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Capítulo 8 de 14

Osvaldo Polidoro — parte 2 de 6

Que Fizeste do Batismo de Espírito Santo? · Osvaldo Polidoro

“O que crê em mim, como diz a Escritura, do seu ventre correrão rios de água viva. Isto porém dizia ele, falando do espírito que haviam de receber os que cressem nele: porque ainda o espírito não fora dado, por não ter sido ainda glorificado Jesus.” ( João, VII, 38 e 39).

Vejamos como se servia Jesus do mediunismo, para se comunicar com os Apóstolos e vice-versa:

“Até o dia em que, dando preceitos pelo Espírito Santo aos apóstolos que elegeu, foi assunto acima:” (Atos, I, 2).

E notemos como mandou preparar tudo para o grande dia:

“E comendo com eles, lhes ordenou que não saíssem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do Pai, que ouvistes (disse ele) da minha boca. Porque na verdade João batizou em água, mas vós sereis batizados no Espírito Santo, não muito depois destes dias.” (Atos, I, 5 e 6).

E o dia chegou, e o grande acontecimento se deu, tendo Jesus, então, terminado o batismo de Espírito Santo, como veremos:

“E quando se completavam os dias de Pentecoste, estavam todos juntos num mesmo lugar. E de repente veio do céu um estrondo, como do vento que assoprava com ímpeto, e encheu toda casa onde estavam assentados. E lhes apareceram repartidas umas como línguas de fogo, que repousaram sobre cada um deles. E foram todos cheios do Espírito Santo, e começaram a falar várias línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem.” (Atos, II, 1 a 4).

Quando diz E FORAM TODOS CHEIOS DO ESPÍRITO SANTO, entenda-se que neles ou nos presentes manifestou-se a faculdade ou dom, ou Espírito Santo, e que, através do mesmo, espíritos ou anjos comunicaram-se, dando as suas mensagens, em línguas diferentes (para constituir sinal) ou em o idioma normal dos agraciados com o dom espiritual.

Vejamos o pasmo causado, a blasfêmia dos infiéis e o testemunho dado por Pedro, de

constituir esse sinal o cumprimento de profecias:

“E tanto que correu esta voz, acudiu muita gente, e ficou pasmada, porque os ouvia a eles falar cada um na sua própria língua.” (Atos, II, 6).

“Outros, porém, escarnecendo, diziam: É porque estes estão cheios de mosto. Porém Pedro em companhia dos onze, postos em pé, levantou a sua voz, e lhes falou assim: Varões de Judéia, e todos que habitais em Jerusalém, seja-vos isto notório, e com ouvidos atentos percebei as minhas palavras. Porque estes não estão tomados de vinho, como vós cuidais, sendo a hora terceira do dia: Mas isto é o que foi dito pelo profeta Joel: E acontecerá nos últimos dias, diz o Senhor, que eu derramarei do meu Espírito sobre toda a carne, e profetizarão vossos filhos e vossas filhas, e os vossos mancebos verãos visões, e os vossos anciãos sonharão sonhos. E certamente naqueles dias derramarei do meu Espírito sobre as minhas servas e sobre os meus servos, e profetizarão.” (Atos, II, 13 a 18).

E para bem acentuar que Jesus foi o derramador, e que para se tornar tal, herdou primeiramente o Espírito no dia de seu batismo:

“Assim que, exaltado pela dextra de Deus, e havendo recebido do Pai a promessa do Espírito Santo, derramou sobre nós a este, a quem vós vedes e ouvis.” (Atos, II, 33).

E para que saibam todos que a graça é para quem merecer, ou para os que Deus quiser dar, independente dos despeitos humanos ou das fanfarras dos que se fizeram a si mesmos – ministros de Deus ou infalíveis:

“Pedro então lhes respondeu: Fazei penitência, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para remissão de vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo. Porque para vós é a promessa, e para vossos filhos e para todos os que estão longe, quantos chamar a si o Senhor nosso Deus.” (Atos, II, 38 e 39).

