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Capítulo 14 de 14

A Água Fluídica

Que Fizeste do Batismo de Espírito Santo? · Osvaldo Polidoro

À medida que os tempos forem se avançando, as faculdades mediúnicas ou aquilo que se chamava Espírito Santo irá, cada vez mais, manifestando-se, pois, pelas razões genéricas, torna-se uma conquista natural dos filhos obedientes. E à medida que tal se for dando, tanto mais a água fluídica poderá se tornar gradativamente mais medicamentosa.

O seu simples uso é pouco eficaz, porém se o seu conhecedor e cultor for capaz de uma firme disciplina, tomando-a seguida de atos de fé e de nobreza, então ela poderá atingir as alturas do prodígio. Tudo depende do mérito!

Em um centro bem organizado, com sessões práticas criteriosas e com horário rigoroso, por intermédio da água fluídica, muito se poderá conseguir em matéria de curas. É preciso aliar tudo, desde a atitude do paciente, ao trabalho dos guias; assim como, durante as sessões, haver um momento de recolhimento, propositalmente feito em prol dos que se acharem tomando-a como medicamento. Ela serve, também, para preparar os indivíduos que desejam desenvolver suas faculdades mediúnicas, pois o espírito transforma a água em depósito de fluidos seus, e, assim, torna o iniciante mais acessível ao seu domínio, por encontrar nele, ao se lhe aproximar, elementos fluídicos e magnéticos idênticos. É como se fosse uma escada que lhe facilitasse subir ao teto de uma casa. É também preparadora de bom ânimo, torna dócil quem dela faz uso, pois o bem igualmente anda em bandos...

Não é necessário dizer, que os fluidos podem ser captados, pelos espíritos, quer dos médiuns, quer do cosmo, quer dos vegetais e dos minerais; também, pessoas dotadas de faculdades podem, por si mesmas, fluidificar água. Em qualquer caso, porém, tudo depende de quem a fluidifica e do mérito de quem a toma. Ao centro cumpre orientar, e ao paciente, se quiser utilizá-la com vantagem, seguir as instruções. Eis uma norma útil; fornece-a o Centro Espírita “VERDADE”, de Itaim, e pode ser utilizada por quem quiser:

A água fluídica é a água saturada de elementos fluidomagnetizados; preparam-na os bons espíritos através das boas faculdades ou dons espirituais: I Epístola Coríntios, XII.

Ao seu utilizador cumpre seguir estas normas:

(a) – encher um litro de água limpa, colocá-lo sobre uma mesa e fazer a seguinte prece ou invocação:

“Deus e Pai meu. Permiti, Senhor, em nome de Jesus Cristo, que os teus anjos ou bons espíritos coloquem, nesta água, o que for

necessário para curar-me. Contudo, Senhor, seja feita a tua e não minha vontade.”

(b) – tomar a água e ter a certeza da ajuda dos guias. (c) – evitar o ódio, o ciúme, a inveja, a raiva, a maledicência, o alcoolismo, o jogo, as palavras feias, o egoísmo; temer o orgulho! (d) – praticar a caridade, a lealdade, a verdade; ser trabalhador e respeitador das leis e das autoridades. Evitar a rixa e tudo quanto possa atrair maus elementos astrais. (e) – comparecer às reuniões do Centro, pois a comunhão de pensamentos e de sentimentos equilibra valores fluídicos e magnéticos e, por si só, constitui medicina. (f) – escrever nome e residência no livro de orações ou de corrente mental. (g) – durante as sessões, à hora indicada pelo presidente, fazer os pedidos que desejar, mentalmente, seja de cura ou de outras realizações da vida. Nada atribuir a milagres ou a mistérios, mas sim à Providência Divina, por intermédio dos guias espirituais ou delegados de Deus. (h) – convidar o próximo, sempre que puderes, para as boas práticas. (i) – fazer uma oração às 6, às 12 e às 18 horas; só pensar, então, nos guias do Centro. Quem pensa evoca, e quem evoca realiza.

Ao Centro cumpre:

(a) – segundo o Regimento Interno, fazer em hora determinada a concentração mental. O presidente fará a seguinte prece:

“Aqui estamos, Senhor, reunidos em comunhão de sentimentos. Permiti, Jesus amado, que os guias espirituais da casa e os nossos anjos de guarda nos assistam, para que possamos, cada vez mais trabalhar pelo progresso espiritual. Rogamos especialmente pelos que têm os seus nomes inscritos no livro de orações deste Centro, quer sejam encarnados, quer desencarnados. E confiamos, Senhor, nesta hora de concentração e fora dela, que os nossos pedidos sejam pelos vossos mensageiros considerados, para que, se dignos de serem atendidos, tenhamos nossos desejos realizados.”

Bastam alguns minutos de silencioso recolhimento.

Desenvolvimento dos trabalhos nos dias de sessão:

(a) – prece de abertura dos trabalhos; (b) – prece dedicada aos que sofrem, encarnados ou desencarnados; (c) – concentração mental para os fins supracitados; (d) – pregação evangélica ou leitura de livro, que edifique a criatura

moral e intelectualmente; (e) – sessão prática (nos moldes indicados pelos Apóstolos, tal qual lemos em I Epístola aos Coríntios, cap. XIV); (f) – prece de encerramento.

Consoante afirmamos, o texto acima citado é distribuído por um Centro e, sobretudo, visa congregar pensamentos bem sentidos para o alcance de vários e profícuos fins. Quem levar em conta a situação da humanidade do século XX, com as guerras e outras catástrofes que a esperam, e que circundarão o planeta de elementos desencarnados, na maioria fazendoo por precipitação e vindo a encontrar-se em dores horríveis no plano astral, imaginará o quanto de útil encerra a medida, pois visa armar a criatura de fortaleza, tornando-a capaz de defender-se.

Vêm próximos os dias em que os centros terão que trabalhar muito, amparando seres que, atacados por espíritos doridos, os buscarão. Quanto maior for a união de pensamentos bem sentidos, tanto melhor. Não basta que conheçamos grandes verdades proféticas; não basta que saibamos como deveríamos atuar, é preciso atuar com precisão. Sem união, onde há força?

____________________ NOTA: – A Bíblia utilizada para a confecção deste trabalho é da tradução Figueiredo.

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.