, isto é, variando nesses valores, porque sendo sempre a mesma, a matéria muda de estados continuamente. Transição e utilidade, eis o que disse Ele no seu exemplo sem fim, no que representou a matéria.

– E sobre esta observação de João?

“Caríssimos, não creiais a todo espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque são muitos os falsos profetas que se levantaram no mundo: Nisto se conhece o espírito que é de Deus: todo o espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne, é de Deus...” (I João, IV, 1 e 2).

– Sabeis que Jesus se comunicava, depois de crucificado, pelo Espírito mediúnico ou Santo; e por esse meio instruía os Apóstolos na confecção dos escritos, que serviriam de pontos de informação, no futuro. Não eram os Apóstolos os que duvidavam, mas sim os eternos falsos profetas. Em outro ponto observa Paulo, que melhor esteve em contacto com o Mestre ressurgido, sobre os que diziam que a ressurreição já era feita. É que não podiam os homens entender o que representa o fator Espírito Santo ou dons espirituais, o qual ou os quais tinha Jesus, sem medida! Ele atuava por esse elemento divino, e os homens que nada ou muito pouco entendiam, julgavam ser tudo miragem ou coisa de espírito livre da roupagem carnal. Quanto à natureza celular, capacidade magnética, poder vibratório, auxílio do plano astral, etc., ninguém duvide de que o Cristo os tivesse extraordinariamente, quer por ser um espírito puro, quer por estar, por necessidade missionária, empossado de valores autenticamente delegados.

No que representou o Espírito, ou esta parte da chamada Criação, Ele deixou dito que só um código existe, para os de dentro ou de fora da matéria, que só Deus é o manipulador desse código ou Lei.

– Por que Jesus não escreveu?

– Porque, como já está dito, Ele veio derramar o Espírito sobre a carne, coisa que foi feita no Pentecoste, e que o mesmo elemento ficaria como base de sua Igreja. Muito mais teriam adulterado a sua Igreja se Ele tivesse escrito, pois então, assim, diriam ser a letra o Evangelho e não o culto da Lei e da Revelação. Lembrai que o Cristianismo é fundado sobre o culto da Moral e da Revelação e não, como querem os adúlteros, uma simples religião revelada. Onde não se reunirem, como o faziam os Apóstolos, I Coríntios, XIV, não existe puro Cristianismo. Qualquer ato de louvor deve ser respeitado, e é certo que os mais identificados à matéria recorrem a meios mais materiais; porém, sem intercâmbio com o plano astral, por mais que haja vontade de fidelidade, o erro aparecerá. Cumpre ao homem viver a Lei e cultivar o Espírito mediúnico ou Santo.

Pelo culto da Moral e da Revelação, ou, como diz o Apocalipse, Esposa e Espírito, o homem será esclarecido, na altura de seus méritos. Quem mais alto for, tanto melhor apanhará os frutos mais saborosos. É a natural atração pela afinidade.

Individualmente, batismo de Espírito Santo quer dizer: manifestação de virtude mediúnica ou santa, que no indivíduo, já estava em estado de latência; e coletivamente, quer dizer manifestação coletiva, como se deu no Pentecoste, da mesma virtude embrionada no íntimo de cada um. E uma vez que o batismo já foi feito, isto é, que o dom foi revelado e a Igreja sobre o culto do mesmo foi fundada, cumpre que o homem siga o seu caminho.

– Nesse caso, traçou Jesus a sua rota, da manjedoura ao Pentecoste e não ao Gólgota?

– Lógico; Ele veio para fundar uma Igreja sobre a virtude que tudo une entre si e ao Emanador.

– Podem-se ter melhores informações?

– Sim. Vejamos que, quem se der ao trabalho de estudar a Escritura, encontrará pela frente quatro pontos fundamentais em torno dos quais gira toda a sabedoria escriturística:

O Pai, O Filho, A Lei e O Espírito Santo.

Isso pode-se traduzir por:

O PAI, Alma do Universo, Ser Indivisível, Onisciente, Onipotente, Onipresente, Imutável. Jamais será sondável em matéria de essência e origem, assim o creio eu. É melhor chamá-Lo PAI, do que DEUS.

O FILHO é o Verbo ou Emanação ou o Todo Emanado. Jesus, o Tutelar da Terra, veio representar a chamada Criação (Espírito e Matéria), nos seus direitos e deveres. É o mais vasto de todos os símbolos porque é a maior de todas as missões que um espírito possa viver. Podem existir espíritos maiores ou menores, mas um Cristo é sempre um símbolo completo, igual, portanto, aos outros Cristos dos outros mundos.

A LEI é a Força Equilibradora. Manifesta-se mais material nos planos materiais e mais moral nos planos mais moralizados ou espiritualizados. Não existem muitas leis, porém múltiplas manifestações de uma única Lei.