E por diante, sempre que havia reuniões ou cultos de fé, manifestava-se em os novos presentes o dom espiritual, e a prova de fogo era comunicarem-se os espíritos, dando mensagens em línguas diversas ou em linguagem natural dos médiuns ou agraciados:

“Estando Pedro ainda proferindo estas palavras, desceu o Espírito Santo sobre todos os que ouviam a palavra. E se espantaram os fiéis que eram da circuncisão, os quais

tinham vindo com Pedro, de verem que a graça do Espírito Santo foi também derramada sobre os gentios. Porque eles os ouviam falar diversas línguas, e engrandecer a Deus. Então respondeu Pedro: Porventura pode alguém impedir a água para que não sejam batizados estes que receberam o Espírito Santo, assim também como vós?” (Atos, X, 44 a 47).

E justificando-se diante dos peçonhentos de então, que pretendiam poder açambarcar os dons, acreditando-se escolhidos de Deus, diz Pedro esta coisa importante:

“E eu me lembrei então das palavras do Senhor, como ele havia dito: João na verdade batizou em água, mas vós sereis batizados no Espírito Santo. Pois se Deus deu aqueles a mesma graça que também a nós, que cremos no Senhor Jesus Cristo, quem era eu, para que me pudesse opor a Deus?” (Atos, XI, 16 e 17).

Que dizer, quando em pleno século vinte da era cristã, os discípulos da corrupção medram pelo mundo afora, dizendo-se crentes, ou trombeteando que estão com a palavra de Deus, para, com essas afirmações, melhor ensinarem a blasfemar contra o Espírito de Verdade?

Nada há que temer; duas são as condições a observar: a primeira é cultivar a Revelação, como está ordenado em João, XVI, 7 a 15, e a segunda é não atirar dádivas aos cães nem pérolas aos porcos, pois que não tendo eles qualidades de moral e de intelecto para apreciálas, pisá-las-ão e, tal como disse Jesus, se voltarão contra os ofertores ou doadores! Ninguém se iluda com os dogmáticos, porque o dolo lhes é o terreno comum!

– E a seguir?

– Transcreveremos algo que ateste o Espírito de dons e sinais:

“Por eficácia de sinais e de prodígios, em virtude do Espírito Santo: de maneira que, desde Jerusalém e terras comarcas até o Ilírico, tenho enchido tudo do evangelho do Cristo.” (Romanos, XV, 19).

“E não vos deis com excesso ao vinho, donde nasce a luxúria, mas enchei-vos do Espírito Santo.” (Efésios, V, 18).

No versículo acima manda que se encham os homens de dons e não de anjos ou espíritos comunicantes, como possam querer alguns.

“Não extingais o Espírito. Não desprezeis as profecias.

Examinai, porém, tudo: abraçai o que é bom.” (I Tessal., V, 19 a 21).

– Por que é necessário o cuidado com as profecias?

– Nisso está a prova de que o Espírito Santo é dom ou veículo intermediário e não espírito comunicante. Se assim não fosse, como profetaria o Espírito Santo erradamente? Sendo porém o veículo da Revelação, por ele podem se comunicar todas as espécies de espíritos, desde o Cristo até o mais mentiroso ou mistificador. Eis a razão de ser dos cuidados.

“Confirmando-a ao mesmo tempo Deus com sinais e maravilhas, e com virtudes diversas, e com dons do Espírito Santo, que repartiu segundo a sua vontade.” (Hebreus, II, 4).

“Aquele que tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: O que sair vencedor ficará ileso da segunda morte.” (Apocalipse, II, 11).

O que diz o Apocalipse, mandando ouvir ou cultivar a mediunidade, é o mesmo que diz Paulo, quando manda não extinguir o Espírito Santo.

– Como se pode saber que o Espírito Santo se manifesta como dons ou como mediunidade, na carne?

– A primeira e melhor maneira é cultivar o mesmo Espírito Santo ou mediúnico, com amor e por amor.

– Por quê?

– Porque assim, ficam livre dos espíritos embusteiros, e os verdadeiros se incumbirão de falar a verdade. Quem se têm feito portadores ou reveladores de ensinos errados, em todos os tempos, desde os Patriarcas e Profetas, são os espíritos ignorantes ou mistificadores, que acharam e acham acesso nos profetas ou médiuns levianos. Além do mais, cumpre notar que os espíritos pertencem a variados planos hierárquicos, e sabem o que sabem e não o que pensam os homens: que os espíritos sabem tudo!

– E sobre os espíritos errados, que diziam, nos tempos apostolares, não ter vindo Jesus em carne?

– Quando um fenômeno se dá e não são conhecidas as suas leis, os homens ou espíritos buscam uma chave ou teoria; e se nada podem afirmar de fato, com pleno conhecimento de causa, sendo pouco o moral intrínseco, dizem o que lhes convém à tese em vigência e pouco se incomodam com a verdade. No entretanto, já disse, todos os fenômenos se passam em virtude do Espírito Santo, e Jesus tinha essa graça, sem medida, conforme João, III, 34. Ele podia, pois, produzir mediunicamente, coisas que estão longe de ser compreendidas pelo intelecto dos habitantes do planeta.

– E sobre a não entrada na bem-aventurança, dos que não renascerem do Espírito Santo?

– Nicodemos ouviu Jesus dizer-lhe, que aquele que não renascer na sua crença, do culto, conhecimento e sentimento do que seja a graça prometida nos séculos anteriores, e trazida por Ele, não viria a herdar o reino dos céus.

– Por quê?

– Porque quem com Jesus não colhe, desperdiça; ou o homem cultiva e respeita o Espírito Santo, ou dele é blasfemo. Nunca poderá ser uma e outra coisa! E quem blasfemar contra a graça mediúnica, que é a chave dos mistérios e milagres de todos os tempos, manifesta à carne toda na hora propícia, não será perdoado e terá que pagar até o último ceitil! É bem triste o cabedal dos que dizem ser o dom espiritual coisa de Belzebu!

– E Nicodemos percebeu isso?

– Só cumpria que percebesse, porquanto Jesus, então, afirmou os dois renascimentos: o da crença nos dons mediúnicos e o renascimento do espírito, para alcançar a perfeição através das provas comuns. É em Lucas, XX, 35 e 36, onde bem se acha exposta a necessidade de provas e aperfeiçoamentos:

“Mas os que forem julgados dignos daquele século, e da ressurreição dos mortos, nem os homens desposarão mulheres, nem as mulheres os homens: Porque não poderão jamais morrer: porquanto são iguais aos anjos, e são filhos de Deus, visto serem filhos da ressurreição.” (Lucas, XX, 35 e 36).

– Antes de se fazerem bons, Deus não sabe se o são ou não seus filhos?

– Deus sabe tudo e tudo marcha para a perfeição; ninguém foi feito para a perdição. As falsas religiões, de que já falamos, no afã de atrair os simplórios para o seu redil peçonhento, desviaram a letra para o terreno em que se acha. Além do mais, cultivando a Revelação, terá o homem os ensinamentos que o Cristo não pôde dar então. Muitas são as coisas expostas nos livros de Kardec, que se enquadram perfeitamente nas promessas do Cristo, quando tal observou. Enfim, ou o homem cultiva a Revelação e se livra da Besta e do Falso Profeta, e vem a conhecer a Verdade, que o livrará, ou escraviza-se aos formalismos dessas pseudos ou falsas religiões! Nada poderá haver de contemplação com quem blasfema contra o Espírito Consolador, uma vez que o próprio Cristo não lhe prometeu uma redenção amena! Se a Igreja do Cristo, iniciada no Pentecoste, tivesse continuado como lemos em I Coríntios, XIV, a humanidade da Terra já estaria noutro nível moral, pois, sendo simplesmente revelacionista, estaria, conseqüentemente, sob o patrocínio de Jesus Cristo!