O ESPÍRITO SANTO é pura mediunidade. Assim como há um Emanador, há um Filho ou Verbo; assim como há uma Força Equilibradora, há uma Virtude que emana do Emanador ou Pai, e que banhando o Todo Emanado ou Verbo, une-se entre si e ao Emanador. Respeita Gênero, Espécie, Família, Hierarquia, etc. Seria estultice do homem querer limitar as possibilidades mediúnicas ou os poderes dessa Virtude Divina. Ela é, bem dizendo, a Voz do Pai a atrair para si o Filho. Feliz do espírito que atingiu a altura de poder dizer: JÁ RENASCI DO ESPÍRITO SANTO! Esse poderá dizer: EU E O TODO SOMOS UM SÓ, e livre da necessidade de reencarnar em planos inferiores, manter-se-á sempre na condição de Eterna Presença, nunca vacilante, tenha de ir onde quer que seja, viver a missão que for.

– Jesus, durante o tempo que viveu a sua missão de Cristo, nunca vacilou?

– Não. Só deu exemplos de como se utiliza a matéria e de como deve portar-se o Espírito. Tentado pelo materialismo (ou diabo), exemplificou a repulsa pelo mesmo; angustiado, no monte das Oliveiras, exemplificou a obediência à vontade do Pai. Assim, compreenda cada homem que, se for tentado à conquista da Terra, saiba fugir da mesma tentação. E se algum dia, no Horto da Vida, por expiação ou exemplo, tiver que sofrer qualquer angustiável ato, embora não possa deixar de sentir, deve suportá-lo com resignação, porque o Pai é quem sabe o que melhor nos convém. Seria desnecessário dizer isto, uma vez que dito já ficou, que o Cristo foi, em linha reta, da manjedoura ao Pentecoste.

– Houve, já, quem tenha visto a Deus?

– Sim, mas como o explica a Escritura:

“Também Sou o que te falei pelos profetas, e eu lhes multipliquei as visões; e pela mão dos mesmos profetas fui representado debaixo de diferentes figuras.” (Oséias, XII, 10).

– Como se explica isso?

– Espíritos ou anjos, recebem ordem de espíritos ou anjos que pairam em regiões muito superiores e vêm até aos médiuns ou profetas, ou seres cujas faculdades tenham sido patenteadas, e mostram-lhes a Deus, em formas simbólicas ou através de símbolos.

– E Jesus?

– Este, por poderes delegados, representou o PRINCÍPIO e o FIM, isto é, o Emanador e a Emanação; entretanto, vede bem, Ele tinha os anjos, ou espíritos, subindo e descendo sobre sua cabeça; foi confabular com espíritos no Tabor e, depois de ressurgido, como espírito, comunicava-se de diferentes modos, através das diversas faculdades dos Apóstolos, etc. A regra é uma; as manifestações é que variam. É assim que nunca há falta de seqüência, ainda que ao homem tal não pareça.

– Por que Espírito Santo é uma Virtude e se manifesta como se fossem muitas?

– De um lado porque é poderosa a vontade de Deus, que dá a cada um segundo os seus méritos; e de outro lado, porque há sempre um determinado fim em cada encarnação, e a manifestação de muitas faculdades poderia desordenar a marcha para o dito fim. Essa Virtude é muito poderosa arma e a escassez de senso, do seu portador pode transformá-lo em blasfemo. Não é só a Besta e o Falso Profeta que devem ser chamados blasfemos, pelo fato de tacharem de – coisas de Belzebu – aos dons em que se manifesta o Espírito na carne; mas, também, aos que dele fazem uso duvidoso.

– Quais os atos que constituem uso duvidoso?

– Os repelidos pela sã moral; isto é, quem cultivar os dons e a Lei, ao mesmo tempo,

como o Cristo o fez só bem poderá fazer. A codificação kardeciana é pródiga em ensinamentos, para quem quiser entender.

– Como se deve entender, isto é, em que caráter se deverá tomar os ensinamentos contidos nestes escritos?

– Como ponto de partida para investigações mais profundas. Apenas como vislumbres dos grandes conhecimentos que mais tarde virão, quando a humanidade pela sua pureza assim o merecer. Ninguém dogmatize coisa alguma que até este tempo tenha sido dito, por quem quer que seja, uma vez que tudo tem sido dado a ver, até agora, mui mediocremente!

– E os que buscarem pretextos para contradição?

– A humanidade é composta de muitas almas encarnadas e desencarnadas, constituindo, digamos, três escalões: vanguarda, centro e retaguarda. Sempre que algo de novo aparece, para a vanguarda é simples, para o centro é esquisito, e para a retaguarda é a eterna – confusão! Ninguém se iluda com aparências, títulos e outros ornamentos temporais; os verdadeiros servos dificilmente têm onde reclinar a cabeça, é a prova que dão de sua superioridade espiritual, é que são mais guiados por intuição do que por intelectualismo.