– Volvamos sobre o batismo de Espírito Santo, naquilo que se refere à manifestação do mesmo Espírito Consolador, como dons, na carne?

– Sim; e para tanto, transcrevendo as afirmações de Paulo:

“E sobre os dons espirituais, não quero, irmãos, que vivais em ignorância. Sabeis que, quando éreis gentios, concorríeis aos simulacros mudos, conforme éreis levados.” (I Coríntios, XII, 1 e 2).

Deve-se notar que o dogma, sendo o atrofiamento do princípio intelectual, é o mais profano e o mais imundo de todos os ídolos! Com eles as falsas religiões fazem da criança uma medrosa e do homem um covarde ou escravo!

“Há pois repartição de graças, mas um mesmo é o Espírito. E os ministérios são diversos, mas um mesmo é o Senhor. Também as operações são diversas, mas um mesmo Deus é o que obra tudo em todos. E a cada um é dada a manifestação do Espírito para proveito. Porque a um, pelo Espírito, é dada a palavra de sabedoria; a outro porém a palavra de ciência, segundo o mesmo Espírito; A outro a fé, pelo mesmo Espírito; a outro a graça de curar as doenças, com um mesmo Espírito; A outro a operação de milagres, a outro a profecia, a outro o discernimento dos espíritos, a outro a variedade de línguas, a outro a interpretação das palavras. Mas todas estas coisas obra um só e o mesmo Espírito, repartindo a cada um como quer.” (I Coríntios, XII, 4 a 11).

Note-se que o discernimento dos espíritos comunicantes é o mais ou um dos mais importantes dons, porquanto, sem discernimento quem saberia se o espírito estaria falando coisas exatas, mistificando ou mentindo? Além disso, porém, vai o respeito que devemos a todos os dons, porque Deus manda a cada qual o que lhe for mais aproveitável, para o bom cumprimento de sua missão na Terra.

– E como se devem reunir os crentes, para cultivar esses dons revelacionistas?

– Do mesmo modo por que o faziam os Apóstolos, como lemos em I Coríntios, XIV, e como se acha exposto na codificação kardeciana:

“Segui a caridade, anhelai aos dons espirituais, e sobre todos ao dom da profecia.” (I Coríntios, XIV, 1).

O tradutor Figueiredo consigna, pessoalmente no sentido: PROFETA ou VIDENTE:

“(Antigamente em Israel, todo o que ia consultar a Deus, dizia assim: Vinde, e vamos ao vidente. Porque aquele que hoje se chama profeta, se chamava então vidente.)” (I Reis, IX, 9).

Nos dias apostolares, o conceito já era outro, pois se chamava profeta ao médium que hoje se chama de incorporação, ou àquele que, quando tomado por espírito, fala a língua normal do médium. De toda e qualquer forma, porém, profeta é o homem que pode manter colóquios por uns ou outros modos com o plano astral. Quando se diz que Jesus veio tornar os homens herdeiros de dons mediúnicos, dizer se quer que Jesus veio transformar os cegos em seres capazes de ver! Prossigamos:

“Assim também vós, porquanto sois desejosos de dons espirituais, procurai abundar neles, para edificação da Igreja.” (I Coríntios, XIV, 12).

Uma vez que a pedra angular da Igreja é o Espírito Santo, que se manifesta na carne como dons, como poderá ser nobre e verdadeira uma Igreja, uma vez que deprime aos mesmos dons ou Espírito Santo? Nisso mesmo é que as falsas religiões (Besta 666 e Falso Profeta) se testemunham como tal: nelas o que é dom revelacionista é chamado de – coisa de Belzebu – e o que elas impõem, dogmas ou idolatria, é – PALAVRA DE DEUS !!!...

Prosseguindo na mesma Epístola, que ensina como se cultiva o mediunismo, ou como se faz uma sessão espírita, temos:

“Na lei está escrito: Em outras línguas, e noutros lábios falarei pois a este povo, e nem assim me ouvirão, diz o Senhor. E assim as línguas são para sinal, não aos fiéis, mas aos infiéis: porém as profecias, não aos infiéis, mas aos fiéis. Se, pois toda a Igreja se congregar em um corpo e todos falarem línguas diversas, e entrarem então idiotas, ou infiéis, não dirão porventura que estais loucos? Porém se profetizarem, e entrar ali um infiel, ou um idiota, de todos é convencido, de todos é julgado: As coisas ocultas do seu coração se fazem manifestas, assim, prostrado com a face em terra, adorará a Deus, declarando que Deus verdadeiramente está entre vós.” (I Coríntios, XIV, 21 a 25).

É por isso mesmo que as apostasias dogmáticas se lançam como feras contra a Igreja Revelacionista ou Espírita; elas sabem que as torpezas de que são e foram autoras, são postas à mostra para que a humanidade saiba em que mãos andou por séculos a fio!

– E não lêem sequer, que estão fora das práticas do Cristo e do culto apostolar?

– Lêem, mas os interesses do bolso, do estômago e do orgulho não os deixam respeitar a Verdade; não disse o Cristo, que quem erra se torna escravo do erro? Agora são elas ou eles, quem consigo mesmo terão que ajustar contas pelo que erraram e pelo que fizeram errar, induzindo os povos ao erro; e amparo nas Escrituras não encontrarão, porque elas dão testemunho de que a Igreja do Cristo é o culto do Espírito Santo!

Prossigamos:

“Pois que haveis de fazer, irmãos? Quando vos congregais, se

cada um de vós, tem o dom de compor salmos, tem o de doutrina, tem o de revelação, tem o de línguas, tem o de interpretar, faça-se tudo isso para edificação. Ou se alguns têm o dom de línguas, não falem senão dois, ou quando muito três, e um depois do outro, e haja alguém que interprete o que eles disserem. E se não houver intérprete, estejam calados na igreja, e não falem senão consigo e com Deus. Pelo que toca porém aos profetas, falem também só dois, ou três, e os mais julguem o que ouvirem. E se neste tempo for feita qualquer revelação a algum outro dos que se acham sentados, cale-se o que falava primeiro.” (I Coríntios, XIV, 26 a 30).

Note-se que a reunião dos verdadeiros crentes é feita num sentido todo de observação aos ensinos revelacionistas; todos assentados, esperando a palavra do alto e estudando o que os mensageiros de Deus disserem.

– E por que calar um, quando outro recebe espírito?

– É esta mesma observação de quando Paulo manda não extinguir o Espírito, não desprezar as profecias e aproveitar somente o que for bom; já falamos sobre as diferentes capacidades dos espíritos e sobre as diferentes maneiras de ver e entender as coisas, por parte dos mesmos. Além do mais, também os mistificadores podem falar, conforme I Epístola de João, IV, 1 a 3, nos informa.

– No verso 32, o que devemos entender?

– Diz ele:

“Porque os espíritos dos profetas estão sujeitos aos profetas.” (I Coríntios, XIV, 32).

Os espíritos dos que forem curadores, poliglotas, videntes, milagreiros, etc., estão afins com os que possuem os mesmos dons, encontrando neles maior afinidade e, conseqüentemente, melhor comunicabilidade e mais proveitoso trabalho. Não quer isso dizer, como muitos o desejam, que o espírito é sujeito à carne. Médium ou profeta é o espírito e não a carne; não teria senso dizer-se que o espírito está sujeito a si mesmo. O que aí diz é sobre a afinidade para o efeito de comunicação. Ademais, o Espírito Santo ou mediunidade, está, igualmente, nos espíritos desencarnados.

– E que mais?

– O mais diz, como o diz Paulo:

“Se algum porém o quer ignorar, será ignorado.” (I Coríntios, XIV, 38).

– Por que, na codificação kardeciana, o Espírito Santo figura como sendo o símbolo dos bons espíritos?

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.