– E sobre o fato de passar um mil, e outro mil, não?

– A Besta ou corrupção duraria mais de um milênio e menos de dois; isto é, passar-se mil anos e não completar-se-iam dois mil, sem que fosse restabelecida na Terra a Igreja do Cristo. Assim é que estamos trabalhando para o cumprimento da profecia. Estudar a Escritura é dever, porque ainda muito longe estão os melhores livros, em matéria de análise ou estudo, dos seus profundos ensinamentos. Também, ninguém poderá depor contra a sua capacidade de espírito profético. E nenhum livro é tão evocador de fluídos sublimes, como esse que foi e está sendo escrito, nos segundos e nos milênios, e que encerra a história dos grandes vultos que, sobre os montes de Israel, aformosearam o seu espírito, morrendo de zelos pelas coisas do Senhor.

Ninguém duvide do valor da pregação do Evangelho; o biográfico ou escrito, indica ao homem que: SE LEVANTE EM SEU ESPÍRITO E CULTIVE A LEI E A REVELAÇÃO.

– Como devemos encarar o Espiritismo?

– Devemo-lo por dois prismas: (a) – Quem quiser fazê-lo por este prisma, que é o real, só o poderá fazer, lembrando-se das palavras de Jesus:

“E todo o que disser alguma palavra contra o Filho do homem, perdoar-se-lhe-á, porém o que a disser contra o Espírito Santo, não se lhe perdoará, nem neste mundo, nem no outro.” (Mateus, XII, 30 a 32).

O pecado contra o espírito emanado é uma coisa; o pecado contra a Virtude divina que tudo une, é outra coisa. O fato de quererem seja ele a terça parte de Deus, não procede, mas

é uma Virtude emanante d’Ele e, portanto, merecedora de todo respeito. Levando-se em conta que o Espiritismo é o culto desse elemento, que no gênero humano se manifesta como dons espirituais, deve ele – o Espiritismo – ser encarado como um sacrário inatingível pelas concepções humanas. Levará ele o relativo ao absoluto, transformará o homem-terreno em homem-Deus.

Esse Espiritismo não cresce nem diminui pelas negações ou afirmações de quem quer que seja; está na sua grandeza integra, esperando aos que nele queiram renascer, pois é esse o fim de todos nós, assim como é aquela a natureza do Espiritismo. Todo aquele que lhe quiser fazer afronta será esmigalhado pela Lei ou Poder Equilibrador. Os homens devem render-lhe o mesmo culto devido a Jesus; colocá-lo acima das suas cogitações, por melhor que estas sejam. (b) O Espiritismo, como corpo de doutrina, é, tal como está, o resultado de milhares de anos de trabalhos proféticos ou revelacionistas.

Podemos dizer que estamos em um ponto, na escalada da montanha, a subir por um atalho, e que outros, noutros tempos, trabalhadores das primeiras horas, iniciaram os trabalhos de abertura desse atalho. A cadeia vem desde os Patriarcas. Asseveramos ainda, sem o mínimo receio de errar, que estamos na quinta fase ou no quinto período. Antes, entretanto, devemos dizer uma coisa, e temos a grata satisfação de saber que ela já está dita, bastando transcrevê-la da Bíblia:

“O lobo habitará com o cordeiro, e o leopardo se deitará ao pé do cabrito: o novilho, e o leão, e a ovelha, viverão juntos, e um menino pequenino os conduzirá. O novilho e o urso irão comer as mesmas pastagens: as suas crias descansarão umas com as outras: o leão comerá palha com o boi. E divertir-se-á a criança de peito sobre a toca do áspide: e na caverna do basilisco meterá a sua mão a que estiver já desmamada.” (Isaías, XI, 6 a 8).

Isso que está exposto é o cume da montanha, e terá de ser atingido pelo conhecimento e culto do Parácleto ou Espírito Santo, que é o Espiritismo em sua manifestação, a mais simples e profunda. Quantos séculos serão ainda necessários para que a humanidade da Terra alcance essa perfeição? Responde a profecia, quando diz que o reino do Cristo será sem fim. É que Ele deixou o germe da Verdade, para que vá sendo posto a germinar, por quem de direito: qualquer criatura de bem.

– Por que estamos no quinto período ou quinta fase?

– O Espiritismo não peca por falta de boas tradições; por isso, comecemos por atender aos conceitos emitidos por aquele que fundou o povo de Israel, que mais tarde seria ou serviria de sementeira para o Cristo:

“Não se tirará o centro de Judá, nem General que proceda da sua coxa, menos que não venha aquele, que deve ser enviado. E ele será a expectação das gentes.” (Gênese, XLIX, 10).

E no livro de Isaías temos dezenas de profecias sobre a vinda do fundador do Espiritismo, o Cristo:

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.